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Homem preso por engano deve receber R$ 30 mil de indenização do Estado pernambucano

Antônio Severino de Souza, de 40 anos, foi preso no próprio local de trabalho, em um hospital do Recife, por crimes que não cometeu. Depois de passar 12 dias encarcerado, ele conseguiu a liberdade e agora tem direito a receber R$ 30 mil por danos morais, conforme sentença da Justiça de Pernambuco. O governo estadual, no entanto, recorreu da decisão.

Auxiliar de serviços gerais terceirizado no Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, na zona oeste da capital pernambucana, Souza foi detido em 9 de janeiro de 2025. A prisão ocorreu diante de colegas de trabalho, superiores, pacientes e visitantes. No dia seguinte, ele foi levado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife.

O período na unidade prisional deixou marcas. Em relato sobre os dias de encarceramento, Souza descreveu as condições da cela onde ficou com outros detentos.

“Cheguei naquele lugar, com 183 homens dentro de uma cela. Eu dormi no chão, deitava lá no chão, no esgoto, a água caindo em mim”, contou.

Investigação confundiu dois homens

A prisão teve origem em uma investigação sobre um ataque a tiros ocorrido em 15 de dezembro de 2022, no bairro de Nova Descoberta, na zona norte do Recife. Segundo a denúncia do Ministério Público de Pernambuco, dois homens armados atiraram contra duas pessoas durante uma disputa territorial ligada ao tráfico de drogas. Uma delas morreu e a outra ficou ferida.

Souza foi apontado como um dos autores dos disparos e associado ao apelido de “João Capeta”. Ao contestar a prisão, sua defesa alegou que a investigação o havia identificado equivocadamente como suspeito dos crimes.

Após ser provocada pela defesa, a Polícia Civil produziu um relatório que reconheceu a possibilidade de a vítima sobrevivente ter confundido Souza com o verdadeiro suspeito. O documento identificou semelhanças entre os dois homens, incluindo características físicas e o fato de morarem na mesma comunidade.

Outro ponto destacado foi a semelhança entre os nomes das mães dos dois, que se diferenciavam pela presença do sobrenome “Silva” em um deles. Segundo o relatório policial, porém, o verdadeiro suspeito tinha qualificação e histórico diferentes dos de Souza.

Ele deixou a prisão em 21 de janeiro de 2025. Ao recordar o momento, descreveu a soltura como um recomeço.

“Foi como se eu nascesse de novo, voltasse ao mundo novamente”, afirmou. Ele também disse que, mesmo sabendo que era inocente, chegou a perder a esperança de sair da cadeia.

Justiça reconhece danos morais

A sentença foi assinada em 28 de setembro pelo juiz Breno Duarte Ribeiro de Oliveira, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, vinculada ao Tribunal de Justiça de Pernambuco. O magistrado considerou que a prisão indevida provocou danos que ultrapassaram os transtornos comuns do cotidiano.

Na decisão, ele destacou o constrangimento de Souza ter sido detido diante de outras pessoas no trabalho e depois encaminhado a uma unidade prisional.

O trabalhador havia pedido R$ 500 mil de indenização por danos morais. O juiz, entretanto, considerou o valor desproporcional e fixou a reparação em R$ 30 mil. Entre os fatores considerados estava o reconhecimento do erro pela autoridade estatal após a defesa questionar a prisão.

O Estado de Pernambuco sustentou no processo que a medida havia sido baseada em informações fornecidas pela vítima sobrevivente à polícia. Argumentou ainda que a atuação ocorreu no exercício regular das funções policiais e judiciais, sem abuso de poder ou intenção de causar dano.

Governo recorre da condenação

A Procuradoria-Geral do Estado apresentou recurso em 13 de outubro. Na apelação, defendeu que a investigação foi corrigida pela própria Polícia Civil e que eventuais equívocos na coleta de indícios não significam, por si só, que houve conduta passível de indenização.

O órgão afirma que a prisão não decorreu de dolo, má-fé ou erro grosseiro indenizável. A Secretaria de Defesa Social informou que a Corregedoria-Geral instaurou um procedimento preliminar para apurar o caso.

Além dos efeitos emocionais, Souza afirma que a prisão teve consequências na vida profissional. Ele foi demitido em abril de 2026 e acredita que o desligamento está relacionado ao período em que ficou preso.

Desempregado, diz que deseja voltar a trabalhar com carteira assinada e recuperar a estabilidade para sustentar os filhos. Sua defesa também avalia recorrer da sentença para tentar elevar o valor da indenização.

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PF apreende joias e sacolas de dinheiro em operação que prende família de Oruam

A Polícia Federal apreendeu cofres com joias, sacolas de dinheiro e outros bens durante a Operação Backbone, deflagrada no Rio de Janeiro. A investigação apura um esquema ligado ao Comando Vermelho (CV), que, segundo a PF, impunha o monopólio do fornecimento de internet em comunidades por meio de ameaças e armas de fogo.

Imagens divulgadas pela corporação mostram sacolas cheias de dinheiro encontradas na casa de um investigado em Tomás Coelho, na Zona Norte do Rio. Em outro endereço, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, os policiais apreenderam dinheiro em espécie, duas pistolas, joias, relógios de alto luxo, um veículo, celulares e documentos.

Entre os alvos da operação estão o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP e pai do rapper Oruam, a esposa dele, Márcia Gama, e o filho, Lucas Santos Nepomuceno. Um investigado apontado como beneficiário de uma das empresas provedoras de internet ligadas ao esquema foi preso preventivamente. Até o momento, a PF não divulgou o valor total dos bens e do dinheiro apreendidos.

