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Pavanato reage a pedido de apreensão de passaporte e provoca petista; veja vídeo

O deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP) reagiu às críticas do deputado estadual eleito Leonardo Grandini (PT-SP), que pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a apreensão de seu passaporte. O petista alegou risco de fuga do país e mencionou supostas investigações contra o parlamentar.

Em vídeo, Pavanato afirmou que não responde a investigação criminal. Ele declarou que foi alvo de uma denúncia recebida pelo Ministério Público em uma ação de natureza civil, e não criminal. O deputado também acusou setores da esquerda de perseguirem políticos conservadores.

Ao comentar a possibilidade de ter o passaporte apreendido, Pavanato afirmou que pode deixar o país quando quiser. No fim da gravação, provocou Grandini com a frase: “Não usem drogas”.

Vídeo: @lucaspavanato

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Democratas cobram Rubio sobre ajuda dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

Um grupo de 25 deputados democratas dos Estados Unidos cobrou explicações do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a possível participação do governo de Donald Trump na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil e na entrada dele em território americano. A carta foi encaminhada na quinta-feira (29) e questiona se autoridades dos Estados Unidos ajudaram a viabilizar a viagem, mesmo diante de uma decisão judicial brasileira que restringia os deslocamentos internacionais do parlamentar.

O documento reúne 15 questionamentos sobre a atuação do Departamento de Estado, da Embaixada americana no Brasil e de outros órgãos federais. Os congressistas querem saber se houve participação institucional na emissão dos vistos, na organização do transporte e nos procedimentos para permitir a entrada de Flávio e de familiares nos Estados Unidos.

“A questão central é simples: o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou qualquer outra agência do governo americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da restrição judicial brasileira à sua saída?”, questionam os parlamentares.

Os democratas estabeleceram 13 de novembro como prazo para o envio das respostas por escrito. Também solicitaram uma reunião com representantes do Departamento de Estado para obter esclarecimentos sobre o episódio.

Vistos e ordem do STF

A carta foi apresentada pelas deputadas Sydney Kamlager-Dove, da Califórnia, copresidente da bancada dedicada às relações com o Brasil, e Dina Titus, de Nevada. Entre os demais signatários estão Pramila Jayapal, Joaquin Castro, Greg Casar, Rashida Tlaib e Delia Ramirez.

Um dos principais pontos da cobrança envolve a concessão de vistos ao senador e a seus familiares. Os deputados querem identificar quem autorizou os documentos, quando foram emitidos e se as autoridades americanas tinham conhecimento da determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) antes de permitir a entrada do brasileiro.

A decisão judicial determinava que Flávio entregasse seus passaportes e restringia sua saída do país. Os parlamentares questionam se o governo americano verificou a existência de autorização judicial para a viagem e se chegou a reconsiderar os vistos depois de tomar conhecimento das medidas impostas pela Justiça brasileira.

Viagem também envolve Argentina e Equador

Outro trecho do documento aborda a possível participação de funcionários americanos na organização do itinerário utilizado pelo senador. Os democratas querem saber se representantes do governo dos Estados Unidos na Argentina ou no Equador participaram de alguma articulação relacionada aos deslocamentos.

A carta também pergunta se houve contatos entre integrantes da Casa Branca, do Departamento de Estado e outras agências americanas com Flávio, familiares, advogados, assessores políticos ou intermediários.

Os congressistas cobram informações sobre eventual ajuda na contratação ou organização de voos, emissão de documentos, transporte, acesso a aeroportos e planejamento da entrada em território americano.

A articulação ganhou repercussão após reportagens sobre a participação de Jason Miller, assessor próximo à família Bolsonaro e ligado à Casa Branca, na organização do jato utilizado pelo senador e seus familiares. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times.

Os parlamentares também querem saber se houve comunicação entre o Departamento de Estado e órgãos responsáveis pela imigração e pelo controle de fronteiras, como o Departamento de Segurança Interna (DHS) e a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP).

Democratas questionam possível impacto diplomático

A iniciativa também aborda as consequências que uma eventual assistência americana poderia provocar nas relações entre Washington e Brasília. Os deputados perguntam se o governo Trump avaliou o risco de que a participação na viagem fosse interpretada como interferência em processos judiciais brasileiros ou nos assuntos internos do país.

O documento solicita ainda esclarecimentos sobre possíveis pedidos de informações feitos por autoridades brasileiras a respeito da localização de Flávio e de sua entrada nos Estados Unidos. Caso tenham ocorrido, os parlamentares querem conhecer as respostas fornecidas pelo governo americano.

“O povo americano e o Congresso têm um interesse legítimo de fiscalização em compreender se recursos diplomáticos e migratórios dos Estados Unidos foram utilizados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira nessas circunstâncias”, afirma a carta.

Os deputados acrescentam que a transparência é necessária diante da sensibilidade das relações bilaterais e da existência de um processo judicial no Brasil.

Até o momento da divulgação da cobrança, o Departamento de Estado não havia apresentado respostas públicas aos questionamentos. A carta representa uma iniciativa de fiscalização parlamentar e não comprova, por si só, que órgãos do governo americano tenham participado diretamente da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

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‘Amateur morons’: Flávio Bolsonaro’s short-lived ‘president-elect’ claim met with mockery

Brazilian media ridicule defeated candidate over ‘shameful’ absconsion to US and bizarre letter with wrong coat of arms

Flávio Bolsonaro had hoped that by Sunday night people would be calling him the next president of Brazil.

Instead, the far-right politician’s decision to flee to the US after losing the election and – for 58 minutes – to declare himself “Brazil’s true president-elect”, has made him a laughing stock, with Brazilian newspapers and commentators raining a barrage of scornful adjectives down on the conquered candidate.

