Famalicão vai a Leiria sentar-se à mesa dos crescidos


Mais de 15 mil alunos tiveram, pelo menos, uma nota máxima na pauta pelo trabalho realizado ao longo do ano, sendo mais raro encontrar alunos de famílias carenciadas neste universo de notas 20. A lista de escolas públicas com mais notas 20 tem nos primeiros postos estabelecimentos de Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Fafe.
As raparigas voltaram a conseguir ter mais notas máximas na pauta, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados disponibilizados pelo Ministério da Educação das classificações internas dos alunos dos cursos científico-humanísticos do 11.º e 12.º anos no ano letivo de 2024/25.
Naquele ano, 15.557 alunos tiveram, pelo menos, uma nota 20 na pauta: 2.013 estudavam em colégios e os restantes 13.544 em escolas públicas.
Os professores atribuíram 6.585 notas máximas no privado e 40.149 no público, sendo Educação Física, Aplicações Informáticas B, Inglês e Educação Moral e Religiosa e Biologia as disciplinas mais visadas.
A teoria de que os alunos de famílias carenciadas atravessam mais obstáculos para atingir o sucesso académico confirma-se também nestes números, já que mais de oito em cada 10 notas máximas (81,6%) foram dadas a alunos sem Apoio Social Escolar (ASE).
Os mais carenciados são uma minoria: Apenas 5.079 alunos chegaram ao final do ano com, pelo menos, uma nota máxima.
A Lusa fez um ‘ranking’ das escolas públicas com mais “20” na pauta e nos primeiros 15 lugares aparecem apenas estabelecimentos de ensino no litoral norte.
No entanto, o 1.º lugar pertence à secundária Alves Martins, em Viseu, onde os professores atribuíram 713 notas máximas aos seus alunos que também se destacaram nos exames nacionais (4.ª melhor média nacional entre as públicas).
À exceção da secundária de Viseu, não há escolas alentejanas ou algarvias, nem do interior do país nos primeiros lugares.
As primeiras posições são ocupadas por estabelecimentos em Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Porto, Santo Tirso e Penafiel. Em 16.º lugar surge a Infanta Dona Maria, em Coimbra, e em 23.º a secundária do Restelo, em Lisboa.
Muitas das escolas que estão entre as públicas com melhores médias nos exames nacionais têm poucos beneficiários de Ação Social Escolar (ASE) com classificações máximas: na secundária Garcia de Orta, por exemplo, representam apenas 5,9% dos 20 atribuídos, na Infanta D. Maria são 6,6%, e na Alves Martins 6,9%.
As escolas com maior percentagem de alunos carenciados com notas máximas estão, invariavelmente, a meio da tabela que ordena os estabelecimentos de ensino por média nos exames nacionais.
Na Escola de Paços de Ferreira, uma em cada três notas 20 foram atribuídas a alunos com ASE (33,7%), seguindo-se a secundária de Amarante (32,9%), a Camilo Castelo Branco, em Vila Nova de Famalicão (22,4%), a Secundária de Penafiel (21,6%) e a Secundária de Fafe (21,1%).
As escolas públicas com mais 20 valores parecem revelar duas realidades: de um lado estabelecimentos tradicionalmente associados a contextos mais favorecidos com poucos alunos carenciados, e do outro escolas de concelhos industriais do norte, como Paços de Ferreira, Amarante ou Penafiel, que parecem contrariar a ideia de que a excelência académica é exclusiva de meios mais privilegiados.
Nos colégios, ao contrário do que acontece no ensino público, as classificações máximas concentram-se sobretudo em escolas situadas nos grandes centros urbanos.
Muitos destes estabelecimentos são colégios que lideram os ‘rankings’ de exames nacionais, como o Colégio Nossa Senhora do Rosário, Efanor, D. Diogo de Sousa, Novo da Maia ou Salesianos de Lisboa.
Nas pautas do Externato Ribadouro houve 533 notas 20, sendo a escola privada com mais notas máximas atribuídas, seguindo-se Colégio D. Diogo de Sousa e o Colégio Nossa Senhora do Rosário.
A Nossa Senhora do Rosário foi a segunda escola com melhor média nacional nos exames (16,5 valores), o Colégio D. Diogo de Sousa aparece em 6.º lugar desse ‘ranking’ (15,8 valores) e o Externato Ribadouro em 21.º.
Mas há também muitos colégios que atribuem um número muito elevado de classificações máximas sem conseguirem uma posição equivalente nos exames nacionais.
Em agosto, a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) divulgou um relatório que revelou que 38 colégios atribuíram classificações de 19 ou 20 valores a mais de 30% dos alunos em 2024/25, e que 21 deles repetiram este padrão durante oito anos consecutivos. Já no ensino público, apenas três escolas atingiram esse mesmo limiar.
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Declarações após o jogo dos quartos de final da Taça da Liga de futebol entre SC Braga e Famalicão (1-3 no desempate por grandes penalidades, após empate 2-2 no tempo regulamentar), disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:
– Ricardo Silva (treinador do Famalicão): “Primeira parte competente da nossa equipa, fomos esclarecidos e a fazer o que nos tínhamos proposto. Na segunda parte, o Braga empurrou-nos e tivemos que sofrer para suster esse jogo e acabámos o jogo a sofrer para segura a vantagem. Depois, o Braga consegue a igualdade num penálti, mas penso que o desempate por grandes penalidades trouxe justiça ao resultado.
O objetivo era estar na ‘final four’, vínhamos aqui para ganhar, agora quando lá chegarmos passa por abordar o jogo da melhor forma e não conheço outra forma de preparar um jogo sem ser para ganhar. Esse jogo, no caso com o Sporting, será preparado para tentar vencer, naturalmente.
