❌

Reading view

Esta semana há atuações de Ricardo Araújo Pereira, Pedro Abrunhosa, Rogério Charraz e Diogo Batáguas no Algarve

As atuações de Ricardo Araújo Pereira, Pedro Abrunhosa, Rogério Charraz e Diogo Batáguas são alguns dos principais destaques da semana no Algarve.

O conteúdo Esta semana há atuações de Ricardo Araújo Pereira, Pedro Abrunhosa, Rogério Charraz e Diogo Batáguas no Algarve aparece primeiro em Algarve Marafado.

  •  

“Olhão antes e depois” revela a transformação da cidade através da fotografia

Exposição percorre quatro espaços do concelho e coloca imagens históricas lado a lado com recriações feitas por jovens olhanenses

A exposição fotográfica “Olhão antes e depois” foi inaugurada  sábado, 10 de outubro, nos Mercados Municipais de Olhão, dando-se aí início a um percurso por quatro espaços do concelho — Mercados Municipais, Ria Shopping, Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes e Casa Municipal da Juventude de Olhão Hugo Charrão —, onde estará patente até 13 de novembro.

Com curadoria de Luís Torres e integrada na programação cultural do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão, a exposição coloca lado a lado imagens históricas da cidade e recriações fotográficas realizadas por jovens olhanenses, propondo um olhar sobre a evolução urbana de Olhão e convidando a comunidade a percorrer a cidade através do tempo.

A mostra nasceu do desafio lançado a alunos do 10.º ano da área de Multimédia da Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes para recriarem, nos dias de hoje e nos mesmos locais, uma seleção de cerca de 50 fotografias históricas de Olhão. Participaram no projeto os alunos Miguel Sousa, Samuel Ventura e Maria Moniz, bem como Charline Fournier, elemento do Clube de Fotografia da Casa Municipal da Juventude Hugo Charrão.

Para concretizar o trabalho, foram utilizadas fotografias com cerca de 70 a 80 anos, pertencentes ao Arquivo Municipal de Olhão, e imagens com 40 a 50 anos, provenientes do arquivo pessoal de Luís Torres. Depois de um processo de pesquisa e levantamento, os participantes percorreram as ruas da cidade e procuraram reproduzir os enquadramentos originais, recriando as imagens nos mesmos locais e permitindo uma comparação direta entre diferentes épocas.

O resultado é uma exposição distribuída por quatro núcleos expositivos, que propõe um percurso pela cidade através das suas transformações e permanências. O confronto entre as fotografias históricas e as imagens atuais permite observar a evolução urbana de Olhão, mas também recuperar lugares, edifícios e espaços que fazem parte da memória coletiva da cidade.

No dia da inauguração, o percurso pelos quatro núcleos começa nos Mercados Municipais, às 10:30, seguindo para o Ria Shopping, às 11:15, para a Escola Secundária Dr. Francisco Fernandes Lopes, às 11:45, e terminando na Casa Municipal da Juventude de Olhão Hugo Charrão, às 12:15.

A exposição poderá ser visitada até 13 de novembro, nos quatro espaços, de acordo com os respetivos horários de funcionamento.

Com esta iniciativa, o Município de Olhão pretende valorizar a criatividade e o envolvimento dos jovens olhanenses e, simultaneamente, promover junto da comunidade um maior conhecimento da história contemporânea e da evolução urbana da cidade. O projeto terá ainda continuidade, estando prevista a sua passagem pelas várias freguesias do concelho.

Integrada no programa comemorativo dos 200 anos da Câmara Municipal de Olhão, “Olhão antes e depois” aproxima diferentes gerações através da fotografia e proporciona uma viagem visual entre o Olhão de ontem e o Olhão de hoje.

  •  

Investigadores resuelven el misterio de las enigmáticas «venus» de hace 18.000 años: siguen el dibujo interior de un colmillo de mamut

Si se corta un colmillo de mamut a lo ancho, aparece un dibujo que la naturaleza ha trazado sin ayuda de nadie. Hay anillos concéntricos, parecidos a los de un tronco de árbol, que marcan el crecimiento del marfil y reciben el nombre de líneas de Owen. Y hay además una trama de líneas curvas […]

  •  

Prova de queijo e apresentação de documentário em museu

O município de Vila do Bispo associa-se às comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial 2026, promovendo, no próximo dia 17 de outubro, pelas 15h00, a iniciativa “Os Pastores do Triângulo Vicentino: documentário & prova de queijo”, no Museu de Vila do Bispo - Celeiro da História.

O conteúdo Prova de queijo e apresentação de documentário em museu aparece primeiro em Algarve Marafado.

  •  

“Passeios de Outono” em Loulé vão à descoberta da Igreja Matriz

O Museu Municipal de Loulé organiza, no próximo dia 11 de outubro, às 10h00, mais uma edição do seu programa “Passeios de Outono”, intitulado “Uma Âncora da História e da Arte em Loulé”.

A atividade convida os participantes a descobrirem a história, o património e a arquitetura da Igreja Matriz de São Clemente, um dos mais emblemáticos monumentos nacionais da região.

Com ponto de encontro marcado na porta principal da igreja, a visita orientada terá a duração aproximada de 1h30 e dará a conhecer a herança histórica do templo, com especial foco nas artes da talha dourada e do azulejo. Durante o percurso, serão também abordadas as principais intervenções e restauros realizados ao longo do tempo, fundamentais para a preservação e para a imagem atual do edifício.

