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Temperaturas vão subir até 7 graus acima do normal já esta segunda-feira, mas o calor tem os dias contados

O calor vai regressar a Portugal Continental já esta segunda-feira, 26 de outubro, com os termómetros a registarem valores bastante superiores aos habituais para esta altura do ano. Em algumas regiões, as temperaturas poderão ficar até 7 graus acima da média, mas esta subida será temporária, uma vez que está prevista uma descida significativa logo no dia seguinte.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored, o território continental vai atravessar vários dias de oscilações térmicas, com uma subida acentuada no início da semana, seguida de um arrefecimento na terça-feira e de uma nova recuperação das temperaturas na quarta-feira.

Distritos como Santarém, Castelo Branco, Évora e Beja deverão apresentar os valores mais elevados, embora esteja prevista uma descida média de cerca de 4 graus ao final da tarde, dando lugar a uma noite mais fresca.

Segunda-feira traz temperaturas até 7 graus acima do normal

A mudança mais significativa deverá acontecer na segunda-feira, quando as temperaturas máximas vão subir de forma generalizada em Portugal Continental.

Segundo a Meteored, esta subida será particularmente evidente nas regiões Norte e Centro, embora o Alentejo possa apresentar alguns dos valores absolutos mais elevados.

Em Beja, os termómetros poderão atingir os 26 graus, enquanto Évora deverá registar uma máxima de 25 graus. Estes valores representam temperaturas cerca de 5 graus superiores à média climatológica para esta altura do ano.

Contudo, será na Beira Alta que poderão ocorrer as anomalias mais expressivas, com temperaturas até 7 graus acima do habitual para o final de outubro.

Terça-feira traz nova descida e Braga pode perder 5 graus

O aumento das temperaturas terá pouca duração. Na terça-feira, 27 de outubro, está prevista uma descida das máximas em grande parte do território continental.

Em Braga, por exemplo, os termómetros poderão passar dos 21 graus previstos para segunda-feira para apenas 16 graus na terça-feira, uma diferença de 5 graus em apenas 24 horas.

Também Beja deverá registar uma descida significativa, passando dos 26 para os 22 graus, enquanto Castelo Branco poderá passar dos 23 para os 21 graus.

Apesar deste arrefecimento, algumas regiões do interior Norte e Centro ainda poderão apresentar temperaturas até 3 graus acima da média para a época.

Quarta-feira volta a trazer temperaturas mais elevadas

A descida prevista para terça-feira não deverá prolongar-se por muito tempo, uma vez que as previsões apontam para uma nova subida das temperaturas na quarta-feira, 28 de outubro.

Esta recuperação será particularmente evidente no noroeste do país, com Braga a poder atingir novamente os 20 graus de máxima.

No Sul, o aumento também deverá fazer-se sentir, especialmente em Beja, onde os termómetros poderão voltar a alcançar os 25 graus.

De acordo com a Meteored, grande parte de Portugal Continental poderá apresentar temperaturas entre 2 e 5 graus acima da média climatológica durante a quarta-feira.

A principal exceção deverá verificar-se na faixa litoral entre Viana do Castelo e Leiria, onde os valores poderão ficar próximos ou até 2 graus abaixo do habitual.

Assim, a última semana de outubro ficará marcada por oscilações significativas das temperaturas, com períodos de calor acima do normal intercalados com descidas rápidas dos termómetros.

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A água da torneira saiu branca? EPAL esclarece que não há perigos para a saúde

Abrir a torneira e encontrar uma água aparentemente branca ou leitosa pode levantar dúvidas sobre se existe algum problema com aquilo que vai beber. No entanto, esta alteração visual pode ter uma explicação bastante simples e não significa necessariamente que a água esteja imprópria para consumo.

O aspeto esbranquiçado resulta normalmente da presença de ar dissolvido na água, que origina numerosas microbolhas, segundo esclarece a EPAL. Trata-se de uma situação passageira que, nas condições descritas pela entidade, não altera a qualidade da água.

Microbolhas são responsáveis pela cor branca

Quando a pressão existente nas tubagens ou nos reservatórios sofre oscilações, o ar dissolvido pode formar pequenas bolhas. Como são muito numerosas e de reduzida dimensão, fazem com que a água pareça branca logo depois de sair da torneira.

Não se trata, portanto, de uma substância branca misturada na água. O efeito visual é provocado pelo ar e tende a desaparecer pouco depois, à medida que as microbolhas se libertam.

Copo transparente permite fazer a experiência

A própria EPAL sugere uma forma simples de observar o fenómeno. Basta encher um copo ou um jarro transparente e deixar a água repousar durante alguns instantes.

À medida que as bolhas desaparecem, a água volta progressivamente a apresentar um aspeto límpido. Esta mudança ajuda a perceber que a tonalidade inicial estava relacionada com o ar presente na água e não com uma alteração permanente da sua cor.

Ruídos nas canalizações podem ter a mesma origem

O ar também pode explicar outro comportamento ocasional das torneiras. Depois de uma interrupção no abastecimento ou de um período prolongado sem utilização, como durante umas férias, podem ouvir-se ruídos nas canalizações.

Nessas circunstâncias, a água também pode sair de forma irregular, aos chamados “jorros”. Segundo a mesma entidade, a presença de ar nas tubagens está novamente na origem do fenómeno, sendo aconselhado deixar correr a água durante alguns minutos.

Cheiro a cloro tem uma explicação diferente

Já um eventual cheiro ou sabor a cloro não está relacionado com as microbolhas. O cloro é utilizado durante o tratamento da água para preservar a sua qualidade microbiológica ao longo do percurso entre as estações de tratamento, a rede de distribuição e as torneiras.

Quando esse cheiro ou sabor se torna percetível, a EPAL recomenda deixar a água repousar durante alguns minutos. A entidade explica que o cloro é utilizado em doses reduzidas, destinadas a manter a proteção microbiológica durante a distribuição.

Canalizações também podem alterar algumas características

Nem todas as alterações observadas na água têm origem na rede pública. A idade e o estado de conservação das canalizações existentes dentro dos edifícios, bem como de eventuais equipamentos hidropressores, podem influenciar características como a cor, o cheiro ou o sabor.

A temperatura também pode mudar a perceção do sabor, sendo a água fresca geralmente mais agradável ao paladar. Assim, quando a água sai branca da torneira e recupera rapidamente a transparência depois de repousar, a explicação indicada pela EPAL é a presença temporária de microbolhas de ar, fenómeno que não afeta, de forma individual, a qualidade da água.

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Algarve pode receber partida do Dakar em 2027 após saída da Arábia Saudita

A partida e o prólogo do Dakar de 2027 poderão realizar-se no Algarve, seguindo-se as etapas em Marrocos, adiantou à Lusa uma fonte próxima do processo. A organização confirmou este domingo, 25 de outubro, que a prova deixará provisoriamente a Arábia Saudita, mas ainda não anunciou o novo destino.

Os pormenores do percurso e do programa permanecem por divulgar. O anúncio da localização deverá acontecer no início da próxima semana, tendo Espanha também sido apontada como hipótese.

As equipas já foram informadas da alteração, confirmou a Lusa junto de uma delas.

Organização garante realização da prova em 2027

A mudança surge devido aos “recentes desenvolvimentos na região”, na sequência dos conflitos entre os huthis do Iémen e a Arábia Saudita, país que recebe o rali de todo-o-terreno desde 2020.

“O Dakar 2027 irá realizar-se. A edição de 2027 decorrerá num território diferente e será organizada pela ASO. O local será anunciado separadamente nos próximos dias”, refere o comunicado da organização.

A Amaury Sport Organization (ASO), responsável pelo Dakar e por outras competições, incluindo a Volta a França em bicicleta, acrescentou que mantém contacto direto com concorrentes, equipas e parceiros para os apoiar nesta transição.

Regresso à Arábia Saudita anunciado para 2028

A saída será temporária. A ASO anunciou que o Dakar voltará à Arábia Saudita em 2028, para assinalar a 50.ª edição.

“A Arábia Saudita acolherá o Dakar em 2028, numa edição histórica que assinalará a 50.ª realização do rali”, lê-se na nota publicada pela organização.

