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“É bem possível que em 2027 já haja condições para fazer pagamentos” aos credores do BES

Luís Máximo dos Santos, vice-governador do Banco de Portugal que cessa esta sexta-feira funções, acredita que é possível que em 2027 já haja condições para começar fazer pagamentos aos credores comuns do BES, ao abrigo do princípio “no creditor worse off”. Anuncia ainda que há mudanças significativas em curso na lei bancária e diz que o Fundo de Resolução terá condições para pagar entre 1,7 mil milhões e 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos no fim deste ano ou início do próximo.

Terminou o mandato a 20 de junho e sai nesta sexta-feira. Passou mais de dez anos na administração do Banco de Portugal (BdP). Que balanço faz do que fez e ficou por fazer?

O balanço essencial é o de ter contribuído para um processo de grande melhoria do Banco. Melhorou o desempenho das missões centrais do Banco de Portugal, mas também a organização, os recursos tecnológicos e as políticas para reter talento. O Banco é hoje uma instituição mais próxima da comunidade a vários níveis, mais ligada à academia e à sociedade, e com um projeto para permitir que mais colaboradores aproveitem as condições das delegações regionais e das agências.

O Banco é liderado por um governador – lidei com três – e tem um conselho de administração que funciona de forma colegial. Somos todos, em alguma medida, responsáveis pelo que de bom ou de menos bom acontece na instituição e a evolução nestes dez anos é bastante positiva. A situação do setor bancário em 2016 era muitíssimo mais negativa. O mérito primordial é das instituições supervisionadas, que limparam balanços, racionalizaram recursos e ajustaram o modelo de negócio. Mas o novo quadro regulatório pós-crise e uma atuação supervisora muito mais efetiva também contribuíram. Os resultados recentes da avaliação do FMI (FSAP) são gratificantes, tanto para o sistema bancário como para a ação do Banco enquanto supervisor, na prevenção do branqueamento de capitais e na gestão de crises, onde se inclui a resolução.

O dossier Novobanco foi a tarefa mais difícil? Não será também uma medalha ver o banco que saiu das cinzas do BES a ser comprado pelo francês BPCE?

Medalha não tenho, porque não fui condecorado [risos]. O mais difícil foi fazer aplicar, com rigor, o acordo de capital contingente, defendendo o interesse público ao longo de todo o processo, em especial na aplicação rigorosa do contrato, e procurando minimizar os pagamentos que tínhamos de fazer ao abrigo do CCA [Mecanismo de Capital Contingente]. Não me lembro de nenhum acordo deste tipo aplicado em Portugal, e isto nem sequer é típico das funções de um banco central. Obrigou a uma minúcia e a um rigor enorme e convocou competências particulares, que foi possível reunir com uma equipa dedicada constituída no departamento de resolução.

O Acordo de Capitalização Contingente teve um impacto público significativo, porque falamos de verbas muito avultadas, assentes nas contribuições das instituições financeiras para o fundo e em empréstimos do Estado e das próprias instituições. Houve muita incompreensão, o que é natural. O escrutínio foi muito exigente, mas acabou por ajudar-nos a cumprir a missão, porque tivemos de verificar ao pormenor o racional das nossas decisões e de como as fundamentávamos. O Estado será reembolsado, e as instituições também.

Os meus mandatos ficam marcados pelas questões da resolução, o que é normal por serem os temas mais mediáticos, mas houve muitas outras coisas. Por exemplo, quando tive o Departamento de Supervisão Comportamental, integrou-se no perímetro da supervisão os intermediários de crédito, vários milhares, o que foi um grande desafio. Significou trazer todo um setor para o perímetro da supervisão.

Compensou ter havido o mecanismo de capital contingente?

Em 2017 não havia modo de encontrar alguém disposto a comprar o Novobanco sem um mecanismo como este. Não foi um apoio direto às perdas de um conjunto de ativos (que aliás se verificou serem bem maiores do que aquilo que foi despendido), era um mecanismo original, no sentido em que estava limitado ao menor de dois valores, entre as perdas desses ativos e o necessário para manter determinados rácios de capital no Novobanco. Sem ele, a venda não existia. O balanço final acaba por ser positivo para o país.

A venda do Novobanco foi um bom negócio para o Fundo de Resolução e para o Estado?

Aderimos [o FdR] a uma venda que a Lone Star promoveu e há pouco balizei o meu contributo no Novobanco como a defesa do interesse público na aplicação do mecanismo de capital contingente [antes da venda ao BPCE] e em todas as fases do processo, incluindo a venda final. Mas é objetivo que o valor obtido ultrapassou as melhores expectativas, o que é muito positivo. E o comprador ser uma grande instituição bancária de um mercado, o francês, que não tinha uma presença extraordinária em Portugal, abre novas possibilidades de interconexão para a economia portuguesa. O desfecho final foi positivo.

Em 10 anos também teve de lidar com um contencioso gigantesco…

Em 2016, os processos contra o Banco de Portugal eram da ordem do milhar. Claro que os processos, por causa do contencioso das medidas de resolução, tiveram um peso importante aqui. Não é normal um banco central ter um contencioso tão extenso, e alguns com ramificações no Tribunal Europeu e noutras ordens jurídicas, como Espanha e Reino Unido. As decisões que fomos tomando foram sendo avaliadas por tribunais, que no fundo é o escrutínio mais imparcial possível…

O Banco de Portugal ganhou os processos?

Todos não, mas quase todos, e sem dúvida os mais importantes: aqueles em que se procurava responsabilizar o Banco por falhas de supervisão e os do contencioso da resolução. Como por exemplo a retransmissão das obrigações do Novobanco para o BES.

Noutro plano, nos processos contraordenacionais, em que tivemos de aplicar sanções com todas as garantias, nos universos BES e Banif, as decisões judiciais confirmaram no essencial as posições do Banco. Se não fosse assim teria sido mais difícil.

A resolução devia ter saído da órbita do Banco de Portugal?

Não acho que esse fosse uma boa solução. A decisão de fazer do Banco de Portugal a autoridade nacional de resolução foi acertada e recentemente até foi estendida às contrapartes centrais. Seria muitíssimo pior lidar com uma instituição nova, sem recursos, quando o Banco tem os recursos humanos e o conhecimento para o fazer.

Quando é que o Fundo de Resolução vai pagar entre 1,7 mil milhões e 1,9 mil milhões de euros ao Estado e aos bancos?

Tencionamos pagar no final de 2026 ou início de 2027.

Essa receita decorre da venda do Novobanco?

Também, mas não apenas. Temos ainda os dividendos da Oitante, rendimentos das aplicações dos recursos do fundo e, naturalmente, as contribuições do setor bancário, que se mantém.

Vamos cumprir os contratos e, ao reembolsar capital, deixamos de pagar os juros que teríamos se mantivéssemos a dívida, o que significa um ganho substancial, na ordem das dezenas de milhões de euros.

Os empréstimos não foram contratualizados todos na mesma data nem têm todos as mesmas regras, e alguns passam a pagar juros em 2027. O aspeto central é que temos recursos reunidos para pagar entre 1,7 mil e 1,9 mil milhões, o que melhora a situação líquida do fundo e evita que sejamos onerados com juros. Não é ainda a dívida toda, há muito trabalho a fazer. O Estado será reembolsado e as instituições também.

Qual é o impacto nas contas do fundo da liquidação desses 1,9 mil milhões de euros?

Posso-lhe dizer que a liquidação de 1,9 mil milhões de euros permite uma poupança bruta anual de juros de 67,8 milhões de euros. Em contrapartida, há uma perda de rendibilidade de 42,6 milhões associada à amortização, porque o montante aplicado passa a ser inferior ao atual. A poupança líquida estimada para o Fundo de Resolução é, assim, de 25,2 milhões.

