Virginia Fonseca movimentou as redes sociais nesta sexta-feira (30/10) ao publicar um vídeo durante viagem a Nova York, nos Estados Unidos. Ao lado da influenciadora Duda Freire, ela aparece ouvindo a música “Ritmo Era Uma Vez”, que traz o trecho “Esquece do seu ex”.
O vídeo ganhou comentários após o recente término do relacionamento de Virginia com o jogador Vini Jr. A escolha da música despertou especulações entre internautas sobre uma possível indireta ao atleta.
Virginia e Vini Jr. haviam reatado o namoro em julho deste ano, mas terminaram novamente. Apesar da repercussão, a influenciadora não afirmou que a publicação tinha relação com o ex-namorado.
O Hospital e Maternidade Célia Câmara (HMMCC) realizou, neste sábado (31), a Caminhada por Elas, em alusão à campanha Outubro Rosa. A iniciativa reuniu colaboradores, familiares e integrantes da comunidade em uma manhã dedicada à promoção da saúde, à prevenção e ao incentivo a hábitos de vida saudáveis.
O presidente do Instituto Patris, Guilherme Almeida, participou do evento e fez a abertura da programação. Ele falou sobre a importância de ampliar o acesso à informação sobre a saúde da mulher e incentivar hábitos saudáveis.
“A iniciativa busca conscientizar sobre a importância do autoexame e da procura pelos serviços de saúde, além de envolver nossa equipe e a comunidade. Queremos também incentivar, por meio da promoção da saúde, a prática de atividades físicas e a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia”, afirmou.
A caminhada foi idealizada pelo Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) do hospital. De acordo com Deneva Maria, técnica de segurança do trabalho, a proposta surgiu de uma conversa entre os profissionais do setor sobre saúde e atividade física e ganhou forma como uma maneira de encerrar a programação do Outubro Rosa.
“Pensamos em fazer uma caminhada com os colaboradores e a comunidade, porque também queremos aproximar as pessoas do hospital e mostrar que existe uma maternidade pública aqui perto, que oferece atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É importante que a unidade e a comunidade caminhem juntas, para que as pessoas conheçam os serviços disponíveis, principalmente aqueles voltados à saúde da mulher”, explicou. Neide Santos participou da caminhada e contou que a iniciativa despertou ainda mais sua vontade de apoiar outras mulheres.
“É muito importante, não só para mim, mas para todas as mulheres. A caminhada me motivou a ajudar outras mulheres que estão precisando. Hoje eu não preciso, mas amanhã posso precisar. Acho muito importante conscientizar a população sobre o Outubro Rosa e incentivar as mulheres a cuidarem da saúde. Gostei muito e quero que aconteça mais vezes”, disse.
A programação contou ainda com aula de hitbox, café da manhã e distribuição de açaí. As inscrições foram realizadas mediante a doação de alimentos, que serão destinados à Patrulha Mulher Mais Segura, da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Goiânia.
A comandante Sol, responsável pela Patrulha, esteve presente e agradeceu a mobilização. Segundo ela, os alimentos arrecadados serão entregues a mulheres em situação de violência doméstica que possuem medidas protetivas e recebem acompanhamento da equipe.
“Muitas vezes, essas mulheres saem de casa sem emprego e sem ter o que comer. Essas doações são muito necessárias para ajudá-las a romper o ciclo da violência e não retornar ao convívio com o agressor. Fiquei muito surpresa com a quantidade de alimentos arrecadados e sou imensamente grata por essa iniciativa”, destacou.
Uma mulher identificada como Dina ganhou repercussão nas redes sociais após revelar que o casamento terminou por causa de divergências políticas. Em um vídeo publicado no TikTok, ela contou que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas marcou o fim da relação.
Dina resumiu a situação com uma declaração que chamou a atenção dos internautas: “Meu casamento acabou porque o Lula ganhou. E nem é meme”. Após o término, ela passou a trabalhar como motorista de aplicativo e afirmou que terá de assumir sozinha as despesas.
Apesar da repercussão do caso, a mulher afirmou que não pretende revelar a identidade do ex-companheiro nem expô-lo publicamente. O relato repercutiu nas redes sociais ao associar o fim de um casamento às diferenças de posicionamento político.
