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O que vão Fernando Alexandre, os outros governantes e os reguladores ensinar aos alunos?

Ministério da Educação

O palco hoje não é o Parlamento, mas o anfiteatro. São 9h00 do dia 30 de Outubro. À sua frente, Fernando Alexandre tem perto de duas centenas e meia de estudantes do Ensino Secundário, na Escola Secundária Dr. José Macedo Fragateiro, em Ovar.

Diante de olhos espevitados pela curiosidade, o homem que gere os destinos da Educação, Ciência e Inovação do país reencontra-se com a sua vocação mais pura: professor. Vai dar uma aula de Literacia Financeira, com o foco no tema da Poupança.

De acordo com as metas de aprendizagem estipuladas para o Secundário, os alunos que Fernando Alexandre tem diante de si deverão ser capazes de comparar diferentes produtos financeiros e o risco que lhes está associado. É com base nesta meta que se preparou.

Cláudia Sarrico, secretária de Estado do Ensino Superior, também estudou a lição. Não menos exigente. Os alunos do 3º Ciclo devem reconhecer que a aplicação de poupanças em instrumentos financeiros diversificados pode diminuir o risco associado ao investimento e manifestar comportamentos de proteção em relação a situações de fraude financeira e digital (abordada parcialmente). E a professora universitária emprestada ao Governo tem à sua frente cerca de 100 alunos do 3. Ciclo do Ensino Básico da  Escola Secundária Miguel Torga, em Queluz.

A iniciativa “Educar para a Cidadania: Poupar, um Compromisso com o Futuro” foi criada em 2025 pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, em parceria com o Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e a Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões (ASF). Hoje volta a mobilizar centenas de estudantes e docentes do ensino superior das áreas de Economia, Gestão, Finanças e Contabilidade, governantes e representantes das entidades de supervisão financeira.

As aulas são em todos os ciclo de estudo e todos eles têm naturalmente metas de aprendizagem. No 1º Ciclo trata-se de compreender a importância da poupança e os seus objetivos; reconhecer a importância da tomada de decisão e a necessidade de fazer escolhas que impliquem ganhos ou perdas (abordada parcialmente) e distinguir necessidades de desejos e rendimentos de despesas (abordada parcialmente).

No 2º Ciclo, as metas apontam ao seguinte: Compreender formas de aplicação e de remuneração da poupança e reconhecer a importância do planeamento, a médio e a longo prazo, da poupança e dos investimentos. (abordada parcialmente).

Foi com base nas metas estabelecidas que os governantes e os administradores do Banco de Portugal, CMVM e ASF prepararam as aulas que dão neste momento ou logo à tarde.  

José Maria Brandão de Brito, secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, está esta manhã na Escola Secundária da Cidadela, em Cascais, e Cláudia Reis, dos Assuntos Fiscais, na Escola Secundária de Montemor o Novo.

Álvaro Santos Pereira, que durante anos ensinou as disciplinas de Desenvolvimento Económico e Política Económica na Simon Fraser University em Vancouver, no Canadá, regressa à profissão e aos bancos da escola, viajando, de tarde, do Banco de Portugal até à Escola Secundária Diogo de Gouveia, em Beja.

Na Escola Secundária Rainha D. Leonor, em Lisboa, o professor de Literacia Financeira chama-se Rui Baleiras e é vice-presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e o presidente, Gabriel Bernardino vai à Escola Básica e Secundária do Cadaval.

Também o presidente e a vice-presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) vestem a pele de professor por um dia. Luís Laginha de Sousa na Escola Secundária da Baixa da Banheira, na Moita, e Inês Drumond na Escola EB 2,3 de Alcanede, em Santarém.

Elevar os níveis de literacia financeira dos alunos é uma prioridade dos atuais inquilinos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que tornou esta dimensão obrigatória em todos os anos de escolaridade da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

O trabalho iniciado no Dia Mundial da Poupança de 2025 continuou pelo ano letivo, sendo alargado a outras áreas da Literacia Financeira e Empreendedorismo.

Segundo o MECI, além dos conteúdos dedicados à poupança, foram preparados e validados recursos sobre Orçamento Familiar e Fiscalidade, em parceria com a Autoridade Tributária e sobre Sistemas e Produtos Financeiros assim como Ser Empreendedor, em parceria com a associação Junior Achievement.

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Açúcar sobe 0,67% em Nova York com queda na moagem de cana no Brasil

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (29) em alta na bolsa de Nova York. O vencimento para março avançou 0,67%, cotado a 19,47 centavos de dólar por libra-peso, impulsionado por dados que apontam redução na moagem de cana-de-açúcar e na produção brasileira.

Segundo informações compiladas pela Barchart, o Ministério da Agricultura informou, na noite de quarta-feira, que as usinas brasileiras processaram 32 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de outubro, volume 18% inferior às 39 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pelo ministério, a produção brasileira de açúcar também apresentou retração e foram produzidas 2,15 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, queda de 23% na comparação anual.

As chuvas persistentes associadas ao El Niño têm interrompido a colheita e atrasado a moagem da cana-de-açúcar no país, um dos principais fornecedores globais do produto. A continuidade das precipitações mantém a atenção do mercado sobre o ritmo das operações nas usinas e a disponibilidade de açúcar.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX apontou que as previsões de chuva para as regiões produtoras de cana-de-açúcar do Brasil nos próximos sete dias indicam a continuidade das dificuldades nas operações de moagem. O cenário reforça as preocupações com o ritmo da produção brasileira e contribuiu para a valorização dos contratos futuros na sessão.

Cacau

Os contratos futuros do cacau encerraram a sessão com resultados mistos na bolsa de Nova York. O vencimento para dezembro terminou estável, cotado a US$ 5.456 por tonelada, enquanto o contrato para março recuou 0,22%, a US$ 5.563 por tonelada.

Os preços da commodity permaneceram sob pressão e se consolidaram pouco acima da mínima de um mês registrada na sessão anterior, mesmo diante de novas projeções de redução da oferta global para a próxima temporada.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira, a StoneX revisou suas estimativas para o mercado mundial de cacau em 2026/27 e passou a projetar um déficit de 64 mil toneladas, revertendo a previsão anterior de superávit de 25 mil toneladas. Segundo a consultoria, a ocorrência de um El Niño intenso deve prejudicar a produção em importantes países produtores.

