Como são os bastidores de "A Caça ao Estripador de Lisboa"?

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O Instituto Justina realiza a oficina gratuita “Palavras Necessárias” com a dramaturga boliviana Claudia Eid Asbún neste sábado (17/10), das 14h às 18h. O espetáculo “1888” será apresentado gratuitamente nos dias 22, 23 e 24 de outubro, em três espaços culturais de Aparecida de Goiânia.
O espetáculo “1888” será apresentado gratuitamente nos dias 22, 23 e 24 de outubro, em três espaços culturais de Aparecida de Goiânia. Com atuação e dramaturgia da atriz goiana Takaiúna e direção da dramaturga boliviana Claudia Eid Asbún, a circulação integra o projeto Temporada 1888 – Dramaturgia Afro-Latinoamericana.
No dia 17 de outubro, sábado, das 14h às 18h, o Instituto Justina oferece a oficina gratuita Palavras Necessárias, ministrada por Claudia Eid, na sede do instituto. A iniciativa contempla ainda a publicação da dramaturgia em livro, com distribuição gratuita. O projeto foi aprovado pelo Fundo de Arte e Cultura de Goiás (FAC-GO), por meio do Edital Cultura Negra e Periférica de Goiás – Tradição, Arte e Identidade.

Mais do que revisitar o ano que dá nome ao espetáculo, “1888” lança um olhar sobre aquilo que a abolição formal da escravidão não foi capaz de encerrar. A montagem parte de memórias afro-brasileiras e latino-americanas para investigar a permanência das estruturas escravocratas, as violências que atravessam a existência de mulheres negras e as formas de resistência preservadas pela ancestralidade.
No centro da narrativa está Justina, uma mulher negra e curandeira que vive no Brasil de 1888. Entre ervas, rezas, lembranças e silêncios, a personagem carrega experiências que ultrapassam sua própria existência. Em cena, Justina conversa com um bebê sobre a vida e a liberdade. A música, a dança e a presença física da atriz conduzem uma narrativa em que o tempo deixa de obedecer à cronologia.
Criado em 2022, o espetáculo nasceu de um processo de formação e investigação dramatúrgica desenvolvido por Takaiúna em parceria com Claudia Eid Asbún. Durante a pesquisa, Takaiúna desenvolveu o conceito de “elementos-pontes”, expressão utilizada para identificar elementos cênicos que compartilham uma cosmologia comum em diferentes territórios da América Latina. O trabalho já circulou por festivais, universidades, Pontos de Cultura e espaços culturais comunitários da América Latina e do continente africano.
A presença de Claudia Eid Asbún em Aparecida de Goiânia vai além da direção do espetáculo. A oficina Palavras Necessárias propõe uma investigação sobre os caminhos da escrita para o teatro. A atividade parte das estruturas clássicas da dramaturgia e avança em direção a formas contemporâneas de construir narrativas. Um dos pontos centrais é a identificação dos chamados detonadores criativos: experiências, percepções e inquietações pessoais capazes de impulsionar a criação artística.
Dramaturga, diretora, atriz e jornalista, Claudia Eid Asbún está à frente da companhia independente El Masticadero, fundada em 2005, na Bolívia. Também dirige a Oficina Permanente de Teatro da Universidade Privada Boliviana (UPB), em Cochabamba. Sua produção dramatúrgica integra publicações na Bolívia, Espanha, Argentina e Cuba.

Outro desdobramento da temporada é a publicação de “1888” em formato de livro, que será distribuído gratuitamente a escolas, bibliotecas e Pontos de Cultura. A iniciativa amplia o alcance do projeto ao permitir que a dramaturgia continue circulando para além das apresentações.
A escolha dos espaços que recebem a temporada está diretamente relacionada à trajetória do Instituto Justina, organização sediada em Aparecida de Goiânia que desenvolve, desde 2015, atividades de formação, pesquisa, intercâmbio e circulação artística. Reconhecido como Ponto de Cultura em 2019, o Instituto teve sua metodologia “Dramaturgias Emergentes” reconhecida como Tecnologia Social pelo Banco Ibero-americano de Saberes, em 2022. Em 2026, passou à condição de Pontão de Cultura.
Oficina gratuita: 17 de outubro (sábado), das 14h às 18h, na sede do Instituto Justina. Apresentações gratuitas: 22 de outubro (quinta-feira), às 19h30, na sede do Instituto Justina; 23 de outubro (sexta-feira), às 14h, no CENFI; 24 de outubro (sábado), às 19h30, no Ponto de Cultura Rosa dos Ventos. Classificação indicativa: 18 anos.
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© José Frade

O grupo de teatro do Polo de Educação ao Longo da Vida de Pêra sobe ao palco no próximo sábado, dia 17 de outubro, pelas 21h00, para apresentar a peça original «Reunião de Condomínio», no Centro Pastoral de Pêra. O espetáculo, de entrada livre, assinala o início de mais um ciclo de teatro sénior do concelho de Silves, que irá decorrer até ao final de novembro.
Promovida pelo Município de Silves, a iniciativa tem como objetivo possibilitar uma forma de ocupação criativa dos utentes, sendo um meio de combater o isolamento, a depressão e a promoção da interação física e mental dos utentes destes Polos, tornando o processo de socialização dos seniores mais dinâmico na comunidade.
A autarquia convida todos a assistir às produções originais dos grupos de teatro sénior dos Polos de Educação ao Longo da Vida do concelho de Silves.