Há bocado perguntou-me o que ficou por fazer, aqui está uma coisa que ficou por fazer, neste domínio da resolução: reembolsar os empréstimos, embora, como já disse, isto não ficou feito, mas ficou bem preparado. Portanto, estamos em condições de o fazer, mas o reembolso não foi ainda efetivado. Até agora só pagámos juros e ainda não começámos a reembolsar capital, o que acontecerá no fim de 2026 e início de 2027.

A segunda coisa que ficou por fazer foi o reembolso aos credores do BES ao abrigo do princípio “no creditor worse off”. As compensações também ficam por resolver. Já constituímos uma provisão…

Os 630 milhões valor da provisão para cumprir o princípio “no creditor worse off” no BES é uma estimativa realista e quando será pago aos credores?

Constituímos essa provisão sabendo que mais cedo ou mais tarde teria de haver este pagamento, porque é um pilar essencial da legalidade da resolução. Quando um credor recebe menos na resolução do que teria recebido numa liquidação, tem de ser compensado. Uma avaliação independente estimou que os credores comuns receberiam 31,7% do seu crédito se o BES tivesse ido para liquidação em agosto de 2014.

Teoricamente teria de se esperar pelo fim da liquidação do BES, mas houve um movimento por parte dos credores no sentido de que, sendo já reconhecido como privilegiado (o crédito do Fundo de Resolução), podem estar reunidos os pressupostos para que a compensação se exerça. Na provisão usámos um critério de prudência, que não quer dizer que seja o valor final, pode ser menos. Mas as contas têm de ter total transparência, e para isso era fundamental que, ao registar a receita decorrente da venda do Novobanco, também se constituísse essa provisão.

O pagamento está sujeito a requisitos que têm de ser verificados em concreto para cada crédito. A única garantia é que receberão, sem dúvida, aqueles que em que se verificarem todos os requisitos previstos na lei.

O que sucederá no momento em que a autoridade de resolução entender que estão verificados todos os pressupostos. Isto é, que sejam reconhecidos como credores comuns e que esteja fixado o montante. Terá de haver um procedimento regulamentar. Fizemos uma consulta pública e acabámos de receber as respostas.

Portanto não darei uma data específica, mas é bem possível que em 2027 já haja condições para fazer pagamentos a alguns. Isto é uma decisão tomada credor a credor, e cada um vai cumprindo os requisitos recebe.

Impulsionou um Código da Atividade Bancária que não saiu da gaveta. Qual era a sua importância?

O atual RGICSF é de 1992 e tem centenas de alterações: é uma manta de retalhos, quase indecifrável em alguns aspetos. O CAB era uma verdadeira reforma da legislação do setor financeiro. O trabalho começou em 2019, com a ideia de revogar o RGICSF e substituir por esse código. Politicamente não foi possível, houve dissoluções do parlamento, mudanças de Governo e o Código tinha de passar pela Assembleia da República.

Mas nem tudo se perdeu. No contexto da transposição da CRD VI há elementos importantes que estavam previstos no CAB e que poderão manter-se no novo RGICSF, como a organização do diploma, o sentido codificador, a sequência das normas e o regime da tramitação eletrónica dos processos contraordenacionais. Há aspetos, quer de forma, quer de substância, que irão agora integrar o novo RGICSF. Portanto, não será um novo código, mas será um novo RGICSF.

A união bancária é essencial para remover obstáculos às fusões transfronteiriças. A concentração bancária deve ser promovida?

As fusões transfronteiriças têm toda a gente a favor, exceto quando lhes toca a eles… Portugal é até um bom exemplo. A venda do Novobanco ao BPCE foi uma operação transfronteiriça e correu bem. Acho que a concentração bancária não se pode fazer por decreto. Percebo que os bancos europeus tenham de ser grandes à escala da União e à escala mundial, e a dimensão conta para ser mais competitivo, mas tem de nascer do mercado, das sinergias que as instituições encontrem entre si. Não deve ser uma política de cima para baixo, até porque temos de salvaguardar a concorrência, hoje a uma escala mais ampla do que a dos mercados nacionais. Para isso existem a Comissão Europeia e as autoridades nacionais de concorrência.

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Pedro Marques Lopes: “Estamos num sítio muito perturbante quando a PSP, que tem de estar sob a supervisão do poder político, faz vídeos de propaganda”

A análise de Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes ao resultado das eleições no Brasil, em Israel e na Sérvia, às chances dos republicanos nas intercalares americanas e às bastonadas em Portugal, no Bloco Central, com moderação de Paulo Baldaia

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Última hora del accidente de trenes en Toledo, en directo | Continúan las labores de búsqueda en Urda y Óscar Puente ofrecerá una rueda de prensa este viernes

Este viernes se cumple el segundo día de luto oficial por las víctimas de accidente ferroviario ocurrido el miércoles en Urda (Toledo) y el tercero de búsqueda y rescate de posibles pasajeros que pudiesen quedar entre los restos de los vagones siniestrados.

Según los datos de la Junta de Castilla-La Mancha, son 69 las personas que han perdido la vida en el choque de los dos trenes de alta velocidad, que ha dejado también más de un centenar de heridos, más de una decena en estado grave.

Hoy, el ministro de Transportes, Óscar Puente, que ha pedido comparecer en el Congreso para informar sobre lo que se conoce hasta el momento sobre el accidente, ofrecerá una rueda de prensa.

Los teléfonos de asistencia para los afectados y familiares de víctimas continúan operativos: 900 10 10 20 (Renfe), 900 001 403 (Iryo) y 900 122 112 (Servicio de Emergencias de Castilla-La Mancha).

Sánchez volverá a participar este viernes en la reunión del CECOPI

El presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, participará este viernes en la reunión de seguimiento y coordinación de la emergencia provocada por el accidente ferroviario en Urda (Toledo), en el Centro de Coordinación Operativa Integrado (CECOPI) de la capital castellanomanchega.

Según ha informado Presidencia del Gobierno, Sánchez se desplazará de nuevo a Toledo y estará acompañado por el ministro del Interior, Fernando Grande-Marlaska. La reunión del CECOPI está prevista para las 10 de la mañana en el centro 112 de la ciudad.

*Nota informativa de EFE

CGT pide que no se “señale públicamente” al personal del centro de control

El Sindicato del Sector Federal Ferroviario de la CGT (SFF-CGT) ha exigido rigor en la investigación sobre el accidente ferroviario de Urda (Toledo) y ha rechazado que se “señale públicamente” al personal del Centro de Regulación y Control (CRC) de Atocha tras las recientes declaraciones del ministro de Transportes, Óscar Puente, cuando aún no se han esclarecido las causas del siniestro.

A través de un comunicado, la organización sindical ha expresado en primer lugar su solidaridad con las víctimas y afectados, defendiendo que un accidente de esta gravedad “difícilmente puede explicarse analizando únicamente el último eslabón de una cadena”.

Por ello, ha calificado de “inaceptable” convertir la actuación puntual de un trabajador en una explicación anticipada antes de que las pesquisas permitan reconstruir la totalidad de los hechos y la información disponible en cada momento.

CGT ha incidido en que el sistema ferroviario debe analizarse de forma integral, teniendo en cuenta la formación, el mantenimiento, los medios disponibles, las plantillas y la carga mental soportada en puestos de alta responsabilidad como los CRC.

Asimismo, la central sindical ha censurado la difusión de audios del personal del CRC durante la emergencia, advirtiendo de que la publicación de “comunicaciones parciales e interesadas” expone a los trabajadores a un juicio público precipitado.

CGT ha instado a Adif a “proteger a su personal” e investigar el origen de estas filtraciones, recordando que ya solicitaron medidas de custodia y trazabilidad de los registros tras el accidente de Adamuz sin haber obtenido respuesta.

