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Professores dos PALOP visitam Loulé no âmbito do Encpontro Internacional de Matemática

Um grupo de professores de Matemática provenientes dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente a cidade de Loulé, no âmbito do encontro internacional que decorre na Universidade do Algarve.

A visita, apoiada pela Câmara Municipal de Loulé, proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais e identitários do concelho, contactando de perto com a história, as tradições e a dinâmica cultural local.

Esta iniciativa constituiu igualmente um momento de convívio, partilha e intercâmbio entre docentes universitários de diferentes países, reforçando os laços de cooperação académica e científica no espaço lusófono.

Ao acolher estes professores, Loulé associou-se a um importante momento de encontro e diálogo entre comunidades académicas, dando a conhecer a riqueza do seu património, a vitalidade da sua oferta cultural e a hospitalidade que caracteriza o concelho. A iniciativa contribuiu, assim, para a valorização de Loulé enquanto território aberto ao conhecimento, à cooperação internacional e à diversidade cultural.

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Professores dos PALOP visitam Loulé no âmbito de Encontro Internacional de Matemática

Um grupo de professores de Matemática provenientes dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente a cidade de Loulé, no âmbito do encontro internacional que decorre na Universidade do Algarve. A visita, apoiada pela Câmara Municipal de Loulé, proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais […]

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Professores dos PALOP visitam Loulé no âmbito de um concurso internacional

Um grupo de professores de Matemática dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente Loulé, no âmbito de um encontro internacional de matemática que decorre na Universidade do Algarve.

A visita levou os participantes a conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais e identitários de Loulé, contactando de perto com a história, as tradições e a dinâmica cultural local.

A ocasião consistiu num momento de partilha e intercâmbio entre docentes universitários de diferentes países, valorizando ao mesmo tempo Loulé enquanto “território aberto ao conhecimento, à cooperação internacional e à diversidade cultural”.

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Loulé debate as transformações do envelhecimento feminino

A médica Ana Cardoso vai dinamizar, a 30 de outubro, uma sessão dedicada às mudanças físicas e emocionais associadas ao envelhecimento feminino, na Biblioteca Municipal de Loulé. A iniciativa, integrada no ciclo de conversas “Semear Hoje… Colher o Amanhã…”, começa às 18h30 e tem participação gratuita, mediante inscrição.

Intitulada “O tempo que habita em nós: Uma viagem pelas transformações femininas”, a sessão pretende promover a reflexão sobre as alterações hormonais e os seus efeitos no corpo, no sono, na energia, no humor, na sexualidade e no bem-estar emocional.

Ao longo da conversa, serão também abordados temas como a autoestima, a imagem corporal, a identidade feminina, o desejo e a intimidade, procurando desconstruir preconceitos associados ao envelhecimento e à ideia de perda de beleza, valor ou autonomia com o avançar da idade.

A iniciativa pretende ainda sensibilizar para a importância dos cuidados de saúde nesta fase da vida, ajudando a distinguir as mudanças naturais do envelhecimento daquelas que justificam acompanhamento profissional. A adoção de hábitos saudáveis, nomeadamente a prática de atividade física, uma alimentação equilibrada, um sono adequado e a manutenção de relações sociais, será igualmente destacada como fator importante para a qualidade de vida.

A sessão será dinamizada por Ana Cardoso, médica especialista em Medicina Geral e Familiar e em Medicina Anti-Envelhecimento e Longevidade, e pretende proporcionar um espaço de partilha de experiências e esclarecimento de dúvidas.

À semelhança das sessões anteriores, a biblioteca disponibiliza uma atividade de promoção do livro e da leitura destinada aos filhos dos participantes com idade igual ou superior a três anos, mediante inscrição prévia.

A participação é gratuita, mas requer inscrição através do formulário disponível em https://forms.gle/AZovBB4Gpjm6Xyzd6.

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Loulé lança Website dedicado às suas cinco áreas protegidas

Lançado a 18 de outubro, no 16º aniversário das Paisagens Protegidas Locais da Rocha da Pena e da Fonte Benémola.

