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Governo lança parceria público-privada para construção do novo hospital de Barcelos

30 October 2026 at 09:24

O Governo anunciou o lançamento de uma parceria-público privada (PPP) para a construção do novo Hospital de Barcelos, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

Segundo o despacho, consultado por O MINHO, esta PPP “terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do Novo Hospital de Barcelos-Esposende, ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende”.

O despacho, assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão, começa por destacar que “o programa do XXV Governo Constitucional prevê a concretização de investimentos fundamentais na área da Saúde, nos quais se incluem a construção de novos hospitais, designadamente, o Hospital de Barcelos-Esposende”.

“O mesmo Programa do Governo prevê, também, o objetivo de promover uma saúde mais próxima e um reforço de parcerias que ampliam a capacidade de resposta assistencial, designadamente com recurso a parceiros do setor privado”, acrescenta.

“O Decreto-Lei n.º 111/2012, de 23 de maio, na sua redação atual, permite ao Estado transferir para um parceiro privado os riscos de conceção, construção, financiamento, conservação e exploração de uma infraestrutura ao longo do seu ciclo de vida, desde que esse modelo demonstre vantagem face a formas alternativas de contratação”, pode ler-se.

Nesse contexto, o Governo incumbe a Administração Central do Sistema de Saúde de “preparar e submeter uma proposta devidamente fundamentada para o estudo e preparação do lançamento de uma PPP destinada à conceção, projeto, construção, financiamento, conservação e manutenção do Novo Hospital de Barcelos-Esposende”.

O despacho destaca que “a parceria público-privada referida no número anterior terá por objeto exclusivamente a componente infraestrutural do Novo Hospital de Barcelos-Esposende, ficando expressamente excluídas do seu âmbito a gestão do estabelecimento hospitalar e a prestação de cuidados de saúde, as quais permanecerão sob responsabilidade da Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende, E. P. E., nos termos das respetivas atribuições e competências legais”.

E acrescenta: “A definição do enquadramento assistencial da futura unidade hospitalar, designadamente do seu posicionamento na rede do Serviço Nacional de Saúde, do perfil assistencial, dos níveis de diferenciação, da articulação com as demais unidades de saúde e da integração nas redes de referenciação hospitalar, será proposta pela Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde”.

“A definição dos requisitos clínicos e funcionais da futura infraestrutura hospitalar deve ter por referência os pressupostos assistenciais identificados nos termos do número anterior, assegurando a sua adequação às necessidades de saúde da população, à organização integrada dos cuidados de saúde, à capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde e à evolução previsível das necessidades assistenciais, competindo à Administração Central do Sistema de Saúde, I. P., em articulação com a Unidade Local de Saúde de Barcelos/Esposende, E. P. E., assegurar a respetiva incorporação nos estudos e documentos preparatórios da eventual parceria”, conclui o despacho.

A proposta fundamentada deve ser remetida ao Governo até ao dia 01 de março de 2027.

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Estudo desvenda nova informação sobre impactos da diabetes gestacional e da obesidade no coração de recém-nascidos

30 October 2026 at 09:13
Um estudo coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) / Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) identificou uma relação entre o metabolismo materno e o stress cardíaco no recém-nascido, sobretudo quando a diabetes gestacional coexiste com excesso de peso ou com obesidade materna antes da gravidez. Em […]

Em 8 meses, o Hospital de Braga já implantou 100 válvulas aórticas sem cirurgia aberta

30 October 2026 at 09:11

O Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga realizou, esta semana, o 100.º implante de válvula aórtica por via percutânea, conhecido internacionalmente como TAVI (Transcatheter Aortic Valve Implantation), foi hoje anunciado.

Em comunicado, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Braga, a que pertence o hospital, explica que a técnica, introduzida na instituição no final de fevereiro deste ano, permite substituir a válvula aórtica doente por uma prótese que chega ao coração por meio de um cateter, introduzido, na maioria dos casos, pela artéria femoral, na virilha.