Vídeo: Redes sociais

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Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira (20)

A cinco dias da votação que definirá a Presidência da República, começa a valer nesta terça-feira (20) uma regra que limita a prisão de eleitores no Brasil. A medida, prevista na legislação eleitoral, permanece em vigor até 27 de outubro e tem a finalidade de evitar que detenções interfiram na participação dos cidadãos no pleito de domingo (25/10).

A garantia está estabelecida no artigo 236 do Código Eleitoral e se aplica às pessoas aptas a votar. Durante esse intervalo, uma ordem de prisão não pode ser executada livremente, mas a legislação prevê três situações em que a detenção continua permitida: quando há flagrante delito, em caso de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou diante de desrespeito a salvo-conduto.

O período de proteção também varia conforme a função exercida na eleição. Para os candidatos, a restrição começa 15 dias antes da votação e se estende até 48 horas depois do pleito. Nesse caso, a única exceção prevista é a prisão em flagrante delito.

Já para mesários e fiscais de partido, não existe uma contagem específica de dias de proteção antes e depois da eleição, como ocorre com os eleitores e candidatos.

Eleição presidencial será decidida neste domingo (25)

O calendário eleitoral chega à etapa final com a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT), atual presidente, e Flávio Bolsonaro (PL), senador que concorre ao Palácio do Planalto. Os dois avançaram para o segundo turno após a votação realizada em 4 de outubro.

Na primeira etapa, Flávio terminou à frente em número de votos, com 56.104.503, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.879.538 votos, correspondentes a 45,16% do total válido.

Agora, os candidatos concentram esforços para ampliar suas bases eleitorais. Uma das frentes é buscar o apoio de quem votou nos concorrentes que ficaram de fora do segundo turno. Também estão no radar os eleitores que anularam o voto, escolheram a opção em branco ou não compareceram às urnas no primeiro turno.

A nova votação será realizada neste domingo (25), quando os eleitores escolherão entre os dois candidatos para definir o próximo presidente da República.

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Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos

O mar em frente a uma favela em Salvador foi o cenário da última foto de Vilma Alves de Oliveira com seu filho, João Vitor, assassinado em 2023, aos 20 anos.

“Nenhuma mãe está preparada para perder um filho, muito menos dessa forma. Meu filho teve a vida ceifada pela polícia, o braço armado do Estado”, afirma, no complexo do Nordeste de Amaralina, essa mulher negra, de 49 anos, que há três anos busca justiça.

Vilma Alves de Oliveira, cujo filho Joao Vitor foi morto no complexo Nordeste de Amaralina e que afirma que ele foi baleado pela polícia, mostra uma fotografia dele em seu celular em Salvador | Foto: Amanda Cotrim/AFP

Esse bairro de ruas íngremes é um dos epicentros da violência policial no estado da Bahia, onde em 2025 houve 1.570 mortes em operações das forças da lei contra o crime, o número mais alto do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Praticamente nenhuma foi levada à Justiça.

O pizzaiolo João Vitor tinha saído para tomar uma cerveja com um amigo quando, segundo testemunhas, a polícia chegou atirando. As imagens das câmeras de segurança desapareceram, as testemunhas desistiram de depor por medo e nunca foi realizada a perícia balística, relata Alves de Oliveira, hoje desempregada.

“É a minha palavra contra a deles. Mas eu vou continuar lutando pela verdade e por justiça pelo que fizeram com meu filho”, afirma a uma jornalista da Agence France-Presse (AFP) essa mulher de voz firme, que até hoje não consegue passar pela rua onde o filho morreu.

A insegurança é uma das principais preocupações dos brasileiros diante do segundo turno presidencial de 25 de outubro, entre o candidato à reeleição, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, e seu rival, o conservador Flávio Bolsonaro.

Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos
Vilma Alves de Oliveira, Elisângela Souza Santos e Rita Cássia afirmam que familiares foram mortos durante operações policiai | Foto: Amanda Cotrim/AFP

“Mulheres de bandidos”

Cerca de 80 mil pessoas vivem no Nordeste de Amaralina, de maioria negra e cujo domínio é disputado por facções criminosas.

A violência policial é atravessada pelo “racismo estrutural” no Brasil, diz à AFP a advogada Bianca Souza, do Instituto Odara, que presta assessoria às famílias. “O jovem negro e da periferia é alvo histórico” das operações policiais, afirma.

Mais de 80% dos mortos em operações em 2025 no país eram negros, em sua maioria homens entre 15 e 29 anos, segundo o Anuário.

Nesta favela, a luta contra a letalidade policial é liderada por mulheres, que se apoiam mutuamente. Rita Cássia Souza dos Santos, empregada doméstica de 59 anos, espera há treze anos o julgamento de três policiais acusados de matar seu único filho, Carlos Alberto, em 2013, quando ele tinha 21 anos.

“A polícia tentou sujar o nome do meu filho e ligá-lo ao tráfico para justificar a morte dele”, afirma, e denuncia que elas também são atacadas pelos próprios agentes. “Eles nos insultam, nos ofendem, dizem que somos ‘mulheres de bandidos'”, diz.

Consultada pela AFP, a Polícia Militar da Bahia não respondeu.

