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Inflação em Espanha mantém-se nos 4,9% em outubro

Espanha

Os preços em Espanha subiram 4,9% em outubro, comparando com o mesmo mês de 2025, segundo uma estimativa divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol.

Se se confirmar a estimativa, a taxa de inflação em Espanha em outubro foi igual à registada no mês anterior (setembro).

Esta é a taxa mais alta de inflação no país desde fevereiro de 2023, mês em que atingiu os 6%, segundo os dados do INE.

Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), o INE estima que foi de 3,1% em outubro, a mesma registada em setembro.

Segundo o INE, a evolução dos preços este mês deveu-se, sobretudo, aos combustíveis, que “diminuíram mais do que em outubro de 2025”.

Espanha tem em vigor descontos de 20 cêntimos por litro no gasóleo e de cinco cêntimos na gasolina desde o início de setembro.

O governo espanhol anunciou no final de agosto um desconto de 20 cêntimos por litro no gasóleo, após este combustível ter aumentado 15,7% em julho.

Por outro lado, o desconto na gasolina foi reduzido de 10 cêntimos por litro em agosto para 5 cêntimos por litro em setembro.

Estes descontos fazem parte de um plano de resposta ao impacto da guerra no Médio Oriente em vigor desde março e que o Governo de Espanha reformulou no final de junho.

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Fed mantém taxa de juros e decisão pode representar erro crasso

O custo de vida é o tema número 1 para os eleitores que se dirigem às urnas, mas o Fed (Federal Reserve) observou o persistente problema de inflação dos Estados Unidos na quarta-feira (28) e optou por não fazer nada a respeito. Pelo menos nas próximas seis semanas, de qualquer forma.

Apesar de os preços ao consumidor terem subido 3,7% no último ano e de o indicador de inflação preferido do Fed permanecer teimosamente 50% acima da meta do banco central, a decisão de manter as taxas de juros estáveis era amplamente esperada.

Isso porque alterar as taxas é um instrumento contundente que pode causar sérios danos à economia quando mal utilizado ou aplicado no momento errado.

“As taxas de juros penetram em todas as brechas”, disse o presidente do Fed, Kevin Warsh, em uma coletiva de imprensa na quarta-feira. “Elas afetam tudo.”

Os banqueiros centrais elevaram as taxas pela primeira vez em mais de três anos no mês passado, e querem aguardar um pouco para ver como a economia responde antes de golpeá-la novamente com outro aumento de juros.

“Garantir a estabilidade de preços e monitorar a inflação não é sobre uma data fixa no calendário ou um dado isolado”, disse Warsh. “É sobre garantir que tenhamos objetivos claros e a política monetária correta.”

Warsh afirmou estar encorajado com a redução nas expectativas de inflação desde que o Fed elevou as taxas em setembro.

Ao esperar, porém, o Fed também está assumindo um risco significativo. O banco central arrisca repetir um erro semelhante ao de 2021, quando presumiu que o monstro da inflação encarando diretamente a economia poderia ser derrotado simplesmente sendo ignorado. (O Fed estava desastrosamente errado).

Desta vez pode ser realmente diferente, e não agir com pressa pode se mostrar uma decisão acertada.

Ou pode forçar o banco central a aplicar à economia uma espécie de terapia de choque em dezembro, que poderia ter sido evitada com um aumento de juros em outubro.

Por que o Fed não elevou os juros?

Empregos. Elevar as taxas aumenta os custos de empréstimo das empresas, deixando-as com menos dinheiro para contratar.

Este pode ser um momento perigoso para mexer no mercado de trabalho: a economia dos EUA criou apenas 29.000 empregos em setembro, bem abaixo das expectativas. E o relatório de setembro mostrou que a economia criou 60.000 empregos a menos nos dois meses anteriores do que se acreditava anteriormente.

O mercado de trabalho não está de forma alguma em mau estado, mas tem se mostrado instável. A economia dos EUA perdeu 10.000 empregos em julho e em sete dos últimos 16 meses. Embora o desemprego permaneça em um saudável 4,2%, os economistas descrevem a economia como “baixa contratação, baixa demissão”.

Em outras palavras, sua posição pode não estar em risco, mas se você deixar seu emprego, pode ter dificuldade em encontrar um novo.

