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Setenta mil pessoas em protesto em Paris com confrontos com polícia

Cerca de 70 mil pessoas saíram, este sábado, 31 de outubro, às ruas de Paris contra o aumento do custo de vida, segundo a polícia, num protesto marcado por confrontos com as forças de segurança, que lançou gás lacrimogéneo contra manifestantes.

O protesto convocado, este sábado, para Paris por sindicatos e pelo movimento “coletes amarelos” começou pelas 14:00 locais (13:00 em Lisboa) e decorreu de forma “pacífica”, relatou o canal noticioso francês BFMTV.

A situação começou no entanto “a ficar tensa” na Porte de Charenton, ponto final do percurso autorizado pelas autoridades, onde a frente da marcha tinha chegado quase uma hora antes.

Segundo a BFMTV, a polícia usou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. Muitos usavam máscaras anti-gás.

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Ucrânia: Kiev atinge refinaria na Rússia a mais de 1.500 km da fronteira

Drones ucranianos atingiram o complexo da refinaria de petróleo Bashneft, na Rússia, a mais de 1.500 quilómetros da fronteira entre os dois países, enquanto Moscovo lançou novos ataques à rede elétrica ucraniana, indicaram fontes do exército e locais.

Fontes familiarizadas com o ataque informaram a agência de notícias Bloomberg sobre os impactos dos drones ucranianos, uma circunstância que não foi oficialmente confirmada nem pelas autoridades russas nem pela empresa-mãe das refinarias, a Rosneft PJSC, avançou a agência noticiosa Europa Press (EP).

Também o meio independente russo Astra relatou, através da plataforma Telegram, que, em Ufa, capital na região de Bascortotão, situada no leste europeu, “a refinaria Bashneft Novoil arde devido a um ataque de drone”, uma informação que disse ter sido confirmada por fotografias.

A Bashneft-Novoil é um dos principais complexos de refinarias em Ufa, que possui três dessas instalações no norte da cidade, e produz gasolina Euro-6 de alta qualidade, gasóleo, combustível para aviação e lubrificantes.

Esta infraestrutura tinha sido atacada a 21 de setembro, após o que a Ucrânia cessou os ataques às refinarias russas sob pressão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na sexta-feira, a Ucrânia já tinha atingido uma grande refinaria da Rosneft PJSC em Samara, naquele que é o primeiro ataque confirmado a uma fábrica russa deste tipo nas últimas duas semanas.

Kiev parece ter-se focado em fábricas, centros de dados e logística, indústrias químicas e aeroportos, refere a EP.

As forças ucranianas também atacaram hoje, com mísseis, a fábrica Kamensky em Rostov (sul), onde é fabricado combustível para foguetes, segundo o exército ucraniano.

Entretanto, a Rússia continua a atacar infraestruturas ucranianas, como portos do Mar Negro, instalações elétricas, pontes e caminhos-de-ferro.

Drones russos Shahed atingiram uma central elétrica em Kiev e várias subestações elétricas foram atacadas em Dnipro (sudeste).

A Rússia reportou ataques a infraestruturas de transporte usadas pelas forças ucranianas, a centros de armazenamento de drones e robôs terrestres, armazéns de munições e pontos de lançamento.

Na noite passada, as defesas antiaéreas abateram um total de 433 drones ucranianos de longo alcance em 19 regiões russas, informou o Ministério da Defesa russo no seu relatório matinal.

Na região fronteiriça de Briansk, dois civis, um homem e uma mulher, foram mortos e outros cinco ficaram feridos depois de um drone kamikaze ucraniano ter atacado a cidade de Klimovo, disse o governador local, Yegor Kovalchuk, à MAX, a rede de mensagens russa.

As forças ucranianas também atacaram hoje, com mísseis, a fábrica Kamensky em Rostov (sul), onde é fabricado combustível para foguetes, segundo o exército ucraniano.

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PSP atenta a apelos nas redes sociais para “rebelião” em centros comerciais de Lisboa

PSP

A Polícia de Segurança Pública (PSP) a monitorizar os apelos a uma alegada “rebelião” para, este sábado, em vários centros comerciais da cidade de Lisboa, inclusive o Colombo, revelando que houve espaços que pediram o reforço de agentes.

Fonte da PSP disse à agência Lusa que, na sequência de apelos a uma alegada “rebelião” que circulam nas redes sociais, houve centros comerciais da cidade de Lisboa que solicitaram o reforço dos agentes da PSP que normalmente se encontram a garantir a segurança em serviço remunerado, vulgarmente conhecido como serviço gratificado, que é prestado por agentes fora do seu horário normal de trabalho, a pedido de entidades públicas ou privadas.

Sem dispor de dados concretos do reforço pedido e para que centros comerciais, a mesma fonte indicou que não foi alocado um dispositivo especial da PSP para responder a esta situação, mas a polícia está atenta e a monitorizar e, se for chamada a qualquer ocorrência, irá intervir.

A Lusa questionou o centro comercial Colombo sobre a resposta de segurança neste âmbito, aguardando uma resposta.

Na última semana viralizaram nas redes sociais e foram notícia apelos e cartazes sobre uma alegada “rebelião” no Centro Colombo, convocada para hoje, dia 31 de outubro, pelas 17:30, tendo como objetivo a “invasão” e saque de lojas, como a JD Sports, e a “vandalização” daquele espaço comercial.

O tema ganhou destaque com as denúncias feitas por várias contas de responsáveis do partido Chega e de grupos de extrema-direita, que amplificaram os alegados apelos à rebelião que estariam a circular no TikTok e em redes fechadas como grupos de WhatsApp.

O Lusa Verifica, um serviço de verificação de factos da agência de notícias Lusa, analisou dezenas de publicações e avaliou que é “Verdadeiro, mas…”, uma vez que várias dessas publicações foram feitas por jovens criadores de conteúdos apenas para gerar cliques, o que não significa que não possam ocorrer de facto algum tipo de desacatos.