*Nota informativa de Europa Press

La Guardia Civil recoge 70 denuncias de desaparecidos

Las Comandancias de la Guardia Civil de Madrid, Toledo, Sevilla, Logroño y Ciudad Real han recogido un total de 70 denuncias de familiares y allegados de desaparecidos por el accidente de trenes. Dos de estas han sido encontradas con vida.

De ese número de denuncias, 38 se han registrado en Toledo, 23 en Madrid, 7 en Sevilla, una en Ciudad Real y otra en Logroño.

*Con información de EFE

/espana/2026/10/30/como-funciona-el-acompanamiento-psicologico-a-los-supervivientes-de-accidente-de-tren-hay-personas-que-se-sienten-culpables-por-haber-sobrevivido/

Los 69 cadáveres ya están en los institutos de Medicina Legal

El Instituto de Medicina Legal de Toledo y de Ciudad Real han recibido ya un total de 69 cadáveres de personas fallecidas en el accidente ferroviario ocurrido en Urda (Toledo), y de ellos los médicos forenses han realizado hasta el momento un total de 48 autopsias, según ha informado el Centro Integrado de Datos (CID).

“Hasta el momento todas las identificaciones de los fallecidos se han realizado mediante huella dactilar, realizada por el Servicio de Criminalística de la Guardia Civil”, señala. Por el momento, han sido notificadas a las familias 5 identificaciones que corresponden a 3 mujeres y 2 hombres.

*Con información de EFE

/espana/2026/10/30/los-robos-de-cables-en-la-red-de-alta-velocidad-se-disparan-desde-2025-tres-fallos-en-la-senalizacion-en-la-linea-madrid-sevilla-fueron-por-robo-de-cobre-en-el-sector-de-toledo/

Nueva jornada de búsqueda en Urda (Toledo)

Varios efectivos trabajan en los vagones descarrilados en la zona del accidente ferroviario en Urda. (Diego Radamés/Europa Press)

Este viernes se cumple el tercer día de búsqueda, rescate y levantamiento de los vagones accidentados en Urda (Toledo), donde el miércoles se produjo un choque mortal entre dos trenes de alta velocidad: un AVE y un Iryo. Hoy, Óscar Puente, ministro de Transportes, ofrecerá una rueda de prensa para informar sobre toda la información que se tiene hasta el momento sobre la colisión.

© REUTERS

Cranes are used at the site of the collision the day after two high-speed trains crashed between the towns of Mora and Orgaz, near Toledo, Spain, October 29, 2026. REUTERS/Susana Vera
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La Aemet prevé tiempo estable en el puente de Todos los Santos, pero con lluvias y chubascos en algunas zonas de España

Un hombre se protege de la lluvia en A Coruña. (Europa Press)

Este viernes comienza el puente de Todos los Santos para muchos españoles, que emprenden su viaje para pasar unos días de descanso en distintos puntos del país. Según ha señalado la Agencia Estatal de Meteorología (Aemet), el tiempo en los próximos días será en general estable, con predominio de sol en la península, aunque puede haber algo de inestabilidad en la zona del Mediterráneo.

Sin embargo, en las islas Baleares se esperan chubascos ocasionalmente acompañados de tormenta tanto el viernes como el sábado. En Canarias ocurrirá lo mismo, pero el sábado, el domingo y el lunes. Junto a todo esto, las temperaturas máximas se situarán por encima de lo normal para esta época del año.

Mientras que ayer España amanecía sin ningún aviso meteorológico, este viernes solamente se observa uno amarillo en Ibiza y Formentera por lluvias, por previsiones de precipitación acumulada de 20 mm en una hora.

Varias personas se protegen de la lluvia en Palma. (Miquel A. Borràs/EFE)

Lluvias y chubascos este viernes en el Mediterráneo

La Aemet prevé que este tiempo estable no durará mucho tiempo en todas las regiones. La llegada de vientos húmedos procedentes del Mediterráneo a la fachada oriental peninsular y a las islas Baleares van a dejar lluvias en estas zonas. Esto se deberá al hecho de que el centro del anticiclón que ha provocado un predominio de altas presiones en los últimos días se irá desplazando hacia las islas Británicas, provocando que, desde esta posición, se favorezcan estos vientos húmedos.

Según ha señalado Rubén del Campo, portavoz del organismo público, de cara al fin de semana se intensificarán, pudiendo ser “persistentes y dejar acumulaciones significativas”. Así, en las costas catalana y valenciana, al igual que en la islas Baleares, se podrán producir lluvias y chubascos. Este día en general serán dispersos, según ha señalado la Aemet.

Las temperaturas nocturnas este viernes van a subir ligeramente, mientras que se producirán descensos en las diurnas en el norte. En el resto del país no se prevén grandes cambios. “Se superarán los 20 grados en buena parte del centro, este y sur de la península y en Baleares. Y Sevilla podría rozar de nuevo los 30 grados”.

Qué tiempo hará el puente de Todos los Santos

A partir del sábado 31 de octubre, la llegada de vientos húmedos se reforzará, provocando que las precipitaciones sean persistentes en el este de Cataluña, en la Comunidad Valenciana, en la Región de Murcia, en la provincia de Almería, en el sur de Andalucía y en la islas Baleares. Tanto el domingo como el lunes podrían continuar estas lluvias, aunque ya se espera que en menor medida.

“En el resto del territorio no habrá precipitaciones y las temperaturas bajarán ligeramente en el norte y este de la península”, ha explicado Del Campo. “No obstante, seguirán los valores diurnos por encima de los propios para esta época del año, sobre todo en el oeste peninsular, donde podrán estar hasta unos 5 grados por encima de lo normal”.

Con respecto a las islas Canarias, durante los siguientes días predominarán los intervalos nubosos y se producirán lluvias dispersas en las islas más montañosas, “precipitaciones que podrían ser en forma de chubasco, principalmente a partir del mediodía”. Los termómetros no experimentarán demasiados cambios, situándose las mínimas entre 20 y 22 grados y las máximas de entre 25 y 27 en zonas costeras.

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Cinco regiões de corais no Brasil estão em estado crítico e correm risco de colapso

Uma pesquisa apontou que cinco das oito ecorregiões de recifes de coral do Brasil estão em risco crítico de colapso. Outros três ponto não têm dados suficientes para uma classificação geral de risco.

O levantamento vê ondas de calor marinhas como a principal ameaça aos recifes do país. De acordo com a avaliação, projeções climáticas indicam aumento do estresse térmico severo, branqueamento e da mortalidade de espécies de corais para as próximas décadas, com eventos já registrados anteriormente, em 2019 e 2020 e 2024.

Além disso, também foram identificadas alterações na cobertura dos corais e na composição das comunidades marinhas, a proporção entre algas e corais e a biomassa de peixes herbívoros e predadores estão entre os principais motivos para essas alterações.

Nos últimos 50 anos, as ecoregiões de Parrachos, Costa dos Corais e Atol das Rocas e Fernando de Noronha apresentavam uma situação crítica, enquanto Abrolhos, Baía de Todos os Santos e Baixo Sul eram classificadas como EN (Em Perigo) de extinção e passaram para CR (Criticamente em Perigo).

A analista de Conservação do WWFBrasil, Ana Lídia Gaspar, afirma que “Os resultados mostram que três dessas ecorregiões já estavam em risco crítico pelo que aconteceu nos últimos 50 anos, e que as projeções colocam outras duas no mesmo patamar. Onde faltam dados, a falta de informação não pode ser lida como ausência de risco. A avaliação aponta a necessidade de ampliar o conhecimento sobre essas áreas para compreender melhor sua situação e orientar medidas de conservação.”

