O influenciador digital Kawan Paim Magalhães, de 22 anos, conhecido nas redes sociais como KGrau, foi preso temporariamente nesta quarta-feira, 28, em Feira de Santana. Com mais de 264 mil seguidores, ele é investigado por suspeita de participação em um ataque a tiros que deixou dois homens feridos no centro da cidade, em agosto deste ano.A prisão aconteceu durante a Operação Zero Grau, deflagrada pela Polícia Civil para avançar nas investigações sobre a dupla tentativa de homicídio. Além da ordem de prisão contra o influenciador, os agentes cumpriram cinco mandados de busca e apreensão.Um segundo homem também acabou preso em flagrante, após os policiais encontrarem munições e um acessório de arma de fogo em situação irregular.Durante as diligências, foram recolhidos aparelhos celulares, veículos que podem ter ligação com o crime, peças de roupas semelhantes às utilizadas pelos autores do ataque e um carregador com munições compatíveis com o calibre empregado nos disparos.
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Suspeita de vingançaUma possível vingança está entre as linhas de investigação da Polícia Civil. A hipótese surgiu a partir da análise de imagens de câmeras de segurança e de depoimentos colhidos ao longo da apuração.Segundo os investigadores, o atentado pode estar relacionado à morte do pai de um dos suspeitos, que teria envolvimento com o tráfico de drogas. A motivação, no entanto, ainda não foi confirmada.A 1ª Delegacia Territorial (DT) de Feira de Santana conduz o inquérito e trabalha para esclarecer a participação de cada investigado, além de identificar outros possíveis envolvidos.Relembre o ataqueO crime aconteceu no dia 6 de agosto, por volta das 10h50, nas imediações da Praça da Matriz, uma das áreas mais movimentadas do centro de Feira de Santana.Na ocasião, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram disparos de arma de fogo. Um vendedor de perfumes, de 24 anos, foi atingido no abdome, nas costas e no braço esquerdo.Devido à gravidade dos ferimentos, a vítima foi encaminhada ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), onde precisou passar por cirurgia e permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).Um segundo homem, de 20 anos, que passava pela região no momento do ataque, também foi atingido, mas de raspão. Ele recebeu atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
A tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se apresentar como presidente eleito do Brasil, mesmo após a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode não produzir o efeito internacional esperado pelo senador. A avaliação é do professor de Relações Internacionais Neuton Silva Neto, mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutorando em Ciências Militares.Em carta divulgada nesta quarta-feira, 28, após deixar o Brasil e chegar aos Estados Unidos com a família, Flávio contestou o resultado eleitoral, alegou fraude sem apresentar provas e anunciou que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir do exterior. Na primeira versão do documento, o senador se apresentou como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". Minutos depois, a frase foi retirada do texto republicado nas redes sociais.Para Neuton, a iniciativa não tem efeito jurídico sobre o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral brasileira. O professor também avalia que a repercussão internacional tende a ser limitada, diante do reconhecimento da vitória de Lula por mais de 100 países, conforme a análise apresentada pelo entrevistado."Ele não possui poder, é uma autodeclaração sem validade jurídica. O Brasil, dentro de sua autonomia e soberania, proclamou Lula presidente reeleito do Brasil, e isso é válido. Ele não possui autonomia ou garantia de exercício de função com essa autodeclaração. Nesse caso, é diferente de Guaidó por ter um reconhecimento maior da comunidade internacional. Mas, quando foi esvaziado, Maduro retomou o posto sem grandes problemas."Professor aponta diferenças em relação à VenezuelaA carta de Flávio faz referência a Juan Guaidó, opositor venezuelano que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019, após contestar a reeleição de Nicolás Maduro. Na ocasião, Guaidó recebeu reconhecimento dos Estados Unidos durante o primeiro governo de Donald Trump e de dezenas de outros países, mas não conseguiu assumir o controle do Estado venezuelano.Na avaliação de Neuton Silva Neto, o cenário brasileiro apresenta diferenças importantes em relação à experiência venezuelana, sobretudo no que diz respeito ao reconhecimento internacional. O professor considera que a iniciativa do senador não deve resultar, necessariamente, na criação de uma estrutura política com legitimidade externa equivalente à que Guaidó chegou a reivindicar."Então, eu acho que, assim... questão internacional, o reconhecimento de Lula permanece e vai sendo muito estabilizado. Basicamente vai parecer mesmo que, ao invés de ele criar uma celeuma internacional, como foi o caso na época do Guaidó, ele vai ser mais um exilado, ele vai se autoproclamar um exilado, mas, para a comunidade internacional, pode parecer apenas como, sei lá, um fujão. Os próximos passos serão decisivos. Com a midterm, a gente vai poder ter algum retorno mais próprio."O professor também chama atenção para a ausência de respaldo institucional à declaração de Flávio. O resultado oficial do segundo turno atribuiu a Lula 64.256.232 votos, equivalentes a 51,79% dos votos válidos, contra 59.826.041 votos de Flávio, que obteve 48,21%. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.Apoio de Trump pode abrir crise diplomáticaUm dos pontos considerados relevantes pelo professor é a possibilidade de Donald Trump reconhecer Flávio como presidente eleito, apesar do resultado oficial brasileiro. O presidente norte-americano confirmou que autorizou a entrada do senador e de sua família nos Estados Unidos, mas afirmou que não pretendia se envolver na controvérsia em torno da carta.Neuton avalia que um eventual reconhecimento político por parte de Washington poderia prejudicar as relações entre os dois países, criando dificuldades para a representação diplomática e para as negociações bilaterais."Caso Trump opte por esse caminho de reconhecer o Flávio, abre uma rusga diplomática com o Brasil, podendo gerar crise de representatividade diplomática e travar algumas negociações. No caso Guaidó, por exemplo, as representações diplomáticas eram indicadas pelo Guaidó, e não pelo Maduro. Contudo, enxergo que há um grande isolamento no momento, que pode não garantir que essa estratégia tenha sucesso. Imaginemos o seguinte cenário: Trump perde a maioria nas midterms, Netanyahu perde a eleição em Israel. A Argentina não tem condições econômicas de romper relações com o Brasil."
