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Lilly vuela a máximos históricos en Bolsa tras elevar previsiones con sus medicamentos contra la obesidad

Las acciones de Eli Lilly, la mayor farmacéutica del mundo por capitalización bursátil, se han disparado casi un 6% en la apertura de Wall Street, hasta superar la cota de los 1.366 dólares, nuevo máximo histórico, después de que la compañía comunicase una mejora de sus previsiones de ingresos para todo el año 2026. La empresa, además, ha registrado unos resultados del tercer trimestre mejores de lo esperado, impulsados ​​por la fuerte demanda de sus medicamentos para la diabetes y la pérdida de peso. En los últimos 12 meses, los títulos acumulan una revalorización superior al 55%, y han llevado el valor de mercado del grupo por encima de los 1,14 billones de dólares.

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© Brendan McDermid (REUTERS)

Medicamento de Lilly.
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Anvisa aprova cinco novas canetas emagrecedoras de GLP-1

A Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou, na manhã dessa quinta-feira (29), a aprovação de cinco novos medicamentos com GLP-1. As canetas emagrecedoras à base de liraglutida e semaglutida estão ligadas ao tratamento de diabetes e obesidade ao controlar a glicose no sangue e o apetite.

As canetas emagrecedoras chegaram ao Brasil e fevereiro de 2016, após a Anvisa aprovar o uso de medicamentos com liraglutida (inicialmente com o medicamento Saxenda para o controle crônico do peso). Desde então, a Anvisa já aprovou 20 canetas em 2026.

Confira abaixo as canetas aprovadas e suas indicações:

  • Aribet (liraglutida): indicado para tratamento de diabetes. Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon
  • Lyrza (liraglutida): indicado para tratamento de obesidade, em conjunto com exercícios físicos e mudança na alimentação. Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon
  • Wylovol (liraglutida): indicado para tratamento de obesidade, em conjunto com exercícios físicos e mudança na alimentação. Registro concedido à empresa Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda, com fabricação da empresa indiana Biocon
  • Embeltah (semaglutida): indicado para tratamento de diabetes. Registro concedido à empresa Dr.Reddys Farmacêutica do Brasil Ltda, com fabricação da empresa indiana OneSource Specialty
  • Sevema (semaglutida): indicado para tratamento de diabetes- registro da empresa Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A, com fabricação da empresa indiana OneSource Specialty

Entenda mais sobre os medicamentos

A semaglutida é um medicamento que funciona como se fosse uma “cópia” melhorada de um hormônio que o nosso próprio corpo produz no intestino, chamado GLP-1. Ele atua no cérebro, fornecendo sensação de saciedade; no estômago, reduzindo a velocidade da digestão e impedindo que o estômago esvazie muito rápido; e no pâncreas, ajudando a regular os níveis de açúcar no sangue, com aplicações semanais.

A liraglutida é outro medicamento da mesma família da semaglutida (os chamados análogos do GLP-1), mas pertence a uma geração anterior. Ele também atua no cérebro, estômago e intestino, mas com aplicações diárias.

Canetas emagrecedoras: estudo lista novos possíveis efeitos colaterais

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Estudo desvenda nova informação sobre os impactos da diabetes gestacional e da obesidade no coração de recém-nascidos

Um estudo coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) / Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB) identificou uma relação entre o metabolismo materno e o stress cardíaco no recém-nascido, sobretudo quando a diabetes gestacional coexiste com excesso de peso ou com obesidade materna antes da gravidez.

Em concreto, ao analisar gravidezes com e sem diabetes gestacional, os cientistas descobriram o aumento de um marcador de stress cardíaco nos casos em que as mães apresentavam excesso de peso ou obesidade antes da gravidez. Estes novos dados podem abrir caminho à futura identificação de sinais de vulnerabilidade para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

O estudo é particularmente relevante num cenário em que o excesso de peso e a obesidade em idade reprodutiva se tornam cada vez mais frequentes, e em que a diabetes gestacional – uma condição que surge durante a gravidez em mães que não eram anteriormente diabéticas – afeta cerca de 15% das gravidezes a nível mundial. Já a doença cardiovascular é habitualmente associada à idade adulta, ao estilo de vida ou à genética. Contudo, o coração começa a desenvolver-se muito antes disso e, durante a gravidez, adapta-se continuamente ao ambiente em que se encontra.