O levantamento da UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) mostra que, além das mudanças climáticas, os recifes de corais são afetados pela pesca excessiva, pelo desenvolvimento costeiro, a pressão turística e com o lançamento de nutrientes e sedimentos que comprometem a qualidade da água.

A UICN também relata que as atividades de exploração de petróleo e gás, a mineração e a navegação são outros fatores que apresentam risco de contaminação dos ambientes marinhos.

O levantamento 

A Lista Vermelha de Ecossistemas da UICN juntou mudanças observadas nos últimos 50 anos para analisar o estresse térmico que os recifes brasileiros podem sofrer nas próximas cinco décadas, avaliando o risco de colapso dos ecossistemas a partir de critérios como redução da distribuição, restrição geográfica, degradação das condições ambientais e alterações nos componentes biológicos.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Mergulhador brasileiro está descobrindo novas espécies nas profundezas do oceano

 

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Los ojos de muñeca

El aumento del tamaño ocular, el lagrimeo constante y la fotofobia constituyen signos de alerta del glaucoma congénito en lactantes. (Imagen Ilustrativa Infobae)

“Ojos de muñeca”, decían.

Eran grandes, brillantes, parecían de porcelana. Un rasgo que despertaba ternura en quienes miraban a esa bebé.

Pero sus padres veían algo más.

Lagrimeaba constantemente, la luz parecía molestarle y, por momentos, cerraba los ojos con fuerza. La primera consulta trajo una explicación que parecía sencilla: podía tratarse de un conducto lagrimal obstruido.

Sin embargo, algo seguía preocupándolos. Buscaron otras opiniones hasta que un equipo médico decidió realizar una evaluación bajo anestesia.

La bebé entró al quirófano. Sus padres quedaron afuera, esperando.

Al finalizar, recibieron una noticia difícil: su hija podía quedarse ciega. Tenía glaucoma congénito.

El glaucoma congénito es una forma poco frecuente de glaucoma infantil, relacionada con una alteración en el desarrollo del sistema de drenaje del ojo. Cuando el líquido intraocular no puede salir adecuadamente, la presión puede aumentar y dañar el nervio óptico. En los bebés también puede provocar un aumento del tamaño de los ojos, lagrimeo, sensibilidad a la luz y cierre involuntario de los párpados. Su tratamiento es principalmente quirúrgico y, en algunos casos, requiere varias intervenciones.

Para aquella familia comenzaba un recorrido de consultas, controles y cirugías. Pero también de preguntas, decisiones y temores para los que nadie llega preparado.

La medicina necesita explicar riesgos. Es parte de su responsabilidad. Sin embargo, cuando una familia escucha que su hijo puede perder la visión, la información médica convive con emociones difíciles de ordenar.

El glaucoma infantil altera el drenaje del líquido intraocular y su abordaje clínico requiere procedimientos quirúrgicos. (Imagen Ilustrativa Infobae)

Una posibilidad puede sentirse como una certeza.

Después, la familia vuelve a casa. Y allí comienza otra parte de la historia.

¿Cómo prepararse para una nueva cirugía? ¿Cómo sostener un tratamiento cuando el niño se resiste? ¿Cómo distinguir entre los cuidados necesarios y el miedo a que algo malo suceda?

Hay madres y padres que esperan a que sus hijos se duerman para llorar. Otros buscan información durante la madrugada, intentando encontrar respuestas que les permitan recuperar algo de tranquilidad.

Son experiencias que no siempre tienen lugar en el tiempo de una consulta, pero que forman parte de la vida de quienes atraviesan una situación de salud.

Aquella bebé era yo.

Durante más de veinte años acompañé a personas con distintas condiciones de salud y discapacidad, y a sus familias. Al mismo tiempo, continué transitando mi propia historia como paciente oftalmológica.

Con los años, ambas experiencias se encontraron y dieron lugar a una pregunta que comenzó a orientar mi recorrido:

¿Qué sucede entre una consulta y la siguiente?

El oftalmólogo diagnostica, controla, indica tratamientos y realiza las intervenciones necesarias. Su tarea exige precisión, conocimientos especializados y decisiones que pueden resultar determinantes para la salud visual.

Pero el encuentro médico también tiene una dimensión humana.

Comunicar un diagnóstico complejo implica explicar riesgos, transmitir información y acompañar decisiones en situaciones de incertidumbre. Los profesionales también enfrentan esa responsabilidad, muchas veces en jornadas de consultas, cirugías y múltiples demandas.

El tiempo disponible no siempre alcanza para abordar todo lo que una persona o una familia necesita procesar.

Y la vida continúa fuera del consultorio.

Un niño debe prepararse para un procedimiento que quizá todavía no comprende. Un adolescente puede necesitar recuperar confianza en sus capacidades. Un adulto puede enfrentarse a cambios en su visión que afectan su autonomía, su trabajo y sus proyectos.

Cada etapa plantea necesidades diferentes. Y ninguna persona debería quedar definida únicamente por su diagnóstico.

De esa realidad nació mi propuesta de Psicoprofilaxis Visual, un abordaje psicoeducativo y de acompañamiento emocional ante situaciones oftalmológicas complejas.

Su propósito es acompañar a las personas y sus familias en una experiencia que no termina con la indicación médica. Comprender lo que sucede, afrontar la incertidumbre y desarrollar recursos para participar activamente en el propio cuidado también forman parte de ese recorrido.

No reemplaza al oftalmólogo ni a los profesionales de salud mental cuando su intervención es necesaria. Es una mirada complementaria que reconoce las dimensiones educativas, emocionales y conductuales de la experiencia del paciente.

Desde la psiconeuroinmunología sabemos que existe una interacción entre los procesos psicológicos, el sistema nervioso y el sistema inmunitario. Esto no significa que las emociones sean responsables de una patología ocular, sino que el estrés y la manera de afrontar una situación de salud también merecen atención.

La comunicación entre pacientes, familias y equipos médicos es parte de esta mirada. Comprender las indicaciones, expresar inquietudes y participar de las decisiones puede favorecer una experiencia de atención más clara y colaborativa.

También existe una preocupación que atraviesa distintas edades: cómo acompañar sin limitar.

Un niño con una condición visual severa necesita cuidados, pero también jugar, descubrir, equivocarse y desarrollar autonomía. Un adolescente necesita construir su identidad más allá de sus limitaciones. Un adulto puede necesitar reorganizar su vida sin renunciar a sus proyectos.

La protección es indispensable. La sobreprotección, en cambio, puede reducir oportunidades de aprendizaje y participación.

No se trata de desconocer los riesgos, sino de evitar que el temor termine organizando toda una vida.

Con esta perspectiva, mi recorrido también comenzó a incorporar la vinculación entre profesionales, familias y organizaciones, participando en iniciativas de divulgación y promoviendo espacios de intercambio sobre salud visual.

Así llegué a conocer la Childhood Glaucoma Research Network (CGRN), una red internacional dedicada a promover la investigación, la formación y el intercambio de conocimientos sobre el glaucoma infantil.

A partir de ese acercamiento, comencé a establecer vínculos con profesionales de Argentina, con el interés de favorecer el intercambio de experiencias y abrir posibilidades de colaboración.

Cuando una condición es poco frecuente, conectar conocimientos y personas puede resultar especialmente valioso. No porque falten profesionales preparados en nuestro país, sino porque el intercambio permite ampliar perspectivas.

Esta dimensión de articulación también forma parte de mi manera de entender la Psicoprofilaxis Visual: tender puentes entre el conocimiento médico, los equipos de salud y las experiencias de quienes necesitan llevar ese conocimiento a su vida cotidiana.

La medicina cuenta con herramientas cada vez más especializadas para diagnosticar y tratar las condiciones visuales. Junto a esos avances, existe una dimensión que merece seguir desarrollándose: cómo acompañamos a las personas durante ese recorrido.