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O docente considera que o cenário político interno dos Estados Unidos também precisa ser levado em conta. Segundo ele, a disputa pelas eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro, pode influenciar as decisões de Trump e limitar sua disposição para assumir um novo conflito diplomático."Então, assim, a gente vai esperar, vai ter que esperar um pouco, porque o governo Trump, ele está agora passando por uma celeuma interna bastante elevada. Está com a questão lá das eleições de meio-termo, vai ser agora em novembro. Há uma projeção de que ele vai perder a maioria tanto na Câmara quanto no Senado. Então, ele está se movimentando bastante, inclusive com os estados que sempre votaram com ele, vamos dizer assim, indo para estados democratas, perdendo a cadeira para os candidatos democratas."Carta agradece a Trump e MileiNo documento, Flávio agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pela acolhida e pelo apoio durante sua saída do Brasil. O senador também afirma que pretende continuar atuando politicamente a partir do território norte-americano.Na análise do professor, a referência aos dois presidentes explicita a importância que Flávio atribui ao apoio dos governos argentino e norte-americano para sua estratégia política no exterior."Ele deixa bem explícito que quem ajudou ele na fuga foi o Milei e o Trump, o governo Trump, o governo Milei, tanto que, desde a primeira suspeita, foi que ele tivesse fugido pela Argentina, passado pelo Equador, usado uma rota para evitar o território brasileiro, tendo em vista que o avião poderia ter sido interceptado, poderia ter sido mandado a ser pousado aqui no território brasileiro, aí, no caso, ele poderia ser pior para ele, mas o fator principal é que não vai gerar muita celeuma, mais de 100 países já haviam reconhecido a eleição, parabenizado a eleição do presidente Lula, o próprio Tribunal Superior Eleitoral também já havia reconhecido a eleição do presidente Lula, dizendo que não houve nada de fraude ou indícios de fraude, né? O Flávio Bolsonaro está se apoiando na questão do adiamento do encerramento da eleição, coisa que a própria campanha dele também solicitou."O professor também destaca que a contestação do resultado se apoia na prorrogação do horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi um dos argumentos utilizados por Flávio para questionar a eleição, embora a campanha do próprio senador também tenha solicitado a extensão do horário em parte do país.Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicaram que os votos computados após as 17h representaram uma parcela muito pequena da diferença final entre os candidatos. O tribunal também reafirmou a regularidade do processo eleitoral.Reconhecimento internacional de LulaNa avaliação de Neuton, a quantidade de países que reconheceram a vitória de Lula é um fator que dificulta uma eventual tentativa de Flávio de obter legitimidade internacional como presidente eleito."Mas a base do governo Lula já contabilizou, vamos dizer assim, um reconhecimento de parabenização de mais de 100 países, de 193 países do mundo. Aí você bota assim, quem não reconheceu é o próprio, por exemplo, Israel, Estados Unidos e Argentina. Israel está passando por uma eleição agora também, que Netanyahu deve perder o posto de primeiro-ministro, então vai gerar outro tipo de celeuma interna. Então, assim, a questão é, ele se autoproclamar está dando uma ideia mais de que ele não aceitou o resultado, é um péssimo perdedor."O docente pondera que a recepção de Flávio nos Estados Unidos e o posicionamento de Trump não significam, automaticamente, o reconhecimento da reivindicação feita na carta. Para ele, a manutenção do resultado brasileiro como referência nas relações internacionais reduz a possibilidade de o senador obter representatividade institucional no exterior."Para a comunidade internacional, provavelmente não vai mudar em quase nada, porque ele vai acabar não conseguindo mandar muita coisa ou ter a representatividade de um presidente eleito. Para os Estados Unidos, que é onde ele está, ele vai criar uma pequena contenda, porque o presidente Trump está dizendo que pode ter indício de fraude, ele pode reconhecer o Bolsonaro, mas, no final das contas, ele sabe que, se ele perdesse a midterm, ele vai sofrer uma pressão interna muito forte, e aí é o tipo de briga que ele não vai querer comprar nesse exato momento, não com o Brasil, mas sim querer projetar o próximo governo."Estratégia depende dos próximos movimentosA carta também se insere em um contexto de tensão entre Flávio e instituições brasileiras. O senador questiona a atuação do Judiciário e afirma ter sido alvo de perseguição política. Além disso, deixou o país após uma determinação judicial relacionada à entrega de seus passaportes, que foram posteriormente cancelados pela Polícia Federal.O professor considera que os próximos passos da articulação política de Flávio e as decisões dos governos estrangeiros serão determinantes para avaliar os efeitos da iniciativa."A meu ver, a tendência é Flávio ficar isolado, continuar o trabalho de Eduardo junto à Casa Branca e torcer para que Trump consiga fazer sucessor."
Flávio Bolsonaro (PL) quer liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos após perder a disputa pela Presidência da República para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em uma carta divulgada nesta quarta-feira, 28, três dias após o segundo turno, o senador chegou a se apresentar como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", mas mudou a expressão em uma nova versão do documento.A declaração levantou uma dúvida: afinal, Flávio pode governar o Brasil mesmo estando fora do país e depois de ser derrotado nas urnas? A resposta é não. Uma carta não muda o resultado de uma eleição, não garante a posse e tampouco dá ao senador poderes para assumir o comando do Executivo.No documento, divulgado pelo jornalista Paulo Figueiredo, Flávio questionou a votação, acusou instituições brasileiras de perseguição política e agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. O parlamentar também afirmou que pretende continuar sua atuação política em território americano.Flávio Bolsonaro pode se declarar presidente do Brasil?A declaração feita pelo senador não tem efeito sobre a escolha do presidente da República. No Brasil, o cargo depende do resultado eleitoral e do cumprimento das regras previstas na Constituição Federal, e não de uma decisão individual do candidato.O artigo 77 da Constituição estabelece os critérios para a eleição presidencial. Já o artigo 78 determina que o presidente e o vice-presidente eleitos tomem posse perante o Congresso Nacional e assumam o compromisso de cumprir a Constituição, observar as leis e promover o bem geral do povo brasileiro.Na prática, isso significa que Flávio não pode se tornar presidente apenas por afirmar que venceu a disputa. Para assumir o cargo, seria necessário cumprir os procedimentos constitucionais, o que não acontece com a publicação de uma carta.
Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito após perder para Lula
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Foto: Charles Vieira
Por que Flávio mudou a carta?A primeira versão do documento trazia uma declaração direta: "Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil".Posteriormente, o senador divulgou uma nova versão e substituiu a expressão por "líder do Brasil". Apesar da alteração, manteve o discurso de contestação ao resultado eleitoral e a promessa de organizar a oposição a partir dos Estados Unidos.Na carta, Flávio alegou que houve fraude no segundo turno e questionou decisões relacionadas ao processo de votação. Também acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover perseguição política contra ele e sua família.O senador, no entanto, não apresentou no documento provas que comprovem as acusações de fraude eleitoral. As declarações representam a versão defendida por ele e não são suficientes para invalidar o resultado das urnas.
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O que Flávio pretende fazer nos Estados Unidos?Ao justificar sua saída do Brasil, Flávio afirmou que levou a família para os Estados Unidos por considerar que estaria mais seguro no país. Ele negou ter fugido e disse que pretende usar sua permanência no exterior para continuar atuando politicamente.
Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr
Flávio Bolsonaro
O senador também mencionou lideranças estrangeiras que atuaram fora de seus países em meio a disputas políticas. Entre os nomes citados está Juan Guaidó, que se declarou presidente interino da Venezuela em 2019, em um episódio marcado pela disputa de legitimidade em torno do governo venezuelano.A comparação, porém, não muda a situação brasileira. A atuação de Flávio nos Estados Unidos pode ter caráter político, mas não lhe dá autoridade para tomar decisões administrativas, comandar ministérios ou assinar atos como chefe do Executivo federal.Uma carta pode mudar o resultado das urnas?A contestação de uma eleição precisa seguir os mecanismos legais previstos no país. Uma declaração pública, por mais contundente que seja, não substitui a apuração oficial nem anula o resultado eleitoral.A mudança de expressão não altera, contudo, as regras para ocupar a Presidência. Flávio Bolsonaro pode tentar comandar a oposição a partir dos Estados Unidos, mas não pode governar o Brasil por autoproclamação.
Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito após perder para Lula
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Foto: Charles Vieira
Uma unidade móvel vai oferecer quase 900 exames gratuitos de mamografia em Salvador até 5 de novembro. Os atendimentos acontecem das 10h às 18h, como parte da campanha Cuidado em Movimento, promovida pela Fundação Laço Rosa. A iniciativa ocorre pela primeira vez na capital baiana.O caminhão mamógrafo estará no Shopping Bela Vista nos dias 30 e 31 de outubro e de 2 a 5 de novembro, com oferta de exames gratuitos mediante agendamento. Antes, a unidade passou pelo Shopping Barra, onde permaneceu até esta quarta-feira, 28.
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Podem agendar mulheres a partir dos 40 anos que não tenham realizado mamografia nos últimos 12 meses. Mulheres com menos de 40 anos também podem participar, desde que tenham indicação clínica e pedido médico com CRM válido.O agendamento deve ser feito pelo site. Após concluir os atendimentos em Salvador, o caminhão seguirá para Feira de Santana.Serviço:Shopping BarraData: até 28 de outubroHorário: das 10h às 18hCusto: gratuitoShopping Bela VistaDatas: 30 e 31 de outubro e de 2 a 5 de novembro de 2026Horário: das 10h às 18hCusto: gratuito
Aos 20 anos, Kimi Antonelli pode se tornar campeão da Fórmula 1 - e com boa antecedência. A conquista do primeiro título mundial do italiano na Fórmula 1 pode acontecer já neste domingo, no Grande Prêmio do México. Depois de vencer a etapa dos Estados Unidos, em Austin, o piloto da Mercedes chegou a 98,8% de probabilidade de garantir matematicamente o campeonato no Autódromo Hermanos Rodríguez, segundo levantamento do professor Gilcione Nonato Costa, do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).Aos 20 anos, Antonelli precisa apenas terminar a corrida mexicana entre os nove primeiros colocados para assegurar a taça, independentemente dos resultados dos adversários.
