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Governo reforçará investigações de violência política no segundo turno

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (28) que vai reforçar os processos de investigação de casos envolvendo violência política ocorridos no último fim de semana no país. Ao todo, foram contabilizados 45 episódios, incluindo 10 homicídios, atribuídos à intolerância por posição eleitoral.

As agressões foram registradas entre o último sábado (24) e a noite de domingo (25), após a proclamação do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que deu vitória ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL).

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Os detalhes foram apresentados pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e por integrantes do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta.

"Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível. Nós vivemos um processo democrático e, como em toda eleição, um ganhou e outro perdeu. Isso não pode ser pretexto para o cometimento de crimes, para agressões. Não pode ser pretexto para assassinatos", afirmou Boulos.

Os casos contabilizados pelo governo federal incluem 47 vítimas:

  • 10 vítimas fatais de violência, sendo três indígenas;
  • sete de atropelamentos intencionais;
  • 14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos;
  • cinco de disparos e atentados com armas de fogo;
  • cinco de violência e coação contra povos indígenas;
  • seis de abusos de autoridade e violência policial.

Todas essas denúncias, de acordo com o ministro, teriam como vítimas apoiadores do presidente Lula, e os autores seriam apoiadores e partidários do candidato derrotado Flávio Bolsonaro.

Os estados que lideram o número de ocorrências são Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

As medidas anunciadas pelo governo para dar andamento à apuração de todos os casos incluem a abertura de inquéritos pela Polícia Federal (PF) para crimes de violência política de gênero, crimes eleitorais e violação de direitos humanos.

Também estão previstos o encaminhamento de denúncias à Procuradoria Geral da República (PGR) e o acionamento das corregedorias estaduais das Polícias Militares e Civis e dos Ministérios Públicos dos estados, quando os crimes envolvem policiais.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Públia, Ademar Borges, descreveu que as ocorrências são crimes de naturezas diversas.

"Alguns são crimes eleitorais e alguns envolvem violência política de gênero, que serão investigados pela PF. Já há dezenas de inquéritos instaurados e estamos apurando todas as denúncias. Há casos que envolvem racismo, violência comum, casos de homicídio, violência física, lesão corporal", enumerou.

A pasta também prometeu combater a violência praticada no ambiente digital, fazendo cumprir o Marco Civil da Internet. O decreto determina obrigações para que as plataformas de redes sociais retirem, por conta própria, independentemente de notificação, os conteúdos que envolvem crimes graves, como violações ao Estado Democrático de Direito, violência contra a mulher, xenofobia, discriminação e discursos de ódio.

"Esses crimes estão no rol de crimes especialmente graves, que constam do decreto presidencial, em relação aos quais as plataformas têm o dever de cuidado, de retirar de circulação e evitar falha sistêmica nesse contexto. Essas falhas geram responsabilidade civil das plataformas", acrescentou Borges.

Violência política

Entre os casos de maior repercussão, está o ataque contra a vereadora de Montes Claros (MG) Iara Pimentel (PT), atingida no rosto por um objeto durante ato político realizado na noite de sábado. Ela ficou inconsciente e teve que deixar o local em uma ambulância do Samu. Segundo o relato, o carro de som em que estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos, atirados por apoiadores de Bolsonaro.

Em outro episódio, Eliseu Pedrozo dos Santos, de 38 anos, morreu na segunda-feira (26), depois de ser atropelado na noite de domingo durante as comemorações pela vitória de Lula.

Segundo a Gazeta do Paraná, que noticiou o fato, um motorista embriagado avançou contra um bloqueio policial e atingiu quatro homens. A vítima sofreu traumatismo craniano grave. O motorista foi preso e o teste do bafômetro indicou 0,67 mg de álcool por litro de ar expelido.

Ainda no Paraná, uma pesquisadora identificada como Renata Kempf foi detida na noite de domingo durante uma comemoração pró-Lula, em frente a um bar universitário no centro da cidade. Participantes denunciaram uso excessivo da força policial.

Em Santos, o engenheiro Marcelo de Oliveira da Rocha, de 30 anos, morreu no domingo, depois de ser espancado na madrugada de sábado. Ele voltava de um ato político e usava adesivo de apoio a Lula. A Polícia Civil trata o caso como latrocínio, roubo seguido de morte; a motivação política ainda não está comprovada.

Outra suspeita envolve um suposto envenenamento da água no território dos Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, após as eleições presidenciais. A denúncia foi feita pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e pela deputada federal Célia Xabriabá (PSOL-MG).

Em um áudio no aplicativo WhatsApp, um dos envolvidos teria dito que é preciso “matar essas praga [sic] pela água”.

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Lula venceu em cidades com maior dependência do Bolsa Família

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) nas cidades brasileiras com maior presença do Bolsa Família. Nos 100 municípios em que o programa atende a maior parcela da população, o presidente reeleito recebeu 72% dos votos válidos, enquanto o adversário somou 28%.

O resultado também foi favorável ao petista quando considerados os municípios com o maior número absoluto de famílias beneficiárias. Nesse grupo de 100 cidades, Lula alcançou 52,5% dos votos, contra 47,5% de Flávio.

Ao todo, o candidato do PT foi o mais votado em 93 das 100 cidades mais dependentes do programa de transferência de renda. Flávio Bolsonaro venceu nas outras sete localidades.

No resultado nacional do segundo turno, Lula conquistou 51,79% dos votos, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) obteve 48,21%.

Municípios com maior proporção de moradores atendidos

O levantamento a seguir considera a parcela da população de cada município que recebe o Bolsa Família. Entre as dez cidades com maior proporção de beneficiários, estão localidades do Amapá, Pará, Amazonas e Maranhão.

  1. Itaubal (AP): 2.024 famílias atendidas;
  2. Mocajuba (PA): 9.089 famílias;
  3. Autazes (AM): 15.932 famílias;
  4. Cachoeira Grande (MA): 3.653 famílias;
  5. Cajari (MA): 5.585 famílias;
  6. Belágua (MA): 2.039 famílias;
  7. Anajás (PA): 6.327 famílias;
  8. Pracuúba (AP): 1.128 famílias;
  9. Serrano do Maranhão (MA): 4.011 famílias;
  10. São Paulo de Olivença (AM): 7.410 famílias.

Cidades com mais famílias beneficiárias

Neste ranking, o critério é o número total de famílias que recebem o benefício, sem considerar a proporção em relação à população municipal. São Paulo lidera a lista, seguida pelo Rio de Janeiro e por Fortaleza.

