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Taxa Euribor sobe a três, a seis e a 12 meses

29 October 2026 at 10:42
euribor a 6 meses

A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje ao ser fixada em 2,973%, mais 0,013 pontos percentuais que na quarta-feira.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a agosto indicam que a Euribor a seis meses representava 40,3% do ‘stock’ de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,03% e 24,27%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu hoje, para 3,308%, mais 0,018 pontos que na véspera.

A Euribor a três meses também avançou hoje, ao ser fixada em 2,643%, mais 0,025 pontos.

O mercado espera que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha hoje as taxas diretoras e adie a subida das mesmas para a última reunião de política monetária deste ano, que se realiza em 16 e 17 de dezembro.

Em 10 de setembro, como esperado pelos mercados, o Banco Central Europeu (BCE) subiu as taxas diretoras, em 25 pontos base, depois de as ter mantido em julho.

Em junho, pela primeira vez desde setembro de 2023, o BCE tinha subido as taxas diretoras, designadamente 25 pontos base, depois de as manter em abril, pela sétima reunião consecutiva e de oito reduções desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 21 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Banco Sabadell regista lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro devido a venda do TSB

29 October 2026 at 08:26

O Banco Sabadell registou um lucro de 1,38 mil milhões de euros até setembro, menos 1% do que no ano anterior, devido à menor contribuição do TSB, banco britânico que o grupo vendeu em maio.

De acordo com informação enviada hoje à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, sem contar com o TSB nem com os efeitos extraordinários, o banco registou um lucro de 405 milhões no terceiro trimestre, mais 13% do que entre abril e junho, graças ao aumento das receitas de juros e comissões e a custos recorrentes estáveis.

A entidade, cuja rentabilidade recorrente subiu para 14,2%, pagará a 29 de dezembro um dividendo provisório em dinheiro de 7 cêntimos por ação, num total de 325 milhões de euros.

“Demonstrámos, mais uma vez, a nossa capacidade de fazer crescer o negócio de forma sustentável, ao mesmo tempo que melhoramos as receitas e contemos os custos”, afirmou num comunicado o diretor executivo do banco, Marc Armengol.

O TSB contribuiu com 79 milhões de euros nos quatro meses em que fez parte do grupo este ano, contra os 242 milhões que gerou nos primeiros nove meses de 2025.

Excluindo a filial britânica, o lucro do Sabadell passou de 1.148 milhões nos primeiros nove meses de 2025 para 1.297 milhões este ano, mas sem os efeitos extraordinários deste exercício teria sido inferior ao do ano anterior.

Com a venda do TSB, o banco registou mais-valias no valor de 322 milhões, embora tenha também suportado despesas extraordinárias, como o plano de pré-reforma, pelo que o saldo líquido foi de 201 milhões a seu favor.

Excluindo esses efeitos, o lucro recorrente ascendeu a 1.096 milhões até setembro, menos 5,3% do que no ano anterior, segundo o banco, embora tenha vindo a crescer trimestre a trimestre desde a primavera.

A saída da filial também se reflete no balanço: o ativo total do grupo reduziu-se 18,5% num ano, para 199.258 milhões.

A margem de juros situou-se em 2.694 milhões até setembro, uma redução de 0,6%, embora no terceiro trimestre tenha crescido 2% em relação ao anterior, atingindo 920 milhões, devido a um maior volume de crédito.

As comissões cresceram 2,1%, atingindo os 983 milhões, impulsionadas pela gestão de ativos na sequência do alargamento do acordo com a gestora francesa Amundi, e no terceiro trimestre registaram um aumento de 3,7% em relação ao trimestre anterior.

Com isso, as receitas da atividade bancária, que incluem juros e comissões, atingiram 3.677 milhões, um aumento de 0,1%, voltando assim a registar um crescimento em termos homólogos.

A margem bruta ascendeu a 3.777 milhões, mais 1%, mas a margem antes de provisões caiu 5,3%, para 1.981 milhões, porque os custos totais aumentaram 9,1%, para 1 797 milhões.

Esses custos incluem 88 milhões não recorrentes decorrentes do plano de pré-reforma; sem eles, as despesas aumentaram 3,8% até setembro e mantiveram-se estáveis no terceiro trimestre.

