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Lula diz a aliados preferir político no comando do Ministério da Segurança

29 October 2026 at 13:55

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou a aliados a preferência por indicar um político para comandar o Ministério da Segurança Pública. O petista promete criar a pasta após a aprovação pelo Congresso Nacional da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que expande a atribuição federal na área e a integração entre os entes.

Segundo interlocutores do presidente, os nomes dos ex-ministros Camilo Santana (PT-CE) e Fernando Haddad (PT-SP) estão na mesa do mandatário como possibilidades para chefiar a pasta no próximo governo.

O nome de Haddad passou a ser cogitado, junto ao de Camilo, devido à sua atuação do Ministério da Fazenda no combate ao crime organizado “no andar de cima”. Lula elogia nos bastidores a ação da Receita Federal em operações como a “Carbono Oculto” – a maior da história do país nessa frente.

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A avaliação é de que a chefia da pasta poderia dar protagonismo aos petistas, sem necessariamente soar como uma “unção” de um sucessor de Lula, apontam fontes próximas ao presidente.

O mandatário tem dito a interlocutores que a esquerda precisa ganhar espaço na discussão do tema – atualmente capitaneado pela direita – e que deseja ter o Ministério como carro-chefe de seu quarto mandato.

Com isso, perde força o nome do promotor de Justiça do MPSP (Ministério Público de São Paulo) Lincoln Gakiya. O técnico é tido como a personificação do combate ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no estado e chegou a dizer publicamente que aceitaria chefiar a pasta caso fosse convidado.

Articuladores do governo preveem que a PEC da Segurança Pública seja votada no Congresso Nacional na segunda semana de novembro. Até lá, tentam costurar um acordo para que a redução da maioridade penal seja discutida em uma proposta de emenda à Constituição à parte.

Em 15 de outubro, a PEC foi retirada de pauta no plenário do Senado após impasse envolvendo emendas sobre a inclusão da mudança na maioridade.

Vitória de Lula amplia disputa no PT entre Sudeste e Nordeste

28 October 2026 at 21:21

Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, uma disputa interna no PT ganhou força em torno da chefia da Casa Civil. De acordo com o analista de política Matheus Teixeira, duas alas do partido, uma ligada ao Sudeste e outra ao Nordeste, travam uma acirrada batalha por espaço no novo governo.

De um lado, Fernando Haddad (PT-SP) surge como nome de confiança de Lula para o cargo. Apesar de não ter obtido um bom resultado na disputa pelo governo de São Paulo, Haddad mantém proximidade com o presidente eleito.

“Ele foi ministro da Educação por muitos anos e também ministro da Fazenda, teve o trabalho bem avaliado pelo presidente Lula e sempre foi apontado como um possível sucessor, tanto que ele foi o candidato em 2018, quando Lula estava preso”, contextualizou Teixeira durante o CNN 360º desta quarta-feira (28).

Por outro lado, Camilo Santana (PT-CE) emerge como alternativa, representando a ala nordestina do partido. O senador ganhou destaque ao lado de Lula, especialmente no segundo turno das eleições, após conseguir reeleger o candidato do PT no Ceará, Elmano de Freitas.

Junto a ele, Rafael Fonteles, governador do Piauí, também se fortaleceu nesse período, ampliando a pressão do Nordeste por maior representatividade no novo governo.

“Cresce dentro do Partido dos Trabalhadores o movimento para tentar enfraquecer o PT de São Paulo, que historicamente foi quem deu as cartas”, destacou Teixeira.

Teixeira lembrou que nomes como Zé Dirceu e Antônio Palocci, ambos de São Paulo, foram os nomes mais poderosos quando Lula assumiu a presidência pela primeira vez, em 2003. Além disso, Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara, é presidente nacional do PT e foi coordenador da campanha de Lula nas eleições deste ano.

A tensão entre as duas regiões foi verbalizada publicamente ainda durante a campanha. A ex-ministra Kátia Abreu (PT-GO), logo após o primeiro turno, queixou-se da presença excessiva de petistas paulistas na coordenação da campanha.

“Ela falou: ‘um monte de petista de São Paulo sem voto tem tomado conta da campanha, enquanto quem de fato tem entregado para o presidente Lula é o Nordeste'”, relembrou Teixeira.

O analista destacou ainda que a definição sobre quem assumirá a Casa Civil pode ter impactos em outras pastas. Caso Haddad vá para o cargo, aventa-se a possibilidade de Dario Durigan continuar no Ministério da Fazenda.

“Na visão do PT do Nordeste, neste quarto mandato do presidente Lula, o Nordeste tem que ganhar ainda mais espaço”, concluiu Teixeira.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Alckmin vota em SP e diz estar confiante na defesa da democracia

O vice-presidente e candidato à reeleição junto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin, chegou para votar em um colégio em Morumbi, na zona Sul de São Paulo, às 12:10 deste domingo (25).

Ele veio acompanhado de sua esposa, Lu Alckmin, do candidato ao governo de São Paulo derrotado nas urnas, Fernando Haddad, e de Simone Tebet, Tabata Amaral e Marina Silva.

Após a votação, Alckmin disse que está “muito confiante devido ao movimento que viu nos últimos dias”.

“Mulheres, homens, a melhor idade impressionante a presença de todos nas ruas. Ficamos muito confiantes, animadíssimos, pois cresceram as redes cresceram as ruas e nós vamos garantir a democracia que é onde o povo é ouvido” disse aos jornalistas no colégio Santo Américo.

Alckmin destaca participação dos jovens

Alckmin citou que dia 25 de outubro é o dia Nacional da Juventude e também o dia Nacional da Democracia, e elogiou a presença jovem no segundo pleito.

“O futuro começa hoje, e ele se chama juventude. Os jovens geram um grande exemplo, ocupando as ruas de maneira espontânea, alegre, dando um exemplo de amor ao próximo”, disse.

Segundo ele, as eleições estão com um sentimento semelhante ao do movimento Diretas Já, no final dos anos 1980, quando milhares foram às ruas em defesa da democracia. “Nesse segundo turno vimos no Brasil inteiro cidades pequenas no interior e capitais, todo mundo nas ruas defendendo a democracia que é interpretada hoje, pelo presidente Lula.”

Vice-presidente repudia ataques a apoiadores de Lula

Ele também repudiou os ataques violentos contra apoiadores do presidente Lula ontem, em que a vereadora de Montes Claros do PT Iara Pimentel, e o engenheiro Marcelo Rocha, em Santos, foram agredidos.

“Foi um ataque covarde apenas por manifestarem sua opinião política”, disse. (Ana Bottallo/FOLHAPRESS)

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