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Governo estima R$ 64,6 bilhões em receitas extras por alta do petróleo

O Tesouro Nacional atualizou as projeções das receitas adicionais previstas com petróleo. Agora, a estimativa é de que as receitas extraordinárias com a commodity devem alcançar R$ 64,574 bilhões em 2026.

O cálculo considera a arrecadação com imposto de exportação e receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Veja:

  • Aproximadamente R$ 22 bilhões em receitas com imposto de exportação;
  • Cerca de R$ 42,6 bilhões em receitas adicionais com venda de óleo, participação de óleo e royalties.

Os recursos serão utilizados em grande parte para compensar as medidas de mitigação da alta dos combustíveis. Para frear os efeitos da guerra no Oriente Médio, o governo desonerou combustíveis e implementou subvenções.

Os dados do Tesouro Nacional mostram que as desonerações concedidas aos combustíveis devem alcançar R$ 7,1 bilhões. Desse total, R$ 5 bilhões são referentes à desoneração de diesel, biodiesel e QAV. Outros R$ 2,1 bilhões vêm da gasolina e etanol.

O Tesouro Nacional também informou que R$ 18,6 bilhões já foram concedidos em subvenção aos combustíveis. O montante equivale a 58% da dotação total prevista (R$ 32 bilhões).

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PCE: Inflação nos EUA acelera em setembro; gastos do consumidor aumentam

A inflação nos Estados Unidos acelerou em setembro, à medida que os consumidores pagaram mais pela gasolina e por outros bens, reforçando as expectativas dos economistas de um aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve em dezembro.

O PCE (Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal) subiu 0,5% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,3% em agosto, informou nesta quinta-feira o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio dos EUA.

O aumento ficou em linha com as expectativas dos economistas. Nos 12 meses até setembro, a inflação do PCE avançou 3,6%, após um aumento não revisado de 3,4% em agosto.

 

Os dados foram incluídos no relatório preliminar do governo sobre o PIB (produto interno bruto) do terceiro trimestre, que mostrou que a economia americana cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% durante esse período.

Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o Índice de Preços do PCE subiu 0,3% no mês, após um aumento revisado para cima de 0,3% em agosto.

A chamada inflação do PCE de base havia sido estimada anteriormente em 0,2% em agosto.

A inflação do PCE de base aumentou 3,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior em setembro, após um aumento não revisado de 3,0% em agosto.

O banco central dos EUA acompanha os indicadores de preços do PCE para sua meta de inflação de 2%.

Na quarta-feira, o Fed manteve sua taxa básica de juros na faixa atual de 3,75% a 4,00%, embora tenha reconhecido que a inflação “continua elevada”.

O chair do Fed, Kevin Warsh, disse aos repórteres que “os preços da energia e de itens relacionados voltaram a subir nas últimas semanas, e nossa função é garantir que as variações relativas de preços em alguns setores não se espalhem por toda a economia e que as expectativas de inflação permaneçam ancoradas”.

Os mercados financeiros precificam uma probabilidade de cerca de 84,6% de um aumento dos juros em dezembro, segundo a ferramenta FedWatch da CME.

Os preços mais altos inflaram os números dos gastos do consumidor em setembro.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, subiram 0,5% no mês passado, após um aumento não revisado de 0,9% em agosto.

Quando ajustados pela inflação, os gastos do consumidor permaneceram inalterados no mês passado, entrando no quarto trimestre em uma trajetória de crescimento mais fraca.

Os gastos aumentaram a uma taxa de 3,8% no trimestre de julho a setembro.

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PIB americano cresce 3,4% no 3° trimestre e fica acima das expectativas

A economia dos Estados Unidos cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre, já que os gastos resilientes dos consumidores e os investimentos empresariais impulsionados pela inteligência artificial mais do que compensaram o impacto do aumento dos preços do petróleo decorrente do conflito no Oriente Médio.

O PIB (produto interno bruto) cresceu a uma taxa anualizada de 3,4% no último trimestre, informou o Bureau de Análise Econômica do Departamento de Comércio em sua estimativa preliminar do PIB do terceiro trimestre, divulgada nesta quinta-feira (29).

Economistas consultados pela Reuters haviam previsto um crescimento do PIB de 3,2%. As estimativas variaram de uma taxa de crescimento de 1,0% a 4,2%.