O Município de Loulé lançou dia 18, o website areasprotegidas.cm-loule.pt dedicado à promoção e divulgação das cinco áreas protegidas locais do concelho: a Paisagem Protegida Local da Rocha da Pena, a Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, a Reserva Natural Local da Foz do Almargem e do Trafal, a Reserva Natural Local da Nave do Barão e o Monumento Natural Local da Gruta de Vale Telheiro.

Cada área protegida tem uma página dedicada, com o seu património natural e cultural, informação técnica e galerias de fotografias e vídeos. Estão também disponíveis os projetos científicos e de monitorização desenvolvidos nestas áreas, propostas para as explorar através de percursos pedestres, paisagens sonoras e rotas do Geoparque Algarvensis, e as notícias sobre a atividade nas áreas protegidas.

“Investir no ambiente e na preservação dos recursos naturais é investir num futuro de qualidade. Com este website, queremos aproximar as pessoas das nossas áreas protegidas, para que as conheçam, as valorizem e nos ajudem a cuidar delas”, afirma Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

O website responde a uma lacuna há muito identificada pelo Município de Loulé, agregando num só lugar toda a informação disponível sobre estas áreas e facilitando o seu acesso. Afirma-se, assim, como uma ferramenta de transparência e proximidade, que permite à população, à comunidade científica e a todas as entidades envolvidas consultar e acompanhar a informação e as atualizações sobre cada uma destas áreas.

Esta iniciativa é apoiada pelos Fundos Europeus, no âmbito do Programa Regional ALGARVE 2030.

Link do website das Áreas Protegidas de Loulé: areasprotegidas.cm-loule.pt

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Biblioteca de Loulé propõe conversa sobre o envelhecimento feminino

O Ciclo de Conversas “Semear Hoje… Colher o Amanhã…” do mês de outubro realiza-se na Biblioteca Municipal de Loulé, no próximo dia 30, pelas 18h30, e vai ter como tema “O tempo que habita em nós: Uma viagem pelas transformações femininas”. A dinamização estará a cargo de Ana Cardoso, médica especialista em Medicina Familiar e Medicina Anto-Envelhecimento e Longevidade.

Esta palestra pretende criar um espaço de reflexão e partilha sobre as mudanças que acompanham o envelhecimento feminino, valorizando esta fase da vida como uma oportunidade de descoberta, adaptação e novas escolhas. Ao longo da sessão, pretende-se compreender as principais alterações hormonais e os seus efeitos no corpo, no sono, na energia, no humor, na sexualidade e no bem-estar emocional.

Procura-se também desmistificar o envelhecimento feminino, questionando ideias que associam o avançar da idade à perda de beleza, valor, desejo ou autonomia. Serão abordadas questões relacionadas com a imagem corporal, a autoestima, a identidade feminina, o desejo e a intimidade, reconhecendo que as mudanças físicas e emocionais fazem parte da experiência de muitas mulheres.

Pretende-se ainda promover o conhecimento sobre a saúde feminina, ajudando a distinguir as alterações naturais do envelhecimento daquelas que necessitam de acompanhamento profissional.

Será também valorizada a importância de hábitos saudáveis, como a atividade física, uma alimentação equilibrada, um sono adequado e boas relações sociais, para a manutenção da qualidade de vida. Por fim, esta palestra convida cada mulher a olhar para si própria com mais compreensão e carinho, reconhecendo o seu valor para além do corpo e das mudanças hormonais, e a encarar esta etapa como uma oportunidade de crescimento, liberdade e novas possibilidades.

Será, acima de tudo, um momento de partilha, onde cada mulher poderá esclarecer dúvidas, partilhar experiências e sentir que não está sozinha nesta fase da vida.

À semelhança do que tem vindo a realizar-se nas sessões anteriores, durante a iniciativa, estará disponível para o(a)s filho(a)s do(a)s participantes, com idade igual ou superior a 3 anos de idade, uma atividade dedicada à promoção do livro e da leitura dinamizada pelos profissionais da biblioteca, mediante inscrição prévia. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição clicando aqui.