O procedimento destina-se sobretudo a doentes com estenose aórtica, uma doença em que a válvula que separa o coração da artéria aorta fica estreitada e endurecida. O coração passa a fazer mais esforço para bombear o sangue, o que pode provocar cansaço de esforço, falta de ar, dor no peito ou desmaios. Sem tratamento, a doença sintomática tende a agravar-se e a limitar seriamente a vida do doente.

Por dispensar a abertura do tórax, a TAVI é uma alternativa menos invasiva à cirurgia cardíaca convencional, com benefícios comprovados em doentes mais idosos. Muitos destes doentes têm outras doenças associadas que tornam a cirurgia aberta mais arriscada, encontrando nesta técnica uma forma de tratamento com menor risco.

“Em oito meses, o programa cresceu e consolidou-se. A manutenção de uma capacidade de resposta regular foi fulcral para o desenvolvimento do processo e permitiu atingir a centena de doentes tratados”, salienta o comunicado.

É um resultado que se deve ao “rigor e à dedicação de uma equipa que percorreu este caminho com enorme profissionalismo”, afirma Jorge Marques, diretor do Serviço de Cardiologia da ULS Braga, citado no comunicado.

Cada intervenção envolve uma equipa multidisciplinar que acompanha o doente desde a avaliação inicial até ao seguimento após o procedimento. “Cada caso é estudado ao pormenor antes da intervenção. Ver doentes com limitação cardiovascular objectiva e que recuperam capacidade funcional é o que dá sentido a este trabalho”, acrescenta Jorge Marques.

“A ULS Braga reforça, assim, a sua resposta na área das doenças cardiovasculares e garante aos utentes da região acesso a uma técnica diferenciada”, remata o comunicado.

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As aranhas dormem como nós — e talvez sonhem

By: ZAP
30 October 2026 at 09:00
Investigação realizada na Alemanha descobre uma fase semelhante ao sono REM dos vertebrados em aranhas-saltadoras, tornando estes aracnídeos um modelo promissor para estudar a evolução do sono — e possíveis sonhadores. Nos seres humanos e nos restantes vertebrados, o sono passa por uma fase de intensa atividade cerebral, movimentos rápidos dos olhos e pequenos espasmos, conhecida como REM (do inglês Rapid Eye Movement, ou movimento rápido dos olhos) — a fase na qual sonhamos. Agora, um estudo com aranhas-saltadoras demonstrou que, mesmo em animais com sistemas nervosos mais simples, o descanso inclui um estado semelhante. O estudo, publicado na Proceedings

Verde, amarelo ou vermelho: qual é a diferença entre os pimentos?

30 October 2026 at 08:00
Os pimentos são originários das Américas, sobretudo das regiões tropicais da América Central e do Sul, e pertencem à família das solanáceas, tal como o tomate e a beringela. As diferentes cores nos pimentos estão frequentemente relacionadas com o grau de maturação do fruto, embora também dependam da variedade. Muitos começam por ser verdes e mudam de cor à medida que amadurecem, podendo tornar-se amarelos, laranja ou vermelhos. Estes podem apresentar diferentes números de lóbulos, em função da variedade e das condições de desenvolvimento. A forma, por si só, não permite prever o sabor ou a doçura, explicaram Theresa Larkin

Há um possível sexto planeta anão escondido para lá de Plutão. Foi descoberto por acaso

By: ZAP
30 October 2026 at 07:20
Um telescópio no Chile detetou um objeto gelado para lá de Plutão. Se for confirmado, 2026 ED138 torna-se o sexto planeta anão do sistema solar — e um dos maiores. Uma equipa de astrónomos encontrou um objeto gelado a orbitar para lá de Plutão que pode vir a ser o sexto planeta anão do sistema solar. O candidato chama-se 2026 ED138 e tem um diâmetro estimado entre 600 e 1.500 quilómetros. Orbita o Sol a uma distância cerca de 46 vezes maior do que a da Terra.  Plutão está a uma distância média de cerca de 40 vezes. Foi detetado

7h Farmácias. Dificuldades no acesso a vacinas não gratuitas

30 October 2026 at 07:19
Para quem tem direito à vacina gratuita através do SNS, não são esperadas dificuldades. Ainda nesta edição: em Israel, Netanyahu vence as eleições, mas sem maioria, e o ranking das escolas portuguesas

Nem todos os ecrãs são iguais: o que devem ver as crianças?

