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Partidos que apoiaram Flávio iniciam articulação com Lula

Partidos do chamado centrão que apoiaram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial começam a se movimentar para negociar espaço no próximo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O movimento ocorre após a derrota de Flávio nas urnas e é marcado pela cautela das legendas, que apoiaram formalmente o adversário de Lula na etapa final da disputa. Apesar da disposição para negociar, os partidos moderam as expectativas de participação na próxima Esplanada e buscam preservar espaço de articulação política no Congresso.

Na terça-feira (27), o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que os integrantes da sigla estão liberados para participar do governo Lula, embora o partido pretenda manter independência política.

“Vamos permitir que nossos companheiros integrem o governo, mas sem submissão. A independência é o melhor caminho”, declarou. O PSD manteve neutralidade no segundo turno, apesar do apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) a Flávio.

A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, mas agora espera abrir canais de negociação com o governo reeleito. Segundo apuração da CNN Brasil, dirigentes das duas legendas aguardam conversas com Lula ou representantes do alto escalão do Planalto para discutir a relação com a próxima gestão.

Na quarta-feira (28), o União Brasil reconheceu oficialmente a vitória de Lula. Em nota, a sigla afirmou que a eleição transcorreu com lisura e que o resultado deve ser respeitado. A federação já havia se manifestado pelo reconhecimento do resultado das urnas.

O reconhecimento da vitória, porém, não significa adesão automática à base governista. A negociação de espaços no Executivo dependerá das conversas com o Planalto e dos compromissos políticos que poderão ser assumidos pelos partidos.

Republicanos reabre interlocução com Lula

O Republicanos também apoiou Flávio no segundo turno, em uma decisão articulada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. A legenda, no entanto, reúne lideranças que mantiveram posições distintas durante a campanha e que têm interlocução com o presidente reeleito.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), apoiou publicamente Lula desde o primeiro turno. Já o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, reconheceu a vitória do petista e o parabenizou pelo resultado. Em manifestação após a eleição, defendeu que o novo mandato seja conduzido com diálogo com o Congresso e respeito às diferenças.

Outro nome da legenda que aparece nas articulações é o do ex-ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), considerado um possível nome para assumir a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação política do governo com o Congresso. A possibilidade ainda não teve nenhum avanço.

Guimarães defende base coesa

Em entrevista à CNN Brasil na terça-feira (27), o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), defendeu que o quarto mandato de Lula seja marcado por uma frente ampla, com participação de partidos além do PT. O ministro, porém, condicionou a presença de legendas no Executivo ao compromisso com a agenda governista.

“Eu sou defensor de uma base menor, se for o caso, mas coesa, e que tenha fidelidade ao governo que está implementando as suas políticas e programas”, afirmou à CNN.

Guimarães também disse que não haverá espaço para uma participação parcial dos partidos que ocuparem ministérios. Segundo ele, quem integrar o governo deverá participar de forma “integral e total” da base governista e acompanhar as votações de interesse do Executivo no Congresso.

A formação da próxima equipe ministerial ainda está em discussão. As negociações deverão conciliar a ampliação da base parlamentar de Lula com a exigência de maior alinhamento entre os partidos que receberem espaço na Esplanada.

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Veja quem são os 27 governadores eleitos em 2026

As eleições de 2026 definiram os governadores que irão administrar 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, pelos próximo quatro anos, a partir de 2027 até 2030.

Em 4 de outubro foram definidos os governadores de 20 estados, resultado que marcou o maior número de governadores eleitos em primeiro turno desde a redemocratização.

Após o primeiro turno, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu anular os votos de Anthony Garotinho (Republicanos), no Rio de Janeiro, por entender que ele não atendia às condições de elegibilidade para o pleito. Com a decisão, os votos no estado foram retotalizados e o então candidato Douglas Ruas (PL), que iria ao segundo turno, foi eleito.

No segundo turno, realizado no último domingo (25), foram definidos os últimos seis resultados.

Os governadores eleitos tomarão posse em 6 de janeiro de 2027, após uma emenda constitucional aprovada pelo Congresso Nacional em 2021, essa mudança começa a valer com o objetivo de evitar conflitos com as celebrações de Réveillon e facilitar a participação de autoridades.

Veja os 27 governadores eleitos:

*Com informações da Agência Senado

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Flávio Bolsonaro descumpre prazo e não entrega passaportes à PF

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descumpriu nesta terça-feira (27) o prazo de entrega dos seus passaportes. A entrega foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O parlamentar tinha até às 11h para cumprir a decisão.

Mesmo sem a entrega física dos documentos, a PF (Polícia Federal) cancelou os passaportes comum e diplomático do senador no sistema da corporação.

Em atualização.

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