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ICMS sobre combustíveis terá aumento a partir de 2027; veja novos valores

O imposto de circulação de mercadorias e serviços, o ICMS, sobre a gasolina, diesel e gás de cozinha irá subir a partir de 1º de fevereiro de 2027, de acordo com despacho publicado em DOU (Diário Oficial da União) na última quarta-feira (28).

Com a decisão estabelecida entre os estados e governo federal, os valores do imposto na gasolina, diesel e GLP (gás de cozinha) passarão para R$ 1,64 por litro, R$ 1,30 por litro e R$ 1,54 por quilo.

As altas representam aproximadamente 4,5%, 11,1% e 4,8% dos tributos atuais, cujos valores são: R$ 1,57/L, R$ 1,17/L e R$ 1,47/Kg. A quantia atual já havia sido modificada em janeiro deste ano.

Desde 2023, após mudanças aprovadas pelo Congresso e um acordo entre União e estados mediado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o ICMS passou a ser cobrado em valor fixo por litro, e não mais como percentual sobre o preço, como era até então.

Esse tipo de imposto é um tributo estadual que incide sobre a venda de produtos e serviços e representa uma das principais fontes de arrecadação dos estados. Sua principal função é arrecadar recursos para os governos estaduais, a fim de financiar serviços públicos essenciais.

Na prática, quem paga o ICMS é o consumidor final, porque o imposto é embutido no preço de produtos e serviços, como combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e mercadorias em geral.

Mas quem recolhe e repassa o imposto aos estados são as empresas, que atuam como responsáveis tributárias. No setor de combustíveis, o imposto sempre teve peso significativo na formação do preço final pago pelo consumidor.

O despacho sai um dia depois do governo federal prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 2,12 por litro do diesel, medida utilizada para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio e que será compensada com receitas extraordinárias de petróleo.

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Adeus pedreiro? Placas de gel 3D renovam cozinha sem quebradeira

A reforma tradicional de cozinha arranca azulejos velhos, levanta poeira de argamassa e gera até cinco dias de barulho e entulho. Existe um caminho diferente: placas autoadesivas de gel 3D com efeito tijolinho que colam direto sobre a cerâmica antiga, transformando a parede em poucas horas.

A técnica usa resina de poliuretano flexível com adesivo acrílico de alta fixação. O material adere por contato molecular ao esmalte do azulejo velho, dispensa argamassa e cimento, e resiste a respingos de água e gordura. Este guia mostra como aplicar o revestimento, preparar a superfície e garantir durabilidade.

Como o adesivo de gel adere sobre azulejo antigo sem argamassa

As placas trazem uma camada de adesivo acrílico sensível à pressão (PSA) recoberta por resina de poliuretano com relevo tridimensional. O composto se molda sobre o esmalte cerâmico liso e preenche imperfeições da parede.

A resina de gel simula o acabamento vitrificado do azulejo tradicional. O brilho e a textura conferem resistência contra respingos de água e gordura. A fixação acontece por contato molecular direto, sem necessidade de quebrar alvenaria.

O poliuretano de alta densidade resiste a temperaturas de até 70 °C. A flexibilidade permite cortes milimétricos com estilete para encaixar tomadas e cantoneiras de parede.

Vantagens da placa adesiva frente à reforma tradicional de azulejo

O tempo de instalação cai drasticamente. Enquanto a colocação de azulejo tradicional leva de três a cinco dias com geração de entulho, as placas de gel cobrem cinco metros quadrados em duas a três horas.

A aplicação é totalmente limpa. Não há poeira de argamassa, quebra de cerâmica velha ou remoção de alvenaria. A parede fica pronta no mesmo dia, sem interromper o uso da cozinha.

O custo de mão de obra também diminui. A técnica dispensa pedreiro especializado e não exige transporte de entulho nem caçamba.

Preparação da cerâmica antiga para garantir aderência total

A durabilidade do adesivo depende da descontaminação química do azulejo. Resíduos de gordura de fritura e umidade formam uma barreira oleosa que reduz a força da cola em menos de 30 dias.

Limpe as peças velhas com álcool 70% ou desengordurante neutro. Seque com pano de microfibra até eliminar qualquer vestígio de água. Certifique-se de que os rejuntes antigos estejam secos e sem mofo preto antes de aplicar as primeiras placas.

A superfície precisa estar completamente seca. Aguarde pelo menos 24 horas após a limpeza em áreas com alta umidade, como a região próxima à pia.

Cuidados ao aplicar perto do fogão e da pia

O adesivo resiste ao calor irradiado, mas não deve entrar em contato direto com chamas abertas. Mantenha uma distância mínima de 20 cm entre os queimadores do fogão e o início das placas na parede.

Para garantir acabamento alinhado e impermeável, marque uma linha guia horizontal na parede com nível laser. O padrão de tijolinho fica torto se você confiar apenas no olho.

Utilize régua metálica e lâmina nova de estilete para recortar contornos de interruptores e tomadas. Cortes precisos evitam frestas que acumulam sujeira. Higienize a resina de gel apenas com detergente neutro e água, usando pano macio — esponjas abrasivas de aço arranham o acabamento vitrificado.

As placas autoadesivas descolam com o vapor da água na pia?