É um prémio justo para o Famalicão e para os seus jogadores, para as suas gentes, a sua massa adepta. Os jogadores mostraram que têm qualidade nestes jogos e os nossos adeptos também merecem estas alegrias. Os jogadores devolveram a confiança e alegria de ver a nossa equipa a jogar.
Não tenho nenhuma ambição ou vontade de assumir esse papel [de treinador principal]. Tenho dito de forma muito genuína que o tempo vai trazer respostas a mim e à minha direção e o que tiver que ser, será. Se me perguntarem se alguma vez imaginei estar nesta posição hoje, nunca imaginei, nem nos meus melhores sonhos. Foi a vida que me colocou isto. Estou extremamente feliz, acima de tudo pelos jogadores, porque eles merecem. O destino vai trazer as respostas e será o que tiver que ser”.
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© HUGO DELGADO/LUSA
O Famalicão qualificou-se hoje pela primeira vez para a final four da Taça da Liga de futebol após vencer o SC Braga por 3-1 no desempate por penáltis, num jogo que teve outros três no tempo regulamentar.
O guarda-redes Gabriel Correia, em estreia absoluta, foi o herói do Famalicão, ao defender três grandes penalidades, ele que tinha cometido um em cima dos 90 minutos, que permitiu ao Braga esse desempate.
Koutsias abriu o marcador aos 16 minutos, mas Ricardo Horta empatou para os bracarenses de grande penalidade (37). Seria também de penálti que o ponta-de-lança grego do Famalicão e o ‘capitão’ do SC Braga ‘bisaram’, em cima do intervalo (45+4) e do minuto 90 respetivamente.
No desempate por grandes penalidades, os bracarenses só marcaram por uma vez (João Moutinho) e falharam três, os tais que o guardião brasileiro parou.
Após o desaire algo inesperado na Madeira, diante do Nacional (1-0), na nona jornada o campeonato, o Braga perde um dos objetivos assumidos da temporada, numa competição da qual foi finalista na época passada.
Ricardo Silva, ex-adjunto de Carlos Carvalhal, assumiu recentemente o comando técnico do Famalicão, e após a goleada por 4-0 imposta no terreno do Rio Ave, no domingo, na nona jornada do campeonato, coloca o Famalicão pela primeira vez na sua história nesta fase da prova.
O primeiro sinal de perigo pertenceu ao SC Braga num remate de fora da área de Ricardo Horta que Gabriel Cabral defendeu com alguma dificuldade (06), mas seria o Famalicão a marcar primeiro, após um desentendimento entre Arrey-Mbi e Gabri Martínez.
O lateral esquerdo alemão adaptado atrasou a bola sem sequer olhar para o posicionamento do extremo espanhol e permitiu um rápido contra-ataque dos famalicenses que foram letais a aproveitar o ‘buraco’: Marcos Peña assistiu de forma primorosa Koutsias que rematou de primeira, já na grande área.
O Braga partiu para uma boa reação e esteve perto do empate aos 33 minutos, mas Gabriel Cabral fez uma grande defesa a remate de Ricardo Horta.
Um minuto depois, Ricardo Horta tocou de calcanhar na área para Tiknaz rematar e o guardião brasileiro do Famalicão defendeu para canto, na sequência do qual surgiu a grande penalidade, por mão de Koutsias parando um remate de Tiknaz – Ricardo Horta fez a igualdade.
O Famalicão, que nas ‘meias’ da final four vai defrontar o Sporting, voltou a colocar-se em vantagem já na compensação da primeira parte, com Koutsias a ‘bisar’, de grande penalidade, assinalada a punir falta de Bernardo Fontes sobre Pedro Santos, na sequência de um contra-ataque e nova ‘cratera’ na defesa ‘arsenalista’ (45+4).
O SC Braga tinha que procurar a baliza adversária para dar a volta ao marcador, mas foi o Famalicão a entrar bem melhor no segundo tempo e a estar perto do terceiro golo por duas vezes: aos 48 minutos, Paulo Moreira ‘disparou’ de fora da área para defesa difícil de Bernardo Fontes que voltou a parar a recarga de Koutsias perante a passividade da defesa da equipa da casa.
Seis minutos depois, os visitantes voltaram a ameaçar a baliza bracarense e Victor Rofino cabeceou à barra, após livre lateral da direita.
OS ‘arsenalistas’ dispuseram uma grande oportunidade para empatar na sequência de um canto, mas Pau Victor, ao segundo poste e após primeiro desvio de Sergio Barcia, com tudo para marcar, atirou por cima (61).
Os treinadores começaram a mexer nas suas equipas, com destaque para a entrada no SC Braga de Flinto Costa, jovem extremo que cruzou para um cabeceamento perigoso de Fran Navarro (65).
Dorgeles foi lançado aos 77 minutos e pouco depois rematou com violência de fora da área, mas à figura de Gabriel Cabral (81), que acabaria por manchar uma boa exibição ao ‘atropelar’ Jonas Wind após uma má saída – Ricardo Horta ‘bisou’ de penálti, o terceiro da partida (90).
Confortado pelos colegas no final dos 90 minutos, Cabral foi depois decisivo.
Estádio Municipal de Braga.
SC Braga – Famalicão, 2-2 (1-3 gp).
Ao intervalo: 1-2.
0-1, Koutsias, 16 minutos.
1-1, Ricardo Horta, 37 (grande penalidade).
1-2, Koutsias, 45+4 (grande penalidade).
2-2, Ricardo Horta, 90 (grande penalidade).
Desempate por grandes penalidades:
0-0, Gil Dias (defesa guarda-redes).
0-0, Ricardo Horta (defesa guarda-redes).
0-0, Marcos Peña (remate à barra).
1-0, João Moutinho.
1-1, Sorriso.