A expectativa da StoneX é de que a produção mundial de cacau recue 9,6% na temporada 2026/27, para 4,74 milhões de toneladas. A queda deve ser influenciada principalmente pela redução da oferta na Indonésia, na Costa do Marfim e no Equador, em razão dos impactos climáticos associados ao fenômeno.

A nova estimativa contrasta com o cenário projetado para a safra 2025/26, quando a consultoria prevê um superávit global de 494 mil toneladas. Apesar da perspectiva de restrição na oferta na temporada seguinte, os contratos encerraram o dia sem recuperação significativa, mantendo o mercado próximo das mínimas recentes.

Café

A possibilidade de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica nesta sessão. Na bolsa de Nova York, o contrato futuro para entrega em dezembro recuou 0,45% e encerrou o dia negociado a US$ 2,85 por libra-peso, atingindo uma nova mínima de um mês.

Segundo análise da Barchart, a queda ampliou as perdas acumuladas ao longo da semana, em meio às expectativas de que os exportadores brasileiros intensifiquem as vendas após a desvalorização do real. Embora o real tenha recuperado parte das perdas, a moeda ainda acumula desvalorização de 8% na semana, conforme os dados citados pela Barchart.

A queda do real tende a favorecer as exportações brasileiras, uma vez que os produtores e exportadores passam a receber mais reais pela receita obtida em dólares. Esse movimento pode estimular a comercialização do café no mercado internacional e ampliar a disponibilidade do produto, pressionando os preços futuros.

Com isso, o mercado acompanha o comportamento do câmbio e o ritmo das vendas brasileiras, diante da perspectiva de maior oferta no curto prazo.

Algodão

Os contratos futuros do algodão encerraram a sessão em alta na bolsa de Nova York, em que o vencimento para entrega em dezembro avançou 0,45%, fechando cotado a 78,50 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, o relatório semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apontou a comercialização de 216.488 fardos de algodão na semana encerrada em 22 de outubro. O volume representa um aumento de 8,45% em relação à semana anterior e um crescimento de 63,07% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As vendas referentes à nova safra somaram 38.345 fardos no período. Porém, os embarques norte-americanos apresentaram retração semanal e anual.

De acordo com o levantamento, os embarques totalizaram 160.762 fardos, queda de 18,13% em relação à semana anterior e recuo de 8,02% na comparação com a mesma semana do ano passado.

O desempenho das vendas externas e o ritmo de entrega da fibra norte-americana seguem entre os indicadores acompanhados pelos participantes do mercado, que avaliam a demanda internacional e as perspectivas para o equilíbrio entre oferta e consumo.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o preço futuro do suco de laranja para janeiro finalizou o dia com desvalorização de 5,10% e precificado em US$ 1,36 por libra-peso. 

https://stories.cnnbrasil.com.br/agro/como-o-agronegocio-enfrenta-o-risco-climatico-que-muda-a-cada-safra/

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Cotado ao Oscar, “A Bola Preta” chega ao MixBrasil; veja obras selecionadas

O filme “A Bola Preta” (“La Bola Negra”), dirigido por Javier Calvo e Javier Ambrossi e cotado para disputar o Oscar 2027, está entre os destaques da programação do 34º Festival MixBrasil, que acontece de 11 a 22 de novembro, em São Paulo. Considerado o maior festival cultural LGBTQIA+ da América Latina, o evento reúne produções nacionais e internacionais que exploram diferentes identidades e formas de expressão.

“A Bola Preta” foi vencedora do prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes 2026 e conquistou o Prêmio do Público no Festival de Toronto. No Brasil, o longa abriu a 28ª edição do Festival do Rio e tem estreia marcada para 14 de janeiro de 2027 nos cinemas.

A produção acompanha três homens cujas vidas estão conectadas pelo desejo, pela dor e pela herança ao longo de diferentes períodos históricos: 1932, 1937 e 2017.

No elenco, estão Penélope Cruz (“O Convite”), Glenn Close (“Atração Fatal”), Guitarricadelafuente e Miguel Bernardeau (“Elite”).

Além do longa espanhol, a programação internacional incluirá títulos como “A Greve”, “Adeus, Amor”, “Agroqueer”, “Barbara Forever” e “Este Corpo Meu”.

Entre as produções brasileiras, 84 obras foram selecionadas entre 614 inscrições, representando 16 estados e o Distrito Federal. A seleção contempla longas, médias e curtas-metragens, além de séries.

A programação completa, com dias e horários dos filmes, será lançada em breve no site oficial do Festival MixBrasil.

Como “A Bola Preta” pode ganhar o primeiro Oscar da Netflix?

 

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Atriz indicada ao Oscar recorre à morte assistida aos 95 anos, diz site

A atriz Barbara Barrie, conhecida por sua trajetória no cinema, na televisão e no teatro, morreu na quarta-feira (28), aos 95 anos, em Nova York, Estados Unidos. Indicada ao Oscar, ao Emmy e ao Tony ao longo da carreira, a artista recorreu à morte medicamente assistida após receber um diagnóstico de câncer terminal. As informações são do jornal The New York Times.

Em 2014, a atriz revelou que havia sido diagnosticada com fibrose pulmonar idiopática, doença progressiva que provoca cicatrizes nos pulmões e compromete a respiração. Ela também foi diagnosticada com câncer retal no início da década de 1990.

No teatro, um dos momentos mais marcantes de sua carreira foi a participação no elenco original de “Company”, musical de Stephen Sondheim, estreado em 1970. Pelo papel de Sarah, recebeu uma indicação ao Tony de melhor atriz coadjuvante em musical.

No cinema, estreou em “Assim Caminha a Humanidade” (1956) e ganhou reconhecimento internacional com “Uma Batata, Duas Batatas” (1964), trabalho que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes.

Em 1979, ela interpretou a mãe do protagonista do filme “O Vencedor”, longa que recebeu cinco indicações ao Oscar. Sua atuação lhe garantiu uma indicação à estatueta de melhor atriz coadjuvante.

Na televisão, acumulou participações em séries como “Além da Imaginação”, “The Defenders”, “Naked City”, “The Alfred Hitchcock Hour”, “Barney Miller” e “Suddenly Susan”. Também recebeu indicações ao Emmy por trabalhos em “Law & Order”, “Law & Order: SVU” e na adaptação televisiva de “Breaking Away”.