O empresário Tacimar Hoendel divulgou um vídeo nas redes sociais no qual relatou a decisão de elevar de R$ 250 para R$ 2 mil o aluguel de uma vaga de garagem utilizada por uma mulher no prédio de sua mãe, em Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo ele, a medida ocorreu após a identificação de um adesivo do PT no veículo da moradora e uma conversa sobre política.
De acordo com o relato, Tacimar abordou a mulher após notar o adesivo e informou o novo preço pelo uso do espaço. A moradora teria manifestado interesse em manter o aluguel, mas se surpreendeu com o reajuste de oito vezes. No vídeo, o empresário ironizou a situação ao afirmar: “Está todo mundo com muito dinheiro, o país está muito bom. Se não for 2 mil, eu prefiro deixar vazio”.
Ao final do registro, o empresário dirigiu ofensas à mulher e sugeriu que ela deixasse o carro estacionado na rua. A gravação repercutiu nas redes sociais por expor a relação entre a decisão de aumentar o preço da vaga e a posição política atribuída à moradora.
O cientista social Ian Caetano, que assinava ensaios e críticas no Diário da Manhã, morreu nesta sexta-feira (30), aos 32 anos, em Goiânia. Ele lutava contra a cirrose hepática.
Mestre pela Universidade Federal de Goiás (UFG), chegou a cursar o doutorado em Ciência Política no Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Demonstrava erudição em cinema e literatura e, sobretudo, marxismo.
No DM, publicou o texto “A Crítica Cinematográfica da Realidade Juvenil no Capitalismo Tardio”, no qual analisava o movimento estudantil. Emprestava às páginas deste veículo seu conhecimento para dissertar sobre o que, segundo ele, se traduzia numa espécie de “lógica do açoite” em Goiás. Tornou-se, sobretudo, um intelectual público.
Em 2015, destacou a trajetória de José Saramago. Ao comentar “As Intermitências da Morte”, obra publicada pelo autor português em 2005, ressaltou o ponto de partida insólito do romance: em determinado país, ninguém morre durante as 24 horas do primeiro dia do ano.
A partir disso, reparou, Saramago construiu uma narrativa na qual acompanhava o caos provocado pela ausência da morte, de modo que expõe as contradições das instituições, da política, da religião e, principalmente, dos costumes. A obra, argumenta Ian, revela o estilo do escritor, com digressões e humor a serviço das reflexões a respeito da condição humana.
Ao se voltar para Machado de Assis, disse que o autor de prosa luso-brasileira antecipa as características do que viria a ser o realismo fantástico no romance “Quincas Borba”, de 1891. O ensaísta resumia, em seu texto, de 2015, a história de Rubião, professor que herda toda a fortuna do filósofo Quincas Borba e passa a frequentar os círculos da burguesia carioca.
Machado, escreve Ian, cria uma narrativa marcada por delírios, situações absurdas, humor e ironia, desnudando o comportamento interesseiro e as contradições sociais da época. O livro, lembra o crítico, se destaca pelo experimentalismo literário, pelos capítulos curtos e pela capacidade do autor de transformar situações disparatadas em instrumentos de crítica.
Certa vez, Ian referiu-se a Karl Marx como gênio indelével. Não satisfeito, reeditou o clássico “Manifesto Comunista” pela Escultura Produções Editoriais, empreitada intelectual vivida ao lado do jornalista Heitor Vilela. Noutro livro, também da Escultura, mobilizou sociólogos, historiadores e filósofos para discutir criticamente as escolas militarizadas em Goiás.
O jornalista Heitor Vilela se despediu do amigo. “A pessoa mais genial que eu tive o privilégio de conhecer nessa vida. Nos deixou muito cedo e muito breve. Meu coração está partido e minha garganta tem um nó profundo”, lamentou Heitor, em uma postagem.
Em 2014, Ian Caetano, Heitor e João Marcos, integrantes da Frente de Luta pelo Transporte, foram presos durante a chamada Operação R$ 2,80, conduzida pela Polícia Civil. Eles permaneceram detidos por cerca de uma semana, acusados de dano ao patrimônio público, associação criminosa e incitação à violência.
Após habeas corpus concedido pela desembargadora Avelirdes Almeida Pinheiro, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás, foram libertados. Ian, diria João Guimarães Rosa, não morreu. Ele está encantado.
Aquele porre, no pátio da Faculdade de Comunicação e Informação (FIC), em Goiânia, foi ao sabor do disco “Alucinação”. A ocupação dormia naquela noite de 2016, enquanto a garrafa do vinho Cantina da Serra passava de mão em mão: o gosto estudantil diante da PEC 241.
