❌

Normal view

Reis rivais se uniram para deter a última grande invasão africana na Península Ibérica e isso mudou a configuração do mapa da Europa

30 October 2026 at 19:29

Em 30 de outubro de 1340, as margens do rio Salado, próximo a Tarifa, na Espanha, foram palco de um dos confrontos mais decisivos do período da Reconquista. A Batalha do Salado contrapôs os exércitos cristãos da Coroa de Castela e do Reino de Portugal às forças muçulmanas do Império Merínida e do Reino Nacérida de Granada.

O objetivo do bloco islâmico era deter o avanço cristão e consolidar o domínio sobre o Estreito de Gibraltar.

A aliança militar e a disputa estratégica

O conflito teve início após Alboácem Ali, sultão de Fez e Marrocos, unir forças com Iúçufe I, emir de Granada, para recuperar posições no sul da Península Ibérica. Diante da ameaça sobre a cidade estratégica de Tarifa, o rei Afonso XI de Castela solicitou apoio militar ao seu sogro, o rei D. Afonso IV de Portugal.

A aliança uniu contingentes terrestres e forças navais. O controle marítimo e terrestre do Estreito de Gibraltar era o ponto central do confronto, pois garantia a passagem de suprimentos e tropas do Norte da África para a Europa.

Leia Mais:

O combate e a reviravolta em Tarifa

No campo de batalha, as forças aliadas dividiram as frentes: Castela combateu o exército do Império Merínida, enquanto os portugueses enfrentaram os contingentes de Granada. O ponto de virada ocorreu quando a guarnição cristã de Tarifa realizou um ataque surpresa saindo da fortaleza, atingindo a retaguarda do acampamento de Alboácem Ali.

O movimento causou desorganização nas tropas invasoras, culminando na vitória das forças hispano-portuguesas e na tomada dos acampamentos inimigos. A atuação na peleja rendeu a D. Afonso IV o cognome de “o Bravo”.

Impacto para a cristandade

A Batalha do Salado encerrou as invasões em larga escala originárias do Magrebe na Península Ibérica. A derrota das forças de Fez e Granada assegurou a hegemonia cristã sobre o Estreito de Gibraltar e alterou definitivamente o equilíbrio geopolítico no sudoeste europeu.

Plano de estado dos anos 90 transformou a Coreia do Sul em uma superpotência pop com a regra de “apoiar sem interferir”

30 October 2026 at 18:49

Imagina começar o dia cuidando da pele com uma máscara facial ao som de Blackpink, almoçar um saboroso bibimbap enquanto assiste a um filme de Bong Joon-ho e, à noite, fazer uma maratona da série de zumbis All of Us Are Dead acompanhada de frango frito picante e soju de morango.

Tudo isto é possível sem colocar os pés na Coreia do Sul. O movimento cultural conhecido como Hallyu, ou Onda Coreana, deixou de ser um nicho asiático para se transformar num autêntico terramoto pop global, conquistando milhões de fãs em todos os continentes e movimentando milhares de milhões de dólares.

Da indústria à potência cultural: a ascensão global da Coreia do Sul

O alcance desta expansão é impressionante e desafia qualquer barreira linguística. Músicas de grupos de K-pop como os BTS e as Twice conquistam rotineiramente o topo das tabelas nos Estados Unidos e no Reino Unido, enquanto produções como Squid Game batem recordes históricos de visualizações e o filme Parasite faz história ao vencer o Oscar de Melhor Filme.

O país, que há poucas décadas era reconhecido internacionalmente sobretudo pela sua indústria pesada, eletrónica e automóveis, reinventou a sua identidade e estabeleceu-se como uma superpotência criativa indispensável no cenário cultural contemporâneo.

O segredo do sucesso: apoiar sem interferir

Muitos analistas perguntam-se qual é a fórmula mágica por trás desta hegemonia, e a resposta reside numa combinação estratégica entre o dinamismo do setor privado e um apoio público inteligente. Desde o final dos anos 1990, com a presidência de Kim Dae-jung, o Estado sul-coreano passou a encarar a cultura como uma commodity de exportação, estabelecendo a diretriz de “apoiar sem interferir”.

Através de incentivos fiscais, linhas de crédito e investimento em escolas de artes e festivais renomados, como o Festival Internacional de Cinema de Busan, o governo financia as bases para que criadores e estúdios privados deem asas à sua imaginação com total liberdade artística.

Muito além do K-pop: a invasão da cosmética e da gastronomia

O impacto do Hallyu ultrapassou rapidamente as telas e os fones de ouvido, transformando hábitos de consumo em todo o planeta. A indústria da cosmética, o famoso K-beauty, atrai multidões aos bairros comerciais de Seul e caminha para movimentar mais de 18 mil milhões de dólares até 2030, graças ao uso de ingredientes naturais.

Ao mesmo tempo, a gastronomia sul-coreana ganha o mundo: o tradicional kimchi tornou-se um item indispensável nas prateleiras internacionais pelos seus benefícios para a saúde, o gochujang tem lugar de destaque nas cozinhas de grandes chefs e snacks como o corn dog e a bebida soju viraram tendências globais.

Um motor econômico mais valioso que carros e eletrodomésticos

Os números comprovam que a cultura se tornou uma das ferramentas econômicas mais poderosas da Coreia do Sul, superando os rendimentos de exportação de setores tradicionais como eletrodomésticos e veículos elétricos. Para ter uma ideia da magnitude deste impacto, estima-se que o grupo BTS sozinho seja responsável por gerar cerca de 3,67 mil milhões de dólares anuais para a economia do país através de consumo, turismo e exportações, sendo que o lançamento do single

Dynamite, por exemplo, criou quase 8 mil postos de trabalho.

Apesar dos holofotes, a indústria cultural sul-coreana também enfrenta desafios e debates sociais intensos. No passado, gestões governamentais conservadoras chegaram a criar “listas” para cortar financiamentos a artistas com posições políticas divergentes, incluindo diretores aclamados como Bong Joon-ho e Hwang Dong-hyuk. Além disso, o setor lida com controvérsias complexas sobre a saúde mental dos artistas, a pressão extrema na carreira, episódios de assédio e problemas estruturais revelados por escândalos nos bastidores da cultura pop.

O futuro multinacional e as lições para o mundo

A grande lição que o modelo sul-coreano deixa para o mundo é a sua capacidade contínua de inovação, resiliência e abertura global. O K-pop tornou-se uma operação verdadeiramente internacional, unindo compositores suecos, coreógrafos americanos e integrantes de diversas nacionalidades em grupos globais, ao mesmo tempo que desperta um interesse inédito pela aprendizagem da língua coreana em todo o mundo. Com a literatura sul-coreana a apontar como a próxima grande fronteira de sucesso internacional, a Coreia do Sul demonstra como a paixão pela narrativa e a valorização da cultura podem transformar uma nação numa referência global inabalável.

