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“O valor da criatividade está em identificar territórios que a inteligência artificial não identifica”


A criatividade como investimento, em vez de um recurso chamado apenas no final do processo. É esta a lógica da !F Creative Capital, o projeto lançado por Hugo Veiga e Diego Machado, perto de um ano e meios após terem deixado a direção criativa global da AKQA e o grupo WPP.

A nova estrutura, agora formalizada, assume-se como uma espécie de empresa de capital de risco que, em vez de dinheiro, investe capital criativo, entrando na génese dos produtos e das marcas e,…

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Investimento de capital de risco em ‘startups’ aumenta 37% em 2025

✇ECO
By: Lusa

O investimento em “capital semente”, ‘start-up’ e ‘early stage’, diferentes tipos de financiamento de projetos em fase inicial, aumentou 37% em 2025 face ao ano anterior, para 2.849 milhões de euros, segundo um relatório divulgado esta quinta-feira pela CMVM.

De acordo com o “Relatório sobre a Atividade de Capital de Risco 2025” – que apresenta os principais destaques sobre a atividade de capital de risco em Portugal e a respetiva atividade de supervisão por parte da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) — o valor investido para apoio à expansão das empresas seguiu a mesma tendência, aumentando para 3.988 milhões de euros (+37% face a 2024).

Quanto ao investimento em empresas que pretendem reorientar a sua estratégia (‘turnaround’), registou também, ao contrário do ano anterior, uma subida, de 14%, atingindo os 771 milhões de euros.

No final do ano passado, 86 entidades gestoras geriam Organismos de Investimento Alternativo (OIA) de capital de risco, um acréscimo de 8% (mais seis entidades) face ao final de 2024. O número de OIA de capital de risco em atividade cresceu 20%, para 417, o que se traduziu numa subida de 24% do montante sob gestão, para 12.700 milhões de euros, e num aumento de 20% do número de participantes, para 20.496, dos quais 84% eram investidores não profissionais.

Segundo a CMVM, os ativos sob gestão “mantinham-se relativamente concentrados nos OIA de maior dimensão”. Os OIA de capital de risco com ativos iguais ou superiores a 100 milhões de euros representavam 7% do total de OIA de capital de risco em atividade, detendo cerca de 38% dos ativos sob gestão. Em contrapartida, os OIA de capital de risco com menos de dois milhões de euros correspondiam a aproximadamente 15% do total, detendo menos de 1% dos ativos sob gestão.

O relatório aponta ainda que as políticas e estratégias de investimento dos OIA de capital de risco se mantiveram concentradas nas tipologias de ‘private equity’ e ‘venture capital’: Em 2025 existiam 236 OIA classificados como ‘private equity ‘e 168 como ‘venture capital’, categorias que, em termos de ativos sob gestão, representavam, respetivamente, cerca de 69% e 27% do total.

O regulador do mercado indica ainda que o valor total das aquisições de participações sociais aumentou em 2025, correspondendo a 71% do valor total das transações, sendo acompanhado de uma subida do número de aquisições.

No período registaram-se 1.073 operações de alienação de participações sociais (26% do número total de transações), sendo que em 31% dessas operações se registaram mais-valias face ao valor de aquisição e, em 35% face ao valor inscrito em carteira.

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Fórum debate desafios das mulheres no empreendedorismo

VTM

O encontro reuniu mulheres com negócios em diferentes áreas, num espaço de partilha de experiências e identificação de dificuldades, com o objetivo de perceber de que forma a autarquia pode apoiar as suas necessidades.

Mafalda Lopes Mendes, vereadora da Câmara de Alijó, explicou que a iniciativa pretende dar voz às empreendedoras do concelho e avaliar a possibilidade de realizar encontros semelhantes com regularidade. “O nosso papel é de escuta ativa”, afirmou, acrescentando que “ouvimos as dificuldades no dia a dia da mulher, porque sabemos que pesa muito sobre ela, principalmente quando tem um negócio e ainda tem que fazer toda a gestão familiar e pessoal”.

A vereadora conta que, durante o encontro, uma das participantes resumiu esse desgaste numa frase que a marcou. “Já não sei quem sou”, disse a participante, refletindo a dificuldade em encontrar tempo para si própria.

Entre as participantes encontravam-se profissionais de áreas distintas, como a agricultura, os transportes, a restauração, o alojamento local, a contabilidade, a advocacia, a estética e os cabeleireiros. Para Mafalda Lopes Mendes, esta diversidade permite conhecer realidades diferentes e reconhecer o contributo destas mulheres para a economia e a sociedade local.