Mercados. Os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram desde o último aumento de juros do Fed, com os rendimentos dos títulos atingindo em determinado momento as máximas de várias décadas.

Os rendimentos recuaram um pouco desde então, retornando ao patamar em que estavam em meados de setembro, mas os rendimentos dos títulos ainda relativamente altos podem ajudar a dar cobertura ao Fed, pois têm um efeito semelhante ao da taxa dos fundos federais, desacelerando a economia e a inflação.

O Fed também não gosta de surpreender os investidores – mesmo na nova era de “mantê-los adivinhando” de Warsh. O mercado havia precificado uma chance de 91% de que o Fed manteria as taxas, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME, e um aumento poderia ter levado os mercados a um reequilíbrio doloroso.

Timing. A decisão do Fed também pode ter sido influenciada, pelo menos em parte, pela eleição que se aproxima. Narayana Kocherlakota, ex-presidente do Fed de Minneapolis, disse ao meu colega Matt Egan que o Fed hesitou em aumentar as taxas na quarta-feira porque queria se isolar das críticas do presidente Donald Trump. Mas o Fed, ao longo de sua história, mudou as taxas muitas vezes justamente quando os eleitores se dirigiam às urnas, observou também minha colega Elisabeth Buchwald.

Por que manter as taxas pode ser um erro?

O erro “transitório”: O Fed normalmente não intervém quando choques de oferta, como a crise energética induzida pela guerra com o Irã, causam inflação. Eles são notoriamente temporários, difíceis de prever e insensíveis a mudanças nas taxas.

Mas os choques de oferta às vezes levam a problemas maiores que o Fed pode ajudar a resolver. O Fed deveria saber disso: acabou de passar por isso.

Quando a economia emergiu da pandemia, o Fed cometeu um erro em relação à inflação, declarando-a resultado de um choque de oferta “transitório” relacionado à guerra Rússia-Ucrânia e aos enormes gargalos nas cadeias de suprimentos.

O problema acabou se tornando o mais significativo de uma geração em termos inflacionários. O Fed, pego de surpresa, foi forçado a elevar as taxas em um ritmo histórico – três altas consecutivas de três quartos de ponto percentual.

No fim, o Fed conseguiu reduzir a inflação descontrolada a níveis mais administráveis, mas não antes de os preços ao consumidor atingirem o pico de uma taxa anual de 9,1%, a mais alta em quatro décadas.

Desta vez pode não ser diferente: a inflação já está se espalhando para outras partes da economia.

Particularmente preocupante no relatório de inflação ao consumidor de setembro foi a surpreendente recuperação nos custos de moradia e aluguel, um contribuidor significativo para a inflação que havia arrefecido na primavera e no verão.

E o custo de outros serviços também subiu mais do que o esperado – preços que tendem a aumentar (e permanecer altos) à medida que estúdios de yoga, serviços de jardinagem e similares cobram mais de seus clientes para compensar seus custos crescentes.

Também impulsionando a inflação: os investimentos em data centers e em tecnologia que alimenta a IA empurraram a economia para o limite – e talvez tenham contribuído para seu superaquecimento.

Os preços de eletricidade, materiais de construção, mão de obra e tecnologia pessoal, como smartphones e laptops, todos subiram como resultado.

Mais guerra? Essa alta nos preços de energia pode piorar antes de melhorar. Trump sinalizou fortemente (e a CNN noticiou) que os Estados Unidos e Israel poderiam escalar a guerra com o Irã após as eleições de meio de mandato, potencialmente elevando ainda mais os preços do petróleo.

Seria imprudente para o Fed tomar uma decisão com base em um rumor. E os preços de energia podem cair rapidamente.

Por exemplo, o anúncio do governo Trump de um cessar-fogo energético com a Rússia se manteve surpreendentemente bem, aumentando dramaticamente a quantidade de diesel produzida pela Rússia nas últimas semanas, o que poderia reduzir significativamente os preços globais do diesel – caso a Ucrânia continue a se abster de seus ataques de drones às refinarias russas.

Mas a prolongada alta nos preços de energia já está elevando os preços em toda a economia, e esperar para voltar a aumentar as taxas pode colocar o Fed em desvantagem.