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O piloto lidera o Mundial com 365 pontos, contra 242 de George Russell, seu companheiro de Mercedes, e 241 de Lewis Hamilton, da Ferrari. Com 125 pontos ainda disponíveis na temporada, a vantagem do italiano é de 123 pontos sobre Russell e 124 em relação a Hamilton.O cenário representa uma mudança significativa em comparação com o último fim de semana. Antes da corrida em Austin, Antonelli tinha apenas 2,8% de chances de conquistar antecipadamente o campeonato nos Estados Unidos. Agora, a combinação necessária para encerrar a disputa no México é consideravelmente mais simples.
Kimi Antonelli
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Foto: FIA
O que Antonelli precisa para ser campeão no México?A vitória em Austin deixou Antonelli em uma situação confortável na classificação. Mesmo sem subir ao pódio no México, o italiano poderá confirmar o título caso consiga pontuar entre os nove primeiros.As possibilidades de conquista antecipada são:Do 1º ao 9º lugar: Antonelli será campeão, sem depender dos resultados de Russell ou Hamilton.10º lugar: conquista o título se George Russell não vencer a corrida.11º lugar ou abaixo: precisa que nem Russell nem Hamilton vençam o GP.A margem de segurança é consequência da regularidade apresentada pelo piloto ao longo do campeonato, com resultados que permitiram construir uma vantagem expressiva sobre os concorrentes.Até aqui, apenas duas corridas da temporada terminaram com Antonelli fora das nove primeiras posições. Uma delas foi o GP da Grã-Bretanha, em que ficou em 15º após um problema em uma roda de sua Mercedes. Na ocasião, a vitória foi de Charles Leclerc, da Ferrari.
Kimi Antonelli
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Foto: FIA
A outra exceção aconteceu no GP de Barcelona-Catalunha, quando o italiano abandonou a prova nas voltas finais e Hamilton conquistou a vitória.Segundo a projeção da UFMG, se os resultados obtidos por Antonelli nas corridas anteriores fossem repetidos no México, somente o cenário de Barcelona impediria a confirmação imediata do campeonato.Vitória nos Estados Unidos aproximou italiano da taçaAntonelli chegou ao GP dos Estados Unidos com a possibilidade matemática de conquistar o título, mas precisava de uma combinação difícil de resultados.Para deixar Austin como campeão, o italiano teria que vencer a corrida, contar com Russell terminando, no máximo, em nono lugar, e Hamilton cruzando a linha de chegada da quinta posição para baixo.
Kimi Antonelli
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Foto: FIA
A primeira condição foi cumprida, com a vitória de Antonelli. Os rivais, porém, conseguiram resultados suficientes para manter a disputa aberta. Hamilton terminou em quarto, enquanto Russell ficou na oitava colocação. Dessa forma, o título foi adiado, apesar do aumento da vantagem do líder na classificação.Agora, o piloto da Mercedes chega à Cidade do México dependendo apenas de um resultado que conseguiu alcançar na grande maioria das etapas de 2026.
Kimi Antonelli
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Chances de título chegam a 99,99% em InterlagosCaso Antonelli não consiga assegurar matematicamente o campeonato no México, a próxima oportunidade será no GP de São Paulo, disputado em Interlagos.De acordo com os cálculos de Gilcione Nonato Costa, a probabilidade de o italiano já sair da etapa brasileira com o título será de 99,99%, considerando o calendário atualmente previsto para a temporada.
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Foto: FIA
Para as corridas posteriores, o levantamento aponta uma probabilidade arredondada de 100%, reflexo da diferença de pontos entre o líder e seus adversários.As projeções consideram o desempenho dos pilotos e as possibilidades matemáticas de pontuação nas etapas restantes. Os percentuais, portanto, não representam uma confirmação antecipada do resultado, mas indicam a dimensão da vantagem construída por Antonelli.
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Cancelamento de corridas pode antecipar definiçãoA situação do campeonato também depende de uma questão externa às pistas. Os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi seguem sob avaliação devido à guerra no Oriente Médio e podem ser retirados do calendário.Existe a possibilidade de Ímola receber uma etapa substituta, o que reduziria em uma corrida o número total de provas inicialmente previstas.Nesse cenário, com menos pontos disponíveis para os adversários, Antonelli já teria assegurado matematicamente o título, independentemente de seus resultados nas próximas etapas.
Kimi Antonelli
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Foto: FIA
O cálculo de 98,8% para o GP do México, entretanto, considera a manutenção das corridas do Catar e de Abu Dhabi, conforme o calendário atual.Enquanto a definição sobre essas provas permanece pendente, Antonelli se prepara para o GP mexicano em posição privilegiada. Com 365 pontos, duas corridas de vantagem praticamente consolidadas sobre os principais perseguidores e a possibilidade de conquistar o campeonato mesmo fora do pódio, o italiano está a um nono lugar de celebrar seu primeiro título mundial de Fórmula 1.
Está aberta oficialmente a segunda edição do “Mulher + Comércio – Conexões Femininas nos Negócios”, projeto do Sistema Comércio BA (Fecomércio) e do Sebrae/BA. Voltada ao fortalecimento do empreendedorismo feminino, a iniciativa contou com a participação de Hortência, ídolo do basquete nacional, em sua abertura, nesta quarta-feira, 28.Palestrando sobre o tema “Transformando desafios em oportunidades: liderança e inovação para crescer”, a atleta destacou a importância do protagonismo feminino na liderança, no ambiente empresarial e no empreendedorismo.“Eu acho que a gestão que o atleta faz da pressão, dos objetivos, de ganhar e de perder, tem muito a ver com as pessoas que não estão no meio do esporte, com as empresas, as mulheres e os homens”, disse ela durante uma coletiva de imprensa no evento.“Quando você é talentosa e sabe que tem o seu talento, é só você estar disposta a sofrer para poder atingir os seus objetivos. Até porque sem sofrimento, dedicação e sem foco, você não vai conseguir conquistar”, completou.A ex-jogadora ainda aproveitou para aconselhar mulheres que não conseguem empreender por medo, pela violência ou pela falta de políticas públicas. Ela destacou que veio de um meio majoritariamente machista no basquete, mas conseguiu abrir espaço para outras mulheres conseguirem brilhar.“Nós vamos encontrar dificuldade, mas nós somos poderosas e vamos abrir o caminho. A gente já abriu muito. Já estamos conquistando e já conquistamos muito. Porém nós temos muito a conquistar ainda e não podemos nos entregar”, disparou.
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Foto: Luiza Nascimento | Ag. A TARDE
Com o lema “Conexões Femininas nos Negócios”, o Mulher + Comércio 2026 conta com uma programação recheada neste dois dias, 28 e 29. As palestras, workshops e aulas práticas integram uma mobilização voltada à valorização do empreendedorismo feminino, à geração de conexões estratégicas e ao compartilhamento de experiências.Coordenadora da Câmara da Mulher Empresária (CME) da Fecomércio-BA, Ana Carolina Alonso destaca que o programa não é apenas um evento voltado para mulheres, mas sim uma rede de conexão e movimento entre elas.“Eu gosto de dizer que o Mulher + Comércio não é só um evento, é um movimento que aproxima empreendedoras de outras empreendedoras e de empresárias de sucesso que já alcançaram o seu caminho para que uma incentive a outra”, afirmou.“É muito engrandecedor ver a nossa casa cheia e saber que o nosso trabalho tem conseguido alcançar cada vez mais empreendedoras. Por isso, estejam perto de outras empreendedoras, se unam em rede e busquem as entidades associativistas, porque o caminho é muito mais facilitado quando a gente tem alguém que ajuda e que puxa a gente para o caminho certo”, completou.Participante do projeto, Denise Matos confirma que a proposta do Mulher + Comércio funciona e que já está sentindo que as aulas irão agregar ainda mais no seu negócio.“Acabei de sair de uma oficina lá do SENAC sobre inteligência artificial no mundo dos negócios. Realmente, aprendi muito além do que eu já sei e vai agregar muito nos meus negócios, nos meus atendimentos, nos meus serviços”, disse ela à reportagem do A Tarde.A empreendedora Manaiá Brasil também reforça que o evento é uma ponte para colocar mais mulheres no protagonismo e em conexão com outros grupos. “Uma oportunidade excelente para as mulheres micro e empreendedoras, porque aqui a gente consegue conhecer mulheres e criar um laço de fortaleza, enquanto uma ajuda a outra”, afirmou.Programas voltados para o empreendedorismo
Representantes da Fecomércio e do Sebrae no evento
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Foto: Luiza Nascimento | Ag. A TARDE
Além do Mulher + Comércio, a Fecomércio e o Sebrae realizam programas voltados para o empreendedorismo feminino durante todo o ano. Diretor de administração e finanças do Sebrae, Victor Lopes destacou que os projetos seguem durante todo o ano.“Temos programas dentro do Sebrae, como o Sebrae Delas, exatamente para promover a mulher empreendedora. Então, vemos que as mulheres têm algumas dificuldades e temos trabalhado isso, porque sabemos que existem alguns preconceitos”, disse ele.“Então, é muito importante unirmos esforços exatamente para que possamos promover esse público que é tão presente e que precisa realmente empreender”, destacou.Presidente da Fecomércio, Kelsor Fernandes aproveitou para exaltar mais uma edição do programa Mulher + Comércio. “Nós estamos um movimento extremamente feliz com isso, de poder estar com mulheres empreendedoras, que muitas vezes têm muita dificuldade de tocar o seu negócio, porque a mulher normalmente tem uma segunda ou terceira jornada”, afirmou.“Então, a Fecomércio, o Sistema Comércio da Bahia tem a obrigação de auxiliar essa empreendedora no seu dia a dia e é isso que nós estamos fazendo aqui, lançando a segunda edição, para que a gente possa trocar informações, capacitação e conhecimento”, concluiu.