A Lusa Verifica colocou várias questões ao jovem de 19 anos que partilhou vários cartazes com a contagem decrescente para a dita “rebelião” após ter identificado o seu contacto telefónico numa publicação sobre um dos grupos de WhatsApp.

Sem responder diretamente às questões, o responsável pela conta @BebyDeizy3 no TikTok reconheceu que as suas publicações “podem ter dado a entender que existia uma intenção real”, mas assegurou que “não havia qualquer plano a sério” para vandalizar o Colombo.

“Quero deixar claro que nunca tive a intenção de incentivar qualquer invasão, vandalismo ou comportamento ilegal. Todo o conteúdo que foi divulgado surgiu num contexto de brincadeira entre amigos, incluindo a criação de um grupo no WhatsApp e de alguns cartazes com humor e provocação“, disse o jovem.

Na mesma resposta enviada através do WhatsApp, o autor das publicações também pediu desculpa pelo sucedido.

“Lamento se as publicações causaram preocupação ou foram interpretadas de outra forma. Nunca foi essa a intenção. Espero que compreendam o meu esclarecimento e que esta situação não seja interpretada como um incentivo a atos ilegais. A minha intenção nunca foi essa”, reforça.

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Quase todos os governos têm atualmente uma estragégia IA

O cofundador da The Agentic State, organização sem fins lucrativos que estuda e promove o uso de inteligência artificial no setor público, afirma que quase todos os países, atualmente, têm uma estratégia de IA, com ritmos diferentes.

“Atualmente, quase todos os governos possuem uma estratégia de IA — o que abrange a IA no setor público, incluindo o uso de agentes no setor público. Esse é o caso de Portugal, Itália, Estónia, Ucrânia, Reino Unido e França”, aponta Simone Maria Parazzoli, em entrevista à Lusa.

O especialista, que foi um dos oradores da conferência Atlantic Convergence, em Lisboa, acrescenta que, por um lado, “existe um otimismo” nas iniciativas que estão a ocorrer no terreno.

Numa escala global, “e a Europa de certa forma, é composta por muitos países que avançam rapidamente —, existe, ao mesmo tempo, muita preocupação”.

Até porque “não sabemos exatamente como será essa transição”, ou seja, como será a gestão das equipas que, de agora em diante não vão apenas interagir com humanos, mas também com agentes IA, bem como os novos tipos de interação entre cidadãos, empresas e governos.

Tal exige “um conjunto de experiências cujos contornos ainda não conseguimos prever”, refere Simone Maria Parazzoli.

O trabalho “que realizamos como Agentic State consiste, na verdade, em apoiar essa transição da melhor maneira”.

Ou seja, “os serviços públicos com capacidade de agir de forma autónoma serão adaptados às necessidades do utilizador, serão personalizados, proativos” e um dos indicadores de desempenho “que temos em mente é possibilitar uma interação bem-sucedida com o governo em menos de um minuto”, salienta o especialista.

Esta “é uma meta real, algo que os governos buscam alcançar — e é como deveria ser —, mas ainda há um longo caminho a percorrer até lá. Portanto, o que tentamos fazer no Agentic State é, essencialmente, garantir que o caminho à frente seja seguro”.

Questionado sobre os países que estão na liderança do Estado Agêntico, Simone Maria Parazzoli aponta a Ucrânia, com quem está a trabalhar.

“A Ucrânia está, sem dúvida, no topo da lista. A Estónia tem sido uma das líderes globais em governo digital, no que diz respeito à implementação levou um tempo para chegar a esse patamar, mas, agora, o país está a avançar com grande determinação”, sublinha.

Mas há muitos outros que estão na “vanguarda, de certa forma até Portugal está entre eles”, destaca, o mesmo acontece no seu país, Itália, que “realizou avanços notáveis em termos de governo digital nos últimos anos”.

“Infelizmente”, diz, “o Estado com agentes IA cria a possibilidade de um salto tecnológico (‘leapfrogging’), isto é, a oportunidade de avançar diretamente para um futuro desejável, mesmo sem contar com uma base sólida de governo digital”.

Para o especialista, é preciso investir em infraestrutura digital para desenvolver serviços públicos com agentes IA.

“A verdade é que, para países que não desenvolveram praticamente nenhuma infraestrutura de governo digital, é muito difícil pensar na implementação de agentes”, considera.

Quanto ao abrandamento do desenvolvimento da IA, o cofundador do The Agentic State afasta esse cenário e reconhece que o uso da tecnologia também acarreta riscos.

Por exemplo, se ocorrer uma violação no banco de dados do setor público, “isso pode significar que os direitos dos cidadãos são diretamente afetados, o que constitui um problema constitucional. Não se trata apenas de uma questão jurídica. Portanto, o uso de IA no setor público — ou em contextos relacionados a ele — pode ser extremamente perigoso”, admite.

Agora, “se devemos pensar em adiar o avanço da IA no governo? Bem, não. De jeito nenhum. Porque a única maneira de proteger este sistema é aprender o máximo possível”, defende o especialista.

“A forma de nos prepararmos para isso é trabalhar intensamente na prática, sem adiar nada — tratando a transição com a máxima seriedade e garantindo que todo o conhecimento obtido seja partilhado globalmente. O objetivo é criar uma espécie de camada internacional que conecte todas essas experiências, permitindo a disseminação das melhores práticas” porque permite desenvolver protocolos para a interação entre serviços públicos e os agentes utilizados pelos cidadãos.

Atualmente, “não existe um protocolo definido para esse tipo de interação”, diz.

“O digital será um aliado da população idosa, mas a única forma de garantir isso é, de facto, realizando testes com os utilizadores”, pois “temos de assegurar que não ficamos apenas nos nossos sofisticados ambientes tecnológicos desenvolvendo sistemas complexos em busca de reconhecimento”.

Pelo contrário, “devemos estar junto aos cidadãos, garantindo que qualquer melhoria, inovação ou revolução tecnológica que introduzimos nos nossos sistemas do setor público esteja, de facto, ao serviço dos utilizadores e da população”, conclui.