Mulheres negras da Bahia lutam por justiça após perder filhos e maridos
Rita Cassia, mãe de Carlos Alberto, afirma que o filho foi morto pela Polícia Militar da Bahia durante operação policial no complexo Nordeste de Amaralina em 2013. Na ocasião, ela mostra fotografias de seu filho em Salvador | Foto: Amanda Cotrim/AFP

Medo da polícia

“São as mulheres, em sua maioria mulheres negras, que cobrem os corpos de seus familiares, vítimas da letalidade policial, e são elas que se organizam em busca de verdade, justiça, reparação e mudanças nas políticas”, afirma Bianca Souza.

Seu ativismo contribuiu para que esteja em tramitação na Bahia o projeto de lei Ana Luiza, que prevê assistência médica, econômica e psicológica para as vítimas de operações policiais. Leva o nome de uma jovem de 19 anos assassinada durante uma operação em Salvador.

Elisângela Souza Santos, de 37 anos, fala com a voz baixa. Seu olhar reflete indignação ao recordar que estava grávida quando policiais invadiram sua casa e mataram seu marido, Marivaldo, de 29 anos, há seis anos. “Tenho mais medo da polícia do que dos traficantes”, diz.

“Ruim com Lula, pior sem Lula” –

O presidente Lula, cujo Partido dos Trabalhadores governa a Bahia há 20 anos, promete criar um Ministério da Segurança Pública e enfraquecer as facções criminosas atacando sua base econômica.

Flávio Bolsonaro, inspirado no presidente salvadorenho Nayib Bukele, defende uma política de mão de ferro e a classificação das grandes facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.

“Não confio em nenhum político. Mas, se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, nossa situação vai piorar muito. Já vimos como foi com o pai. Ruim com Lula, muito pior sem Lula”, diz Elisângela.

A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou sobre um plano para implementar 1.300 câmeras corporais para controlar a atuação policial. Confirmou que não oferece assistência social às vítimas da letalidade dos agentes. (Amanda COTRIM/AFP)

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, houve 1.570 mortes decorrentes de operações de agentes da lei no estado em 2023, o maior número do país
Elisangela Souza Santos, viúva de Marivaldo, que ela afirma ter sido morto dentro de casa durante uma operação policial no complexo de Nordeste de Amaralina em 2010 | Foto: Amanda Cotrim/AFP

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Fred Bruno é atingido por tiro de raspão em confusão com deputado em boate de SP

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) foi detido após um disparo de arma de fogo durante uma confusão na boate Santo Cupido, no Itaim Bibi, em São Paulo, na madrugada desta segunda-feira (19). O episódio deixou ferido o jornalista e apresentador Fred Bruno, atingido de raspão no pé. Ele passa bem e, conforme o relato, optou por não registrar queixa contra o responsável pelo disparo.

Informações do boletim de ocorrência apontam que o desentendimento teria começado após o parlamentar importunar mulheres que estavam na casa noturna. Outros frequentadores teriam reagido à conduta e repreendido Aguiar, dando início à confusão.

O documento policial também descreve o deputado como estando em “estado de exaltação” e registra que ele representava risco à própria integridade física ou à de outras pessoas.

À polícia, foram apresentadas duas versões para o disparo. Uma delas aponta que o deputado teria sacado a arma durante o desentendimento. A outra versão indica que ele teria caído e, com isso, provocado um disparo acidental. A dinâmica do ocorrido ainda deverá ser esclarecida.

Deputado foi liberado após registro da ocorrência

Após o episódio, Aguiar foi encaminhado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, onde a ocorrência foi registrada. Embora tenha sido detido em flagrante, ele deixou a delegacia ainda durante a madrugada. A imunidade parlamentar foi apontada como motivo para que ele não permanecesse preso.

A arma utilizada no episódio foi apreendida e passará por perícia. Um carro que seria do deputado também foi recolhido para análise. O veículo estava com uma placa oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Antes de comparecer à boate, Marcelo Aguiar havia participado de uma manifestação convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), na Avenida Paulista, também na capital paulista.

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Internações de adolescentes caem 54,5% em dez anos no Brasil

A quantidade de adolescentes internados em estabelecimentos socioeducativos fechados caiu mais da metade nos últimos dez anos. O debate sobre redução da maioridade penal de 18 para 16 anos ganhou força na última semana, com o governo Lula (PT) aderindo publicamente à ideia às vésperas da votação do segundo turno das eleições.

Eram 26,8 mil menores de idade nessas condições em 2015. Em 2025, apontam dados agregados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o número caiu para 12,2 mil, redução de 54,5%.

Os dados consideram adolescentes em regime de internação, internação provisória, internação sanção, semiliberdade e medida protetiva. O Fórum observa que a redução de internados ocorre ano a ano desde 2016, e teve certa estabilidade entre 2023 e 2025 (2,5% de alta entre 2023 e 2024, e 1,2% entre 2024 e 2025).

A internação em estabelecimento socioeducativo, como a Fundação Casa, em São Paulo, é a medida mais grave prevista no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Além dos casos provisórios, a internação pode ser aplicada em três circunstâncias: quando o ato é cometido mediante violência ou grave ameaça, nos casos de reincidência ou de descumprimento de medida anteriormente imposta, como prestação de serviços à comunidade.

Os dados por estado apontam que quase metade da população de adolescentes internados está em São Paulo, com 5.200 em 2025. O Rio de Janeiro aparece em segundo no ranking, com 966. Em termos proporcionais à população, a taxa é mais elevada no Acre (134,3 por 100 mil habitantes), Espírito Santo (119,4) e Distrito Federal (102,1).

A maior parte, conforme o Levantamento Nacional do Sinase, citado pelo Fórum, é formada por meninos, (93,4%). O dado aponta que 73,7% dos adolescentes se autodeclaram negros.