1-1, Jonas Wind (defesa guarda-redes).
1-2, Szucs.
1-2, Dorgeles (defesa guarda-redes).
1-3, Paulo Moreira.
– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke (Barisic, 46), Sergio Barcia (Travassos, 63), Arrey-Mbi, João Moutinho, Tiknaz (Jonas Wind, 73), Pau Victor, Ricardo Horta, Gabri Martínez (Flinto Costa, 63) e Fran Navarro (Dorgeles, 77).
(Suplentes: Tiago Sá, Barisic, Bajrami, Vitor Carvalho, Gorby, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Travassos, Dorgeles, Flinto Costa, Milosevic e Jonas Wind).
Treinador: Franclim Carvalho.
– Famalicão: Gabriel Cabral, Rodrigo Pinheiro, Victor Rofino, Léo Realpe, Pedro Bondo (Gustavo Garcia, 63), Marcos Peña, Pedro Santos (Tamás Szucs, 73), Aranda (Sorriso, 73), Mathias de Amorim (Paulo Moreira, 27), Gil Dias e Koutsias (Abubakar, 63).
(Suplentes: Zlobin, Gustavo Garcia, Juvenal, Serafimovic, Van Breemen, Van De Looi, Paulo Moreira, Tamás Szucs, Roméo Beney, Pato, Sorriso e Abubakar).
Treinador: Ricardo Silva.
Árbitro: João Gonçalves (Porto).
Ação disciplinar: cartão amarelo para Lagerbielke (09), Sergio Barcia (11), Koutsias (35), Pau Victor (45+5), Flinto Costa (85), Gabriel Cabral (87). Cartão amarelo para o treinador do SC Braga, Franclim Carvalho (47).
Assistência: 7.521 espetadores.
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A Escola Básica de Ribeirão, em Vila Nova de Famalicão, está encerrada hoje e sexta-feira, na sequência de uma praga de pulgas, anunciou a diretora do agrupamento.
Em comunicado, Elsa Carneiro refere que as atividades letivas e não letivas serão retomadas a 02 de novembro.
Até lá, será implementado o Plano de Controlo de Infestação por pulgas.
Fonte da Câmara de Famalicão disse à Lusa que, no final da semana passada, “foi detetada uma praga de pulgas, que inicialmente parecia estar circunscrita à biblioteca da escola”.
“A direção do agrupamento efetuou, de imediato, todas as diligências para resolver o problema, isolando o local e efetuando a sua desinfestação com recurso a uma empresa externa certificada”, acrescentou.
No entanto, no início desta semana, verificou-se que o problema “afetava outros espaços da escola”.
“A situação está, desde o início, a ser monitorizada diariamente pela mesma empresa, pela delegada de saúde pública e pelo município”, acrescentou a fonte.
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O Gil Vicente procura hoje entrar na ‘final four’ da 20.ª edição da Taça da Liga de futebol, com uma visita ao Benfica, recordista de troféus, em jogo dos quartos de final com início às 20:45.
No jogo marcado para o Estádio da Luz, o treinador Marco Silva deverá operar algumas mudanças no ‘onze’, diante de uma formação de Barcelos que já venceu esta temporada para a I Liga, por 3-1, à sexta jornada.
Um confronto no qual a equipa lisboeta esteve a perder, desde os sete minutos, e apenas conseguiu a ‘cambalhota’ no marcador muito perto do final, com Pavlidis, que já tinha igualado, a fazer o 2-1 aos 87 minutos (de grande penalidade).
O Benfica conta no palmarés com oito vitórias na Taça da Liga, uma das quais diante do Gil Vicente (2-1), na época de 2011/12.
O apurado para as ‘meias’ já sabe que defrontará o FC Porto, que venceu na quarta-feira o Académico de Viseu por 1-0, enquanto o Sporting, também já apurado, irá defrontar o vencedor do outro jogo de hoje, entre SC Braga e Famalicão (18:45).
As duas equipas minhotas, situadas na zona de meio da tabela na I Liga, já mudaram de treinador esta época: no SC Braga saiu Carlos Vicens e entrou Franclim Carvalho, enquanto no Famalicão Carlos Carvalhal foi despedido e rendido pelo adjunto Ricardo Silva.
– Terça-feira, 27 out:
(+) Sporting – Marítimo, 2-1
– Quarta-feira, 28 out: A
(+) FC Porto – Académico de Viseu, 1-0
– Quinta-feira, 29 out:
SC Braga – Famalicão, 18:45
Benfica – Gil Vicente, 20:45
(+): Apurado para a ‘final four’:
– Meias-finais (05 e 06 jan 2027):
FC Porto – Benfica/Gil Vicente
Sporting – SC Braga/Famalicão
– Final (09 jan)
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O treinador Franclim Carvalho recusou hoje estar preocupado com o momento do SC Braga, mas quer uma resposta na receção ao Famalicão, na quinta-feira, nos quartos de final da Taça da Liga de futebol.
No domingo, o SC Braga voltou a perder, diante do Nacional (1-0), na nona jornada da I Liga, registando a terceira derrota seguida no campeonato, isto após o triunfo ‘europeu’ diante dos belgas do Gent (2-0), na quinta-feira passada, na segunda jornada da Liga Conferência, que marcou a estreia do técnico à frente dos minhotos.
Franclim Carvalho assumiu a “desilusão” após o jogo na Madeira e alertou diversas vezes na conferência de imprensa de antevisão da receção aos famalicenses para a “responsabilidade” que significa vestir a “camisola do SC Braga”.
“Disse aos jogadores que fomos bafejados pela sorte porque, três dias depois, temos um jogo e é o momento ideal para dar uma resposta. É uma competição e um adversário diferentes, um jogo em casa. Precisamos dos adeptos, que sabemos que estão desiludidos, num jogo a eliminar, naquele que é o segundo objetivo da época depois de termos entrado na fase de liga da Liga Conferência. Queremos estar na decisão da competição”, disse.