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Presidente da República promulga lei que reforça controlo e rastreabilidade no setor dos combustíveis

O Presidente da República promulgou o Decreto da Assembleia da República n.º 112/XVII, que introduz alterações ao regime fiscal dos combustíveis e reforça os mecanismos de rastreabilidade, certificação e controlo das atividades do Sistema Petrolífero Nacional.

O diploma altera o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), o Código dos Impostos Especiais de Consumo e o Decreto-Lei n.º 31/2006, de 15 de fevereiro, alargando o âmbito de aplicação do regime de tributação dos revendedores de combustíveis líquidos.

A nova legislação pretende reforçar o controlo das operações económicas ao longo de toda a cadeia de fornecimento de combustíveis, contribuindo para prevenir a evasão fiscal e combater esquemas de fraude em cadeia.

Contudo, durante o processo legislativo, foi identificada uma possível irregularidade processual relacionada com o cumprimento das regras do Direito da União Europeia, nomeadamente da Diretiva 2006/112/CE, relativa ao sistema comum do IVA.

Em causa está a obrigação de os Estados-Membros solicitarem autorização à Comissão Europeia para introduzir medidas especiais que derroguem as regras gerais da diretiva, nomeadamente quando estas visam simplificar a cobrança do imposto ou prevenir fraudes e evasões fiscais. O pedido deve ser posteriormente apresentado ao Conselho da União Europeia, onde a autorização depende de aprovação por unanimidade.

De acordo com a jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia, os Estados-Membros podem aprovar medidas desta natureza antes de obterem a respetiva autorização, mas não podem aplicá-las enquanto esta não for concedida.

A decisão de promulgação teve em consideração o compromisso assumido pelo Governo perante a Assembleia da República de apresentar à Comissão Europeia o pedido de autorização necessário para a introdução da medida especial.

O Presidente da República considerou ainda a importância dos objetivos centrais do diploma, em particular o reforço da rastreabilidade das operações no setor dos combustíveis, como instrumento de prevenção da fraude fiscal e de garantia de maior transparência na cadeia de comercialização.

Assim, apesar da questão processual identificada no âmbito do Direito da União Europeia, o diploma foi promulgado, ficando a aplicação da medida derrogatória dependente da necessária autorização europeia.

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Chega/Açores preocupado com “sucessivos aumentos” do preço do gás

O Chega/Açores manifestou, este sábado, 31 de outubro, preocupação com o impacto dos “sucessivos aumentos” do preço do gás nos Açores, quando está previsto novo aumento a partir de domingo.

A força política adianta que “o agravamento do custo de vida está a colocar cada vez mais famílias perante sérias dificuldades financeiras”.

“O aumento do preço do gás butano nos Açores, previsto para 1 de novembro, está a gerar preocupação pelo impacto direto nos orçamentos familiares. Uma botija de gás de 13 quilos passa a custar cerca de 28,59 euros, representando um aumento superior a cinco euros relativamente ao mês anterior”, refere-se em nota de imprensa.

José Pacheco, líder parlamentar e do partido, considera que esta situação “representa mais um encargo para milhares de açorianos que já enfrentam dificuldades para suportar as despesas essenciais”.

“O problema é que os preços continuam a subir, mas os salários e as pensões não acompanham estes aumentos”, afirma José Pacheco.

O dirigente regional manifesta especial preocupação com os pensionistas, as famílias numerosas e os trabalhadores com rendimentos mais baixos, que “acabam por sentir de forma mais intensa as consequências destes agravamentos”.

José Pacheco considera que a situação exige uma atenção particular do Governo Regional, defendendo que devem ser avaliadas medidas que permitam atenuar o impacto dos aumentos dos bens essenciais no rendimento disponível das famílias.

O dirigente alerta ainda para o facto de estes aumentos não afetarem apenas os agregados economicamente mais vulneráveis, “atingindo também uma classe média que tem vindo a perder poder de compra”.

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Roubo de 6,3 mil milhões de dólares à Binance expõe fragilidades nos sistemas de autorização de transferências

O ataque à Binance terá permitido o roubo de entre 6,3 e 6,36 mil milhões de dólares em criptoativos, distribuídos por dez redes blockchain. A maior parte dos fundos foi transferida num período de aproximadamente 20 minutos, tornando este incidente o maior roubo de criptomoedas de que há registo.

O valor envolvido representa cerca de quatro vezes mais do que as perdas registadas no ataque à Bybit, em fevereiro de 2025.

As primeiras conclusões divulgadas pela Binance apontam para o possível comprometimento do portátil de um engenheiro DevOps. A partir desse equipamento, os atacantes poderão ter conseguido aceder a um serviço interno e submeter pedidos de levantamento não autorizados. A plataforma garante, contudo, não ter encontrado indícios de comprometimento ou fuga de chaves privadas. A investigação permanece em curso e a causa técnica definitiva ainda não foi divulgada.

Para a Check Point Software, o incidente demonstra que a segurança das plataformas financeiras depende não apenas da proteção dos ativos e das chaves privadas, mas também de toda a cadeia de autorização das operações.

Jayant Dave, CISO da Check Point Software para a região Ásia Pacífico, considera que o ataque evidencia uma fragilidade que pode afetar qualquer organização que utilize sistemas automatizados para movimentar dinheiro ou dados.

“Um cofre robusto perde a sua eficácia se um atacante conseguir controlar o processo que o abre”, alerta o responsável, sublinhando que o verdadeiro risco pode estar nos sistemas que dão instruções às chaves para assinar transações.

Segundo o especialista, os equipamentos utilizados por programadores e administradores de sistemas devem ser considerados alvos de elevado valor. O comprometimento de um único dispositivo ou credencial não deverá ser suficiente para autorizar operações financeiras de grande dimensão.

Entre as medidas de segurança recomendadas estão a implementação de validações independentes, a definição de limites para os montantes e a velocidade das transferências e a utilização de mecanismos de deteção de anomalias capazes de identificar comportamentos suspeitos em segundos.

Dave alerta ainda que este tipo de ataque não representa uma ameaça exclusiva para o setor das criptomoedas, podendo afetar bancos, prestadores de serviços de pagamento, plataformas cloud e outras organizações que dependam de processos automatizados.