Destinada ao público adulto, a iniciativa será conduzida em língua portuguesa.

A participação é inteiramente gratuita, contudo requer inscrição prévia obrigatória, estando a lotação limitada a 25 participantes. Os interessados deverão garantir o seu lugar através do e-mail: atividades.museu@cm-loule.pt.

  •  

Ciclo de Conversas com História de São Brás de Alportel foi à feira

A importância socioeconómica das feiras ao longo da História esteve em destaque na mais recente sessão do Ciclo de Conversas com História, realizada a 25 de setembro, no Espaço Memória, em São Brás de Alportel, numa conversa com o Professor Doutor Luís Filipe Oliveira, da Universidade do Algarve.

Promovida pelo Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete Municipal de Arqueologia, a sessão abordou o papel das feiras enquanto espaços de comércio, dinamização económica, encontro e sociabilidade.

Ao longo dos tempos, as feiras assumiram um papel que foi muito além da compra e venda de produtos, constituindo importantes pontos de encontro e de convivência e contribuindo para a dinamização económica e social das comunidades.

A sessão permitiu refletir sobre a evolução destes espaços e sobre a sua importância na vida e no desenvolvimento das vilas e cidades, evidenciando a forma como as feiras se afirmaram como lugares de troca, não apenas de bens, mas também de experiências, relações e saberes.

Com esta iniciativa, o Município de São Brás de Alportel, através do Gabinete Municipal de Arqueologia, dá continuidade ao Ciclo de Conversas com História, promovendo momentos de reflexão e partilha sobre diferentes temas ligados à História e ao património.

O Município convida a comunidade a ficar atenta às próximas sessões mensais, que se realizam sempre em tardes de sexta-feira, mensalmente, e a participar neste ciclo de encontros, que pretende aproximar a comunidade da sua História e valorizar o conhecimento sobre o território e as suas memórias.

  •  

Bandas Filarmónicas: A Cultura Lacobrigense Não Pode Viver Apenas da Boa Vontade dos Voluntários

ARTIGO DE OPINIÃO | CULTURA, TRADIÇÃO E ASSOCIATIVISMO

Por: Paulo Silva/Licenciado em Ciências Sociais

A cultura de um povo não se mede apenas pelos monumentos, pela sua história ou pelas tradições que herdou. Mede-se, sobretudo, pelas pessoas que, de forma voluntária, dedicam parte das suas vidas a preservar, transmitir e manter vivas essas mesmas tradições.

Em Lagos, terra de história, identidade e tradições, as bandas filarmónicas representam uma parte importante do património cultural e associativo que merece ser respeitado, valorizado e transmitido às gerações futuras.

Quando falamos das bandas filarmónicas, não falamos apenas de música, instrumentos ou atuações públicas. Falamos de pessoas: homens, mulheres, jovens e crianças que, por gosto, dedicação e amor à sua terra, oferecem horas das suas vidas para que a cultura popular continue viva.

São, na sua grande maioria, voluntários. Pessoas que trabalham, estudam, têm famílias e responsabilidades, mas encontram tempo para ensaiar, aprender, ensinar e participar nas atividades culturais. Não o fazem por protagonismo: fazem-no porque acreditam que a cultura de um povo não pode desaparecer.

Uma banda filarmónica é também uma família, uma escola de valores e um espaço de encontro entre gerações. E não vive apenas dos músicos: vive dos maestros, professores, dirigentes, familiares, antigos elementos e de todos os que ajudam nos bastidores.

O apoio autárquico e uma reflexão necessária

Enquanto lacobrigenses, algarvios e portugueses, queremos manter esta tradição. Por isso, importa refletir sobre o apoio que os diferentes executivos camarários têm dedicado, ao longo dos anos, ao movimento filarmónico e ao associativismo cultural.

Entre participantes e defensores destas tradições existe a perceção de que o apoio nem sempre acompanha o esforço exigido às coletividades. É uma preocupação legítima que merece diálogo, transparência e uma avaliação concreta dos apoios, sem transformar a cultura numa disputa partidária.

A cultura não tem cor partidária. Pertence ao povo. A responsabilidade de a preservar deve ultrapassar mandatos e ser assumida de forma continuada, independentemente de quem ocupa os órgãos autárquicos.

Não basta convidar uma banda para atuar numa cerimónia ou festa. Os instrumentos, as fardas, a formação, os transportes, os espaços de ensaio e a manutenção têm custos reais. Quem dá gratuitamente o seu tempo não deve ficar sozinho perante todas essas despesas.

Não podemos exigir cultura sem criar condições

O voluntariado é uma das maiores riquezas do associativismo português, mas não pode substituir uma política cultural estável. As bandas precisam de condições para formar novos músicos, conservar instrumentos, organizar atividades e preparar o futuro.

O apoio municipal pode assumir várias formas: financiamento previsível, cedência de instalações, colaboração logística, acesso a formação e valorização da atividade cultural ao longo de todo o ano. Importa que os critérios sejam claros e que as associações sejam ouvidas sobre as suas necessidades.

Também é necessário garantir espaços condignos para as atuações e condições efetivas de acesso a esses equipamentos, nomeadamente ao Centro Cultural de Lagos. Não basta que o espaço exista: as bandas devem poder utilizá-lo para apresentar o seu trabalho à comunidade, com critérios transparentes de cedência, condições técnicas adequadas e uma programação que valorize o movimento filarmónico local.