Barbara Barrie deixa dois filhos, Aaron Harnick e uma filha, além de três netas. Seu marido, Jay Harnick, morreu em 2007.

Como funciona a morte assistida

No Brasil, a morte assistida, quando a própria pessoa administra a dose letal, e a eutanásia, quando é o médico quem aplica a substância, são proibidas por lei, com pena de prisão.

Nas Américas, países como Colômbia e Canadá permitem a morte assistida. Nos Estados Unidos, cada estado pode definir as próprias regras para o procedimento. Oregon, Washington, Washington D.C., Montana, Vermont, Califórnia, Colorado, Havaí, Nova Jersey, Maine e Novo México também permitem a morte assistida.

Na Europa, além da Suíça, também é possível ter acesso ao procedimento na Áustria, Bélgica, Alemanha, Itália, Luxemburgo, Holanda, Portugal e Espanha.

A Austrália segue o mesmo padrão dos EUA, em que alguns estados do país aprovam a prática, como a Austrália Ocidental, Tasmânia, Austrália Meridional, Queensland, Nova Gales do Sul e o território da capital australiana.

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Autocar: BYD Dolphin G DM-i prima sulla nuova Renault Clio ibrida

Autocar promuove la BYD Dolphin G DM-i sulla Renault Clio per comfort e qualità degli interni, mentre la Clio resta avanti nel design.

La BYD Dolphin G DM-i supera la nuova Renault Clio in un confronto pubblicato dal settimanale britannico Autocar il 28 ottobre. Il risultato riguarda uno dei segmenti storicamente più presidiati dai costruttori europei, quello delle utilitarie, e uno dei suoi modelli simbolo.

Nel confronto tra le rispettive versioni ibride, la Dolphin G conquista il primo posto grazie a un giudizio complessivamente superiore in termini di comfort, silenziosità, qualità percepita degli interni, abitabilità e risposta della motorizzazione. La Clio mantiene il vantaggio nel design, nella precisione dello sterzo e nell’agilità di guida, ma non riesce a prevalere nella valutazione finale.

Tra gli elementi distintivi della BYD figura la tecnologia ibrida plug-in, con un’autonomia dichiarata fino a 105 km in modalità elettrica. A questo si aggiungono un bagagliaio da 425 litri e un posizionamento di prezzo competitivo, due fattori che pesano sulla scelta di chi acquista un’auto di questa categoria.

Il dato va letto anche come un indicatore di come si distribuiscono i punti di forza tra i modelli. Nel confronto la Clio conserva qualità apprezzate, ma la valutazione complessiva premia l’equilibrio tra abitabilità, comfort e prestazioni della Dolphin G.

Per il lettore italiano il confronto offre un riferimento utile in un momento in cui le scelte di acquisto si concentrano sempre più sulle motorizzazioni ibride.

Il risultato assume un significato che va oltre il confronto tra due modelli. Per il settore, l’industria automobilistica cinese dimostra di poter competere con i marchi europei anche nelle categorie più tradizionali, non soltanto sul prezzo o sull’elettrificazione, ma anche sulla qualità complessiva del prodotto.

Il confronto, in sostanza, misura la maturità di un prodotto più che il suo marchio d’origine.

Le utilitarie sono da sempre un terreno di equilibrio delicato tra costi di acquisto, consumi, spazio interno e contenuti. Per i costruttori europei, abituati a dominare il segmento, una valutazione favorevole a un modello concorrente rappresenta un segnale da considerare con attenzione.

Il segmento resta uno dei più rilevanti del mercato europeo, e ogni cambio di equilibrio tra i modelli ha effetti su strategie industriali e reti di vendita.

Il confronto di Autocar evidenzia anche che la competizione non si gioca più soltanto sulla dotazione o sul prezzo. Comfort acustico, qualità percepita e risposta del motore contano sempre di più nelle valutazioni dei giornalisti e, di conseguenza, nelle scelte dei clienti.

Il risultato è un segnale dell’evoluzione degli equilibri competitivi nel mercato automobilistico europeo. Resta da verificare come il giudizio di una rivista si tradurrà nei volumi di vendita nei prossimi mesi, in un contesto in cui la domanda di ibride e plug-in continua a crescere.

Per la Clio, il confronto indica un terreno su cui lavorare, soprattutto sul fronte del comfort e della qualità percepita, dove la rivale ha ottenuto il giudizio migliore.

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Animador sobre “O Bosque Selvagem”: “IA não é ameaça depois desse filme”

Em meio ao avanço da inteligência artificial na indústria cinematográfica, “O Bosque Selvagem” surge como uma celebração da arte feita por mãos humanas. O animador brasileiro Thiago Calçado, que integra a equipe da nova produção em stop-motion do estúdio Laika (“Coraline”, “Paranorman”), acredita que o filme representa uma defesa da arte feita por humanos. A obra estreia nesta quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros.

Em entrevista à CNN Brasil, o profissional, que também trabalhou em produções como “Kubo e as Cordas Mágicas” (2016) e “Pinóquio” (2022), de Guillermo del Toro, destacou a importância do trabalho artesanal por trás da animação, que levou cerca de cinco anos para ser produzida.

“Eu acho que esse filme é uma bandeira do tipo pró-arte, feito pelas mãos de artistas, de humanos para humanos. Vai ser uma bandeira”, afirmou.

Calçado também criticou o uso crescente da inteligência artificial na criação artística e ressaltou que o cuidado dos profissionais envolvidos na produção é um dos principais diferenciais do longa.

“A IA está tomando conta de uma maneira muito vazia, e esse filme vem para mostrar como é possível fazer arte, dar alma para uma história, sendo feita por artistas que estão lá se dedicando há cinco anos. Não é algo vazio, efêmero. É para apreciar, ver os detalhes, o cuidado na atuação dos personagens, cenário, iluminação, ritmo da história”, declarou.

O resultado de “O Bosque Selvagem” evidencia características da criação humana que, em sua avaliação, ainda estão distantes das possibilidades oferecidas pela tecnologia.

“É uma coisa única que, por enquanto, a IA está muito longe de atingir. Eu não acho que a IA é uma ameaça depois de ver um filme como esse“, completou.

Dirigido por Travis Knight, o longa contou com mais de mil profissionais ao longo de seu desenvolvimento e exigiu a construção de 132 cenários físicos, 233 bonecos e mais de 142 mil rostos substituíveis, utilizados para reproduzir as expressões dos personagens quadro a quadro.