A força do crescimento contrasta fortemente com a avaliação pessimista que as famílias fazem da economia, refletida nos índices de aprovação do presidente Donald Trump — que atingiram níveis recordes de baixa — e na acentuada deterioração da confiança do consumidor.

Os números do PIB foram publicados menos de uma semana antes das eleições legislativas de meio de mandato da próxima terça-feira (, que determinarão o controle do Congresso dos EUA.

A economia americana está se expandindo a um ritmo bem acima do que algumas autoridades do Federal Reserve consideram a taxa de crescimento não inflacionária, de cerca de 2%.

O banco central dos EUA manteve, na quarta-feira (28), sua taxa básica de juros na faixa de 3,75% a 4,00%, ao mesmo tempo em que reconheceu que a inflação “continua elevada”.

Economistas esperam que o Fed aumente os juros em dezembro.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, disse aos repórteres que “a atividade econômica está se expandindo em um ritmo forte”, observando que “embora a incerteza persista, em parte devido a desenvolvimentos geopolíticos, os gastos domésticos têm se mostrado resilientes”.

Dado o crescente predomínio dos gastos relacionados à IA, alguns economistas afirmaram que o forte crescimento do PIB provavelmente não refletia a verdadeira situação da economia.

Os investidores estão cada vez mais atentos aos custos crescentes de projetos de IA de longo prazo, cujo retorno é incerto.

As empresas de tecnologia tomaram empréstimos vultosos ao longo do último ano para financiar gastos com IA, o que representa um risco potencial de queda nos gastos com equipamentos.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da economia norte-americana, aumentaram a uma taxa de 3,8% no trimestre de julho a setembro, após crescerem a uma taxa de 3,8% no segundo trimestre.

Demissões em massa em níveis historicamente baixos e contratações moderadas estão ajudando a sustentar os gastos, embora os aumentos salariais tenham, por vezes, ficado atrás da inflação.

Mas as famílias também vêm economizando menos e recorrendo às suas reservas para financiar os gastos.

Com os preços médios da gasolina ainda acima de US$ 4 por galão, à medida que a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã se arrasta, os economistas previam uma desaceleração nos gastos do consumidor.

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Ibovespa recua com dados dos EUA e política fiscal em foco; dólar sobe

O Ibovespa mostrava indefinição nesta quinta-feira (29), com Bradesco entre as principais pressões negativas em meio à piora das perspectivas de analistas, enquanto Gerdau era destaque positivo com alta de 4% endossada por “upgrade” do Itaú BBA.

Investidores também repercutiam o balanço da Ambev e dados de produção e vendas da Petrobras, em pregão ainda marcado pela divulgação de números de inflação nos Estados Unidos.

Às 11h18, a principal referência do mercado acionário brasileiroa presentava queda moderada de 0,54%, aos 170.079,58 pontos, tendo já alcançado 170.255,96 na mínima e 171.402,97 na máxima.

O volume financeiro no pregão somava R$ 6,33 bilhões.

De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, investidores também estão com as atenções voltadas para a condução econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“A principal preocupação é a capacidade do governo de estabilizar a dívida pública e recuperar a confiança dos investidores”, afirmou.

“Para o mercado, a questão central permanece fiscal. A ausência de uma estratégia clara para conter o crescimento da dívida poderá manter os juros elevados, pressionar o câmbio e limitar a recuperação da bolsa”, acrescentou Pedroso.

Enquanto isso, o dólar operava em alta nesta manhã acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, enquanto no Brasil os investidores seguem atentos a desdobramentos políticos e econômicos da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No mesmo horário, o dólar à vista subia 0,43%, a R$ 5,3725 na venda.

Na quarta-feira (28), o dólar encerrou o dia estável, com variação negativa de de 0,04%, cotado a R$ 5,3466.

Em entrevista à CNN, a ex-ministrad do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet disse qye as equipes econômicas de alguns ministérios já possuem um “cardápio de medidas prontas” para serem apresentadas ao presidente Lula com o objetivo de realizar um ajuste fiscal.

“A janela de oportunidade é agora”, disse.

No exterior, o Federal Reserve manteve os juros nos Estados Unidospreservando a taxa básica no intervalo de 3,75% a 4%. A decisão foi aprovada por 10 votos a 2, sem unanimidade.