Questionado sobre se, além de insatisfeito e desiludido, está também preocupado com o rendimento da equipa, considerou que a equipa não pode “ficar em bicos de pés depois de um bom jogo”, como aconteceu com os belgas, e “entrar em depressão após uma prestação abaixo do que é exigido”, como sucedeu na Madeira.
“Sabemos que estivemos muito abaixo da nossa capacidade e do que esta camisola exige. Não estou preocupado, mas ciente do muito trabalho que temos pela frente. Vamos dar uma grande resposta amanhã [quinta-feira]”, frisou.
Franclim Carvalho centrou todas as atenções para o jogo com o Famalicão e para a presença na ‘final four’, notando que, em três jogos na Taça da Liga, o SC Braga pode ganhar um troféu: “Estamos com fome e queremos que o jogo chegue rápido”.
O treinador rejeitou ainda ‘fantasmas’ do passado, mas frisou que “o ser humano é de hábitos”.
“Temos que compreender isso. A equipa não pode ser a minha cara com seis treinos e ao terceiro jogo. Todas as pessoas têm as suas ideias. Disse-lhes que faziam muitas coisas bem e não vamos cortar com tudo do passado, mas queremos dar o nosso cunho”, afirmou.
Franclim Carvalho desvalorizou as declarações de Victor Gómez no final da partida com os insulares, considerando que “falta vontade de ganhar jogos”.
“Este é um momento duro para quem está lá dentro, porque nós também sofremos. No fim de um jogo como aquele, é normal que se digam coisas muito a quente. Mas, é um pensamento comum a todos. Se cada um der mais um pouco, estaremos mais perto de ganhar”, comentou.
SC Braga e Famalicão defrontam-se a partir das 18:45 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, num jogo que será arbitrado por João Gonçalves, da Associação de Futebol do Porto.
O vencedor irá defrontar nas meias-finais o Sporting, que na terça-feira eliminou o Marítimo (2-1).
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O treinador interino do Famalicão, Ricardo Silva, assumiu hoje a ambição de “escrever a história” do clube na Taça da Liga de futebol, na antevisão da visita ao SC Braga, dos quartos de final.
“Podemos abrir caminho a poder disputar um título. Esse seria o sonho. Por isso, queremos muito continuar em frente nesta prova”, afirmou o técnico, em conferência de imprensa.
Ricardo Silva apontou o apuramento para a final a quatro como uma oportunidade para o conjunto famalicense se aproximar da conquista de “algo ímpar”, mas antecipou “um jogo muito difícil” diante dos bracarenses.
“É um clube dito grande, quase. Pelo menos assim eles se intitulam. E tem obrigações”, observou, considerando que o adversário procurará “dar uma resposta forte” ao último encontro (derrota por 1-0 no reduto do Nacional, para a I Liga).
Ainda assim, o treinador mostrou-se confiante na capacidade da sua equipa para discutir a eliminatória, perspetivando um jogo com os dois conjuntos empenhados em seguir em frente na competição.
Depois da vitória por 4-0 na visita ao Rio Ave, para a nona jornada da I Liga, Ricardo Silva confirmou que fará alterações na equipa inicial, mas garantiu que o Famalicão entrará em campo “com 11 titulares”.
“Qualquer jogador que eu tivesse escolhido para iniciar a partida era um titular”, afirmou, referindo-se ao encontro de Vila do Conde e explicando que o trabalho desenvolvido pelo grupo lhe dá tranquilidade para mudar o ‘onze’.
O técnico rejeitou também que o momento do adversário represente, por si só, uma vantagem para os famalicenses.
“Quando a bola rola, é o que os jogadores têm na cabeça e isso é que faz a diferença”, sustentou.
A indefinição sobre o comando técnico do Famalicão foi outro dos temas da conferência, com Ricardo Silva a reiterar que não tem uma decisão tomada sobre a vontade de assumir definitivamente o cargo, após a saída de Carlos Carvalhal, anunciada pelo clube em 19 de outubro.
“Eu sei que faz parte das minhas funções conduzir a equipa até que a direção tome uma decisão. Seja ela qual for”, afirmou.
O treinador garantiu que ficará satisfeito se os responsáveis contratarem outro técnico e regressar às funções anteriores, admitindo sentir igualmente felicidade pelo reconhecimento caso seja escolhido para continuar.
“Se eles disserem que o nosso conforto és tu, então aí eu tenho que pensar a sério nas coisas e tentar perceber se eu serei ou não a pessoa certa para eles”, explicou.
O Famalicão visita o SC Braga na quinta-feira, às 18:45, no Estádio Municipal de Braga, nos quartos de final da Taça da Liga. As duas equipas voltam a encontrar-se no mesmo recinto no domingo, para a 10.ª jornada da I Liga.
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Uma praga de pulgas está a atingir a Escola Básica de Ribeirão, em Famalicão.
Segundo a rádio Cidade Hoje, a situação levou ao encerramento temporário de novos espaços, depois da situação na biblioteca, onde o problema foi inicialmente detetado, ter sido resolvida.
De acordo com a mesma fonte, foram detetados novos casos em salas de aula e na sala de professores, que foram encerrados temporariamente para desinfestação.
A direção da escola, citada pela Cidade Hoje, também confirmou que um número reduzido de alunos e professores foi picado pelas pulgas. Estão a receber acompanhamento, em articulação com as orientações das autoridades de saúde, que estão a monitorizar os casos.
O encerramento da escola nunca esteve em causa e a direção quer tranquilizar os pais, garantindo que tudo está a ser feito para eliminar a infestação o mais rapidamente possível.