Sapos em água fervente. As altas de juros funcionam com efeito retardado, e mudanças mais bruscas nas taxas podem ter efeitos deletérios sobre o sistema financeiro, os mercados e a economia. Esse sapo econômico tende a permanecer na panela quando o calor é aumentado gradualmente.

Se as escaladas na guerra do Irã e na guerra Rússia-Ucrânia forem retomadas, isso poderia colocar o Fed em uma posição difícil, obrigando-o a elevar as taxas ainda mais do que o esperado em sua próxima reunião em dezembro – potencialmente em meio ponto, em uma espécie de ajuste compensatório.

As massivas e sucessivas altas de juros ao longo de 2022 levaram o mercado de ações à sua maior queda anual desde a crise financeira e paralisaram o mercado imobiliário. Mas a economia não entrou em recessão – um feito que o Fed raramente conseguiu quando eleva as taxas de juros.

Não é uma aposta que muitos economistas estejam ansiosos para fazer novamente.

Entenda por que Trump acusa diretora do Fed de “fraude hipotecária”

 

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Petróleo e câmbio sugerem inflação mais elevada no Brasil, diz XP

Caio Megale, economista-chefe da XP, avaliou que as movimentações recentes do câmbio e do petróleo sugerem pressões inflacionárias mais elevadas no Brasil.

Em entrevista ao CNN Money, ele destacou que as projeções de inflação, especialmente para 2027, estão se deteriorando em razão de fatores externos e domésticos combinados.

Petróleo e câmbio como vetores de pressão inflacionária

Com o petróleo sendo negociado em torno de US$ 110 o barril, reforça-se o risco de inflação generalizada no mundo, segundo Megale.

Além disso, os preços de alimentos também subiram. No mercado doméstico, o destaque foi a taxa de câmbio, que passou de uma faixa entre R$ 5,05 e R$ 5,10 para cerca de R$ 5,30 a R$ 5,40. Segundo o economista, essa depreciação cambial, somada ao aumento de custos externos, “sugere inflação mais elevada em 2027”.

Outros fatores também foram mencionados como fontes de pressão sobre os preços. Megale citou o fim da escala de trabalho 6×1, que, segundo estudos, pode gerar custos adicionais de ajuste para as empresas no curto prazo, elevando o custo dos serviços em 2027.

Além disso, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estaria revisando a pesquisa de orçamento familiar, uma vez que os serviços — setor com inflação mais alta — vêm ganhando maior participação na cesta de consumo dos brasileiros.

“Tudo isso está sugerindo um desafio maior para o Banco Central atingir a meta de 3%”, disse o economista.

Decisão do Copom e possível pausa nos cortes de juros

Diante desse cenário, Megale avaliou que o Banco Central ainda deve entregar um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) prevista para a semana seguinte à entrevista, mas sinalizou que a instituição deveria deixar a porta mais aberta para uma eventual pausa em dezembro.

“A minha impressão é que o Banco Central ainda entrega, na semana que vem, um corte de 0,25”, afirmou, acrescentando que “já vão deixar a porta bem mais aberta em dezembro” caso a deterioração das expectativas continue.

O economista ponderou que uma pausa nos cortes seria tecnicamente defensável, dado que as expectativas de inflação já estão acima da meta e continuam subindo. Por outro lado, ele ressaltou que a economia está desacelerando — com indicadores de vendas no varejo, produção industrial e de serviços apontando nessa direção — e que o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre poderia ser negativo.

“Juros de 13%, 13,5%, com uma inflação que roda em torno de 4%, 5%, ainda é um juro real muito elevado”, ponderou Megale.

Risco de frustração no ciclo de cortes

Questionado sobre a possibilidade de o ciclo de cortes ser frustrado, como ocorreu em um ciclo anterior em que a Selic chegou a 15%, Megale reconheceu o risco, mas apontou diferenças relevantes no cenário atual.

Segundo ele, a desaceleração econômica atual parece mais consistente do que a observada naquele período, quando a economia reacelerou fortemente após sinais iniciais de arrefecimento. “Agora a gente, de fato, pelo menos do lado do crescimento econômico, parece bem claro que há uma virada no ciclo”, disse.