Uma banda filarmónica não pode depender da benevolência das paróquias para conseguir realizar concertos. A disponibilidade e o acolhimento das comunidades paroquiais merecem reconhecimento, mas não podem substituir o apoio municipal nem constituir a única solução para a apresentação pública do trabalho dos músicos. Garantir o acesso a espaços culturais municipais deve fazer parte de uma política de apoio continuado às coletividades.

O esforço de quem ensaia, ensina e toca de forma voluntária deve encontrar condições dignas de apresentação. Se queremos manter viva a tradição filarmónica, precisamos de lhe dar lugar na programação cultural e de abrir as portas dos espaços públicos àqueles que a preservam ao longo de todo o ano.

Uma tradição que liga gerações

Quando uma criança entra numa banda, aprende mais do que música. Aprende disciplina, respeito, responsabilidade e espírito de equipa. Quando um músico mais velho transmite conhecimentos, mantém viva uma memória coletiva que não se encontra apenas nos livros.

É essa ligação entre gerações que queremos preservar em Lagos, no Algarve e em Portugal. Não queremos que a filarmónica seja apenas uma recordação de outros tempos, mas uma presença ativa nas ruas, nas festas, nas celebrações e na vida quotidiana das nossas comunidades.

Reconhecer quem mantém a cultura viva

É justo agradecer a todos os que ensaiam depois do trabalho, aos familiares que apoiam, aos dirigentes que resolvem problemas e aos cidadãos que acompanham as atuações. Cada um, à sua maneira, ajuda a manter viva a cultura do povo.

Que a reflexão sobre o apoio das sucessivas vereações e executivos camarários se traduza em diálogo e compromissos concretos, e não apenas em palavras de circunstância. Valorizar a cultura é reconhecer tanto o seu significado simbólico como as condições materiais de que necessita.

Porque as bandas filarmónicas não são apenas música. São pessoas, dedicação, comunidade e identidade. Enquanto houver quem queira ensinar, aprender e tocar, haverá futuro para esta tradição — desde que não deixemos todo esse futuro entregue apenas à boa vontade dos voluntários.

Texto de opinião em defesa da cultura lacobrigense e do movimento filarmónico.

  •  

É Círio outra vez

Desde bem zinho, como, por vezes, chamamos as crianças aqui no Pará, aprendi que nossa identidade se ergue sobre três colunas, não só de paraenses, mas de muitos amazônidas: a Cabanagem, os encantados e as festas de santo.

Dos cabanos, herdei a coragem e a resistência. Dos encantados, o sentimento de pertencimento à floresta; esse elo entre o vivido e o imaginado, onde mesmo duvidando, acredito: na Iara, no Ataíde, no Curupira.

Das festas de santo, trago mais do que fé e esperança, trago sons, cores, cheiros e sabores. Antônio, João, Benedito, Marias… todos cabem no nosso coração barulhento.

Quem já viveu uma festa de santo, como o Círio de Nazaré em Belém — ou melhor, a festa da Santa, da Nazica — sabe que, quando chega outubro, o peito se enche e alguém sempre diz, sorrindo: É Círio outra vez!

As ruas fervilham. Gente chega por todos os caminhos: pelo rio, em embarcações adornadas de redes; por terra, em carros e ônibus abarrotados; ou pelo céu, em aviões que se multiplicam no ar úmido da cidade. Devotos, promesseiros, romeiros e festeiros se misturam num só corpo. O Círio é o nosso Natal paraense — cantado, dançado, sentido.

12.10.2024 - Presidente de República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante o acompanhamento da passagem da imagem de Nossa Senhora de Nazaré na Trasladação, na Estação das Docas. Belém - PA.
Passagem da imagem de Nossa Senhora de Nazaré na Trasladação, na Estação das Docas em Belém, Pará

Quem viveu os anos 1970 talvez se lembre do samba-enredo da Unidos de São Carlos (hoje Estácio de Sá): “(…) No mês de outubro/Em Belém do Pará/São dias de alegria e muita fé/Começa com extensa romaria matinal/O Círio de Nazaré (…)”,  versos que a Viradouro reavivou em 2004. E assim tem sido a Festa de Nazaré há mais de dois séculos.

O Círio é um encontro intenso, por vezes dramático, em que o sagrado e o profano se abraçam. É o colorido das fitas de cetim, o brilho do manto da Nazica, o cheiro verde da maniva que, ao escurecer no fogo, anuncia a Maniçoba fumegante. São dias em que o ar se enche de cheiro de tucupi, de pato, de aromas inconfundíveis e intermitentes — levando-nos ao mesmo destino: a mesa farta, o reencontro, o abraço.

Aprendi que as lembranças do Círio vão além dos sabores. Gosto dessa sensação de confraternizar, de carnavalizar — de viver essa força que mistura o divino e o popular, a devoção e a festa, a reza e os batuques do pavulagem, da Chiquita. Essa é a Amazônia pulsando em nós.

Identidade e fé que Marco Aurélio e Vital Lima cantam, lembrando-nos de renovar o olhar a cada outubro:

“Menino acorda e vem olhar,
O sol não tarda em levantar,
Vem ver Belém que começa a festejar.

Outros outubros tu verás,
(E outubros guardam histórias...)
Ver-o-Peso”.

Então, é Círio outra vez.