O conteúdo Praga de pulgas ataca escola de Famalicão aparece primeiro em O MINHO.
A ESI Robotics, sediada em Famalicão, onde foi fundada em 2007, está a desenvolver tecnologia para robôs humanoides. A empresa será visitada amanhã, quinta-feira, pelo presidente da Câmara, Mário Passos, no âmbito do roteiro “Famalicão Created IN”.
Da indústria têxtil à cortiça, passando pelos setores alimentar, da embalagem e dos bens de consumo, a ESI Robotics desenvolve soluções tecnológicas que ajudam as empresas a responder aos desafios da produção industrial.
“Fundada em 2007, em Vila Nova de Famalicão, a empresa tem vindo a afirmar-se nas áreas da robótica e da automação, através de projetos de engenharia desenvolvidos à medida das necessidades de cada cliente”, refere a autarquia famalicense, em comunicado hoje enviado às redações.
“Com os olhos postos no futuro, a ESI Robotics está agora a explorar o potencial da robótica humanoide. Numa altura em que a robótica humanoide começa a ganhar expressão em Portugal, a empresa famalicense está a explorar o desenvolvimento de informação e conteúdos que permitem treinar robôs humanoides para interagir com pessoas, compreender instruções e executar diferentes tarefas”, acrescenta.
De acordo com a mesma fonte, esta aposta tecnológica procura aproximar estas soluções de aplicações concretas em contexto industrial e noutros setores de atividade, nomeadamente na execução de tarefas em ambientes de risco ou em áreas onde se verifica escassez de mão de obra.
O objetivo passa por explorar novas possibilidades de automatização, complementar o trabalho humano e contribuir para o desenvolvimento de novas funções e competências.
Mário Passos visita as instalações da ISA Robotics amanhã, pelas 15:00, no âmbito do roteiro “Famalicão Created IN”, uma iniciativa com o objetivo de dar visibilidade às empresas do concelho que se distinguem pela inovação, capacidade produtiva, sustentabilidade e criação de valor para a economia local e nacional.
O conteúdo Empresa de Famalicão desenvolve tecnologia para robôs humanoides aparece primeiro em O MINHO.
O mercado de habitação em Famalicão vai ser reforçado brevemente com 108 apartamentos e os primeiros 52 fogos estarão prontos a habitar em meados de 2027, foi hoje divulgado pela promotora Medium Real Estate.
Em comunicado, a empresa refere que o Green Plaza Apartments, que está na segunda e última fase de construção, será o empreendimento imobiliário “mais verde da cidade”.
“Depois de concluída a primeira fase, com 56 apartamentos vendidos, estamos agora a comercializar os 52 apartamentos que correspondem à segunda fase do Green Plaza. Os imóveis estarão habitáveis em junho de 2027 e 75% deles já estão vendidos”, revelou Pedro Fernandes, CEO da Medium Real Estate, em comunicado enviado às redações.
Com floreiras em todas as varandas, o verde das plantas será a “grande atração” exterior dos 108 apartamentos do Green Plaza, um empreendimento localizado numa área residencial à volta do futuro Centro de Atletismo de Vila Nova de Famalicão, na Rua de Lino José de Sousa Ferreira, na zona norte da cidade.
De acordo com a promotora, a verticalização de plantas na fachada do Green Plaza Apartments permitirá a “regulação natural da temperatura e da humidade”. As plantas proporcionam a “humanização do ambiente e têm um impacto na redução de ruídos”. Em todas as varandas está incluído um sistema de rega automática.
“Viver no Green Plaza será como viver num jardim vertical. É uma simbiose perfeita entre o verde e o espaço urbano”, destacou ainda Pedro Fernandes.
Comercializado em exclusivo pela agência imobiliária Medium, o Green Plaza Apartments ainda tem disponíveis unidades das tipologias T0, T1, T2 e T3, com preços a partir de 199 mil euros. As áreas brutas variam entre os 67,2 metros quadrados (T0) e os 152,2 metros quadrados (T3).























Além do espaço desportivo municipal, o Green Plaza Apartments está localizado a centenas de metros de vários hipermercados, de um hospital (Centro Hospitalar do Médio Ave), de dois parques verdes (Parque de Sinçães e Parque da Devesa) e de um espaço de eventos culturais (a Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão, cuja programação é reconhecida em todo o país).
“É um lugar tranquilo, servido por espaços comerciais e diversos serviços e com acesso rápido à rede de autoestradas (A3 e A7) em direção a cidades como Porto, Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim ou Vila do Conde”, resumiu Pedro Fernandes, acrescentando que “Famalicão é uma cidade muito bem localizada, com acesso a todos os serviços que uma família precisa”.
Os apartamentos estão divididos em blocos de oito pisos, com garagem e lugares de garagem para cada apartamento e ainda uma sala para bicicletas. A zona também é servida por transportes urbanos.
O projeto prevê eletrodomésticos nas cozinhas, ar condicionado, bombas de calor e caixilharias em alumínio em todos os apartamentos.
O projeto de arquitetura do Green Plaza é da autoria do gabinete Trama Arquitetos, enquanto a construção está a cargo da Competro – Investimentos, Lda, sediada em Vila Verde.
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A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem em Famalicão e apreendeu cerca de 100 quilos de haxixe, no âmbito de uma investigação que teve origem na deteção de duas encomendas postais suspeitas oriundas do norte da Europa.
Em comunicado, a PJ refere que ambas as encomendas escondiam produto estupefaciente, designadamente resina de canábis, em grande quantidade e com elevado grau de pureza.
Acrescenta que aquelas encomendas postais estavam a ser remetidas “com alguma frequência”.