Segundo o mesmo comunicado, as duas organizações já estão a trabalhar em conjunto na preparação dessa edição.

Algarve poderá marcar regresso da prova a Portugal

Caso se concretize a partida no Algarve, o Dakar regressará a Portugal 19 anos depois do cancelamento da edição de 2008, que deveria ligar Lisboa à capital do Senegal.

Lisboa recebeu a partida das edições de 2006 e 2007. A terceira saída consecutiva da capital portuguesa foi cancelada em 4 de janeiro de 2008, na véspera do início da competição, devido a ameaças à segurança na Mauritânia.

Essa decisão antecedeu a primeira grande mudança geográfica da prova. Em 2009, o Dakar transferiu-se para a América do Sul, com um percurso pela Argentina e pelo Chile.

Possível mudança para Portugal e Marrocos recupera ligação à Europa e a África

O rali permaneceu na América do Sul durante 11 edições, passando também pelo Peru, pela Bolívia e pelo Paraguai, antes de se instalar na Arábia Saudita em 2020.

A confirmar-se a transferência para Portugal e Marrocos, será a terceira grande mudança de região anfitriã na história da competição e representará o regresso ao espaço europeu e africano onde nasceu.

Criado pelo francês Thierry Sabine, o Dakar teve a primeira edição em 1979, entre Paris e a capital senegalesa. Antes da passagem para a América do Sul, conheceu diferentes percursos, entre os quais Paris–Cidade do Cabo, em 1992, Granada–Dakar, em 1995, e Dakar–Cairo, em 2000.

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António Barros oferece Anilha de Ouro a ‘repórter’ de Faro

José Carlos Almeida Rosa, ‘repórter’ de texto e fotografia de Faro, recebeu de António Barros a “Anilha de Ouro da Geral” durante a entrega de prémios da União Columbófila Ouriquense, realizada a 24 de outubro, no restaurante “Pátio de Ourique”.

A distinção desportiva tinha sido conquistada pelo pombo de António Barros com a anilha n.º 3442372/23. O columbófilo ofereceu-a ao ‘repórter’ como reconhecimento pelo seu trabalho na promoção e divulgação da modalidade, de acordo com o relato enviado ao POSTAL pelo próprio José Carlos.

Época de 2026 termina com prémios e convívio

O almoço assinalou o encerramento oficial da época desportiva de 2026 e reuniu participantes e representantes de entidades locais para distinguir os columbófilos e os seus pombos que mais se destacaram ao longo da campanha.

Além da entrega de prémios, o encontro proporcionou um momento de convívio entre os praticantes de uma modalidade ligada às tradições e à vida associativa de Ourique.

Entre os presentes estiveram Jorge Canhestro, presidente da Junta de Freguesia de Ourique, e Nádia Lima, presidente da União de Freguesias de Panóias e Conceição.

Direção destaca apoio das autarquias

Pedro Pinto, presidente da direção da União Columbófila Ouriquense, agradeceu a presença dos participantes e o contributo de quem acompanha a atividade da coletividade.

O dirigente salientou o apoio e o patrocínio do Município de Ourique e das juntas de freguesia do concelho, considerando estas parcerias fundamentais para desenvolver a atividade desportiva, promover a columbofilia e dar continuidade a uma tradição que reúne diferentes gerações.

Os órgãos sociais entregaram também lembranças de agradecimento aos parceiros institucionais: Município de Ourique, Junta de Freguesia de Ourique, União de Freguesias de Panóias e Conceição, Junta de Freguesia de Santa Luzia e Junta de Freguesia de Santana da Serra. O gesto assinalou a colaboração destas entidades com a coletividade.

Crédito: José Carlos
Crédito: José Carlos
Crédito: José Carlos
Crédito: José Carlos
Crédito: José Carlos
Crédito: José Carlos
Crédito: José Carlos

Leia também: Rogério Germano assume liderança da Associação Columbófila do Distrito de Faro

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Inglaterra está a enterrar mais de 2.000 árvores de Natal nas praias e o motivo está a surpreender

Enterrar árvores de Natal na areia pode parecer uma ideia invulgar, mas é precisamente esta a solução encontrada numa localidade de Inglaterra para proteger a costa das tempestades e combater a erosão. Em St. Annes, no condado de Lancashire, milhares de pinheiros utilizados durante as festividades natalícias estão a ganhar uma segunda vida nas praias.

A iniciativa faz parte de um projeto ambiental que pretende recuperar as dunas e reforçar a proteção natural das zonas habitacionais próximas do mar. Segundo a Meteored, o método tem sido utilizado há mais de uma década e já apresenta resultados significativos.

Em vez de serem simplesmente descartadas depois do Natal, as árvores naturais são recolhidas e transportadas para zonas específicas da praia, onde são parcialmente enterradas na areia.

O objetivo é aproveitar os ramos dos pinheiros para travar o movimento dos grãos de areia transportados pelo vento, permitindo que estes se acumulem e contribuam para a formação de novas dunas.

Como funciona este método que utiliza árvores de Natal?

O processo começa com a abertura de pequenas valas na areia, onde são colocadas as árvores de Natal. Os troncos ficam parcialmente enterrados, enquanto os ramos permanecem expostos.

Quando o vento sopra, os grãos de areia encontram os ramos e ficam retidos à sua volta. Com o passar do tempo, esta acumulação permite formar pequenos montes que podem evoluir para novas dunas.

De acordo com a Meteored, as árvores são colocadas em locais cuidadosamente selecionados, uma vez que as marés poderiam arrastá-las caso fossem instaladas demasiado perto da água.

O projeto também recorre a barreiras de madeira e à plantação de vegetação adaptada às dunas, como a erva-das-dunas, cujas raízes ajudam a fixar a areia e a estabilizar o terreno.

Mais de 2.000 árvores enterradas e centenas de voluntários envolvidos

A iniciativa integra o projeto Fylde Sand Dunes, desenvolvido com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council, contando ainda com financiamento da Environment Agency.

O programa pretende recuperar um sistema dunar que perdeu aproximadamente 80% da sua extensão ao longo dos últimos 150 anos, devido a fatores como a urbanização e a erosão costeira.

Numa das campanhas realizadas em St. Annes, mais de 250 voluntários conseguiram instalar mais de 2.000 árvores de Natal em apenas três dias.

Já em 2026, cerca de 650 voluntários participaram na colocação de aproximadamente 2.000 árvores ao longo de três quilómetros de costa, demonstrando a dimensão que esta iniciativa alcançou.

Dunas já cresceram até 90 metros e protegem centenas de casas

Os resultados apresentados pelo projeto mostram que determinadas zonas costeiras recuperaram entre 60 e 90 metros de extensão desde 2013.

Em alguns pontos de North Beach, o crescimento das dunas chegou aos 80 metros, embora os responsáveis esclareçam que estes valores dizem respeito a áreas específicas e não a toda a praia.

Esta recuperação tem consequências importantes para a segurança das populações. Segundo os dados divulgados, as dunas ajudam atualmente a proteger 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações.

Além disso, cerca de 400 habitações poderão beneficiar de proteção adicional através das futuras intervenções previstas.

Uma solução natural que também protege a biodiversidade

Para além de funcionar como barreira contra o avanço do mar, a recuperação das dunas contribui para a preservação dos ecossistemas costeiros.

A região alberga mais de 300 espécies de plantas, bem como diversas espécies de aves e invertebrados importantes para a biodiversidade local.

O projeto inclui também a remoção de espécies invasoras e a recuperação da vegetação natural, permitindo melhorar as condições dos habitats existentes.

Assim, aquilo que começa por ser uma simples árvore de Natal descartada transforma-se numa ferramenta de proteção ambiental, demonstrando como a reutilização de materiais naturais pode contribuir para enfrentar os desafios da erosão costeira.

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Algarve em Resistência exige demissão de Montenegro após intervenção nas acampadas

O coletivo Algarve em Resistência exigiu este domingo, 25 de outubro, a demissão de Luís Montenegro, na sequência das intervenções policiais nas acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto. O grupo reclama também o apuramento público e independente de responsabilidades pelas agressões que denuncia.