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© Photograph: Adriano Machado/Reuters

© Photograph: Adriano Machado/Reuters

© Photograph: Adriano Machado/Reuters

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EE.UU. daría residencia permanente exprés a Bolsonaro mientras deporta a migrantes sin récord criminal

El excandidato brasileño Flávio Bolsonaro ingresó a Estados Unidos bajo un permiso temporal ordenado por Donald Trump y podría acelerar su trámite de residencia permanente.
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Democratas pedem explicações do governo Trump por fuga de Flávio Bolsonaro

Um grupo de 25 deputados democratas pedem explicações do governo Trump sobre o papel do Departamento de Estado na fuga do senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos.

Em uma carta obtida pela CNN Brasil, os parlamentares destacam que o “povo americano e o Congresso têm um interesse legítimo de fiscalização em saber se recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira”.

Eles também consideram que a transparência é especialmente importante diante de eventos que envolvem “um processo judicial estrangeiro, relações bilaterais delicadas e a aplicação coerente das políticas de imigração e diplomáticas dos EUA”.

Os democratas relataram que a viagem de Flávio a Miami aconteceu após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que exigia do senador a entrega de seus passaportes.

Os democratas afirmam que é “particularmente preocupante a informação de que um alto funcionário do Departamento de Estado afirmou que os Estados Unidos concederiam vistos ao senador Bolsonaro e a membros de sua família e permitiriam sua entrada no país”. Essa informação foi confirmada pela CNN Brasil na terça-feira (27).

Na carta, o grupo diz que os acontecimentos que levaram Flávio e sua família até os Estados Unidos “levantam questões significativas sobre o processo decisório do Departamento [de Estado], seu conhecimento da ordem do tribunal brasileiro [STF] e se algum funcionário do governo dos EUA prestou assistência antes ou depois da emissão dessa ordem”.

A questão central é direta: o Departamento de Estado, a Embaixada dos EUA no Brasil ou qualquer outra agência do governo americano ajudou o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da restrição judicial brasileira reportada à sua saída?

Carta assinada por 25 deputados democratas dos EUA

Em seguida, os parlamentares exigem que o Departamento de Estado responda por escrito a 15 questionamentos.

Flávio Bolsonaro chega aos EUA após derrota na eleição
Senador Flávio Bolsonaro desembarca de um avião após chegar ao Aeroporto Executivo de Opa-locka, em Miami, na Flórida • 28/10/26 – Reuters/Eva Marie Uzcategui

Veja as perguntas feitas por democratas ao governo Trump sobre a fuga de Flávio:

  1. Quando o Departamento de Estado, a Embaixada dos EUA em Brasília ou qualquer outra missão diplomática americana tomou conhecimento pela primeira vez de que o Supremo Tribunal Federal do Brasil havia ordenado que o senador Bolsonaro entregasse seus passaportes e restringido sua possibilidade de deixar o Brasil?
  2. Algum funcionário do governo dos EUA recebeu, analisou ou discutiu uma cópia da ordem judicial antes da suposta saída do senador Bolsonaro do Brasil?
  3. Antes de autorizar ou facilitar qualquer visto ou arranjo de viagem, o Departamento de Estado verificou se o senador Bolsonaro estava legalmente autorizado a deixar o Brasil?
  4. O Departamento de Estado sabia que o senador Bolsonaro havia deixado de cumprir o prazo imposto pelo tribunal para entregar seus passaportes? Em caso afirmativo, quando o Departamento tomou conhecimento desse descumprimento e quais ações, se houve, se seguiram?
  5. O Departamento de Estado emitiu, aprovou, acelerou, renovou ou de outra forma facilitou um visto para o senador Bolsonaro ou para qualquer membro de sua família durante este período eleitoral?
  6. Um alto funcionário do Departamento de Estado teria sido citado dizendo que o Departamento concederia vistos ao senador Bolsonaro e à sua família e permitiria sua entrada nos Estados Unidos. Quem autorizou essa decisão?
  7. Vistos foram aprovados ou outros arranjos relacionados à imigração foram feitos antes de o Departamento de Estado tomar conhecimento da ordem do tribunal brasileiro? Em caso afirmativo, o Departamento reconsiderou, suspendeu ou revisou esses arranjos depois de saber da ordem?
  8. Algum funcionário do Departamento de Estado, da Embaixada dos EUA, da Casa Branca ou outro representante do governo dos EUA se comunicou, direta ou indiretamente, com o senador Bolsonaro, sua família, advogados, assessores políticos ou intermediários a respeito de viagem aos Estados Unidos?
  9. Algum funcionário do governo dos EUA auxiliou em arranjos de voo, documentação de viagem, transporte, acesso a aeroportos, agendamentos consulares, planejamento de entrada ou outros arranjos logísticos relacionados à saída ou chegada reportada do senador Bolsonaro?
  10. O Departamento de Estado coordenou ações com o DHS (Departamento de Segurança Interna), o CBP (Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras), o USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração) ou qualquer outra agência federal a respeito da chegada prevista do senador Bolsonaro? Em caso afirmativo, descreva a natureza e o momento dessa coordenação.
  11. O Departamento de Estado consultou o Departamento de Justiça ou qualquer outra agência federal sobre as implicações de facilitar a entrada de uma figura política estrangeira que teria deixado seu país em violação de uma ordem judicial?
  12. O Departamento de Estado considerou as possíveis consequências diplomáticas para as relações EUA-Brasil, incluindo a possibilidade de que a assistência ao senador Bolsonaro fosse percebida como interferência nos processos judiciais ou nos assuntos políticos internos do Brasil?
  13. O Departamento de Estado recebeu algum pedido das autoridades brasileiras a respeito da localização, da situação de viagem ou de uma possível entrada do senador Bolsonaro nos Estados Unidos? Em caso afirmativo, como o Departamento respondeu?
  14. Qual foi a base legal para emitir ou aprovar vistos para o senador Bolsonaro e sua família? Quais classificações de visto e critérios de elegibilidade foram considerados, e o Departamento avaliou as investigações criminais em andamento envolvendo o senador Bolsonaro ao tomar essa decisão?
  15. Algum funcionário do governo dos EUA localizado na Argentina ou no Equador coordenou ações com o senador Bolsonaro sobre seu itinerário de viagem?