  •  

Fértil reuniu 7000 pessoas em Olhão para dois dias dedicados à sustentabilidade e à cultura

O Parque Ribeirinho Poente de Olhão recebeu, nos dias 3 e 4 de outubro, a 4.ª edição do festival Fértil, que, numa versão ampliada e renovada, reuniu cerca de 7000 pessoas, entre residentes e visitantes de várias idades e proveniências.

Promovido pelo Município de Olhão, em coprodução com a associação Moces, o festival proporcionou dois dias de encontro, convívio e contacto com a natureza, tendo como principais eixos a Sustentabilidade, a Inovação, a Cultura e a Comunidade.

Ao longo do evento, o público teve oportunidade de participar em workshops, palestras e conversas, que abordaram temas relacionados com a sustentabilidade e os desafios ambientais da atualidade. Entre os assuntos explorados estiveram a agricultura sustentável, as agroflorestas, a economia circular, a reutilização de materiais, os plásticos nos oceanos, as plantas e jardins do futuro, a alimentação regenerativa e a educação ambiental.

A programação incluiu ainda diversas áreas de participação e lazer, como Kids, Fleamarket, Foodtrucks e Healing, bem como uma zona de cinema dedicada a causas ambientais. A diversidade de atividades e protagonistas contribuiu para atrair diferentes públicos e criar um ambiente de partilha e de (re)conexão com a natureza.

A arte e a educação ambiental tiveram igualmente um papel de destaque. O festival recebeu o projeto “LIXArte – Transformar lixo em arte”, coordenado pela artista plástica olhanense Joana Rocha, com trabalhos realizados por alunos dos Agrupamentos de Escolas Dr. Alberto Iria, Dr. Francisco Fernandes Lopes e João da Rosa. Estiveram também em exposição trabalhos do artista olhanense Igor Nunes Silva, inspirados nas relações entre criatividade e sustentabilidade.

Outro dos momentos de destaque foi a participação da bióloga Ana Pêgo, responsável pelo projeto Plasticus Maritimus, dedicado à sensibilização para a literacia dos oceanos e para o problema da poluição por plástico. A especialista apresentou uma exposição e uma palestra no festival, depois de ter dinamizado workshops junto de alunos do 1.º ciclo de escolas do concelho.

Nesta edição, o CROA – Centro de Recolha Oficial de Animais do Município, participou pela primeira vez no Fértil, promovendo, no âmbito do Dia Mundial do Animal, ações de informação e sensibilização para a adoção responsável.

O festival contou com o apoio de várias entidades, empresas e parceiros locais, entre os quais Fesnima, CCDR Algarve, Turismo do Algarve e Algarve Evolution, tendo como media partners Antena 1, RUA FM e a rádio Futura. No âmbito dos seus compromissos com a sustentabilidade, as empresas Viveiros Monterosa, Necton, Kodis e Coca-Cola foram sponsors do evento, tendo as duas primeiras entidades, sediadas no concelho, dinamizado inclusivamente palestras, exposições e workshops nos seus espaços de ativação de marca instalados no recinto.

O Fértil voltou a afirmar-se como um espaço de encontro entre cultura, ambiente, conhecimento e comunidade, promovendo a reflexão sobre formas mais sustentáveis de viver e de participar no futuro do território

  •  

“A água e o mar para mim” em exposição na Galeria Municipal de São Brás de Alportel

Patente até ao final de outubro na Galeria Municipal, a exposição “A Água e o Mar para Mim” apresenta a fusão perfeita entre arte, originalidade, sustentabilidade e inclusão

A Galeria Municipal de São Brás de Alportel exibe, até 31 de outubro, a exposição “A Água e o Mar para Mim – 3.ª edição”, inaugurada a 2 de outubro, e integrada no Ciclo de Exposições do Município de São Brás de Alportel 2026 que mantém esta colaboração ativa.

Promovida pela empresa Águas do Algarve, esta mostra reúne diversas manifestações artísticas criadas a partir de chapéus de chuva transformados em peças de arte, numa abordagem criativa a temas como a importância da água e do mar, a escassez hídrica, as alterações climáticas e a poluição marinha.

Pelo terceiro ano, esta iniciativa voltou a desafiar instituições sem fins lucrativos que trabalham com pessoas idosas e pessoas com deficiência para a criação das peças que agora dão corpo a esta exposição itinerante.

Mais do que uma exposição, “A Água e o Mar para Mim” convida à reflexão sobre a importância da preservação dos recursos hídricos e dos ecossistemas marinhos, recorrendo à arte como instrumento de sensibilização ambiental e de inclusão social.

Esta iniciativa alia a cultura à educação ambiental e à inclusão, e contribuí para o reforço da estratégia de educação e sensibilização ambiental do Município de São Brás de Alportel.

  •  

João Mota vai à Biblioteca de Loulé apresentar Livro de Estreia e Oficina de Escrita Criativa

Hoje, sábado, 10 de outubro, o ator e escritor João Mota vai estar na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, para a apresentação do seu primeiro livro. Mas antes, irá promover uma oficina de escrita criativa.

Das 14h00 às 17h00, o mote vai ser “ESCREVER-ME – Escrever o que sinto, para sentir de uma forma mais livre e plena”, numa sessão para jovens dos 13 aos 20 anos.