Neste estudo, a equipa queria “compreender a ligação entre a diabetes gestacional, o desenvolvimento fetal e a doença cardiovascular, que pode surgir décadas mais tarde. Tentámos avaliar se a diabetes gestacional deixa sinais mensuráveis de stress cardíaco no bebé antes do nascimento, influenciando a sua saúde cardiovascular futura, e como o ambiente metabólico materno pode comunicar com o coração do bebé antes mesmo de ele nascer”, explica a investigadora e também aluna do Programa Doutoral em Biologia Experimental e Biomedicina do CNC-UC, Carolina Tocantins.

A investigação foi feita através da análise do sangue do cordão umbilical de 82 recém-nascidos, com foco na presença de um marcador de stress cardíaco – a molécula NT-proBNP –, informação que foi cruzada com características metabólicas, hormonais e inflamatórias da mãe e do bebé.

Ao analisar o sangue do cordão umbilical de gravidezes com e sem diabetes gestacional, a equipa descobriu um aumento de cerca de 26% dos níveis da NT-proBNP nos casos que apresentavam excesso de peso ou obesidade materna antes da gravidez. Esta abordagem permitiu identificar esta molécula como um possível ponto de ligação entre o metabolismo da mãe, a resposta metabólica do bebé e a potencial adaptação do coração do bebé.

“Conseguimos relacionar a NT-proBNP com o índice de massa corporal e a glicemia materna, o peso da placenta e a secreção de insulina fetal. Encontrámos ainda uma relação inversa com o cortisol no sangue fetal do cordão umbilical”, revela a investigadora que coordenou o estudo no CNC-UC, Susana Pereira.

“Isto não significa que possamos atualmente usar a molécula NT-proBNP para prever se o bebé desenvolverá doença cardiovascular, mas abre-se uma possibilidade de vir a combinar biomarcadores obtidos ao nascimento com informação clínica”, adiantam as investigadoras. “Identificar precocemente sinais de vulnerabilidade poderá, no futuro, contribuir para estratégias de prevenção mais personalizadas para estas doenças”, refere Susana Pereira, da Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas e do Instituto para a Saúde e a Bioeconomia do Departamento de Química da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa.

O estudo, desenvolvido no âmbito do doutoramento de Carolina Tocantins, foi realizado em colaboração com a Universidade Médica de Graz (Áustria) e com a Universidade NOVA de Lisboa. O trabalho contou com financiamento do Fundo Austríaco para a Ciência, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e do programa Horizonte Europa, através do projeto PAS GRAS: redução de riscos metabólicos, determinantes ambientais e comportamentais da obesidade em crianças, adolescentes e jovens adultos.

O artigo Maternal BMI modulates cord plasma NT-proBNP in gestational diabetes linking cardiac stress to insulin-cortisol crosstalk (O IMC materno modula os níveis plasmáticos de NT-proBNP no cordão umbilical na diabetes gestacional, estabelecendo uma ligação entre o stress cardíaco e a interação entre a insulina e o cortisol, em português) está publicado na revista Cardiovascular Diabetology e disponível clicando AQUI.

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Diabetes: a tecnologia não pode substituir as consultas

Fala-se cada vez mais em inovação no tratamento da diabetes. As bombas de insulina, os sensores de glicose e os sistemas automáticos são frequentemente apresentados como soluções revolucionárias e, de facto, representam um avanço indiscutível. No entanto, no terreno, a realidade permanece mais complexa.

Enquanto enfermeiro numa consulta de pé diabético, vejo diariamente essa realidade.

Apesar dos progressos tecnológicos, continuam a chegar à consulta pessoas com feridas, infeções e complicações que, em muitos casos, poderiam ter sido evitadas. Este facto levanta uma questão: estaremos a valorizar demasiado a tecnologia e a desvalorizar o acompanhamento?

A diabetes não é apenas uma questão de controlo glicémico. É uma doença sistémica, silenciosa e progressiva, que exige vigilância contínua, especialmente ao nível dos pés, onde pequenas lesões podem rapidamente evoluir para situações graves. É aqui que a consulta de pé diabético assume um papel central.