Aquellos ojos de muñeca fueron el comienzo de mi historia, pero no la definieron por completo.

Hoy, esa experiencia convive con mi recorrido acompañando a otras personas y con una convicción: cuidar la visión también implica reconocer a quien vive detrás de esos ojos, con sus preguntas, sus posibilidades y sus proyectos.

Un diagnóstico puede formar parte de nuestra historia. No tiene por qué escribirla por nosotros.

*La autora es profesora, creadora de Psicoprofilaxis Visual, especializada en Terapia Cognitivo-Conductual y Neuroemociones. Acompaña a personas adultas y familias de niños con diagnósticos visuales severos.

Correo electrónico: gassermarianaines@gmail.com

Instagram: @prof.marianagasser

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La democracia en el espejo de la historia

Los informes internacionales registran un deterioro en la calidad democrática global y el debilitamiento de los sistemas de frenos y contrapesos. (REUTERS/Cristina Sille)

El panorama global reciente y el intenso calendario electoral en distintas latitudes exponen una realidad insoslayable: más que ante simples “oleadas ideológicas” pendulares de izquierda o derecha, el mundo enfrenta un malestar ciudadano difuso y transversal frente a gestiones incapaces de ofrecer respuestas concretas. Informes y mediciones internacionales de referencia mundial confirman un severo deterioro en la calidad democrática global, registrado en diversos índices donde incluso naciones con histórica tradición institucional sufren debilitamientos inéditos en sus sistemas de frenos y contrapesos y una profunda insatisfacción social con el funcionamiento de la representación política.

Frente a la incertidumbre y la volatilidad del contexto internacional, reaparece con fuerza la peligrosa tentación de los liderazgos mesiánicos. Estas figuras, que se auto promocionan como salvadores providenciales por encima de las normas y los checks and balances - frenos y contrapesos-, suelen erosionar el control legislativo y judicial de los sistemas republicanos para concentrar el poder, con un gran impacto de debilitamiento de la democracia. Sin embargo, la salud y solidez de una república no dependen de líderes providenciales ni de carismas personalistas, sino de la fortaleza y credibilidad de sus instituciones y la participación ciudadana. La historia demuestra que cuando el poder se personaliza y se vulneran los contrapesos, se deteriora la fe ciudadana y se debilita la convivencia democrática.

En este complejo escenario internacional, la alternancia en el poder emerge no como un mero formulismo ritual, y mero pilar democrático, sino como el verdadero oxígeno institucional del sistema republicano. El recambio periódico de gobernantes evita la perpetuación de facciones, previene los abusos de poder y obliga a las fuerzas políticas a buscar consensos duraderos en lugar de imponer visiones absolutistas. Sin una alternancia efectiva y respetada, la democracia se asfixia, abriendo la puerta a prácticas hegemónicas o vicios de legitimidad que históricamente han apartado al ciudadano del ejercicio pleno de su soberanía, y que incluso en muchos casos han terminado en la ruptura abrupta como la historia argentina bien pude dar muestras a lo largo de décadas de interrupción de gobiernos elegidos por el pueblo y el daño institucional y social que dichos quiebres institucionales han provocado dejando huellas profundas en el derrotero de nuestra joven vida como país.

Mirar nuestra propia historia electoral argentina funciona como un espejo esclarecedor para toda América Latina e incluso el mundo. El camino hacia la construcción de una ciudadanía plena ha sido largo y complejo: desde la etapa del voto cantado y la exclusión de las grandes mayorías, pasando por el hito transformador de la Ley Sáenz Peña en 1912 - que consagró el sufragio secreto, obligatorio y el sistema de lista incompleta para garantizar la representación de las minorías-, hasta la conquista del voto femenino en 1947. Cada uno de estos pasos demostró que la legitimidad democrática se expande únicamente cuando se institucionalizan las garantías y se amplía la participación ciudadana, sin restricciones ni condiciones.

Sin embargo, el recorrido histórico de nuestro país también guarda advertencias dolorosas: la ruptura del orden constitucional, los fraudes electorales y las proscripciones políticas fracturaron repetidamente el tejido social e institucional durante décadas. La recuperación democrática de 1983, encabezada por el presidente Raúl Alfonsín, marcó un punto de inflexión decisivo al reinstaurar el valor supremo de la tolerancia, el pluralismo y el respeto estricto a las reglas de juego constitucionales. Aquel consenso demostró que ningún atajo mesiánico ni promesa de orden autoritario puede reemplazar los límites institucionales de la Constitución.

Esta experiencia histórica trasciende las fronteras nacionales y retrata el desafío de toda la región. La fragmentación política y los enfrentamientos ideológicos entre líderes latinoamericanos han derivado con frecuencia en la falta de cooperación y en el debilitamiento de los proyectos comunes. Cuando la gestión pública se sustituye por la confrontación permanente o el personalismo de turno, los Estados pierden capacidad estratégica y se alejan de las necesidades reales de la población. Fortalecer la gobernabilidad en América Latina exige superar los personalismos para construir una visión compartida de largo plazo, en una región del mundo repleta de oportunidades, con una riqueza y diversidad multicultural, biodiversidad y potencial enorme, pero también con grandes brechas económicas sociales y disparidades hirientes que arrastramos desde hace décadas y que son una paradoja en una América tan rica y briosa.

Para reconstruir la confianza social, resulta imprescindible promover una participación ciudadana activa que vaya más allá del acto de votar cada dos o cuatro años. Siguiendo los marcos de la gobernanza moderna y el gobierno abierto, el Estado debe desarrollar capacidad para escuchar, aceptar la crítica, co-construir políticas públicas y rendir cuentas de forma transparente. Además, la incorporación de nuevas generaciones e innovaciones en el ámbito público asegura el recambio generacional y revitaliza las instituciones frente a las complejas demandas del siglo XXI. Frente al mesianismo, el verdadero antídoto radica en liderazgos afianzados en una base moral sólida, la humildad y la austeridad en la función pública. Como hemos sostenido recurrentemente a lo largo de los años en diferentes ensayos, “la política es acuerdo y la gestión es acción”. No hay posibilidad de desarrollo sostenible si la acción de gobierno se alimenta del resentimiento o la polarización extrema; por el contrario, se requiere una verdadera “unidad de miras” que articule consensos entre el sector público, el privado, la academia y la sociedad civil.

En momentos en que la democracia se ve amenazada por discursos absolutistas y desencantos sociales, la respuesta no es el repliegue ni la resignación, sino más y mejor institucionalidad. La democracia trabaja para el presente y para el futuro de las próximas generaciones, exigiendo controles republicanos, conducta ética y la garantía inalienable del recambio democrático. Proteger la alternancia y confiar en las instituciones no es solo una convicción cívica: es el único camino viable para resguardar la libertad, el progreso y la dignidad institucional de nuestros países.

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¿Podrá la visita de León XIV apaciguar tanta tempestad?

León XIV llegará a una Argentina cercana al punto de ebullición político

La democracia está acechada por la uberización política. Así parece el planteo de hoy en gran parte del mundo. Por momentos atrapada por un puñado de dirigentes, más la oligarquía tecnológica de otro puñado de hombres que manejan el mundo. Al menos se esmeran en ello. Borges terminaba sus conferencias con un “es todo tan raro y tan posible”.

En tanto no haya un renacer del apego democrático, la extrema derecha acecha a la democracia. Parece tan lejana la impresionante victoria de Lula, quien remontó lo que parecía imposible: ganar. Porque lo protagonizado por Flávio Bolsonaro pasó a ocupar la atención de propios y extraños.

Vuelvo a Borges, es tan raro que un senador de la Nación no pueda salir de su país, que le retengan su pasaporte. Pero por los hechos, es posible. Ahora, ¿a dónde conduce todo esto? Argentina -su principal socio comercial- no reconoce la cuarta presidencia de Lula y montó un operativo con gran dosis de Netflix -con una actor de reparto sin cargo importante-, pero con el poder de “las fuerzas del cielo”, para que Bolsonaro se fuera a EEUU.