A manutenção dos juros ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro, que já previa a decisão diante do cenário econômico americano e das incertezas em relação à trajetória da inflação

*Com informações da Reuters

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IGP-M desacelera alta para 1,47% e fica abaixo das expectativas, diz FGV

O IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) subiu 1,47% em outubro, recuando da alta de 1,57% registrada em setembro, em meio a uma desaceleração da alta de produtos agropecuários, disse a Fundação Getulio Vargas nesta quinta-feira (29).

Com o resultado, o índice passou a acumular alta de 5,24% em 12 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma elevação de 1,59% em outubro. BRIGP=ECI

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, teve alta de 1,93% em outubro, abaixo da aceleração de 2,08% observada em setembro.

“A menor variação do IPA decorreu da desaceleração dos produtos agropecuários, que avançaram 1,29%, ante 3,07% em setembro”, disse Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

“Os principais responsáveis por esse movimento foram os preços do milho, da soja, do tomate e da batata-inglesa”

Na mesma linha, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, também desacelerou, aumentando 0,45% em outubro, contra uma elevação de 0,50% em setembro, influenciado principalmente pela queda expressiva das tarifas de energia elétrica residencial.

Segundo o economista, o principal sinal de atenção vem dos preços dos alimentos in natura, especialmente do grupo Hortaliças e Legumes, que, diferentemente dos preços ao produtor, aceleraram na passagem mensal, registrando alta de 10,6%.

Entre os fatores que explicam esse movimento estão condições climáticas mais adversas do que o padrão sazonal histórico, que intensificaram as restrições de oferta em alguns produtos, como o tomate.

“Para os próximos meses, a expectativa é de manutenção da volatilidade desses preços. Além disso, os efeitos do El Niño aumentam a probabilidade de novas pressões sobre o grupo Gêneros Alimentícios, que deverá continuar apresentando elevações expressivas”, disse Dias.

O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez, acelerou a alta em outubro, para uma elevação de 0,35%, contra 0,25% em setembro.

O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

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Estoque de crédito no Brasil sobe 0,4% em Setembro, diz BC

O estoque total de crédito no Brasil subiu 0,4% em setembro sobre o mês anterior, divulgou o Banco Central.

 

No mês, a inadimplência no segmento de recursos livres ficou em 6,6% e o spread bancário no mesmo segmento foi de 35,5 pontos percentuais.

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Preços do gás na Europa atinge 100 euros pela 1º vez desde dezembro de 2022

O contrato de referência do gás natural na Europa atingiu brevemente € 100 por MWh (megawatt-hora) pela primeira vez desde dezembro de 2022 nesta quarta-feira (28), devido às interrupções no transporte de GNL (gás natural liquefeito) do Oriente Médio, que mantêm a oferta restrita antes do inverno.

O contrato futuro holandês para o mês seguinte, negociado no hub TTF TFMBMc1, chegou a ser cotado a € 100 por MWh por volta das 13h35 GMT, um aumento de cerca de 4% em relação à sessão anterior, segundo dados da Intercontinental Exchange.

Os preços subiram para as máximas de 2022 à medida que o conflito no Oriente Médio se intensificou e agora estão sendo negociados a cerca de três vezes os níveis anteriores à guerra com o Irã.

As famílias e indústrias europeias já estão sentindo o impacto dos altos preços da energia este ano, visto que a guerra liderada pelos EUA contra o Irã elevou os custos do petróleo, combustíveis para transporte, gás, eletricidade e alimentos.

Analistas e especialistas do setor preveem pelo menos mais um ano de preços elevados do gás, mesmo que a guerra termine e o inverno seja ameno, pois a Europa precisará reabastecer suas reservas de gás natural, que estão em níveis historicamente baixos.

Os altos preços do gás no mercado atacadista estão se refletindo nas contas de gás e energia dos consumidores, com as usinas a gás natural normalmente definindo o preço da eletricidade durante os períodos de maior demanda.

Algumas empresas de setores industriais que utilizam gás como matéria-prima, como as de fertilizantes, produtos químicos e siderurgia, já reduziram a produção.

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Unilever alerta para aumentos de preços com efeitos da guerra no Irã

A Unilever prevê que os aumentos de preços se intensifiquem no quarto trimestre e no próximo ano, informou a empresa nesta quarta-feira (28), alinhando-se a outras fabricantes de bens de consumo que já anunciaram que repassarão aos clientes o aumento nos custos relacionado à guerra com o Irã.