Num comunicado, o coletivo manifestou solidariedade com as pessoas agredidas e detidas e rejeitou que se trate como uma questão de “ordem pública” aquilo que considera uma emergência social.

“No Algarve conhecemos bem esta realidade. Quando faltam casas, não podem sobrar bastonadas”, afirma o Algarve em Resistência, relacionando a contestação com as dificuldades de quem vive e trabalha na região.

Coletivo algarvio pede arquivamento dos processos e promete continuar nas ruas

Além da demissão e responsabilização do primeiro-ministro, o grupo exige o arquivamento dos processos contra todas as pessoas detidas, o respeito pelo direito de manifestação “a qualquer hora” e medidas imediatas e estruturais que garantam habitação acessível.

“Não foram as tendas que ocuparam o espaço público. Foi a especulação imobiliária que ocupou as nossas cidades e expulsou quem nelas vive e trabalha”, sustenta o comunicado.

O coletivo compromete-se ainda a acompanhar os detidos quando forem presentes a tribunal e a manter os protestos. Segundo a Lusa, as manifestações pelo direito à habitação regressam este domingo às praças de Lisboa, Porto e Faro.

SOS Racismo exige saída do ministro da Administração Interna

O SOS Racismo também condenou as intervenções desta madrugada, exigindo “o fim da violência policial e repressão brutal” e a “imediata responsabilização política e criminal das forças policiais e do Governo”.

Num comunicado citado pela Lusa, o movimento classificou a atuação contra as acampadas do Rossio, em Lisboa, e da Praça D. João I, no Porto, como uma “desproporcionada, violenta e ilegal investida”. Pediu, por isso, a “demissão imediata” do ministro da Administração Interna.

O movimento reclama um inquérito da Inspeção-Geral da Administração Interna à atuação da PSP e exige que o Governo e a direção nacional da polícia esclareçam “quem ordenou a intervenção, com que base legal e com que critérios de proporcionalidade”.

Pede igualmente uma tomada de posição do Presidente da República e o arquivamento dos processos por desobediência instaurados contra os manifestantes.

Ativista relata agressões a pessoas que estavam no chão

O SOS Racismo afirma ter acompanhado as acampadas no terreno, o que lhe permitiu testemunhar a conduta pacífica dos participantes e a posterior atuação policial.

Mariana Carneiro, membro do movimento, descreveu a presença de agentes fortemente equipados: “Parecia que estavam em batalha absoluta, a confrontar um inimigo com poder militar”.

A ativista afirmou ainda ter visto “muita gente no chão a ser espancada, a levar com o cassetete já estando no chão, portanto, não constituindo qualquer tipo de ameaça”.

Segundo os dados reunidos pelo SOS Racismo, mais de 30 pessoas receberam apoio médico no Rossio, prestado pelo grupo de primeiros socorros da acampada.

Balanços de feridos divergem entre polícia e movimentos

De acordo com a Lusa, a PSP dispersou as manifestações durante a madrugada, com bastonadas, balas de borracha e cães, em intervenções simultâneas em Lisboa e no Porto. As ações ocorreram após mais de duas horas de tensão e ordens de dispersão e retirada das tendas, que os participantes não acataram, invocando a proteção constitucional do direito à manifestação.

A PSP indicou sete feridos em Lisboa e oito no Porto, além de 31 detidos por desobediência na capital. O comunicado do Algarve em Resistência apresenta um balanço diferente, de 11 feridos, que também atribui à polícia.

O coletivo algarvio refere ainda a apreensão de mais de 170 tendas, um total de 86 pessoas detidas desde o início dos protestos e a interrupção do trabalho de uma equipa médica que assistia feridos.

Polícias antimotim avançam contra manifestantes durante um protesto pelo direito à moradia em Lisboa. Crédito: Lusa

Por sua vez, a Acampada de Lisboa fala em dezenas de feridos, afirmando que mais de 20 foram para o Hospital de São José e que outros receberam assistência no local. No Porto, o movimento aponta para 37 feridos.

Protestos começaram no Porto e alargaram-se a Lisboa

A acampada do Porto teve início em 10 de outubro e foi alvo de uma primeira intervenção policial na madrugada de dia 15, que causou perto de 40 feridos. A ação ocorreu após uma manifestação que reuniu cerca de três mil pessoas na Praça D. João I, refere a Lusa.

Em Lisboa, a acampada começou em 17 de outubro, depois da manifestação convocada pela CGTP, que juntou milhares de participantes. As tendas montadas no Rossio foram retiradas numa primeira intervenção policial na terça-feira.

Neste sábado, após uma manifestação com dezenas de milhares de pessoas na Avenida da Liberdade, os participantes voltaram a montar tendas.

Os movimentos exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à compra de habitação por fundos imobiliários e o aumento da oferta pública. Reclamam também a recuperação de imóveis devolutos para habitação e tetos “verdadeiramente acessíveis” às rendas.

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“Vou pegar nos meus filhos e vou para aonde, vou para a rua?”: Ana Filipa Varela, mãe de quatro filhos, relatou ameaça de despejo em Odivelas em 2025

Uma ordem de despejo, quatro filhos menores e um rendimento de cerca de mil euros. Foi este o cenário apresentado numa reportagem do programa Repórter SÁBADO, publicada em 4 de agosto de 2025, sobre Ana Filipa, em Odivelas. Na altura, a mãe enfrentava a possibilidade de perder a casa onde vivia há mais de dez anos, sem conseguir suportar os preços do arrendamento.

A preocupação com os quatro filhos

Segundo a apresentação da reportagem, a família estava na iminência de ser despejada. A dificuldade não se limitava à saída daquela habitação: encontrar outra casa compatível com os rendimentos disponíveis era o problema seguinte.

“Vou pegar nos meus filhos e vou para aonde, vou para a rua?”, questionava, sem saber onde poderia ficar com as crianças.

O rendimento de mil euros referido pela SÁBADO era apresentado como insuficiente para arrendar uma alternativa aos preços então praticados.

A resposta da autarquia

De acordo com a mesma publicação, a Câmara Municipal de Odivelas afirmava não dispor de casas para realojar aquela família e indicava que Ana Filipa teria de procurar uma habitação no mercado de arrendamento.

O relato refere-se à situação divulgada em agosto de 2025. Essa publicação não esclarece se o despejo chegou a concretizar-se ou se a família encontrou entretanto uma solução habitacional, pelo que não permite apresentar o caso como uma ameaça de despejo ainda existente em outubro de 2026.

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Cumpriu 21 anos de prisão e estava em liberdade condicional: homem de 59 anos detido por violar peregrina do Caminho de Santiago

Um homem de 59 anos, que se encontrava em liberdade condicional depois de cumprir uma pena de 21 anos de prisão, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de violação e roubo de uma peregrina do Caminho de Santiago de Compostela. O crime ocorreu em agosto, no concelho de Vila do Conde.

A vítima, uma cidadã estrangeira de 39 anos, encontrava-se a percorrer o conhecido itinerário de peregrinação quando foi surpreendida pelo suspeito, que terá aproveitado o conhecimento da zona para concretizar o ataque.

Segundo um comunicado divulgado pela Polícia Judiciária este domingo, 25 de outubro, a mulher foi abordada durante o percurso e obrigada a praticar atos sexuais mediante o recurso à violência física.

Além da agressão sexual, o suspeito terá roubado vários bens que a peregrina transportava consigo.

Suspeito tinha cumprido 21 anos de prisão

Um dos aspetos que mais se destaca neste caso é o historial criminal do homem, que já tinha sido condenado por crimes contra a liberdade sexual.

De acordo com a PJ, o suspeito encontrava-se desempregado e apresentava um extenso registo criminal, incluindo a prática reiterada de crimes de natureza sexual.

O homem estava em liberdade condicional, depois de ter cumprido uma pena de prisão efetiva de 21 anos.

As autoridades descrevem uma atuação inesperada e violenta, sublinhando que o suspeito se aproveitou das vulnerabilidades da vítima e do conhecimento que tinha da área envolvente.

Segundo a PJ, o homem demonstrou ainda um comportamento compulsivo associado à satisfação sexual.

Denúncia da vítima permitiu identificar o suspeito

Depois do ataque, a peregrina apresentou queixa às autoridades, dando início a uma investigação destinada a identificar o responsável.