El presidente argentino no solo sincroniza su colaboración con el presidente Trump en este operativo, sino que deja en el perchero su reciente apego al espíritu malvinero, al modificar importantes artículos en el proyecto de ley de soberanía porque tocaban intereses de las empresas norteamericanas.

Qué lejos parece el incómodo viaje del presidente argentino por España, donde Abascal no lo recibió. A su regreso, un sector de la justicia uberizada le acercó en forma exprés la alegría de dejarlo libre del peso de Libra. Lejos de disfrutarlo, odió más que nunca al periodismo con nombre y apellido, deseándoles a los nombrados que visiten la hoguera.

Debiera saber Milei que las tragedias siempre comienzan con agresiones verbales en aumento progresivo y con la fijación de enemigos. La naturalización de estos hechos construye un clima propicio para su concreción.

Es difícil sacar conclusiones sobre lo acontecido el domingo en Brasil, y mucho más si se intenta poner en el espejo de la Argentina 2027 el resultado electoral del domingo.

Quizá habría una tentación de asegurar que, si Lula lo hizo, la oposición en Argentina podría hacerlo. Lo que nuestro país aún no ha encontrado es la alternativa. La principal oposición (el peronismo) está sin liderazgo, su demora en encontrarlo impacta negativamente en ese desafío electoral. Parecen tan concentrados en sus futuros personales, que no se detienen a trabajar en el futuro colectivo de esta Argentina maltrecha.

El politólogo Pablo Salinas le dijo a Infobae: “En la segunda vuelta, Flávio Bolsonaro hizo la plancha y dio por sentada la victoria. Lula hizo política mediante un giro estratégico y drástico. Enfocó su estrategia en la movilización territorial, la militancia y el voto contra la ultraderecha más que por la adhesión propia”.

En cuanto a qué refleja el espejo electoral Argentina 2027, el sociólogo Luciano Ronzoni Gusmán le dijo a este medio: “Tengo dudas sobre la reelección de Milei por su imagen negativa cercana al 60%. Vemos el despliegue de Kicillof construyéndose como figura nacional al recibir mandatarios de otras provincias. Sergio Massa cuenta con mayor ductilidad negociadora, facilidad para alianzas flexibles y despliegue federal”.

Por último, afirmó: “El descontento no podrá dar lugar a un candidato surgido de la galera. Creo que vendrá a través de figuras del propio sistema político tradicional”.

Maquiavelo hablaba de la realidad efectiva. ¿Qué significa? Que los acontecimientos no son siempre indiscutibles, sino que la mayoría de las veces son controversiales.

En medio de este caos, se confirmó la venida del papa León XIV bajo la consigna “Bienvenidos todos. Vayan y anuncien” (hermoso lema para un político bien intencionado). Monseñor Marcelo Colombo, presidente de la CEA, le ha dicho a Infobae: “El itinerario previsto se mantiene sin alteraciones”.

Agregó: “El Magisterio actual mantiene una clara continuidad conceptual con Francisco, combina cercanía y sencillez a los propios matices de León XIV “.

“Las personas con discapacidad no deben ser tratadas como estadísticas frías y crueles. Celebro la media sanción de la ley de emergencia en discapacidad. Es el primer milagro de León”, ironizó entre risas. Pero sigue advirtiendo que “la ley de ludopatía está planchada en el Congreso por grandes intereses corporativos y deportivos”.

Finalmente, a la pregunta sobre qué le diría al presidente Milei frente a la realidad de familias que no llegan a fin de mes, respondió: “Que abandone la teoría y acuda al territorio. ‘Vengan y Vean’, hay que conocer de primera mano el sufrimiento cotidiano de los sectores vulnerables”.

Como le escuché decir al politólogo Hugo Quiroga, quizás este momento histórico tan poblado de blancos o negros nos desafía a miradas que no son lineales, tratando de ver debajo de las apariencias.

A propósito de los dichos del sociólogo Ronzoni Guzmán, este miércoles dirigentes de Santa Fe fueron recibidos por el gobernador Kicillof en la construcción de su candidatura a presidente. La reunión se extendió desde las 15.20 hasta las 17.45 junto a todo su gabinete. Los visitantes hablaron, el gobernador concluyó la reunión analizando primero los fracasos de los gobiernos de los presidentes Mauricio Macri, Alberto Fernández y el actual de Javier Milei. Habló de la responsabilidad del peronismo ante la destrucción en la que está Argentina. Dijo que la unidad es importante, pero no por la unidad misma. Habló luego de su propuesta federal: construir la patria desde lo federal.

Les aseguró a los allí presentes que no habrá injerencia suya en los armados provinciales: “Ustedes definan qué necesitan”. Estuvieron presentes intendentes como Carlos de Grandis, Pablo Corsalini (quien llegó junto a Juan Monteverde candidato a la intendencia de Rosario) , dirigentes como Norma López, Eduardo Toniolli, Lucila De Ponti, Leandro Busatto, También el intendente Roly Santacroce quien, como dijimos la semana pasada, va por la gobernación y amaga con llevar como candidato a la intendencia de Rosario al dirigente deportivo Gonzalo Belloso, presidente de Rosario Central. También estuvieron presentes dirigentes gremiales como Sonia Alesso y José Testoni, y jóvenes dirigentes, entre ellos Matías Giorgetti, quien motivó los mayores aplausos de los presentes.

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Rosalía deslumbra en Nueva York con un espectacular diseño de Schiaparelli y un escote de vértigo

Rosalía ha vuelto a demostrar que la moda es una de sus grandes herramientas de expresión. La cantante catalana ha reaparecido en Nueva York con motivo de los WSJ. Magazine Innovator Awards 2026, celebrados en el Museo de Arte Moderno (MoMA), donde ha sido reconocida por su creatividad y su influencia en la industria musical. Una ocasión muy especial para la que ha elegido un estilismo que no ha pasado desapercibido.

Después de sorprender con sus últimas apariciones públicas, la artista ha vuelto a confiar en la alta moda para conquistar una alfombra roja internacional. Esta vez lo ha hecho de la mano de Schiaparelli, una de las casas francesas más reconocidas por sus diseños escultóricos, sus referencias surrealistas y su particular manera de reinterpretar la elegancia.

El resultado ha sido un conjunto en blanco y negro que ha combinado una espectacular chaqueta de inspiración histórica con una falda satinada de líneas minimalistas. Una elección sofisticada, atrevida y muy fiel a la personalidad de Rosalía.

Rosalía apuesta por Schiaparelli y una chaqueta con aberturas de vértigo

La gran protagonista del estilismo ha sido una chaqueta negra de la colección primavera-verano 2027 de Schiaparelli, diseñada bajo la dirección creativa de Daniel Roseberry. Se trata del modelo Elsa, una pieza de silueta estructurada, hombros marcados y mangas largas, confeccionada en un tejido oscuro con delicados bordados y aplicaciones brillantes que dibujan motivos ornamentales sobre su superficie.

Sin embargo, lo más llamativo del diseño ha sido su parte delantera. La chaqueta presenta unas aberturas asimétricas que recorren el torso y dejan la piel al descubierto, creando un escote de vértigo. Unos grandes lazos satinados parecen mantener unida la prenda y aportan un efecto visual tan original como sofisticado.

Este detalle no es casual. La pieza recupera uno de los grandes códigos históricos de la casa francesa: el trompe-l’œil, una técnica basada en las ilusiones ópticas que Elsa Schiaparelli popularizó en 1927 con su célebre jersey decorado con un lazo que parecía tener volumen. Casi un siglo después, Daniel Roseberry ha reinterpretado ese legado con una propuesta mucho más atrevida y contemporánea, que Rosalía ha defendido con absoluta naturalidad.