A rapidez da resposta é particularmente importante nestes incidentes, uma vez que, depois de os fundos serem dispersos por várias redes blockchain, a sua recuperação torna-se uma exceção.

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Ucrânia: Zelensky com Erdogan para analisar guerra com Rússia e segurança no mar Negro

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, chegou, este sábado, 31 de ouubro, a Istambul, na Turquia, para discutir com o homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, a guerra com a Rússia e a situação de segurança no Mar Negro.

“Aterrámos em Istambul com a nossa equipa. Conversas importantes com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, esperam-nos”, afirmou Zelensky na rede social Telegram, mencionando, entre os pontos da agenda, “questões importantes relacionadas com o transporte marítimo no Mar Negro” e “perspetivas diplomáticas reais”.

Tal como anunciou sexta-feira a presidência turca, Erdogan e Zelensky vão falar sobre os “desenvolvimentos regionais e internacionais, nomeadamente o conflito russo-ucraniano e a situação de segurança no mar Negro”.

No encontro em Istambul também vão discutir medidas para “desenvolver ainda mais a cooperação bilateral entre a Turquia e a Ucrânia”.

A Turquia, que mantém relações estreitas com Moscovo e Kiev, propõe regularmente acolher eventuais conversações de paz entre os dois países.

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Fenprof apresenta queixa à Provedora de Justiça após “desrespeito” do Governo

educação Fernando Alexandre

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) apresentou queixa à Provedora de Justiça do “desrespeito” do Governo pela negociação coletiva na aprovação de diplomas relativos ao recrutamento docente, anunciou, este sábado, 31 de outubro, a organização, responsabilizando também o Presidente da República.

“As promulgações pelo Presidente da República dos diplomas relativos ao recrutamento docente, ao Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação e à educação inclusiva responsabilizam também o primeiro órgão de soberania pelas consequências das decisões tomadas e pela validação de ilegalidades nos processos que lhes deram origem”, afirmou a Fenprof, em comunicado.

Em causa estão, segundo esta organização sindical de professores, “atropelos às regras da negociação coletiva” por parte do Governo PSD/CDS-PP, pondo em causa o regular funcionamento das instituições democráticas.

Discordando do conteúdo destes diplomas do Governo, a Fenprof realçou que “o processo negocial não respeitou a lei” e, no caso do regime de recrutamento e colocação de docentes, solicitou ao Presidente da República, António José Seguro, que não o promulgasse, “face às graves irregularidades que denunciou no que deveria ter sido a negociação suplementar”.

“O executivo aprovou o diploma em apreço, em reunião de Conselho de Ministros, quando a negociação suplementar ainda nem tinha acontecido. Assim, converteu em simulacro uma fase negocial que a lei prevê precisamente para permitir um esforço derradeiro de discussão das propostas e de procura de aproximações e melhores soluções”, expôs a organização sindical.

A Fenprof acusa mesmo o Governo de “uma flagrante desconsideração pela negociação coletiva e pelas associações sindicais representantes dos professores”.

Por isso, a Fenprof comunicou estas preocupações ao ministro da Educação, Ciência e Inovação, ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, mas não recebeu qualquer resposta às questões colocadas.

Sobre a ausência de resposta por parte do Presidente da República, a federação lamentou que António José Seguro tenha promulgado o diploma sem sequer se pronunciar sobre as denúncias apresentadas, acabando por “dar cobertura ao desrespeito por regras legais, contribuindo para a degradação da negociação coletiva.

Afirmando que a negociação coletiva, que “vem sendo sucessivamente maltratada pelo Governo”, é um mecanismo fundamental do diálogo social e da democracia, que não pode ser convertido numa “encenação destinada a legitimar decisões previamente tomadas pelos governos”.

“A questão assume especial importância quando está em curso a revisão do Estatuto da Carreira Docente. A Fenprof não aceitará que um processo com consequências profundas para a carreira e as condições de trabalho dos professores seja conduzido segundo uma lógica em que as decisões são tomadas unilateralmente e antes ainda de a negociação terminar”, reclamou.

Neste sentido, a organização sindical de professores exigiu que o Governo respeite a negociação coletiva e que as instituições democráticas não desvalorizem denúncias de incumprimento das regras, apelando ao Presidente da República para que assuma a fiscalização política da atividade legislativa dos outros órgãos de soberania.

“Atendendo à gravidade dos factos”, a Fenprof apresentou queixa à Provedora de Justiça, Luísa Neto, com quem a federação teve uma reunião quinta-feira, na qual foi abordada a queixa anteriormente remetida, aguardando agora os resultados desta diligência relativa ao diferendo com o Ministério da Educação sobre a remuneração dos docentes que classificaram exames nacionais.

A federação disse ainda que irá informar a Assembleia da República sobre a situação de “desrespeito” pelas regras legais da negociação coletiva, e desenvolverá as diligências institucionais e sindicais necessárias à defesa dos direitos dos docentes e investigadores, da escola pública e da democracia nas relações de trabalho.

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Governo aprova novo programa especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês

O Governo aprovou o novo Programa Especial do Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG), que estabelece regras atualizadas para a gestão e proteção daquele território, procurando conciliar a conservação da natureza com as necessidades das populações locais, das autarquias e das atividades económicas tradicionais.

O diploma prevê também a atualização dos limites geográficos do Parque Nacional e define um novo enquadramento para a proteção do território, com regras mais claras para a realização de intervenções, a manutenção de infraestruturas essenciais e o desenvolvimento de atividades compatíveis com os objetivos de conservação ambiental.

A aprovação é considerada pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, um passo importante para modernizar a gestão do Parque, ultrapassar dificuldades identificadas na aplicação das regras anteriores e reforçar a ligação entre a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável das comunidades locais.

“O Parque Nacional da Peneda-Gerês é um património natural extraordinário, que temos a responsabilidade de proteger. Mas essa proteção não pode significar o afastamento das populações, a degradação das aldeias ou a impossibilidade de manter serviços e atividades essenciais”, afirmou a governante.