A Polícia Judiciária realizou várias diligências de recolha de prova que permitiram localizar o suspeito e proceder à sua detenção, fora de flagrante delito.

A investigação culminou na identificação de um homem que, segundo as autoridades, já tinha antecedentes pela prática de crimes semelhantes.

Homem vai ser presente a tribunal em Matosinhos

O detido será agora presente ao Tribunal de Instrução Criminal de Matosinhos para primeiro interrogatório judicial.

Durante esta diligência, o juiz decidirá quais as medidas de coação a aplicar ao suspeito, tendo em consideração os factos investigados e os elementos recolhidos pelas autoridades.

O homem encontra-se indiciado pelos crimes de violação e roubo, mantendo-se a presunção de inocência até existir uma decisão judicial definitiva.

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Driveway Transfers do Algarve recebe prémio de segurança rodoviária

A Driveway Transfers, empresa algarvia de transporte de passageiros, recebeu o prémio de segurança rodoviária de 2025 da Horizonte Seguro, numa cerimónia realizada a 20 de outubro de 2026, em Alcobaça, anunciou a empresa em informação enviada ao POSTAL.

De acordo com a operadora de transfers, a distinção reconhece o trabalho desenvolvido na formação e sensibilização dos motoristas, no acompanhamento dos indicadores de condução e na gestão da frota, com atenção à segurança e ao conforto dos passageiros.

Formação e verificações às viaturas entre as práticas destacadas

A empresa identifica as verificações aos veículos, a formação dos profissionais e as iniciativas internas regulares de sensibilização rodoviária como componentes da sua atividade diária. Estas ações procuram incentivar uma condução cuidadosa e responsável.

Na apresentação do trabalho que esteve na origem do reconhecimento, a Driveway Transfers refere uma gestão de frota que procura conciliar a eficiência operacional com a proteção dos passageiros, dos motoristas e dos restantes utilizadores da estrada.

A operadora associa também a distinção ao trabalho da equipa, destacando o profissionalismo e o sentido de responsabilidade dos seus trabalhadores. Na comunicação divulgada, dirige um agradecimento à Cartrack Portugal e à SEGEF pelo prémio.

Empresa pretende manter investimento na prevenção

A Driveway Transfers considera o reconhecimento um incentivo para continuar a investir na formação, na prevenção e na melhoria das suas operações.

A empresa defende ainda a participação de mais operadores de transporte e outras empresas em iniciativas de sensibilização rodoviária. Na sua perspetiva, estes projetos permitem valorizar boas práticas e reforçar a responsabilidade partilhada na prevenção de acidentes e na redução de comportamentos perigosos na estrada.

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Fernando Pessanha contesta ideia de uma Arenilha desabitada antes da vila pombalina

A ocupação de Santo António de Arenilha antes da construção da vila pombalina está no centro do novo livro de Fernando Pessanha, apresentado a 24 de outubro, em Vila Real de Santo António. Com base em fontes documentais, o historiador contestou a ideia de que não existiam população nem estruturas organizativas no local onde começou a ser construída a nova vila, em 1774.

A sessão, promovida pela Câmara Municipal para assinalar o Dia do Exército, esgotou a lotação do salão nobre da Capitania do Porto ainda antes do início da cerimónia, levando parte do público a acompanhar a apresentação a partir do átrio. A iniciativa integrou as comemorações dos 250 anos das festividades da fundação de Vila Real de Santo António.

Cartas e mapas sustentam leitura de continuidade histórica

Ao longo de cerca de 45 minutos, Fernando Pessanha percorreu a história do extremo sudeste algarvio entre a Guerra Fantástica de 1762 e a Grande Batalha do Guadiana de 1801, tendo como fio condutor o percurso do oficial de infantaria Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas.

Governador do termo de Santo António de Arenilha e, posteriormente, primeiro governador da nova vila pombalina, o militar é a figura central da obra O “Inteligente, pratico, activo e zeloso dos interesses de S. Magde” Francisco de Mendonça Pessanha Mascarenhas, 1.º governador da “Nova Vila de Santo António de Arenilha” / Vila Real de Santo António.

Recorrendo a correspondência e documentação cartográfica, o autor defendeu uma continuidade histórica que remonta à fundação da vila original e sede de concelho, em 1513. Nesta leitura, a construção iniciada em 1774, conhecida a partir de 1775 como Vila Real de Santo António, não representa o início da ocupação humana daquele território.

O investigador reconheceu, contudo, uma mudança de modelo político e organizativo, expressa na arquitetura e no urbanismo iluminista do século XVIII.

Obra prefaciada pelo historiador António Ventura

Fernando Pessanha é técnico superior da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e investigador da Universidade Nova de Lisboa e da Academia de Marinha. O livro conta com prefácio de António Ventura, historiador e catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Entre os presentes na apresentação estiveram António Fragoso de Almeida, vice-reitor da Universidade do Algarve, e Pedro Albuquerque, docente de arqueologia da Universidade de Sevilha.

Guitarra portuguesa abriu a cerimónia

A sessão começou com um momento de guitarra portuguesa por Filipe Santos. Seguiram-se as boas-vindas do primeiro-tenente Domingos, adjunto do capitão do porto, às instalações da Marinha Portuguesa.

O vereador do Património Material e Imaterial, Fernando Horta, destacou a importância da iniciativa para a identidade histórica, cultural e patrimonial do concelho.

No encerramento, o presidente da Câmara Municipal, Álvaro Palma de Araújo, felicitou Fernando Pessanha pelo trabalho de investigação e salientou a adesão do público a uma sessão dedicada à história do extremo sudeste algarvio.

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Nos Açores há uma pequena localidade onde se cultiva café e a explicação está no clima

Portugal não é propriamente conhecido como produtor de café, mas há um recanto do arquipélago dos Açores onde os cafezeiros encontraram condições para crescer. Trata-se da Fajã dos Vimes, na ilha de São Jorge, onde o grão é cultivado, colhido e transformado localmente, num caso pouco habitual no contexto europeu.

Segundo o portal do Turismo dos Açores, a explicação encontra-se no microclima existente em algumas fajãs de São Jorge. Estas condições permitiram desenvolver culturas agrícolas pouco comuns nesta latitude, entre as quais os cafezeiros da Fajã dos Vimes, cujo café é descrito pela entidade como tendo sabor e aroma intensos.

Arribas ajudam a criar um clima diferente

As fajãs são pequenas superfícies relativamente planas existentes junto ao mar, formadas por escoadas de lava ou pela acumulação de materiais provenientes de desabamentos. Em São Jorge existem mais de 40 e representam uma das características mais marcantes da paisagem da ilha.

No caso das fajãs formadas junto a grandes arribas, a própria configuração do terreno pode criar condições diferentes das que se encontram nas zonas altas. Um guia oficial do Visit Azores explica que estes locais ficam protegidos pelas falésias e apresentam frequentemente um clima mais ameno, favorável até ao cultivo de espécies de caráter mais tropical.

Café chega a ser produzido para consumo local

É precisamente isso que acontece na Fajã dos Vimes. As condições microclimáticas permitem manter plantações de café destinadas ao consumo local, uma particularidade que se tornou uma das imagens de marca deste ponto da costa sul de São Jorge.

Os grãos utilizados são colhidos na própria fajã. O portal do Turismo dos Açores considera mesmo estas plantações uma das “raridades agrícolas” proporcionadas pelo microclima e classifica a existência de cafezeiros neste território como um caso raro na Europa.

Solo fértil também ajuda a explicar o fenómeno

O clima não é a única característica favorável. A Fajã dos Vimes situa-se na costa sul de São Jorge, na freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, e apresenta terrenos descritos pelas entidades regionais como férteis e adequados a diferentes culturas agrícolas.

O portal ambiental SIARAM, dos Açores, refere especificamente a combinação de clima ameno e solo fértil, indicando o café entre as culturas existentes no local. Três linhas de água chegam ainda a esta fajã, onde existe também uma nascente de água mineral gaseificada.

