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Associação de Basquetebol do Algarve divulga agenda de jogos até 4 de novembro

A Associação de Basquetebol do Algarve (ABA), em nota enviada à nossa redação, divulga a agenda de jogos regionais e nacionais, que vão decorrer entre os dias 29 outubro e 4 de novembro de 2026.

A ABA salienta que os jogos regionais assinalados com fundo de cor verde têm Juízes nomeados pelo CAD Algarve.

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Adeus árvores, olá hotel de luxo: conheça o projeto milionário que vai nascer na Torralta (com fotos)

Quem passa pela zona de Alvor, no concelho de Portimão, depara-se com movimentações de máquinas num enorme terreno situado a norte das torres da Torralta e do hotel D. João II.

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Novembro chegou. Não deixe as suas costas hibernarem

Com a chegada do Outono, os dias ficam mais curtos, o frio aperta e a chuva convida a ficar em casa. Trocamos a caminhada pelo sofá, o carro substitui o passeio a pé, e as horas em frente ao ecrã multiplicam-se. É natural. Mas as nossas costas podem pagar a fatura.

A dor lombar é uma das principais causas de incapacidade no mundo e um dos principais motivos para recorrer a serviços de saúde. Estima-se que atualmente a lombalgia afete mais de 600 milhões de pessoas e que, até 2050, ultrapasse os 800 milhões. Na consulta, vemos frequentemente pessoas com dor lombar cujas queixas começaram ou pioraram no seguimento de períodos de menor atividade.

Porquê? A coluna não foi feita para estar parada. É sustentada por músculos que funcionam como um suporte natural para o nosso tronco; quando passamos muitas horas sentados, esses músculos inativam-se, enfraquecem e perdem qualidade.

Também os discos intervertebrais, as almofadas esponjosas que temos entre as vértebras, sofrem com a ausência de movimento, principalmente em posições de maior stress mecânico, como é a posição sentada. Se associarmos a estes factos o aumento do peso que ocorre com a diminuição da atividade física, temos a receita pronta para a dor lombar – a coluna fica menos protegida e até um gesto simples, como pegar num saco de compras ou apertar os sapatos, é o bastante para desencadear dor.

O problema tem um efeito de bola de neve – quem tem dor mexe-se menos, e quem se mexe menos tem mais dor. Durante muito tempo, aconselhou-se repouso para tratamento da dor lombar mecânica, mas hoje sabemos que, na grande maioria dos casos, manter-se ativo é parte do tratamento.

A boa notícia é que não são precisos grandes sacrifícios. Ficam algumas sugestões simples para esta altura do ano:

  • Evite os períodos prolongados sentado – levante-se a cada 45 minutos: se trabalha sentado, vá buscar água, atenda o telefone de pé ou dê uma volta pelo corredor. Intercale o uso de cadeira com a bola de pilates para se sentar; experimente uma standing desk que permita alternar posicionamentos.
  • Melhore a sua postura ao computador – costas apoiadas, pés no chão, ecrã à altura dos olhos, e rato e teclado à altura dos cotovelos; evite o computador portátil.
  • Caminhe todos os dias – trinta minutos, mesmo divididos em blocos de dez, fazem diferença. Em dias de chuva, as escadas interiores podem compensar a caminhada no exterior – evite o elevador.
  • Fortaleça o tronco. Exercícios simples em casa, como pranchas ou pontes, mantêm a “cintura” muscular ativa.
  • Mantenha um peso saudável. O excesso de peso sobrecarrega a coluna, dificulta a mobilidade e promove o círculo vicioso do sedentarismo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana. Parece muito, mas são pouco mais de 20 minutos por dia.

Importa também saber quando procurar ajuda. A franca maioria das dores nas costas tem origem mecânica, não é preocupante, e melhora em poucas semanas – mais de 80% dos adultos ativos têm pelo menos um episódio de lombalgia ao longo da sua vida. Mas uma dor que não alivia, que o acorda a meio da noite, que irradia às pernas ou que se acompanha de perda de força, dormência ou febre, deve ser avaliada por um médico.

O Inverno não tem de ser uma pausa para o corpo. Este novembro, faça das suas costas uma prioridade: mexa-se um pouco mais, todos os dias. A sua coluna vai agradecer-lhe na primavera.