Ao todo, foram 231 semanas de produção para dar vida à história, que acompanha uma jovem em uma jornada por uma floresta misteriosa. O filme aborda temas como amor, luto e os limites das escolhas humanas.

Responsável por sucessos como “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), a Laika é conhecida pela aposta no stop-motion, técnica que utiliza bonecos e cenários físicos fotografados quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, combinando o trabalho artesanal com recursos tecnológicos.

“O Bosque Selvagem” chega aos cinemas com 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e já é apontado como um possível concorrente ao Oscar 2027 de Melhor Animação.

Assista ao trailer de “O Bosque Selvagem”

Ratatouille completa 18 anos: confira 5 curiosidades sobre a animação

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OTAN busca enemigo para justificar existencia, afirma Rusia

Moscú, 29 oct (Prensa Latina) La Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) busca un enemigo externo para justificar su existencia, y cualquier ampliación de la alianza solo debilita su seguridad, afirmó hoy el vicecanciller ruso, Alexandr Grushkó.

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La imaginación, grande y libre

Pikachu es un pokemon de tipo eléctrico al que no le gusta ir en su pokeball. Prefiere la libertad, no estar encerrado en esa bola. Va con Ash, su entrenador. ¿Quién es Pikachu?, ¿cómo es?, ¿evoluciona? Yo sé poco o nada del universo Pokémon, pero que evolucionan sí lo sé. Y, de repente, me vi en un diálogo en el que se hablaba de bolas, de constreñir la libertad, de transformación, de ser uno y luchar para convertirse en otro, y pensé que todo cuadraba, que todo está relacionado. Que si cinco minutos antes me dicen que los pokémones y La bola negra tienen tanta relación y que Pikachu y Edmond de Bries tienen cosas en común, ni lo contemplo, pero, de repente, mis neuronas hicieron solas la conexión y tiene lógica.

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© Biblioteca Nacional de España

Edmond de Bries.
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Senado aprova subsídio e financiamento de R$ 24,5 bi a produtores de cana

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (28), o projeto de lei 5.649 de 2026, que autoriza o governo a pagar apoio financeiro a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste e destina recursos a linhas de crédito para a renovação de frota de veículos de transporte. 

A proposta, já passou pela Câmara dos Deputados na terça (27) e agora, após aprovação da Casa Alta, segue para sanção do presidente da República.

O texto chancela as medidas que o governo federal vem concedendo aos produtores da região desde setembro. Na época, um decreto e uma medida provisória destinou R$ 270 milhões em recursos públicos para apoiar agricultores que tiveram perdas econômicas devido ao tarifaço ou aos efeitos climáticos extremos na safra 2025/26.

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Apesar dos benefícios serem pagos com dinheiro dos cofres públicos, o relator, senador Fernando Dueire (PSD-PE) afirmou que, pela proposta ter natureza autorizativa, não obriga o governo a ter que desembolsar os valores nem criar ou ampliar benefícios tributários.

“Com relação à adequação orçamentária e financeira, a Lei possuirá natureza autorizativa de programas que já vêm sendo executados pelo Poder Executivo, de forma que a execução das medidas e os seus efeitos concretos observarão a disponibilidade orçamentária e financeira, bem como a conveniência da União. Assim, a Lei proposta não produz efeitos diretos ou indiretos sobre as receitas ou despesas da União”, diz a justificativa.

O que prevê o projeto

O texto autoriza o Executivo a conceder, em caráter extraordinário e apenas em 2026, auxílio financeiro de R$ 12 por tonelada de cana produzida e entregue a usinas, destilarias ou cooperativas do Nordeste na safra 2025/2026. 

A comprovação será feita por nota fiscal eletrônica. O benefício vale para produtores que tiveram prejuízos com a tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras ou com eventos climáticos extremos. 

Ficam de fora os produtores que sejam sócios, direta ou indiretamente, das usinas, destilarias ou cooperativas para as quais fornecem a matéria-prima.

A União também fica autorizada a destinar até R$ 14,5 bilhões para linhas de financiamento reembolsáveis para a compra de caminhões e caminhões-tratores novos ou seminovos, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários novos. Os beneficiários são:

  • transportadores autônomos de cargas;
  • pessoas físicas ligadas a cooperativas de transporte;
  • microempreendedores individuais, empresários individuais e empresas do setor de transporte de cargas ou de passageiros.

Veículos novos financiados precisam ser de fabricação nacional e credenciados no BNDES. Os seminovos só podem ser financiados para autônomos, MEIs (Microempreendedores Individuais) e pessoas físicas de cooperativas. O Ministério da Fazenda gerencia os recursos, e o BNDES é o agente financeiro. As condições e os juros serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional.

O projeto também:

  • permite que o seguro de crédito interno para o setor de aviação civil, incluindo operações ligadas a combustível de aviação, use recursos do Fundo de Garantia à Exportação;
  • cria uma linha de até R$ 10 bilhões para financiar equipamentos agrícolas inovadores de fabricação nacional, por meio da Finep, com amortização em 15 anos;
  • autoriza o financiamento de capital de giro associado a investimentos em infraestrutura em uma linha prevista na Lei 14.947/2024.

Qual é o impacto financeiro

O texto autoriza até R$ 24,5 bilhões em linhas de financiamento reembolsáveis: R$ 14,5 bilhões para a renovação de frota e R$ 10 bilhões do FNDCT para equipamentos agrícolas. Por serem empréstimos, esses valores devem retornar aos cofres públicos, com juros e prazos a serem definidos.

Já a subvenção aos produtores de cana é um gasto sem retorno. O projeto não fixa um valor total. O custo dependerá da quantidade de cana entregue e comprovada, multiplicada por R$ 12 por tonelada. A despesa será discricionária, ou seja, depende da disponibilidade orçamentária e financeira.

O que muda na prática

Produtores de cana do Nordeste poderão receber o pagamento, desde que cumpram as regras que o governo ainda vai definir em ato próprio, como prazos e critérios de habilitação. Caminhoneiros e empresas de transporte passam a ter uma linha de crédito específica para trocar veículos. A lei entra em vigor na data da publicação, mas os financiamentos só começam depois da regulamentação pelo governo e pelo Conselho Monetário Nacional.