O grupo exige que o governo Trump responda até o dia 13 de novembro e solicita que o Departamento de Estado disponibilize funcionários apropriados para prestar esclarecimentos aos gabinetes dos deputados.

Segundo a CNN Brasil apurou, a carta foi uma iniciativa das deputadas Sydney Kamlager-Dove, eleita pelo estado da Califórnia, e Dina Titus, de Nevada. Entre os signatários estão oito membros do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, incluindo o deputado Gabe Amo, vice-líder democrata no comitê.

Os deputados estão na reta final de seus mandatos, já que todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa nas eleições de meio de mandato em 3 de novembro. Dos 25 congressistas que assinaram o documento, 21 estão concorrendo à reeleição.

Os signatários são Sydney Kamlager-Dove (Califórnia), Dina Titus (Nevada), Greg Casar (Texas), Glenn F. Ivey (Maryland), Jasmine Crockett (Texas), Jonathan L. Jackson (Illinois), Pramila Jayapal (Washington), Nydia M. Velázquez (Nova York), Adelita S. Grijalva (Arizona), Rashida Tlaib (Michigan), Eleanor Holmes Norton (Distrito de Columbia), James P. McGovern (Massachusetts), Mike Quigley (Illinois), Mark Pocan (Wisconsin), Greg Stanton (Arizona), Jesús G. “Chuy” García (Illinois), Yassamin Ansari (Arizona), Deborah K. Ross (Carolina do Norte), Stephen F. Lynch (Massachusetts), Lois Frankel (Flórida), Sean Casten (Illinois), Chellie Pingree (Maine), Gabe Amo (Rhode Island), Delia C. Ramirez (Illinois) e Joaquin Castro (Texas).

Eleições nos EUA: O que muda se Trump perder a maioria no Congresso?

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PL busca se reorganizar após fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil; entenda

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas no PL (Partido Liberal) e na direita brasileira. Aliados do senador ainda buscam respostas sobre quem vai conduzir as articulações do grupo daqui para frente.

Há um consenso de que a fuga de Flávio dificulta as interações e negociações, inclusive com a própria bancada do PL. A perspectiva atual é de que seu papel deve se concentrar mais em dar orientações gerais do que cuidar dos meandros das articulações em Brasília.

Capital político em risco

Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos subutilizado ou até esfacelado. Correligionários de Flávio ainda esperam um sinal mais claro de como se posicionar, especialmente após a visita do presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Uma reunião da sigla prevista para a semana seguinte deve servir para esclarecer os rumos do partido. Valdemar da Costa Neto já deixou claro que é preciso tocar o partido para frente.

Parte do PL defende o caminho da moderação, distante do teor golpista da carta atribuída a Flávio, especialmente num momento em que o partido precisa preservar a unidade e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas, como as eleições para as presidências da Câmara e do Senado.

Disputas no Centrão e ambições no Senado

Enquanto isso, partidos do Centrão já negociam a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas casas do Congresso. Uma das incógnitas é o quanto a crise vai afetar as ambições à presidência do Senado por parte de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio.

Marinho segue demonstrando apoio ao senador ao sustentar a tese de perseguição política, mas é um dos que desaprovam qualquer questionamento sobre a integridade das eleições.

O grupo de Flávio também precisa administrar a repercussão dos episódios envolvendo a carta de teor golpista. Na quinta-feira (29), um aliado do senador chegou a atribuir à inteligência artificial a inclusão do termo “presidente eleito” e o uso do brasão antigo do Brasil em uma das versões divulgadas da carta.

Outro fator relevante é que, segundo o jornal The New York Times, um dos principais assessores de Donald Trump na Casa Branca, Jason Miller, providenciou o jato que Flávio usou para voar até Miami, nos Estados Unidos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Governo Trump não pretende apoiar Flávio como líder do Brasil, diz Reuters

O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não pretende apoiar a alegação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ser o líder legítimo do Brasil, apesar de ter ajudado o candidato derrotado à Presidência a chegar aos EUA após anos de apoio a ele e a seu pai, afirmaram na quinta-feira (29) uma autoridade norte-americana e outra pessoa a par do assunto.

Trump disse que a eleição brasileira de domingo pareceu “manipulada”, mas ressaltou que não ofereceu apoio algum na disputa. Trump também declarou que se dá bem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que garantiu a reeleição por cerca de 3,5 pontos percentuais, contrariando as pesquisas de intenção de voto.

A autoridade norte-americana e a pessoa a par do assunto, que falaram sob condição de anonimato, afirmaram que Trump não tem planos atuais de apoiar as ambições políticas de Flávio Bolsonaro, mesmo que o governo tenha permitido sua entrada no país, embora tenham dito que o presidente pode mudar de ideia.

A postura do governo Trump sugere que o presidente pode estar relutante em provocar uma nova crise nas relações com o Brasil, que passaram por altos e baixos nos últimos meses.

Partida logo após a eleição

Uma terceira autoridade norte-americana, também falando sob condição de anonimato, disse que o capital político de Flávio diminuiu agora que ele está no autoexílio. Muitos conservadores no Brasil que esperavam que ele liderasse a oposição nos próximos anos criticaram a fuga.

A Casa Branca encaminhou um pedido de comentário ao Departamento de Estado, que não respondeu. O governo brasileiro e um representante de Flávio Bolsonaro também não responderam aos pedidos de comentário.

O pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso por tentativa de golpe para permanecer no poder após perder a disputa pela reeleição em 2022.

Algumas autoridades brasileiras, também falando sob condição de anonimato, disseram à Reuters que a partida de Flávio ajuda Lula ao enfraquecer a oposição conservadora no Congresso.