A instituição prevê encerrar o ano com um aumento de cerca de 1% na margem de juros, de cerca de 4% nas comissões e de 2% nos custos recorrentes.

Inter Ring ou Inter Wristband: qual vale mais a pena como wearable?

28 October 2026 at 08:00

O Inter Ring e a Inter Wristband utilizam tecnologia NFC para realizar pagamentos por aproximação e oferecem uma alternativa para quem busca praticidade em compras, deslocamentos, atividades ao ar livre e viagens.

Pagar uma compra sem tirar o celular do bolso ou procurar o cartão na carteira é a proposta dos wearables financeiros do Inter.

Diferentemente de smartwatches e anéis inteligentes voltados ao monitoramento da saúde, os acessórios têm como foco os serviços financeiros, como os pagamentos e outras funcionalidades de acesso e autenticação compatíveis com o sistema.

Ambos funcionam com NFC passiva, não possuem tela e dispensam bateria e recarga.

Como funcionam o Inter Ring e a Inter Wristband?

Os dois dispositivos wearable do Inter utilizam a tecnologia NFC, sigla em inglês para comunicação por campo de proximidade. O recurso permite a troca de informações entre dispositivos próximos e viabiliza a comunicação com terminais de pagamento compatíveis.

Como o funcionamento é passivo, os acessórios não precisam ser ligados nem carregados. Após a configuração inicial, também não é necessário manter o celular nas mãos para concluir uma compra.

Para começar a utilizar um dos modelos, o cliente deve configurar o dispositivo pelo Super App do Inter e vinculá-lo a um cartão elegível, conforme as condições do produto.

O uso no dia a dia segue etapas simples:

  1. Configure o wearable pelo Super App do Inter
  2. Vincule um cartão elegível, seguindo as orientações do aplicativo
  3. Verifique se o estabelecimento aceita pagamentos por aproximação
  4. Aproxime o anel ou a pulseira do terminal e aguarde a leitura
  5. Siga as instruções da máquina caso seja solicitada alguma confirmação adicional

A solução pode ser útil em supermercados, restaurantes, cafeterias, lojas, eventos e outros estabelecimentos que aceitem pagamentos contactless. Em viagens, facilita despesas durante passeios e deslocamentos, desde que o terminal e o cartão vinculado sejam compatíveis com a operação.

Mas os wearables não eliminam a necessidade de contar com uma alternativa de pagamento. Levar um cartão físico ou outro meio de pagamento evita contratempos em locais que não aceitam a tecnologia ou diante de eventuais falhas na transação.

Quais são as diferenças entre o Inter Ring e a Inter Wristband?

Embora compartilhem a proposta de pagamento por aproximação, os acessórios se diferenciam principalmente pelo formato, pelos materiais e pela maneira como são usados.

Esses aspectos ajudam a determinar qual dispositivo combina melhor com os hábitos do consumidor.

Inter Ring

O Inter Ring é um anel desenvolvido para realizar transações por aproximação sem depender do celular durante a compra. O produto está disponível em versões de cerâmica e metal, com opções de cores distintas.

As versões de cerâmica são oferecidas nas cores rosa, preto e cinza. Já os modelos metalizados estão disponíveis em dourado e prata.

Um dos principais cuidados antes da aquisição é escolher a numeração correta. Como o acessório precisa permanecer no dedo durante as atividades cotidianas, o ajuste influencia diretamente o conforto e a experiência de uso.

Para auxiliar na escolha, o Inter disponibiliza um medidor digital e permite solicitar um medidor físico antes da compra. Também há possibilidade de realizar a medição em determinados pontos físicos.

Entre as características do Inter Ring estão:

  • Formato compacto: pode ser incorporado ao uso cotidiano como um acessório pessoal
  • Pagamento sem contato: permite realizar compras em terminais compatíveis
  • Sem recarga: dispensa bateria e carregamento
  • Opções de acabamento: oferece modelos de cerâmica e metal em diferentes cores

O preço varia conforme a versão escolhida. Os valores informados para os modelos em 22 de outubro de 2026 são:

  • Inter Ring Black: R$ 465,00
  • Inter Ring Gold: R$ 499,99
  • Inter Ring Gold + Sizer: R$ 499,99
  • Inter Ring Silver + Prime: R$ 777,00
  • Inter Ring Black + Prime: R$ 777,00

*Os valores podem ser atualizados sem aviso prévio.