A PJ realizou buscas num armazém em Vila Nova de Famalicão, acabando por deter o suspeito e encontrar mais uma grande quantidade de produto estupefaciente, uma arma de fogo e outros objetos proibidos.
“No total, foram apreendidos cerca de 100 quilos de haxixe, uma pistola de elevado calibre, diversos carregadores e munições, um colete balístico, 16 mil euros em numerário, uma máquina de contar dinheiro e outros elementos de prova”, lê-se ainda no comunicado
O suspeito, de 38 anos e sem antecedentes criminais, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
O conteúdo PJ apreende 100 quilos de haxixe e 16 mil euros em Famalicão. Suspeito detido aparece primeiro em O MINHO.
Um idoso, com mais de 90 anos, morreu, na noite de segunda-feira, na sequência de uma queda dentro da sua habitação, no Edifício das Lameiras, em Famalicão.
Segundo a rádio Cidade Hoje, o alerta foi dado por familiares, cerca das 23:50, desconhecendo-se as circunstâncias da queda fatal.
Prestaram socorro no local os Bombeiros Voluntários de Famalicão e Famalicenses, com o apoio da VMER.
O óbito foi declarado no local.
A PSP registou a ocorrência.
O conteúdo Idoso morre após queda dentro de casa em Famalicão aparece primeiro em O MINHO.
O empresário Mário Ferreira inaugurou, esta segunda-feira, o novo centro de escritórios Regus, após um investimento de 2,2 milhões de euros, em Ribeirão, Famalicão.
A cargo do Grupo Pluris Investments, de Mário Ferreira, o projeto contemplou a requalificação de um edifício de cinco andares no antigo Lago Discount, atualmente denominado Famalicão Central Park.
O espaço de ‘coworking’ será gerido pelo International Workplace Group (IWG) que se assume como “líder mundial” em soluções de trabalho híbrido e tem escritórios em mais de 120 países. Com mais de 2.000 m² e capacidade para 400 postos de trabalho, vai acolher empresas estabelecidas e ‘startups’ de diferentes setores de atividade, incluindo a indústria automóvel, têxtil, eletrónica, engenharia mecânica e o setor agroalimentar.



“Mais do que a abertura de um novo centro empresarial, esta inauguração traduz a concretização de uma visão estratégica: recuperar um empreendimento degradado e transformá-lo num complexo multiusos, moderno, sustentável e gerador de valor para a região”, referiu hoje Mário Ferreira, numa publicação nas redes sociais.
Com a intervenção da RProperties, o Famalicão Central Park contará com várias valências como 80 novos apartamentos T1 para arrendar, lares de idosos ou um infantário.
“A nossa ambição é que o Famalicão Central Park seja muito mais do que um parque empresarial. Queremos criar um verdadeiro ecossistema onde empresas, famílias e diferentes gerações possam trabalhar, viver e crescer. Tudo isto privilegiando a reabilitação do património existente, a sustentabilidade e a criação de novas oportunidades económicas e sociais”, refere o empresário.
O conteúdo Empresário Mário Ferreira inaugura investimento de 2,2 milhões em Famalicão aparece primeiro em O MINHO.
Declarações após o jogo Rio Ave-Famalicão (0-4), da nona jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde:
– Ricardo Silva (treinador interino do Famalicão): “A equipa deu uma belíssima resposta. Os jogadores interpretaram muito bem os processos que procurámos transmitir e trabalhar durante a semana. Conseguimos uma vitória que permite devolver aos adeptos a confiança e a alegria de apoiar o clube.
Vínhamos de momentos diferentes. O Rio Ave estava embalado por duas vitórias e nós atravessávamos uma fase menos conseguida. Mas, pela forma como os jogadores trabalharam e responderam durante a semana, tinha a certeza de que daríamos uma resposta positiva.
Se estava à espera deste resultado? Não vou mentir, não estava. Mas esperava esta atitude e esta demonstração de força. Os jogadores não me surpreenderam pelo que colocaram em campo, embora o resultado tenha superado aquilo que esperava.
Esta vitória não é minha nem do treinador Carlos Carvalhal. É inteiramente dos jogadores, pelo trabalho que fizeram e por acreditarem numa ideia que lhes foi proposta. Foram eles que ganharam este jogo, por eles próprios e por todos os que vieram apoiar-nos.
Enquanto treinador interino, compete-me fazer os jogadores acreditar que têm capacidade para resolver os problemas. Sinto uma felicidade enorme e o dever cumprido. A administração tomará a decisão que entender ser melhor para o futuro do Famalicão e estarei sempre disponível para ajudar, seja nesta posição ou noutra função.
Fico extremamente feliz pelo Óscar Aranda. Todos conhecemos as suas qualidades e, depois dos problemas físicos que atravessou, precisava de um momento destes para recuperar a confiança. Trabalhámos nos treinos os movimentos em que pode ser decisivo e ele conseguiu concretizá-los”.
– Vasco Seabra (treinador do Rio Ave): “Compreendo que os adeptos tenham razões para assobiar ou aplaudir. Pagam as quotas, gostam do clube e têm todo o direito de expressar as suas emoções. Temos de conseguir trazê-los para o nosso lado com atitude, paixão e compromisso.
O resultado é ingrato, demasiado expressivo e penalizador perante aquilo que foi o desempenho das duas equipas. Temos de dar os parabéns ao Famalicão, que é uma boa equipa, com bons valores individuais, mas houve momentos-chave que marcaram o jogo.
O primeiro foi o golo num remate de longe, que desbloqueou a partida. Depois, tivemos uma oportunidade do Blesa, isolado, em que o guarda-redes defendeu para o poste. Se tivéssemos empatado nesse momento, acredito que poderíamos ter levado o jogo mais para o nosso lado.