A viagem do senador aconteceu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que ele entregasse seu passaporte, atendendo a um pedido da Polícia Federal, que o investiga por um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

O pedido da polícia ocorreu poucos minutos após a declaração da vitória de Lula, uma sequência de eventos que alguns conservadores apontaram como evidência de motivação política.

Apoiadores do governo Lula destacam que, dias antes da eleição, o irmão de Flávio, Eduardo, sugeriu publicamente que Flávio deveria deixar o Brasil caso perdesse. Eduardo, ex-deputado federal que vive nos EUA, foi condenado pelo STF em junho por tentar obter interferência do governo Trump no julgamento de seu pai.

Autoridades argentinas informaram que Flávio Bolsonaro, sua esposa e duas filhas atravessaram uma ponte rumo ao norte da Argentina às 22h50 de terça-feira, antes de embarcarem em um avião fretado às 23h30. Flávio e sua família voaram então para Miami, via Equador.

Não está claro como o senador viajou de sua casa em Brasília até a ponte, a 1.300 km de distância, nem como saiu do Brasil sem o conhecimento das autoridades alfandegárias brasileiras. Mas, durante essa viagem, Flávio Bolsonaro entrou em contato com várias autoridades norte-americanas a respeito de sua partida, segundo uma dessas autoridades.

Jason Miller, um assessor de Trump próximo à família Bolsonaro, ajudou a organizar o voo a partir da Argentina, disse a pessoa a par do assunto – informação também revelada pelo jornal The News York Times. Durante a viagem de Flávio, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recomendou a Trump que a entrada do senador fosse permitida, o que o presidente aprovou, segundo a autoridade norte-americana.

Durante o voo de duas etapas de Flávio, autoridades do Departamento de Estado se empenharam para determinar a melhor via legal para a entrada dele e de sua família, discutindo o assunto com funcionários do Departamento de Segurança Interna. Por fim, as autoridades norte-americanas concederam a eles “parole humanitária” na fronteira, um status temporário concedido a indivíduos quando há questões humanitárias urgentes ou um interesse público significativo em jogo, acrescentou a autoridade.

Em uma carta aberta publicada no X na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se autoproclamou “o presidente eleito”. Em seguida, excluiu essa versão e a atualizou com outra carta, na qual afirmava ser o “líder” legítimo do Brasil.

A fuga de Flávio foi o capítulo mais recente de um período tumultuado na política brasileira e nas relações entre os EUA e o Brasil.

Mesmo tendo atacado a forma como o Brasil conduziu a eleição, Trump se absteve de criticar Lula.

“Gosto do Lula, me dou muito bem com ele”, disse Trump aos repórteres na segunda-feira. “Só acho que a eleição deixou uma péssima impressão.”

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El gobernador de São Paulo emerge como figura de la derecha brasileña tras la fuga de Flávio Bolsonaro

La fuga hacia Estados Unidos del ultraderechista brasileño Flávio Bolsonaro ha dejado a la extrema derecha brasileña perpleja y descabezada. En la búsqueda a toda prisa de un nuevo líder opositor al gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva sobresale un nombre: el del recién reelecto gobernador del estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, de 51 años. Era el favorito de la élite económica y de la derecha menos radical para ser el aspirante a la presidencia en estas elecciones, pero el expresidente Jair Bolsonaro, preso por golpismo, truncó esas expectativas hace casi un año, cuando, desde la cárcel, decidió que su sucesor sería su primogénito.

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© Diego Vara (REUTERS)

Tarcisio de Freitas habla en un evento de campaña, junto a Flávio Bolsonaro, en Porto Alegre, el 14 de octubre.
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Lula tenta evitar que caso Bolsonaro vire crise diplomática com Trump

O presidente Lula (PT) decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado ao Planalto, para os Estados Unidos.

A avaliação no Planalto é de que uma intervenção do petista seria despropositada, porque Flávio está a desgastar-se com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com o presidente americano, Donald Trump, por causa do adversário político.

A determinação foi mantida mesmo depois de os jornais americanos The Wall Street Journal e The New York Times afirmarem que Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA.

O jato particular em que Flávio viajou foi providenciado, segundo as duas publicações, por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca —informação também sustentada por um aliado de Flávio à Folha.

Miller estreitou laços com a família Bolsonaro quando esteve no comando da Gettr, rede social conservadora. Em setembro de 2021, chegou a ser interrogado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em investigação sobre atos golpistas conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após participar de conferência organizada por Eduardo Bolsonaro, na qual também se encontrou com Jair Bolsonaro, então presidente da República.

Flávio partiu rumo aos Estados Unidos após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26) a entregar seus passaportes —ele é alvo de inquérito que apura seu envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro com bets. O senador passou pela Argentina e Equador antes de chegar ao território norte-americano.

Auxiliares de Lula têm repetido que eventuais providências relacionadas à fuga de Flávio cabem ao poder judicial, não à Presidência da República. O chefe do governo tem demonstrado, em conversas internas, que prefere dedicar o seu tempo a outros assuntos –ele acaba de ser reeleito e precisa apurar a sua nova gestão. Também tenta evitar que as negociações sobre o tarifaço fiquem ainda mais difíceis.

Um integrante do alto escalão diz que a fuga foi tão absurda que não deveria ser elemento com potencial de desencadear qualquer crise para Lula.

O governo brasileiro pretende preservar a relação comercial com os Estados Unidos e manter as negociações em curso, mesmo com as notícias que ligam o governo americano à fuga de Flávio. A avaliação interna é de que não convém colocar o episódio no centro da relação entre os dois governos.

Como mostrou a Folha, aliados do petista avaliam que Flávio Bolsonaro tenta atrair Lula para uma armadilha para sabotar a relação entre o petista e Trump, descrita como boa por ambos. Por esse raciocínio, o candidato derrotado busca provocar o presidente brasileiro para que ele tome uma atitude ou dê uma declaração que estresse sua relação com o presidente americano.