Maria da Graça Carvalho defende que o objetivo passa por garantir “um Parque Nacional vivo, onde a conservação da natureza e a presença humana se reforcem mutuamente”.

A ministra destaca ainda a importância de estabelecer regras “claras, proporcionais e adequadas à realidade do território”, que permitam recuperar habitações, manter caminhos, prevenir incêndios e apoiar atividades económicas tradicionais, salvaguardando os valores naturais que justificam a classificação e proteção do Peneda-Gerês.

Com este novo programa, o Governo pretende, assim, promover uma gestão mais ajustada à realidade do território, garantindo a proteção ambiental sem descurar a qualidade de vida das populações que vivem e trabalham no Parque Nacional.

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Agricultores dos Açores reivindicam 23 milhões de ajudas do Governo

A Federação Agrícola dos Açores (FAA) escreveu ao Presidente da República, primeiro-ministro e partidos políticos a reivindicar 23 milhões de euros relativos a apoios extraordinários na sequência da guerra na Ucrânia, que remontam ao governo de António Costa.

Na missiva enviada a António José Seguro, a FAA considera que os agricultores açorianos “não podem continuar a aguardar por uma solução para uma situação cuja injustiça foi reconhecida e para a qual foi assumido um compromisso de correção”, esperando que o valor seja transferido até 31 de dezembro.

Na carta enviada a Luís Montenegro, a FAA recorda que esta é uma situação que o próprio primeiro-ministro reconheceu “como injusta e assumiu o compromisso de corrigir”.

A FAA considera que a inscrição no Orçamento do Estado “representou um passo importante para a resolução dessa situação”, mas “volvidos vários meses os agricultores continuam sem receber os montantes previstos, apesar de ser um compromisso que importa cumprir”.

A federação apela à tomada de medidas para a resolução do problema através da assinatura de um protocolo do Governo com o Governo dos Açores, sendo que uma missiva foi também enviada aos deputados eleitos pelo círculo eleitoral dos Açores para a Assembleia da República.

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Sindicato dos Médicos da Zona Sul condena atuação da PSP no Rossio e denuncia atraso no socorro a feridos

médicos

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM) condenou o uso “desproporcionado” da força pela Polícia de Segurança Pública (PSP) durante a intervenção realizada na madrugada de 25 de outubro, na Praça D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, junto de uma concentração pelo direito à habitação. O sindicato manifesta também preocupação com o eventual impedimento ou atraso na prestação de assistência médica a manifestantes feridos.

Segundo informações transmitidas ao SMZS por um médico que prestou assistência no local, vários manifestantes apresentavam traumatismos cranianos e lacerações significativas no couro cabeludo, alegadamente compatíveis com impactos de bastão. Em pelo menos dois casos, terão sido identificados sinais de alarme de possíveis lesões neurológicas, que justificariam avaliação médica diferenciada e transporte urgente para uma unidade hospitalar.

De acordo com o mesmo relato, perante a ausência de meios do INEM no local, foi contactado o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU). Este terá informado que não seria possível enviar meios de socorro devido à alegada falta de autorização da PSP para a sua passagem. Os primeiros meios terão chegado cerca de 40 minutos depois, através de motociclos do INEM, e não de ambulâncias.

O sindicato recorda que as normas da PSP classificam a cabeça como uma «área vermelha», considerando os impactos de bastão nessa zona um meio coercivo de elevada potencialidade letal, admissível apenas em situações de legítima defesa. Caso se confirmem os factos relatados, a atuação policial poderá configurar uma violação dessas normas.

Perante a situação, o SMZS condena o que considera ser uma utilização desproporcionada da força contra cidadãos que exerciam o direito de reunião e manifestação pacífica. Considera igualmente inaceitável que o acesso ao socorro pré-hospitalar seja impedido ou atrasado, sobretudo quando estão em causa ferimentos potencialmente graves.

“O acesso a cuidados de saúde urgentes não pode, em nenhuma circunstância, ficar condicionado por operações de ordem pública”, defende o sindicato.

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Ataques à Binance e à Polymarket expõem vulnerabilidades nas plataformas de criptomoedas, alerta a Kaspersky

O final de outubro ficou marcado por dois incidentes de cibersegurança que colocaram novamente em evidência as vulnerabilidades das plataformas de criptomoedas. A Binance e a Polymarket foram alvo de ataques informáticos distintos, que demonstram como tanto os sistemas internos como os serviços externos podem ser utilizados como portas de entrada para atividades maliciosas.

De acordo com Georgy Kucherin, Investigador Sénior de Segurança da Equipa de Investigação e Análise Global (GReAT) da Kaspersky, o ataque à Binance, divulgado a 30 de outubro, poderá ter tido origem no comprometimento do portátil de um engenheiro de DevOps. Segundo a investigação inicial, o acesso ao equipamento terá permitido ao atacante entrar num contentor de serviço e submeter transações de levantamento não autorizadas.

A Binance afirmou não ter encontrado indícios de fuga de chaves privadas das carteiras, tendo suspendido temporariamente os depósitos e levantamentos e assumido o compromisso de cobrir as perdas dos utilizadores.

Um dia antes, a 29 de outubro, os utilizadores da Polymarket foram afetados por outro incidente, associado ao comprometimento de um script de monitorização de utilizadores reais (RUM), pertencente à DebugBear, um fornecedor externo cujo código estava integrado no website da plataforma.

Para a Kaspersky, os dois casos evidenciam a diversidade dos vetores de ataque que podem afetar o setor. Enquanto o incidente da Binance terá envolvido um posto de trabalho interno, o da Polymarket está associado a uma dependência tecnológica externa. A investigação deverá esclarecer como foram comprometidos o portátil do engenheiro e o serviço da DebugBear, não sendo de excluir a eventual exploração de vulnerabilidades.