Cogumelo nuclear 8 vezes maior que o Everest: a explosão soviética cuja onda deu 3 voltas na Terra e foi 1.570 vezes mais forte que Hiroshima em 1961

30 October 2026 at 17:46

Em 30 de outubro de 1961, a União Soviética realizou o teste nuclear da Tsar Bomba – designada oficialmente como AN602. O dispositivo de 27 toneladas foi lançado de uma altitude de 10,5 quilômetros por um bombardeiro Tu-95V sobre a Baía de Mityushikha, no arquipélago de Nova Zembla.

A detonação ocorreu a 4,2 quilômetros acima do solo para reduzir a contaminação por radiação na superfície.

Impacto e escala da explosão

Com potência estimada entre 50 e 57 megatons, a energia liberada superou em cerca de 1.570 vezes a soma das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. A nuvem em forma de cogumelo resultante atingiu 67 quilômetros de altitude — alcançando a mesosfera e equivalendo a quase oito vezes a altura do Monte Everest —, com um diâmetro de topo de 95 quilômetros.

A onda de pressão atmosférica e a onda sísmica geradas pela detonação circundaram o planeta Terra por três vezes. O clarão da luz pôde ser observado a mais de mil quilômetros de distância, enquanto os danos materiais, como vidros quebrados, foram registrados a até 900 quilômetros do ponto central do teste.

Decisão técnica e redução de potência

O projeto original desenvolvido sob supervisão do físico Andrei Sakharov e do líder soviético Nikita Khrushchev previa uma capacidade de 100 megatons. No entanto, os engenheiros substituíram o revestimento interno de urânio-238 por chumbo.

A alteração reduziu o poder explosivo pela metade para limitar a precipitação radioativa na atmosfera e garantir tempo suficiente de fuga para a tripulação da aeronave.

Leia Mais:

Desfecho e legado geopolítico

Devido ao peso e às dimensões do artefato, a Tsar Bomba não se tornou uma arma de uso militar prático.

O teste confirmou os cálculos teóricos da física termonuclear multiestágio e impulsionou a assinatura do Tratado de Interdição Parcial de Ensaios Nucleares, firmado em 1963.

Fazenda da família de Rogério Ceni em Mato Grosso produz soja e milho e tem até campo de futebol em seus 3,9 mil hectares

30 October 2026 at 16:58

Antes de se tornar um dos goleiros mais celebrados da história do futebol brasileiro, Rogério Ceni, 53, foi uma criança moradora de fazenda no interior do Mato Grosso.

Na década de 1980, a família de origem paranaense adquiriu um terreno em Santa Carmem, município vizinho a Sinop. Ano após ano, o local foi transformado para a agricultura de grãos e, até hoje, é altamente produtivo.

Hoje, a administração da fazenda é dividida entre o pai, Eurydes, e o irmão mais velho do técnico, Rudimar Ceni.

Fazenda Dona Dozolina

A propriedade rural da família Ceni é associada à Associação de Produtores de Soja e Milho do Estado do Mato Grosso e se destaca na região por sua produtividade elevada.

Leia Mais:

Cerca de 70% da área é dedicada ao cultivo de milho e, segundo o site Notícias Agrícolas, as plantações contam com adubação fosfatada e controle de pragas feito com produtos biológicos.

Embora Rogério tenha se mudado do Mato Grosso para seguir carreira esportiva, a fazenda continua sendo seu local favorito para aproveitar momentos de lazer.

De acordo com um perfil do técnico publicado pelo UOL Esporte, o atleta costuma passar parte de suas férias na propriedade, onde gosta de jogar vôlei. E o espaço de mais de 3,9 mil hectares ainda conta com uma de suas marcas: um campo de futebol com grama verde e iluminação de estádio, bem ao lado dos gigantescos silos de grãos.

*Publicado por Juliana Santos em colaboração para CNN Brasil

Terra de Bob Marley: entenda por que a Jamaica já foi disputada por espanhóis e ingleses

30 October 2026 at 16:35

Conhecida mundialmente como a terra de Bob Marley e um dos berços do reggae, a Jamaica tem um passado marcado por disputas coloniais. Antes de ganhar projeção internacional por sua cultura, a ilha caribenha foi ocupada por espanhóis e posteriormente conquistada pelos ingleses, interessados em ampliar seu domínio na região.

Localizada ao sul de Cuba, a Jamaica despertava interesse por sua posição estratégica no Caribe, importante para as rotas marítimas e comerciais. Sob o domínio britânico, também se tornou um importante centro de produção de açúcar, sustentado pelo trabalho de africanos escravizados.

Por que espanhóis e ingleses disputaram a Jamaica?

Quando Cristóvão Colombo chegou à ilha, em 1494, o território já era habitado por povos indígenas, principalmente os taínos. A colonização espanhola começou em 1509 e provocou uma forte redução da população indígena, atingida por doenças, violência e trabalho forçado.

Embora não estivesse entre as colônias mais lucrativas da Espanha, a Jamaica ocupava uma localização importante para o controle das rotas marítimas. Esse interesse também atraía os ingleses, que buscavam expandir sua presença no Caribe e enfraquecer o domínio espanhol.

Em 1655, forças inglesas conquistaram a Jamaica, após uma tentativa fracassada de tomar Hispaniola, ilha atualmente dividida entre Haiti e República Dominicana. A Espanha reconheceu oficialmente a posse inglesa em 1670, por meio do Tratado de Madri.

Leia Mais:

Sob o domínio britânico, a produção de açúcar se expandiu e transformou a Jamaica em uma das principais colônias açucareiras do Caribe. Nesse período, Port Royal também ganhou importância como centro comercial e base de corsários e piratas. A cidade foi parcialmente destruída por um terremoto em 1692, perdendo parte de sua influência na região.

Como a Jamaica conquistou a independência?

A exploração colonial provocou diferentes formas de resistência. Entre elas estavam os maroons, comunidades formadas principalmente por africanos que escapavam da escravidão e se estabeleciam nas regiões montanhosas, onde enfrentavam as autoridades britânicas.

A escravidão foi abolida formalmente no Império Britânico em 1834, mas um sistema de trabalho compulsório manteve restrições à liberdade de muitos ex-escravizados até 1838. A Jamaica continuou sob domínio britânico e conquistou sua independência em 6 de agosto de 1962.

Nos anos seguintes, o país também ampliou sua influência cultural. O reggae, que surgiu no fim da década de 1960 a partir de ritmos como o ska e o rocksteady, tornou-se uma expressão da realidade social jamaicana, abordando temas como desigualdade, espiritualidade e resistência.