A importância do acompanhamento

Na prática clínica, o acompanhamento regular permite, identificar precocemente alterações na pele e na sensibilidade, educar a pessoa para os cuidados diários com os pés, corrigir comportamentos de risco bem como, intervir antes que uma pequena lesão se torne uma ferida complexa. Mais do que tratar feridas, a consulta é um espaço de prevenção, educação e proximidade.

Muitas vezes, é também o momento em que percebemos que o problema não é a falta de tecnologia, mas a dificuldade em gerir a doença no dia a dia.

As bombas de insulina melhoram o controlo metabólico e reduzem complicações a longo prazo. Mas não eliminam o risco. Podemos então afirmar que, um bom controlo glicémico ajuda, mas não substitui questões como a observação regular dos pés, o uso de calçado adequado, a vigilância de sinais de alerta, e o acompanhamento por profissionais de saúde.

Na consulta, encontramos pessoas a usar tecnologia avançada, mas com défices de literacia em saúde ou dificuldades na adesão aos cuidados básicos. Isto mostra que a inovação, por si só, não resolve tudo.

Parar, escutar e educar para a prevenção

Ensinar uma pessoa a olhar para os seus pés, a reconhecer sinais de risco e a agir atempadamente pode evitar internamentos, cirurgias e amputações, e isso, não se faz com dispositivos, faz-se com tempo, escuta e acompanhamento contínuo.

Portugal tem investido no acesso a novas tecnologias, e esse caminho deve continuar. Mas é fundamental garantir que esse investimento é acompanhado por reforço das equipas de saúde, valorização das consultas especializadas, tempo clínico para educação terapêutica. Caso contrário, corremos o risco de ter uma medicina tecnologicamente avançada, mas clinicamente incompleta.

A inovação na diabetes é bem-vinda e necessária. As bombas de insulina são um exemplo claro de progresso. Mas, na prática, aquilo que continua a fazer a diferença é o acompanhamento próximo e qualificado.

Enquanto enfermeiro numa consulta de pé diabético, é impossível ignorar esta evidência: muitas complicações ainda acontecem não por falta de tecnologia, mas por falta de acompanhamento eficaz.

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Na diabetes, prevenir continua a ser mais poderoso do que tratar, e essa prevenção começa na consulta.

* Enfermeiro Farmácias Holon

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Retinopatia: doença ocular afeta um em cada três diabéticos

Logo Agência Brasil

Uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolverá, em algum momento da vida, retinopatia diabética – uma das principais causas de perda visual evitável entre adultos em idade produtiva. Os dados são do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Com o objetivo de conscientizar a população em geral e, sobretudo, quem convive com o diabetes, a entidade organizou uma série de dicas que ajudam a compreender mais sobre a prevenção, o diagnóstico e o tratamento da doença.

Notícias relacionadas:

As orientações serão compartilhadas ao longo da campanha 24 Dias pelo Diabetes, que começa no próximo domingo (1º) e segue até o fim de novembro.

A campanha destaca que a retinopatia diabética ocorre quando níveis elevados de açúcar no sangue, ao longo dos anos, danificam pequenos vasos sanguíneos da retina, localizada no fundo do olho e responsável por captar a luz e enviar as imagens ao cérebro.

A presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazão, destacou que as alterações podem evoluir de forma silenciosa, sem provocar sintomas nas fases iniciais, o que pode atrasar o diagnóstico da doença. “Estamos falando de uma doença que cega, mutila e tira muitas pessoas do mercado de trabalho.”

“Todos temos que ter o comprometimento e a responsabilidade social de divulgar informações. É um problema grave de saúde pública e que tem altíssimo impacto no INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], nas políticas públicas e nas políticas econômicas.”

Riscos

Os dados mostram que a retinopatia diabética atinge de 24% a 39% das pessoas com diabetes no país. O risco aumenta conforme o tempo que o paciente vive com diabetes – após 20 anos, por exemplo, 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos com tipo 2 terão algum grau de retinopatia.

Com diagnóstico e tratamento precoces, o risco de cegueira, de acordo com o CBO, pode cair para menos de 5%.
 