Ilha tem mais de 40 fajãs junto ao mar

O cenário é muito diferente das grandes regiões produtoras de café associadas ao Brasil ou à Colômbia. São Jorge mede cerca de 54 quilómetros de comprimento e apenas 6,9 quilómetros na sua largura máxima, sendo atravessada por uma cordilheira central que contrasta com uma costa alta e recortada.

As fajãs aparecem junto à base dessas arribas e algumas têm acessos exclusivamente pedestres. Entre as mais conhecidas encontram-se a Caldeira de Santo Cristo, associada às amêijoas, a Fajã dos Cubres, com a sua lagoa, e a Fajã do Ouvidor, procurada pelas piscinas naturais.

Fajã dos Vimes guarda outra tradição

O café não é, contudo, a única particularidade deste pequeno território. Na Fajã dos Vimes mantém-se também a produção de colchas em antigos teares de madeira, tradição que continua associada ao artesanato de São Jorge.

É assim entre as arribas da costa sul açoriana, longe das regiões tropicais normalmente relacionadas com esta cultura, que os cafezeiros encontraram um pequeno espaço para prosperar. O abrigo proporcionado pelo relevo, um microclima mais ameno e os solos férteis ajudam a explicar por que razão na Fajã dos Vimes é possível colher e beber café produzido em território português.

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Aldomiro recebe pouco mais de 600 euros de reforma e paga 500 por um quarto: “Isto é alguma vida?”

Com 74 anos, Aldomiro Santos vive num quarto no centro de Lisboa pelo qual paga 500 euros por mês. Recebe pouco mais de 600 euros de reforma, o que lhe deixa uma margem reduzida para suportar as restantes despesas.

A sua história integra uma reportagem do jornal Expresso sobre pessoas que não conseguem ter uma casa só sua. O caso foi também apresentado pelo semanário nas redes sociais, com uma pergunta do reformado: “Isto é alguma vida? Isto não é nada”.

Pouco mais de 100 euros da reforma depois de pagar o quarto

A diferença entre os valores divulgados da pensão e da renda é de pouco mais de 100 euros mensais. Essa é a parcela da reforma que resta depois de assegurado o pagamento do alojamento, antes das restantes despesas.

O quarto tornou-se o espaço onde Aldomiro faz a sua vida. Apesar de ter trabalhado durante décadas, o rendimento da reforma não lhe permite encontrar uma solução habitacional independente, segundo o retrato apresentado pelo jornal.

Oito quartos ocupados por reformados

Aldomiro não é o único pensionista naquela situação. O prédio onde vive tem oito quartos, cada um ocupado por um reformado. Os valores pagos pelos residentes variam entre os 400 e os 500 euros mensais.

No seu caso, a renda corresponde ao valor mais elevado desse intervalo. À pressão financeira juntam-se as condições descritas na publicação: o cheiro a inseticida no quarto é apresentado como “muito intenso, quase nos entontece”.

Queria continuar a trabalhar, mas a saúde já não deixa

Ao longo da vida, Aldomiro desempenhou diferentes trabalhos, incluindo o de canalizador. Aos 74 anos, gostaria de continuar a trabalhar, relata o jornal.

A saúde, porém, já não lhe permite fazê-lo. A vontade de manter uma atividade profissional esbarra, assim, nas limitações físicas, enquanto o pagamento do quarto continua a absorver a maior parte da sua pensão.

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Adegas de Silves transformam-se em palcos de jazz entre novembro e maio

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas começa a 6 de novembro e percorre várias quintas de Silves, com concertos, provas de vinho e gastronomia local. Os bilhetes, com um custo de 35 euros, começam a ser vendidos a 22 de outubro, às 16:00.

O Município de Silves prepara a 10.ª edição do Jazz nas Adegas, um ciclo de concertos que decorre entre novembro de 2026 e maio de 2027, em diferentes espaços de produção vitivinícola do concelho. A iniciativa combina música ao vivo, provas de vinhos e gastronomia, proporcionando ao público uma experiência cultural ligada à tradição e à identidade local.

A programação arranca nos dias 6 e 7 de novembro, na Quinta João Clara, em Alcantarilha, com atuações da Feel Good Band, dando início a uma temporada que percorrerá várias adegas e quintas do concelho.

Promovido pela Câmara Municipal de Silves, o evento procura aproximar os visitantes dos produtores locais e proporcionar um contacto mais direto com os músicos, através de espetáculos realizados em espaços diferentes das salas de concerto convencionais.

Bilhetes custam 35 euros e incluem provas de vinho, tapas e visitas culturais

Os ingressos para as primeiras sessões estarão disponíveis a partir das 16:00 de quinta-feira, 22 de outubro, através da plataforma BOL e dos pontos de venda FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT, Pousadas da Juventude e quiosques Serveasy.

Cada bilhete tem um custo de 35 euros e destina-se exclusivamente a maiores de 18 anos.

Além do acesso ao concerto, o ingresso inclui provas de vinho e tapas, a oferta de uma garrafa de vinho e um voucher para visitar o Castelo de Silves e o Museu Municipal de Arqueologia.

A iniciativa pretende, desta forma, proporcionar uma experiência que vai além da música, associando os espetáculos à descoberta dos vinhos produzidos no concelho e à valorização do património histórico e cultural de Silves.

Programação reúne diferentes estilos e formações de jazz

A 10.ª edição do Jazz nas Adegas apresenta um conjunto diversificado de artistas e projetos musicais, abrangendo diferentes linguagens do jazz e sonoridades próximas deste género.

Depois da abertura com a Feel Good Band, na Quinta João Clara, o ciclo prossegue nos dias 27 e 28 de novembro, com os Low Tech Groove, na Cabrita Wines, em Silves.

Em dezembro, nos dias 4 e 5, a Quinta do Francês, em Odelouca, recebe os Scooby 4 Tet.

Já em janeiro de 2027, a programação contempla as atuações dos Betty and the Boopers, nos dias 8 e 9, na Quinta do Barradas, em Silves, e do Sonic Bloom Jazz Collective, nos dias 29 e 30, na Quinta do Malaca, em Real Picadeira, Pêra.

O mês de fevereiro fica marcado pela participação do Silves Filarmónica Combo, no espaço Dito Cujo, na Casa Islâmica, em Silves.

Em março, o Sofia Moreira Quarteto atua nos dias 5 e 6, na Herdade Barranco do Vale, em São Bartolomeu de Messines, seguindo-se os Diga Diga Doo’s, nos dias 19 e 20, na Paxa Wines, em Silves.

Concertos prolongam-se até maio de 2027

A programação de abril começa nos dias 9 e 10, com o Al Guitar Duo, no Barranco Longo, no Algoz.

Nos dias 23 e 24 de abril, a Quinta do Rogel, em Silves, recebe o Jaime Almeida Trio, dando continuidade ao ciclo de concertos em espaços ligados à produção de vinho.

Em maio, estão previstas as atuações do Marta Santa Maria Trio, nos dias 7 e 8, na Patuá Wine, em Silves, e da OJA, no dia 15, na Quinta dos Sentidos.

O programa anunciado termina nos dias 21 e 22 de maio, com os Funky Noise, no Convento do Paraíso, em Silves.

Entre os projetos musicais referidos pelo município para esta edição encontra-se ainda The Invisible Tuba, embora o programa divulgado não indique a data ou o local da respetiva atuação.

Jazz nas Adegas celebra dez edições de ligação entre música e património vitivinícola

Ao longo de dez edições, o Jazz nas Adegas tem levado a música a espaços de produção de vinho, contribuindo para diversificar a programação cultural do concelho e proporcionar novas experiências aos visitantes.

O Município de Silves considera que esta iniciativa permite valorizar os produtores vitivinícolas e dar maior visibilidade aos produtos locais, estabelecendo uma ligação entre a cultura, o turismo e a atividade económica.

A realização dos concertos em adegas e quintas pretende também promover o contacto entre artistas, produtores e público, num ambiente de proximidade que constitui uma das características do evento.

A edição de 2026/2027 volta a contar com a parceria do Agrupamento de Escolas Silves Sul, reforçando a ligação do projeto à comunidade educativa.

Com o regresso do Jazz nas Adegas, a Câmara Municipal de Silves pretende continuar a valorizar o património vitivinícola e a criação artística, associando a música à promoção da identidade cultural e económica do concelho.