  1. São Paulo (SP): 663.234 famílias atendidas;
  2. Rio de Janeiro (RJ): 418.534 famílias;
  3. Fortaleza (CE): 299.959 famílias;
  4. Salvador (BA): 293.721 famílias;
  5. Manaus (AM): 249.574 famílias;
  6. Brasília (DF): 166.058 famílias;
  7. Belém (PA): 147.461 famílias;
  8. Recife (PE): 139.370 famílias;
  9. Belo Horizonte (MG): 126.153 famílias;
  10. São Luís (MA): 121.378 famílias.

Cartão do Bolsa Família | Foto: Divulgação/MDAS

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Com 51,78% dos votos, contra 48,27% de Flávio, Lula alcança 4º mandato e bate recorde de permanência no poder na democracia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a presença na história política brasileira ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno deste domingo (25/10). Com 51,78% dos votos, contra 48,27% do adversário, segundo apuração com 99,9% das urnas, o petista conquistou um quarto mandato, marca inédita no país.

Lula também se tornou o primeiro candidato a conquistar a Presidência após terminar o primeiro turno atrás do adversário. A recuperação contrariou as expectativas de uma disputa que parecia favorável a Flávio Bolsonaro até os últimos dias da campanha.

Ao concluir o mandato em 2030, Lula terá acumulado 16 anos na Presidência, recorde entre governantes eleitos democraticamente no Brasil. Na história republicana, ficará atrás apenas de Getúlio Vargas, que governou por aproximadamente 18 anos e seis meses, em períodos que incluíram regimes autoritários.

Nascido em uma família pobre de Pernambuco, Lula trabalhou como engraxate, vendedor ambulante e metalúrgico antes de alcançar projeção nacional como líder sindical no ABC paulista. Primeiro operário eleito presidente, chegou ao Palácio do Planalto em 2003, após três derrotas eleitorais.

Lula venceu as eleições de 2002, 2006, 2022 e 2026. Em 2010, encerrou o segundo mandato com aprovação de 83%, segundo o Datafolha. Em 2022, tornou-se o primeiro candidato a derrotar um presidente em exercício que disputava a reeleição.

O presidente completará 81 anos na terça-feira (27/10) e chegará aos 85 ao final do mandato, em 2030. A nova vitória consolidou uma trajetória de sete disputas presidenciais, quatro triunfos e protagonismo político ao longo de mais de quatro décadas.

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Rio Grande do Norte elege Cadu de Lula governador do estado

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Com 98,76% das urnas apuradas, o candidato Cadu de Lula (PT) foi eleito governador do Rio Grande do Norte.

O candidato recebeu, até o momento, 1.059.700 votos válidos, o equivalente a 50,71%. Ele disputou o segundo turno com Allyson Bezerra (União), que obteve 1.030.049 votos (49,29%).

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Carlos Eduardo Xavier é auditor fiscal de carreira e foi secretário estadual da Fazenda no governo de Fátima Bezerra (PT-RN). Aos 48 anos, disputou pela primeira vez um cargo eletivo.
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Lula vence Flávio Bolsonaro e amplia recordes na história política do Brasil

A virada de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro, que parecia improvável até as vésperas do segundo turno, é mais uma proeza de um político que se acostumou a acumular feitos históricos. O petista derrotou o senador do PL, segundo projeção do Datafolha.

Primeiro operário a virar presidente da República, detentor da maior aprovação de um chefe do Executivo no país (em 2010, ao final do segundo mandato), único a ser eleito depois de um período na cadeia e primeiro a vencer o ocupante do cargo (Jair Bolsonaro, em 2022).

A reversão de um resultado adverso na primeira etapa, inédita no país até este domingo (25), aumenta a coleção, ampliando ao mesmo tempo duas marcas conquistadas por Lula na eleição passada: o potencial recorde de votos absolutos e a condição de único a ser eleito presidente quatro vezes.

Ao final do quarto mandato, completará 16 anos no poder, estendendo a condição que já detém de segundo com mais tempo no cargo, atrás somente de Getúlio Vargas, que governou por 18 anos e seis meses, em dois períodos diferentes (1930-1945 e 1951-1954).

Como os mandatos de Getúlio foram frutos primeiro de um golpe (a chamada Revolução de 30), depois de uma eleição indireta (1934) e em seguida de outro golpe (da ditadura do Estado Novo, 1937-1945), tendo o líder gaúcho sido eleito pelo voto direto em apenas uma ocasião (1950, no governo abreviado em 1954 por seu suicídio), Lula é o presidente que governou por mais tempo o país sob a democracia, escolhido pelos brasileiros.

Em se tratando de Lula, é arriscado cravar, mas é muito provável que seja o seu último mandato. Aos 80 anos, quase 81 (completa em 27/10), terá 85 ao final da nova gestão, em 2030. Como foi reeleito, não poderá concorrer novamente daqui a quatro anos. Em 2034, terá 89, idade elevada até para quem diz pretender viver até os 120 anos.

Luiz Inácio Lula da Silva falando para milhões de metalúrgicos numa assembleia na Ford em 1984 |Foto: Clovis Cranchi/Estadão Conteúdo/Arquivo

Da infância humilde à liderança sindical

Uma réplica da casa em que o Presidente Lula passou sua infância em Caetés, no sertão do Agreste Pernambuco | Foto: San Costa/TV Globo

Superar grandes adversidades é, no caso de Lula, um traço que vem da infância. Sétimo dos oito filhos de um casal de lavradores pobres, Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello, a Lindu, Luiz Inácio da Silva nasceu em Garanhuns, no agreste de Pernambuco no distrito de Caetés, hoje emancipado.

Quando a mãe estava grávida dele, Aristides migrou para São Paulo em busca de emprego. Aos 7 anos, o garoto embarcou com a mãe e os irmãos num caminhão pau de arara para se juntar ao chefe que abandonara a família, numa viagem de 13 dias.

Viveram em Santos até Lindu se separar de Aristides, um homem violento e alcoólatra que durante seu período paulista sem a esposa já tinha constituído outra família.

A jornada de dona Lindu para cuidar sozinha da prole na cidade grande serviria de inspiração para Lula, que até hoje cita a mãe como sua heroína, modelo de virtude e referência moral.

Ainda menino, enquanto estudava, Lula foi vendedor de laranja, amendoim e tapioca, auxiliar de tinturaria, telefonista, engraxate e office boy. Aos 14 anos, consegue seu primeiro emprego fixo, na fábrica de parafusos Marte. Aos 15, entra num curso de torneiro mecânico no Senai, que lhe garante a profissão na qual trabalhou pelos anos seguintes: metalúrgico.