É uma medida adotada em casos graves e sobretudo quando o ato infracional é análogo a um crime considerado hediondo, como homicídio qualificado, feminicídio, latrocínio ou a tentativa dele, entre outros.

A retração de internações, portanto, pode significar que há menos adolescentes cometendo atos graves ou sendo responsabilizados por eles.

A legislação hoje não permite que menores de 18 anos sejam encaminhados a presídios comuns.

“Os atos infracionais com maior incidência entre os adolescentes que cumprem medida em meio fechado são roubo (29,1%) e tráfico de drogas (27,9%), atos relacionados à obtenção de bens ou renda”, aponta Thais Carvalho, consultora do Fórum em texto que acompanha o anuário de 2026.

“Ainda que a população esteja vivenciando um contexto de medo guiado pela percepção de insegurança e, por isso, busque soluções alinhadas à mais punição, como a redução da maioridade penal, não estamos diante de um cenário em que adolescentes e jovens sejam os principais autores de crimes violentos e de situações de vulnerabilidade. Pelo contrário, eles comumente são as principais vítimas”, acrescenta.

Lula defende redução da maioridade penal para crimes hediondos

Lula em entrevista na TV Globo discute sobre a redução da maioridade penal | Foto: Reprodução/TV Globo

Na quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se disse favorável à redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

A afirmação do petista veio ao mesmo tempo em que o governo tenta evitar uma derrota na PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, que seria votada no Senado nesta quinta, mas acabou adiada.

A oposição tenta emplacar no texto uma emenda do senador Rogério Marinho (PL-RN) que reduz a maioridade para 16 anos no caso de crimes comuns e para 14 nos crimes hediondos.

O PT ensaiou apoiar a redução da idade mínima à responsabilização penal, mas acabou inicialmente desautorizado pelo governo. No mesmo dia, na quinta, em entrevista à TV Globo, Lula acenou com apoio à medida.

“Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que para todo e qualquer crime hediondo, eu sou a favor de reduzir a maioridade”, disse o petista.

O problema, segundo ele, é que “a PEC não estava discutindo isso”. A chamada da PEC da Segurança é voltada à discussão da definição dos órgãos estatais no campo da segurança pública, com o governo federal buscando mais espaço para agir em áreas que hoje competem a municípios e estados.

Mudança de posição ocorre às vésperas do segundo turno

A redução da maioridade é uma pauta que o presidente historicamente criticou.

Em 2007, ele afirmou ser mais barato e efetivo manter jovens na escola do que na cadeia. Em 2015, por sua vez, disse que apoiar a redução da maioridade equivaleria a cometer um crime contra o futuro do país. A guinada se dá no contexto eleitoral, com a disputa do segundo turno.

Lula tentará uma recondução à cadeira do Palácio do Planalto no próximo domingo (25) após ter largado atrás do adversário Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.

“A esquerda brasileira sempre foi refratária a duas coisas na área criminal: redução da maioridade e aumento de penas. O fator eleitoral altera essa posição”, diz o advogado Lenio Streck, professor de direito da Unisinos (Universidade do Vale do Rio Sinos).

A mesma avaliação faz o advogado Daniel Gerber, mestre em processo penal, para quem a guinada a favor da proposta trata “muito mais de uma movimentação eleitoral do que de uma iniciativa voltada à segurança pública”.

“Talvez, em benefício da dúvida, o partido tenha se dado conta de que suas bandeiras, neste específico assunto, já não dialogam com a sociedade”, afirma. Pesquisa Datafolha mostra que oito em cada dez brasileiros concordam com a redução da maioridade penal.

Especialista aponta problemas na proposta

Gerber vê problemas de outra natureza na ideia de se reduzir a maioridade apenas para determinados crimes. Segundo ele, uma medida nesse sentido “fere todo e qualquer princípio da teoria geral do crime”.

“É inviável imaginarmos que uma pessoa seja apta a ser punida por crimes extremamente graves, mas não por crimes menores. A responsabilidade penal repousa na consciência da ação praticada”, afirma.

“Ou ele tem consciência e responde por qualquer ato que pratique ou a consciência não está completa e não pode responder por nenhum”, diz. (André Fleury Moraes/FOLHAPRESS)

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Goiânia e região metropolitana têm previsão de chuva e risco de tempestades

Goiânia e municípios da Região Metropolitana podem registrar pancadas de chuva e tempestades isoladas neste domingo (18/10), segundo previsão do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo). O alerta prevê possibilidade de chuvas de intensidade moderada a forte, rajadas de vento acima de 60 km/h, descargas elétricas e eventual queda de granizo.

Na capital, a previsão é de sol com variação de nebulosidade e possibilidade de chuva ao longo do dia. A temperatura máxima pode chegar a 32°C, enquanto a umidade relativa do ar deve variar entre 45% e 95%.

O Cimehgo alerta para a possibilidade de volumes de chuva entre 20 e 40 milímetros por hora ou até 60 milímetros por dia, além de ventos intensos. As condições meteorológicas podem mudar rapidamente e provocar alagamentos, queda de árvores e danos à infraestrutura urbana.

O risco de tempestades também abrange outros municípios goianos. De acordo com o boletim elaborado no sábado (17/10), há risco potencial em 78 dos 246 municípios do estado, incluindo Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade, Goianira, Águas Lindas de Goiás, Valparaíso de Goiás e Santo Antônio do Descoberto.