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Café recua em NY com avanço dos estoques e desvalorização do real

A pressão sobre a oferta brasileira e o avanço dos estoques certificados influenciaram as negociações do café nesta sessão de quarta-feira (28). Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro com vencimento em dezembro recuou 2,38%, encerrando o pregão cotado a US$ 2,86 por libra-peso.

De acordo com o Barchart, a desvalorização do real brasileiro também contribui para o movimento de baixa. Na segunda-feira, a moeda caiu cerca de 9% após o resultado das eleições presidenciais no fim de semana. Embora tenha recuperado parte das perdas, o real ainda acumula desvalorização de aproximadamente 8% na semana. Com a moeda brasileira mais fraca, os exportadores podem receber mais em reais pelas vendas externas, o que aumenta o incentivo à comercialização do café brasileiro no mercado internacional.

Outro fator que pressiona as cotações é o volume de café que aguarda classificação nos armazéns monitorados pela ICE. Na terça-feira, mais de 36 mil sacas de café brasileiro estavam nessa condição, o maior número em cinco semanas. Após a aprovação nos testes de classificação, os lotes passam a integrar os estoques certificados da bolsa.

O volume de café brasileiro nos armazéns da ICE aumentou desde meados de setembro e alcançou 80.084 sacas na semana passada, o maior nível em nove meses. Na terça-feira, os estoques recuaram ligeiramente, para 79.867 sacas, mas permanecem próximos do pico recente, reforçando a pressão sobre os preços futuros.

Açúcar

O contrato futuro do açúcar com vencimento em março fechou a sessão com alta de 0,73% na Bolsa de Nova York, cotado a 19,34 centavos de dólar por libra-peso.

O avanço foi sustentado por dados da S&P Global Energy, que apontaram uma redução na produção de açúcar das usinas do Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de outubro. Segundo a consultoria, o volume produzido ficou em 2 milhões de toneladas, abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior. As chuvas persistentes associadas ao fenômeno El Niño prejudicaram a colheita da cana-de-açúcar e reduziram o ritmo de moagem nas unidades produtoras.

Apesar da recuperação registrada na sessão, as cotações ainda acumulam perdas expressivas em relação à semana anterior. Na segunda-feira, os preços recuaram acentuadamente em meio à forte desvalorização do real brasileiro, que chegou a cair 9% após o resultado das eleições presidenciais no fim de semana. A moeda apresentou recuperação parcial, mas ainda acumula queda de cerca de 8% na semana, movimento que pode favorecer as exportações brasileiras e pressionar os preços internacionais do açúcar.

Cacau

O contrato futuro do cacau com vencimento em dezembro encerrou o pregão com desvalorização de 2,17% na bolsa, cotado a US$ 5.456 por tonelada.

A queda é influenciada por preocupações de que a desvalorização do real brasileiro possa estimular os exportadores nacionais a ampliar as vendas da commodity, conforme destacou o Barchart. Com a moeda brasileira mais fraca em relação ao dólar, os vendedores podem receber mais em reais pelas negociações internacionais, o que tende a favorecer a oferta no mercado global.

Embora o Brasil tenha participação menor no comércio mundial de cacau em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o país ocupa a sétima posição entre os maiores produtores globais, respondendo por cerca de 4% a 5% da produção mundial, segundo estimativas da Organização Internacional do Cacau (ICCO).

Outro fator de pressão sobre as cotações é o aumento dos estoques monitorados pela ICE. Na segunda-feira, os volumes atingiram 3.684.698 sacas, o maior patamar em dois anos e meio. Na terça-feira, houve um leve recuo para 3.679.744 sacas, mas o nível elevado dos estoques continua pesando sobre os preços futuros.

Suco de Laranja

Na Bolsa de Nova York, o contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro encerrou a sessão em alta de 0,87%, cotado a US$ 1,44 por libra-peso.

Algodão

O contrato de algodão para entrega em dezembro encerrou a sessão com valorização de 0,12% na Bolsa de Nova York, cotado a 78,15 centavos de dólar por libra-peso.

https://stories.cnnbrasil.com.br/?post_type=web-story&p=530179

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Sandra Hüller estará em novo filme de “Vingadores”, diz site

A estrela alemã Sandra Hüller, 48, indicada ao Oscar por “Anatomia de uma Queda”, fará parte do elenco de estrelas de “Vingadores: Doutor Destino”. As informações são do The Hollywood Reporter.

Os rumores de que a atriz estaria no filme surgiram após o seu nome aparecer no Registro Britânico de Dublê há algumas semanas, e o Hollywood Reporter confirmou o envolvimento de Sandra. A Marvel não se pronunciou sobre.

Diversos detalhes de “Vingadores: Doutor Destino” ainda estão sob sigilo. O papel de Sandra, por mais que esteja em segredo, foi confirmado pelo jornal como uma “participação especial”. Rumores apontam que ela pode assumir o papel da bruxa mãe de Doutor Destino, ou será parte do grupo de feiticeiras conhecido como Bruxas da Latvéria. Durante a Comic-Con San Diego deste ano, a Marvel mostrou as vestes latverianas, dando um spoiler do que pode vir.

Em “Vingadores: Doutor Destino”, heróis de diferentes linhas temporais precisam se unir para enfrentar a ameaça mais ameaçadora até o momento, um cientista feiticeiro chamado Doutor Destino. O quinto filme da franquia trará de volta Robert Downey Jr. no papel do vilão, e reúne o elenco de vários filmes recentes, como os Thunderbolts, Quarteto Fantástico, os moradores de Wakanda, os clássicos filmes do X-Men. Assim como Downey Jr., volta ao universo Chris Evans como Steve Rogers.

Sandra Hüller tem chamado a atenção de Hollywood após duas temporadas de sucesso nas premiações. Ela conquistou sua primeira indicação ao Oscar 2024, pelo aclamado “Anatomia de uma Queda”, no mesmo ano em que também concorreu por “Zona de Interesse”, que venceu como Melhor Filme Internacional.

Em 2026, ela é uma das cotadas para ganhar espaço novamente na cerimônia. Além do queridinho “Devoradores de Estrelas”, que conta com a atriz como coadjuvante, ela também está em “A Terra do Meu Pai” e “Digger” — este último que gerou opiniões controversas da crítica.