Aos 17 anos, como disse no debate da Globo, perdeu o dedo mindinho da mão esquerda num acidente com uma prensa quando era torneiro mecânico na metalúrgica Independência.

Lula casou-se pela primeira vez aos 23 anos, com a operária Maria de Lourdes, que morreria grávida de oito meses vítima de hepatite o bebê também morreu. Teve sua primeira filha, Lurian, em 1974, de uma relação com a enfermeira Miriam Cordeiro, enquanto namorava com Marisa Letícia Rocco Casa.

Casou pela segunda vez ao final deste mesmo ano com Marisa, com quem teve outros três filhos biológicos (Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio), além de adotar o primogênito dela (que também era viúva), Marcos Cláudio.

Lula começou a participar de reuniões e atividades no Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema em 1969, levado pelo irmão Frei Chico. Seis anos depois, em 1975, foi eleito presidente da entidade.

Tornou-se conhecido nacionalmente ao liderar greves de trabalhadores no ABC paulista no final dos anos 70, nos estertores da ditadura. Foi um líder sindical pragmático. “No sindicato, adorava encher a boca pra falar: não gosto de política e não gosto de quem gosta de política. Daí eu descobri que não dava pra fazer nada fora da política”, relembrou anos depois.

Com a projeção nacional do movimento, a ditadura fechou o cerco sobre o sindicato, que sofreu intervenções do governo. Em 1980, Lula foi preso com base na Lei de Segurança Nacional.

No mesmo ano, já ciente da necessidade de participar da política institucional, funda o Partido dos Trabalhadores, reunindo sindicatos, setores progressistas da Igreja Católica, movimentos sociais e universitários e intelectuais de esquerda como Antonio Candido, Mário Pedrosa, Lélia Abramo e Sérgio Buarque de Holanda.

Em 1982, para disputar sua primeira eleição (ao governo de São Paulo), acrescenta em cartório o apelido Lula ao sobrenome. Termina em quarto lugar. Em 1986, é eleito deputado federal constituinte (o mais votado do país), com 651,7 mil votos.

Três derrotas antes da primeira vitória presidencial

Lula e Fernando Collor no debate em 1989 | Foto: Reprodução/Editoras Bloch

A trajetória vencedora de Lula como presidente foi precedida por três tentativas frustradas de chegar ao Planalto. Na primeira, em 1989 perdeu para Fernando Collor (PRN) no segundo turno; em 1994 e 1998, foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no primeiro turno.

Em 2002, a estratégia de ampliar alianças, escolhendo o empresário José Alencar (PL) como vice; acalmar o mercado, com a publicação da Carta ao Povo Brasileiro pela qual se comprometeu a honrar contratos e equilibrar as contas públicas; e profissionalizar a campanha, contratando o publicitário Duda Mendonça, foi exitosa. Com 52,8 milhões de votos (61,3%), venceu José Serra (PSDB) no segundo turno.

Vídeo: Lula chora em discurso após a vitória eleitoral de 2002.

Primeiro mandato e o escândalo do mensalão

Lula elegeu o combate à fome como prioridade e lançou o programa Fome Zero, embrião do Bolsa Família. Na economia, o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, manteve a política da era FHC, baseada no chamado tripé macroeconômico (metas de inflação, austeridade fiscal e câmbio flutuante).

O final do primeiro mandato foi abalado pelo escândalo do mensalão, um esquema de compra de apoio parlamentar no Congresso que derrubou o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Lula recuperou a popularidade e se reelegeu em 2006, ao vencer Geraldo Alckmin (PSDB) no segundo turno. Seu segundo mandato foi marcado por grandes obras de infraestrutura e forte crescimento (média de 4,6%/ano), apesar da crise internacional de 2008.

O bom momento da economia se refletiu em popularidade aqui e alhures. Em 2009, o presidente dos EUA, Barack Obama, brincou com a situação. “Esse é o cara. Eu adoro esse cara. O político mais popular do mundo.” Em 2010, ao final do mandato, Lula teve índices de aprovação acima de 80% (Datafolha, 83%; Ibope, 87%), recorde histórico para um presidente.

Fez a sucessora, a ministra Dilma Rousseff, reeleita em 2014, que sofreria impeachment, com o vice Michel Temer assumindo o cargo.

Prisão, anulação das condenações e retorno ao Planalto

Alvo da Operação Lava Jato, Lula foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e preso por ordem do juiz Sergio Moro quando liderava as pesquisas para a eleição de 2018. Passou 580 dias preso até ter suas condenações anuladas pelo STF.

Solto em novembro de 2019, foi eleito presidente pela terceira vez em 2022, ao derrotar Jair Bolsonaro por 50,9% a 49,1%, a margem mais estreita da história.

Em seu terceiro mandato, teve como bandeira a reconstrução de país após a gestão Bolsonaro. A pobreza e a fome diminuíram, e a renda e o emprego melhoraram. Por outro lado, a dívida pública e os juros aumentaram, pressionando as contas do governo. Conseguiu aprovar no Congresso a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala de trabalho 6 x 1.

Sua gestão esteve envolvida no escândalo de descontos indevidos na folha de pagamento de aposentados do INSS que começaram no governo Temer, continuaram sob Bolsonaro e cresceram sob Lula, quando a PF e a CGU desbarataram o esquema. Com a repercussão do caso, o ministro da Previdência, Carlos Lupi, foi demitido.

Em 2022, Lula se casou pela terceira vez, com a socióloga Rosângela da Silva, a Janja. (Fabio Victor/FOLHAPRESS)

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Sete governos são definidos no segundo turno das eleições 2026

O segundo turno das eleições deste domingo (25) definiu os governadores de seis estados e do Distrito Federal. As disputas terminaram com vitórias de candidatos de diferentes partidos e confirmaram a continuidade de duas governadoras, Mailza Assis (PP), no Acre, e Celina Leão (PP), no Distrito Federal.

No Amazonas, Omar Aziz (PSD) venceu Professora Maria do Carmo (PL). No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) superou o governador Ricardo Ferraço (MDB). No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) derrotou Allyson Bezerra (União Brasil). Já no Tocantins, Vicentinho Júnior (PSDB) venceu Professora Dorinha (União Brasil).

Veja quem venceu em cada estado

Acre

Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora do Acre. Atual chefe do Executivo estadual, ela enfrentou Alan Rick (Republicanos) no segundo turno. No primeiro turno, Mailza havia recebido 49,76% dos votos válidos, contra 32,27% do adversário.