Interditada há cerca de oito meses, a praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, segue imprópria para uso. O vereador Palhinha (União Brasil), um dos representantes políticos da região, subiu o tom e exigiu que os órgãos responsáveis levem em conta os estudos técnicos apresentados e promovam a reabertura da praia o mais rápido possível.“Não é possível que, às vésperas da chegada do verão, justamente quando as pessoas mais utilizam a praia para lazer e atividades comerciais, a praia esteja ainda fechada, quando todos os laudos apresentados comprovam que não há risco para os frequentadores”, disse Palhinha.Vereador cita risco de contaminação localizadoO vereador afirmou que os estudos técnicos já mostraram que a contaminação se restringe à área ao lado do Terminal Marítimo lá existente e que não há riscos para quem deseja frequentar o restante da praia.“Está faltando coragem e senso de urgência para os órgãos ambientais cumprirem seu papel e permitirem que o local volte a ser frequentado normalmente”.
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Por que a praia de São Tomé de Paripe está interditada?Desde fevereiro, apareceram manchas de coloração azul e amarela nas areias ao lado do Terminal Marítimo de Granel. Análises técnicas ordenadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) identificaram contaminação por cobre, magnésio e outros metais que eram transportados pela Gerdau, que operou o equipamento até 2022.A empresa, inclusive, foi multada em R$ 50 milhões pelo Inema e está em processo de negociação para reparar os prejuízos ambientais e sociais.“Já passou da hora de se tomar a atitude certa e liberar a praia para que moradores, pescadores, marisqueiras, comerciantes e demais frequentadores saiam do prejuízo e possam usufruir dessa que é uma das mais belas praias de Salvador”, concluiu o vereador.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou comentar a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou “presidente eleito do Brasil” e questionou o processo eleitoral brasileiro. Em declaração a jornalistas nesta quarta-feira, 28, o republicano afirmou que não pretende se envolver no assunto, mas classificou a eleição brasileira como “muito estranha”.“Não vou comentar sobre isso. Não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha”, disse Trump ao ser questionado sobre o documento divulgado pelo senador.Esta é a segunda vez que o chefe de Estado questiona o resultado das urnas no Brasil. Na segunda-feira, 26, o Trump declarou que a votação "pareceu fraudada" e classificou como "muito estranha" a decisão de estender o horário de votação das 17h para as 19h.O presidente dos Estados Unidos afirmou ainda que a família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi tratada de forma injusta no Brasil, mas negou ter conversado com Flávio após a eleição.
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Nova versão da cartaMinutos após a publicação da carta original, Flávio apagou o texto das redes sociais e divulgou uma nova versão, na qual passou a se apresentar como “líder do Brasil”. No documento, o senador agradeceu a Trump e ao “maravilhoso povo americano” por acolhê-lo nos Estados Unidos.Segundo o relato, Flávio chegou ao país nesta quarta-feira, após deixar o Brasil pela Argentina durante a madrugada. No documento de imigração do parlamentar, constaria uma autorização normalmente concedida a imigrantes por razões humanitárias.Democratas criticam acolhimento de FlávioDe acordo com o jornal O Globo, a chegada de Flávio aos Estados Unidos também foi alvo de críticas de parlamentares democratas. Ao longo desta quarta-feira, congressistas usaram as redes sociais para questionar a postura do governo Trump diante das investigações envolvendo Flávio e comparar o caso ao endurecimento das políticas migratórias americanas.O deputado Morgan McGarvey, que representa o Kentucky no Congresso dos EUA, criticou o que considera um tratamento privilegiado ao senador brasileiro.“A administração Trump diz que não quer criminosos entrando em nosso país. A menos que sejam tão corruptos quanto ele”, escreveu na rede social X, antigo Twitter.Já o senador Andy Kim, de Nova Jersey, afirmou que a situação exemplifica, em sua avaliação, o favorecimento de aliados políticos pelo presidente americano.“A ida do senador para o país é mais um exemplo da corrupção de Trump favorecendo aqueles que se curvam a ele”, declarou Kim.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recuou de se autoproclamar o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e publicou uma nova versão da carta nesta quarta-feira, 28. No texto, o ex-presidenciável agora se autointitula como “o líder do Brasil”.O ex-candidato chegou nos Estados Unidos nesta quarta, três dias após a derrota do senador na eleição presidencial de domingo, 25, para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o cargo. Na versão anterior, Flávio afirmava: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”.O novo texto mantém críticas ao processo eleitoral e a autoridades brasileiras, além de agradecimentos ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
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Carta questiona resultado das urnasNo documento, Flávio afirma ter presenciado uma suposta fraude eleitoral no segundo turno e questiona decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele defendeu que a diferença de votos entre os candidatos seria matematicamente impossível e acusa autoridades de favorecerem a candidatura de Lula.As afirmações são apresentadas pelo senador na carta, sem que o texto apresente provas que as sustentem.Flávio também menciona supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha e defende a cassação da chapa Lula-Alckmin.Senador agradece a Trump e MileiA carta foi divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-presidente da ditadura militar João Figueiredo. No documento, Flávio agradece a Milei, a Trump e ao povo norte-americano pelo acolhimento nos Estados Unidos, para onde viajou nesta quarta-feira.“Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, escreveu.O senador também afirma que deixou o Brasil por temer o avanço de uma perseguição política. Ele cita o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e compara sua situação à de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em 2019.Ao final, Flávio afirma que a saída do país representa o início de uma luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil.
A primeira versão da nota atribuída a Flávio Bolsonaro foi distribuída à imprensa com o brasão de armas antigo do país. O símbolo trazia a expressão “Estados Unidos do Brazil”, com a letra “z”, grafia que deixou de ser oficial em 1931. O nome oficial “República Federativa do Brasil” foi adotado em 1967.Após identificarem o problema, aliados do senador encaminharam uma nova versão do documento, desta vez com o brasão oficial atualizado e a denominação correta do país. A correção ocorreu depois que a primeira versão já havia sido compartilhada com jornalistas.
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No conteúdo da nota, Flávio Bolsonaro se autoproclama “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e aponta supostas fraudes nas eleições de 2026, mas não apresenta provas para sustentar as alegações. O senador desembarcou em Miami nesta quarta-feira, 28, e também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio mencionado no documento.