Sobre a Campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’

A campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic. Para mais informações, consulte a Página de Facebook, Instagram, canal de Youtube e site da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”. 

* Médico Ortopedista, Cirurgia da Coluna Vertebral, Hospital CUF Descobertas, membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas

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100 anos a salvar vidas: Presidente da República presta homenagem aos Bombeiros de Portimão

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Portimão (AHBVP) e o seu Corpo de Bombeiros foram distinguidos pelo Presidente da República, António José Seguro, com o título de Membro Honorário da Ordem do Mérito.

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Osteoporose:  uma doença silenciosa

Partir um osso pode mudar uma vida inteira, e esta frase resume bem a realidade da osteoporose. Uma fratura de fragilidade é, muitas vezes, o primeiro sinal de uma doença que, até então, não dava qualquer sintoma. Dor, perda de autonomia, incapacidade e, em alguns casos, aumento significativo do risco de morte são consequências possíveis de uma fratura da anca, da coluna ou de outro local, com um impacto que não é apenas físico, mas também psicológico, familiar e social. Por isso, uma fratura por fragilidade deve ser encarada como uma oportunidade: a de diagnosticar e tratar a osteoporose e de prevenir novas fraturas.

Essa oportunidade, porém, continua a ser desaproveitada, e daí resulta um paradoxo: existem tratamentos eficazes, mas muitos doentes permanecem sem tratamento e, entre os que o iniciam, a adesão é insuficiente. Por isso, é fundamental explicar ao doente que o objetivo de tratar não é apenas aumentar a densidade óssea, mas sobretudo reduzir o risco de uma nova fratura.

A escolha do tratamento deve ser individualizada, tendo em conta as características, preferências e expectativas de cada pessoa, porque um tratamento que o doente compreende e aceita tem maior probabilidade de ser cumprido. É igualmente necessário melhorar o acompanhamento após o início da terapêutica, para identificar precocemente dificuldades de adesão ou efeitos adversos.

Aqui, a existência de circuitos estruturados de acompanhamento de doentes com fratura de fragilidade pode ter um papel muito importante, assim como a articulação entre o médico de família, reumatologista e outras especialidades.

Na realidade, o acompanhamento deve ser partilhado, com uma comunicação clara entre os diferentes profissionais envolvidos. O médico de família tem um papel fundamental na identificação de fatores de risco, prevenção, acompanhamento global e manutenção da terapêutica, enquanto ao reumatologista cabe identificar os doentes com maior risco de fratura, fazer a avaliação clínica e densitométrica, investigar causas secundárias de perda de massa óssea e definir, em conjunto com o doente, a estratégia mais adequada ao risco individual, que inclui medidas não farmacológicas e tratamento farmacológico. 

Consoante cada doente, outras especialidades, como a ortopedia, a endocrinologia, a ginecologia ou a medicina interna, também podem ser importantes. O essencial é que o doente não se perca entre consultas e que exista um percurso assistencial integrado.

Tudo isto só tem pleno sentido se olharmos também para o que acontece antes da fratura. Tratar bem é essencial, mas prevenir é melhor, e a prevenção começa muito cedo. É possível reduzir significativamente o risco de osteoporose e de fraturas com hábitos saudáveis ao longo de toda a vida: uma alimentação equilibrada, com ingestão adequada de cálcio e vitamina D, exercício físico regular, em particular exercício com carga e treino de força, e a ausência de tabaco e de consumo excessivo de álcool são medidas fundamentais.

Manter um peso adequado e prevenir quedas, sobretudo nas pessoas mais velhas, é igualmente importante. No entanto, alguns fatores de risco não são modificáveis, pelo que a avaliação individual do risco de fratura continua a ser essencial.

Se há uma mensagem que gostaria que os portugueses retivessem, é que a osteoporose não é uma consequência inevitável do envelhecimento, e existem formas eficazes de reduzir o risco de fratura. Trata-se de uma doença muitas vezes silenciosa, pelo que a primeira manifestação pode ser precisamente uma fratura depois de um traumatismo mínimo.

Quem sofre uma fratura de fragilidade deve ser avaliado para osteoporose, mesmo que se sinta bem e nunca tenha feito uma densitometria. E, sobretudo, é importante saber que diagnosticar e tratar atempadamente pode evitar a próxima fratura e preservar a autonomia e a qualidade de vida.