Amazonas

O senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador do Amazonas ao derrotar Professora Maria do Carmo (PL). Aziz já havia governado o estado e voltou a disputar o cargo após terminar o primeiro turno na liderança, com cerca de 40,6% dos votos válidos.

Distrito Federal

Celina Leão (PP) foi eleita governadora do Distrito Federal. Atual chefe do Executivo distrital, ela disputou o segundo turno contra Leandro Grass (PT). Na primeira etapa, Celina havia ficado muito próxima da vitória, com 49,93% dos votos válidos.

Espírito Santo

Lorenzo Pazolini (Republicanos) venceu a disputa pelo governo do Espírito Santo contra Ricardo Ferraço (MDB), que buscava permanecer no cargo. Com 97,77% dos votos apurados, Pazolini já era considerado matematicamente eleito, com 52,03% dos votos válidos.

Rio Grande do Norte

Cadu de Lula (PT) venceu Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo governo do Rio Grande do Norte. O resultado foi apertado. Com 99,93% da apuração, Cadu tinha 50,77% dos votos válidos, contra 49,23% de Allyson.

Tocantins

Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do Tocantins ao derrotar Professora Dorinha (União Brasil). A disputa teve uma mudança em relação ao primeiro turno, quando Dorinha havia terminado na frente, com 45,52% dos votos, enquanto Vicentinho recebeu 43,94%.

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Lorenzo Pazolini vence o segundo turno e vai governar o Espírito Santo

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Com 97,34% das urnas apuradas, o candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito para governar o estado do Espírito Santo.

Segundo os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Pazolini recebeu, até o momento, 1.116.303 dos votos válidos, o que equivale a 52,01%. Ele disputou o segundo turno com Ricardo Ferraço (MDB), que obteve 1.030.156 votos (47,99%).

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Lorenzo Pazolini foi prefeito de Vitória por dois mandatos. Em 2026, deixou o comando municipal para disputar o governo do Espírito Santo.

Natural da capital capixaba, tem 44 anos, já foi deputado estadual e é delegado de polícia.
 

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Vicentinho Júnior é eleito governador do estado do Tocantins

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Com 83,96% das urnas apuradas, o candidato Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador do estado do Tocantins.

O candidato recebeu, até o momento, 467.130 votos válidos, o equivalente a 63,95%. Ele disputou o segundo turno com Professora Dorinha (União), que obteve 263.334 votos (36,05%).

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Vicentinho Júnior exerce o terceiro mandato como deputado federal pelo Tocantins. Empresário, já atuou como secretário estadual no governo de Wanderley Barbosa, que comanda o estado atualmente. Tem 41 anos e é natural de Goiânia.
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OEA acompanha denúncias de falta de ônibus no dia da eleição

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A Organização dos Estados Americanos (OEA) informou neste domingo (25) que acompanha as denúncias de problemas no transporte público durante o segundo turno das eleições presidenciais no Brasil. Em nota divulgada nas redes sociais, a missão de observação eleitoral afirmou que monitora relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento em diferentes regiões do país.

“A missão da OEA no Brasil está acompanhando as informações divulgadas pela imprensa e as denúncias sobre problemas no transporte público em diferentes localidades do país”, declarou a organização.

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A entidade também afirmou que seguirá atenta às decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o tema.

As denúncias incluem filas, demora e redução da circulação de ônibus, além de relatos de restrições em outros meios de transporte, como voos e barcas no Rio Amazonas.

Justiça acionada

Os problemas relatados levaram partidos e coligações a recorrer à Justiça Eleitoral em estados como São Paulo e Bahia. Em Sergipe, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) determinou a recomposição da frota intermunicipal após reclamações sobre a quantidade de veículos disponíveis.

Na capital paulista, a coligação Brasil Pronto Pra Mais, ligada à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acionou a Justiça Eleitoral e afirmou que apenas 60% da frota de ônibus estaria em circulação, apesar de uma decisão que determinava a operação de 100% dos veículos previstos para dias úteis.

A Prefeitura de São Paulo informou que recebeu a notificação judicial no sábado (24) e comunicou às empresas concessionárias a necessidade de cumprir a determinação. Em nota, a administração municipal afirmou que a ampliação da frota em prazo curto exigiu ajustes nas escalas de trabalho dos profissionais.

Situação na Bahia

Em Salvador, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a recomposição imediata da frota de ônibus, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

Segundo as informações divulgadas, a decisão ocorreu após denúncias de redução superior a 50% na oferta de veículos. Durante uma fiscalização, o Procon-BA encontrou 544 ônibus parados na garagem de uma empresa de transporte, embora estivessem aptos a circular.

A Polícia Federal decretou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, em meio às apurações sobre a redução do serviço. A Justiça também determinou o restabelecimento do transporte.

Relatos em outros estados

Em Sergipe, o Departamento Estadual de Infraestrutura Rodoviária (DER-SE) informou que a gratuidade das passagens estava garantida e que a frota foi reforçada com mais 20 veículos. Segundo o órgão, a procura pelo transporte superou as expectativas, inclusive pela presença de eleitores que não votaram no primeiro turno.

Também houve relatos de dificuldades de deslocamento em outras localidades, incluindo municípios da Região Metropolitana de São Paulo, Teresina, na Paraíba, em Alagoas e no Rio de Janeiro. No Pará, passageiros relataram dificuldades para embarcar em embarcações com destino à ilha de Marajó.

Papel da missão da OEA

A missão da OEA acompanha a organização e o andamento do processo eleitoral brasileiro. O grupo reúne mais de 90 observadores de 23 países, distribuídos por mais de 20 estados e pelo Distrito Federal.

Os especialistas analisam aspectos como o uso de recursos tecnológicos, o trabalho da Justiça Eleitoral, as campanhas, a cobertura da imprensa e os índices de violência relacionados ao período eleitoral. A missão é chefiada por José Miguel Insulza, ex-secretário-geral da OEA e ex-chanceler do Chile.

A organização havia registrado preocupações com o deslocamento de eleitores em eleições anteriores. Em 2022, observadores relataram denúncias de atrasos em algumas regiões durante operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na ocasião, a missão destacou a importância de garantir que as forças de segurança facilitassem o exercício livre do direito ao voto.

Neste domingo, a OEA informou que continuará acompanhando as denúncias e as decisões das autoridades eleitorais brasileiras sobre os problemas no transporte público.