Não. O adesivo acrílico é 100% resistente à umidade após 24 horas da cura inicial. O material suporta respingos contínuos da torneira e vapor de cocção sem perder a fixação.

Como retirar as placas adesivas sem danificar a parede no futuro

Aqueça as placas com um secador de cabelo em temperatura média para amolecer a cola acrílica. Puxe as bordas lentamente, começando pelos cantos. A técnica remove o revestimento sem deixar resíduos nem arrancar o esmalte do azulejo original.

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Justiça bloqueia R$ 327 mi do CV por venda ilegal de gás de cozinha

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco) denunciou nesta quarta-feira (28), 12 integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) acusados de controlar a comercialização de botijões de gás de cozinha em comunidades da região metropolitana do Rio, através de ameaças e extorsões contra comerciantes. 

Além dos mandados de prisão e de busca e apreensão, o MPRJ obteve junto à 2ª Vara Criminal Especializada da Capital, o bloqueio de mais de R$ 327 milhões em recursos vinculados aos denunciados e às empresas utilizadas no esquema criminoso.

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As apurações apontaram que o esquema era montado por uma estrutura organizada, com funções específicas e comunicação permanente entre seus integrantes.

Equipes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Entre os denunciados está a principal liderança do Comando Vermelho no Rio, Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”.

Ele é apontado como a principal liderança da facção em liberdade e comanda as ações do CV do Complexo do Alemão.

As investigações tiveram início após o proprietário de um depósito de gás da comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, denunciar à polícia ameaças de morte e sequestro.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso obrigava comerciantes a comprar gás exclusivamente de uma distribuidora específica ou exigir o pagamento de taxas mensais ao tráfico de drogas para continuar trabalhando.

O esquema funcionou entre 2024 e 2025, em comunidades de Duque de Caxias, São Gonçalo, Niterói e na capital fluminense. Os moradores dessas comunidades eram obrigados a comprar gás somente dos locais apontados pelos traficantes, mesmo com preços majorados.

De acordo com a denúncia, as ameaças tinham como objetivo eliminar a concorrência, impor condições comerciais favoráveis aos criminosos e assegurar o pagamento periódico de valores à organização criminosa.

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ICMS vai encarecer gasolina, diesel e gás de cozinha a partir de fevereiro de 2027

Os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha devem sofrer novo impacto a partir de 1º de fevereiro de 2027. Os estados aprovaram a atualização das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com aumento de R$ 0,07 por litro de gasolina, R$ 0,13 por litro de diesel e R$ 0,91 no botijão de gás de 13 quilos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) na terça-feira (27). A atualização ocorre em meio à pressão internacional sobre os preços do petróleo provocada pela guerra no Irã, que também tem repercutido no mercado brasileiro de combustíveis.

Com a mudança, o ICMS da gasolina e do etanol anidro passará a R$ 1,64 por litro. Para o diesel e o biodiesel, o valor será de R$ 1,30 por litro. No caso do gás liquefeito de petróleo (GLP), utilizado no gás de cozinha, a alíquota ficará em R$ 1,54 por quilo.

Segundo os estados, a atualização segue a metodologia prevista na Lei Complementar nº 192/2022, que estabeleceu a cobrança do imposto por valores fixos, em reais, uniformes nacionalmente para esses combustíveis.

Guerra pressiona preços

O cálculo considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) entre fevereiro e setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O intervalo coincide com a escalada do conflito no Oriente Médio. Desde o início da guerra, a cotação internacional do petróleo Brent avançou mais de 50%, segundo os dados apresentados na reportagem que serviu de base para o levantamento.

O fechamento do Estreito de Hormuz e os ataques a instalações do setor energético agravaram as preocupações com o abastecimento mundial. O cenário também foi afetado por ataques ucranianos a refinarias russas.

No Brasil, o diesel acumulou alta de 20% nos postos desde o início do conflito, conforme os dados citados no levantamento. A gasolina subiu 3%, enquanto o gás de cozinha registrou aumento de 4%.

Estados estudam aliviar alta do diesel

O governo federal adotou subsídios e medidas de desoneração tributária para tentar conter a pressão sobre os combustíveis, principalmente o diesel. Os estados, por sua vez, rejeitaram uma proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para reduzir o ICMS e participaram de um programa de subsídios durante dois meses.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (28), o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) informou que os governos estaduais estudam formas de antecipar a atualização dos valores do diesel, buscando reduzir os efeitos da alta.

O comunicado, porém, não apresentou detalhes sobre como a medida seria implementada nem sobre o tamanho de uma eventual redução do impacto tributário.

Atualmente, o governo federal mantém uma subvenção de R$ 2,12 por litro de diesel nacional e um adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel importado, conforme os dados apresentados no material.

Reajuste chega em 2027

A atualização do ICMS ocorre em um momento de incerteza sobre o comportamento dos preços internacionais do petróleo. A continuidade das tensões no Oriente Médio pode manter a pressão sobre os derivados, especialmente o diesel, que influencia os custos do transporte de cargas e de diversos setores da economia.

A partir de fevereiro, os novos valores do imposto passam a integrar a composição dos preços dos combustíveis. O efeito final nas bombas e no preço do gás dependerá também dos custos de produção, distribuição, revenda e das condições do mercado.

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