* Reumatologista CUF Barreiro e ULS Arrábida

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GAMP promove tertúlia ”Fortalezas Marítimas do Algarve no Século XVII”

O GAMP- Grupo de Amigos do Museu de Portimão realiza a última tertúlia de 2026, que terá lugar sábado, 7 de novembro, pelas 17h00, na Sala de Reuniões do Museu de Portimão.

Sob o tema “Fortalezas Marítimas do Algarve no Século XVII”, esta tertúlia será dinamizada pelo professor e investigador Valdemar Coutinho, autor de diversos estudos sobre o património  histórico e cultural algarvio.

Em análise, estarão as razões do elevado número de fortalezas marítimas construídas, nesse período, na orla marítima do Algarve, as quais constituem igualmente um património construído de relevante importância na história de uma  região, localizada na rota entre o Mediterrâneo e Atlântico.

Devido a esse contexto, ao longo dos tempos, o Algarve  esteve muito mais exposta a incursões frequentes de piratas e corsários europeus, berberes e turcos do que a faixa costeira ocidental, até porque a costa algarvia dispunha de muitos ancoradouros de fácil desembarque de piratas e corsários, pondo em risco tanto a vida das populações, como os seus bens.

O meio encontrado para atingir esse objetivo foi a existência de fortalezas marítimas dotadas de meios para repelir, com eficiência, os referidos ataques.

No século XVII, os perigos eram tão graves e frequentes que, em 1618, Filipe II de Portugal (III de Espanha), contratou o arquiteto italiano Alexandre Massaii, para estudar a situação das fortalezas marítimas, para garantir a desejada segurança.

O dito estudo foi entregue, em 1622, subordinado ao tema “DESCRIPÇÃO DO REINO DO ALGARVE”, com sugestões de construção de novas fortalezas ou de melhoramento nas existentes, o que veio a concretizar-se, nalguns casos.

Este é uma iniciativa integrada no Projeto “Museus para Todos”, desenvolvido pelo GAMP, desde 2024, com o apoio da Unidade de Cultura da CCDR-Algarve, do Museu e do Município de Portimão.

Visa fomentar uma maior interação e inclusão, no sentido de ampliar o contacto com a história, o património cultural e identitário  da diversidade dos   museus e monumentos algarvios.

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Brasa Doirada lançam nova versão da música ‘O meu Montinho’

Os Brasa Doirada anunciam que querem levar o Alentejo a todas as rádios, com a nova versão do tema de Jota Mendes, ‘O Meu Montinho’, que chega às plataformas digitais às 21h00 do último dia de outubro, acompanhada pela estreia do videoclip oficial no YouTube.

“Há músicas que nos transportam para lugares onde já fomos felizes. Que nos recordam as nossas origens, as pessoas que ficaram e a terra que, mesmo à distância, nunca deixamos de sentir como nossa“, dizem os Brasa Doirada na nota enviada às redações.

É essa memória que os Brasa Doirada trazem de volta com ‘O Meu Montinho’, uma nova interpretação do tema de Jota Mendes, com lançamento marcado para 31 de outubro, às 21h00, nas plataformas digitais e com estreia simultânea do videoclip oficial no YouTube.

Com mais de onze anos de percurso, os Brasa Doirada continuam a afirmar uma identidade musical própria, onde a raiz alentejana se cruza com a irreverência, a energia e uma sonoridade contemporânea. Nesta versão, a banda revisita uma canção carregada de nostalgia, dando-lhe uma nova dimensão sonora, sem perder a essência que a torna tão especial.

Brasa Doirada

Os arranjos musicais e a produção áudio de Paulo Ribeiro são parte fundamental desta abordagem, que procura aproximar a música de raiz alentejana de novos públicos e mostrar que a tradição não tem de ficar presa ao passado para continuar a emocionar.

Mais do que um novo lançamento, ‘O Meu Montinho’ é a afirmação de um caminho feito de evolução, aprendizagem e respeito pelas origens. Uma canção que nasce da memória do Alentejo, mas que fala a todos os que sabem o que é partir e continuar a levar a sua terra dentro de si.

Os Brasa Doirada querem agora que esta sonoridade chegue às rádios de todo o país, levando consigo a alma alentejana e a vontade de continuar a surpreender. Para ver o videoclip oficial no YouTube, quando estiver disponível, clique aqui.