“Vingadores” ultrapassa “Avatar” e retoma posto de maior bilheteria mundial

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“O Bosque Selvagem”: filme levou 5 anos e pode ser destaque no Oscar 2027

Uma floresta construída à mão, milhares de expressões faciais e cinco anos de produção são alguns dos detalhes do filme em stop-motion mais ambicioso da Laika, estúdio responsável por obras como “Coraline” e “Paranorman”. “O Bosque Selvagem” estreia na quinta-feira (29) nos cinemas brasileiros e já desponta como um possível concorrente ao Oscar 2027 de Animação.

Dirigido por Travis Knight, o filme chega às telonas com 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, tornando-se a produção mais bem avaliada da história do estúdio até o momento. E o reconhecimento é resultado de um processo que começou há mais de uma década e exigiu o trabalho de centenas de profissionais para transformar uma história de fantasia em um universo inteiramente artesanal.

Em entrevista à CNN Brasil, o animador brasileiro Thiago Calçado e os dubladores Giulia Benite (Prue McKeel) e Pedro Bugarelli (Curtis Mehlberg) revelaram os desafios da produção, a grandiosidade do projeto e as reflexões provocadas pela história, que aborda temas como amor, perda e os limites das decisões humanas.

“Demora tanto tempo quando estamos fazendo; a gente está tão imerso que chega um momento em que não conseguimos saber se está bom ou ruim. É igual a todo processo de artista. É uma montanha-russa. Mas vendo o filme sendo construído, eu sabia que ia chegar longe. Já sabia que tinha ficado bom, mas está melhor do que eu esperava”, afirmou Calçado.

Anos para sair do papel

A trajetória de “O Bosque Selvagem” começou muito antes de suas primeiras cenas serem filmadas. Travis Knight teve contato com o manuscrito ainda inacabado da obra homônima do autor Colin Meloy e, desde então, alimentou o desejo de levá-la aos cinemas.

O principal obstáculo era a própria dimensão da história. Com cenários grandiosos, criaturas fantásticas e sequências complexas de ação, o universo imaginado pelo autor exigia recursos técnicos que ainda não estavam disponíveis para o stop-motion da época.

O projeto permaneceu em desenvolvimento durante anos, enquanto a Laika aperfeiçoava suas técnicas em outras produções. Os primeiros storyboards começaram a ser elaborados em 2018, a pré-produção teve início em 2020, pouco antes da pandemia de Covid-19, e as filmagens começaram oficialmente em 2021.

Ao todo, foram 231 semanas de produção, um trabalho que se estendeu por cerca de cinco anos.

Para Calçado, que já havia trabalhado com Knight em “Kubo e as Cordas Mágicas”, o resultado representa um avanço significativo para a técnica de animação.

“É o maior filme de stop-motion feito até hoje. Em termos de evolução da técnica, são muitas cenas de ação, perseguição, explosão. É um filme muito rico visualmente, com vários personagens; é o filme mais longo de stop-motion”, destacou.

Produção de “O Bosque Selvagem” • Divulgação

O brasileiro também ressaltou a identidade artística da Laika, conhecida por desenvolver histórias que, apesar de apresentadas por meio da animação, não se limitam ao público infantil.

“A Laika é sempre muito original nas histórias, fora do padrão, temas densos para adultos também. Os adultos pegam nas entrelinhas. É bem único o filme”, avaliou.

Mais de 140 mil rostos e desafios para a dublagem brasileira

A grandiosidade mencionada pelo animador se traduz em números expressivos. Para dar vida ao universo fantástico, a equipe construiu 132 cenários físicos, que representam 117 locações diferentes. A floresta que dá nome ao filme, por exemplo, conta com 728 árvores artesanais, inspiradas em dez espécies encontradas no noroeste dos Estados Unidos.

No stop-motion, técnica em que bonecos e objetos são movimentados e fotografados quadro a quadro para criar a ilusão de movimento, cada detalhe exige precisão. Em “O Bosque Selvagem”, foram utilizados 233 bonecos e produzidos 142.030 rostos substituíveis, responsáveis por reproduzir as diferentes expressões dos personagens.

Produção de “O Bosque Selvagem” • Divulgação

As filmagens ocuparam 112 palcos, distribuídos por uma área superior a 14 mil metros quadrados. Ao final, o longa reuniu 2.804 planos em sua versão definitiva.

Com 132 minutos de duração, “O Bosque Selvagem” também conquistou o título de longa-metragem em stop-motion mais extenso já realizado.

Para Giulia Benite, responsável pela dublagem da protagonista, a dimensão desse trabalho se tornou evidente quando assistiu ao resultado final.

“Eu já imaginei que seria uma grandiosidade, mas noção mesmo, só quando a gente vai assistir. É quando a gente percebe a riqueza de detalhes. Uma animação, feita em stop-motion, que levou 5 anos para filmar, é mais do que merecido receber esse reconhecimento”, disse.

Pedro Bugarelli compartilha da mesma percepção. “Assistindo ao filme, eu percebi ainda mais essa grandiosidade. Acho que é muito legal ver que fizemos parte disso e também ver essa visão que o Thiago traz do tanto de coisa que tem por trás daquela imagem que estamos vendo. É muito legal poder colocar nossa parte no todo do trabalho”, comentou.

Além do trabalho dos animadores, outro desafio da produção está em dar voz a personagens que foram cuidadosamente construídos para transmitir emoções mais por meio de movimentos e expressões faciais.

Pedro Bugarelli explicou que a própria natureza do stop-motion exige uma atenção diferente durante a dublagem, especialmente na sincronização entre a fala e os movimentos da boca dos bonecos.

“Esse filme de stop-motion é interessante por causa das batidas da boca. É diferente de uma animação convencional. É diferente o jeito de você encaixar a boca, da forma com que o personagem se mexe. É diferente encaixar a sincronia da voz com o personagem mexendo. É mais interessante dublar”, contou.

Uma aventura sobre amor, luto e escolhas

Até onde você iria por amor? “O Bosque Selvagem” também aposta em uma história profundamente emocional.

A trama acompanha Prue, uma jovem que embarca em uma jornada por uma floresta misteriosa e proibida após seu irmão mais novo ser sequestrado por corvos. Ao lado de Curtis, ela encontra criaturas fantásticas, aliados inesperados e adversários perigosos, enquanto descobre os conflitos que ameaçam aquele universo.