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TRE-GO mantém votação até as 19h em seções que ainda estão abertas

A mudança no horário de votação determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), alterou os procedimentos da Justiça Eleitoral em Goiás neste domingo (25). O Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) suspendeu temporariamente a totalização dos votos e orientou as zonas eleitorais a manter em funcionamento as seções que ainda recebiam eleitores até as 19h.

A determinação chegou ao tribunal pouco antes do encerramento previsto para as 17h. O curto intervalo para comunicar a decisão às equipes eleitorais dificultou a aplicação da medida. Durante entrevista coletiva no início da noite, o desembargador eleitoral Laudo Natel Mateus classificou a situação como inédita.

O novo horário não autorizou a reabertura de seções que já haviam concluído a votação. A orientação foi direcionada aos locais em que ainda havia eleitores aguardando atendimento, inclusive pessoas que receberam senhas para votar.

Segundo Laudo Natel, naquele momento o tribunal não tinha confirmação oficial de que ainda existiam seções abertas em Goiás. A possibilidade, entretanto, não estava descartada diante das filas e do tempo necessário para transmitir as orientações aos responsáveis pelos locais de votação.

A suspensão da totalização foi outra consequência da mudança. O processamento dos resultados deveria permanecer interrompido até as 19h, horário estabelecido para o encerramento da votação nas seções que continuavam em funcionamento.

Durante a coletiva, o desembargador também esclareceu que a possibilidade de substituir as urnas eletrônicas por cédulas de papel não chegou a ser discutida. A alteração do horário, segundo ele, não modificaria o sistema utilizado para registrar e contabilizar os votos.

A decisão de Zanin ampliou o período de votação em todo o país após relatos de dificuldades de transporte para eleitores. O TSE esclareceu posteriormente que a extensão deveria ser aplicada apenas às seções que ainda não haviam encerrado os trabalhos.

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Pais levam filhos a seções eleitorais para ensinar democracia

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O voto é facultativo a partir dos 16 anos e obrigatório para os brasileiros de 18 a 70 anos. Mas um público bem mais jovem foi às seções eleitorais no segundo turno das eleições. São crianças levadas por mães, pais e responsáveis para ver como funciona a democracia na prática e na urna.

A publicitária Polyana Carla Alves Ázara e a internacionalista Luísa Malagoli levaram o filho e o cachorro da família ao Centro de Ensino Médio Paulo Freire, na Asa Norte, em Brasília. Todos testemunharam o momento de escolha do presidente que vai governar o Brasil de 2027 a 2030.

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Vinda de Goiânia há quatro anos, Polyana Carla votou pela primeira vez na capital federal. E ela quis que o filho fizesse parte desse momento.

“Ele participar disso é muito importante. Penso no futuro em que ele, um dia, poderá pensar ‘eu participei, eu estive neste momento de futuro para mim e para o Brasil’. Nosso filho faz parte dessa democracia, que tem que ser positiva para seu futuro.”

Polyana Carla defende que os governantes pensem em políticas que extrapolem o período de cada mandato.

“A gente tem que pensar no futuro das próximas gerações e não apenas no agora. O trabalho de qualquer governante tem que ser pensado a longo prazo.”

 

Brasília (DF), 25/10/2026 - Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Brasília (DF), 25/10/2026 - Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Poliana Carla em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Paulo Freire. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 A companheira dela, Luísa, diz que transmite ao filho o legado recebido dos pais dela e vê como necessário o fato de o filho compreender o dever do exercício do voto.

“Este é um dos momentos mais importantes da nossa vida como cidadão. Não podemos não atuar para o nosso futuro. Não adianta ficarmos só reclamando, se não fizermos por onde.”

Por isso, muito além dos dias de votação, Luísa Malagoli enfatiza a necessidade de o povo cobrar ações de governantes e de legisladores como vereadores, deputados distritais e estaduais em prol do bem comum.

Direitos das meninas e mulheres

Com o E-título no celular e uma filha em cada mão, a analista de departamento pessoal Elizabete Queiroz Gomes trouxe as suas filhas Emanuelle, de 10 anos, e Luna, de 9, para acompanhá-la na votação.

“É muito importante, desde cedo, a gente já ensinar os nossos filhos, os nossos irmãos mais novos, todos eles, sobre a importância de a gente ter o nosso direito de voto e saber como é que funciona todo o processo.

Logo após votar no Varjão, a 13 quilômetros do centro de Brasília, Elizabete declara que sua escolha é totalmente consciente por um futuro melhor para suas filhas.

“Eu sou uma mulher. E votar tem um peso enorme para nós que somos mulheres brasileiras, já que esta conquista não faz tanto tempo que a gente conseguiu.”

A referência dela é ao voto feminino no Brasil, instituído apenas em 1932.

Próximas gerações

Na mesma escola pública, Siomara Chao, de 59 anos, levou o neto Iyaz, de 4 anos, por patriotismo, mesmo que o menino ainda não entendesse bem as consequências das escolhas feitas na cabine de votação.

“Iyaz já canta o Hino Nacional na escola dele, que também ensina o patriotismo. O que acho superpositivo.”

 

Brasília (DF), 25/10/2026 - Plínio Delltenna e Siomara Nunes em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Brasília (DF), 25/10/2026 - Plínio Delltenna e Siomara Nunes em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Plínio Delltenna e Siomara Chao em dia de votação das Eleições 2026, na Escola Classe 01 do Varjão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Ao lado do marido, o mecânico Plínio de La Pena, de 72 anos, Siomara justifica que suas opções nas urnas foram por candidatos que possam garantir o futuro dos quatro filhos e dos 12 netos.

“Vir aqui, no domingo, é exercer a nossa cidadania. Fazer valer uma mudança, um progresso futuro para os nossos netos, para os nossos filhos. Algo melhor.”

Segurança 

Arcanjo Miguel Mota da Silva, de 7 anos, nem sabe ainda porque acompanhava o pai, Nilsemar Ferreira da Silva, no local de votação.

Mesmo assim, o pai acredita que seu o filho já é beneficiado pelo voto que digitou.

“É importante para ele começar a entender a respeito do que que se trata a política.”

“Quero um país melhor. Quero poder sair de casa sem medo de nada, ter segurança. E também priorizo a educação para as crianças.”

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Nikolas Ferreira critica mudanças no horário e faz alerta aos eleitores; vídeo foi apagado e deputado postou outro em seguida

A determinação de ampliação do horário de votação até as 19h no segundo turno gerou reações imediatas entre parlamentares e lideranças políticas nas redes sociais neste domingo (25/10). O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) veio a público manifestar forte desconfiança em relação às mudanças de última hora no pleito.