A orientação é que a população acompanhe os avisos meteorológicos e redobre a atenção durante as pancadas de chuva, especialmente em áreas sujeitas a alagamentos e durante rajadas de vento.

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Corpo encontrado em reservatório da Saneago em Goiânia é identificado

A Polícia Científica identificou o corpo do homem encontrado na tarde desta sexta-feira (16/10) em um reservatório da Saneago, no Setor São Domingos, em Goiânia. Trata-se de Diogo Gomes de Brito, de 37 anos.

Segundo o Corpo de Bombeiros, Diogo mergulhou no local e não voltou à superfície. As equipes chegaram ao reservatório e encontraram o homem submerso em uma área a cerca de três metros de profundidade. A equipe náutica fez as buscas e localizou o corpo sem vida.

O corpo foi recolhido pela Polícia Científica e passou por necropsia ainda na sexta-feira (16/10). O exame confirmou a identificação.

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Motociclista tenta empinar moto e atinge traseira de carro; veja vídeo

Um motociclista tentou empinar a moto em uma avenida, mas perdeu o controle e bateu em cheio na traseira de um carro. O impacto amassou parte da lataria e quebrou o vidro traseiro do veículo.

As imagens mostram o motociclista próximo ao automóvel antes da colisão. A gravação registra o momento em que a manobra termina na batida.

Até o momento, não há informações sobre possíveis feridos nem sobre a identidade do motociclista. O local e a data do acidente também não foram informados.

Vídeo: @vnovaez

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Base da PM Ambiental é atacada a tiros após confronto com duas mortes em Guarujá

Uma base da Polícia Militar Ambiental foi atacada a tiros na noite de sexta-feira (16), em Guarujá, no litoral paulista, após uma ação policial que deixou dois mortos na comunidade Santa Rosa. Um terceiro homem, apontado pela PM como autor do ataque, foi baleado e socorrido.

Os disparos atingiram uma viatura e o muro da instalação, na avenida Manoel da Cruz Michael, no bairro Vila Santa Rosa. Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A Folha de S.Paulo procurou a Secretaria da Segurança Pública para esclarecer as circunstâncias das ocorrências, mas não recebeu resposta até a publicação deste texto.

Confronto deixou dois mortos

A PM afirma que equipes da Força Tática do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior patrulhavam a comunidade quando encontraram homens armados e houve confronto.

Dois suspeitos foram baleados. Um deles, de 23 anos, foi socorrido pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levado ao Hospital Santo Amaro, mas não resistiu. O outro, de 18 anos, teve a morte constatada no local.

A corporação informou ter apreendido duas pistolas, uma de calibre .40 e outra de calibre 9 mm com numeração raspada, além de uma mochila com entorpecentes.

Homem foi baleado após ataque à base

Após essa ação, um homem passou em frente à base da Polícia Ambiental e efetuou os disparos, ainda de acordo com a PM. Ele teria fugido em direção à comunidade e sido localizado por uma equipe que prestava apoio ao policiamento ambiental.

Na versão da corporação, o homem tentou atirar contra os agentes e foi baleado. Ele foi socorrido com vida pelo Samu e encaminhado para atendimento médico. Não havia informações sobre seu estado de saúde.

Os policiais afirmam ter apreendido com ele uma pistola Glock G17, calibre 9 mm, com numeração raspada.

Os locais das duas ocorrências foram preservados para perícia, e os casos foram apresentados à Polícia Civil. A PM também instaurou inquéritos policiais militares para apurar as circunstâncias das intervenções.

Em nota, a corporação afirmou que a região tinha barricadas, pichações alusivas ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e estruturas utilizadas para dificultar a atuação policial.

Ataque em agosto

A base da 1ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Militar Ambiental também foi alvo de disparos em 14 de agosto. O ataque ocorreu horas após a morte de um suspeito de 19 anos em um confronto com policiais militares no bairro Santa Rosa, segundo a PM. (Bárbara Sá/FOLHAPRESS)

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Globo enfrenta críticas após almoço de Flávio Bolsonaro com cúpula da emissora

A TV Globo passou a receber críticas nas redes sociais após o almoço reservado entre Flávio Bolsonaro (PL) e os principais executivos da emissora, realizado nesta sexta-feira (16/10), no Rio de Janeiro. Internautas questionaram a imparcialidade do canal e levantaram suspeitas de possível favorecimento ao senador, adversário político de Lula (PT).

O encontro ocorreu na sede da emissora, no bairro Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo informações da coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o presidenciável compareceu acompanhado do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral de sua campanha, e de um assessor de imprensa.

A reunião marcou o segundo almoço de Flávio Bolsonaro com integrantes da cúpula da Globo. O primeiro aconteceu antes do início oficial da campanha eleitoral, como parte de uma agenda de aproximação do senador com grandes veículos de comunicação. Na noite desta sexta-feira, ele será entrevistado pelo Jornal Nacional.

A sabatina de Lula ocorreu na quinta-feira (15/10). Segundo auxiliares do presidente, o petista não recebeu convite para participar de um almoço semelhante com os executivos da emissora. A diferença entre as agendas ampliou os questionamentos de internautas sobre a equidade no tratamento dos presidenciáveis pela empresa.

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Mulher reza durante pouso de avião e reação diverte internautas. Assista ao vídeo

Ingrid Solly registrava a primeira viagem de avião de uma amiga quando a reação da passageira durante o pouso roubou a cena. Ao sentir o balanço da aeronave, a mulher se agarrou à poltrona e começou a rezar.

Enquanto a passageira demonstrava nervosismo, as amigas não conseguiam conter as risadas diante da situação inesperada.