Colaboradores continuam a ser um alvo privilegiado

Georgy Kucherin alerta que os colaboradores das plataformas de criptomoedas, sobretudo os especialistas técnicos, continuam a representar um ponto vulnerável nos ataques destinados ao roubo de criptoativos. Mesmo profissionais experientes, como engenheiros e programadores, podem ser vítimas de campanhas maliciosas e instalar inadvertidamente software comprometido.

O investigador recorda um caso anteriormente identificado pela Kaspersky, no qual um programador do setor das criptomoedas descarregou uma extensão maliciosa para um ambiente de desenvolvimento, acabando por perder cerca de 500 mil dólares das suas carteiras.

Possível envolvimento de grupos APT sob investigação

A dimensão do ataque à Binance, apontado como um dos maiores roubos de criptomoedas alguma vez registados, levanta também questões sobre a possível participação de grupos de cibercrime altamente sofisticados.

As primeiras informações sobre o incidente referiram o eventual envolvimento de vários grupos, incluindo o Lazarus, conhecido pelas suas operações de ciberespionagem e ataques com motivação financeira, particularmente contra o setor das criptomoedas.

O grupo foi associado, em 2016, à tentativa de roubo de mil milhões de dólares ao banco central do Bangladesh. Mais recentemente, em 2025, o comprometimento da plataforma Bybit, que provocou perdas de aproximadamente 1,5 mil milhões de dólares, voltou a colocar em evidência a sua atividade neste setor.

Kaspersky recomenda reforço da segurança dos dispositivos

Perante o aumento dos ataques dirigidos a detentores de criptoativos, a Kaspersky alerta para a importância de proteger tanto os equipamentos pessoais como os utilizados em contexto profissional.

Segundo o investigador, os dispositivos sem soluções de segurança representam alvos particularmente interessantes para os atacantes, sendo que nem mesmo os utilizadores com conhecimentos técnicos avançados estão imunes a estas ameaças.

A empresa recomenda, por isso, a instalação de soluções de segurança em todos os dispositivos, como medida fundamental para reduzir os riscos de comprometimento e proteger os ativos digitais.

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Universidade de Lisboa lidera em Portugal na colaboração entre universidades e empresas

A Universidade de Lisboa (ULisboa) ocupa o primeiro lugar em Portugal no Industry Collaboration Index (ICI) 2026, elaborado pela Global Research Partnerships, que avalia a colaboração entre instituições de ensino superior e empresas. A nível mundial, a instituição alcança a 275.ª posição entre 1.038 universidades, enquanto no contexto europeu ocupa o 119.º lugar entre 388 instituições avaliadas.

O índice analisa a ligação entre a investigação académica e o setor empresarial, tendo por base a produção científica conjunta e as relações de investigação documentadas. Entre 2021 e 2025, a ULisboa registou 1.097 publicações científicas em coautoria com empresas, envolvendo um total de 544 grupos empresariais.

Deste universo, 187 empresas colaboraram com a universidade em pelo menos dois trabalhos científicos, enquanto 44 mantiveram relações de colaboração particularmente consistentes ao longo do período analisado. A diversidade das parcerias alcançou o percentil 89 e a dimensão da rede de colaboração empresarial situou-se no percentil 79.

Entre os parceiros com maior número de publicações conjuntas destacam-se empresas portuguesas como a Bial, Hovione, PLUX, Terraprima e NZYTech, bem como grupos internacionais de referência, incluindo AstraZeneca, Pfizer, Novartis e Johnson & Johnson. Cerca de 24% dos trabalhos científicos envolveram organizações sediadas em Portugal, demonstrando a relevância da ULisboa na aproximação entre a investigação académica e o tecido empresarial nacional.

Para Luís Ferreira, reitor da Universidade de Lisboa, os resultados refletem a estratégia institucional de reforço da inovação, da valorização do conhecimento e do impacto da investigação científica.

“A colaboração com empresas permite identificar desafios comuns, desenvolver projetos conjuntos, formar recursos humanos e aproximar a produção científica dos contextos em que pode ser aplicada”, sublinha o responsável.

O reitor considera ainda que o índice permite identificar oportunidades para intensificar relações e consolidar parcerias duradouras, contribuindo para reforçar a transferência dos resultados da investigação para a sua aplicação económica e social.

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Espanha/Eleições: Um acidente “não aceitável” a um mês das legislativas

O acidente ferroviário desta semana em Espanha foi qualificado como inaceitável pelo próprio primeiro-ministro e deixou em choque um país que já estava em plena campanha para as eleições de 29 de novembro.

“Não é aceitável que um país como Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano”, disse Pedro Sánchez por duas vezes esta semana, após o choque de comboios de quarta-feira em Urda, Toledo, em que morreram pelo menos 69 pessoas. Em janeiro, outras 46 pessoas morreram num acidente de comboios em Adamuz, Córdova.

Espanha decretou três dias de luto nacional e a generalidade dos partidos (à exceção do Vox, de extrema-direita) cancelaram a agenda pública até pelo menos este fim de semana, sobretudo, as ações de pré-campanha para as legislativas antecipadas de 29 de novembro.

As cúpulas dos maiores partidos nacionais, citadas pela imprensa espanhola, reconheciam que a par de respeitar o luto e o choque do país, é também agora necessário “recalcular estratégias e agendas” de campanha.

Até agora, a campanha tinha estado marcada por temas como a habitação, a imigração e a entrada ilegal de milhares de pessoas em Ceuta, a sustentabilidade das pensões, os pactos do Partido Popular (PP, direita) com o Vox ou os acordos e ruturas entre forças à esquerda dos socialistas.

As eleições foram convocadas em 05 de outubro pelo primeiro-ministro e líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, no meio de protestos nas ruas pela crise da habitação e depois de forças de direita terem ‘chumbado’ no parlamento decretos do Governo com medidas para esta área.

Após dois meses em que a imigração e Ceuta centraram todas as atenções do debate público e mediático, no início do mês, os focos mudaram subitamente para a habitação e Pedro Sánchez antecipou as eleições.

A habitação “tem um quadro mais favorável para a esquerda”, nas palavras do politólogo e professor universitário Pablo Simón, autor do estudo “A habitação como fratura política”, da Universidade Carlos III, de Madrid, publicado no início de outubro.