Até ao segundo golo, competimos e procurámos sempre chegar ao empate. Depois, a equipa perdeu energia e capacidade competitiva. Isso demonstra que estamos a dar passos, mas ainda não conseguimos ser a equipa que queremos durante os 90 minutos.
Aceitei este desafio por acreditar que podemos construir algo positivo juntos. Queremos criar uma cultura e uma mentalidade vencedoras, em que cada duelo e cada centímetro de relva sejam disputados para ganhar. Essa mentalidade não se constrói em dois dias.
Não podemos entrar em euforia quando ganhamos, nem em depressão quando perdemos. Temos de manter o equilíbrio, perceber o que fizemos bem e mal e continuar a trabalhar. Tenho a certeza de que estaremos melhores na próxima semana e ainda melhores daqui a um mês”.
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O Famalicão goleou hoje o Rio Ave 4-0, na nona jornada da I Liga de futebol, numa estreia vitoriosa do interino Ricardo Silva, perante uma equipa vila-condense sem reação.
Beney (48 minutos), Pedro Santos (81) e Aranda (85 e 90+5), o último de grande penalidade, marcaram os golos dos minhotos, hoje com uma exibição pragmática, que quebrou uma série de duas derrotas consecutivas em todas as competições.
Orientados interinamente por Ricardo Silva, antigo adjunto de Carlos Carvalhal, que deixou o clube após a eliminação da Taça de Portugal, os famalicenses apresentaram-se mais perigosos na primeira parte, apesar do equilíbrio inicial.
A superioridade famalicense traduziu-se nas oportunidades de Mathias de Amorim, que rematou por cima aos 21 minutos, e, sobretudo, nas intervenções de Vítor Hugo, que negou o golo a Szucs e Léo Realpe, aos 23 e 24, respetivamente.
Do lado vila-condense, a produção ofensiva resumiu-se praticamente a um cabeceamento de Jalen Blesa, aos 30 minutos, defendido sem dificuldades por Carevic, mantendo-se o empate sem golos até ao intervalo.
A igualdade foi desfeita logo no arranque da segunda parte, com Beney a aproveitar espaço na direita e, com um belo remate de fora da área, inaugurou o marcador, aos 48, num ‘tiro’ sem possibilidade de defesa.
Em desvantagem, o Rio Ave procurou assumir maior iniciativa, mas continuou a revelar dificuldades na criação de oportunidades, tendo, aos 73 minutos, desperdiçado a melhor ocasião, quando Blesa, isolado, rematou para uma defesa de Carevic, que desviou a bola para o poste.
O lance marcou o último momento de verdadeira ameaça dos vila-condenses, que perderam consistência na reta final e permitiram ao Famalicão transformar uma vantagem mínima numa goleada, com dois ‘trunfos’ vindos do banco.
Aos 81 minutos, Pedro Santos concluiu de primeira uma jogada construída por Sorriso, ampliando a diferença, antes de assistir Óscar Aranda, que, quatro minutos depois, finalizou em esforço, regressando aos golos mais de um ano e meio depois de ter sofrido uma lesão grave.
Já nos descontos, uma falta de Petrasso sobre Mathias de Amorim dentro da área permitiu a Óscar Aranda elevar-se a figura da noite e ‘bisar’, na conversão de uma grande penalidade, fixando o resultado final em 4-0.
Jogo no Estádio do Rio Ave Futebol Clube, em Vila do Conde.
Rio Ave – Famalicão, 0-4.
Ao intervalo: 0-0.
0-1, Beney, 48 minutos.
0-2, Pedro Santos, 81.
0-3, Aranda, 85.
0-4, Aranda, 90+5 (grande penalidade).
– Rio Ave: Vítor Hugo, João Tomé (Zé Carlos, 66), Petrasso, Ntoi, Vrousai, Liavas (Spikic, 82), Diogo Nascimento, Clemmensen (Sellouki, 66), Miguel Patrício (Galcik, 77), Diogo Bezerra (Tamble Monteiro, 82) e Jalen Blesa.
(Suplentes: Van der Gouw, Simon Garcia, Gustavo Mancha, Zé Carlos, Nikitscher, Sellouki, Ryan Guilherme, Antoine, Galcik, Spikic e Tamble Monteiro).
Treinador: Vasco Seabra.
– Famalicão: Carevic, Victor Rofino, Léo Realpe, Gustavo Garcia, Rodrigo Pinheiro, Szucs (Pedro Santos, 60), Tom van de Looi (Marcos Peña, 83), Beney (Paulo Moreira, 66), Mathias de Amorim, Sorriso (Aranda, 83) e Koutsias (Patrício Salas, 60).
(Suplentes: Zlobin, Gabriel Cabral, Van Breemen, Serafimovic, Jangeal, Paulo Moreira, Pedro Santos, Marcos Peña, Patricio Salas, Aranda e Abubakar).
Treinador: Ricardo Silva.
Árbitro: Hélder Carvalho (AF Santarém).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Vasco Seabra (40), Miguel Patrício (42), Zé Carlos (80) e Petrasso (90+3).
Assistência: 3.024 espectadores.
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Jorge Moreira da Silva, ex-ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia entre 2013 e 2015, durante o governo de Pedro Passos Coelho, deixou críticas às cargas policiais ocorridas esta madrugada nas ‘acampadas’ de Lisboa e Porto, durante os protestos contra os preços das habitações.
Para o político natural de Famalicão, os protestos são pacíficos e a carga policial não se justifica, apontando como um erro do Ministério da Administração Interna a autorização para o uso da força.
“Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política”, escreveu Moreira da Silva esta manhã na rede social X (ex-Twitter).