Para informações adicionais, os interessados podem contactar o setor de Turismo do Município de Silves através do telefone 282 440 800, extensão 2743, ou do endereço eletrónico turismo@cm-silves.pt.

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Halloween transforma Alte numa aldeia de bruxas, música e diversão

A aldeia de Alte, no concelho de Loulé, volta a celebrar o Halloween no próximo dia 31 de outubro, com uma programação que inclui música, espetáculos temáticos e animação de rua, distribuídos por três palcos.

A festa começa às 21:00 e prolonga-se até às 03:00, convidando o público a participar numa noite marcada pelos disfarces e pelo ambiente característico desta celebração.

A iniciativa é organizada pela Juventude Altense e pela Casa do Povo de Alte, com o apoio da Junta de Freguesia de Alte e do Município de Loulé.

Ao longo da noite, diferentes espaços da aldeia acolhem atuações musicais e momentos de entretenimento, numa programação que procura envolver visitantes de várias idades.

Três palcos recebem música e espetáculos temáticos

O Palco das Trevas recebe as atuações de Tiago Horror Show e de Christian F & CarlosGloriaSax, que integram a programação musical desta edição.

Já o Palco das Almas contará com a presença de Emanuel e Tânia, que se juntam às celebrações da noite de Halloween.

No Palco da Bruxa, o programa inclui animação e insufláveis, bem como animação de rua a cargo do Grupo Mané Anima.

Este espaço recebe ainda o espetáculo “Cavaleiros das Trevas”, acompanhado pelo grupo RHAKATTA, numa das propostas temáticas previstas para a noite.

Queima da Bruxa promete ser um dos momentos de destaque

Entre os momentos anunciados pela organização encontra-se a Queima da Bruxa, integrada nas celebrações de Halloween em Alte.

O público é convidado a participar com disfarces alusivos à ocasião, contribuindo para o ambiente festivo que deverá marcar as ruas da aldeia durante a noite de 31 de outubro.

A programação prolonga-se até às 03:00, reunindo música, animação e espetáculos distribuídos pelos três palcos.

Para acompanhar eventuais novidades sobre o programa, os interessados podem consultar a página de Instagram da Juventude Altense, ou a página de Facebook Halloween Alte.

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Perto de Tavira há uma pequena localidade onde telhas e tijolos ainda são feitos à mão com barro retirado da própria terra

Há uma localidade no Algarve onde o barro retirado dos próprios terrenos continua a ser utilizado para fabricar telhas, tijolos e ladrilhos através de métodos tradicionais. Numa altura em que grande parte dos materiais de construção é produzida industrialmente, esta atividade artesanal mantém-se ligada às características naturais da região e ao conhecimento dos seus habitantes.

A tradição continua presente em Santa Catarina da Fonte do Bispo, uma freguesia do concelho de Tavira, situada entre o barrocal e a serra algarvia. De acordo com o portal do Município de Tavira, a produção de cerâmica artesanal constitui uma das atividades características da localidade, onde a composição dos solos favoreceu o desenvolvimento deste ofício.

Segredo está no barro retirado da própria região

A existência de terrenos argilosos e calcários ajuda a explicar a ligação de Santa Catarina da Fonte do Bispo à indústria cerâmica. É precisamente desta terra que se extrai o barro utilizado na produção de diferentes materiais, permitindo aproveitar uma matéria-prima disponível na região sem depender exclusivamente de recursos provenientes de outros locais.

Segundo a mesma fonte, os telheiros da freguesia continuam a produzir ladrilhos, telhas artesanais e os chamados tijolos de burro. Entre as peças fabricadas encontram-se elementos de inspiração mourisca, cuja confeção permanece essencialmente manual, mantendo técnicas associadas à construção tradicional e à identidade arquitetónica algarvia.

Associação ajuda a preservar esta atividade

A produção artesanal está associada ao trabalho desenvolvido pela Associação de Telheiros Artesanais, entidade referida pelo Município de Tavira como responsável pela continuidade desta atividade histórica. O fabrico dos materiais mantém uma ligação às técnicas tradicionais, num processo em que o trabalho manual continua a desempenhar um papel importante.

A autarquia destaca ainda a procura por materiais de construção com características ecológicas e valor estético, fatores que contribuem para manter a relevância dos produtos fabricados na freguesia. Assim, as telhas e os tijolos tradicionais continuam a ter utilização na construção, preservando simultaneamente uma atividade ligada ao património local.

Paisagem também explica as tradições da freguesia

Santa Catarina da Fonte do Bispo ocupa uma área de 11.920 hectares, distribuída entre o barrocal e a serra. Além da cerâmica, a economia local está historicamente associada à agricultura, à pecuária, ao artesanato e ao turismo rural, atividades que refletem as características naturais deste território do interior algarvio.

A paisagem apresenta amendoeiras, alfarrobeiras e sobreiros, além de terrenos utilizados para diferentes culturas agrícolas. A produção de aguardentes, licores e medronho também integra as tradições locais, numa zona onde a diversidade do solo e da vegetação influenciou as atividades desenvolvidas pela população.

Há outros espaços que preservam a história da localidade

Quem visita Santa Catarina da Fonte do Bispo pode ainda conhecer a cooperativa agrícola da freguesia, que conserva um antigo lagar industrial. O espaço permite descobrir aspetos relacionados com a produção tradicional de azeite, incluindo utensílios utilizados e diferentes etapas do processo, contando também com uma loja dedicada aos produtos regionais.

Outro dos edifícios de interesse é a Igreja Paroquial de Santa Catarina da Fonte do Bispo, cuja construção começou na primeira metade do século XVI. O templo conserva elementos associados às arquiteturas manuelina e renascentista, incluindo características visíveis na capela-mor e nos contrafortes exteriores, constituindo outro testemunho do património histórico desta freguesia do concelho de Tavira.

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Agricultura, natureza e tradição juntam-se na Festa na Horta em Tavira

A Horta Comunitária da Amendoeira, no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), recebe, a 22 de novembro, a segunda edição da Festa na Horta, uma iniciativa que pretende aproximar a população das hortas comunitárias e sensibilizar para a agricultura sustentável, a biodiversidade e a alimentação saudável. O evento decorre entre as 09:00 e as 18:00, com entrada gratuita e um programa dirigido a diferentes faixas etárias.

Organizada pela Associação Ecotopia Activa, no âmbito do programa municipal Equinócios 2026, promovido pelo Município de Tavira, a iniciativa procura valorizar as hortas comunitárias enquanto espaços de aprendizagem, convívio e partilha de conhecimentos, em sintonia com os princípios da Dieta Mediterrânica.

Ao longo do dia, os participantes poderão conhecer melhor o funcionamento destes espaços, contactar com práticas agrícolas sustentáveis e participar em atividades que promovem a ligação entre a comunidade e o território.

Oficinas, visita guiada e piquenique comunitário

O programa começa às 09:00, com uma visita guiada às coleções fruteiras do Centro de Experimentação Agrária de Tavira, seguindo-se várias atividades destinadas a públicos de diferentes idades.

Entre as propostas previstas encontram-se a oficina infantil “Músicas na Horta”, dinamizada por Ana Pi, uma Oficina de Cozinha Solar e uma Oficina de Biofertilizantes, ambas orientadas por Ângela Rosa.

Às 13:00, realiza-se um Piquenique Comunitário, integrado nas comemorações do centenário do Posto Agrário de Tavira, proporcionando um momento de encontro e convívio entre os participantes.

Durante a tarde, terá lugar um Concurso de Hortícolas, que conta com o apoio das empresas A Loja da Maria e Sementes Vivas, destinado a valorizar os produtos cultivados nas hortas.

A animação musical está marcada para as 16:00, com uma atuação do acordeonista Silvino Campos. O programa prossegue às 17:30, com uma Troca de Sementes, terminando às 18:00.

Participação gratuita com inscrições antecipadas

A entrada na Festa na Horta é gratuita, assim como a participação nas atividades, embora a maioria exija inscrição prévia.

Os interessados podem inscrever-se através do endereço eletrónico ecotopiaactiva@gmail.com ou do formulário de inscrição disponível online.