Grandes empresas, incluindo a Coca-Cola, a Procter & Gamble, a Nestlé e a Reckitt , alertaram para o risco de novos aumentos de preços no próximo ano para compensar o impacto da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, que começou no final de fevereiro.

Cada uma dessas empresas aumentou drasticamente os preços durante a pandemia da Covid-19 e nos primeiros meses da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia.

Desde então, elas passaram anos tentando reconquistar consumidores que se afastaram e passaram a optar por produtos de marca própria mais baratos.

Agora, enfrentam a realidade de ter que aumentar os preços novamente para proteger as margens dos acionistas.

“Definitivamente, esperamos que os preços em 2027 sejam mais altos do que a média de 2026”, disse o presidente-executivo Fernando Fernandez.

“Agora que temos mais clareza sobre isso (o ambiente de custos), estamos acelerando os aumentos de preços.”

“Vamos garantir um bom equilíbrio entre volume e preços em tudo o que fizermos no curto e no médio prazo”, acrescentou.

A Unilever, cujas inovações e foco em marketing ajudaram a empresa a recuperar a demanda após a pandemia, conseguiu este ano repassar parte do aumento nos custos das matérias-primas aos consumidores sem prejudicar os volumes de vendas.

As ações caíam 3,4% na quarta-feira, já que a Unilever também divulgou um crescimento do volume de vendas no terceiro trimestre mais lento do que no segundo trimestre, prejudicado pelo seu negócio de alimentos.

A Unilever divulgou um crescimento subjacente das vendas de 5,2% no trimestre, acima dos 4,8% esperados pelos analistas em um consenso elaborado pela empresa.

A empresa também manteve suas projeções de vendas e margem de lucro para 2026 e afirmou que espera um crescimento subjacente das vendas de cerca de 5% no segundo semestre de 2026.

Ela prevê um crescimento subjacente do volume no ano inteiro de pelo menos 3%, acima da projeção anterior de cerca de 3%, após registrar um crescimento de volume de 2,9% no terceiro trimestre e um aumento de preços de 2,3%.

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Santander Brasil vê cenário macro desafiador, diz CEO

O presidente-executivo do Santander Brasil, Gilson Finkelsztain, afirmou nesta quarta-feira (28) que o banco trabalhará para melhorar a sua rentabilidade após um resultado abaixo do que busca no terceiro trimestre, enquanto destacou um cenário macroeconômico ainda desafiador, principalmente pelo nível elevado de taxas de juros.

“O banco já avançou na direção de uma carteira com clientes de melhor qualidade e de uma relação melhor, mais equilibrada entre risco, retorno e uso de capital”, afirmou o executivo em videoconferência com analistas sobre o balanço divulgado mais cedo.

“Esse movimento permanece como parte central da nossa estratégia.”

“Principalidade, transacionalidade e melhoria da composição do balanço permanecem como pilares da estratégia do banco. O próximo passo, obviamente, é converter essa base em uma recuperação gradual e sustentável da rentabilidade, com muita consistência na execução”, afirmou.

No terceiro trimestre, o Santander Brasil teve lucro líquido recorrente de R$ 2,89 bilhões, queda de 28% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o ROAE (retorno sobre o patrimônio médio) do banco ficou em 11,9%, queda de 5,6 pontos percentuais ano a ano e 0,6 ponto na base trimestral.

Na bolsa paulista, por volta de 11h, as units do banco recuavam 5,14%, a R$ 24,54, em pregão negativo para o setor como um todo. O Ibovespa, principal referência do mercado acionário brasileiro, caía 2,31%.

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Durigan diz que não há definição sobre Fazenda e elogia nome de Fonteles

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, considera positiva uma eventual indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o comando da pasta econômica.

Como mostrou a CNN Brasil, o nome do governador despontou como um dos favoritos para ocupar o Ministério da Fazenda. Rafael Fonteles foi reeleito governador do Piauí no 1° turno.

Segundo Durigan, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai definir a nova composição da Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas. O ministro da Fazenda se reuniu com o petista na última segunda-feira (26).

“Não tratamos de equipe. Isso é um assunto que o presidente vai se debruçar nas próximas semanas para definir. Acho o nome do Rafael um excelente nome”, declarou Durigan a jornalistas nesta terça-feira (27).