A carta em que Flávio Bolsonaro (PL) se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, divulgada nesta quarta-feira, 28, após sua ida aos Estados Unidos, foi criticada pelo deputado estadual eleito e liderança baiana do PSOL, Kleber Rosa. Em entrevista exclusiva ao A TARDE, ele classificou a manifestação como uma tentativa de desmoralizar o país e avaliou que o senador tende a perder espaço político nos próximos meses.Para Kleber, a iniciativa não deve ser tratada como um movimento capaz de produzir efeitos concretos na política brasileira. O parlamentar também apontou um possível isolamento da família Bolsonaro dentro da própria direita, em meio à disputa por quem assumirá a liderança desse campo político."Primeiro, que isso não pode e não deve ser levado a sério. Eu acho que a primeira aspas é essa: é uma grande piada de mau gosto de um criminoso que fugiu para não encarar a Justiça brasileira e que não vai demorar a ser esquecido, que já está isolado, inclusive pela direita, que já começa a pensar como dividir entre eles ou liderar o espólio eleitoral que ele deixa e que a família Bolsonaro deixa. Acho que essa é a primeira aspas que eu queria colocar."Carta após derrota eleitoralCandidato derrotado na eleição presidencial do último domingo, 25, Flávio divulgou o documento depois de desembarcar nos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira. A carta foi publicada pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, e traz manifestações dirigidas a lideranças da extrema-direita internacional, entre elas o presidente argentino, Javier Milei, e o presidente norte-americano, Donald Trump.No texto, o senador contestou o resultado eleitoral e atribuiu a derrota a uma suposta fraude. “Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos”, afirma.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reeleito após o presidente conquistar 64,2 milhões de votos no segundo turno, quase 4,5 milhões a mais que Flávio. O resultado foi reconhecido pelo Judiciário brasileiro, por organismos internacionais e pelo próprio PL, partido do senador.
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Flávio também responsabilizou o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pela diferença de votos conquistada por Lula entre o primeiro e o segundo turno. A alegação, porém, não encontra respaldo nos números apresentados pelo TSE: apesar da prorrogação da votação até as 19h, o tribunal registrou apenas 34 mil votos após as 17h.Kleber aponta fuga planejadaNa avaliação de Kleber Rosa, a ida de Flávio aos Estados Unidos não foi uma decisão improvisada. O parlamentar considera que o senador e seu grupo político teriam se preparado para diferentes desfechos eleitorais, incluindo a possibilidade de derrota."Não tenho dúvida. A fuga dele foi uma fuga planejada. Previamente, eles se prepararam para os dois cenários. Depois do primeiro cenário, ele ganhar a eleição e usar o cargo para se proteger de todos os crimes que são imputados a ele. Na segunda opção, ele fugir, assim como o irmão fez. Isso foi algo premeditado, planejado e que está aparecendo."Kleber também levantou a possibilidade de que a movimentação tenha ocorrido sem o aval de integrantes do próprio campo político do senador. Para ele, a carta e a ida aos Estados Unidos representam uma tentativa de enfraquecer a imagem do Brasil, mas não devem garantir sustentação política duradoura a Flávio."Não dá para ter certeza de que ele fez isso, mas está parecendo que ele fez isso à revelia do PL, da direita ali que está no entorno dele. Então, é claramente uma tentativa de desmoralizar o Brasil, de mais uma vez se associar ao bolsonarismo para tentar fragilizar o Brasil, mas, no final das contas, não passa da fuga de um criminoso, de um ladrão que roubou e que agora, logo, logo, vai começar a usufruir daquilo que roubou do Brasil para manter essa vida confortável que ele vai ter nos Estados Unidos."Direita pode buscar alternativa à família BolsonaroAlém de criticar a postura do senador, o dirigente do PSOL avalia que a movimentação abre espaço para uma disputa interna pela liderança da direita. Na análise de Kleber, outros nomes desse campo já estariam se apresentando como alternativas à família Bolsonaro, que, segundo ele, caminha para perder protagonismo."Eu acho que isso, do ponto de vista político, eu não acredito que essa movimentação dele se sustente por muito tempo. Acredito que os setores da direita vão começar a isolar a família Bolsonaro e já começar um movimento de superação da família Bolsonaro. Tem um vídeo do governador de São Paulo, né? O que já se coloca como a liderança da direita, já faz um pronunciamento como se fosse o líder, né, da direita, ou seja, já entendeu que a família Bolsonaro está ficando para o passado e já começa a disputar a liderança desse processo."O parlamentar acredita que a declaração de Flávio não deve resultar em mudanças concretas na disputa política nacional. Na avaliação dele, o senador perderá espaço à medida que outros grupos e lideranças avancem na tentativa de ocupar o lugar deixado pela família Bolsonaro."Então, acredito que, num prazo muito breve, muito curto, o Flávio Bolsonaro vai cair no esquecimento, vai se isolar, sem efeitos concretos para a disputa política brasileira, sem desdobramento na realidade da política brasileira, esse movimento que ele está fazendo. Logo, logo, ele não vai passar de um fugitivo mesmo da Justiça brasileira e nada além disso."
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou, nesta quarta-feira, 28, um procedimento para investigar uma suspeita de xenofobia praticada pelo jogador do Esporte Clube Bahia, Willian José.O atacante compartilhou, no último domingo, 25, após o resultado das eleições, um vídeo em que um influenciador proferia ataques à população nordestina e chamava a região de “câncer do país”.A publicação foi feita no perfil do jogador no Instagram e gerou grande repercussão negativa entre a torcida tricolor. O atacante apagou a publicação e postou uma nota se retratando, mas isso não acalmou os torcedores.O caso é investigado pela Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. O MP-BA não definiu um prazo para a conclusão da apuração.Willian José fica fora de Bahia x São PauloO portal A TARDE apurou que Willian José não seria relacionado para a partida entre Bahia e São Paulo, nesta quarta-feira, válida pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.A polêmica acontece em meio ao baixo aproveitamento do atacante. Que perdeu espaço entre os titulares e passou a ser tratado como terceira opção para o ataque, após a chegada do argentino Alejo Véliz e a preferência por Everaldo saindo do banco.
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O que diz o Bahia sobre a polêmica?Dois dias depois da postagem, o Bahia se posicionou publicamente sobre a polêmica. Em nota oficial, o Esquadrão afirmou que não compactua com manifestações de ódio, xenofobia ou preconceito.Na manifestação, o Tricolor destacou a importância histórica, social e cultural da região, além de ressaltar que o conteúdo compartilhado pelo jogador não representa os valores da instituição. O clube também informou que a situação foi tratada internamente com o atleta.“Em relação ao vídeo compartilhado por um atleta do clube, informamos que a questão foi tratada internamente, reiterando que o conteúdo não representa nossos valores”, escreveu.
O advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, comentou a carta em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclama o “verdadeiro presidente do Brasil”. Em publicação nas redes sociais nesta quarta-feira, 28, Levy afirmou que a movimentação do parlamentar no exterior é “apenas o começo”.Na postagem, o defensor — ligado ao movimento Make America Great Again (MAGA) — destacou também o papel do presidente da Argentina, Javier Milei, e do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na articulação da ida do brasileiro para a Flórida.“Sua declaração não confirma formalmente que o asilo político já foi concedido, mas deixa suas intenções absolutamente claras. Ele diz que não está abandonando o Brasil; está se preparando para liderar a oposição a partir do solo americano. Isso é apenas o começo”, escreveu Levy em seu perfil.
Flávio Bolsonaro issues his first official statement since arriving in the United States, confirming what I reported yesterday about his departure from Brazil and the protection he says he has received.
Here are the key points:
1. Flávio declares himself the legitimate president-elect of Brazil and denounces massive electoral fraud in favor of Lula.
2. He questions how Lula gained more than 10 million additional votes between the first and second rounds and accuses Brazil’s Supreme Court of interfering with the electoral process.
3. He confirms that he left Brazil with his family and is now safe in the United States.
4. He personally thanks Argentine President Javier Milei for his courage, sense of justice, and respect for the rule of law.
He also thanks President Donald Trump and the American people for welcoming his family, describing America as a land of freedom and shared values.
5. He thanks President Trump and the U.S. government for providing the legal security he says no longer exists in Brazil.
6. He states that there is no arrest warrant against him but denounces an attempt to confiscate his passports and a politically motivated campaign to imprison and silence him.
7. He makes it clear: “I did not flee Brazil.” He says he left to preserve his freedom and continue leading the Brazilian people.
8. He announces that he will lead the Brazilian opposition from the United States, speaking freely against Lula and the Brazilian judicial establishment, as I shared before.