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Câmara de Loulé associou-se à iniciativa ‘Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde’ no Mar Shopping Algarve

Iniciativa teve a sua primeira edição e integrou o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes

A Câmara Municipal de Loulé associou-se à organização e dinamização da iniciativa ‘Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde’, que decorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, no MAR Shopping Algarve. Para  assinalar o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, este ano subordinado ao tema ‘A resiliência começa em casa’, o Município mobilizou para este espaço comercial  uma presença institucional e operacional, com o objetivo de capacitar a população e promover uma verdadeira cultura de prevenção e autoproteção.

Ao longo dos três dias, através do Serviço Municipal de Proteção Civil e dos Bombeiros Municipais de Loulé, a Autarquia assegurou parte da programação técnica e pedagógica do evento, através de um conjunto de ações destinadas a sensibilizar a comunidade para a importância da segurança, da prevenção e da proteção de pessoas, animais e bens. 

A Proteção Civil esteve focada nas camadas mais jovens e no público geral, dinamizando o jogo didático “SOS Loulé”, exposições de kits de emergência para pessoas e animais e workshops dedicados à preparação de mochilas de emergência familiar e primeiros socorros para animais de companhia.

Por sua vez, as equipas dos Bombeiros Municipais  promoveram sessões informativas sobre os riscos domésticos, partilhando conhecimentos essenciais para prevenir acidentes, associados por exemplo à chegada da estação fria, como a utilização segura de lareiras, aquecedores e iluminações de Natal, mas também primeiros-socorros a animais.

O grande destaque do programa aconteceu no dia 14 de outubro, com a realização de um simulacro de grande escala aberto ao público. O exercício testou a resposta operacional a um incêndio simulado na área dos tecidos da loja IKEA – que obrigou à evacuação coordenada de todo o complexo – e a um incêndio num veículo no exterior, resolvido com a articulação imediata entre as equipas do centro comercial, os Bombeiros de Loulé, a Proteção Civil e a GNR.

Presente no local para acompanhar as operações, Telmo Pinto, autarca de Loulé, sublinhou o impacto invisível mas vital destas ações.

“Vir aqui presenciar o que foi feito, com os recursos da Câmara, da GNR, e de todos os presentes, foi muito importante. Isto é um trabalho fundamental, que não se vê como as obras, mas que salva vidas”, destacou o autarca, reforçando que a proteção civil e a segurança são responsabilidades partilhadas por toda a comunidade. “Parabéns ao Mar Shopping pela iniciativa e pela preocupação com a segurança das pessoas”, afirmou ainda o edil.

‘Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde’ (Foto: Alexandra Hoesen/CML)

Esta foi a primeira vez que o evento, já consolidado no norte do país (MAR Shopping de Matosinhos), se realizou de forma conjunta com a região algarvia. Ana Antunes, diretora do MAR Shopping Algarve, expressou o orgulho do centro comercial em assumir este papel ativo junto da população local.

“É um evento que está muito lincado com a cultura de segurança assumida pelo Grupo INGKA, mas também com a importância em fazer passar estas informações para a comunidade local. Saber fazer, saber agir neste tipo de situações de emergência pode fazer a diferença e pode, inclusive, salvar vidas”, afirmou a responsável, estendendo o agradecimento aos lojistas e às equipas internas de operações que diariamente asseguram, em segurança, o funcionamento do edifício.

Nestes três dias, a vertente operacional do Município esteve também em evidência com uma exposição permanente de meios técnicos avançados no parque de estacionamento exterior. Os visitantes puderam conhecer de perto os recursos com que a Autarquia protege o concelho, incluindo viaturas de emergência pré-hospitalar e de combate a incêndios dos Bombeiros, bem como a Unidade Móvel, a viatura dos Sapadores e o inovador Robot Florestal com o respetivo reboque, pertencentes à Proteção Civil Municipal, além dos veículos da GNR.