Foi por meio desse gênero que Bob Marley alcançou reconhecimento internacional. Canções como “Get Up, Stand Up”, lançada em 1973 com os Wailers, abordaram a defesa de direitos e ajudaram a levar ao mundo questões sociais presentes na história e na cultura da Jamaica.

Aos 34 anos, ele usa garrafas de refrigerante vazias como matéria-prima para alimentar impressora 3D por 7 horas sem usar tinta

30 October 2026 at 15:53

Garrafas de leite e refrigerante vazias agora podem ser transformadas em material para impressão 3D, graças a um designer gráfico argentino que encontrou uma forma de derreter o lixo plástico e transformá-lo em filamentos.

Francisco Martinenghi, 34, começou a reciclar embalagens PET de sua casa em Neuquén, a maior cidade da Patagônia argentina. Hoje, seu projeto Punto Verde Gráfico já consegue extrair 11,5 metros de filamento – o suficiente para alimentar processos de impressão por até sete horas – de uma única garrafa de 2,25 litros.

Os resíduos são separados por cor e produzem materiais vibrantes sem precisar de tingimento. “É o mesmo plástico que se reinventa e não gera plástico novo. […] Esta é a economia circular aplicada a gráficas reais”, descreve em sua página no Instagram. Segundo Martinenghi, este é o ápice de uma carreira de sete anos no design, hoje voltada a ajudar o meio ambiente.

Leia Mais:

Ao Neuquén Informa, jornal local argentino, ele contou que foi inspirado pelo volume de resíduos gerados pela impressão 3D, indústria cada vez mais popular. “Comecei a ver tantos resíduos de vinil, plástico, tinta, que comecei a sentir que isso tudo não poderia só ir para o lixo”, diz.

Francisco começou a fazer experimentos em casa, adaptando sua própria impressora e coletando materiais descartáveis: “A curiosidade me levou a investigar como fazer, o quão sustentável poderia ser.”

O próximo passo é converter o projeto em uma marca, comercializando produtos impressos com os filamentos reciclados. Nas redes sociais, já foi divulgado o primeiro lançamento: um chaveiro sustentável.

O empreendedor ganhou apoio de um programa de financiamento estadual e direcionará os fundos para adquirir mais máquinas e aumentar o volume produzido, além de contratar colaboradores. “Já estou em busca de uma trituradora industrial, uma extrusora de filamento maior e uma cortadora a laser. Espaço e trabalho são, hoje, o mais necessário”, disse.

Dakar 2026: Curiosidades del primer evento olímpico en África

30 October 2026 at 15:39
Senegal recibe una cita juvenil inédita con más de 2.700 atletas de todo el mundo, caracterizada por la paridad de género, la movilidad ecológica y una profunda integración social.

O desastre de 1940 que fez uma ponte virar ‘vela no vento’ e obrigou a engenharia a criar pistas com formato de asa

30 October 2026 at 15:36

Em 1940, nos Estados Unidos, uma pista fina e comprida colapsou após entrar em um movimento contínuo de torção provocado por ventos de cerca de 60 km/h. O impacto do ar atuou sobre a estrutura horizontal como uma vela no vento, aumentando progressivamente a oscilação até a ruptura.

O evento na Ponte de Tacoma Narrows, ocorrido no estado de Washington, nos Estados Unidos, marcou a história da engenharia civil e forçou a reformulação no projeto de grandes travessias, resultando na criação do tabuleiro aerodinâmico com bordas afinadas no formato de asa.

O efeito da aerodinâmica em grandes estruturas

Antes do acidente, o desenvolvimento focava no suporte a cargas verticais e no uso de cabos de aço em leque (estais) para sustentar o peso da pista sobre rios de até 1 km. No entanto, a queda da estrutura demonstrou que superfícies planas e oferecem grande resistência frontal à passagem do ar.

Para evitar a retenção do vento, os projetistas alteraram o perfil das pistas. Ao afinar as bordas na forma de asa de avião, o ar passou a fluir sobre e sob a estrutura sem gerar turbulência. A alteração reduziu a pressão exercida pelas rajadas e eliminou movimentos de torção.

Leia Mais:

Salvaguardas físicas em pontes estaiadas

A adoção do tabuleiro aerodinâmico passou a compor um conjunto de soluções físicas integradas.

Entre as tecnologias aplicadas estão as juntas de dilatação com dentes de aço, projetadas para absorver variações térmicas que fazem uma pista de 1 km expandir até 40 cm do frio para o calor, e aparelhos de apoio de borracha, que evitam o desgaste pelo atrito sobre os pilares.

Adicionalmente, ilhas de pedra (defensas) passaram a ser posicionadas no entorno das bases para bloquear colisões de navios desgovernados.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

Patrona das bruxas ou Senhora da Guerra? O que os manuscritos medievais realmente dizem sobre Morrígan

30 October 2026 at 14:56

Na mitologia celta, uma divindade capaz de assumir a forma de um corvo aparecia em narrativas de batalhas e anunciava o destino de guerreiros. Conhecida como Morrígan, a chamada “Senhora da Morte” era associada à guerra, às profecias e à soberania, desempenhando um papel importante nas histórias da antiga Irlanda.

O dia 30 de outubro aparece em alguns calendários espirituais contemporâneos como uma data dedicada a Morrígan, especialmente por sua associação com a morte e a bruxaria. A celebração ocorre às vésperas do Halloween, período em que personagens e tradições da mitologia celta costumam ganhar destaque.

Apesar dessa associação, não há registros de que os antigos celtas celebrassem Morrígan em uma data específica. Sua história aparece em relatos da mitologia irlandesa preservados em manuscritos medievais.

Quem era Morrígan na mitologia celta?

Morrígan aparece em relatos da mitologia irlandesa como uma divindade ligada à guerra, ao poder e ao destino dos guerreiros. Além de anunciar mortes, podia influenciar batalhas e assumir diferentes formas para interferir nos confrontos.

Uma das histórias mais conhecidas envolve Cúchulainn, guerreiro lendário do ciclo do Ulster. Segundo a narrativa, Morrígan tentou enfrentá-lo assumindo as formas de uma enguia, de um lobo e de uma novilha. O herói conseguiu resistir aos ataques, mas a relação entre os dois também ficou marcada por profecias sobre seu destino.

Leia Mais:

O corvo se tornou um dos principais símbolos de Morrígan, por sua associação com os campos de batalha. Em algumas versões da mitologia irlandesa, a divindade integra uma tríade feminina ao lado de Badb, ligada à guerra e à morte, e Macha, associada à soberania e à fertilidade. Outras narrativas incluem Nemain, relacionada ao caos e ao terror dos combates.