30 October 2026 at 06:01
O problema é o ecrã ou aquilo que a criança vê? A qualidade dos conteúdos, a rapidez das imagens e a interação com os adultos podem fazer a diferença. Saiba como gerir o tempo de ecrã em cada idade.

Brincadeiras desafiadoras preparam crianças para situações de estresse

30 October 2026 at 01:53

Um estudo apontou que crianças expostas a brincadeiras desafiadoras e empolgantes durante a infância tendem a ter um emocional e um físico mais preparados para lidar com questões mais estressantes durante a vida.  

Na análise, os médicos e enfermeiros acreditam ser importante intervir em brincadeiras que possam levar a lesões graves, mas que os adultos devem apoiar as crianças a testarem seus limites físicos e cognitivos durante o brincar arriscado sem interferência de adultos. 

O estudo “Jogo arriscado infantil e resiliência: Perspectivas de profissionais de atendimento de emergência” (Children’s Risky Play and Resilience: Perspectives of Emergency Care Practitioners, em inglês), foi publicado na Wiley, editora de conteúdo científico, técnico e médico.  

 

A psicopedagoga com especialização em Neurociência Cognitiva, Elaine Cristina da Silva, explica que as brincadeiras ao ar livre favorecem o desenvolvimento infantil porque colocam a criança diante de experiências que mobilizam simultaneamente o corpo, o pensamento e as emoções. 

Benefícios dessas atividades durante a infância 

A psicopedagoga aponta que os benefícios abrangem diferentes dimensões do desenvolvimento.  

“No aspecto físico, essas atividades proporcionam oportunidades para desenvolver equilíbrio, coordenação motora, força, consciência corporal e habilidades de movimento”, destaca Elaine Cristina da Silva.  

Já na dimensão emocional, a especialista ressalta que enfrentar desafios proporcionais às próprias capacidades pode contribuir para a autoconfiança e para a maneira como a criança lida com situações de incerteza.  

“Do ponto de vista cognitivo, brincar ao ar livre exige observar, antecipar consequências, planejar movimentos, resolver problemas e modificar estratégias quando algo não funciona. São experiências que mobilizam processos importantes para a aprendizagem”, afirma.  

Impactos quando não há a oportunidade de brincar ao ar livre 

Segundo a especialista em neurociência cognitiva, Elaine analisa que a redução das atividades ao ar livre pode limitar a diversidade de experiências motoras, sociais e cognitivas disponíveis na infância. 

“Quando essas experiências são escassas, também diminuem as oportunidades de explorar o ambiente, testar limites, negociar com outras crianças e tomar decisões com relativa independência”, ressalta.  

Para a situação urbana, ainda há possibilidades. 

“Parques, praças, pátios escolares e outros espaços públicos adequados podem oferecer oportunidades de exploração e movimento. Não é necessário transformar toda experiência em uma atividade estruturada. Muitas vezes, materiais simples, percursos com diferentes desafios e tempo disponível para brincar são suficientes para estimular a criatividade”, disse.  

As tecnologias e o tempo de tela podem ser benéficos de certa maneira, mas não substituem as brincadeiras.  

“As tecnologias digitais podem oferecer possibilidades de aprendizagem e entretenimento, mas não substituem integralmente as experiências corporais e sociais do brincar. Ao correr, equilibrar-se, manipular objetos, negociar regras e explorar espaços, a criança participa de situações que exigem respostas físicas, emocionais e cognitivas integradas”, afirma.  

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

 

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