A gravação divertiu os passageiros e ganhou repercussão nas redes sociais, onde a reação espontânea da mulher chamou a atenção dos internautas.

Vídeo: @ingridsolly

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Lula assume responsabilidade por dificuldade de comunicação do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a responsabilidade pela dificuldade de compreensão da sociedade sobre os resultados de seu governo. A declaração ocorreu durante sabatina promovida pela TV Globo nesta quinta-feira (15/10). Questionado pela jornalista Renata Lo Prete sobre a rejeição à sua gestão, Lula afirmou: “Se quando as coisas dão certo, sou eu que ganho, quando elas não dão certo, sou eu que perco”. O petista também lamentou a dificuldade de comunicar melhor as ações do governo.

Lula defendeu sua articulação com o Congresso Nacional. Ele afirmou que aprovou 99% das propostas de sua gestão e contou com o apoio de diferentes partidos. Segundo o presidente, uma base ampla é essencial para garantir a governabilidade.

Apesar do cenário eleitoral, Lula demonstrou confiança na vitória no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O presidente participou da sabatina e respondeu a perguntas de jornalistas.

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Instituto Justina realiza oficina e apresenta espetáculo 1888

O Instituto Justina realiza a oficina gratuita “Palavras Necessárias” com a dramaturga boliviana Claudia Eid Asbún neste sábado (17/10), das 14h às 18h. O espetáculo “1888” será apresentado gratuitamente nos dias 22, 23 e 24 de outubro, em três espaços culturais de Aparecida de Goiânia.

O espetáculo “1888” será apresentado gratuitamente nos dias 22, 23 e 24 de outubro, em três espaços culturais de Aparecida de Goiânia. Com atuação e dramaturgia da atriz goiana Takaiúna e direção da dramaturga boliviana Claudia Eid Asbún, a circulação integra o projeto Temporada 1888 – Dramaturgia Afro-Latinoamericana.

No dia 17 de outubro, sábado, das 14h às 18h, o Instituto Justina oferece a oficina gratuita Palavras Necessárias, ministrada por Claudia Eid, na sede do instituto. A iniciativa contempla ainda a publicação da dramaturgia em livro, com distribuição gratuita. O projeto foi aprovado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás (FAC-GO), por meio do Edital Cultura Negra e Periférica de Goiás – Tradição, Arte e Identidade.

Mais do que revisitar o ano que dá nome ao espetáculo, “1888” lança um olhar sobre aquilo que a abolição formal da escravidão não foi capaz de encerrar. A montagem parte de memórias afro-brasileiras e latino-americanas para investigar a permanência das estruturas escravocratas, as violências que atravessam a existência de mulheres negras e as formas de resistência preservadas pela ancestralidade.

No centro da narrativa está Justina, uma mulher negra e curandeira que vive no Brasil de 1888. Entre ervas, rezas, lembranças e silêncios, a personagem carrega experiências que ultrapassam sua própria existência. Em cena, Justina conversa com um bebê sobre a vida e a liberdade. A música, a dança e a presença física da atriz conduzem uma narrativa em que o tempo deixa de obedecer à cronologia.

Criado em 2022, o espetáculo nasceu de um processo de formação e investigação dramatúrgica desenvolvido por Takaiúna em parceria com Claudia Eid Asbún. Durante a pesquisa, Takaiúna desenvolveu o conceito de “elementos-pontes”, expressão utilizada para identificar elementos cênicos que compartilham uma cosmologia comum em diferentes territórios da América Latina. O trabalho já circulou por festivais, universidades, Pontos de Cultura e espaços culturais comunitários da América Latina e do continente africano.

A presença de Claudia Eid Asbún em Aparecida de Goiânia vai além da direção do espetáculo. A oficina Palavras Necessárias propõe uma investigação sobre os caminhos da escrita para o teatro. A atividade parte das estruturas clássicas da dramaturgia e avança em direção a formas contemporâneas de construir narrativas. Um dos pontos centrais é a identificação dos chamados detonadores criativos: experiências, percepções e inquietações pessoais capazes de impulsionar a criação artística.

Dramaturga, diretora, atriz e jornalista, Claudia Eid Asbún está à frente da companhia independente El Masticadero, fundada em 2005, na Bolívia. Também dirige a Oficina Permanente de Teatro da Universidade Privada Boliviana (UPB), em Cochabamba. Sua produção dramatúrgica integra publicações na Bolívia, Espanha, Argentina e Cuba.

Outro desdobramento da temporada é a publicação de “1888” em formato de livro, que será distribuído gratuitamente a escolas, bibliotecas e Pontos de Cultura. A iniciativa amplia o alcance do projeto ao permitir que a dramaturgia continue circulando para além das apresentações.

A escolha dos espaços que recebem a temporada está diretamente relacionada à trajetória do Instituto Justina, organização sediada em Aparecida de Goiânia que desenvolve, desde 2015, atividades de formação, pesquisa, intercâmbio e circulação artística. Reconhecido como Ponto de Cultura em 2019, o Instituto teve sua metodologia “Dramaturgias Emergentes” reconhecida como Tecnologia Social pelo Banco Ibero-americano de Saberes, em 2022. Em 2026, passou à condição de Pontão de Cultura.

Oficina gratuita: 17 de outubro (sábado), das 14h às 18h, na sede do Instituto Justina. Apresentações gratuitas: 22 de outubro (quinta-feira), às 19h30, na sede do Instituto Justina; 23 de outubro (sexta-feira), às 14h, no CENFI; 24 de outubro (sábado), às 19h30, no Ponto de Cultura Rosa dos Ventos. Classificação indicativa: 18 anos.