9. He compares his political exile to those of Charles de Gaulle, José Martí, and Venezuelan opposition leaders who continued fighting for their countries from abroad.
10. He calls on Brazilian senators, governors, and members of Congress to stand up against political persecution and restore the balance of power.
11. He calls on the international community not to normalize what he describes as the destruction of democracy and the rule of law in Brazil.
His statement confirms the central facts I reported yesterday: Flávio Bolsonaro left Brazil, arrived safely in the United States with his family, and says he has received protection from President Trump’s administration.
His statement does not formally confirm that political asylum has already been granted, but it makes his intentions absolutely clear.
He says he is not abandoning Brazil. He is preparing to lead the opposition from American soil.
This is just the beginning.
God bless Brazil. God bless the United States of America!— Simón Levy (@SimonLevyMx) October 28, 2026
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A carta de Flávio BolsonaroCandidato derrotado na disputa pelo Palácio do Planalto no último domingo, 25, o senador Flávio Bolsonaro divulgou uma carta oficial nesta quarta-feira autoproclamando-se o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”.No documento, o parlamentar faz acenos a lideranças da extrema-direita internacional, mencionando nominalmente Javier Milei e Donald Trump, e agradece pelo acolhimento em território norte-americano, onde desembarcou na manhã de hoje — três dias após a confirmação do resultado das urnas pela Justiça Eleitoral.“Antes de mais nada, queria agradecer ao presidente Milei pela coragem, senso de justiça e legalidade, e ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e de irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, diz um trecho da carta divulgada pelo senador.
O Estudiantes eliminou o Flamengo na semifinal da Libertadores e chegou à tão sonhada final das Américas - mas o Rubro-Negro não aceitou de cara o resultado. A classificação do Estudiantes para a final da Copa Libertadores de 2026 ainda é alvo de uma disputa nos tribunais. Eliminado pela equipe argentina nos pênaltis, na última quinta-feira, 22, o Flamengo tenta reverter o resultado da semifinal por meio de uma reclamação sobre a escalação do zagueiro Marcos Rojo, cuja participação foi autorizada provisoriamente pela Corte Arbitral do Esporte (CAS). O clube carioca sustenta que o jogador foi inscrito irregularmente e busca obter os pontos da partida, enquanto os argentinos afirmam não correr risco de perder a vaga na decisão contra o Palmeiras.
Flamengo e Estudiantes
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Foto: CONMEBOL
A controvérsia começou antes do confronto no Maracanã, quando a Conmebol recusou a inscrição de Rojo por considerar que sua transferência havia ocorrido depois do encerramento da janela de registros na Argentina. O Estudiantes recorreu ao CAS e conseguiu uma autorização cautelar para utilizar o defensor, mas a decisão não encerrou a discussão sobre sua elegibilidade.Agora, com a final marcada para 28 de novembro, em Montevidéu, no Uruguai, o Flamengo espera que a situação seja resolvida antes da partida. O Estudiantes, por outro lado, demonstra confiança na manutenção da classificação e aguarda a decisão definitiva do tribunal.Entenda por que a escalação de Marcos Rojo é questionadaA origem da disputa está na contratação do zagueiro pelo Estudiantes. Rojo defendia o Racing, da Argentina, e foi negociado com a equipe de La Plata após um período de desgaste com a direção do antigo clube, presidida por Diego Milito.O Estudiantes buscava reforçar seu sistema defensivo depois de perder dois titulares, Pírez e Tomás Palacios, suspensos para a primeira partida da semifinal da Libertadores.Para concretizar a transferência, o clube desembolsou US$ 500 mil, aproximadamente R$ 2,5 milhões. O acordo também previa bônus de US$ 250 mil, cerca de R$ 1,2 milhão, em caso de classificação à final, e outros US$ 450 mil, equivalentes a R$ 2,2 milhões, se a equipe conquistasse o título.
Flamengo e Estudiantes
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Foto: CONMEBOL
O problema surgiu porque a janela de transferências argentina havia sido encerrada em 2 de setembro, enquanto Rojo ainda disputou partidas oficiais pelo Racing até 27 daquele mês.A Associação de Futebol Argentino (AFA) permitiu que o defensor fosse registrado para competições nacionais como substituto do lesionado Gabriel Neves. A autorização, entretanto, não foi suficiente para garantir sua inscrição na Libertadores.Em 9 de outubro, o Estudiantes solicitou à Conmebol a inclusão do zagueiro na lista de atletas habilitados para a semifinal. Após consultar a Fifa, a confederação recusou o pedido em 14 de outubro e manteve a decisão no dia seguinte.Segundo o comunicado divulgado pelo Flamengo, a Fifa esclareceu que as regras relativas aos períodos de inscrição também devem ser observadas em transferências nacionais, sem exceções além das expressamente previstas no regulamento.CAS autorizou jogador, mas não garantiu ausência de puniçãoDiante das negativas da Conmebol, o Estudiantes recorreu à Corte Arbitral do Esporte e conseguiu uma decisão provisória favorável à participação de Rojo. Em 21 de outubro, um dia antes do confronto de volta da semifinal, o CAS autorizou o zagueiro a atuar contra o Flamengo.A decisão, assinada por Antonio de Quesada, considerou que impedir sua participação poderia comprometer uma oportunidade esportiva relevante, que talvez não voltasse a ocorrer.O tribunal também avaliou que, naquele momento, permitir a escalação não representaria necessariamente um prejuízo à integridade da competição, especialmente diante das dúvidas apresentadas sobre a aplicação das normas.Entretanto, a autorização foi parcial. O CAS rejeitou um segundo pedido do Estudiantes, que pretendia obter uma garantia antecipada de que a utilização do defensor não poderia resultar em punições esportivas ou disciplinares.
Flamengo e Estudiantes
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Esse ponto se tornou central na disputa entre os clubes. O documento ressalta que a rejeição do pedido não significa reconhecer que uma eventual punição seja cabível, e também não representa uma decisão antecipada sobre a legalidade da escalação.O tribunal esclareceu apenas que não poderia se pronunciar preventivamente sobre sanções hipotéticas e que caberia ao Estudiantes e ao jogador avaliar os riscos de uma decisão definitiva desfavorável.Assim, Rojo entrou em campo amparado por uma autorização judicial provisória, mas sem uma conclusão definitiva sobre a controvérsia regulatória.Flamengo afirma que não iniciou processo e defende aplicação das regrasNo sábado, 24, dois dias após a eliminação, o Flamengo divulgou uma nota oficial para explicar sua participação na disputa jurídica.O clube afirmou que não foi responsável por iniciar o processo no CAS. Segundo a versão rubro-negra, foi o próprio Estudiantes que incluiu o Flamengo como parte da ação, em 16 de outubro, por ser o adversário da semifinal.A direção carioca também declarou que havia informado antecipadamente ao tribunal e à equipe argentina que apresentaria uma reclamação formal caso Rojo fosse utilizado na partida.
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Depois da classificação do Estudiantes, o Flamengo protocolou o pedido dentro do prazo previsto no artigo 24.1.b do Código Disciplinar da Conmebol. "Chamado a integrar um processo que não iniciou, o Flamengo agiu apenas para preservar seus direitos", afirmou o clube.No comunicado, o Rubro-Negro destacou que o Estudiantes tinha conhecimento da possibilidade de questionamento antes de escalar o zagueiro."Não se trata de buscar resultado fora de campo. Trata-se de garantir que as regras de uma competição internacional valham igualmente para todos os clubes, de todos os países", acrescentou.O Flamengo solicitou que a situação seja resolvida antes da final, argumentando que o julgamento poderá ter consequências diretas sobre a definição do representante sul-americano na decisão continental.Clube carioca usa precedentes de Santos e ChapecoenseA estratégia jurídica do Flamengo também considera casos anteriores de punições aplicadas pela Conmebol a clubes brasileiros por escalação irregular de jogadores.Um dos episódios utilizados como referência aconteceu na Libertadores de 2018, quando o Santos enfrentou o Independiente, da Argentina, pelas oitavas de final.Na ocasião, a equipe paulista foi punida pela utilização do meia Carlos Sánchez, considerado irregular. A Conmebol alterou o resultado da partida de ida para uma derrota santista por 3 a 0, o que teve impacto decisivo na eliminação.Outro precedente envolve a Chapecoense, que perdeu pontos por ter escalado o zagueiro Luiz Otávio sem condições regulamentares de jogo, comprometendo suas chances de avançar na fase de grupos.