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Loulé | As transformações associadas ao envelhecimento feminino é tema de conversa

O Ciclo de Conversas “Semear Hoje… Colher o Amanhã…” do mês de outubro realiza-se na Biblioteca Municipal de Loulé, no próximo dia 30 de Outubro, pelas 18h30, e vai ter como tema “O tempo que habita em nós: Uma viagem pelas transformações femininas”. A dinamização estará a cargo de Ana Cardoso, médica especialista em Medicina […]

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Loulé | Município presente em evento sobre Segurança e Saúde no MAR Shopping Algarve

A Câmara Municipal de Loulé associou-se à organização e dinamização da iniciativa “Todos Juntos, Somos Segurança e Saúde”, que decorreu entre os dias 13 e 15 de outubro, no MAR Shopping Algarve. Para  assinalar o Dia Internacional para a Redução do Risco de Catástrofes, este ano subordinado ao tema “A resiliência começa em casa”, o […]

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Halloween em Alte com música e animação em três palcos

A aldeia de Alte, no concelho de Loulé, recebe, no dia 31 de outubro de 2026, mais uma edição do Halloween Alte, numa iniciativa da Juventude Altense e da Casa do Povo de Alte, com o apoio da Junta de Freguesia de Alte e do Município de Loulé.

O Haloween Alte tem início às 21h00 e reúne música, animação de rua e espetáculos temáticos numa programação distribuída por três palcos, sendo que no Palco das Trevas, atuam Tiago Horror Show e Christian F & CarlosGloriaSax. O Palco das Almas recebe Emanuel e Tânia, que se juntam à celebração da noite de Halloween.

O Palco da Bruxa apresenta animação e insufláveis, animação de rua com o Grupo Mané Anima e o espetáculo «Cavaleiros das Trevas», acompanhado pelo grupo RHAKATTA. A programação inclui ainda a Queima da Bruxa, um dos momentos de destaque do evento.

Com atividades até às 03h00, a organização convida o público a participar com disfarces alusivos à ocasião e a viver uma noite de Halloween nas ruas de Alte.

Para mais informações e novidades sobre a programação, a Juventude Altense sugere uma consulta às páginas de Instagram @juventude.altense e de Facebook Halloween Alte.

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Câmara de Loulé emite nota de pesar pelo pároco Elísio Dias

Nota de Pesar

A Câmara Municipal de Loulé manifesta publicamente o mais profundo pesar pelo falecimento de Elísio Dias, antigo pároco da freguesia de Quarteira.

Padre Elísio Dias nasceu a 17 de dezembro de 1930, na freguesia de São Mamede de Vermil, em Guimarães. Aos 25 anos ingressou no seminário, concluindo o curso de Teologia no Seminário dos Olivais, em Lisboa.

Foi ordenado na Sé Catedral de Faro por D. Júlio Tavares Rebimbas, então Bispo do Algarve, a 30 de julho de 1967, sendo, a 7 de outubro daquele ano, nomeado Pároco Coadjutor de Portimão, a que seguiu, no ano seguinte, a paroquialidade de Quarteira (15 de setembro de 1968).

Nesta paróquia desempenhou uma relevante ação, tanto a nível espiritual como social. Desenvolveu importantes obras que vieram ao encontro dos anseios da população, no domínio da estrutura religiosa e assistencial, destacando-se, como mais significativas, a ampliação da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, a construção da Igreja de Pereiras, a Igreja de Vilamoura, a Igreja de São Pedro do Mar, o Centro Paroquial de Quarteira, o Lar para a Terceira Idade e um Refeitório Social.

Foi também o grande impulsionador das Marchas Populares de Quarteira, na década de 1970. No ano de 1997, foi Agraciado pela Câmara de Loulé com a Medalha de Mérito Municipal – Grau Ouro.

A 29 de janeiro de 2006, uma comissão de paroquianos de Quarteira, levou a efeito uma cerimónia de homenagem ao padre Elísio Dias, pelos seus 37 anos à frente daquela paróquia, com o descerramento de uma placa toponímica numa artéria da cidade de Quarteira com o seu nome, perto da Igreja de São Pedro do Mar.