Una falda satinada blanca para completar un estilismo de impacto

Para acompañar una pieza tan elaborada, la cantante ha apostado por una falda larga de satén en tono marfil, también de Schiaparelli, que ha aportado movimiento y ligereza al conjunto. Su silueta fluida y su acabado brillante han contrastado con la estructura de la chaqueta negra, consiguiendo un equilibrio perfecto entre sofisticación y originalidad. Una combinación que ha demostrado que el clásico binomio blanco y negro puede resultar especialmente impactante cuando se juega con los volúmenes y las texturas.

Rosalía ha completado el estilismo con unos zapatos negros de tacón y ha prescindido de accesorios llamativos para conceder todo el protagonismo al diseño. En cuanto al apartado de belleza, ha elegido un recogido pulido con el cabello completamente retirado del rostro, maquillaje natural y labios en un discreto tono rosado.

Con esta aparición en Nueva York, Rosalía ha vuelto a confirmar su estrecha relación con la moda internacional y su capacidad para convertir cada alfombra roja en una declaración de estilo.

© EFE

Alfombra azul de los Premios Billboard de la Música Latina
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Filipinas y Australia exploran colaboración en el sector de salud

Manila, 30 oct (Prensa Latina) Filipinas y Australia examinaron hoy la posibilidad de adquirir de forma conjunta medicamentos y suministros médicos destinados a la atención del VIH, informó el Departamento de Salud de esta nación asiática.

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UN Experts Warn of Systematic Destruction of Gaza’s Education System

Destruction of schools, universities and cultural heritage in Gaza amid the Israeli offensive on Palestine.

The destruction of schools, universities and cultural institutions threatens Palestinian education, historical memory and future generations.


United Nations experts have warned that the systematic destruction of Gaza’s education system and the killing of Palestinian journalists are undermining Palestinian society’s ability to educate future generations, preserve its history and document events in the occupied territories.

RELATED: Israel Kills Four Palestinians in Gaza Despite Ceasefire

Speaking Thursday at a briefing organized by the UN Committee on the Exercise of the Inalienable Rights of the Palestinian People at the organization’s headquarters in New York, the experts condemned the destruction of educational institutions and the growing restrictions on press freedom across the occupied Palestinian territories.

Farida Shaheed, the UN Special Rapporteur on the right to education, described the devastation in Gaza as “scholasticide,” defined as the systematic and deliberate destruction of education. She reported that 98% of schools and all 13 universities in the territory had been destroyed.

The damage extends far beyond educational facilities. According to the experts, 13 libraries, 195 heritage sites, 227 mosques, at least three churches and Gaza’s central archives have also been destroyed. The archives held 150 years of collective memory, representing a significant loss of Palestinian historical records.

Gaza’s children are losing more than classrooms and textbooks. Three years of Israel’s genocide have disrupted their education, killed teachers and classmates, and left many struggling with hunger, trauma and the basic skills they need to learn.https://t.co/Fz7cmDzbzB

— The New Arab (@The_NewArab) October 25, 2026

The consequences for education are also evident in the occupied West Bank. Shaheed reported that 10 of the 48 schools in East Jerusalem were demolished in September. She also cited 224 security incidents during the first half of the year that affected 152 schools and 20,450 students.

The experts also raised alarm over the killing of Palestinian journalists and media workers, warning that the loss of those documenting events in Gaza has compounded the restrictions on freedom of expression.

Francesca Albanese, the UN Special Rapporteur on the situation of human rights in the Palestinian territories occupied since 1967, recalled that nearly 300 journalists and media workers had been killed in Gaza since October 2023, making the territory an increasingly deadly place for members of the press.

The most immoral army
will continue to slaughter innocent people

No matter which fugitive or potential war criminal leads Apartheid Israel.

They will.
Until or Unless WE THE PEOLE force it to stop.

Stop the Genocide now.
Together we can and we will. https://t.co/KoKmHMzWAw

— Francesca Albanese, UN Special Rapporteur oPt (@FranceskAlbs) October 29, 2026

Albanese warned that silencing witnesses not only allows crimes to be committed but also conceals them, allowing impunity to become part of the process.

The experts called on the international community to take immediate action by halting arms transfers, protecting journalists and sustaining humanitarian assistance through the UN Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East (UNRWA). They also warned that the ceasefire announced the previous year had failed to bring relief, with more than 1,500 Palestinians killed since it took effect.

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I «legittimi interessi» di Putin in Ucraina si scontrano con i fatti e i numeri

Martedì 27 ottobre, nella telefonata con il presidente finlandese Alexander Stubb e il primo ministro norvegese Jonas Gahr Støre, Vladimir Putin ha ribadito che una «pace giusta e duratura» è possibile solo rispettando «pienamente e incondizionatamente» i «legittimi interessi» della Russia. Prendiamolo in parola. Per capire di cosa si tratta conviene partire dai rapporti scritti fra Mosca e Kyjiv prima dell’annessione della Crimea.

Prima del 2013
Il primo dicembre 1991 il 90,3 per cento degli ucraini votò per l’indipendenza con un’affluenza dell’84 per cento. Il sì all’indipendenza prevalse ovunque: circa l’84 per cento a Donetsk e Luhansk, il 54,2 per cento in Crimea, il 57,1 per cento a Sebastopoli. Il giorno dopo Boris Eltsin riconobbe l’indipendenza. Tra il 1991 e il 1996, l’Ucraina ereditò il terzo arsenale nucleare al mondo (circa 1.900 testate strategiche, 176 missili intercontinentali e 44 bombardieri, più i tattici). Entro giugno 1996, consegnò alla Russia tutte le testate.

Nel 1994, con il Memorandum di Budapest, Russia, Stati Uniti e Regno Unito si impegnarono a rispettare indipendenza, sovranità e confini esistenti dell’Ucraina e a non usare la forza. Nel 1997, gli accordi sulla Flotta del Mar Nero assegnarono alla Russia circa quattro quinti delle navi e l’uso delle basi di Sebastopoli in affitto per vent’anni a 97,75 milioni di dollari l’anno. Pochi giorni dopo, Eltsin e Leonid Kuchma firmarono il Trattato di amicizia che fissava l’inviolabilità dei confini esistenti.

Nel 2003, operai russi iniziarono senza preavviso una diga verso l’isola ucraina di Tuzla, nello stretto di Kerch; i lavori si fermarono a circa cento metri dal confine. Nel 2004, Putin fece campagna per Viktor Yanukovych e si congratulò con lui prima dei risultati ufficiali; la Corte suprema annullò il ballottaggio, e alla ripetizione vinse Viktor Yushchenko. Nel 2006 e 2009, Mosca tagliò le forniture di gas all’Ucraina e, nel 2009, bloccò i flussi verso l’Europa per tredici giorni.

A Bucarest, nel 2008, l’Ucraina non ottenne il Membership Action Plan: Francia e Germania si opposero anche per lo scarso consenso interno. Nel 2010, solo il 24,6 per cento avrebbe votato sì a un referendum sulla NATO. Nello stesso anno Yanukovych e Dmitry Medvedev prorogarono la base di Sebastopoli fino al 2042 (più cinque anni opzionali) in cambio di uno sconto del 30 per cento sul gas, e Kyjiv adottò la legge sul non allineamento.