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Vorcaro editava reportagens do Metrópoles antes da publicação, diz UOL

A direção do portal Metrópoles submetia a Daniel Vorcaro reportagens antes de serem publicadas, atendia pedidos dele de edição nos textos e sugeria matérias que pudessem favorecer os negócios do Master. As informações constam em mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) no celular do ex-banqueiro. Pelo menos 14 textos do site foram enviados previamente a Vorcaro, e 11 deles foram alterados após pedidos feitos por ele. Há também registros de duas reportagens publicadas a pedido do dono do Master.

A linha direta entre Vorcaro e a CEO do grupo Metrópoles, Lilian Tahan, foi estabelecida em 2024, mesmo ano em que o Master fechou um contrato de publicidade de R$ 20 milhões com o portal. Em abril de 2025, ao enviar um perfil sobre Vorcaro, Tahan escreveu: “Se tiver alguma incorreção, me avise!! Não publicarei sem nos falarmos”. Questionada sobre o envio de textos para Vorcaro ler, Lilian respondeu que “checar com a fonte se a matéria reflete o contexto passado para o veículo é uma prática que adoto com personalidades empresariais, da política e do Judiciário”.

Diálogos mostram que o banqueiro orientou e editou reportagens contra Renato Gomes, diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central que apertou a fiscalização sobre o Master. Em uma das conversas, Tahan encaminhou a Vorcaro o texto de uma reportagem e perguntou: “Me diga o que acha!”. O banqueiro respondeu com sugestões de alterações, incluindo retirar menção à falência do banco e incluir informações sobre supostas divergências dentro do BC. Uma hora depois, Tahan devolveu o texto com as alterações sugeridas e avisou que seria publicado.

Mensagens também revelam negociações entre Tahan e Vorcaro sobre o patrocínio das transmissões do Campeonato Brasileiro da Série D pelo portal. A CEO apresentou o projeto ao banqueiro, que respondeu: “Pode contar comigo sempre”. Em julho, o Metrópoles anunciou acordo com a CBF para transmissão dos jogos, e o patrocínio foi firmado com o Will Bank, instituição vinculada ao Grupo Master.

Lilian Tahan afirma que o contrato de publicidade do Master com o Metrópoles não tinha nenhuma relação com a cobertura de interesse do banco. “Basta ver a quantidade de matérias publicadas pelo Metrópoles expondo a situação das empresas de Vorcaro, tais como Banco Master, Ambipar, Fictor, Oncoclínicas dentre outras”, declarou.

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Elenco de “Avenida Brasil 2” se reúne pela primeira vez e revela novidades da continuação

Os fãs de “Avenida Brasil” tiveram uma prévia do que vem por aí na continuação da novela. Parte do elenco da nova produção se reuniu publicamente pela primeira vez na quarta-feira (14), durante o Upfront Globo 2027, realizado em São Paulo, evento em que a emissora apresentou novidades sobre seus próximos projetos.

Entre os artistas que marcaram presença estavam Adriana Esteves, Murilo Benício, Débora Falabella, Cauã Reymond, Eliane Giardini, Marcos Caruso, Leticia Isnard, Thalita Carauta, Karol Lannes, Thomas Aquino, Jessica Ellen e Mel Maia.

A sequência contará novamente com personagens que conquistaram o público em 2012. Adriana Esteves voltará como Carminha, Débora Falabella interpretará Nina, Murilo Benício retomará o papel de Tufão e Cauã Reymond estará de volta como Jorginho. A trama também apresentará novos personagens e conflitos.

Durante o evento, Adriana brincou sobre os desafios de reviver a vilã que marcou sua carreira. “Estou preocupada com meus picos de pressão, porque fazer a Carminha não é nada mole”, comentou.

Débora Falabella também deu pistas sobre a produção e afirmou que a história terá uma nova abordagem. “Avenida Brasil volta toda repaginada”, declarou.

Mel Maia também retorna à trama

Conhecida por interpretar Rita na primeira fase da novela original, Mel Maia está confirmada no elenco da continuação. A atriz aproveitou a ocasião para brincar sobre a possibilidade de ganhar uma produção própria no futuro.

“E ainda bem que eu volto pra Avenida Brasil 2, mas eu não volto com uma Nina não, gente. Quem sabe a minha próxima personagem não ganhe uma novelinha só pra ela?”, disse.

O que vai acontecer em “Avenida Brasil 2”?

A história se passa 14 anos depois dos acontecimentos que agitaram o fictício bairro do Divino. Nesse novo cenário, Tufão construiu uma carreira de sucesso como empresário e sua família parece viver uma fase tranquila e unida.

Carminha, por sua vez, terá passado anos na prisão e, após recuperar a liberdade, aparentará ter mudado de vida. A personagem passa a ser reconhecida pelo trabalho social voltado a famílias em situação de vulnerabilidade, realizado depois da desativação do lixão onde vivia Lucinda, sua mãe.

A antiga vilã também tentará reconstruir a relação com a filha, Agatha, interpretada por Karol Lannes. A aproximação fará com que Carminha volte a ser aceita pela família de Tufão. No entanto, a produção deixará em aberto uma questão central: a transformação da personagem é verdadeira ou faz parte de um novo plano?

Em comunicado à imprensa, o autor João Emanuel Carneiro adiantou que a trama vai explorar os impactos do retorno de Carminha na vida dos antigos personagens, especialmente na trajetória de Nina. A continuação também mostrará novos rostos e revelará o que aconteceu com os moradores do Divino ao longo dos anos.