Porque há raízes que nunca se perdem. E há músicas que nos fazem regressar a casa.

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Diabetes: a tecnologia não pode substituir as consultas

Fala-se cada vez mais em inovação no tratamento da diabetes. As bombas de insulina, os sensores de glicose e os sistemas automáticos são frequentemente apresentados como soluções revolucionárias e, de facto, representam um avanço indiscutível. No entanto, no terreno, a realidade permanece mais complexa.

Enquanto enfermeiro numa consulta de pé diabético, vejo diariamente essa realidade.

Apesar dos progressos tecnológicos, continuam a chegar à consulta pessoas com feridas, infeções e complicações que, em muitos casos, poderiam ter sido evitadas. Este facto levanta uma questão: estaremos a valorizar demasiado a tecnologia e a desvalorizar o acompanhamento?

A diabetes não é apenas uma questão de controlo glicémico. É uma doença sistémica, silenciosa e progressiva, que exige vigilância contínua, especialmente ao nível dos pés, onde pequenas lesões podem rapidamente evoluir para situações graves. É aqui que a consulta de pé diabético assume um papel central.

A importância do acompanhamento

Na prática clínica, o acompanhamento regular permite, identificar precocemente alterações na pele e na sensibilidade, educar a pessoa para os cuidados diários com os pés, corrigir comportamentos de risco bem como, intervir antes que uma pequena lesão se torne uma ferida complexa. Mais do que tratar feridas, a consulta é um espaço de prevenção, educação e proximidade.

Muitas vezes, é também o momento em que percebemos que o problema não é a falta de tecnologia, mas a dificuldade em gerir a doença no dia a dia.

As bombas de insulina melhoram o controlo metabólico e reduzem complicações a longo prazo. Mas não eliminam o risco. Podemos então afirmar que, um bom controlo glicémico ajuda, mas não substitui questões como a observação regular dos pés, o uso de calçado adequado, a vigilância de sinais de alerta, e o acompanhamento por profissionais de saúde.

Na consulta, encontramos pessoas a usar tecnologia avançada, mas com défices de literacia em saúde ou dificuldades na adesão aos cuidados básicos. Isto mostra que a inovação, por si só, não resolve tudo.

Parar, escutar e educar para a prevenção

Ensinar uma pessoa a olhar para os seus pés, a reconhecer sinais de risco e a agir atempadamente pode evitar internamentos, cirurgias e amputações, e isso, não se faz com dispositivos, faz-se com tempo, escuta e acompanhamento contínuo.

Portugal tem investido no acesso a novas tecnologias, e esse caminho deve continuar. Mas é fundamental garantir que esse investimento é acompanhado por reforço das equipas de saúde, valorização das consultas especializadas, tempo clínico para educação terapêutica. Caso contrário, corremos o risco de ter uma medicina tecnologicamente avançada, mas clinicamente incompleta.

A inovação na diabetes é bem-vinda e necessária. As bombas de insulina são um exemplo claro de progresso. Mas, na prática, aquilo que continua a fazer a diferença é o acompanhamento próximo e qualificado.

Enquanto enfermeiro numa consulta de pé diabético, é impossível ignorar esta evidência: muitas complicações ainda acontecem não por falta de tecnologia, mas por falta de acompanhamento eficaz.

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Na diabetes, prevenir continua a ser mais poderoso do que tratar, e essa prevenção começa na consulta.

* Enfermeiro Farmácias Holon

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Osteoporose e coluna: proteger os ossos para manter a autonomia

A coluna sustenta o corpo e protege a medula. Permite-nos andar, dobrar, levantar pesos e manter a postura. Quando a coluna adoece, as tarefas mais simples tornam-se difíceis. Vestir, cozinhar ou passear podem passar a causar dor e insegurança.

O envelhecimento e a fragilidade dos ossos

O osso é um tecido vivo e renova-se ao longo de toda a vida. Atingimos a massa óssea máxima por volta dos 30 anos. A partir daí, perdemos osso de forma lenta e progressiva. Nas mulheres, a perda acelera após a menopausa, com a descida dos estrogénios.