© Luis Belo

© DIOGO VENTURA/OBSERVADOR

Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares, do lado de cá e de lá do Atlântico. Isto porque, neste mês, haverá duas peças com companhias vindas diretamente do Brasil, mais concretamente da Amazónia e de São Paulo.
E no dia 9, sexta-feira, há dança, com a junção da Companhia Maior e a do coreógrafo Victor Hugo Pontes. A peça chama-se “A esta hora, na infância neva” e é um espetáculo que cruza a infância e as gerações mais velhas e que conta com a participação de crianças previamente selecionadas, que irão “espelhar” os(as) intérpretes adultos(as) em alguns momentos. Na peça, os bailarinos mais velhos têm corpos que perdem força e velocidade, mas que ganham em definição e intenção. Em simultâneo, as gerações mais novas criam um espelho que nos permite refletir sobre o que ainda somos, daquilo que fomos…
No fim de semana, sábado e domingo, há duas peças vindas do Brasil, no âmbito do Festival Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador, organizado pelo Teatrão. Sábado, dia 10, às 21h00, temos “O Avesso da Pele”, pelo Coletivo Ocutá, de São Paulo. A peça baseia-se no romance premiado de Jeferson Tenório (vencedor do prémio Jabuti 2021 na categoria Romance Literário). Conta a estória de um professor que é assassinado pela polícia, e a procura de um sentido, por parte do filho, numa busca pelo passado da família.
Já no domingo, às 17h00, é a vez de “As Cores da América Latina”, peça que vem da Amazónia, da cidade de Manaus, com a Companhia Panorando. O espetáculo possui como norte três manifestações latino-americanas, a Fiesta de la Tirana (Chile), a Huaconada (Peru) e Cavalo-Marinho (Brasil) em intersecção com a Dança e o Teatro. Esta peça conta com o recurso de Audiodescrição, para pessoas cegas e/ou com baixa visão. O Festival traz consigo três oficinas de participação, nos dias 8, 10 e 11, nas quais se poderá inscrever através do email cinereservas@cm-loule.pt. Mais informações no site do Cineteatro Louletano.
A 13 de outubro, cinema, com mais um filme do ciclo Filme Francês do Mês, organizado pela Alliance Française em colaboração com o CTL. O título é “Grand Paris”, de Martin Jauvat (2022). Conta a estória de Leslie, um jovem parisiense que vive nos subúrbios, e do seu amigo, Renard. Ambos entram numa aventura, com a descoberta de um misterioso objeto que lhes dá dinheiro rapidamente. É no Auditório do Solar da Música Nova, às 21h00.
À mesma hora, ali ao lado, no Palácio Gama Lobo, entre as 19h00 e as 21h00, decorre a oficina “Experimenta Criar (Invenção da Natureza)”, pela Gira Sol Azul. A oficina parte de conceitos científicos, filosóficos e históricos sobre a natureza e propõe exploração sonora e criação musical coletiva. É dirigida a todas as pessoas do setor da Educação e ao público em geral. Inscrições pelo email cinereservas@cm-loule.pt
A Câmara Municipal de Loulé vai assinalar o Dia Internacional do Idoso (1 de outubro), promovendo um espetáculo de teatro de “revista à portuguesa” – “Sempre que a Revista Canta!”, para as pessoas séniores do concelho. Esta iniciativa acontece a 3 de outubro, pelas 15h, no Pavilhão Multiusos 25 de Abril, em Almancil.
Neste espetáculo cheio de humor e música, a crítica social e política é a base. O humor é mordaz, elegante e não foge aos temas que incomodam, sempre com trocadilhos inteligentes.
Inspirado no tema “Sempre que Lisboa canta”, o espetáculo promete momentos de grande comicidade: desde um improvável motorista da UberTuga, a uma carta reveladora que “põe tudo a nu”, sem esquecer brincadeiras com uma das figuras mais populares do momento.
Além do regresso muito esperado de Cidália Moreira, a eterna “Cigana do Fado” e figura incontornável do panorama artístico português, o espetáculo conta com nomes como Vítor Emanuel, Maria Tavares e Bárbara Santos.
Os interessados (com 65 ou mais anos) poderão inscrever-se até ao dia 28 de setembro, através do telefone 289 400 886 ou acao.social@cm-loule.pt
A entrada é livre. O Município assegura também o transporte.
A Autarquia de Loulé pretende, desta forma, proporcionar uma tarde de convívio e animação à população idosa das várias freguesias do concelho.
O Dia Internacional do Idoso é celebrado anualmente a 1 de outubro, e foi instituído em 1990 pela Organização da Nações Unidas, com o propósito central de sensibilizar a sociedade global para as oportunidades e desafios associados ao envelhecimento demográfico. Esta data assume um papel vital na redefinição do lugar que a população sénior ocupa nas nossas comunidades.
As políticas municipais em Loulé pretendem garantir que o envelhecimento seja vivido com dignidade, segurança e inclusão, não apenas como um ato de respeito para com as gerações mais velhas, como também como um passo indispensável para a construção de uma sociedade mais justa e coesa.