Em mensagens e alertas publicados para sua base de seguidores, o parlamentar criticou as decisões que alteraram o cronograma original da votação e o início da apuração dos votos. Ele classificou o cenário como manobra e convocou os eleitores e fiscalizações de campanha a permanecerem atentos e mobilizados até o encerramento total dos trabalhos.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também apresentou pedido de prorrogação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas restrito a cinco estados: São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A solicitação foi feita em paralelo ao pedido da campanha de Lula (PT), que pedia a extensão em todo o país.

A declaração do parlamentar aumentou ainda mais o clima de tensão e polarização entre militantes e eleitores durante a reta final de fechamento das urnas. Para acompanhar dados oficiais sobre as regras e diretrizes do pleito, consulte o portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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No DF, urnas fecham antes de informação sobre prorrogação chegar

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Nas seções eleitorais do Distrito Federal, as urnas foram fechadas às 17h em ponto, antes que a informação sobre a prorrogação do horário de votação até as 19h pudesse chegar a mesários e presidentes de seção, informou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF).

De acordo com o tribunal, até as 17h40 não havia sido recebida nenhuma notificação oficial sobre a prorrogação, que foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) perto das 17h.

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Ainda segundo o TRE-DF, quando o anúncio da ampliação do horário de votação surgiu na imprensa, poucos minutos após as 17h, as urnas já haviam sido fechadas e algumas seções iniciavam a transmissão dos resultados.

Segundo a assessoria do tribunal, “quando a urna é fechada, ela não pode mais ser reaberta”. O TRE-DF alegou que precisaria de antecedência para mobilizar mesários e presidentes das seções para que mantivessem as urnas abertas além das 17h.

A mesária Kátia Regina Carmona, que trabalhou em uma escola na Asa Sul, bairro na área central de Brasília, relatou que às 17h em ponto fechou a urna de sua seção. Pouco depois, a notícia sobre o adiamento do horário de votação aparece em uma TV na própria escola. Ela conta que aguardou mais um pouco, mas foi orientada a ir para casa.

“Cinco horas [da tarde] fechamos sem saber de nada. Lá tinha televisão e estava dando que ia aumentar o prazo, ai ficamos esperando e avisaram que a gente podia ir embora”, disse em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Entenda

A prorrogação do horário de votação até as 19h foi pedida pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, de apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. A justificativa foram as dificuldades de transporte relatadas por eleitores em três cidades da Bahia - Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

O TRE baiano mandou prender o secretário de Mobilidade, Pablo Souza. Segundo a decisão, a secretaria reteve dezenas de ônibus nos pátios neste domingo. Em nota, a prefeitura alegou que a retenção se deve em virtude de adesivos com o número de Lula que haviam sido colados nos vidros dos veículos e precisaram ser retirados.

Em seguida, a coligação de apoio a Lula constatou o mesmo problema em São Paulo e em outras cidades do país, ampliando o pedido de prorrogação da votação até as 19h. O pedido foi feito de início ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, em seguida, ao STF. 

Em uma escola na Asa Norte, bairro de Brasília, uma eleitora chegou para votar às 17h01, quando o portão estava fechado e a informação sobre a decisão judicial ainda não era conhecida. Assim, ela não foi autorizada a entrar.

O TRE-DF só informou às zonas eleitorais sobre a prorrogação do horário às 17h10. Nesse momento, porém, as mídias já haviam sido retiradas. Quando a eleitora retornou para votar, já conhecendo pela imprensa a decisão de Zanin, todas as urnas já tinham encerrado, de forma irreversível, o processo de votação.

Às 17h29, o TRE-DF informou, em caráter definitivo, que, por decisão da juíza da zona eleitoral, as eleições nas seções correspondentes estavam encerradas.

Matéria ampliada às 19h02.

*Colaborou Marcelo Brandão

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TSE cobra explicações sobre falta de ônibus na Bahia durante votação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) e a Procuradoria Eleitoral se manifestassem, em até 30 minutos, sobre falhas no transporte público de eleitores durante o segundo turno das eleições neste domingo (25).

A determinação ocorreu após a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pedir que a votação não fosse encerrada às 17h em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas. Os três municípios baianos registraram relatos de redução ou ausência de ônibus em circulação.

O documento assinado pelo presidente do TSE entrou no sistema do tribunal às 16h06. Às 16h25, foi publicada a intimação que formalizou o prazo para manifestação da Procuradoria Eleitoral. Até a última atualização das informações disponíveis, não havia resposta dos órgãos na consulta pública dos processos.

Em decisão separada, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país.

Campanha aponta redução da frota

No pedido encaminhado ao TSE, a federação formada por PT, PCdoB e PV afirmou que o transporte coletivo nos três municípios baianos havia sido “suprimido ou drasticamente reduzido”. A representação mencionou ônibus fora de circulação, terminais e pontos lotados e longos períodos de espera, apesar de anúncios de operação com frota de dia útil e gratuidade.

O caso também mobilizou o corregedor do TSE, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que determinou ao TRE-BA o envio de informações sobre as ocorrências. O tribunal regional deverá relatar a situação do transporte coletivo nas três cidades e informar se foi cumprida a decisão que ordenou o restabelecimento imediato da frota de Salvador, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade para os passageiros.

Secretário está na França

Mais cedo, o TRE-BA determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após pedido do PT relacionado à falta de ônibus na capital baiana durante a votação.

A Prefeitura de Salvador informou que Souza está em Paris, na França, em missão oficial a convite do governo francês. Segundo a administração municipal, ele retorna nesta segunda-feira (26) e vai se apresentar às autoridades para prestar esclarecimentos.

Transporte preocupa campanhas

O Ministério da Justiça identificou falhas na oferta de transporte para eleitores em oito estados durante o segundo turno. Além da Bahia, o levantamento inclui São Paulo, Piauí, Sergipe, Pará, Alagoas, Rio de Janeiro e Paraíba.

As informações foram reunidas pelo setor de inteligência do ministério com base em dados de órgãos públicos locais, como Ministério Público Eleitoral, agências reguladoras estaduais e gestores do transporte.

A disponibilidade de transporte público ganhou relevância na disputa eleitoral diante da preocupação das campanhas com a participação dos eleitores. A equipe de Lula pediu a ampliação do horário de votação para permitir que pessoas afetadas pelos problemas de deslocamento tivessem mais tempo para chegar às seções eleitorais.