No caso do Concurso de Hortícolas, é necessária uma pré-inscrição específica, que deverá ser efetuada até às 24:00 de 21 de novembro. Os participantes devem consultar antecipadamente o regulamento do concurso.

A organização recomenda ainda que, durante a visita, o público circule pelos caminhos comuns, respeite os talhões cultivados e siga as indicações disponibilizadas no local, de modo a preservar o espaço comunitário.

A segunda edição da Festa na Horta realiza-se na Horta Comunitária da Amendoeira, situada no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, no Largo de Santo Amaro.

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Cancro colorretal: a importância do rastreio e do diagnóstico precoce | Por Joana Lemos Garcia e Joana Moleiro

O cancro do cólon e recto (CCR) é o terceiro cancro mais frequente e a segunda causa de morte por cancro a nível mundial. Em Portugal, o é o tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos, com mais de 10 000 novos casos por ano. Em média, todos os dias, 11 portugueses perdem a vida devido à doença. Embora ocorra maioritariamente em indivíduos com idade superior a 50 anos, tem-se registado um aumento da sua incidência em adultos jovens.

Como e quem rastrear?

Quando detetado atempadamente, este cancro é tratável, apresentando uma taxa de sobrevivência de 90% aos cinco anos após o diagnóstico. Em caso de diagnóstico mais tardio, a taxa de sobrevivência global aos cinco anos cai para cerca de 50%. A implementação de programas de rastreio contribui para a redução da sua incidência e mortalidade, uma vez que deteta um número superior de cancros em fase mais precoce e diminui a incidência da doença ao possibilitar a remoção de lesões precursoras.

O rastreio do CCR é realizado através de diferentes exames e estratégias, dependendo do perfil de risco do indivíduo e dos recursos disponíveis, sendo os mais utilizados a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia. A colonoscopia é o método gold standard no rastreio do CCR, uma vez que combina diagnóstico e intervenção terapêutica, possibilitando a colheita de biópsias e a remoção imediata de lesões pré-cancerosas (pólipos).

Em Portugal, o programa de rastreio de base populacional destina-se a pessoas dos 50 aos 74 anos, sem critérios de risco acrescido. O método utilizado é um teste imunoquímico de pesquisa de sangue oculto nas fezes. Perante um resultado positivo o doente tem indicação para realização de colonoscopia.

Na última década, devido ao aumento de diagnósticos em idades mais jovens, as sociedades internacionais têm mudado a sua posição, recomendando que o rastreio seja iniciado aos 45 anos.

Em pessoas com risco aumentado de CCR (doença inflamatória intestinal, alterações genéticas que conferem risco acrescido de cancro, história pessoal ou familiar de pólipos ou CCR), o rastreio é habitualmente realizado por colonoscopia, com início e periodicidade individualizadas.

Quais os sintomas e sinais de alerta?

O CCR pode desenvolver-se durante anos sem provocar sintomas. Sintomas como dor abdominal, sangue nas fezes, perda de peso, alterações no trânsito intestinal, cansaço persistente, nomeadamente associado a anemia, devem motivar avaliação médica.

Como reduzir o risco de CCR?

Os fatores de risco para o desenvolvimento do CCR incluem fatores não modificáveis (sexo masculino, idade superior a 50 anos, doença inflamatória do intestino, antecedentes pessoais de CCR ou pólipos do cólon e história familiar) e fatores modificáveis, relacionados com os hábitos e estilo de vida, nomeadamente o consumo excessivo de carne vermelha e processada, uma dieta pobre em frutas e vegetais, o sedentarismo, a obesidade, os hábitos tabágicos e o consumo excessivo de álcool. O World Cancer Research Fund concluiu que 47% de todos os CCR poderiam ser prevenidos pela adoção de um melhor estilo de vida, nomeadamente com alimentação rica em hortícolas, fruta, leguminosas e cereais integrais, a prática regular de atividade física e a manutenção de um peso saudável.

Que desafios se enfrentam hoje na prevenção e acompanhamento da doença?

Apesar dos benefícios comprovados do rastreio, de acordo com dados da DGS de 2024, apenas cerca de metade da população aderiu ao rastreio proposto. É, por isso, importante reforçar a informação e a participação da população, assegurar o acesso atempado ao rastreio e garantir que os resultados positivos são seguidos da investigação necessária e, quando indicado, de tratamento.

O CCR representa um importante problema de saúde pública, mas existem medidas eficazes para reduzir o seu impacto. Participar no rastreio na idade recomendada, identificar pessoas com risco acrescido, reconhecer os sinais de alerta e adotar hábitos de vida saudáveis são passos fundamentais para a prevenção e diagnóstico precoce do CCR.

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Protesto pela habitação leva uma centena de pessoas às ruas de Faro

Cerca de uma centena de pessoas percorreu este sábado, 24 de outubro, a avenida 5 de Outubro, em Faro, para exigir respostas à crise da habitação. A marcha terminou na Praça da Liberdade, onde um microfone aberto deu lugar a testemunhos sobre as dificuldades em pagar renda ou casa própria.

Promovido pelos coletivos que têm organizado a acampada de Faro, o protesto juntou reivindicações pelo fim dos despejos, pela reversão da lei de arrendamento e pela expropriação do património devoluto.

Organizador relata obrigação de sair de casa durante o verão

Sebastião Florêncio, membro da organização da acampada, disse à Lusa que considera esta a pior crise “desde o 25 de Abril”, apontando a situação de pessoas que “trabalham e nem conseguem ter dinheiro para comer”.

“Isto é um caso de calamidade, isto é uma emergência que temos no nosso país e que ainda mais grave se torna quando nos tentam descredibilizar”, afirmou.

O próprio declarou ter “sorte” por conseguir “ter uma casa”, mas explicou que vive sem contrato e é obrigado a “sair três meses durante o verão, o que no Algarve é habitual”.

Na sua avaliação, a crise algarvia “é um problema ao quadrado”, agravado pela “exorbitância do mercado imobiliário e da especulação imobiliária”.

Marcha percorreu 900 metros ao som de José Afonso

O desfile arrancou pelas 15:30, meia hora depois do previsto, ao som de “Os Vampiros”, de José Afonso. O percurso de 900 metros, acompanhado pela polícia, demorou cerca de meia hora, com outras pessoas a juntarem-se ao longo do caminho.

“Teto, chão, direito a habitação” e “Queremos casas para morar, e não para especular” foram algumas das palavras de ordem. Ouviu-se também um cântico dirigido ao primeiro-ministro: “Montenegro, presta atenção, as tuas casas vão virar ocupação”.

Nas faixas exibidas pelos participantes liam-se mensagens como “Eles compram tudo e não deixam nada”, “Não faltam direitos, falta cumpri-los” e “Mais habitação, menos especulação”.

Microfone aberto reúne testemunhos e críticas ao Governo

Na Praça da Liberdade, depois da leitura de um manifesto preparado pelas várias acampadas, mais de uma dezena de pessoas tomou a palavra durante cerca de uma hora.

Os discursos combinaram críticas ao Governo com relatos pessoais sobre as dificuldades em suportar os custos da habitação. Houve também quem se afirmasse “privilegiado por ter casa”, defendendo que isso não contradiz a participação no protesto, porque “todos têm direito a casa própria”.

Para este sábado está ainda prevista uma assembleia popular na praça, destinada a recolher contributos para propostas a apresentar ao Governo e a preparar novas ações de luta.

Protestos alargaram-se a outras cidades

A atual mobilização começou no Porto em 10 de outubro e estendeu-se a Lisboa e a outras cidades, através de manifestações e acampadas. Os protestos surgiram dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade, refere a Lusa.

Promovidas por movimentos cívicos e divulgadas nas redes sociais, as iniciativas exigem respostas à crise habitacional. Reclamam também o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

Em 15 de outubro, o movimento que acampava no Porto denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada. Segundo a denúncia relatada pela Lusa, ficaram feridos 39 participantes, dois dos quais em estado grave, e um polícia.

Em Lisboa, as autoridades retiraram dezenas de tendas do Rossio na manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz em 27 de outubro.

