Exportações de bens abrandam no terceiro trimestre após disparo de dois dígitos


O Lloyds Banking Group alcançou um lucro líquido de 4.835 milhões de libras (cerca de 5.753 milhões de euros) até setembro, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2025, divulgou hoje o banco.
O lucro antes de impostos aumentou 42% nos primeiros nove meses do ano, atingindo 6.625 milhões de libras (cerca de 7.883 milhões de euros), indicou o grupo bancário num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Londres.
As receitas totais situaram-se em 14.819 milhões de libras (cerca de 17.634 milhões de euros), um aumento de 9% em comparação com os mesmos nove meses do ano passado.
O rácio custo/receita situou-se, no período em análise, em 49,3%, contra os 59,7% do ano anterior, e o rácio de qualidade dos ativos situou-se em 0,25%, contra os 0,18% anteriores.
O nível de solvência, medido pelo rácio de capital de máxima qualidade CET1, situou-se, a 30 de setembro, em 13,3%, contra os 13,6% registados a 30 de junho, enquanto o rácio empréstimos/depósitos foi de 99%, contra os 98% registados em junho.
O presidente executivo (CEO) do grupo bancário, Charlie Nunn, afirmou, em comunicado, que a entidade “mantém uma trajetória sólida no desempenho financeiro, com um crescimento contínuo das receitas”.



Os bancos da zona euro restringiram ainda mais no terceiro trimestre os critérios de concessão de empréstimos às empresas e de créditos ao consumo devido ao aumento dos riscos e das taxas de juro, foi hoje anunciado.
O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje a pesquisa sobre empréstimos bancários de outubro de 2026, que mostra que 9% dos bancos restringiram no terceiro trimestre os padrões de concessão de crédito às empresas, que são as diretrizes internas ou os critérios de aprovação de empréstimos, contra 7% no segundo trimestre.
Os bancos mantiveram neste período os critérios de concessão de empréstimos às famílias para a aquisição de habitação.
Além disto, 14% dos bancos disseram que restringiram os critérios de concessão de crédito ao consumo e outros empréstimos às famílias (contra 12% no segundo trimestre).
O BCE realizou a pesquisa com 159 bancos da zona euro entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026.
Alguns bancos também apontaram as pressões derivadas da incerteza geopolítica e da evolução do setor energético como motivo para restringir os critérios para conceder créditos.
Os critérios de concessão de crédito às empresas foram restringidos por 27% dos bancos em França e 6% das instituições bancárias na Alemanha, enquanto 11% dos bancos em Itália os flexibilizaram.
Na Alemanha, 4% dos bancos flexibilizaram os critérios de concessão de empréstimos para a habitação, enquanto estes foram mantidos em Espanha, França e Itália.
Além disso, os bancos na Alemanha mantiveram os critérios de concessão de crédito ao consumo, enquanto 38% dos bancos em França, 27% em Itália e 8% em Espanha os restringiram.
O BCE fez uma pergunta específica sobre os novos empréstimos para financiar a implementação ou o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).
A maioria dos bancos ainda não incorporou critérios específicos para avaliar os empréstimos relacionados com a IA.
Um número reduzido de bancos disse que tem cada vez mais em conta a IA e os riscos associados e que submetem a um escrutínio mais rigoroso as empresas do setor tecnológico.
No quarto trimestre, os bancos preveem restringir ainda mais os critérios de concessão de crédito às empresas, dos empréstimos destinados à habitação e ao consumo para os níveis mais elevados desde o terceiro trimestre de 2023.
Além disso, os bancos rejeitaram mais pedidos de empréstimos em todos os grupos, mas principalmente no do crédito ao consumo.
No terceiro trimestre, a procura de crédito das empresas e das famílias caiu, tanto para comprar uma casa como para consumo, devido ao aumento das taxas de juro.
Da mesma forma, as empresas investem menos em ativos fixos e recorrem a fontes de financiamento alternativas.
A incerteza geopolítica e energética também trava a procura de empréstimos corporativos.
Vários bancos disseram que preveem um aumento gradual, mas sustentado, da procura de crédito destinada a financiar infraestruturas digitais, em concreto centros de dados.
Os bancos assinalaram que os seus empréstimos vinculados à IA se direcionarão mais provavelmente a fornecedores de infraestruturas do que para desenvolvimentos de ‘software’ ou a empresas que adotem aquela tecnologia, acrescenta o BCE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a segunda-feira, alinhados com os de Itália, enquanto os da Alemanha desciam no prazo mais longo.
Às 08:45 em Lisboa, os juros a 10 anos avançavam para 3,876%, contra 3,865% na segunda-feira.
Os juros a cinco anos também subiam, para 3,455%, contra 3,446%.
No mesmo sentido, os juros a dois anos avançavam, para 3,172%, contra 3,166% na véspera.
Os juros de Espanha recuavam a dois anos e avançavam a cinco e a 10 anos, enquanto os da Grécia desciam a dois e cinco anos e subiam a 10 anos.
Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,358%, contra 3,366%, enquanto os de França se moderavam, para 4,942%, contra 4,900%.
O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, também descia, para cerca de 160 pontos base, depois de ter atingido máximos dos últimos 15 anos na semana passada, e mantinha-se acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.
Os juros da dívida dos EUA subiam, para 4,992%, contra 4,989% na véspera.
Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:45:
2 anos…5 anos…10 anos
Portugal
27/10…….3,172…3,455…..3,876
26/10…….3,166…3,446…..3,865
Espanha
27/10…….3,235…3,520…..4,005
26/10…….3,236…3,518…..3,998
Grécia
27/10…….3,228…3,753…..4,326
26/10…….3,242…3,756…..4,311
Itália
27/10…….3,511….3,984…..4,511
26/10…….3,507….3,970…..4,487
Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.