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Apoio para criação de emprego pode financiar até 75% dos custos por trabalhador

VTM

A sessão foi dinamizada pela ProBasto – Associação de Desenvolvimento Rural de Basto, responsável pela divulgação e pelo acompanhamento das candidaturas nos territórios de Mondim de Basto e Cabeceiras de Basto. Segundo José Brás, representante da associação, o objetivo passa por fazer chegar a informação aos empresários e potenciais empreendedores, disponibilizando também apoio gratuito na preparação das candidaturas.

“Este aviso é uma oportunidade para muitos empresários alavancarem a criação líquida de postos de trabalho”, explicou, sublinhando as condições específicas destinadas aos territórios de baixa densidade, onde o financiamento pode atingir 75% dos custos elegíveis por trabalhador.

O apoio permite financiar a criação de um a três postos de trabalho por candidatura. A comparticipação é calculada com base em custos salariais de referência definidos a nível nacional, acrescidos de uma componente de 40% para outros encargos associados ao emprego, como despesas com eletricidade, água ou equipamento. Esta parcela é atribuída através de custos simplificados, sem necessidade de justificar individualmente cada despesa.

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Perdão das dívidas de MEIs é medida fiscal “necessária”, diz ministro

Logo Agência Brasil

O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira afirmou, nesta quinta-feira (29), que o perdão de dívidas tributárias federais de microempreendedores individuais (MEIs) com a União vai permitir que donos de pequenos negócios ou que atuam por conta própria retornem à formalidade. O que, segundo ele, tem potencial para elevar a arrecadação federal em até R$ 4 bilhões.

“Só de botar esses MEIs de volta à atividade [formal], o governo pode arrecadar entre R$ 3 bi e R$ 4 bi. Então, é uma medida que, do ponto de vista fiscal, é necessária”, afirmou Pereira ao participar do programa Bom Dia, Ministro – uma coprodução entre a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República e o Canal Gov, transmitida pelos canais da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

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Segundo o governo federal, o perdão dos débitos de microempreendedores individuais inscritos na dívida ativa até 13 de outubro de 2026 pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de pessoas cujas dívidas, somadas, superam os R$ 12 bi – dos quais quase 86% (cerca de R$ 11 bi) são considerados valores de difícil ou impossível recuperação aos cofres públicos.

“Tem uma turma endividada desde a pandemia”, explicou o ministro, destacando que, ao deixar de pagar em dia suas contribuições, os MEIs perdem benefícios fiscais, o que torna ainda mais difícil saldar suas pendências, acrescidas de juros e dívidas. “O governo não ia ver este dinheiro nunca mais”, acrescentou Pereira.

Prospera MEI

O perdão automático de dívidas tributárias de MEIs com a União é uma das medidas previstas na Lei Complementar nº 238, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou no último dia 21, e faz parte do chamado Prospera Mei, conjunto de medidas voltadas para quem trabalha por conta própria ou é dono de um pequeno negócio.

A lei também estabelece medidas para facilitar e ampliar a participação de pequenos negócios em compras e contratações governamentais, entre outras mudanças, como:

- Novo teto de faturamento: limite anual de R$ 110 mil em 2027 e de R$ 140 mil em 2028.

- Contratação de funcionários: possibilidade de contratar até dois empregados nas atividades contempladas pela nova regra, e não mais apenas um.

- Nota fiscal: dispensa de emissão nas operações com pessoas físicas, conforme o decreto assinado pelo presidente.

- Pix MEI: subvenção econômica direta de até R$ 5 mil para investimento na estruturação de pequenos negócios e que deverá ser aplicada na aquisição de bens que contribuam para o desenvolvimento produtivo da atividade. O acesso dependerá da implementação do programa e das regras operacionais a serem estabelecidas em editais que ainda não foram publicados.

Segundo o ministro, o governo federal estuda criar um aplicativo que facilite o acesso dos beneficiários ao Pix MEI. “A ideia é fazer isso de modo muito fácil e de reduzir burocracia. Tentar criar um mecanismo, provavelmente um aplicativo, de relação direta com o MEI, e sempre pensando em investimentos de até R$ 5 mil.”

Desenrola 3.0

O pacote também prevê uma frente de renegociação de débitos com instituições financeiras, em iniciativa associada ao Desenrola 3.0. De acordo com o ministro, a sistemática de parcelamento e desconto, adotada nas duas primeiras edições do programa, não foram suficientes para solucionar o endividamento do setor, motivando o governo a adotar novo modelo.

“Nos Desenrola 1 e 2, o sujeito ia ao banco e dizia: tenho uma dívida de cartão de crédito com o banco tal e quero que você coloque esta dívida no Desenrola. O presidente Lula queria algo mais radical. Agora, o governo federal vai comprar esta dívida".