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"Não poderia ficar de fora", diz idoso que votou 10 dias após cirurgia

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O segundo turno das eleições no Rio de Janeiro transcorre tranquilamente. Apesar da chuva no início da votação, muita gente já aguardava nas filas na abertura das seções eleitorais. Muitos idosos foram exercer o seu direito de cidadania, apesar de já terem mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo.

No Instituto São João Batista (ISJOB), no bairro do Méier, zona norte da cidade, a movimentação de eleitores idosos foi grande, apesar de o colégio ter três andares e não ter elevador, apenas escadas.

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Um deles foi o professor universitário aposentado Carlos Peixoto, de 81 anos, que, apesar de ter sido operado de um câncer de bexiga há dez dias, fez questão de votar. Ele contou que teve um problema com a sonda e não conseguia urinar, então teve de votar ao hospital no dia seguinte à alta hospitalar. O problema foi corrigido e ele está em recuperação.

Apesar de ainda estar com os pontos da cirurgia, o professor foi andando sozinho de casa até a seção eleitoral. Ele disse que “não poderia deixar de votar".

"Eu votei a minha vida toda e, num momento tão importante como este, eu não poderia ficar de fora.”

Peixoto contou que votou em menos de 30 segundos e que a sua seção estava vazia. “Mas, se estivesse cheia, eu iria usar o direito à prioridade e passaria na frente.”

Outro que também votou no instituto foi o jornaleiro Chico Spinelli, que completa 68 anos neste domingo (25). Ele celebrou o aniversário em família, com um churrasco, no sábado (24), porque não teria condições de comemorar hoje.

“Eu saí de casa para votar logo cedo e depois vou abrir a banca de jornal, coisa que já não faço mais há algum tempo.”  Com relação ao voto na seção eleitoral, Spinelli disse que foi muito rápido “e que ele tinha que exercer o seu direito de voto para ajudar o seu candidato.”

Chico Spinelli disse que dali iria direto para a banca de jornal, uma das principais do bairro do Méier. Ele é jornaleiro há mais de 40 anos e disse que não abre mais a banca aos domingos. Mas decidiu abrir hoje, porque lá consegue conversar com os fregueses, se distrair e  vender, além de jornais e revistas, "um cafezinho para a turma".

“Dessa forma eu esqueço um pouco da eleição e fico mais tranquilo, mas não deixo de tomar o meu remédio para pressão diariamente.”

Transporte gratuito

No Rio de Janeiro, os ônibus urbanos estão funcionando gratuitamente até o final da votação. O metrô também, até as 20h. A gratuidade também vale para as barcas que fazem a travessia entre o Rio e Niterói, Praça XV-Cocotá e entre o Rio e a Ilha de Paquetá.

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TRE-SP informa substituição 219 urnas até 15h, ou 0,19% do total

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Até as 15h deste domingo (25), 219 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas no maior colégio eleitoral do país, segundo boletim do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).

O número é considerado baixo pelo tribunal e corresponde a 0,19% do total de urnas que são utilizadas neste segundo turno em cidades paulistas. Entre as urnas que precisaram ser substituídas, 55 são da capital.

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A substituição das urnas não traz prejuízos para a eleição, assegura o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo o TSE, um problema mecânico ou eletrônico na urna não paralisa a votação nem prejudica os votos que já foram registrados pelos eleitores.

Mais de 100 mil urnas

Ao todo, o TRE paulista preparou 114.605 urnas eletrônicas para serem utilizadas no segundo turno. A estrutura inclui também as urnas de contingência, que são equipamentos mantidos de prontidão para eventuais substituições técnicas ao longo da votação.

O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, o que corresponde a cerca de 21,4% do eleitorado nacional.

Neste pleito, os eleitores paulistas votaram apenas para presidente da República, porque o governador Tarcísio de Freitas foi reeleito no primeiro turno.

 

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Apuração pode ter viradas e mudar liderança entre Flávio Bolsonaro e Lula

A apuração do segundo turno da eleição presidencial começa às 17h deste domingo (25), no horário de Brasília, após o encerramento da votação. Em uma disputa acirrada, a divulgação dos primeiros resultados pode colocar um candidato na liderança e, ao longo da contagem, mostrar uma mudança de posição conforme os votos de diferentes regiões são contabilizados.

A ordem de processamento dos boletins de urna varia a cada eleição. Por isso, a liderança inicial não significa necessariamente vitória, já que o resultado parcial depende das localidades cujas urnas já foram apuradas.

No primeiro turno deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assumiu a dianteira logo no início da apuração pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até as 19h, quando quase metade das urnas havia sido contabilizada, ele mantinha uma vantagem de nove pontos percentuais sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A diferença diminuiu à medida que os votos do Nordeste, especialmente da Bahia e do Ceará, entraram na contagem. Ao final, Flávio registrou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.

Viradas marcaram a eleição de 2022

A apuração do primeiro turno de 2022 também teve mudanças na liderança. Lula começou à frente, mas foi ultrapassado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL) às 17h13. Bolsonaro ampliou sua participação até alcançar 48,98% dos votos válidos às 18h09.

A segunda virada ocorreu às 20h02, quando cerca de 70% das urnas já haviam sido apuradas. Lula ultrapassou Bolsonaro e passou a ampliar a vantagem até o encerramento da contagem. O petista terminou aquela etapa com 48,4% dos votos válidos, contra 43,2% do adversário.

No segundo turno de 2022, Lula também começou atrás de Bolsonaro na apuração. O petista assumiu a liderança às 18h44, quando aproximadamente 67% das urnas haviam sido contabilizadas. Por volta das 19h, o Datafolha projetou a vitória de Lula.

Como funciona a apuração

A totalização dos votos é realizada de forma automatizada pela Justiça Eleitoral. Os dados registrados nas urnas são transmitidos por uma rede própria, com mecanismos de segurança, para os sistemas responsáveis pela consolidação dos resultados.

A transmissão dos boletins de urna ocorre por canais seguros, e os equipamentos de votação não ficam conectados à internet durante a votação. O processamento segue os procedimentos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

A divulgação dos resultados parciais permite acompanhar a evolução da contagem, mas a posição dos candidatos pode mudar até que os votos de todas as localidades sejam contabilizados.

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Lula vence Flávio Bolsonaro com 70,5% dos votos na China continental

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno da eleição presidencial entre os brasileiros que votaram na China continental, neste domingo (25), com 70,5% dos votos totais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 25,2%. A votação ocorreu em Pequim, Xangai e Cantão, sem incluir Hong Kong.

Lula recebeu 375 votos, enquanto Flávio somou 134. Também foram registrados dois votos em branco e 21 nulos, que representam 4,3% do total. Ao todo, 532 brasileiros compareceram às urnas, cerca de 23% a mais do que no primeiro turno, quando 432 eleitores votaram.