Associação às bruxas

A associação de Morrígan com a bruxaria moderna surgiu a partir de interpretações de seus poderes e de seu papel na mitologia irlandesa. Em algumas práticas neopagãs, ela é reverenciada como uma figura de proteção e força feminina.

A divindade também é lembrada durante o Samhain, antiga festividade irlandesa que marcava a chegada do inverno e influenciou tradições do Halloween. A celebração é associada a crenças sobre a aproximação entre o mundo dos vivos e o dos mortos.

Embora seja conhecida como “Senhora da Morte” e lembrada em celebrações próximas ao Halloween, a associação de Morrígan como patrona das bruxas e sacerdotisas vem principalmente de interpretações modernas. Nos relatos antigos, a divindade aparece ligada à guerra, à soberania e ao destino dos guerreiros.

Do “roubo” do casaco ao alívio da ansiedade: o verdadeiro motivo de elas ficarem com o moletom do parceiro

30 October 2026 at 14:35

A retenção do moletom do namorado por parte das parceiras não decorre de mero apego à peça ou esquecimento casual, mas sim de uma resposta biológica inconsciente para regulação emocional.

Estudos apontam que o hábito é impulsionado pelo vínculo olfativo e pela sensação de proteção gerada pelo odor do parceiro.

O impacto do cheiro no cérebro

O cérebro processa o aroma natural do parceiro impregnado no tecido por meio do sistema olfativo, que possui ligação direta com a amígdala e o hipocampo. Essas estruturas são responsáveis pelas memórias sociais e pelo processamento das emoções.

Pesquisas da University of British Columbia demonstram que a inalação do cheiro do parceiro romântico reduz os níveis de cortisol, o hormônio associado ao estresse no organismo feminino.

Além disso, a presença desse odor estimula a liberação de oxitocina, substância química ligada ao bem-estar e ao fortalecimento do vínculo afetivo, promovendo alívio da ansiedade e simulando o conforto de um abraço.

Leia Mais:

Objeto de transição no público adulto

Na psicologia, o vestuário retido atua como um objeto de transição. Esse conceito descreve itens utilizados para preencher fisicamente a ausência do parceiro e manter uma sensação contínua de segurança.

Portanto, o uso contínuo da peça funciona como uma ferramenta de proteção psicológica que torna o distanciamento físico mais suportável.

*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil

De pedrinha em pedrinha, coreano construiu mais de 80 pilhas de até 15 metros de altura; trabalho de 30 anos foi inspirado por “revelação divina”

30 October 2026 at 13:52

Entre os picos gêmeos da montanha de Maisan, no oeste da Coreia do Sul, está escondido um templo decorado com mais de 80 pilhas de pedra. Algumas são menores, compostas por colunas únicas de rochas equilibradas que desafiam a ação dos ventos; outras têm mais de toneladas de pedras acumuladas e atingem alturas de até 15 metros.

Todas elas foram construídas por um único homem: o eremita coreano Lee Gap-Yong, que empilhou cada pedrinha ao longo de três décadas como parte de um ritual de reflexão e espiritualidade.

A história do templo de Tapsa

Preservado até hoje como ponto turístico pelos monges budistas da ordem Taego, o pequeno templo começou a ser construído em 1885. Um eremita solitário subiu a montanha de Maisan, no estado de Jeonbuk, para meditar no vale entre seus dois picos.

Na tradição budista, empilhar rochas é uma forma de meditação ativa. A construção dos chamados “pagodes” ou torres de pedra é uma forma de pedir boa sorte e exercitar o equilíbrio e atenção plena.

De acordo com o abade do templo, Jinseong, em entrevista de 2024 ao veículo Cheongpung News, “enquanto Lee Gap-yong empilhava cada pedra, ele rezava pela independência da nação e pela salvação do povo”. Para o monge, “os misteriosos pagodes construídos com pedras representam a cristalização dos desejos e da prática espiritual de inúmeras pessoas.”

Na época, o território coreano, ainda unificado, estava sob influência japonesa e também era visado pela China. Só na década de 1880 foi criada a Taegeukgi, a bandeira nacional coreana, para reafirmar a soberania do país.

Leia Mais:

O trabalho do eremita começou quando tinha apenas 25 anos e estendeu-se até 1917, mais de três décadas depois. Estima-se que ele tenha construído acima de 100 torres de pedra, e cerca de 80 sobrevivem até hoje.

“A questão mais frequente sobre as torres é: como elas podem continuar preservadas, sem colapsar?”, contou o abade Jinseong. “É prova de que Lee Gap-Yong não as construiu só por fazer. Ele as construiu com consciência dos ângulos do vento, da direção na qual ele desce e onde ele se curva e sobe novamente. É uma ciência viva, uma torre que reflete por completo a providência da natureza.”

Como foram construídas as torres de pedra?

Segundo uma investigação do canal televisivo Channel News Asia, as torres começavam com uma base circular plana. Depois, novas pedras eram adicionadas dentro do círculo. O terceiro passo era equilibrar outras rochas por cima do círculo, formando uma pirâmide cônica.

A maioria das pedras era retirada da própria montanha e dos arredores, mas as rochas maiores foram trazidas de leitos de rios e outras regiões da Coreia. Entre elas, outras menores eram posicionadas para aumentar a estabilidade.

Nenhuma ferramenta ou argamassa foi utilizada para construir os pagodes. Diferente de outras torres de pedras comuns na tradição budista, o formato natural de cada peça era preservado, exigindo maior atenção ao equilíbrio e maior planejamento de encaixe.

17 de ago. de 2026
포레스트 필름 (@4rest_film) • Instagram photos and videos

O local só foi convertido em templo budista depois da conclusão do trabalho de Lee, que também se formou monge na velhice.

Tapsa está aberta à visitação, localizada dentro do Parque Provincial de Maisan. Nos arredores, trilhas repletas de natureza também atraem turistas. A primavera coreana, entre março e abril, é o momento mais propício para visitação: é quando florescem as famosas árvores cerejeiras, tingindo a paisagem de cor-de-rosa.

Há três séculos, uma jovem italiana desafiou as regras da ciência e se tornou professora universitária

30 October 2026 at 13:13

Em uma época em que as mulheres tinham acesso limitado às universidades, uma jovem italiana de apenas 21 anos conseguiu conquistar um cargo de professora em uma das instituições de ensino mais antigas da Europa. Em 1732, Laura Bassi passou a integrar a Universidade de Bolonha, na Itália, tornando-se uma das pioneiras da participação feminina no ensino superior.