“Ao longo de várias décadas, o Padre Elísio Dias foi muito mais do que um guia espiritual. Foi um homem de fé, de causas e de ação, cuja dedicação ao próximo, sensibilidade social e espírito solidário deixaram uma marca profunda em sucessivas gerações de quarteirenses. Paz à sua alma!”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto.

Neste momento de profunda consternação e dor, o Município de Loulé endereça as mais sentidas condolências à família e amigos.

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Loulé Criativo e CEARTE promovem formação certificada em Sapato de Ourelo

Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos.

O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.

O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.

Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.

Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.

A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.

A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.

Informações e inscrições: loulecriativo.oficios@cm-loule.pt

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Loulé lança N.º 30 da Revista Al-‘Ulyà e suplemento ‘Livro da Repartição da Fruta 1450’

O Arquivo Municipal de Loulé Professor Joaquim Romero Magalhães recebe, no dia 24 de outubro, às 17h00, o lançamento do N.º 30 da Revista Al-‘Ulyà, bem como do suplemento “Livro da Repartição da Fruta 1450”, da autoria de Maria Valentina Ferreira.

A apresentação da revista estará a cargo de Maria João Valente, professora da Universidade do Algarve, e o suplemento será apresentado por Saul António Gomes, da Universidade de Coimbra.

Fundada em 1992 pelo antigo Arquivo Histórico Municipal, a Revista Al-‘Ulyà consolidou-se como uma das maiores referências culturais na região do Algarve. Esta publicação de cariz científico e de divulgação cultural serve dois públicos distintos de forma equilibrada: os especialistas de várias áreas científicas e os leitores que partilham a paixão pela história local.

Os seus artigos académicos e de divulgação incidem sobre áreas fundamentais como Arqueologia e História local, Património, descobertas e análises do passado algarvio, Ciências Sociais e Humanidades, estudos dedicados às dinâmicas humanas da região ou legado arquitetónico, etnográfico e cultural.

Ao longo de 34 anos de existência, a Al-‘Ulyà tem promovido a difusão sistemática e rigorosa da investigação científica, através da publicação de artigos que ajudam a compreender a evolução deste território. Este trabalho contínuo transformou a preservação do património histórico-cultural num pilar estratégico para o desenvolvimento do concelho de Loulé e a valorização da sua identidade.

A nova edição vai ser disponibilizada para consulta. Os interessados podem aceder aos conteúdos e ao arquivo digital através do site do Município em www.cm-loule.pt

Sobre o suplemento “Livro da Repartição da Fruta 1450”

O livro de repartição da fruta e o do pagamento da fruta de Loulé registam a aquisição de grandes quantidades de fruta seca pelo concelho. Embora referidos, pela primeira vez, em 1375, só chegaram à atualidade dois exemplares datados do século XV.

Estes registos são únicos no país e revelam a originalidade dos escrivães ao serviço do concelho, devido a terem utilizado a adaptado nestes documentos os saberes, as práticas e os sinais que utilizavam nos livros de receita e despesa.

O concelho adquiriu os frutos secos para utilizá-los como moeda de troca pelo produto que mais escasseava no Algarve, o cereal. Com efeito, mais do que um caso isolado, os livros de contas da fruta de Loulé são testemunhos fundamentais para compreender melhor aquele que foi um dos principais motores da economia da região desde os tempos árabes: a produção e comércio de frutos secos.

Em 1985, a investigadora Maria Valentina Ferreira dedicou a sua dissertação de mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa precisamente sobre o “Livro da Repartição da Fruta 1450”.

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PpDM afirma que habitação digna é um direito – sem ela, não há igualdade nem liberdade para as mulheres

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), em comunicado enviado às redações, que se transcreve a seguir, afirma que «“Habitação digna é um direito. Sem ela, não há igualdade nem liberdade para as mulheres”, no qual alerta para o impacto da crise habitacional na autonomia, na segurança e nos direitos das mulheres.

A habitação é um direito fundamental e constitucional e uma condição indispensável à igualdade. O acesso a uma casa digna e acessível determina as possibilidades de autonomia económica, segurança e liberdade das mulheres.