A osteoporose surge quando o osso perde densidade e qualidade. Torna-se poroso e frágil. A doença não dá sintomas até ao dia em que um osso parte. Por isso, chamam-na de “doença silenciosa”.

Em Portugal, cerca de 22% das mulheres e 7% dos homens com mais de 50 anos têm osteoporose. Todos os anos ocorrem cerca de 52 000 fraturas de fragilidade.

As vértebras são os ossos mais atingidos. Uma fratura vertebral pode acontecer após uma queda ligeira, um espirro forte ou o simples gesto de levantar um saco de compras. Estima-se que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos venham a sofrer uma fratura por osteoporose. Cerca de dois terços das fraturas vertebrais passam despercebidas, porque a dor é atribuída à idade ou à artrose.

O impacto das fraturas vertebrais

Uma vértebra fraturada perde altura e fica em forma de cunha. A dor nas costas pode surgir de repente ou instalar-se aos poucos. Com várias fraturas, a coluna curva-se para a frente. A pessoa perde altura e ganha a chamada “corcunda”.

A dor limita o movimento. A curvatura dificulta a respiração e a digestão. O medo de cair leva muitas pessoas a sair menos de casa. Perdem força, equilíbrio e confiança. A autonomia diminui e a dependência de terceiros aumenta.

A primeira fratura vertebral é também um sinal de alarme. Quem já fraturou uma vértebra tem um risco de sofrer outra cerca de cinco vezes maior.

Prevenir ao longo da vida

A prevenção começa na infância e continua até ao fim da vida. Algumas medidas simples fazem diferença:

  • • Praticar exercício regularmente, sobretudo caminhadas e exercícios de força e de equilíbrio;
  • • Comer alimentos ricos em cálcio, como leite, iogurte, queijo, peixe e vegetais de folha verde;
  • • Manter níveis adequados de vitamina D, com exposição solar moderada e suplementos quando o médico os indicar;
  • • Deixar de fumar e moderar o consumo de álcool;
  • • Adaptar a casa para evitar quedas, com boa iluminação, tapetes fixos e barras de apoio na casa de banho;
  • • Falar com o médico sobre o risco de osteoporose após a menopausa, depois dos 65 anos ou durante tratamentos prolongados com corticóides.

A densitometria óssea permite fazer o diagnóstico. Se a osteoporose for confirmada, existem medicamentos eficazes que fortalecem o osso e reduzem o risco de novas fraturas. O tratamento deve ser cumprido com regularidade e acompanhado pelo médico.

Uma dor nas costas que surge de repente depois dos 50 anos merece avaliação médica. Uma perda de altura também a merece. Cuidar dos ossos hoje protege a liberdade de amanhã.

Sobre a Campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’

A campanha “Olhe pelas suas costas”, lançada em 2009, é uma iniciativa que visa sensibilizar a população para a problemática das dores nas costas, alertar para as suas consequências na vida pessoal e profissional dos portugueses e educar sobre as formas de prevenção e tratamento existentes. A iniciativa tem a chancela da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, da Associação Para o Estudo da Dor, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, da Sociedade Portuguesa de Neurocirurgia, da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação e da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e conta com o apoio da Medtronic. Para mais informações, consulte a Página de Facebook, Instagram, canal de Youtube e site da Campanha “Olhe pelas Suas Costas”.   

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* Médico ortopedista no Lusíadas Saúde e membro da Campanha Olhe pelas Suas Costas

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‘Marina de Portimão’ eleita Melhor Marina do Sul da Europa nos World Luxury Travel Awards 2026

A Marina de Portimão® foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, como Melhor Marina do Sul da Europa nos prestigiados World Luxury Travel Awards 2026, uma das mais relevantes distinções internacionais no setor do turismo de luxo. A cerimónia de entrega dos prémios decorreu em Bucareste, na Roménia, reunindo os principais representantes da indústria mundial das […]

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Cinco séculos de história pedem respeito: Portimão apela à preservação das cantarias manuelinas no Jardim GR Telles

A Câmara Municipal de Portimão vai promover uma campanha de sensibilização da população para a importância de preservar as cantarias manuelinas da antiga Quinta dos Morais, visitáveis na sua localização original desde a inauguração do Jardim Ribeiro Telles, um espaço verde público ao ar livre construído junto ao Mercado Municipal de Portimão. No início do […]

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Festival de Artes Inclusivas promove criação artística através de flores

A Associação Teia D’Impulsos promoveu, a 27 de outubro, o workshop “Criação de Quadros com Flores”, no Espaço Raiz, em Portimão. A iniciativa, dinamizada pela Sofy Art, integrou o programa do Festival de Artes Inclusivas, que procura incentivar a expressão artística e a participação de pessoas com deficiência.