Cosa c’era nel 2013
Sul piano NATO, nel 2012 solo il 13 per cento degli ucraini la voleva; il 42 per cento preferiva il non allineamento e il 26 per cento un’alleanza con la Russia. A fine 2012, il consenso per la NATO era intorno al 15, nell’autunno 2013 intorno al 20 per cento. Non esistevano basi NATO in Ucraina. La Russia aveva 11-12mila militari in Crimea (limite 25mila, nessun carro armato).
L’esercito ucraino contava circa 120-130mila uomini, con una spesa intorno a 1,9 miliardi di dollari (circa l’1 per cento del PIL). Non c’erano esercitazioni a livello di brigata; il presidente ucraino Petro Poroshenko ricordò in seguito che nel 2013 l’esercito ricevette solo due aerei ammodernati e tre veicoli da combattimento.

Quanto alla lingua, il censimento del 2001 (l’ultimo) registrava il 67,5 per cento di lingua madre ucraina e il 29,6 per cento russa; gli etnici russi erano il 17,3 per cento (58,3 per cento in Crimea). Dal 2012, una legge dava status regionale al russo in tredici delle ventisette unità amministrative dove i parlanti raggiungevano almeno il 10 per cento.

Sul piano economico la Russia era il primo mercato: 15,1 miliardi di esportazioni (23,8 per cento del totale) e 23,2 miliardi di importazioni (30,2 per cento). Il gas costava circa 400 dollari ogni mille metri cubi.  Gli ucraini erano divisi sull’Europa: a gennaio 2013, il 48 per cento preferiva l’Ue e il 40 per cento l’Unione doganale; a novembre i rapporti erano 39 per cento contro 37 per cento. L’Ovest era per l’Ue 69 a 11, l’Est per l’Unione doganale 61 a 15. Nessun sondaggio chiedeva di rompere con Mosca.

Eppure non bastava
Il 14 agosto 2013, la dogana russa mise gli importatori ucraini in lista di rischio, dopo il bando ai dolci Roshen. A settembre, il consigliere di Putin Sergey Glazyev avvertì che l’accordo di associazione con l’Ue avrebbe violato il trattato del 1997. Il 21 novembre, il governo ucraino guidato da Mykola Azarov sospese i preparativi per la firma. Il 17 dicembre, Putin annunciò l’acquisto di 15 miliardi di titoli di Stato ucraini e il taglio del gas a 268,5 dollari. Poi arrivò Euromaidan.

Il paradosso è che Putin aveva già, nel 2013, quasi tutto ciò che oggi presenta come condizione irrinunciabile: un’Ucraina non allineata, senza basi NATO, con una presenza russa consolidata in Crimea, forte interdipendenza economica e una legge linguistica favorevole al russo. Non cercava garanzie di sicurezza. Pretendeva garanzie di sottomissione.

E oggi?
Se i «legittimi interessi» di cui parla Putin coincidessero con il ripristino di quello status, basterebbe tornare al 2013: ritiro delle truppe (Crimea compresa), risarcimento dei danni, responsabilità per i crimini. Mosca invece chiede il ritiro ucraino da Donbas, Zaporizhzhia e Kherson e la rinuncia formale alla NATO — territori che la Russia non controlla interamente — e respinge colloqui diretti con Zelensky. Dopo la telefonata con Stubb e Støre, Lavrov ha detto che non c’è nulla di nuovo e che gli europei cercano solo un ruolo. La premier danese Mette Frederiksen si è detta scettica sull’iniziativa non coordinata; gli Stati membri discutono ancora su chi debba parlare per l’Unione.

Sul piano diplomatico, Donald Trump promette un incontro Putin-Zelensky «molto presto» e colloqui trilaterali ad Abu Dhabi a novembre, ma Putin ha finora respinto i contatti diretti. Mosca propone anche un vertice con Trump e Xi Jinping a margine dell’Apec di Shanghai (18-19 novembre), senza Kyjiv. Zelensky teme una nuova Yalta.

A Shanghai non si discuterà di sicurezza russa, ma di chi decide per l’Ucraina. Putin non accetterà il ritorno al 2013 perché un’Ucraina neutrale non gli è mai bastata. Vuole un’Ucraina al servizio di Mosca. Il suo vero problema resta quello di sempre: il virus di un’Ucraina libera, democratica ed europea.

Questo è un estratto di “La Linea” la newsletter de Linkiesta curata da Marco Taradash per orientarsi nel gran guazzabuglio della politica e della vita, tutte le mattine – dal lunedì al venerdì – alle sette. Più o meno. Qui per iscriversi.

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Segredo para envelhecer com saúde está nestes 4 hábitos alimentares

Com o avançar da idade, as necessidades nutricionais mudam e alguns cuidados tornam-se ainda mais importantes. Especialistas revelam os quatro hábitos alimentares que os idosos devem adotar para proteger os músculos, fortalecer os ossos e melhorar a digestão.

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Los robots humanoides llegan a las fábricas de Audi: la marca alemana ya los prueba para ordenar las piezas que después se montan en sus coches

A una de las marcas alemanas por excelencia le ha atraído el tema de robots humanoides con la finalidad de poder adaptarlos en sus fábricas, sobre todo para automatizar la secuencia de piezas que salen de su planta local. Piensa en una prueba de concepto donde se recogen los componentes de los contenedores y se colocan en el orden correcto para comenzar la operación de ensamblaje. 

Es un proyecto muy grande, ya que reúne a fabricantes como Agile Robots, Dassault Systèmes y a un gigante tecnológico como es NVIDIA, y quieren poner a prueba a los mencionados robots dentro de la fabricación de automóviles. Las pruebas iniciales son físicas con ellos, pero también mediante simulación virtual. ¿Se sumará Audi a otras marcas que ya establecieron robots humanoides en sus instalaciones?

Audi ve potencial en los robots humanoides y prueba su inclusión en su cadena de fabricación

Dichas pruebas están contenidas en el laboratorio de producción que tiene en Ingolstadt, Alemania. Las pruebas involucran manipulación robótica, inteligencia artificial y simulación virtual para explorar cómo pueden actuar los robots; la misión es involucrarse directamente en la recolección de componentes y organizarlos de una forma correcta previa al ensamblaje de los vehículos. El proyecto se hizo oficial el 21 de octubre en una conferencia de NVIDIA en Berlín. El objetivo es que se logre una automatización en la manipulación de materiales, un desafío para los robots actuales convencionales, y esto se debe precisamente a que existen muchas formas, además de variar en el embalaje y la posición de los componentes. 

Audi registra las operaciones de suministro de materiales en un millón de recogidas diarias y los componentes deben llegar a la estación de montaje en el orden correcto; es un flujo de trabajo que podría sintetizarse de cierta manera y obtener un mejor rendimiento. Los robots que serán parte de este proyecto serán los Agile One debido a su complexión similar a una buena altura humana y la manipulación que pueden tener con sus brazos. El robot se adapta a las fábricas y no al revés, cosa que ya es un avance. 

© Difoosion

Audi en pruebas de robots humanoides para adaptarlos a sus fábricas
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Adiós al olor a pienso en la cocina: el contenedor con ruedas que mantiene la comida de tu mascota fresca por meses

Un contenedor con ruedas para almacenar la comida de tus mascotas.

Nuestros compañeros de cuatro patas también merecen tener su comida a buen recaudo. Además, a nosotros tampoco nos hace tanta gracia convivir con un saco de pienso abierto en mitad de la cocina, los granos desperdigados por el suelo o ese olor que se queda en el ambiente. Por suerte, hay soluciones sencillas para mantener el alimento más protegido y la casa mucho más ordenada.

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Un contenedor de 40 litros para guardar el pienso.Un contenedor con ruedas desmontables y una pala.Contenedor hermético para mascotas.
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Filipinas amplía cooperación militar con India y Corea del Sur

Manila, 30 oct (Prensa Latina) Filipinas busca hoy fortalecer sus vínculos de defensa con India y Corea del Sur mediante proyectos de modernización militar, seguridad marítima, capacitación e intercambios entre sus fuerzas armadas, informó el Departamento de Defensa Nacional.

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