A escrita criativa é uma ferramenta de expressão pessoal e autoconhecimento, especialmente durante a adolescência, uma fase marcada por intensas transformações. Nesta oficina, os adolescentes serão convidados a explorar e expressar as suas emoções através da escrita. 

A atividade inclui exercícios de aquecimento que estimulam a criatividade e a liberdade de expressão, seguidos de propostas específicas que incentivam os participantes a refletirem sobre as suas experiências e sentimentos. Os adolescentes terão a oportunidade de expressar-se através de textos que variam desde poemas até narrativas curtas, permitindo que explorem o seu mundo interno, num ambiente seguro e de aceitação incondicional positiva.

A oficina pretende promover a escrita como ferramenta de suporte para a catarse emocional, melhoria da autoestima e do bem-estar emocional, ajudando os jovens a entender e aceitar os seus sentimentos e emoções de uma forma mais plena e livre.

Para participar nesta atividade, é necessária inscrição prévia para  biblioteca@cm-loule.pt As vagas são limitadas e a participação gratuita. Confere-se diploma de participação.

Pelas 18h30, será apresentado “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”. «Queria-te com esse teu cheiro, com defeitos, com aquela vulnerabilidade que só existe quando duas pessoas se aproximam o suficiente para se magoarem. Queria-te num mundo onde ainda se sente vergonha, e ciúme, e desejo, e medo. Queria-te onde se ouve o som da respiração e onde o silêncio tem peso. Um lugar sem Wi-Fi, sem ghosting, sem o botão de desligar a conversa.»

A vertigem da paixão, a dor da perda, a reconciliação e o medo do fim prendem-nos numa história envolvente que nos leva a mergulhar no mundo emocional de um homem intenso que não deixa ninguém indiferente.

Em “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”, a Contraponto revela o talento de João Mota, uma nova voz na literatura romântica, capaz de tocar pessoas de todas as idades e de fazê-las acreditar que o amor pode mesmo salvar os dias.

No final haverá banca de livros e sessão de autógrafos

João Mota é natural de Albufeira. É licenciado em Psicologia e Gestão de Empresas e encontra-se a terminar o mestrado em Psicologia Clínica e de Aconselhamento. Trabalha como ator desde 2014, em teatro, cinema e televisão. Concluiu diferentes formações na área da expressão dramática em Portugal e no Brasil.

Escreve poesia desde os 12 anos. Desde então, a escrita tem sido uma ferramenta que o acompanha e ajuda a organizar o pensamento e as emoções, ou simplesmente a apreciar um momento contemplativo.

Após reconhecer, à escrita, características catárticas, procurou a validação científica do impacto positivo que a escrita tinha em si próprio. Nesse sentido, ao longo do seu percurso académico, foi dando estrutura teórica e científica às suas ideias, o que lhe permitiu criar projetos que associam a escrita ao bem-estar emocional. A experiência artística permitiu-lhe um contacto diferenciado com o mundo das emoções, que, aliado a uma paixão pela escrita e à formação académica na área da Psicologia, levaram-no a desenvolver, nos últimos dois anos, atividades junto do público adolescente.

Em 2023, fundou o Clube de Poesia na Universidade Autónoma de Lisboa, dando início a um percurso de encontros de escrita criativa e expressão artística por todo o país.

  •  

Miguel Gameiro & Pólo Norte As canções que cruzam gerações

Photo: @copyright

Há canções que deixam de pertencer apenas a quem as escreveu e passam a fazer parte da vida de quem as ouve. Acompanham histórias de amor, momentos marcantes e atravessam gerações. Os Pólo Norte são um dos exemplos mais marcantes desse fenómeno na música portuguesa. Liderada por Miguel Gameiro, a banda marcou a década de 90 e, décadas depois, continua presente na memória e no coração de muitos portugueses. 

O Milénio Stadium esteve à conversa com o músico, que recordou o percurso dos Pólo Norte, a ligação emocional com o público, as mudanças na indústria da música e a nova digressão em formato acústico, que leva a banda a salas e auditórios de todo o país. Quando se fala dos Pólo Norte, é inevitável recordar temas como Grito, Aprender a Ser Feliz, O Teu Nome ou Lisboa. Canções com décadas de existência que continuam a ser cantadas por várias gerações. Qual será, afinal, o segredo para criar músicas capazes de resistir ao tempo? Miguel Gameiro admite não ter uma resposta concreta. Fala, antes, da forma como a banda sempre encarou a música: escrever com amor, compor com verdade, cantar com honestidade e tocar com entrega. É nessa autenticidade que, para o músico, reside a verdadeira magia: quando uma canção ultrapassa o estúdio, chega ao coração de alguém e passa a fazer parte da sua história. 

Saber que uma música esteve presente num casamento, numa história de amor ou num momento importante da vida de alguém é, para qualquer artista, motivo de orgulho. Esse vínculo torna-se particularmente evidente nos concertos, onde não é raro ver pais e filhos a cantar juntos os mesmos refrões. Apesar de os mais jovens terem hoje acesso a uma multiplicidade de novos estilos e tendências, a música transmitida em casa continua a manter vivos os clássicos do pop-rock português. É também essa ligação que ganha uma nova dimensão na atual digressão dos Pólo Norte, num formato mais acústico e intimista. Longe da dimensão dos festivais e das festas populares, os teatros e auditórios permitem uma relação mais próxima entre músicos e público. Há silêncio, escuta e atenção a cada nota. Para Miguel Gameiro, este formato coloca maiores desafios aos músicos, mas proporciona uma troca emocional única. 