Inter Wristband

A Inter Wristband é uma pulseira voltada ao mesmo propósito financeiro, mas com um formato que pode ser mais confortável para quem prefere usar o dispositivo no pulso.

O acessório possui tamanho único ajustável, estrutura de silicone e fecho de aço inoxidável. Essa combinação permite adaptar a pulseira ao pulso sem a necessidade de escolher uma numeração de anel.

Segundo as especificações informadas para o produto, a pulseira tem certificação IP68 e pode ser utilizada em situações como chuva, exercícios físicos e natação em águas rasas, respeitadas as orientações e os limites de uso do fabricante.

A distância de leitura informada para a Inter Wristband é de até 2 centímetros. Na prática, basta aproximar o dispositivo de um terminal compatível, observando o posicionamento indicado para a leitura.

Os principais diferenciais são:

  • Ajuste regulável: adapta-se ao pulso, sem exigir a escolha de uma numeração de anel
  • Materiais: combina silicone e fecho de aço inoxidável
  • Resistência à água: possui certificação IP68, conforme as especificações do produto
  • Praticidade: permanece presa ao pulso durante deslocamentos e atividades cotidianas

A escolha também leva em conta a rotina. Quem pratica atividades físicas ou prefere manter o acessório visível e acessível no pulso pode encontrar na pulseira uma alternativa interessante.

Já quem prioriza um objeto compacto, com aparência de jóia ou acessório tradicional, pode preferir o anel.

Banca da zona euro restringe condições para conceder crédito no 3.º trimestre, refere BCE

27 October 2026 at 13:00

Os bancos da zona euro restringiram ainda mais no terceiro trimestre os critérios de concessão de empréstimos às empresas e de créditos ao consumo devido ao aumento dos riscos e das taxas de juro, foi hoje anunciado.

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje a pesquisa sobre empréstimos bancários de outubro de 2026, que mostra que 9% dos bancos restringiram no terceiro trimestre os padrões de concessão de crédito às empresas, que são as diretrizes internas ou os critérios de aprovação de empréstimos, contra 7% no segundo trimestre.

Os bancos mantiveram neste período os critérios de concessão de empréstimos às famílias para a aquisição de habitação.

Além disto, 14% dos bancos disseram que restringiram os critérios de concessão de crédito ao consumo e outros empréstimos às famílias (contra 12% no segundo trimestre).

O BCE realizou a pesquisa com 159 bancos da zona euro entre 21 de setembro e 6 de outubro de 2026.

Alguns bancos também apontaram as pressões derivadas da incerteza geopolítica e da evolução do setor energético como motivo para restringir os critérios para conceder créditos.

Os critérios de concessão de crédito às empresas foram restringidos por 27% dos bancos em França e 6% das instituições bancárias na Alemanha, enquanto 11% dos bancos em Itália os flexibilizaram.

Na Alemanha, 4% dos bancos flexibilizaram os critérios de concessão de empréstimos para a habitação, enquanto estes foram mantidos em Espanha, França e Itália.

Além disso, os bancos na Alemanha mantiveram os critérios de concessão de crédito ao consumo, enquanto 38% dos bancos em França, 27% em Itália e 8% em Espanha os restringiram.

O BCE fez uma pergunta específica sobre os novos empréstimos para financiar a implementação ou o desenvolvimento da inteligência artificial (IA).

A maioria dos bancos ainda não incorporou critérios específicos para avaliar os empréstimos relacionados com a IA.

Um número reduzido de bancos disse que tem cada vez mais em conta a IA e os riscos associados e que submetem a um escrutínio mais rigoroso as empresas do setor tecnológico.

No quarto trimestre, os bancos preveem restringir ainda mais os critérios de concessão de crédito às empresas, dos empréstimos destinados à habitação e ao consumo para os níveis mais elevados desde o terceiro trimestre de 2023.

Além disso, os bancos rejeitaram mais pedidos de empréstimos em todos os grupos, mas principalmente no do crédito ao consumo.