Por trás da aventura, assim como as demais produções da Laika, estão questões que ultrapassam a fantasia. O amor e o luto aparecem como forças capazes de conduzir os personagens por caminhos radicalmente diferentes, colocando em discussão até onde alguém estaria disposto a ir para proteger ou recuperar aquilo que ama.

Pedro Bugarelli destacou a maneira como o filme apresenta diferentes perspectivas sobre a perda.

“No filme tem as duas visões, da mocinha sofrendo luto e da vilã também. O filme passa muitas lições boas, logo no início do filme. Mas esse tema do luto mexe muito com a gente. Aborda esses temas com muita excelência”, refletiu.

Giulia Benite também chamou atenção para o contraste entre as motivações dos personagens. Segundo a atriz, a história explora como sentimentos semelhantes podem resultar em atitudes completamente distintas, dependendo das escolhas de cada um.

“O filme tem muitas mensagens, difícil citar uma só. Uma coisa: ao mesmo tempo que a Prue faz o que for necessário, temos o outro lado, que também faz o necessário para conquistar o que quer, custe o que custar, mas por um lado obscuro. É literalmente o ser humano”, analisou.

“O Bosque Selvagem” pode chegar ao Oscar?

A recepção da crítica internacional também colocou “O Bosque Selvagem” entre os títulos que podem ganhar força na temporada de premiações de 2027, especialmente na categoria de Melhor Animação.

Com 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme supera as avaliações de outros sucessos da Laika, incluindo “Coraline e o Mundo Secreto” e “Kubo e as Cordas Mágicas”, que alcançaram 91% e 97%, respectivamente.

A produção também recebeu elogios de publicações internacionais respeitadas na indústria, como Variety, The Hollywood Reporter e Screen International, sobretudo pela ambição visual e pelo avanço técnico do stop-motion.

A trajetória da Laika na premiação reforça as expectativas. Todos os cinco longas-metragens anteriores do estúdio foram indicados ao Oscar de Melhor Animação, embora nenhum tenha conquistado a estatueta.

Assista ao trailer de “O Bosque Selvagem”

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Competição internacional trouxe visitantes e dinamizou economia local

VTM

Segundo Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, a realização de um evento desta dimensão constituiu uma oportunidade de promover internacionalmente o concelho. “É uma oportunidade única para promover o território, já que estas corridas são transmitidas para todo o mundo, e também para o negócio e a economia local”, sublinhou.

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Novidades

Uma das principais novidades do RallyX Global Final foi a introdução da categoria FC1 Hypercar, que inclui veículos elétricos de elevada potência (1100 cavalos), com tração integral e capacidade de aceleração dos 0 aos 100 km/h em cerca de 1,4 segundos.

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Centristas felicitam luso-descendente Yann Cristóvão pelo título europeu na NASCAR

A Representação Parlamentar do CDS-PP Madeira, através da deputada Sara Madalena, deu entrada na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira (ALRAM) de um Voto de Congratulação dirigido ao jovem luso-descendente Yann Cristóvão, que se sagrou recentemente vencedor absoluto da Rookie Challenge da NASCAR Euro Series. O documento enaltece o extraordinário feito desportivo e o […]
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Se estima que cada gramo de alcohol consumido aporta alrededor de siete kilocalorías ―una cifra muy cercana a la de las grasas― sin ofrecer a cambio al organismo ningún nutriente esencial como vitaminas, minerales, proteínas o fibra. De ahí el concepto de calorías vacías asociado a las bebidas alcohólicas. A esas calorías, además, habría que añadir, en el caso de los cócteles y combinados, las que aportan los refrescos azucarados. Por eso, el consumo de alcohol siempre se ha asociado con la ganancia de peso.

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© Iuliia Bondar (Getty Images)

Una mujer toma patatas fritas de un plato situado cerca de dos cervezas.
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México: Gobierno y transportistas acuerdan levantar bloqueos e instalar mesas de diálogo

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Café arábica recua 2,39% em Nova York com pressão do câmbio no Brasil

A perspectiva de aumento das vendas de café brasileiro pressionou as cotações do arábica na bolsa de Nova York nesta terça-feira (27). O contrato futuro para entrega em dezembro recuou 2,39% e encerrou a sessão cotado a US$ 2,93 por libra-peso.

Segundo a Barchart, os preços ampliaram as perdas registradas na segunda-feira, diante da desvalorização do real frente ao dólar. A moeda brasileira caiu 8,8% na sessão anterior, mas recuperou 1,3% neste pregão. “Um real mais fraco tende a estimular as exportações, já que os produtores e comerciantes brasileiros podem obter mais reais por cada dólar recebido nas vendas externas, favorecendo a oferta do grão no mercado internacional”, informou o Barchart.

Outro fator de pressão veio dos estoques na bolsa internacional, já que quase 10 mil sacas chegaram aos armazéns na segunda-feira para passar por classificação, o maior volume em mais de um mês, conforme as informações da Bloomberg. Após a avaliação, parte desse café poderá ser incorporada aos estoques certificados, ampliando a disponibilidade registrada no mercado.

Apesar da chegada de novos lotes para classificação, os estoques certificados de café arábica recuaram em 788 sacas nesta terça-feira, para 224.822 sacas, atingindo o menor nível em um mês e meio. O volume permanece próximo da mínima de 27 anos, de 217.646 sacas, registrada em 15 de setembro, o que mantém a atenção do mercado sobre a disponibilidade do produto.

Cacau

Os sinais de redução da oferta na África Ocidental ajudaram a sustentar os preços futuros do cacau nesta sessão na bolsa de Nova York. O contrato para entrega em dezembro avançou 1,58%, encerrando a sessão cotado a US$ 5.577 por tonelada.

Segundo a Barchart, as cotações recuperaram a maior parte das perdas registradas na segunda-feira, quando a desvalorização do real brasileiro pressionou o mercado. A queda da moeda tende a estimular as vendas de exportadores do Brasil, que passam a receber mais reais por cada dólar obtido nas negociações internacionais.

Embora tenha participação menor no mercado global em comparação com os países da África Ocidental e o Equador, o Brasil é o sétimo maior produtor mundial de cacau, com cerca de 4% a 5% da produção global, segundo estimativas da ICCO (Organização Internacional do Cacau).