Numa sala fechada, cada acorde, cada respiração e cada palavra ganham outra intensidade. É um palco que pode trazer uma maior sensação de vulnerabilidade, sobretudo no início, mas onde a resposta do público acaba por transformar cada concerto numa experiência especial. Muitas vezes, basta ouvir os primeiros acordes para surgirem os aplausos. Ao longo de três décadas de carreira, Miguel Gameiro teve ainda oportunidade de partilhar experiências com alguns dos grandes nomes da música portuguesa, como Jorge Palma e Luís Represas. Dessas relações, guarda aprendizagens que vão muito além da música: a humildade, o respeito pela profissão, o amor pela arte e, sobretudo, a importância de manter a verdade em palco. 

O músico recorda momentos em estúdio e conversas que contribuíram para moldar a sua visão sobre a profissão. Uma certeza permanece: a entrega e o respeito pela música devem estar sempre acima de qualquer sucesso passageiro. Também o panorama atual da indústria é muito diferente daquele que os Pólo Norte encontraram quando começaram, em meados dos anos 90. Naquela época, um álbum tinha tempo para crescer. Havia vários singles, apresentações, concertos e espaço para que as músicas conquistassem gradualmente o público e as rádios.

Hoje, a realidade é marcada pela velocidade das plataformas digitais e das redes sociais. Miguel Gameiro identifica ainda uma maior aposta em projetos a solo, num contexto em que manter uma banda exige tempo, ensaios, cumplicidade e maturidade elementos que nem sempre encontram espaço na indústria atual.

Ainda assim, o músico reconhece e valoriza os projetos da nova geração que continuam a apostar no conceito de banda e na criação coletiva. Afinal, a cumplicidade entre músicos é, para si, uma parte insubstituível daquilo que torna uma banda especial. E quanto ao futuro dos Pólo Norte? Miguel Gameiro garante que já não existe a preocupação de corresponder às exigências do mercado ou da rádio convencional. Se surgirem novas canções, serão feitas sobretudo a pensar em quem acompanha a banda há décadas. Depois de tantos anos de estrada, aquilo que continua a levar Miguel Gameiro ao palco é, afinal, algo simples: uma sala cheia, a energia do público e a possibilidade de deixar uma boa memória em quem está do outro lado. Que cada pessoa saia de um concerto com uma recordação feliz, uma reflexão ou simplesmente um sentimento positivo. É essa a ambição. E assim, entre canções que resistem ao tempo e novas histórias que continuam a nascer em cada concerto, Miguel Gameiro mantém-se fiel à música e ao público. Porque, tal como diz uma das canções mais emblemáticas dos Pólo Norte, a vida é também um caminho contínuo onde todos continuamos a aprender a ser felizes.

Paulo Perdiz/MS

  •  

Dua Lipa: A cantora e os livros

Credito: DR

Quatro meses depois da inauguração, a cantora Dua Lipa conheceu na Livraria Lello a biblioteca de 100 livros que criou em parceria com o Service95 Book Club. A ligação de Dua Lipa à literatura continua este mês em Londres, com vários encontros no London Literature Festival.

A cantora foi reconhecida pelos fãs que se encontravam à porta e parou para tirar fotografias com alguns deles, antes de entrar no espaço que já tinha escolhido como um dos seus destinos de passagem obrigatória. A presença na cidade acontece depois de uma passagem por Milão e quatro meses após a abertura da Manifesto Library, a 27 de junho. Apesar de ter estado envolvida na criação do projeto, Dua Lipa não participou na inauguração, integrada na programação do BABELL – Cidade dos Livros.

A relação com a histórica livraria portuense é especial. Em junho, numa parceria com o Google Maps, a artista incluiu a Lello numa lista de 130 lugares que considera de passagem obrigatória nas suas viagens. A seleção abrangia 47 países e tinha dois espaços portugueses: além da livraria no Porto, a Amor Records, em Lisboa. A Manifesto Library está instalada no novo auditório cultural da Livraria Lello, projetado por Álvaro Siza Vieira. Nas estantes estão 100 obras agrupadas em torno de temas como poder, controlo, voz e memória, entre títulos que foram proibidos ou censurados em diferentes contextos.

MS

  •  

Hipnose clínica: O que a ciência descobre quando espreita para dentro da mente

Credito: DR

Durante muito tempo, falar de hipnose era falar de espetáculo: pêndulos a oscilar, voluntários a fazer figuras em palco, a promessa de alguém capaz de controlar a vontade alheia. Essa imagem ainda persiste no imaginário coletivo, mas está cada vez mais longe do que os investigadores observam nos laboratórios e do que os profissionais de saúde fazem nos consultórios.

À luz da neurociência e das ciências do comportamento, a hipnose clínica tem vindo a ganhar um novo estatuto: o de ferramenta terapêutica credível, assente em mecanismos cerebrais e processos psicológicos que já é possível descrever com algum rigor. Segundo os especialistas, trata-se de um estado natural da mente, marcado por uma atenção intensamente focada, uma maior abertura à sugestão e alterações específicas na atividade do cérebro.

Há um mito que a investigação das últimas décadas tem desmontado com particular insistência: o de que a pessoa hipnotizada perde o controlo. Os estudos indicam precisamente o contrário. Trata-se de um processo ativo, em que o indivíduo se mantém consciente e participa de forma intencional na experiência.