Curitiba (PR), 27/08/2025 - Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realiza exame para miopia. Foto: CBO/Divulgação Curitiba (PR), 27/08/2025 - Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) realiza exame para miopia. Foto: CBO/Divulgação
Exame de fundo de olho é um dos principais meios de detecção da doença. CBO/Divulgação

Prevenção

Para evitar que o problema se agrave, a orientação é que pessoas com diabetes incluam na rotina de cuidado visitas regulares ao médico oftalmologista – mesmo antes do aparecimento de sintomas.

“Ausência de sintomas não quer dizer que já não tenhamos alterações instaladas. A única forma de prevenir isso é acesso ao exame oftalmológico”, alertou a presidente do CBO, ao lembrar que, após 10 ou 20 anos do diabetes instalado, já pode haver comprometimento da visão.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Retinopatia Diabética, publicado pelo Ministério da Saúde, prevê que um dos principais recursos para identificar a retinopatia diabética é a fundoscopia, conhecida popularmente como exame de fundo de olho.

O procedimento, segundo o CBO, permite ao médico oftalmologista observar a retina e os vasos sanguíneos, identificando alterações que possam ter surgido ainda quando o paciente ainda enxerga normalmente. A avaliação pode incluir a dilatação das pupilas para facilitar a visualização das estruturas internas do olho.

O protocolo determina que o exame deve ser feito no momento do diagnóstico para quem tem diabetes tipo 2. No caso de pacientes adultos com diabetes tipo 1, o rastreamento deve começar cinco anos após o diagnóstico.

Em crianças e adolescentes, o primeiro exame deve ser considerado até cinco anos após o início da doença ou no começo da puberdade.

“Para quem não tem retinopatia ou apresenta a forma leve, o acompanhamento costuma ser anual. Nos casos moderados ou graves, as revisões precisam ser mais frequentes”, reforçou o CBO.

Mulheres com diabetes que estejam grávidas ou que planejem engravidar, de acordo com a entidade, também precisam passar por avaliação. O exame deve ser feito a cada trimestre da gestação e no primeiro ano após o parto.

Mulheres com diabetes gestacional, condição caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue durante a gravidez e que pode desaparecer após o nascimento do bebê, geralmente não precisam fazer a triagem específica para retinopatia diabética.

Cuidados

O CBO reforça que boa parte da prevenção da retinopatia diabética ocorre fora do consultório – atitudes como manter a glicemia e a pressão arterial sob controle reduzem consideravelmente o risco de surgimento da doença e retardam a progressão.

A lista de hábitos saudáveis descrita pela entidade inclui:

  • consumir mais fibras (aveia, feijão, lentilha, arroz integral), além de verduras e legumes;
  • reduzir o consumo de açúcar, sal, embutidos e alimentos ultraprocessados;
  • evitar o fumo e o consumo excessivo de álcool;
  • manter um peso saudável;
  • dormir bem;
  • reservar momentos de lazer e descanso.

Assistência

No Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento inicia em uma unidade básica de saúde (UBS) ou por meio da Estratégia Saúde da Família (ESF). Ambas encaminham o paciente ao profissional por meio da regulação do município ou do estado.

Já no atendimento ofertado por planos de saúde, o paciente agenda a consulta com um médico oftalmologista credenciado, conforme as regras do plano contratado. No rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), há previsão de cobertura para diversos exames e procedimentos oculares.

“O que a gente quer é ampliar o acesso e fazer com que os pacientes sejam examinados, para que possamos acompanhá-los por meio do médico, do endocrinologista e também do oftalmologista”, concluiu Maria Auxiliadora.

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The prescribing cascade: the error of treating side effects with more drugs

When an adverse effect is mistaken for a new disease, another drug is prescribed.

Marta Tello is a 23-year-old pharmacist who works in Algete, in the Madrid region of Spain. Six months ago, while completing her training with a primary care team in Seville, she encountered a clinical case that she says she will remember throughout the professional career she is just beginning: “This person was taking 18 different medications, something striking even for an 80-year-old with multiple underlying conditions. When we reviewed the case, we identified several prescribing cascades that needed to be reassessed,” she says.

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Marta Tello, at the González Pérez pharmacy where she works in Algete, Madrid.A family doctor reviews a patient’s medications with her at a health center in Barcelona.
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