Durante a sessão, os participantes criaram os seus próprios quadros, combinando flores e plantas naturais prensadas com técnicas de desenho e palavras inspiradoras. A atividade procurou estimular a criatividade e a expressão individual através da exploração de diferentes materiais e composições.

“O objetivo deste workshop é criarmos uma arte intuitiva com os participantes”, explicou Sofiya Malichenko, que destacou a importância da experimentação no processo criativo e da possibilidade de cada pessoa expressar o seu mundo interior através do contacto com elementos naturais.

O programa prossegue a 10 de novembro, entre as 10h30 e as 12h30, no Espaço Raiz, com um workshop de criação de mandalas, dinamizado por Margala Mandala. A atividade é dirigida a pessoas com deficiência e propõe explorar a criatividade através de uma prática artística inspirada na natureza.

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Portimão lança campanha para travar vandalismo nas cantarias manuelinas

O Município de Portimão vai lançar uma campanha de sensibilização para travar os atos de vandalismo contra as cantarias manuelinas da antiga Quinta dos Morais, instaladas no Jardim Ribeiro Telles, junto ao Mercado Municipal. Os elementos, que remontam ao século XVI, têm sido alvo de inscrições, pichagens e riscos, obrigando a sucessivas intervenções de conservação e restauro.

Desde a inauguração do jardim, as cantarias estão expostas ao ar livre, numa estrutura criada para preservar e permitir a visitação pública deste património histórico e arquitetónico da cidade.

Nos últimos meses, os danos registados no conjunto e na estrutura metálica envolvente levaram a várias ações de limpeza e recuperação, realizadas pela equipa de conservação e restauro do Museu de Portimão, nomeadamente por Andreia Romão.

As intervenções incluem a avaliação do estado de conservação, a realização de testes prévios, a remoção controlada de inscrições e grafitos, a limpeza das superfícies pétreas e a aplicação de um produto de proteção antigraffiti. Os trabalhos são executados com materiais e produtos adequados à preservação dos elementos.

Apesar de as operações permitirem recuperar as condições iniciais do conjunto, têm sido registados novos atos de vandalismo pouco tempo depois, obrigando à repetição dos procedimentos e a novos encargos para o município.

A campanha agora anunciada pretende sensibilizar a população, através de diferentes suportes de comunicação, para a importância de proteger este património e evitar comportamentos que comprometam a sua conservação.

A autarquia sublinha que a salvaguarda das cantarias depende não só da monitorização e das intervenções técnicas, mas também do envolvimento da comunidade na proteção destes testemunhos da história local.

“Manter este património depende também da forma como a comunidade reconhece o valor do espaço e dos elementos, apropriando-se
positivamente destes testemunhos do passado e participando ativamente da sua salvaguarda”, pode ler-se na nota de imprensa do município.

Além dos custos associados à reparação dos danos, o município considera que estas ocorrências desviam recursos humanos e financeiros que poderiam ser aplicados noutras ações de valorização e conservação do património municipal.

A iniciativa pretende dar a conhecer o valor histórico e arquitetónico das cantarias, em particular junto das gerações mais jovens, promovendo o conhecimento e a responsabilidade partilhada na preservação do património cultural.

Os elementos da antiga Quinta dos Morais constituem um testemunho da arquitetura do século XVI e da memória histórica de Portimão, cuja conservação é essencial para que permaneçam acessíveis às gerações futuras.

“São registos de um lugar, de uma época e de um quotidiano diferente do atual. Viver o presente, significa respeitar o passado,
deixando um legado para o futuro, sendo, por isso, essencial o contributo de todos”, conclui a autarquia.

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Portimão demands “respect” as vandals target 500-year-old stonework

Portimão demands “respect” as vandals target 500-year-old stonework

Portimão Council is appealing for greater respect for a set of 500-year-old Manueline stonework after repeated acts of vandalism forced restoration teams to intervene several times in recent months. The

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