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O Flamengo também se apoia no artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol. A norma prevê que uma equipe responsabilizada pela escalação indevida de um atleta seja considerada derrotada por 3 a 0.A direção rubro-negra entende que, caso a irregularidade de Rojo seja reconhecida, a aplicação dessa regra poderia alterar o resultado do confronto de volta e, consequentemente, a classificação à final.A questão, porém, depende da interpretação jurídica sobre os efeitos da autorização provisória concedida pelo CAS e do julgamento definitivo sobre a elegibilidade do jogador.Estudiantes descarta perda da vagaEnquanto o Flamengo tenta reverter a eliminação, o Estudiantes sustenta que tomou as medidas necessárias antes de utilizar Marcos Rojo. Presidente do clube argentino, o ex-jogador Juan Sebastián Verón afirmou, em entrevista à Rádio La Red, que a diretoria buscou orientação jurídica antes de apresentar o recurso.Segundo ele, o advogado Ariel Reck analisou a situação e indicou que havia fundamentos para defender a inscrição do zagueiro. "Em um primeiro momento, com o tema de Marcos, nos assessoramos com Ariel Reck para saber onde estávamos parados e também sabendo primeiro que não queríamos ter nenhum problema", disse. "Se ele tivesse nos dito que isso não era válido, não teríamos feito nada", declarou. Verón ressaltou que o CAS autorizou a participação do atleta e afirmou não acreditar que a equipe corra o risco de perder a classificação.
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"Estamos à espera da resolução definitiva do CAS, não sabemos quando será realizado, se antes ou depois da final. O importante é que ele foi habilitado pelo CAS. E sobre o que se defina para frente, nós não corremos riscos de não jogar a final", afirmou.A declaração contrasta com a interpretação apresentada pelo Flamengo, que considera possível uma punição esportiva ao Estudiantes. Apesar da confiança do dirigente argentino, a decisão definitiva do tribunal ainda não foi divulgada.Técnico do Flamengo acredita em possibilidade de classificaçãoO assunto também chegou à comissão técnica rubro-negra, e depois da vitória do Flamengo por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, pelo Campeonato Brasileiro, na última segunda-feira, 26, o treinador Leonardo Jardim foi questionado sobre a possibilidade de disputar a final da Libertadores.O português afirmou acreditar em uma solução favorável ao clube, mas evitou aprofundar a discussão: "Eu acredito que é possível, mas essa situação está no departamento jurídico e eu não vou me alongar".Nos bastidores, a expectativa da direção rubro-negra está concentrada no julgamento do CAS e em seus possíveis desdobramentos na Conmebol. Já o Estudiantes mantém o planejamento para enfrentar o Palmeiras e não demonstra preocupação pública com uma eventual mudança na classificação.
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O que falta para a situação ser resolvida?A disputa envolve duas questões relacionadas, mas distintas: a validade da inscrição de Marcos Rojo na Libertadores e a possibilidade de aplicação de consequências esportivas pela utilização do defensor.A decisão cautelar do CAS permitiu que o jogador participasse da semifinal, mas não solucionou definitivamente a controvérsia.Caso o tribunal conclua que Rojo estava regularmente habilitado, o principal argumento da reclamação rubro-negra perderá força.Se a decisão final considerar a inscrição irregular, a discussão poderá avançar para a aplicação das punições previstas no regulamento da Conmebol, incluindo o pedido de alteração do resultado apresentado pelo Flamengo.A possibilidade de uma punição, entretanto, não é automática. O próprio documento do CAS ressalta que a ausência de proteção antecipada contra sanções não representa reconhecimento de que elas sejam juridicamente cabíveis.A data do julgamento definitivo ainda não foi anunciada. Por enquanto, o Estudiantes permanece oficialmente classificado para enfrentar o Palmeiras na final da Libertadores, marcada para 28 de novembro, em Montevidéu. O Flamengo continua eliminado pelo resultado de campo, mas mantém uma reclamação jurídica em andamento na tentativa de alterar o desfecho da semifinal.
Dez pessoas foram presas nesta quarta-feira, 28, durante uma operação policial que desarticulou parte de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação, batizada de Operação Divisa Sul, ocorreu na Bahia, no Espírito Santo e em Minas Gerais. Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 3 milhões em ativos financeiros vinculados aos investigados.A Bahia concentrou o maior número de prisões, com seis pessoas detidas. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Itanhém, no extremo sul do estado, e Itabuna, no sul baiano. Uma das ordens judiciais foi executada dentro do presídio de Itabuna.Outros três suspeitos foram presos em: Serra, no Espírito Santo;enquanto a décima prisão aconteceu em Bertópolis, em Minas Gerais.Investigados estão foragidosDois alvos da operação não foram localizados pelas equipes policiais e são considerados foragidos. Um deles é procurado em Salvador, enquanto o outro está sendo buscado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.Durante o cumprimento dos mandados, os agentes também apreenderam porções de maconha e crack. Uma das pessoas detidas por ordem judicial acabou sendo autuada em flagrante.
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Esquema era comandado de diferentes estadosAs investigações tiveram início em agosto de 2024 e identificaram a atuação de uma organização criminosa envolvida na comercialização de entorpecentes em Itanhém.Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava de maneira articulada, com integrantes que, mesmo residindo em outras cidades e estados, continuavam participando da administração do tráfico e da movimentação financeira da organização.Além de responsabilizar os suspeitos, a operação tem como objetivo enfraquecer a estrutura econômica do grupo, impedindo a continuidade das atividades criminosas.
Um dos eventos mais importantes para a arte baiana, a Jornada de Dança da Bahia chega à sua 16ª edição com uma programação gratuita que reúne espetáculos, performances, bate-papos, mostras de vídeos e lançamentos de livros. O festival será realizado entre os dias 18 e 22 de novembro, em cinco espaços de Salvador, e reúne 120 artistas, educadores e estudantes selecionados no 12º Fórum de Educadores de Dança, além de apresentar 20 obras para diferentes públicos.As atividades acontecem no Cine Glauber Rocha, Espaço Xisto Bahia, Escola de Dança da UFBA, Casa Rosa e Largo da Mariquita. Os ingressos gratuitos estarão disponíveis no Sympla a partir de 30 de outubro.
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Confira a programação da Jornada de Dança da BahiaNo Espaço Xisto Bahia, o público poderá conferir espetáculos como Missing Names, de Vitor Hamamoto (SC); Cavalas, de Alana Falcão e Ana Brandão (BA); Her Kind, de Maxine Steinman (EUA); e Summertime, da Cia de Dança da UFS (SE). O espaço também recebe as 12 obras da Mostra INVEX.No Largo da Mariquita, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) apresenta Você Sabia?, enquanto participantes da residência artística apresenta In C, de Sasha Waltz. Já na Casa Rosa, o Nii/Colaboratório apresenta o espetáculo Bendegó.A programação inclui ainda dois bate-papos abertos ao público, um deles dedicado aos 70 anos da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia (UFBA), além da mostra de vídeos Jornada MOVEDança e do lançamento de três livros no Cine Glauber Rocha.O encerramento será marcado pelo Bloco da Jornada, com participação do bloco afro Malê Debalê. A mostra artística e os bate-papos contarão com tradução em Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica.Tema da 16ª ediçãoRealizada desde 2005 pelo Mantra Centro de Dança e Arte Contemporânea, sob coordenação geral de Fatima Suarez, a Jornada tem como tema, neste ano, “Revelando Movimentos”, proposta que explora a dança a partir das memórias e impressões registradas nos corpos.“Movimentos são descobertos, não são inventados. Por isso, neste ano convidamos todos os artistas e o público a revelarem sua dança através de uma programação linda, gratuita e totalmente acessível. A Jornada é esse grande mosaico formado por muitas formas de fazer, sentir e pensar a dança”, afirma Fatima Suarez, coordenadora geral do evento.ServiçoEvento: 16ª Jornada de Dança da Bahia – “Revelando Movimentos”Quando: 18 a 22 de novembro de 2026Quanto: programação totalmente gratuitaIngressos: para a Jornada MOVEDança, os bate-papos e os espetáculos da mostra artística em espaços fechados, retirada gratuita no Sympla a partir de 30/10 (Você Sabia? e »In C«, ao ar livre, não exigem ingresso)Acessibilidade: Libras, audiodescrição e acessibilidade arquitetônica na mostra artística e nos bate-paposCoordenação geral: Fatima SuarezEndereçosCine Glauber Rocha: Praça Castro Alves, 1, CentroEspaço Xisto Bahia: Rua General Labatut, 27, BarrisEscola de Dança da UFBA: Avenida Milton Santos, Campus OndinaCasa Rosa: Praça Colombo, 106, Rio VermelhoLargo da Mariquita: Rio Vermelho
Candidato derrotado à presidência da República no último domingo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou “verdadeiro presidente eleito do Brasil”, em carta divulgada nesta quarta-feira, 28.