Muitas utopias depois, ao fim e ao cabo das mobilizações, lá se ouvia o trovador a ronronar na vitrola. Homem de coração selvagem, Belchior cantou o delírio e a experiência com coisas reais desses rapazes latino-americanos sem dinheiro no bolso, parentes importantes e vindos do interior. A UFG, às seis e meia da matina, testemunhou o início de uma grande amizade.
Segundo os pesquisadores Renato Terra e Rodrigo Salgado, no livro “Belchior: Alucinação”, o compositor escreveu sobre “uma nova mudança que vai acontecer”. Referia-se ao espírito das mudanças que, para os autores, caracterizaram os anos 1960 e consolidaram as novas formas coletivas de construir a sociedade: os beatniks, o rock’n’roll e a injeção de juventude.
Mas o tempo, implacável, embrutece esses ideais. “A pobreza brasileira, latino-americana, escancarada, insolúvel, é a marca mais evidente do fracasso dessa utopia. A falta de amor, de empatia”, afirmam os escritores, na obra recém-lançada pela editora Cobogó. “As letras longas, coloquiais e profundas traduzem um sentimento coletivo que atravessa gerações.”
Arte: Belchior emerge em retrato do artista plástico goiano Siron Franco que está no encarte de disco lançado em 1986 | Foto: Divulgação
Se vivo fosse, Belchior contaria 80 anos de sonho, de sangue e de América do Sul. Sua obra, mesmo hoje, alucina os sujeitos de sorte. Nascido em Sobral, no interior do Ceará, o cantor revela, em seus versos, uma sólida formação intelectual. Na Universidade Federal do Ceará, ingressou no curso de medicina em 68, largando-o quatro anos depois para viver de música.
O artista dizia não ter um pensamento diferente daquilo que estava em suas letras. Achava, conforme entrevistas, que levava uma vida de cidadão comum, por vezes até insignificante — embora, de fato, respeitasse o que isso poderia ser e o que ele próprio falava como artista.
Dono de gestos intrigantes, era respeitado e construiu repertório do qual muitos artistas se orgulhariam. Talvez isso lhe garantisse o sucesso e a vida confortável. Aos 60 anos, todavia, meteu o pé na estrada, like a rolling stone, deixando tudo para trás rumo a uma trip incerta pelo Uruguai e pelo sul do Brasil, que se findaria com a sua morte, aos 70 anos, em 2017.
Investigação
À procura das respostas, Marcelo Bortoloti e Chris Fuscaldo investigam os últimos anos de Belchior em “Viver é Melhor que Sonhar – Os Últimos Caminhos de Belchior”, road book que acaba de ser reeditado pela Garota FM Books e Sonora Editora. Os jornalistas andam 10 mil quilômetros, conhecendo a companheira Edna e as cidades por onde o artista passou.
Depois da repercussão em 2021, Bortoloti e Fuscaldo receberam o convite da Urca Filmes para conduzir a pesquisa de uma série documental. A produtora comprou ainda os direitos do livro para transpô-lo ao cinema no longa-metragem homônimo, dirigido por Eduardo Albergaria. O filme, ao que tudo indica, deve chegar aos cinemas em dezembro de 2026.
Para Fuscaldo, Belchior olhava para “esse lugar do exílio” com certo romantismo. “A gente vê em muitas letras de Belchior essas possibilidades de experiências com o isolamento, com a mudança de vida”, aponta a pesquisadora, na segunda (26), em entrevista à Rádio Nacional.
O compositor, a quem um tango argentino era bem melhor do que um blues, dialogou em sua produção lírica com Roberto Piva, Godard, Baudelaire, Jorge de Lima, Albert Camus e Drummond. Foi o oposto de Caetano Veloso, ao soltar a voz e, sem firula, atestar: “Nada é divino, nada é maravilhoso.” O cearense zarpou rindo, tranquilaço e sem ligar para nada.
É, amigo, a agulha ainda repousa na faixa do vinil: “Eu não estou interessado em nenhuma teoria / Em nenhuma fantasia, nem no algo mais.” Ao que o trovador continua: “Nem em tinta pro meu rosto, ou oba-oba, ou melodia / Para acompanhar bocejos, sonhos matinais.”