A conquista não significou que ela pudesse exercer a profissão nas mesmas condições que seus colegas homens. Apesar do reconhecimento acadêmico, Bassi enfrentou restrições para ministrar aulas públicas e precisou encontrar outras maneiras de desenvolver suas atividades.

Como Laura Bassi conquistou um cargo na universidade?

Desde a infância, Bassi recebeu uma educação particular, algo incomum para as mulheres da época. Com o apoio da família, estudou línguas, matemática e filosofia, despertando o interesse de intelectuais que passaram a acompanhar seu desenvolvimento.

Em 1732, participou de uma apresentação pública de seus conhecimentos filosóficos, que contribuiu para ampliar seu reconhecimento em Bolonha. Naquele mesmo ano, recebeu o título de doutora em filosofia e foi nomeada professora da universidade, um feito excepcional para uma mulher no século XVIII.

Leia Mais:

Sua atuação se concentrou principalmente na física experimental e na divulgação das ideias de Isaac Newton, que ganhavam espaço entre os estudiosos europeus. Mas, o cargo universitário não garantia a Bassi a mesma liberdade de ensino concedida aos professores homens.

Por que a cientista enfrentou restrições para ensinar?

Apesar de ter conquistado um cargo na universidade, Laura Bassi não tinha a mesma liberdade que os professores homens para dar aulas. Sua atuação era limitada pelas regras da instituição, que restringiam a participação feminina no ensino. Em 1749, ela e o marido, o médico Giuseppe Veratti, organizaram um laboratório na própria residência, onde realizavam experimentos e recebiam estudantes interessados em física.

O espaço permitiu que a cientista mantivesse suas atividades de ensino e pesquisa fora das salas de aula da universidade. Ao longo dos anos seguintes, continuou participando da vida acadêmica de Bolonha e ampliou seu trabalho com a física experimental. Em 1776, mais de quatro décadas depois de sua nomeação como professora, conquistou a cátedra de física experimental no Instituto de Ciências da cidade, assumindo uma posição de maior destaque na instituição.

Laura Bassi morreu em 1778, aos 66 anos, apenas dois anos depois de assumir o cargo. Sua trajetória reuniu conquistas pouco comuns para uma mulher do século XVIII, em um período em que o acesso feminino às universidades e às atividades científicas ainda enfrentava fortes restrições.

Guerra dos Mundos: um especial de Halloween transmitido no rádio fez um estado inteiro acreditar que estava sendo invadido por alienígenas

30 October 2026 at 12:19

Na noite de 30 de outubro de 1938, véspera de Halloween, quem sintonizou a rede CBS nos Estados Unidos encontrou o que parecia uma programação musical interrompida por plantões urgentes: os boletins falavam de explosões em Marte e de um objeto misterioso caído em uma fazenda de Nova Jersey.

Era teatro radiofônico: uma adaptação do romance *A Guerra dos Mundos*, de H.G. Wells, dirigida por Orson Welles, então com 23 anos. No dia seguinte, jornais de todo o país descreveram uma histeria coletiva por conta da transmissão.

Às vésperas de completar 88 anos, o episódio segue citado como exemplo do poder do áudio para enganar, mas a pesquisa histórica mostra uma versão bem menos dramática do que a lenda.

Um noticiário fictício sobre marcianos em Nova Jersey

A Guerra dos Mundos foi ao ar às 20h, no horário da Costa Leste, dentro da série “The Mercury Theatre on the Air”, que a CBS dedicava a adaptações de clássicos da literatura.

Em vez de encenar o romance como uma peça tradicional, Welles e o roteirista Howard Koch deslocaram a trama, ambientada na Inglaterra do fim do século 19, para a pequena Grover’s Mill, em Nova Jersey, e a apresentaram como cobertura jornalística ao vivo.

Repórteres descreviam a multidão diante de uma cratera, autoridades davam declarações e a transmissão era cortada nos momentos de maior tensão. Em depoimento judicial, em 1960, o diretor e ator Orson Welles, criador do programa, contou que sua ideia era fazer uma transmissão em que “uma crise parecesse estar realmente acontecendo”.

Os detalhes de produção que deram realismo à cena

Os bastidores foram reconstruídos pelo escritor e pesquisador A. Brad Schwartz, autor do livro “Broadcast Hysteria”, que analisou centenas de cartas enviadas ao próprio Welles nos dias seguintes. Segundo ele, a equipe do Mercury Theatre não esperava enganar ninguém, porque considerava a história improvável demais.

As escolhas que tornaram o programa convincente nasceram da tentativa de evitar o ridículo. O início foi propositalmente lento, para que a velocidade da invasão parecesse aceitável mais adiante. O intervalo com a identificação da emissora, que em dramas costumava cair na metade da hora, foi empurrado para perto dos 40 minutos, o que deixou quem chegou atrasado sem o aviso de ficção por um bom tempo.

O ator Frank Readick estudou a gravação da cobertura do desastre do dirigível Hindenburg para imitar a voz de um repórter em pânico. Ora Nichols, chefe de efeitos sonoros da CBS em Nova York, criou os ruídos das máquinas marcianas, e o ator Kenneth Delmar imitou o presidente Franklin Roosevelt no papel de um secretário do governo.

Quantas pessoas ouviram a transmissão de fato

Os pesquisadores de mídia Jefferson Pooley, professor de mídia e comunicação da Muhlenberg College, e Michael J. Socolow, professor de comunicação e jornalismo da Universidade do Maine, resgataram os dados de audiência da época. Na noite do programa, o instituto C.E. Hooper telefonou para 5 mil domicílios em sua pesquisa nacional. Apenas 2% disseram estar ouvindo a peça de Welles ou algo semelhante, e nenhum citou um noticiário.

A atração concorria com o programa de humor do ventríloquo Edgar Bergen, um dos mais populares do país, e afiliadas importantes da CBS, como a WEEI, de Boston, nem chegaram a transmiti-la. Frank Stanton, executivo da CBS na época, lembrou depois que “em primeiro lugar, a maioria das pessoas não ouviu”. Quem ouviu, segundo ele, entendeu tudo como uma pegadinha.

O que os registros mostram sobre o suposto pânico

Os relatos de debandadas, suicídios e hospitais lotados também não resistem à checagem. Nenhum jornal da época noticiou um suicídio comprovado ligado ao programa. Pesquisadores da Universidade de Princeton que tentaram confirmar o boato de pessoas atendidas por choque em um hospital de Newark concluíram que a informação era falsa, e um levantamento feito seis semanas depois em hospitais de Nova York não encontrou atendimentos atribuídos à transmissão.