Na quarta-feira (28), o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava “verdadeiro presidente do Brasil”. Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como “líder do Brasil”. Ele afirma, sem apresentar prova nenhuma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na segunda (26), Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça e declarou que não fugiria do país.

Trump até o momento não reconheceu explicitamente a vitória de Lula e disse que a eleição brasileira foi uma vergonha. Apesar disso, ele afirma que conversará com o brasileiro. De acordo com Trump, o próprio Lula pediu que ele não tomasse lado na disputa.

A orientação dada aos auxiliares de Lula é não alimentar uma polêmica em torno da fuga de Flávio e manter uma postura pragmática. Integrantes do governo avaliam que Lula saiu fortalecido da reeleição e não precisa cobrar de Trump o reconhecimento da vitória, ainda não expressado pelo presidente americano.

Na avaliação de um auxiliar do Planalto, cobrar publicamente o reconhecimento poderia transmitir uma imagem de fragilidade que o Brasil não precisa assumir. Um diplomata do Itamaraty afirma que, neste momento, as providências relacionadas à saída de Flávio do país cabem ao Judiciário, e não ao presidente da República.

O governo também considera relevante o fato de partidos de diferentes espectros políticos, inclusive o PL, terem reconhecido a vitória de Lula. Outro reconhecimento considerado importante pelo governo foi o do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.

O grupo político do chefe do governo brasileiro diz acreditar que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.

Diversos aliados de Lula relataram à Folha a avaliação de que a fuga de Flávio Bolsonaro é benéfica para o presidente reeleito. Em seu aniversário de 81 anos, o petista citou o episódio como um dos mais vergonhosos da história do Brasil.

A análise é de que o senador abandonou um património eleitoral imenso e desorganizou a oposição, que agora precisará construir uma nova opção de poder –ou seja, um nome forte e incontestável no seu campo político para disputar a próxima eleição presidencial contra o grupo de Lula.

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‘Rats run away’: Facing criminal probe, Flávio Bolsonaro flees Brazil to U.S. after loss to Lula

By Brett WILKINS

“This reveals the DNA of Bolsonarism,” said one critic. “Bolsonarism is made of cowardice.”

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Just one day after vowing he would remain in Brazil to disprove allegations of money laundering, corruption, and other crimes, far-right Brazilian Sen. Flávio Bolsonaro followed in his disgraced father’s footsteps by fleeing to the United States after losing a presidential election.

Bolsonaro, his wife Fernanda Bolsonaro, and their two daughters, ages 14 and 12, left Brazil for an unknown location in the United States, according to initial reporting by Isadora Teixeira at the Brasília-based news site Metrópoles, which was subsequently confirmed by other Brazilian and international media.

The Argentinian site Infobae reported that Bolsonaro and his family may have crossed into Argentina—which is run by his ally, far-right President Javier Milei—and then traveled to the US in a private jet. It is not known where the family went in the US.

Bolsonaro’s brother, Eduardo Bolsonaro, lives in Texas while facing criminal punishment in Brazil after trying to use the Trump administration to pressure Brazilian authorities over the prosecution of his father, former President Jair Bolsonaro, who last year was convicted of conspiring to violently remain in power following leftist President Luiz Inácio Lula da Silva’s 2022 election win.

Flávio Bolsonaro, a 45-year-old senator representing Rio de Janeiro, was defeated by Lula in Sunday’s second-round election, but refused to accept the results and groundlessly demanded an annulment. The following day, Supreme Court Justice Alexandre de Moraes ordered the seizure of Bolsonaro’s passport. He was supposed to have turned in the document Tuesday, but he didn’t.

US President Donald Trump also cast doubt on the election’s outcome, saying the contest appeared to be “rigged.”

Jair Bolsonaro also fled to the United States while refusing to acknowledge his own 2022 defeat, which occurred during the administration of former President Joe Biden.

Like Trump, Bolsonaro incited a violent insurrection in his nation’s capital following his loss.

Unlike Trump, Bolsonaro was held accountable for his crimes, and, in addition to a 27-year prison sentence—now being served under house arrest—is banned from running for any political office for the rest of the decade.

Now, with Trump back in the White House and Secretary of State Marco Rubio in charge at Foggy Bottom, Bolsonaro and his relatives are set to be issued US visas, a senior State Department official told The Associated Press.

The younger Bolsonaro’s flight—which may have been aided by his obtaining an Italian passport in 2023—contradicts his pledge on Monday, when he said, “I have never thought about leaving the country” and “I will hand over my passports and defend myself against this travesty.”

He was referring to de Morães’ order to surrender his passport amid accusations of corruption, money laundering, tax evasion, and foreign currency violations.

Bolsonaro is also the subject of an inquiry pertaining to the millions of dollars he raised from a disgraced banker implicated in a massive corrupt plot to finance a biopic of Jair Bolsonaro.

The senator has not been charged and denies any wrongdoing.

Bolsonaro’s flight stands in stark contrast to Lula, who spent 580 days in prison after being convicted in corruption cases stemming from the sprawling Operation Car Wash investigation.

In 2021, Brazil’s Supreme Federal Court annulled Lula’s convictions on procedural grounds, ruling that the court in Curitiba lacked jurisdiction over the cases and separately finding that former judge Sergio Moro had acted with bias in one of them. The decisions restored Lula’s political rights and eligibility to run for office, paving the way for his 2022 presidential victory over Bolsonaro.

Lula responded to the senator’s departure by saying, “Unfortunately, the Bolsonaro family is like that.”

“Brazil is his second homeland,” the president continued, accusing Bolsonaro of “bootlicking in the United States.”

Secretary-General of the Brazilian Presidency Guilherme Castro Boulos ripped Bolsonaro, saying: “Leaders face things head-on! Rats run away!”