Num contexto de crise habitacional, as desigualdades de género agravam as dificuldades de acesso e permanência numa habitação, comprometendo o exercício dos direitos das mulheres.

Salários mais baixos, precariedade laboral e a distribuição desigual do trabalho doméstico e dos cuidados limitam a capacidade das mulheres para aceder a uma habitação independente. Mulheres jovens, mães em famílias monoparentais, mulheres mais velhas, mulheres com deficiência, mulheres em situação de pobreza e mulheres em situação de sem-abrigo enfrentam obstáculos acrescidos.

A situação de sem-abrigo entre as mulheres permanece frequentemente invisível, incluindo quando vivem em alojamentos temporários ou dependem de terceiros, por vezes em contextos de violência e exploração.

Nenhuma mulher deve ser obrigada a permanecer numa situação de violência por não ter para onde ir

A falta de alternativas habitacionais seguras e acessíveis compromete a proteção das sobreviventes de violência doméstica e o seu direito a uma vida livre de violência. Garantir habitação segura é uma responsabilidade pública.

Para as mulheres com filhos e filhas a cargo, a insegurança habitacional pode ainda traduzir-se no receio de perder a guarda das crianças, agravando a vulnerabilidade e dificultando a procura de apoio ou a saída de relações violentas.

A precariedade habitacional pode também ser instrumentalizada para exercer coação e violência sexual, nomeadamente através do sex for rent – propostas de alojamento em troca de relações sexuais.

A necessidade de uma casa não pode ser explorada para obter acesso sexual ao corpo das mulheres

O racismo, o antigitanismo e a segregação habitacional agravam estas desigualdades, afetando particularmente as mulheres migrantes, mulheres ciganas e as que vivem em bairros informais ou alojamentos precários, muitas vezes sem condições dignas, infraestruturas essenciais ou segurança habitacional.

A Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM), que reúne 35 organizações, incluindo a Mulheres na Arquitetura, defende políticas públicas de habitação que coloquem os direitos humanos e a igualdade entre mulheres e homens no centro. Para tal, considera prioritário:

  • Aumentar a oferta de habitação pública, social e acessível, garantindo rendas compatíveis com os rendimentos e proteção contra despejos sem alternativa habitacional digna.
  • Promover a autonomia habitacional das pessoas jovens, através de arrendamento acessível e alojamento estudantil que não dependa dos recursos familiares.
  • Garantir alojamento de emergência e soluções habitacionais duradouras para mulheres em situação de sem-abrigo, sobreviventes de violência doméstica e mães com filhos e filhas a cargo.
  • Garantir que a pobreza e a precariedade habitacional não constituem, por si só, motivo para a retirada de crianças às suas famílias ou para a sua institucionalização, assegurando respostas habitacionais dignas e apoios sociais. A falta de uma casa adequada exige uma resposta pública de habitação e proteção social, sem penalizar as mães pela pobreza em que vivem.
  • Prevenir e combater a violência e a exploração sexual associadas à insegurança habitacional, incluindo o sex for rent, assegurando mecanismos de denúncia, proteção e apoio às mulheres afetadas.
  • Combater a discriminação e a segregação habitacional, incluindo o racismo e o antigitanismo, garantindo condições dignas e respeito pelos direitos humanos.
  • Integrar uma perspetiva feminista nas políticas de habitação, com avaliação dos seus impactos sobre mulheres e homens, dados desagregados por sexo e idade, metas verificáveis e participação efetiva das organizações de mulheres.

A habitação deve ser assumida pelo Governo e pelos municípios como uma prioridade de direitos humanos e de igualdade, reconhecendo o seu impacto na autonomia das mulheres e na prevenção da violência.

Garantir habitação digna e acessível exige políticas públicas concretas, investimento adequado e um compromisso efetivo com a igualdade e a liberdade de todas as mulheres.

Sem casa, não há autonomia; sem autonomia, a liberdade das mulheres fica comprometida. Os direitos das mulheres exigem ação, investimento e resultados concretos», termina assim a missiva da PpDM.

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