Já a imigração, “mais favorável” à direita, além de ser atualmente um dos temas centrais dos partidos conservadores e de extrema-direita, em Espanha e no resto da Europa, tinha ganhado especial protagonismo desde finais de julho, por causa da entrada de mais de 70.000 pessoas de forma ilegal em 24 horas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos.

Pedro Sánchez é primeiro-ministro desde 2018 e, desgastado internamente por vários casos confirmados e suspeitos de corrupção de pessoas que lhe são próximas, por uma paralisia legislativa por depender de uma geringonça de oito partidos no parlamento que lhe impediu de apresentar uma única proposta de Orçamento do Estado desde 2022 ou pela atuação em Ceuta, viu no tema da habitação “uma janela de oportunidade”, coincidiram as análises de politólogos, analistas e meios de comunicação.

“A campanha eleitoral seguia por caminhos frívolos, até que outra tragédia nos lembrou para que serve votar. Enquanto alguns se dedicavam à virtualização política, falando-nos de partidos úteis, de jogadas de mestre ou de como conseguir mais lugares fundindo-se numa mesma candidatura eleitoral, a realidade bateu à porta”, escreveu na sexta-feira a politóloga Estefania de Molina no jornal El Pais.

Apesar de (quase) não ter havido comícios ou entrevistas nos últimos dias, é já certo que o acidente de quarta-feira em Urda voltou a colocar Sánchez e o PSOE sob críticas e acusações generalizadas, após dois acidentes com comboios com mais de cem mortos num ano e notícias regulares de ocorrências e avarias nas infraestruturas ferroviárias e outras, como as da rede elétrica, com o apagão de 2025.

Entre as várias forças que já pediram esta semana que sejam assumidas “responsabilidades políticas”, como a demissão do ministro dos Transportes, incluem-se até os parceiros do PSOE na coligação que está no Governo e outros da geringonça que reinvestiu Sánchez primeiro-ministro em 2023.

As sondagens mais recentes dão o PP como partido mais votado em 29 de novembro, mas sem maioria absoluta, que será possível com uma aliança com o Vox. O PSOE será o segundo mais votado, com uma diferença de seis pontos percentuais em relação ao PP, segundo a média das sondagens mais recentes.

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Galp admite novos investimentos em Sines mas pede maior previsibilidade regulatória

A Galp admite novos investimentos em Sines, mas só se existir um enquadramento regulatório que permita antecipar a procura futura de combustíveis, disse fonte oficial da empresa à Lusa.

“A Galp equaciona promover investimentos adicionais, mas estes só serão viáveis com um enquadramento regulatório que permita antecipar a procura futura de longo prazo”, afirmou fonte oficial petrolífera, em resposta a perguntas da Lusa, na sequência do apelo da Comissão Europeia para travar o encerramento de refinarias e aumentar a produção de combustíveis na União Europeia (UE).

Questionada sobre a possibilidade de aumentar a produção na refinaria de Sines com a capacidade já instalada, a Galp indicou que a unidade tem operado “muito perto da sua capacidade máxima”, pelo que seriam necessários investimentos adicionais.

A Galp atribui os elevados níveis de utilização da refinaria aos investimentos realizados ao longo dos anos na modernização e manutenção das instalações, apontando como exemplos a paragem programada no último trimestre de 2025, que classificou como a maior de sempre, e uma intervenção atualmente em curso numa unidade que considera essencial para responder às necessidades nacionais de gasóleo e combustível para aviação.

Segundo a empresa, os investimentos atualmente em curso em Sines, nomeadamente na produção de hidrogénio verde e na construção de uma unidade de produção de combustíveis sustentáveis para aviação (SAF) e combustíveis renováveis para transporte rodoviário (HVO), permitem assegurar o cumprimento das metas nacionais obrigatórias de incorporação destes combustíveis até 2030.

Contudo, a Galp salienta que “não existe ainda qualquer iniciativa regulatória que suporte investimentos em capacidade adicional para a década seguinte”, contrastando a situação portuguesa com a de Espanha, onde já são conhecidas as metas de incorporação até 2040, acrescentou.

A petrolífera aponta também diferenças nos incentivos concedidos nos dois países, referindo que uma unidade de eletrólise de 100 megawatts (MW) em Espanha, equivalente à que tem praticamente concluída em Sines para a produção de hidrogénio verde, beneficiou de apoios de 150 milhões de euros.

Já em Portugal, segundo a empresa, ao apoio concedido de “nove milhões de euros, sucede-se a imposição de um imposto extraordinário”.

Assim, a Galp sublinha que “qualquer decisão de investimento adicional será naturalmente avaliada em função das perspetivas de mercado, das condições de competitividade e da previsibilidade do enquadramento regulatório aplicável”.

A empresa vê, ainda assim, “com satisfação” o lançamento do Diálogo Estratégico da Comissão Europeia sobre as refinarias europeias, considerando que representa um reconhecimento da importância do setor para a economia, a competitividade industrial e a segurança energética.

A Galp considera que o roteiro conjunto anunciado para a transformação da indústria, o acompanhamento técnico das medidas de curto prazo e o apoio político da Comissão à elaboração de uma Estratégia para a Refinação constituem “um bom ponto de partida para promover a competitividade e a transformação do setor”.

Defende, no entanto, que esta iniciativa deve traduzir-se em “medidas concretas que promovam condições de competitividade, previsibilidade regulatória e investimento na modernização e transformação da capacidade industrial europeia”.

As declarações surgem depois de a Comissão Europeia ter defendido, na quarta-feira, a necessidade de travar o encerramento de refinarias e aumentar a produção de combustíveis na UE.

Após uma reunião com representantes da indústria, em Bruxelas, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, alertou que cerca de um quarto das refinarias da UE encerrou nos últimos 20 anos, reduzindo a capacidade de refinação do bloco em aproximadamente 10%.