“It is a shameful thing, which should make Brazilian society as a whole reflect, especially those who supported and voted for Flávio Bolsonaro,” Boulos asserted. “He slapped his supporters in the face and left them on the side of the road.”

“Almost 60 million Brazilians trusted him as political leadership to run the country, and 24 hours later, he flees,” he continued. “And it’s no use coming up with this talk of persecution, of dictatorship. He ran away because he must.”

“This reveals the DNA of Bolsonarism,” Boulos added. “Bolsonarism is made of cowardice.”

Erika Hilton, a member of the Chamber of Deputies—the lower house of Brazil’s Legislature—representing São Paulo for the Socialism and Liberty Party, weighed in on social media, calling Bolsonaro “a traitor to the homeland.”

In the United States, Congressman Joaquin Castro (D-Texas) said on X that “losing an election is not grounds for asylum.”

“Yet the Trump administration is giving Flávio Bolsonaro safe haven in the United States,” he continued. “The Trump administration owes Congress answers on its role helping Bolsonaro flee Brazil in contravention of Brazilian law.”

Mark Weisbrot, co-director of the Center for Economic Policy and Research (CEPR), told Common Dreams:

Trump is now the most corrupt president in US history, raking in billions from his presidency. It’s no surprise when the most powerful corrupt authoritarian government in the hemisphere uses international law designed to protect the persecuted to shield another corrupt authoritarian government from criminal prosecution. Perhaps this is what is meant by the Trump-led ‘Shield of the Americas.’

Francesca Emanuele, senior international policy associate at CEPR, noted that “the United States has long served as a destination for numerous right-wing Latin American political figures who fled their home countries while facing corruption allegations, criminal investigations, or accusations of grave human rights violations, including crimes against humanity.”

“The list is extensive,” she added, “ranging from former presidents such as Panama’s Ricardo Martinelli and Bolivia’s Gonzalo Sánchez de Lozada to dictators such as Nicaragua’s Anastasio Somoza.”

Emanuele also contrasted the actions of the Bolsonaros and Lula, arguing that the latter’s decision to remain in Brazil “reflected a commitment to the Brazilian people and a determination to defend his rights through the country’s own institutions, even when those institutions failed to uphold them.”

“Rather than leaving Brazil,” she told Common Dreams, “Lula stayed, fought to clear his name, and continued his political struggle alongside the people he sought to represent.”

Original article:  www.commondreams.org

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Flávio Bolsonaro dificilmente controlará direita dos EUA, diz especialista

A decisão de Flávio Bolsonaro (PL) de iniciar uma liderança política fora do Brasil gerou análises sobre os limites e os riscos dessa estratégia.

Para Leandro Gabiati, cientista político e diretor da Dominium, ao WW, a iniciativa é calculada, mas enfrenta obstáculos estruturais significativos.

Poder exige presença física, diz especialista

O principal obstáculo apontado por Gabiati é a dificuldade de exercer influência política à distância. Para ele, o poder se constrói a partir de vínculos de confiança, e esses vínculos dependem de contato presencial.

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“O poder se exerce a partir de vínculos de confiança, e a confiança só se constrói estando fisicamente e presencialmente para apertar uma mão e fechar um acordo”, declarou.

“Neste momento, eu duvido que o Flávio tenha essa capacidade”, completou.

Gabiati avalia que a movimentação não foi uma decisão isolada de Flávio, mas sim uma escolha negociada dentro do núcleo familiar.

“Isso aqui não foi só uma escolha do Flávio, foi uma escolha negociada com Jair e com Eduardo, talvez até com Carlos”, afirmou.

Segundo ele, esse grupo toma decisões em conjunto, ainda que nem sempre de forma plenamente racional.

O especialista também traçou um paralelo com a líder venezuelana María Corina Machado, que exerceu liderança política de fora de seu país.

No entanto, Gabiati fez questão de ressaltar que o Brasil está muito longe de ser uma Venezuela, apesar dos atritos institucionais existentes.

“A partir desse movimento dos Bolsonaro, o Brasil ganha sua Corina Machado versão brasileira”, disse.

PL sem liderança pode perder poder institucional

Outro ponto destacado por Gabiati diz respeito ao Partido Liberal.

Com 121 deputados, o partido detém a maior bancada da Câmara, superando até mesmo o PFL no auge de sua força, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando contava com 105 deputados.

No entanto, o cientista político alerta que esse poder eleitoral pode se perder sem uma liderança capaz de coordená-lo. “O grande problema aqui é que o PL tem a maior bancada da Câmara, mas hoje não tem líder”, afirmou.

Segundo ele, sem capacidade de coordenação, todo esse poder eleitoral corre o risco de não se converter em poder institucional na Câmara e no Senado.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Aliados do PL veem incerteza em próximos passos com fuga de Flávio

A fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos abriu uma frente de incertezas entre aliados. No PL, parlamentares tentam entender os próximos passos da família Bolsonaro, enquanto parte da sigla já dá sinais de tentar buscar maior moderação.

Em meio às dúvidas sobre o futuro político de Flávio a partir de solo americano, o partido também procura se reorganizar e fazer contas para outras disputas de peso: as presidências do Senado e da Câmara dos Deputados.

Aliados de Flávio no Brasil ainda buscam respostas para as várias interrogações sobre a estratégia da direita e sobre quem vai efetivamente conduzir as articulações do grupo daqui para frente.

Há um consenso de que a fuga do senador dificulta as interações e negociações com a própria bancada do PL. Para parte dos aliados, trata-se de um capital político de quase 60 milhões de votos que corre o risco de ficar subutilizado ou até esfacelado.

Embora apoiem a tese de perseguição política, correligionários de Flávio ainda esperam um sinal mais claro de como se posicionar, especialmente depois da visita do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ao ex-presidente e pai de Flávio, Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar, nesta quinta-feira (29).

Uma reunião do PL na próxima semana deve servir para esclarecer melhor o cenário aos que permanecem no Brasil. Enquanto isso, Valdemar já deixou claro que considera necessário “tocar o partido para frente”.