Os exames de neuroimagem ajudam a perceber o que se passa durante o estado hipnótico. Os investigadores observam mudanças na forma como diferentes redes cerebrais comunicam entre si. Isto acontece sobretudo no córtex pré-frontal, ligado à atenção e à tomada de decisões, e na chamada rede de modo padrão (Default Mode Network), associada aos pensamentos sobre nós próprios. Abrange também as áreas responsáveis pela perceção e pela integração dos sentidos.

Na prática, explicam os cientistas, este padrão traduz uma maior facilidade em dirigir a atenção para dentro, deixando em segundo plano o ruído do mundo exterior. É nesse espaço que se torna mais fácil reinterpretar pensamentos e emoções. Por isso, há quem descreva a hipnose como um estado de elevada plasticidade mental.

No centro da hipnose está a sugestão terapêutica. Ao contrário do que se possa pensar, o paciente não a recebe passivamente. A sugestão funciona como um estímulo estruturado, capaz de influenciar a forma como se pensa, se percebe e se reage emocionalmente.

Com a repetição e com a experiência vivida em estado hipnótico, essas sugestões podem contribuir para alterar circuitos neurais. Este fenómeno é conhecido como neuroplasticidade. É aqui que reside, segundo os especialistas, a chave da mudança de comportamento: reformular hábitos, atenuar reações automáticas que prejudicam o dia a dia e desenvolver novas formas de autorregulação.

Aquilo a que antes se chamava, de forma algo vaga, “trabalhar o inconsciente” tem hoje uma explicação mais concreta. Trata-se da ativação de processos neurocognitivos que ajudam a pessoa a reorganizar-se por dentro.

Um travão para a ansiedade

A regulação emocional é um dos campos onde a hipnose tem mostrado resultados mais relevantes, sobretudo em casos de ansiedade, stress e dor crónica. A combinação de foco e sugestão dirigida parece modular a atividade da amígdala, a estrutura cerebral que está no centro das respostas ao medo e ao stress.

Ao mesmo tempo, reforça-se a atividade das regiões ligadas ao controlo executivo. Isso permite responder de forma mais consciente, e menos impulsiva, aos estímulos emocionais. Vivemos num tempo marcado pela sobrecarga e pela estimulação constante, e para muitos profissionais este equilíbrio entre reagir e controlar é essencial à saúde mental.

Os efeitos não ficam pela cabeça. A experiência hipnótica está associada a alterações fisiológicas mensuráveis. O coração abranda, os níveis de cortisol (a hormona do stress) descem e ativa-se o sistema nervoso parassimpático, responsável pelo repouso e pela recuperação do organismo. A respiração e a concentração interna desempenham aqui um papel importante.

Tal como outras abordagens mente-corpo, a hipnose reforça uma ideia que a ciência tem vindo a consolidar: a relação entre mente e corpo funciona nos dois sentidos. É possível influenciar processos físicos através de mecanismos psicológicos bem estruturados.

Um complemento, não um milagre

Hoje, a hipnose clínica é usada como complemento em várias áreas da saúde. Vai da gestão da dor às perturbações de ansiedade, e passa também pela insónia, pelos comportamentos aditivos e pela preparação para procedimentos médicos.

Os especialistas são, no entanto, claros num ponto: a hipnose não substitui os tratamentos médicos ou psicológicos convencionais. Pode, isso sim, potenciar os seus efeitos, desde que seja aplicada de forma adequada e por profissionais qualificados. Os resultados dependem de vários fatores, como a relação com o terapeuta, a motivação de quem procura ajuda e a consistência da prática.

Longe dos palcos, a hipnose revela-se, afinal, menos como um truque e mais como uma forma de chegar aos recursos que a própria mente já tem.

MS

  •  

“Presenças”: Artista Belga Verónique Sabban vai a Loulé para primeira Mostra fora do seu país

De 9 de outubro a 21 de novembro, a Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé, apresenta “Presenças”, da artista belga Véronique Sabban, sob curadoria de João Serrão.

A exposição marca a estreia da artista fora da Bélgica e reúne um arco temporal de três décadas de produção (1996–2026), focado na sua contínua e obsessiva investigação em torno do rosto humano.

Entre a pintura e a escultura, a mostra contrapõe o gesto visceral e fluido da pincelada sobre a tela ao processo físico e tátil de peças tridimensionais. Afastando-se da representação figurativa convencional, a artista toma o rosto como um território infinito, em que a matéria e a mancha dão corpo à interioridade e à vulnerabilidade da condição humana.

A exposição inaugura esta sexta-feira, 9 de outubro, às 18h, e pode ser visitada das 10h00 às 13h30 e das 14h30 às 18h00. A entrada é livre.

  •  

Rita Guapo vem à biblioteca municipal de Silves falar sobre educação e parentalidade consciente

No âmbito do projeto Matéria Prima, o Município de Silves, através do Setor da Juventude, promove no próximo dia 24 de outubro, entre as 10h00 e as 13h00, mais uma sessão do workshop de Educação e Parentalidade Consciente “A adolescência não é um cadilho nem um sarilho”, dinamizado por Rita Guapo.

A Psicóloga Rita Guapo regressa à Biblioteca Municipal de Silves para promover um espaço de reflexão sobre os desafios e as transformações inerentes ao processo de desenvolvimento na adolescência. A sessão irá abordar a importância de compreender o comportamento dos jovens, incentivando uma comunicação familiar mais significativa, assente em relações positivas e de maior conexão.