No terceiro trimestre, a procura de crédito das empresas e das famílias caiu, tanto para comprar uma casa como para consumo, devido ao aumento das taxas de juro.

Da mesma forma, as empresas investem menos em ativos fixos e recorrem a fontes de financiamento alternativas.

A incerteza geopolítica e energética também trava a procura de empréstimos corporativos.

Vários bancos disseram que preveem um aumento gradual, mas sustentado, da procura de crédito destinada a financiar infraestruturas digitais, em concreto centros de dados.

Os bancos assinalaram que os seus empréstimos vinculados à IA se direcionarão mais provavelmente a fornecedores de infraestruturas do que para desenvolvimentos de ‘software’ ou a empresas que adotem aquela tecnologia, acrescenta o BCE.

Inter vs bancos tradicionais: o que muda nos produtos financeiros

27 October 2026 at 10:00

A principal diferença entre os produtos financeiros do Inter e dos bancos tradicionais está no modelo de integração dos seus serviços. Além disso, tanto a operação quanto a estrutura de custos possuem características próprias de instituições financeiras digitais.

Priscila Salles, Diretora de Clientes do Inter, explica que “a combinação de tecnologia, personalização e integração permite que o cliente concentre sua vida financeira em um único ambiente”.

De acordo com ela, isso permite mais conveniência e uma experiência mais fluida do que a oferecida por bancos tradicionais.

Integração do ecossistema de serviços é a prioridade

O Inter evoluiu de banco digital para um Super App Financeiro Global. Reúne em uma única experiência digital serviços bancários, crédito, investimentos, seguros, shopping e soluções internacionais.

“Mais do que oferecer diferentes produtos, o diferencial está na integração do ecossistema e na capacidade de tornar a jornada do cliente mais simples e personalizada”, explica Priscila Salles.

A Diretora de Clientes da instituição destaca o uso de dados e inteligência artificial para soluções mais relevantes para cada perfil e momento de vida. Alguns exemplos são a iniciativa Meu Crédito, que centraliza modalidades de financiamento, e a assistente de IA, Seven, lançada no início de 2026.

A estratégia da fintech garantiu reconhecimentos como Prêmio Consumidor Moderno deste ano e a presença em rankings como o dos principais neobancos do mundo da Forbes.

Abaixo, conheça os principais produtos financeiros e nichos de serviços do Inter:

Modelo de negócio tem inclusão digital como um de seus objetivos

O Inter é uma instituição financeira 100% digital, pensada para simplificar e democratizar o acesso aos serviços financeiros, reduzindo custos, burocracia e fricções ao longo da jornada do cliente. Ou seja, funciona como um agente de inclusão financeira.

A companhia atingiu números recordes no segundo trimestre do ano, com mais de 45 milhões de clientes. Priscila Salles conta que isso consolidou a instituição como uma plataforma financeira completa e integrada, com uma experiência mais simples e eficiente.

“Ao mesmo tempo, a escala e o modelo digital permitem ganhos de eficiência que se traduzem em uma oferta mais acessível”, detalha a Diretora. “Mais do que crescer em número de clientes, o foco do Inter é aprofundar o relacionamento com sua base e aumentar a principalidade”.

No mercado financeiro, o termo principalidade descreve a situação em que a instituição se torna a escolha favorita do cliente, concentrando o maior volume de seus gastos, recebimentos, investimentos e transações diárias.

A Diretora de Clientes do Inter ainda ressalta que a próxima fase de competição no setor financeiro será cada vez mais baseada em personalização, relevância e experiência, e não só na aquisição de clientes.

“Escala sozinha não gera valor”, defende Salles. “A combinação entre tecnologia, integração e experiência é o que sustenta a competitividade do Inter e reforça sua posição como uma plataforma financeira completa”.

Assim, a disputa entre bancos digitais e instituições tradicionais tende a se concentrar cada vez mais na capacidade de oferecer soluções integradas, personalizadas e acessíveis.

Nesse cenário, o Inter aposta na combinação entre tecnologia, diversidade de produtos e conveniência para ampliar o relacionamento com os clientes e consolidar seu ecossistema financeiro.

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