Uma ouvinte processou a CBS em 50 mil dólares, alegando abalo nervoso, e a ação foi rapidamente arquivada. Para Pooley e Socolow, “quase ninguém foi enganado pela transmissão de Welles”. O que houve foram ligações preocupadas para delegacias, redações e emissoras, o suficiente para convencer jornalistas de que algo grande acontecia.

O papel dos jornais na criação do mito

Um dos maiores jornais do país publicou um editorial intitulado “Terror pelo rádio”, e a revista do setor de jornais alertou para os riscos de notícias incompletas em um meio ainda não comprovado. O contraste entre o que se viu e o que se publicou chegou a ser flagrado por quem estava lá.

Um crítico de rádio de um tabloide nova-iorquino, Ben Gross, recordou em livro que as ruas de Manhattan estavam vazias enquanto seu táxi seguia para a sede da CBS, e o jornal dele estampou o pânico na capa mesmo assim. W. Joseph Campbell, professor da American University e autor de “Getting It Wrong”, analisou a cobertura e observou que a história “sumiu rapidamente das primeiras páginas”. Se a histeria fosse real, argumenta ele, os jornais teriam acompanhado o caso por semanas.

Um estudo acadêmico que deu números ao pânico

Em 1940, o psicólogo Hadley Cantril, professor da Universidade de Princeton, publicou “The Invasion from Mars”, com a estimativa de que cerca de 1 milhão de pessoas ficaram assustadas. O trabalho se apoiou em uma pesquisa feita seis semanas depois da transmissão, e o próprio autor reconheceu que a audiência medida ficou “mais de 100% acima de qualquer outra medida conhecida”.

Pooley e Socolow também apontam uma confusão de categorias no estudo, que tratou ouvintes assustados ou empolgados como se estivessem em pânico, embora dramas de suspense costumassem provocar essas reações no rádio. O livro, dizem os autores, permanece como a única fonte com respaldo acadêmico a sustentar a tese de um grande pânico.

Brasileiros passam 52 anos da vida diante de telas, diz pesquisa

 

Arqueólogos encontram pegada misteriosa de cachorro marcada em tijolo há quase 4 mil anos

30 October 2026 at 11:22

Todo mundo sabe que o cachorro é o melhor amigo do homem, mas desde quando esse animal é um companheiro fiel dos seres humanos? Uma nova descoberta sugere que há muito mais tempo do que imaginamos.

O Ministro da Cultura e Turismo da Turquia, Mehmet Nuri Ersoy, compartilhou nas redes sociais a descoberta de uma pegada de cachorro marcada em um tijolo há mais de 4 mil anos. De acordo com a publicação, a pedra foi encontrada na cidade de Cutáquia por um grupo de pesquisadores da Universidade de Bilecik, liderados pelo professor Erkan Fidan. 

“O tijolo estava na estrutura que desabou após um incêndio na Idade do Bronze. As pegadas de patas em sua superfície preservaram um pequeno momento da vida cotidiana”, escreveu Ersoy no X.

Tavşanlı Höyük’te yaklaşık 4.000 yıllık pati izleri bulduk. 🐾 🐕 Kütahya’daki kazılarımızda, patili bir dostumuzun henüz kurumamış kerpicin üzerinde bıraktığı izlere ulaştık. Tunç Çağı’nda yangın geçirerek yıkılan bir yapının molozu içinde bulunan bu kerpiç, bir zamanlar evin duvarında yer alıyordu. Üzerindeki pati izleri, dört bin yıl önceki gündelik hayatın küçük bir anını korudu. Batı Anadolu’nun en büyük Tunç Çağı kentlerinden Tavşanlı Höyük’te yalnızca yapıları ve eserleri değil, yaşamın böylesine küçük ve beklenmedik izlerini de ortaya çıkarıyoruz. 2021’den bu yana çalışmaları yürüten Kazı Başkanımız Prof. Dr. Erkan Fidan’a ve kazı ekibimize teşekkür ediyorum.

— Mehmet Nuri Ersoy (@MehmetNuriErsoy) October 26, 2026

De acordo com o blog Popular Science, a equipe de Fidan estava investigando as pegadas desde 2021. Os vestígios incluíam seções de paredes de tijolos de barro, comuns na época, feitas com uma mistura de água, terra e palha, que era então seca ao sol.

Mas, enquanto um lote de tijolos de barro estava exposto ao calor, o animal aparentemente passou por cima de um tijolo e deixou uma marca perfeita.

Seu cachorro come cocô? Descubra por que isso acontece e o que fazer

 

Juan, 72, e Antolina, 74, vivem em casas separadas há 50 anos e ele caminha até 30 minutos todo dia para ajudar com os animais: qual o segredo?

30 October 2026 at 10:19

Nas encostas elevadas dos Valles Calchaquíes, em Salta, no noroeste argentino, a história de Juan, de 72 anos e Antolina de 74 anos, redefine a convivência conjugal. Eles dividem a jornada afetiva há mais de 50 anos, mas decidiram habitar ranchos individuais de alvenaria rústica localizados na marca dos 3.500 metros de altitude. Essa escolha demonstra como a autonomia espacial pode caminhar lado a lado com um relacionamento duradouro.

A decisão de residir em imóveis próprios não teve origem em conflitos, mas no respeito ao histórico de cada um, pois ambos já detinham suas propriedades antes do matrimônio. A localização remota coloca as moradias a uma distância de cinco horas a pé em relação a Cafayate, polo urbano da zona. O arranjo familiar conta com o apoio do filho Clemente, que habita com a mãe, enquanto os outros dois herdeiros fazem visitas esporádicas.

A caminhada matinal e a rotina rústica na serra

O dia a dia do casal ganha ritmo nas primeiras horas da manhã, momento em que Juan percorre uma rota de 20 a 30 minutos na companhia de seu cão até a habitação de Antolina. Unindo forças, os dois conduzem ovelhas e cabras para o pasto e dividem todo o manejo do rebanho. Quando a noite se aproxima, o idoso refaz o percurso de regresso ao seu endereço original.

A sobrevivência na montanha apoia-se em recursos elementares, utilizando lenha, palha e pedras na construção e manutenção dos lares, com abastecimento hídrico feito por nascentes. A subsistência alimentar é complementada por plantios murados de milho, batata e abóbora, mantidos sob vigilância por conta dos ataques frequentes de pumas aos animais da fazenda.

A produção artesanal e a biologia da altitude

O manejo pecuário na região opera sob a lógica da agricultura familiar, soltando os bichos para pastejo diurno e recolhendo-os ao entardecer. Um estudo conduzido com 35 famílias de Payogasta, publicado no periódico Fave: Sección Ciencias Agrarias da Universidad Nacional del Litoral, indica que as propriedades locais mantêm cerca de 80 cabras em idade adulta. Toda a produção de queijo deriva da extração manual do leite, tendo a dieta animal baseada em alfafa, resíduos agrícolas e vegetação nativa.