A eventual ida de Fonteles para a Fazenda tem como justificativa sua trajetória. Antes de assumir o governo do Piauí, ele comandou a Secretaria estadual da Fazenda e presidiu o Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda).

A nomeação de Fonteles ao Ministério da Fazenda exigiria deixar o governo estadual. O chefe do Executivo é formado em matemática e mestre em economia matemática.

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Durigan diz que vai propor ajustes fiscais para perseguir centro da meta

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou nesta terça-feira (27) que vai propor uma alteração nas regras fiscais para mirar o centro da meta. A mudança depende de aprovação do Congresso Nacional.

Na prática, a proposta vai permitir que a equipe econômica amplie a fatia do contingenciamento do Orçamento para perseguir o centro da meta. Atualmente, o volume contingenciado mira o piso da meta.

 

De acordo com o ministro da Fazenda, a proposta vão vai acabar com a banda de tolerância. O arcabouço fiscal estabelece um intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual.

“Vamos buscar o centro da meta de maneira formal. As medidas legislativas vão ser apresentadas para isso. Vamos dar todos os instrumentos para que não haja dúvida jurídica de que vai perseguir o centro da meta”, disse a jornalistas.

Durigan também afirmou que o governo estuda outras medidas de ajuste fiscal. Sem detalhá-las, o ministro disse que as ações vão depender da nova equipe econômica do quarto mandadto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Existem outras medidas que estão sendo avaliadas. Depois da eleição, o presidente vai definir a equipe dele. Depois a equipe vai apresentar quais serão essas medidas em termos de ajuste, em termos de perseguição da meta, para mostrar que o nosso compromisso é com responsabilidade fiscal. É com estabilidade fiscal”, disse.

A meta de 2026 é de um superávit de 0,25% do PIB, o que equivale a aproximadamente R$ 34,3 bilhões.

“A informação que eu tenho da análise técnica é de que um projeto de lei complementar daria conta fazer esse estabelecimento”, declarou.

Em setembro, a equipe econômica atualizou as projeções e informou que deve fechar o ano com um déficit primário efetivo de R$ 80,9 bilhões, isto é, sem considerar as exceções do cálculo da meta.

Ao considerar as exceções previstas em lei para o cálculo da meta fiscal, o governo considerou que pode faltar R$ 13,6 bilhões para alcançar o piso da meta em 2026. Por essa razão, a equipe econômica anunciou um contingenciamento de mesmo valor.

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Mercedes reduz previsão de lucro para 2026 devido a problemas na China

A Mercedes-Benz reduziu sua previsão de margem de lucro para 2026 nesta terça-feira (27), citando condições mais fracas na China e custos mais altos no quarto trimestre, no mais recente sinal da crescente pressão sobre as montadoras alemãs em seu principal mercado.

Suas ações caíram até 5,5% e, às 9h55 GMT, estavam em queda de cerca de 4%.

A montadora alemã de veículos premium agora prevê um retorno ajustado sobre as vendas de 2% a 3% em 2026, abaixo da previsão anterior de 3% a 5%.

A empresa também reduziu sua previsão de lucro operacional do grupo para 2026, esperando agora que os ganhos fiquem praticamente estáveis ​​em relação ao ano anterior, em vez de serem significativamente maiores.

O alerta surge num momento em que as montadoras alemãs continuam a enfrentar dificuldades na China, o maior mercado automotivo do mundo, onde a desaceleração da demanda e a intensa concorrência dos fabricantes locais estão corroendo as vendas e o poder de precificação.

As vendas do principal modelo de vendas da Mercedes caíram 8% em relação ao ano anterior no terceiro trimestre, afetadas pela fraca demanda na China .

As concorrentes BMW e Volkswagen também reduziram suas projeções no início deste ano, atribuindo a culpa, em parte, ao agravamento da situação na China.

O analista da Metzler, Daniel Schwarz, afirmou que a China foi o principal motivo para o fraco desempenho das montadoras alemãs.

A Mercedes, assim como a BMW, continua fortemente presente na China.

Em contrapartida, a Porsche, que anunciou uma recuperação nos lucros na terça-feira, reduziu sua dependência da China e está impulsionando a marca ainda mais para o segmento de luxo, tornando-a menos vulnerável à concorrência de fabricantes chineses que se expandem para a Europa e outros mercados, afirmou Schwarz.

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