Novos personagens movimentam o Divino

Além de recuperar figuras conhecidas, a novela apresentará novos conflitos e relações. Thomás Aquino interpretará Renan Vitória, um líder comunitário que se aproxima de Carminha. A relação entre os dois promete trazer disputas e questionamentos sobre quem realmente controla os rumos do bairro.

Jéssica Ellen dará vida a Jade, uma jovem que sonha em estudar engenharia genética nos Estados Unidos e busca se afastar de um relacionamento tóxico. Já Thalita Carauta interpretará Salomé, personagem que deve acrescentar humor e carisma à história.

Com o retorno de parte do elenco original e a chegada de novos personagens, “Avenida Brasil 2” pretende revisitar o universo que marcou a teledramaturgia brasileira, apresentando novas disputas e mostrando como a vida dos moradores do Divino mudou com o passar do tempo.

Adriana Esteves, Débora Falabella, Murilo Benício e Cauã Reymond estão entre os artistas confirmados | Foto: Globo/ Maurício Fidalgo

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Ambev prorroga inscrições do Edital Brasilidades 2026 para projetos de Carnaval

A Ambev prorrogou o prazo de inscrições do Edital Brasilidades 2026 para projetos culturais relacionados ao Carnaval. A nova janela ficará aberta até 03 de novembro para projetos de Carnaval, ampliando a oportunidade para iniciativas ligadas a uma das principais manifestações culturais do país.

Ao todo, o edital prevê R$ 67 milhões em recursos incentivados para apoiar projetos culturais e esportivos que valorizem a diversidade e a pluralidade dos diferentes Brasis. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pela Plataforma Prosas, seguindo os critérios de elegibilidade e documentação previstos no regulamento.

Nesta etapa, exclusiva para projetos relacionados ao Carnaval, podem ser inscritas iniciativas vinculadas às leis de incentivo de Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Santa Catarina e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. O Edital Brasilidades 2026 contempla diferentes linguagens culturais, reforçando a atuação da companhia no incentivo à cultura e sua conexão com as paixões nacionais.

Serviço

O quê: Edital Ambev Brasilidades 2026

Prorrogação: até 03 de novembro de 2026

Quem pode participar: projetos culturais relacionados ao Carnaval

Onde: inscrições gratuitas pela Plataforma Prosas

Atenção: projetos vinculados às leis de incentivo de São Paulo, Alagoas e Pará não poderão ser inscritos nesta etapa.

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Câmara aprova aumento do teto de MEI e perdão de R$ 15 bilhões em dívidas

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14/10) o projeto de lei que aumenta o teto de faturamento anual do MEI (microempreendedor individual) e perdoa cerca de R$ 15 bilhões em dívidas desse grupo. O placar foi de 461 votos a favor e apenas quatro contra. A proposta foi incluída na pauta após acordo da gestão petista com o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB). O texto vai ao Senado.

Se virar lei, o limite do MEI passará de cerca de R$ 80 mil por ano para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. O governo estima impacto de R$ 8,1 bilhões entre 2027 e 2029. O relator Rubens Pereira Jr. (PT-MA) acatou emenda que ampliou o perdão para incluir também débitos não inscritos na Dívida Ativa da União.

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, afirmou que a mudança vai contemplar cerca de R$ 3 bilhões em dívidas, somando-se aos cerca de R$ 12,6 bilhões projetados inicialmente. “Isso foi discutido com o governo hoje, não foi feito sem o conhecimento do governo e a gente avançou para que pudesse haver também esse perdão das dívidas não inscritas. Na prática, isso aumenta o benefício para os empreendedores, permite que mais empreendedores possam se negativar e sair da situação de dívida”, declarou.

Além do reajuste no teto de faturamento do microempreendedor, o projeto aprovado permite que o MEI possa contratar até dois empregados, que devem receber um salário mínimo ou o piso da categoria a qual ele pertence. Hoje, o limite é de apenas um funcionário. O texto também libera a contratação temporária para substituir empregados que estejam afastados.

O texto ainda aumenta o valor mínimo de licitações exclusivas para micro e pequenas empresas, de R$ 80 mil para cerca de R$ 100 mil.

Rubens Pereira Jr. foi escolhido nesta quarta depois de o relator da comissão especial para discutir a proposta, deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC), rejeitar a posição por não concordar que o teto do Simples Nacional ficasse de fora do texto. Goetten defendia aumentar o teto do Simples de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões.

Em discurso no plenário, Hugo Motta afirmou que a comissão, presidida por Any Ortiz (PP-RS), vai seguir discutindo esse ponto, mas defendeu que o texto com mudanças só em relação aos microempreendedores deveria ser analisado. Mencionou que não há cálculo do impacto de uma mudança no Simples Nacional. “Penso que não é justo segurarmos um reajuste que está pactuado com o governo e tem espaço fiscal para o ano que vem, em detrimento de uma outra demanda”, afirmou.

A discussão no plenário foi iniciada sem um parecer do relator e foi contaminada pelo debate eleitoral. Houve reclamação de deputados de oposição, como Kim Kataguiri (Missão-SP) e Adriana Ventura (Novo-SP), que tentaram retirar o texto da pauta e acusaram a medida de ser populista e eleitoreira. “Essa Casa já dispensou dívida de tanta gente, inclusive dos grandes, e não vejo essa reclamação”, rebateu Rubens Pereira Jr. em seu discurso.

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