O ambiente localizado a 3.500 metros do nível do mar impõe barreiras biológicas reais devido à escassez de oxigênio. Alertas emitidos pelo Governo de Mendoza informam que a falta de adaptação atmosférica desencadeia o mal da montanha a partir dos 2.500 metros, manifestando sintomas como enxaqueca, enjoo, tonturas e insônia.

Para os viajantes interessados no circuito turístico local, o portal oficial de turismo da Argentina orienta a realização de subida progressiva, consumo abundante de água e consulta médica prévia em casos de comorbidades circulatórias e respiratórias.

Batman de Londres: quem é o vigilante mascarado que distribui boas ações na capital britânica?

30 October 2026 at 09:51

Uma misteriosa figura mascarada vem chamando a atenção por toda a capital britânica ao realizar atos aleatórios de bondade. O chamado Batman de Londres conquistou um grande número de seguidores nas redes sociais ao aparecer em diversos locais para pagar o combustível de estranhos, tapar buracos nas ruas e até vender o doce Freddo pelo preço antigo de 5 centavos.

Após semanas de especulações, a BBC Londres foi convidada para um encontro secreto com o vigilante. O convite trazia apenas hora e local, levando a equipe a um beco deserto onde a figura finalmente surgiu. Ao ser questionado sobre suas motivações, o mascarado afirmou que qualquer um pode ser um herói e que seu objetivo é mostrar o lado bom da cidade em tempos difíceis.

Teorias sobre a identidade secreta

O mistério sobre quem está por trás da máscara tornou-se tão popular quanto as próprias boas ações. Muitos internautas acreditam que o homem fantasiado seja o YouTuber Niko Omilana, conhecido por vídeos de pegadinhas e por campanhas políticas anteriores em que também costumava tapar buracos nas ruas.

Apesar de Omilana ter enviado uma mensagem de voz à BBC negando ser o herói, as suspeitas continuam. O criador de conteúdo Roy Patrick declarou acreditar que ainda pode se tratar do influenciador ou de alguém enviado por ele, destacando que as teorias da conspiração em torno do caso movimentam a curiosidade do público.

Entenda o efeito Dunning-Kruger e por que quem menos entende de um assunto costuma ser justamente quem fala com mais certeza absoluta

30 October 2026 at 09:09

Quem nunca esbarrou em alguém nas redes sociais dando palpite cheio de propriedade sobre economia, inteligência artificial ou a escalação da Seleção Brasileira? Essa coragem toda para opinar sobre o que não se domina pode parecer um contrassenso, já que o natural seria esperar tanta convicção apenas de quem passou anos estudando o assunto.

A psicologia mostra que quanto menos a gente sabe, mais acha que sabe. Batizado em 1999 como efeito Dunning-Kruger, o fenômeno foi investigado por David Dunning e Justin Kruger. Em um estudo clássico publicado no Journal of Personality and Social Psychology, a dupla aplicou testes de lógica e gramática a voluntários e pediu que cada um avaliasse o próprio desempenho.

Confiança nas alturas e o papel do conhecimento raso

O resultado foi divertido e curioso: quem tirou as melhores notas achou que tinha ido mal, enquanto a turma dos 25% piores tinha certeza de estar entre os melhores. A explicação é bem simples: para saber o tamanho do nosso desconhecimento, precisamos de ao menos uma pontinha de bagagem. Sem ela, conceitos complexos parecem fáceis demais.

É o caso de quem resolve caça-palavras e acha que tiraria de letra uma prova de cálculo avançado. Como a pessoa nunca viu integrais na vida, sua mente nem percebe os tropeços. E vale notar: isso não é falha de caráter ou soberba, mas um truque do cérebro humano ao qual todos nós estamos sujeitos em alguma área.

Do volante aos tabuleiros de xadrez

Pesquisas mostram o viés em ação até em 80% dos motoristas, que juram dirigir acima da média, assim como em engenheiros, golfistas, enxadristas, investidores e até crianças tentando explicar o mundo. Nossos cérebros adoram juntar pontinhas soltas e criar histórias coerentes, mesmo com dados incompletos.

Por outro lado, quem realmente domina um assunto sofre do mal oposto: acha tudo tão óbvio que supõe que os outros também já sabem, além de ficar cada vez mais consciente de tudo o que ainda falta aprender. A boa notícia é que o efeito passa assim que recebemos feedbacks claros. Ouvir opiniões e reconhecer tropeços é o melhor remédio para não virar meme.

A lenda é real? A incrível descoberta sobre os dois cavalos de Troia gigantes que estão escondidos na Turquia

30 October 2026 at 01:22

Duas enormes réplicas do Cavalo de Troia chamam a atenção de visitantes na Turquia e mantêm viva a curiosidade sobre uma das narrativas mais conhecidas da Antiguidade. Inspirada na tradição da Guerra de Troia, a estrutura de madeira tornou-se um símbolo de uma história que atravessou séculos, misturando literatura, mitologia e investigações arqueológicas.

Para explorar esses monumentos e o patrimônio ao redor, uma reportagem especial da rede CNN, apresentada pelo correspondente Leroy Ah Ben e produzida junto à jornalista Işıl Sarıyüce, levou o público diretamente ao Museu de Troia, localizado próxima a Çanakkale, no noroeste da Turquia.

O resgate da memória e o acervo histórico

O primeiro cavalo está posicionado do lado de fora do próprio museu. Já a segunda réplica fica no meio do centro urbano de Çanakkale, sendo famosa por ter sido utilizada originalmente como peça de cenário do filme estrelado por Brad Pitt em 2004. A presença dessas duas atrações permite aos visitantes interagir diretamente com a lenda.

A experiência de explorar a atração por dentro

O repórter Leroy aproveitou a oportunidade para conhecer as estruturas internas do monumento gigante, “Não sabemos se o cavalo troiano existiu de fato, mas quando te dão a chance de entrar em um modelo gigante de madeira, você sobe”, comentou o jornalista.

Ao encarar os degraus, ele observou a complexidade da construção: “Parece haver muitas escadas. Quantos soldados caberiam aqui dentro?”. Em seguida, se deparou com uma vista esplêndida de uma das janelas. “Olhem só essa perspectiva do alto”.

O veredito sobre a existência do monumento

Ao observar a dimensão da estrutura do alto, o correspondente refletiu sobre a logística da narrativa clássica: “Não faço ideia de como conseguiram colocar isso para dentro das muralhas da cidade”. A declaração reforça a perplexidade visual que a enorme réplica causa em quem a visita.