“É lógico que ninguém concorda com isso. Nós queremos tocar o país para frente. Queremos tocar o partido para frente. Esse é o nosso objetivo e vamos tocar. Ninguém aprovou a carta”, afirmou Valdemar.

Nos bastidores, uma ala do PL defende um caminho de moderação, distante do teor golpista da carta de Flávio. A preocupação ocorre especialmente em um momento em que o partido precisa preservar a unidade, diante de suas bancadas recordes, e evitar que as incertezas sobre a família Bolsonaro contaminem outras articulações políticas.

Entre elas estão as negociações para as presidências da Câmara e do Senado. Partidos do centrão já discutem a definição dos comandos e a distribuição de espaços nas duas Casas para os próximos dois anos.

Uma das incógnitas é o quanto a crise vai afetar as ambições do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, de assumir a Presidência do Senado. Ele segue demonstrando apoio ao senador ao sustentar a tese de perseguição política, mas está entre os aliados que desaprovam qualquer dúvida sobre a integridade da eleição.

O caminho até o comando do Senado, porém, já tem outros obstáculos. Marinho enfrenta a concorrência interna na direita da senadora Tereza Cristina (PP-MS), também interessada na cadeira hoje ocupada por Davi Alcolumbre (União-AP). O atual presidente da Casa, por sua vez, já se movimenta para permanecer no cargo, visando o apoio do centrão e de governistas.

Nesse cenário, ainda não está claro se o PL conseguirá unificar a direita em torno de Marinho e construir uma frente capaz de ameaçar a reeleição de Alcolumbre.

Enquanto tenta preservar espaço no jogo político em Brasília, o grupo de Flávio também precisa administrar a repercussão dos episódios envolvendo a carta de teor golpista.

Nesta quinta-feira, um aliado do senador nos Estados Unidos chegou a atribuir à inteligência artificial a inclusão do termo “presidente eleito” e o uso do antigo brasão do Brasil em uma das versões da carta divulgadas por Flávio. A explicação foi logo questionada nas redes sociais.

No cenário internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar as eleições brasileiras. Apesar das declarações, Trump tem adotado cautela em suas manifestações e não deve reconhecer Flávio como presidente legítimo.

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Bolsonaro jr, il giallo del viaggio da 150.000 dollari pagato “da un conto degli Stati Uniti”. La “manina” sospetta del consigliere di Trump

Il jet privato con cui Flávio Bolsonaro ha lasciato il Brasile per raggiungere gli Stati Uniti è stato prenotato e pagato da un intermediario del settore aeronautico attraverso un conto bancario americano. Lo ha riferito all’Afp Luis Grande, proprietario della compagnia argentina Baires Fly, che ha effettuato il volo. Il figlio dell’ex presidente Jair Bolsonaro, sconfitto domenica alle elezioni presidenziali da Lula, ha raggiunto la Florida dopo essere fuggito in Argentina, mentre in Brasile è indagato per presunto riciclaggio di denaro. “Mi ha contattato un intermediario che conosco da dieci anni e che vive negli Stati Uniti”, ha spiegato Grande, precisando di aver ricevuto un pagamento di 150.000 dollari da un conto americano.

Il New York Times e il Wall Street Journal hanno riferito che il volo sarebbe stato organizzato da un consigliere del presidente Donald Trump. La Casa Bianca non ha commentato. Bolsonaro, che non ha riconosciuto la sconfitta elettorale, è partito nella notte tra martedì e mercoledì dall’aeroporto argentino di Puerto Iguazú, dopo aver attraversato via terra il confine brasiliano insieme alla moglie e alle due figlie.

Secondo quanto riportato dal New York Times, Trump avrebbe agevolato la fuga di Flávio Bolsonaro dal Brasile agli Stati Uniti. Il giornale, citando funzionari statunitensi a conoscenza del piano, scrive che Trump ha ordinato che Bolsonaro fosse accolto in Florida con un permesso di soggiorno temporaneo, che probabilmente sarebbe stato esteso alla residenza permanente. Un funzionario della Casa Bianca avrebbe anche organizzato il jet privato che ha trasportato Bolsonaro e la sua famiglia a Miami, secondo quanto riportato dal Times.

L'articolo Bolsonaro jr, il giallo del viaggio da 150.000 dollari pagato “da un conto degli Stati Uniti”. La “manina” sospetta del consigliere di Trump proviene da Affaritaliani.it.

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Could 2026 be the year that democracy fought back? | David Van Reybrouck

Elections are never enough by themselves, but the stunning results from Serbia, Brazil and Hungary have given us hope in dark times

It is undoubtedly too early to declare victory, but the recent electoral defeats of Viktor Orbán, Aleksandar Vučić and Flávio Bolsonaro make me wonder: is 2026 turning out to be the year democracy slowly, but surely, fought back?

Even in Israel, prime minister Benjamin Netanyahu’s reigning bloc lost its parliamentary majority and saw the spectacular rise of Arab parties. Though the opposition may not be able to form a government yet, it does have the larger parliamentary bloc.

David Van Reybrouck is a Belgian author and philosopher laureate for the Low Countries. He is the author of Against Elections: The Case for Democracy, and the initiator of Democracy27

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© Photograph: Andre Coelho/EPA

© Photograph: Andre Coelho/EPA

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Brasil, ‘tem que lutar’

Ganó Luiz Inácio Lula da Silva en la segunda vuelta de las elecciones de Brasil cuando nadie lo esperaba, y la remontada tuvo tintes épicos. Consiguió lo más difícil, movilizar a los más perezosos y convencer a los indecisos para que le dieran su voto. En esa batalla tuvo una gran importancia la campaña por redes sociales, destinada a llegar a los más jóvenes y que estuvo en manos de un también joven “general”, tal como lo llamó Lula el domingo al valorar su victoria: André Janones, diputado y antiguo cobrador de autobús. Se dedicó a dirigir un ejército de colaboradores para inundar la esfera digital con un torrente de mensajes a favor de Lula hasta el punto de romper la burbuja de la izquierda y llegar a otra gente. También, y un poco a la vieja manera, colaboraron para que Lula ganara unos cuantos músicos. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque y Geraldo Azevedo grabaron una canción que defendía las políticas sociales y ambientales del legendario político y que contenía el eslogan Bora, Lula. Con ese vamos, Lula, dale, Lula, respondían haciendo un juego de palabras al Fora Lula que abanderó su adversario, Flávio Bolsonaro. Y, por lo que se ve, fueron más convincentes.