Relativamente ao abastecimento de combustíveis durante o inverno de 2026/2027, a Galp destacou o papel da refinaria de Sines na segurança energética nacional, sublinhando os “elevados níveis de eficiência e fiabilidade operacional” da unidade.

Segundo a empresa, a refinaria “apresenta uma produção excedentária de gasolina face às necessidades do mercado nacional e dispõe de capacidade de produção de gasóleo, complementada pela atividade de aprovisionamento da Galp nos mercados internacionais, para responder às necessidades dos seus clientes”.

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Cotação do Brent para entrega em dezembro sobe 2,40% para 117,64 dólares

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em dezembro terminou, esta sexta-feira, 30 de outubro, no mercado de futuros de Londres em alta de 2,40%, para os 117,64 dólares.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou, esta sexta-feira, a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 2,76 acima dos 114,88 com que encerrou as transações na quinta-feira.

No último dia de cotação em outubro, o Brent voltou a ganhar terreno, situando-se em máximos desde abril, encerrando um quarto mês consecutivo com ganhos, a valorizar 15%.

O crude europeu reagiu em alta aos últimos desenvolvimentos no Estreito de Ormuz. As forças navais iranianas informaram hoje que cinco petroleiros ficaram imobilizados depois de embaterem em minas, ao tentarem passar pelo Estreito fora da rota autorizada.

Por seu lado, a Marinha de Omã retirou 5 tripulantes de um cargueiro, com bandeira do Panamá, que foi atacado, incendiando-se em consequência, rente às costas deste país do Golfo Pérsico, informou o Centro de Segurança Marítima do sultanato.

Fiona Cincotta, analista da Forex.com, disse hoje, em comentário na sua página na internet, que o receio quanto a um ataque os EUA ao Irão esta a impulsionar as subidas da cotação, juntamente com os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz e os ataques dos houthies na Arábia Saudita.

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OE2027: Anacom atribui 172 milhões para cobertura 100% do território em 5G

O secretário de Estado da Digitalização disse, esta sexta-feira, 30 de outubro, que está em curso na Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom) uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura total do território em 5G.

Bernardo Correia falava na comissão conjunta de Orçamento, Finanças e Administração Pública e da Reforma do Estado e Poder Local, no âmbito da apreciação na especialidade da proposta do Orçamento de Estado para 2027 (OE2027), no parlamento.

“Está de facto em curso na Anacom uma atribuição de 172 milhões de euros para a cobertura de 100% do território em 5G”, acrescentou o secretário de Estado da Digitalização.

De facto, “temos um território [com] 98% da população coberta com 5G”, referiu o governante.

“Mas não temos o resto dos 2%. Portanto, estes 172 milhões de euros farão a cobertura para 100% do território nacional e é um projeto que está em curso, liderado pela Anacom”, repetiu.

Por sua vez, o secretário de Estado para a Simplificação, Paulo Magro da Luz, adiantou estar a ser trabalhada a promessa da criação de um Balcão Único das Empresas.

“Queremos uma experiência alinhada com os principais exemplos globais”, como Singapura, Dubai, entre outros, acrescentou.

O Balcão Único das Empresas estará disponível durante o primeiro semestre do próximo ano.

Paulo Magro da Luz salientou ainda que este mês, a sua secretaria em conjunto com a da Digitalização, vai anunciar uma campanha massiva de formação em inteligência artificial (IA) na função pública.

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Aumento da população imigrante em Portugal “coloca exigências adicionais ao SNS”, diz ministra

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou, esta sexta-feira, que o aumento populacional observado nos últimos anos tem vindo a “colocar exigências adicionais” ao Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A partir do parlamento, numa audição a propósito do Orçamento do Estado para 2027, Ana Paula Martins afirmou que “o aumento populacional observado nos últimos anos é expressivo”. “Entre 2021 e 2025 a população residente cresceu em cerca de 825 mil pessoas, uma parte substancial deste crescimento resulta da imigração”, referiu.

Segundo a governante, “a população residente de nacionalidade estrangeira passou de aproximadamente 748 mil pessoas em 2021 para 1.6 milhões em 2025, mais do que duplicou em apenas quatro anos, passando a representar 14% da população residente em Portugal”. “Esta evolução coloca exigências adicionais ao SNS”.

“Uma população maior significa uma base potencialmente mais ampla de pessoas que necessitam de cuidados de saúde, enquanto o crescimento e a diversificação demográfica exigem capacidade de adaptação dos serviços, nomeadamente, a nível dos cuidados de saúde primários, dos meios complementares de diagnostico e terapêutica, dos hospitais e da saúde pública”, assegurou a ministra.

Assim sendo, Ana Paula Martins considerou que “o desafio não é apenas gastar mais ou gastar menos, é garantir mais e melhores cuidados, com acesso em tempo útil, qualidade e segurança, utilizando os recursos públicos de forma responsável”.

“Num país cuja população cresceu significativamente em particular por vias dos fluxos migratórios a sustentabilidade do SNS deve ser avaliada também pela sua capacidade de absorver novas necessidades e manter a resposta assistencial sem aumentar o seu peso relativo na economia”, disse.

A ministra apontou ainda que “a despesa total consolidada prevista para a área orçamental da saúde em 2027 ascende a 17.858 milhões de euros”, o que representa “um crescimento de 3,2% face ao orçamento de 2026  e de 2,9% face à estimativa de execução desse ano, excluindo o PRR”.

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Wall Street encerra sessão com Nasdaq a recuar mais de 2,80%

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta sexta-feira, em terreno negativo com o Nasdaq a perder mais de 2,80%.

Assim, o Dow Jones perdeu 1,09% para 51.771,14 pontos, o S&P 500 cedeu 1,82% para 7.579,86 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 2,86% para 25.437,00 pontos.

Wall Street fechou em queda na sexta-feira, com o Nasdaq a liderar os declínios, pressionado pela Amazon e pela Intel, que caíram acentuadamente após decepcionarem o mercado com os resultados trimestrais.

Em novembro, o Dow Jones subiu 1,69%, o S&P 500 caiu 0,9% e o Nasdaq perdeu 5,3%.

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