“A cidade de Troia é definitivamente real, mas se o cavalo gigante de madeira existiu de fato… bom, isso eu deixo para o julgamento de cada um de vocês”, declarou o jornalista ao encerrar a matéria, selando a fronteira entre a história comprovada e o mito.

Fóssil raro de dinossauro é vendido por US$ 47 milhões em leilão, tornando-se o segundo mais valioso da história

30 October 2026 at 00:21

Um raro esqueleto de Nanotyrannus, um parente menor do T. rex, foi vendido em um leilão da casa Sotheby’s, em Nova York, por US$ 47,3 milhões (R$ 251 milhões), após uma disputa de lances de 12 minutos entre seis concorrentes.

O espécime, chamado Jodi, é um dos únicos três esqueletos de Nanotyrannus relativamente completos conhecidos pela ciência.

Ultrapassando a estimativa de US$ 6 a US$ 9 milhões (R$ 30 a R$ 45 milhões), a venda foi feita por pouco abaixo do recorde de leilão para um fóssil, estabelecido em julho com Gus — um esqueleto excepcional de T. rex que foi vendido por US$ 50,1 milhões (R$ 267 milhões).

Com 2,9 metros de altura e 5,9 metros de comprimento, Jodi tem mais da metade do tamanho de Gus, e a escassez de espécimes semelhantes provavelmente contribuiu para o aumento do preço de venda.

A própria existência da espécie Nanotyrannus é alvo de intenso debate na paleontologia; pesquisadores só recentemente inclinaram a balança a favor de considerar o Nanotyrannus um dinossauro distinto, em vez de um T. rex juvenil.

De acordo com a Sotheby’s, o espécime está excepcionalmente preservado, é composto por 191 elementos ósseos e inclui um crânio “virtualmente completo”.

Como o esqueleto foi descoberto?

O esqueleto foi descoberto em 2019 pela rancheira de Montana, Jodi Pierson — que também inspirou seu nome — e escavado por Clayton Phipps, um paleontólogo comercial conhecido como o “Cowboy dos Dinossauros”.

Assim como vários outros fósseis importantes vendidos anteriormente em leilão, Jodi provém da Formação Hell Creek, um cemitério geológico que se estende por Montana, Wyoming e as Dakotas.

Um dos primeiros esqueletos de T. rex foi encontrado nessa região em 1902, e o nome T. rex foi dado à espécie com base em fósseis desenterrados na área.

Em 2006, a uma curta distância do sítio arqueológico de Jodi, Phipps desenterrou os “Dinossauros Duelistas”, um fóssil lendário que agora se encontra no Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, em Raleigh.

O fóssil apresenta dois esqueletos aparentemente em combate — um de Triceratops e outro de um tiranossauro menor, agora identificado como um Nanotyrannus.

O terceiro esqueleto conhecido de Nanotyrannus é Jane, também de Hell Creek, e está exposto no Museu Burpee de História Natural, em Rockford, Illinois.

Com base no tamanho geral e no desenvolvimento ósseo, Jodi é um espécime adulto, de acordo com a Sotheby’s.

Os ossos faltantes foram substituídos por elementos personalizados impressos em 3D e esculpidos, e o fóssil foi oferecido com “direitos totais”, o que significa que não contém nenhum elemento protegido por direitos autorais de outros dinossauros.

Seu novo proprietário — cuja identidade é desconhecida — pode, portanto, criar réplicas do esqueleto e vendê-las para museus ou colecionadores.

A venda de fósseis de dinossauros a preços exorbitantes tem gerado fortes críticas por parte dos cientistas, pois retira os espécimes do domínio público e os torna indisponíveis para estudo.

“Acabamos de descobrir que o Nanotyrannus é real, e agora um dos melhores esqueletos está prestes a ser vendido para o maior lance”, disse Steve Brusatte, professor de paleontologia e evolução da Universidade de Edimburgo, na Escócia, em um e-mail.

“É angustiante pensar que ele possa desaparecer nos cofres de um colecionador em vez de ser exibido em um museu, onde pode impressionar e inspirar crianças, famílias e o público em geral.”

David Hone, paleontólogo e professor de zoologia na Queen Mary University de Londres, disse estar muito surpreso com o fato de Jodi ter sido vendida por um valor muito superior às estimativas.

“Parece que estamos diante de uma bolha de preços de dinossauros que inevitavelmente estourará em algum momento; os preços não podem continuar subindo para sempre”, acrescentou em um e-mail.

“Em termos do potencial valor científico do espécime, é muito difícil dizer sem um estudo adequado e verificado por especialistas”, disse Hone.

“Eu ficaria muito surpreso se o espécime acabasse em uma coleção pública e disponível para estudo, portanto, até esse momento, ele está efetivamente fora do âmbito científico.”

Dinossauro do tamanho de um cão é identificado a partir de fóssil raro

 

Conheça a história do parque na “Orlando brasileira”, um dos mais visitados de todas as Américas e o terceiro com maior público no mundo

29 October 2026 at 23:20

A trajetória desse gigante começou em 1987, quando a descoberta de águas termais no subsolo de Olímpia (SP) impulsionou a cidade no maior polo de viagens em família do Brasil. Mais de quatro décadas após a sua criação, o local segue como um motor econômico indispensável para a região e é referência nacional.

Divulgado na terça-feira (27), o relatório TEA Global Experience Index, produzido pela Themed Entertainment Association (TEA), confirmou o impacto global da atração. O levantamento da instituição, referência na indústria de lazer, colocou o espaço no topo do continente americano e na 3ª posição mundial em número de visitantes.

Desempenho que supera o mercado global

Durante o ano de 2025, a atração registrou uma alta de 5,4% no seu volume de frequentadores em comparação com o período anterior. Esse desempenho superou com folga o ritmo dos 20 maiores parques aquáticos do planeta, cuja média de expansão foi de 3%.

Para Jorge Noronha, presidente do Termas dos Laranjais, a posição de destaque reflete os aportes contínuos em infraestrutura e a modernização constante do catálogo de brinquedos. Ele destaca que a projeção internacional valida a relevância do município paulista e sua capacidade de encantar o público com novidades.

Estrutura completa e responsabilidade ambiental

Com funcionamento sem pausas durante os 365 dias do ano, o espaço dispõe de mais de 60 atrações alimentadas por águas aquecidas naturalmente. Essa engrenagem contínua atrai multidões a cada temporada, injetando recursos vitais no comércio e nos serviços regionais.

Pioneiro também na pauta socioambiental, o complexo tornou-se o primeiro parque aquático brasileiro a assinar o Pacto Global e a adotar formalmente os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) estabelecidos pela ONU (Organização das Nações Unidas).

❌