O comparecimento aumentou apesar da abstenção continuar elevada. Dos 1.503 eleitores aptos nas três cidades, 64,6% não votaram, ante 71% na primeira rodada.

Resultado por cidade

Em Xangai, cidade com o maior eleitorado brasileiro na China continental, Lula recebeu 182 votos, equivalentes a 68,9% do total. Flávio teve 66 votos, ou 25%. Dos 740 eleitores aptos, 264 compareceram às urnas.

Em Pequim, Lula alcançou sua maior vantagem proporcional, com 126 votos, ou 84,6%. Flávio recebeu 22 votos, equivalentes a 14,8%. A capital chinesa registrou o maior comparecimento proporcional entre as três cidades, com 149 dos 344 eleitores aptos, o equivalente a 43,3%.

Em Cantão, Flávio obteve seu melhor resultado, com 46 votos, ou 38,7%. Lula recebeu 67 votos, correspondentes a 56,3%. Dos 419 eleitores aptos, 119 participaram da votação, com comparecimento de 28,4%.

Os resultados foram apurados a partir dos boletins de urna das três cidades e abrangem exclusivamente a China continental.

Comparação com o primeiro turno

Na primeira rodada, Lula também venceu na China continental, com 62% dos votos totais, contra 23% de Flávio. O petista recebeu 268 votos, enquanto o senador somou 98.

Na ocasião, 432 brasileiros votaram nas três cidades, em um universo de aproximadamente 1.500 eleitores aptos. A abstenção chegou a 71%.

A comparação indica crescimento da votação de Lula e de Flávio em números absolutos, além do aumento da participação dos eleitores brasileiros na segunda rodada.

Voto no exterior

A votação para presidente e vice-presidente da República no exterior foi organizada pela rede diplomática brasileira. Na China, as urnas foram abertas às 8h de domingo (25), no horário local, equivalente às 21h de sábado (24), em Brasília.

Os brasileiros com domicílio eleitoral no país puderam votar em Pequim, Xangai e Cantão, além de Hong Kong, região administrativa especial chinesa.

A China reúne 2.189 eleitores brasileiros cadastrados, segundo os dados apresentados no levantamento. Desse total, 55% são homens. Eleitores com ensino superior completo representam 49%, e a faixa etária mais numerosa é a de 40 a 44 anos, seguida pela de 25 a 29 anos.

Em todo o exterior, 918,9 mil brasileiros estavam aptos a votar. O eleitorado brasileiro fora do país supera o número de eleitores de Roraima, Amapá e Acre. Nessas localidades, o voto no exterior é permitido apenas para os cargos de presidente e vice-presidente.

Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros no exterior, com 265,4 mil, seguidos por Portugal, com 134,8 mil, e Japão, com 88,4 mil.

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PM detém cinco pessoas por crimes eleitorais em São Paulo

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A Polícia Militar de São Paulo deteve cinco pessoas, neste domingo (25), por crimes eleitorais. A maioria dos crimes ocorreu após eleitores fotografarem as urnas eletrônicas ou usarem o celular durante a votação, o que é proibido pela legislação eleitoral. Também houve uma ocorrência de desacato e um atendimento de apoio a um Oficial de Justiça.

Um desses crimes ocorreu na capital paulista, quando mesários identificaram e denunciaram um eleitor que estava fotografando uma urna eletrônica na Rua Palmerina. A imagem foi apagada e os envolvidos foram encaminhados para o 31º Distrito Policial para elaboração de um termo circunstanciado.

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Em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, uma eleitora foi identificada utilizando um aparelho celular dentro da cabine de votação, na Rua Santo Antônio.

Em Osasco, uma pessoa foi conduzida ao 3º Distrito Policial após fotografar a urna eletrônica durante votação na Avenida Cruzeiro do Sul.

Em Marília, no interior do estado, houve uma ocorrência de desacato por um mesário na Escola Municipal Professor Antônio Ribeiro.

A polícia não forneceu maiores detalhes sobre quais seriam os demais casos ocorridos neste domingo de eleições, mas divulgou que também foram registradas outras duas ocorrências na cidade de São Paulo e outra na cidade de Guarantã.

Desde as 8h da manhã, os eleitores do estado de São Paulo estão votando em segundo turno para a escolha do presidente da República. 

O estado de São Paulo é o maior colégio eleitoral do país, com mais de 34,1 milhões de pessoas aptas a votar, o que corresponde a cerca de 21,4% do eleitorado nacional.

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Alckmin vota em SP e diz estar confiante na defesa da democracia

O vice-presidente e candidato à reeleição junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin, chegou para votar em um colégio em Morumbi, na zona Sul de São Paulo, às 12:10 deste domingo (25).

Ele veio acompanhado de sua esposa, Lu Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo derrotado nas urnas, Fernando Haddad, e de Simone Tebet, Tabata Amaral e Marina Silva.

Após a votação, Alckmin disse que está “muito confiante devido ao movimento que viu nos últimos dias”.

“Mulheres, homens, a melhor idade impressionante a presença de todos nas ruas. Ficamos muito confiantes, animadíssimos, pois cresceram as redes cresceram as ruas e nós vamos garantir a democracia que é onde o povo é ouvido” disse aos jornalistas no colégio Santo Américo.

Alckmin destaca participação dos jovens

Alckmin citou que dia 25 de outubro é o dia Nacional da Juventude e também o dia Nacional da Democracia, e elogiou a presença jovem no segundo pleito.

“O futuro começa hoje, e ele se chama juventude. Os jovens geram um grande exemplo, ocupando as ruas de maneira espontânea, alegre, dando um exemplo de amor ao próximo”, disse.

Segundo ele, as eleições estão com um sentimento semelhante ao do movimento Diretas Já, no final dos anos 1980, quando milhares foram às ruas em defesa da democracia. “Nesse segundo turno vimos no Brasil inteiro cidades pequenas no interior e capitais, todo mundo nas ruas defendendo a democracia que é interpretada hoje, pelo presidente Lula.”

Vice-presidente repudia ataques a apoiadores de Lula

Ele também repudiou os ataques violentos contra apoiadores do presidente Lula ontem, em que a vereadora de Montes Claros do PT Iara Pimentel, e o engenheiro Marcelo Rocha, em Santos, foram agredidos.

“Foi um ataque covarde apenas por manifestarem sua opinião política”, disse. (Ana Bottallo/FOLHAPRESS)

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