Em contrapartida, a redução das entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim contribuiu para limitar a pressão sobre os preços. Dados do governo do país, divulgados na segunda-feira e repercutidos pela Bloomberg, indicaram que os produtores entregaram 44.241 toneladas aos portos na semana encerrada em 25 de outubro, volume 46% inferior às 82.010 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O ritmo das entregas na Costa do Marfim é acompanhado de perto pelos participantes do mercado, especialmente diante dos possíveis efeitos sobre a disponibilidade da matéria-prima no comércio internacional.

Açúcar

Os contratos futuros de açúcar registraram recuperação na bolsa de Nova York, após a forte desvalorização da sessão anterior. O vencimento para entrega em março avançou 0,52% e encerrou o pregão cotado a 19,20 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo a Barchart, a alta ocorreu após os preços recuarem 5,6% na segunda-feira, quando atingiram o menor nível em um mês. A queda foi influenciada pela desvalorização de quase 9% do real brasileiro, que favorece a competitividade das exportações do país no mercado internacional.

Nesta terça-feira, a moeda brasileira apresentou recuperação parcial, com valorização de 1,2% frente ao dólar. O movimento cambial contribuiu para estabilizar as cotações do açúcar, uma vez que a desvalorização do real tende a incentivar os exportadores brasileiros a ampliar as vendas externas, ao elevar o valor em moeda local recebido por cada dólar negociado.

O Brasil tem influência direta sobre a formação dos preços internacionais por ser o maior produtor mundial de açúcar. Segundo estimativas da OIC (Organização Internacional do Açúcar) e do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o país responde por cerca de 24% da produção global e mais de 50% das exportações mundiais da commodity.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão em queda na bolsa de Nova York. O vencimento para entrega em dezembro recuou 1,26%, fechando cotado a 78,06 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo dados compilados pela Barchart, a colheita da safra norte-americana avançou para 52% da área prevista até 25 de outubro, sete pontos percentuais acima da média histórica para o período. O ritmo acelerado dos trabalhos no campo contribuiu para o avanço das operações de retirada do produto.

Por outro lado, a abertura das maçãs de algodão — etapa em que a fibra fica exposta e pronta para a colheita — atingiu 89% das lavouras, abaixo da média de 92% registrada para esta época do ano.

As condições das plantações também apresentaram piora na avaliação final da temporada. A parcela das lavouras classificadas como boas ou excelentes caiu dois pontos percentuais, para 33%.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em janeiro recuou 0,90% nesta terça-feira, na Bolsa de Nova York, encerrando a sessão cotado a US$ 1,43 por libra-peso.

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Go Fast, Turn Left: The Anderson Speedway & Indiana’s Data Centers

Leo Kim’s piece is an ambitious mix of race‑track reportage, personal reflection, and theory‑driven critique. It braids together one night at a small Indiana speedway, the rise and collapse of Anderson’s auto industry and unions, and an abstract meditation on tech, AI, and “speed.” It poses a compelling central question—whether every technology invents its own kind of disaster—but does demand close attention to follow its dense imagery.

The dust doesn’t bother me much. By this point in the night, the round-and-round whirling of cars, combined with the alchemical mixture of exhaust, burnt rubber, and patriotic beer, has lulled me into a Midwestern trance. It must be the flatness that makes this region such a perfect catalyst for this kind of delirium. When Baudrillard drove through the expanse of the US, he wrote about speed as an erasing force whose “only rule is to leave no trace behind.” He was right to sense speed as a primal impulse in this unfurling stretch of country. Movement in the Old World is slowed by its narrow roads, latticed cities, and contested borders; it struggles to overcome the glacial pace of History. Drive a hundred miles and you’re bound to run into something. Not so in the Midwest. Nothing here interrupts the flow. There are no mountains to break the wind, no densities of skyscrapers to bisect the sky, no ravines to stop the sprawl. Everything moves towards terminal velocity. It is a landscape built for vortices and accelerating feedback loops: for flows of capital, weather, ideology, and machinery to intersect and (r)evolve into novel forms.

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“Cinema nacional está em fase crescente”, diz Teca Pereira, de “Feito Pipa”

Após décadas de carreira nas artes, a atriz Teca Pereira, 74, protagonista de “Feito Pipa”, filme brasileiro selecionado para disputar uma vaga no Oscar 2027, diz que acredita que o cinema brasileiro vive um momento de crescimento e renovação. Em entrevista à CNN Brasil, a artista celebrou a visibilidade internacional conquistada pelas produções nacionais e destacou a evolução da indústria cinematográfica do país.

“É uma fase maravilhosa, uma necessidade que havia de ter mais qualidade. Os produtores, os diretores estão se empenhando. O cinema nacional está em outra fase. É uma fase gigante, crescente. E espera-se que realmente ela seja bastante valorizada”, afirmou.

Teca integra o elenco de “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, que também vem conquistando reconhecimento fora do Brasil. O longa-metragem já acumula mais de dez prêmios internacionais, incluindo o Urso de Cristal e o Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, e alimenta expectativas em torno do Oscar 2027.

Na trama, a atriz interpreta a avó de Gugu, vivido por Yuri Gomes, um menino que encontra na relação com ela um espaço de afeto e liberdade, enquanto enfrenta conflitos familiares e questões relacionadas à própria identidade. A produção também aborda o Alzheimer, doença que afeta a personagem de Teca.

Ao comentar a história, a artista revelou que o tema desperta reflexões pessoais, especialmente em relação ao envelhecimento e às doenças que podem acompanhar essa fase da vida.

“A idade… Eu não sou avó ainda, mas a temática é muito importante e eu tenho até um certo temor, digamos assim, por conta da minha idade”, confessou.

Para Teca, um dos aspectos mais importantes de “Feito Pipa” está na maneira como o longa retrata o cuidado e a relação entre pessoas de diferentes gerações. A atriz espera que a história incentive o público a olhar com mais sensibilidade para familiares que convivem com a doença.

“É uma abordagem muito importante. Que as pessoas que tenham esse tipo de enfermidade na família tenham o mesmo carinho que o Gugu tem, um carinho e paciência com as pessoas. Amor é amor.”

“Feito Pipa” estreou na 50ª Mostra de Cinema de São Paulo na última quarta-feira (21). O filme chega aos cinemas em 5 de novembro.

“Feito Pipa”: conheça o filme que pode representar o Brasil no Oscar 2027

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