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"Rússia a mediar no Médio Oriente é ficção cientifica"

​João Albuquerque diz que não faz sentido olhar para a Rússia como um possível mediador para o conflito no Médio Oriente. ​Sublinha que há cada vez mais sinais de um ataque dos EUA ao Irão em breve.

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​​​"É complicado falar em mudança após eleições em Israel"

Pedro Nascimento diz que ​eleições em Israel vão precisar de "um jogo de negociações" que não vai ser simples. Sublinha que Israel vai manter a postura dura sobre a temática da defesa nacional.

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"As comunidades árabes estão a votar de uma forma massiva"

Maria Isabel Tavares aponta que a elevada afluência nas eleições em Israel desfavorece Netanyahu. E prevê que um ataque norte-americano ao Irão surja após as intercalares, sem encerrar a crise.

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Eleição em Israel traz debate sobre democracia liberal, avalia historiador

Eleitores de Israel vão às urnas nesta terça-feira (27) em uma eleição considerada um plebiscito sobre a figura de Benjamin Netanyahu, atual primeiro-ministro. 

Para diferentes especialistas, esta é a eleição mais importante da história recente de Israel, e é assim que a própria população também encara a votação – a primeira desde os ataques do Hamas em outubro de 2023 e também depois da guerra em Gaza. 

“A expressão usada aqui é a de ‘eleições de destino’. Elas vão traçar o rumo do país. Não é só uma questão da permanência de Netanyahu no poder ou não”, afirma João Miragaya, mestre em História pela Universidade de Tel-Aviv e assessor do Instituto Brasil-Israel. 

De acordo com Miragaya, a eleição traz um debate profundo sobre os rumos do governo e da democracia de Israel. Isso porque, segundo o historiador, Netanyahu representa um projeto de Estado que envolve profundas transformações.

“Temos claramente dois projetos de Estado. Um quer manter Israel como democracia liberal e reúne parte da direita, esquerda, centro e partidos árabes. O outro, mais homogêneo, é formado pela direita, pela extrema direita e pelos ultraortodoxos e quer transformar profundamente as instituições. A meu ver, isso enterraria a democracia liberal israelense. Se o governo Netanyahu vencer, o país será outra coisa”, analisa. 

Segundo Miragaya, nos últimos anos Netanyahu se aproximou e incluiu no governo grupos políticos que a “maioria da população e a Justiça consideravam ilegítimos, depois levou partidos ultra extremistas para o campo da direita e, por fim, adotou as pautas deles”.

A questão palestina após a guerra contra o Hamas

O debate sobre a solução de dois Estados para a crise com os palestinos não é pauta nestas eleições de Israel, nem mesmo para os partidos árabes. 

“O que existe é uma ampla maioria que acha desnecessário falar disso agora, porque não está próximo de acontecer. Mesmo quem deseja o Estado palestino não acredita que isso ocorra nos próximos anos: não há maioria no Parlamento para isso. Só seria possível se fosse imposto a Israel por potências internacionais ou pela guerra, e nenhuma das duas hipóteses parece estar no ar”, explica Miragaya.

“A guerra aparece sobretudo pela ótica da segurança: quem falhou e quem tem o melhor projeto para impedir um novo 7 de outubro”, complementa o historiador.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

 

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"Eleições em Israel não vão alterar a política de segurança"

Liliana Reis afirma que eleições em Israel não vão alterar a política externa do país. A especialista em Relações Internacionais defende que Trump devia estar atento à aliança entre Moscovo e Teerão.

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​"Política Trump para a paz falhou"

Bernardo Valente afirma que Donald Trump não conseguiu coordenar a paz no Médio Oriente e que tem vindo a falhar cada vez mais. Sublinha ainda que Trump está a tentar fazer Ucrânia capitular.

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"Os Estados Unidos são cada vez menos um aliado de fiar"

Bruno Cardoso Reis aponta falhas no Starshield como razão e diz que a Europa deve investir na sua própria indústria de defesa. O historiador considera ainda que Putin exige a "satelização" da Ucrânia.

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Guterres: situação na Palestina está fora de controlo

O secretário-geral da ONU exige fim da ocupação israelita e solução de dois Estados, enquanto 80 ativistas foram detidos durante apanha da azeitona perto de Belém.

© MAST IRHAM/EPA

António Guterres relembrou ataques diários de colonos israelitas contra comunidades palestinianas, bem como os ataques que têm acontecido contra jornalistas
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"A União Europeia não tem uma estratégia"

António José Telo avisa para a falta de estratégia e de relevância da Europa nas decisões globais. Aponta ainda o foco de Trump nas eleições e os preparativos para atacar o Irão.

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Trump está a ser enganado por Putin nestas negociações?

Para o historiador Bruno Cardoso Reis, não há condições reais para se chegar a um acordo de paz. O historiador alerta que Vladimir Putin está apenas a tentar enganar Donald Trump nestas conversações.

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"Os americanos votam muito com o bolso"

Nuno Gouveia afirma que os americanos votam pelo bolso: a subida nos custos da energia, provocada pela guerra com o Irão, atinge o custo de vida e leva o eleitorado a castigar Trump nas intercalares.

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"A Ucrânia está frágil"

Jorge Rodrigues alerta que a Ucrânia enfrenta uma pressão sufocante devido ao alinhamento entre Trump e Putin. Avisa que Moscovo dificilmente aceitará a NATO como garantia de segurança para Kiev.

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"A Ucrânia está numa posição muito desfavorecida"

O Coronel José do Carmo avisa que a Ucrânia vai ficar em desvantagem nas negociações de paz, já que a pressão dos Estados Unidos favorece a Rússia e obriga Kiev a ceder nas conversas.

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"Trump sabe que Putin nunca irá abandonar a guerra"

Ana Cavalieri considera que os EUA tentam forçar Kiev a ceder o Donbas por ser impossível travar a Rússia. Defende que a Europa não tem capacidade militar para substituir os EUA no apoio à Ucrânia.

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