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PSP colocou mais de 1.500 objetos perdidos à venda em leilão: houve quem comprasse cinco guarda-chuvas por apenas 2 euros

Mais de 1.500 objetos perdidos e não reclamados foram colocados à venda pela Polícia de Segurança Pública (PSP) de Coimbra, num leilão que atraiu mais de uma centena de participantes. Entre os artigos disponíveis estavam guarda-chuvas, peças de vestuário, mochilas, equipamentos eletrónicos e até objetos de ouro.

O leilão decorreu na quarta-feira, 21 de outubro, e permitiu aos participantes adquirir diversos produtos por valores bastante inferiores aos habitualmente praticados no mercado. Logo no início da sessão, cinco guarda-chuvas foram vendidos por apenas dois euros.

Segundo a SIC Notícias, a iniciativa despertou o interesse de compradores habituais e de pessoas que participaram pela primeira vez, algumas à procura de artigos específicos e outras simplesmente interessadas em encontrar oportunidades.

Cinco guarda-chuvas por dois euros e peças de ouro por 76 euros

Os guarda-chuvas estiveram entre os primeiros artigos a ser vendidos, com os preços a variarem consoante o número de interessados. Apesar de algumas licitações terem atingido os sete euros por cinco unidades, os participantes continuaram a considerar os valores bastante acessíveis.

Dora Martins, que participou pela primeira vez, conseguiu comprar cinco guarda-chuvas por quatro euros. A compradora explicou que estes objetos são particularmente úteis numa casa com crianças.

Já Elisabete Taipina, frequentadora destes leilões há cerca de uma década, destacou a possibilidade de encontrar produtos a preços inferiores aos praticados nas lojas.

Entre os participantes esteve também Isabel Silva, que ainda durante a manhã já tinha adquirido artigos num valor superior a 150 euros. Uma das compras foi um saco com peças de bijuteria e ouro, arrematado por 76 euros.

De roupa a equipamentos eletrónicos: havia artigos para todos os gostos

A diversidade de produtos foi uma das principais características do leilão. Além dos guarda-chuvas e das peças de ouro, foram colocados à venda casacos, mochilas, sacos para computadores, óculos, capas de estudantes, colchões insufláveis e cadeirinhas de bebé para automóveis.

A lista incluía ainda auscultadores, colunas, capacetes, garrafas térmicas, artigos de higiene e beleza, chinelos e outros objetos que tinham sido encontrados e entregues às autoridades.

A condução das licitações esteve a cargo de Rui Lagoas, polícia aposentado que desempenha esta função há cerca de 20 anos.

O responsável destacou que a participação nesta edição superou a dos anos anteriores, com alguns compradores especialmente interessados nas peças de ourivesaria.

O que acontece aos objetos perdidos que ninguém reclama?

Os artigos vendidos chegaram à PSP através de diferentes entidades, incluindo centros comerciais de Coimbra e da Figueira da Foz, bem como empresas de transportes públicos.

De acordo com o subintendente António Batista, os objetos permanecem à guarda da polícia durante um ano, período em que são realizadas diligências para identificar os legítimos proprietários.

A identificação pode ser feita através de documentos, informações existentes nos próprios objetos ou contactos de cidadãos que procuram recuperar os seus pertences.

Quando os bens não são reclamados e estão reunidas as condições legais para a sua venda, podem ser encaminhados para leilão.

Para onde vai o dinheiro angariado pela PSP?

A totalidade das receitas obtidas neste leilão reverte para os Serviços Sociais da PSP, estrutura responsável por prestar apoio social aos profissionais da polícia.

O montante angariado depende dos artigos disponíveis e da concorrência entre os participantes, podendo atingir vários milhares de euros.

A iniciativa permite, assim, dar uma nova utilização a objetos que ficaram sem proprietário identificado, ao mesmo tempo que contribui para financiar os serviços de apoio social da instituição.

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Inverno pode trazer chuva a potes a Portugal: previsões apontam para dezembro e janeiro mais chuvosos do que o habitual

O próximo inverno poderá trazer mais chuva do que o habitual a Portugal continental, apesar de as temperaturas também deverem permanecer acima dos valores normais para esta época do ano. As previsões sazonais mais recentes apontam para um cenário de maior precipitação durante dezembro e janeiro, com algumas regiões a poderem registar acumulados significativamente superiores à média.

De acordo com a Meteored, que analisou as projeções do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), o inverno de 2026/2027 deverá apresentar temperaturas médias superiores ao habitual em grande parte do território português.

Embora o inverno astronómico comece apenas a 21 de dezembro, as tendências meteorológicas para os próximos meses começam a revelar um padrão relativamente consistente, marcado por temperaturas mais elevadas e maior probabilidade de precipitação.

Dezembro pode trazer chuva a potes ao Norte e Centro

As projeções para dezembro apontam para temperaturas médias entre 0,5 e 1 grau acima do normal nas regiões do litoral, enquanto algumas zonas do interior poderão apresentar desvios positivos entre 1 e 1,5 graus.

No entanto, é na precipitação que surgem os sinais mais expressivos. Segundo a Meteored, o Norte e o Centro poderão registar quantidades de chuva superiores às habituais, com algumas localidades a acumularem mais 50 milímetros do que a média climatológica.

Este cenário significa que dezembro poderá terminar com um volume de precipitação consideravelmente superior ao normal, embora não implique necessariamente chuva durante todos os dias do mês.

Apesar da tendência para temperaturas mais elevadas, continuam a ser possíveis períodos de frio intenso, geadas e descidas temporárias dos termómetros.

Janeiro poderá ser ainda mais quente em algumas regiões

O primeiro mês de 2027 deverá manter um padrão semelhante ao de dezembro, tanto nas temperaturas como na precipitação.

As projeções indicam que algumas zonas do interior Norte e Centro poderão apresentar temperaturas médias entre 1,5 e 2 graus acima dos valores habituais para janeiro.

Ao mesmo tempo, a precipitação deverá continuar acima da média em grande parte de Portugal continental, novamente com maior expressão nas regiões Norte e Centro.

Em determinadas localidades, os acumulados mensais poderão aproximar-se de valores 50 milímetros superiores ao normal, reforçando a possibilidade de um início de inverno particularmente húmido.

Fevereiro mantém tendência, mas março poderá trazer mudanças

Para fevereiro, as previsões continuam a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação potencialmente mais abundante do que o habitual.

Contudo, à medida que o inverno se aproxima do fim, o cenário poderá começar a alterar-se.

Em março, os desvios positivos da temperatura deverão tornar-se menos acentuados, sobretudo nas regiões Centro e Sul, onde poderão situar-se entre 0,5 e 1 grau acima da média.

Também a precipitação poderá apresentar um comportamento mais irregular, com o Norte a manter maior probabilidade de chuva acima do normal, enquanto outras regiões poderão aproximar-se dos valores climatológicos habituais.

E o Algarve? Inverno poderá ser mais quente do que o habitual

No Algarve, as projeções também apontam para temperaturas médias superiores ao normal durante os meses de inverno, embora os desvios previstos sejam geralmente menos expressivos do que em algumas regiões do interior Norte e Centro.

Quanto à precipitação, o sinal de chuva acima da média é menos acentuado no Sul do país, pelo que ainda não é possível antecipar se o Algarve terá um inverno significativamente mais chuvoso do que o habitual.

A região poderá, ainda assim, ser afetada por períodos de instabilidade e episódios de precipitação intensa, situações que não podem ser identificadas com vários meses de antecedência através de previsões sazonais.

Previsões ainda podem mudar nas próximas semanas

Importa esclarecer que estas projeções representam tendências médias para períodos prolongados e não permitem determinar quando ocorrerão tempestades, vagas de frio ou episódios específicos de chuva intensa.

Segundo a Meteored, o modelo sazonal SEAS5 utiliza 51 simulações para identificar os cenários meteorológicos mais prováveis, existindo sempre um grau de incerteza que aumenta com a distância temporal.

Assim, embora os dados atuais apontem para um inverno globalmente mais quente e potencialmente mais chuvoso do que o habitual, será necessário acompanhar as próximas atualizações para perceber se esta tendência se mantém.

Para já, dezembro e janeiro destacam-se como os meses com um sinal mais consistente de precipitação acima da média, sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental.

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