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© Amanda Perobelli (REUTERS)

El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (a la derecha), celebra con el diputado André Janones su victoria, este domingo.
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Aliados veem Flávio radicalizado após fuga para os EUA; entenda

Aliados próximos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o enxergam mais radicalizado após sua fuga para os Estados Unidos, executada na sequência do pedido de apreensão de seus passaportes pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Segundo a apuração da analista de Política da CNN Jussara Soares ao CNN Prime Time, a fuga de Flávio Bolsonaro teria ocorrido sem que o núcleo duro da campanha fosse comunicado, o que agravou o desconforto entre aliados e lideranças do Partido Liberal (PL).

Na última quarta-feira (28), Flávio divulgou uma carta com teor golpista em que se intitulava “verdadeiro presidente eleito do Brasil” — documento que posteriormente foi reformulado, passando a referir-se a ele como “um líder do Brasil”.

Valdemar Costa Neto toma distância da postura radical

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto reprovou publicamente a carta divulgada por Flávio.

Segundo Jussara Soares, a postura de Valdemar reflete uma estratégia deliberada de se distanciar de posicionamentos que possam gerar novos problemas judiciais ao partido.

“Fica muito clara essa distância que ele toma dessa posição radical de Flávio Bolsonaro”, afirmou a jornalista.

Ao mesmo tempo, Valdemar busca preservar a imagem do ex- presidente Jair Bolsonaro como liderança da direita.

De acordo com Jussara Soares, trata-se de um equilíbrio calculado: afagar Jair Bolsonaro, figura ainda relevante para o PL mesmo estando preso por tentativa de golpe de Estado, enquanto se distancia dos filhos, especialmente de Flávio e Eduardo Bolsonaro.

Histórico de problemas judiciais pesa na decisão

A cautela de Valdemar tem raízes no passado recente.

Em 2022, o PL foi multado em 22 milhões de reais pelo ministro Alexandre de Moraes, então à frente do TSE, em razão da contestação do resultado das urnas.

O próprio Valdemar chegou a ser investigado no âmbito da trama golpista por endossar o questionamento ao sistema eleitoral.

“Quem já passou por isso está tomando toda a cautela para evitar qualquer tipo de problema de novo”, destacou Jussara Soares.

Há ainda uma contradição de fundo que Valdemar precisa administrar: o PL elegeu, nas últimas eleições, 121 deputados, 19 senadores — com perspectiva de bancada de 28 congressistas no Senado a partir de 2027 — e seis governadores.

Questionar as urnas que produziram esses resultados expressivos seria, no mínimo, contraditório para o partido.

É nesse contexto que Valdemar opta por se distanciar das posições mais radicais adotadas por Flávio Bolsonaro, ao mesmo tempo em que mantém Jair Bolsonaro como referência política central do PL.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Waack: Trump mantém Flávio em segundo plano e mira Brasília

Julgando-se pelos padrões de Donald Trump, o presidente americano está sendo discreto em relação as eleições brasileiras. Até aqui está críticando o resultado e a forma das eleições, mas não chegou ao ponto de dizer que não reconhece ou que não as considera válidas.

Ele mandou um assessor arrumar um avião na Argentina para ajudar Flávio a sair de lá e chegar aos Estados Unidos. Onde o aguardava um tratamento especial e um visto provisório de permanência.

É pouco para que o clã Bolsonaro esperava, mas é significativo para as relações entre Brasil e Estados Unidos.

Sugere que a Casa Branca encara essas relações de uma perspectiva estratégica que não necessariamente passa por “regime change”. No caso, obviamente, “change” do regime brasileiro.

Na doutrina de segurança nacional da Casa Branca, esta parte do mundo é quintal deles. O problema é o tamanho que a China tem nesse declarado quintal americano.

Mas também o papel relevante do Brasil em três setores de importância central na geopolítica das commodities: combustíveis fósseis, minerais raros e commodities agrícolas.

Washington quer Brasília longe de Pequim, coisa que não parece fácil de se conseguir. Quer recursos naturais do Brasil.

Mas também alinhamento numa ação conjunta de combate ao narcotráfico ou narcoterrorismo – cada um chama como quer – que é para os americanos uma questão de segurança nacional.

Não vai ser fácil conseguir adesão do Brasil, que se dispõe a cooperar mas não a ser parte da instituição criada para esse fim. Por enquanto Trump parece considerar Flávio Bolsonaro uma questão menor.

Diante do que é a grande briga com o Brasil.

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PT de Brasil pide «atención» a Trump y llama a sostener la movilización popular

Una resolución del Partido de los Trabajadores llamó a vigilar una posible interferencia extranjera. El posicionamiento responde a la postura del presidente Donald Trump sobre los recientes comicios y a la presencia en Estados Unidos de Flávio Bolsonaro.
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Trump y asesores ayudaron en huida de Flávio Bolsonaro hacia EE.UU.

Trump apoyó en 2022 a Jair Bolsonaro cuando no aceptó su derrota electoral ante Lula, poco antes de promover un intento de golpe de Estado. También dio residencia permanente a Eduardo, con dos condenas pendientes en Brasil. Ayudó a Flávio a huir cuando tenía prohibido dejar el país por orden judicial.
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