Esta carga policial contra protestos pacíficos de jovens em Lisboa e no Porto, além de injustificável à luz da tolerância, da empatia e dos direitos humanos, é um tremendo erro dos decisores. É disto que se alimenta o populismo, a radicalização e a descrença na política.
— Jorge Moreira da Silva (@jmoreiradasilva) October 25, 2026
A Praça D. João I, no Porto, amanheceu hoje vazia e com um polícia na esquina, após a intervenção policial que desmontou a acampada contra os custos da habitação e causou oito feridos, segundo dados da PSP.
Sem tendas, sem manifestantes, sem cartazes pendurados, sem nada, vazia. Numa das esquinas um polícia em vigia. É este o retrato da Praça D. João I pelas 07:00, após uma madrugada “agitada e violenta” que terminou com oito detidos, entretanto já libertados e com números contraditórios quanto aos feridos.
Se a PSP reconheceu que a intervenção desta madrugada, pelas 02:00, causou oito feridos, a organização do movimento pela habitação no Porto apontou para a existência de 37 feridos, dos quais sete em estado grave.
“Foi feio, foi feio. Estava tudo pacífico, em clima de paz, mas a protestar, temos que protestar, e a polícia chegou e levou tudo à frente”, descreveu à Lusa Toni, um “habitante da rua”, que estava abrigado, com a tenda desmontada, na arcada de um prédio em frente àquela praça no centro do Porto.
O relógio batia as 02:02. Após algumas horas de tensão, a Unidade Especial de Polícia da PSP começou a desmobilizar os manifestantes na Praça D. João I, que recusaram desmontar as tendas.
“Ora bem, a polícia foi ali falar com eles [os manifestantes], eles disseram que não saíam e eu comecei a ver que isto ia dar molho. Fiquei aqui, eu já estou habituado a dormir na rua, também tenho a minha tenda, não abri para não ser confundido e ficar sem ela”, explicou Toni.
Os oito detidos, levados para a esquadra do Heroísmo, foram libertos pelas 06:00 serão presentes a tribunal na segunda-feira, segundo confirmou o advogado do movimento que tem promovido os protestos, Tiago Machado.
Pelas 07:00, a tenda de Toni era, de facto, a única tenda armada naquela zona da cidade. Na esquina em frente, um agente da PSP saltitava de pé em pé, olhando para a praça, para Toni e para os carros que circulavam na zona.
“As carrinhas foram embora, mas vão passando aqui carros da PSP, estão à coca de alguma coisa”, vaticinou Toni.
Pelas ruas que circundam a praça já não há vestígios da acampada, que chegou a ter mais de 50 tendas.
A decisão de voltar a montar as tendas foi tomada, mais uma vez, numa assembleia popular ao final da tarde de sábado, que reuniu centenas de pessoas.
Durante a tarde de sábado, milhares de pessoas marcharam da Praça da Batalha até à Praça D. João I, de forma pacífica e sem incidentes registados, contra os custos da habitação.
No final da marcha, permaneceram na praça, cantaram, gritaram palavras de ordem e prometeram que ninguém os cala: “Podem tentar silenciar-nos, mas nós vamos sempre voltar”, avisaram.
Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de participantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa e a outras cidades do país, dias depois de a aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.
As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.
Com Lusa.
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O treinador interino do Famalicão, Ricardo Silva, mostrou-se hoje confiante numa reação da equipa frente ao Rio Ave, na nona jornada da I Liga de futebol, apesar de reconhecer que os vila-condenses atravessam um melhor momento anímico.
“É lógico que o Rio Ave estará num momento anímico muito acima daquele que poderá ser o nosso”, admitiu o técnico, destacando a reação do adversário após a mudança de treinador.
Ainda assim, Ricardo Silva garantiu ter recebido “respostas muito boas” dos jogadores durante a semana e acredita que a diferença de confiança poderá não ter influência no encontro.
“Sentimos que estão confortáveis, ligados àquilo que lhes foi passado e capazes de chegar ao jogo e responder perante o desafio que será o Rio Ave”, afirmou.
Depois da saída do treinador Carlos Carvalhal no início da semana, Ricardo Silva assumiu o comando interino da equipa e explicou que a prioridade passou por “aliviar o peso” dos jogadores e recuperar a confiança do grupo.
Ricardo Silva revelou ainda que Van Breemen e Aranda já integraram os trabalhos e estão disponíveis, enquanto Mattara permanece no boletim clínico. Gil Dias falha a partida por castigo.
O Famalicão, 13.º classificado, com sete pontos, desloca-se no domingo a Vila do Conde, para defrontar o Rio Ave, 14.º, também com sete, às 18:00, com arbitragem de Hélder Carvalho, da associação de Santarém.
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A construtora Gabriel Couto, de Famalicão, concluiu a construção das novas residências universitárias da Universidade de Lisboa, um projeto avaliado em 36 milhões de euros.
Segundo uma publicação nas redes sociais, os responsáveis da construtora referem que “em 24 meses, das fundações aos acabamentos, este terreno passou a ter 901 camas, 451 quartos, 7 apartamentos e um parque subterrâneo de 2 pisos com 486 lugares”.
Para a Gabriel Couto, foi uma obra que “exigiu articulação permanente com várias entidades e muita persistência no dia a dia”.
“À frente, a direção de obra. Com ela, engenheiros, encarregados, técnicos e operários, presentes do primeiro ao último dia. A nossa equipa masterBIM assegurou o planeamento da obra em modelo digital. Obrigado a cada um de vocês”, conclui a publicação.
O projeto inclui três edifícios, espaço comercial, uma praça central e um local de estacionamento subterrâneo para 500 veículos automóveis.
O empreendimento, promovido pela Universidade de Lisboa, recebeu financiamento ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência.
A arquitetura está a cargo da Saraiva+Associados.
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