Partindo do princípio de que não existem fórmulas universais na missão de educar, este workshop convida pais, educadores e profissionais a aprofundar o seu conhecimento sobre as vivências e o sentir dos adolescentes, reconhecendo também o potencial desta fase de desenvolvimento.

A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição prévia obrigatória até ao dia 21 de outubro, através do link https://forms.gle/NkgvMFBdQimxdUUy7 . As vagas são limitadas.

Para mais informações, os interessados poderão contactar o Setor de Juventude da Câmara Municipal de Silves através dos telefones 282 440 800 ou 910 118 277, ou ainda pelo endereço de correio eletrónico juventude@cm-silves.pt.

Garanta já a sua inscrição!

  •  

Vila do Bispo celebra o Património Cultural Imaterial com iniciativa dedicada à pastorícia

O município de Vila do Bispo associa-se às comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial 2026, promovendo, no próximo dia 17 de outubro, pelas 15h00, a iniciativa “Os Pastores do Triângulo Vicentino: documentário & prova de queijo”, no Museu de Vila do Bispo -Celeiro da História.

 O evento integra dois momentos: a exibição do documentário Os Pastores do Triângulo Vicentino, de Patrícia Leal e Vera Abreu, produzido em 2023 pela AVONDE – Associação Cultural, com o apoio da Câmara Municipal de Vila do Bispo, e uma prova de queijo de cabra produzido artesanalmente pela Queijaria da Avó Deolinda, em Sagres.

O documentário acompanha o quotidiano de um conjunto de pastores do concelho, cuidadores de ovelhas, cabras e vacas, dando a conhecer a sua relação com os animais, as práticas diárias da atividade pastoril e as transumâncias.

Após a exibição, os participantes terão oportunidade de degustar queijo de cabra produzido por um dos intervenientes no documentário.

Com esta iniciativa, a autarquia pretende valorizar e divulgar o património cultural imaterial associado à pastorícia, dando visibilidade aos saberes e práticas tradicionais que integram a identidade do concelho e promover o encontro entre pastores e público, num momento de partilha de conhecimentos e experiências.

A participação na atividade é gratuita, mediante inscrição prévia até ao dia 11 de outubro, através do e-mail reservas.museu@cm-viladobispo.pt ou do telemóvel: 927 193 677 (chamada para rede móvel nacional).

  •  

Outubro traz dois festivais , muita música e uma estreia inesperada no Cineteatro Louletano

Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares, do lado de cá e de lá do Atlântico. Isto porque, neste mês, haverá duas peças com companhias vindas diretamente do Brasil, mais concretamente da Amazónia e de São Paulo.

E no dia 9, sexta-feira, há dança, com a junção da Companhia Maior e a do coreógrafo Victor Hugo Pontes. A peça chama-se “A esta hora, na infância neva” e é um espetáculo que cruza a infância e as gerações mais velhas e que conta com a participação de crianças previamente selecionadas, que irão “espelhar” os(as) intérpretes adultos(as) em alguns momentos. Na peça, os bailarinos mais velhos têm corpos que perdem força e velocidade, mas que ganham em definição e intenção. Em simultâneo, as gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos… 

No fim de semana, sábado e domingo, há duas peças vindas do Brasil, no âmbito do Festival Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, organizado pelo Teatrão. Sábado, dia 10, às 21h00, temos “O Avesso da Pele”, pelo Coletivo Ocutá, de São Paulo. A peça baseia-se no romance premiado de Jeferson Tenório (vencedor do prémio Jabuti 2021 na categoria Romance Literário). Conta a estória de um professor que é assassinado pela polícia, e a procura de um sentido, por parte do filho, numa busca pelo passado da família. 

Já no domingo, às 17h00, é a vez de “As Cores da América Latina”, peça que vem da Amazónia, da cidade de Manaus, com a Companhia Panorando. O espetáculo possui como norte três manifestações latino-americanas, a Fiesta de la Tirana (Chile), a Huaconada (Peru) e Cavalo-Marinho (Brasil) em intersecção com a Dança e o Teatro. Esta peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão. O Festival traz consigo três oficinas de participação, nos dias 8, 10 e 11, nas quais se poderá inscrever através do email cinereservas@cm-loule.pt. Mais informações no site do Cineteatro Louletano.

A 13 de outubro, cinema, com mais um filme do ciclo Filme Francês do Mês, organizado pela Alliance Française em colaboração com o CTL. O título é “Grand Paris”, de Martin Jauvat (2022). Conta a estória de Leslie, um jovem parisiense que vive nos subúrbios, e do seu amigo, Renard. Ambos entram numa aventura, com a descoberta de um misterioso objeto que lhes dá dinheiro rapidamente. É no Auditório do Solar da Música Nova, às 21h00. 

À mesma hora, ali ao lado, no Palácio Gama Lobo, entre as 19h00 e as 21h00, decorre a oficina “Experimenta Criar (Invenção da Natureza)”, pela Gira Sol Azul. A oficina parte de conceitos científicos, filosóficos e históricos sobre a natureza e propõe exploração sonora e criação musical coletiva. É dirigida a todas as pessoas do setor da Educação e ao público em geral.  Inscrições pelo email cinereservas@cm-loule.pt

  •  
❌