O MEI não vai precisar fazer nada”, garantiu o ministro, assegurando que, para participar da operação, as instituições financeiras deverão oferecer descontos sobre os saldos devedores.

“Como o governo compra [as dívidas] em baciada [lotes], [paga] 5%, 7% ou 10% [do valor] da dívida. É muito mais barato para o governo do que se a sociedade fosse pagar”, concluiu o ministro.

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Fundo do Dubai escolhe Lisboa como sede europeia e vai investir em empresas de IA


A sociedade de capital de risco BY Venture Partners, com sede no Dubai, escolheu Portugal como berço da operação na Europa. O fundo internacional anunciou esta quinta-feira que abriu um escritório em Lisboa, que funcionará com sede europeia, e fechou o seu terceiro veículo de investimento no valor de 53,5 milhões de euros.

A empresa de venture capital emirati prevê investir em projetos globais recentes (early-stage) e entrar em rondas de financiamento para fases iniciais (pré-seed e série A) com até um milhão de dólares (cerca de 899 milhões de euros). O objetivo é apostar em empresas de inteligência artificial (IA) que estejam a reinventar os fluxos de trabalho das empresas e tenham a ambição de crescer à escala mundial.

“Este fundo tem como objetivo apoiar empresas nativas de IA com ambições globais. Estamos particularmente entusiasmados com o reforço de capital na Europa, onde cidades como Madrid, Londres, Paris e Berlim avançam rapidamente no desenvolvimento de software nativo de IA”, afirmou Ghaith Yafi, sócio-cofundador da BY Venture Partners, num comunicado enviado aos meios de comunicação social.

Para a BY Venture Partners, que tem mais de 178,4 milhões de euros em ativos sob gestão, o hub lisboeta “é uma evolução natural”, depois de realizar investimentos em 16 países, quatro dos quais alavancaram a construção de unicórnios com os dois fundos anteriores. Instalado na zona de Alcântara, a equipa inicial do escritório em Portugal é composta pelo sócio Sohrab Jahanbani e Henrique Pereira, manager de Plataforma e Comunidade, que foi contratado para o efeito, mas há “potencial de crescer”, como disse fonte oficial ao ECO.

"“A Europa forma alguns dos melhores talentos tecnológicos do mundo, mas os fundadores europeus enfrentam muitas vezes uma barreira quando tentam chegar ao capital internacional e a uma escala comercial global.”

Sohrab Jahanbani

Sócio da BY Venture Partners

“Lisboa e o ecossistema ibérico mais alargado deixaram de ser polos regionais emergentes e passaram a ser verdadeiras rampas de lançamento para a inovação de referência mundial em IA e deep tech. Ao combinar uma presença local com o alcance global da BY Venture Partners no Médio Oriente e na América do Norte, estamos numa posição única para dar aos fundadores ibéricos e europeus o capital, o apoio operacional e o acesso a mercados globais de que precisam para competir”, refere o sócio-cofundador Abdallah Yafi.

O recém-lançado fundo é ancorado pelo Dubai Future District Fund e conta a participação de investidores institucionais da região do Golfo, divisões de empresas de capital de risco e family offices, entre os quais Multi Lane, Transmed Capital e Indriss Family Office da Arábia Saudita. Atualmente, contabiliza 15 investimentos feitos, entre os quais na PQ Shield, Cosyne, Isometric, Huspy e Invisible, mas o portefólio previsto é de 40 empresas.

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Do sucesso à insolvência: como caiu a Unbabel, vítima da própria tecnologia


A queda da Unbabel, que no ano passado vendeu apressadamente todos os seus ativos a uma concorrente por apenas 5,7 milhões de dólares, deixa uma marca profunda no ecossistema de startups português, juntando-se a uma lista que inclui a Chic by Choice (2018) e a Farfetch (2023). Embora com desfechos muito diferentes, são histórias que oferecem lições aos empreendedores nacionais, contadas geralmente nas páginas dos jornais. A que vai ler a seguir, sobre uma startup de traduções com inteligência artificial (IA), que um dia sonhou ser 'unicórnio', tem vindo a ser contada pelo ECO. Mas nunca antes foi reportada com este nível de detalhe.

A Unbabel foi fundada em 2013 por cinco empreendedores, entre os quais Vasco Pedro, que comandou a startup até à insolvência declarada pelo Tribunal da Comarca de Lisboa em março de 2026.…

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15 chefs de 15 países: caterings com diversidade em Lisboa

Do lahmajun turco à magoga angolana, a We Cheffes reúne iguarias e cozinheiras de diferentes coordenadas, que a partir de Lisboa dão a conhecer o mundo à mesa.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

Sozgin Kartal, natural da Turquia, confeciona lahmajun para os amantes da culinária do Médio Oriente
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