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Flávio Bolsonaro em carta divulgada
Na carta, que foi divulgada pelo jornalista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo, Flávio cumprimenta lideranças da extrema-direita internacional, como os presidentes Javier Milei, da Argentina, e Donald Trump, dos Estados Unidos, e agradece pela estadia nos Estados Unidos, onde desembarcou na manhã desta quarta, 28, três dias depois da sua derrota nas urnas.“Antes de mais nada, queria agradecer ao presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão”, diz trecho da carta.Flávio Bolsonaro ignora derrota e questiona eleiçãoNa mesma carta, Flávio Bolsonaro questiona o resultado das urnas no último domingo, 25, quando saiu derrotado para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil. Em trecho do documento, que vem com o brasão 'Estados Unidos do Brazil', nome diferente da República Federativa do Brasil, nomenclatura oficial do país, Flávio ainda denuncia uma suposta "caça às bruxas". "O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada, que visava me colocar como refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment", diz outro ponto de Flávio. Flávio Bolsonaro se inspira em Guaidó Flávio Bolsonaro ainda citou figuras como Juan Guaidó, que também se autoproclamou presidente da Venezuela, ao justificar sua saída do Brasil, encarada por adversários e até mesmo por aliados como 'fuga'. "Todos eles foram tratados como criminosos pelos regimes que enfrentavam. A história os chamou de outra coisa. Este é apenas o começo da nossa luta pela democracia, pelos direitos humanos e pela liberdade no Brasil", afirma Flávio Bolsonaro.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu à Justiça a condenação do influenciador Renato Cariani por crimes relacionados ao suposto desvio de produtos químicos utilizados na fabricação de drogas. A acusação envolve tráfico de matéria-prima destinada à produção de entorpecentes, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro. Segundo o cálculo apresentado na acusação, a pena pode chegar a 51 anos de prisão, caso haja condenação. Cariani responde ao processo em liberdade.O influenciador foi indiciado pela Polícia Federal em dezembro de 2023 e se tornou réu em fevereiro de 2024. Ele foi um dos alvos da Operação Hinsberg, que investigou um esquema de desvio de produtos químicos para o refino de cocaína e a produção de outras drogas. Na época, a PF apontou que a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani era sócio, teria simulado vendas para empresas que não haviam solicitado os produtos.
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MP aponta suposto esquema de desvioDe acordo com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, a empresa teria simulado pedidos e vendas de produtos químicos em 59 ocasiões para justificar os desvios. A acusação sustenta que as substâncias eram destinadas à produção de drogas, especialmente cocaína e crack.Além de Cariani, o MP pediu a condenação de Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira. Segundo a acusação, Fábio seria responsável pela venda e intermediação do fornecimento dos produtos químicos, enquanto Rodrigo teria atuado na movimentação de recursos ilícitos por meio de depósitos em dinheiro e operações destinadas a dar aparência legal aos valores.Mensagens são citadas na investigaçãoOs promotores também mencionaram mensagens extraídas do celular de Cariani que, segundo o Gaeco, indicariam conhecimento sobre o uso dos insumos químicos na fabricação de drogas. A acusação afirma ainda que o influenciador mantinha contato próximo com um policial civil ligado à fiscalização de produtos químicos e recebia informações sobre diligências.O Ministério Público também pediu a absolvição de Roseli Dorth, sócia de Cariani na Anidrol, e de Andréia Domingues Ferreira, que haviam sido citadas nas investigações. A decisão sobre os pedidos cabe à Justiça. As acusações ainda precisam ser analisadas no processo, e o pedido de condenação não significa que os réus já tenham sido considerados culpados.
Há cerca de três décadas no Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya construiu sua trajetória profissional investigando o Primeiro Comando da Capital (PCC). Agora, o promotor de Justiça aparece entre os nomes cotados para comandar um eventual Ministério da Segurança Pública no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Integrante do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), em Presidente Prudente, no interior paulista, Gakiya vive sob escolta armada 24 horas por dia devido às ameaças recebidas em decorrência de seu trabalho contra a facção criminosa.A possibilidade de assumir a futura pasta surgiu em uma conversa sobre os desafios da segurança pública. Na semana passada, dias antes do segundo turno das eleições, o promotor participou de um jantar na residência do advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo.Os participantes pediram que Gakiya compartilhasse sua experiência no combate ao crime organizado. Segundo a apuração, ele teria indicado que estaria à disposição para assumir a missão caso fosse convidado.Apesar das conversas, a possibilidade ainda não se transformou em convite. Experiência contra o crime organizado entra na discussãoA eventual criação do Ministério da Segurança Pública depende da aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Congresso Nacional. O texto concluiu a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e seguiu para análise do plenário.O governo Lula pretende estruturar a pasta após o encerramento da tramitação da proposta. Outro nome mencionado para o comando do ministério é o do ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT).
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A definição poderá recair sobre um profissional com experiência técnica na área policial ou no Ministério Público, como Gakiya, ou sobre alguém com maior trajetória política.Atuação contra o PCC começou nos anos 1990Gakiya assumiu a Promotoria de Justiça da Comarca de Presidente Prudente em 1996. Uma década depois, a cidade recebeu integrantes da cúpula do PCC. Desde então, o promotor se tornou um dos principais investigadores da organização criminosa no país.Em fevereiro de 2019, ele foi responsável pelo pedido de transferência de 22 lideranças da facção para presídios de segurança máxima. A iniciativa ocorreu depois que o Ministério Público descobriu um plano para resgatar os principais chefes do grupo que estavam presos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, também no interior de São Paulo.Entre os transferidos estava Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola. A operação foi realizada pelos governos federal e paulista durante o período em que Moro era ministro da Segurança Pública.As ameaças contra o promotor também atingiram sua rotina familiar. O primeiro decreto de morte contra ele ocorreu durante uma licença-paternidade, após o nascimento de seu segundo filho.
Virginia Fonseca cancelou sua participação no Teleton 2026, após protagonizar uma troca de farpas com Silvia Abravanel ao longo desta semana. O programa beneficente é exibido pelo SBT e acontecerá nos dias 6 e 7 de novembro.Antes da confusão, Virginia Fonseca iria ocupar o horário do início da noite de sábado, pouco antes de Patrícia Abravanel assumir o encerramento da maratona beneficente, função desempenhada anteriormente por Silvio Santos (1930-2024).
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Qual a briga entre Virginia e Silvia Abravanel?Na última terça-feira, 27, Silvia Abravanel criticou publicamente a influenciadora após a circulação de um vídeo em que ela aparece dançando com notas de dólar presas à roupa durante uma festa em Miami, nos Estados Unidos.As imagens geraram polêmica nas redes sociais e a apresentadora não deixou de comentar sobre o episódio. “Não preserva nem as filhas! A avó honrosa deveria tirar a guarda dela e ficar com as crianças… Porque a própria mamãe dela é da mesma linhagem”, escreveu.Virginia, no entanto, não deixou a situação sem resposta. A equipe da influenciadora divulgou um comunicado em defesa da empresária.“É curioso como o respeito é tão defendido nos discursos e tão facilmente esquecido nas atitudes. Criticar é um direito. Desrespeitar, atacar e colocar em julgamento a maternidade de uma mulher ultrapassa todos os limites”, afirmou o comunicado sem citar Silvia diretamente.