No entanto, Megale alertou que, se o petróleo continuar subindo, se a política fiscal caminhar na direção de mais despesas e se o câmbio depreciar ainda mais — chegando próximo a R$ 6,00 —, o cenário de frustração poderia se concretizar. Com os dados disponíveis no momento da entrevista, sua avaliação era de que o Banco Central deveria aguardar a dissipação dos choques inflacionários antes de retomar cortes mais expressivos.

“A impressão é que nós temos uma onda de inflação aqui agora, o Banco Central dá uma segurada, espera essa onda passar”, concluiu.

Subsídio ao combustível e perspectivas para o preço da gasolina

Sobre o subsídio ao diesel e à gasolina, Megale afirmou que não havia, em seu cenário-base, projeção de alta nos preços dos combustíveis. Ele explicou que o aumento do petróleo gera maior arrecadação, o que ajuda a financiar o subsídio.

O próprio governo já havia sinalizado a continuidade do benefício para o ano seguinte. Contudo, o economista advertiu que manter os preços da gasolina fora da paridade internacional por um período prolongado não seria sustentável caso o petróleo permanecesse acima de US$ 100 o barril.

“Se ficar claro que o preço do petróleo não vai voltar para os 70, 80 que todo mundo esperava e vai ficar acima de 100, aí a gente tem que aceitar custos mais elevados de combustíveis”, afirmou.

Veja os 5 sinais de que as contas públicas do Brasil estão em risco

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
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Ingresso do Parque Nacional de Fernando de Noronha sobe 2,34% a partir de domingo

O ingresso para o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha terá um reajuste de 2,34% a partir do próximo domingo (1º). A atualização tarifária foi anunciada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e repassa a inflação acumulada nos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE).

Novos valores das tarifas

Com a correção aplicada pelo órgão ambiental, a tabela de preços do parque passa a vigorar com as seguintes tarifas:

  • Brasileiros: R$ 196,50 (valor com desconto de 50%).
  • Estrangeiros: R$ 393,00 (tarifa integral sem abatimento).
  • Validade do bilhete: Garante o acesso às áreas de visitação por até dez dias.

Critérios de isenção e atendimento

As regras de gratuidade permanecem inalteradas e beneficiam perfis específicos de visitantes e residentes:

  • Por faixa etária: crianças com menos de 12 anos e idosos brasileiros com 60 anos ou mais.
  • Por vínculo territorial: moradores de Fernando de Noronha, seus parentes de primeiro grau e trabalhadores credenciados para serviços na ilha.

Esclarecimentos sobre normas de acesso e orientações a turistas podem ser consultados diretamente com a gestão do parque pelo canal de atendimento via WhatsApp no número (81) 99453-2674.

© Divulgação

O grande destaque são os voos diretos de São Paulo (GRU) e Recife (REC) para Fernando de Noronha (FEN), que estarão operacionais durante as primeiras férias de verão
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A inflação pôs ovos e papel higiénico nas máquinas de garra no Japão

À medida que a inflação pesa sobre os orçamentos das famílias japonesas, os grandes espaços de jogos na periferia das principais cidades estão a instalar máquinas de garra com ovos, arroz, detergente para a roupa e outros bens de primeira necessidade. Estes espaços combinam a aquisição de produtos essenciais com o entretenimento, permitindo que as famílias se divirtam sem sentirem que têm de escolher entre comprar os bens de que necessitam e desfrutar de um dia de lazer. Minae Kamata, uma dona de casa de 25 anos, conta que consegui ganhar o prémio após apenas duas tentativas, a 100 ienes

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Mais de 50% dos portugueses perderam poder de compra

Inquérito a 2.000 adultos residentes nos 18 distritos de Portugal continental conclui que "aumento do custo de vida tem vindo a influenciar o poder de compra e o bem-estar económico das famílias".

© ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Estudo foi desenvolvido pela Deco, Universidade Católica e Mercadona
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OE27. Difícil de compreender não atualização de impostos

Ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais Sérgio Vasques considera difícil compreender que os impostos sobre veículos e álcool não sejam atualizados em 2027 e beneficiem de um desagravamento real.

© TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

O professor da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa considera vantajoso a iniciativa do Orçamento do Estado para 2027 ser uma proposta "descarnada de tudo aquilo que possa ser contencioso e controverso em matéria fiscal"
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