A Anthropic quer o seu dinheiro (mas guarde as opiniões para si)


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Galp. A petrolífera nacional apresentou esta segunda-feira resultados “sólidos”, segundo os analistas do RBC Capital Markets, com os lucros a subirem 68% para 682 milhões de euros no terceiro trimestre, à boleia da subida do preço do petróleo e da margem de refinação, acima do esperado pelos analistas.
Ainda assim, o dia ficou marcado por outra notícia que levou as ações da petrolífera portuguesa a afundarem na bolsa de Lisboa: o fim das negociações com a espanhola Moeve para a fusão dos negócios de refinação e distribuição.
As ações da Galp tombaram 10,84% e registaram a pior sessão em quase um ano, fechando o dia a cotar nos 20,47 euros.
É preciso recuar a 9 de dezembro de 2025 para observarmos uma queda mais acentuada, quando os investidores reagiram de forma negativa ao anúncio de uma parceira com a francesa TotalEnergies para exploração de petróleo na Namíbia.
Com base neste preço, a petrolífera perdeu esta segunda-feira praticamente 1,68 mil milhões de euros em termos de capitalização bolsista, passando a registar um valor de mercado acima dos 13,8 mil milhões – e mantendo-se, ainda assim, como uma das cotadas mais valiosas da bolsa nacional.
A sessão também ficou marcada pelas fortes desvalorizações de empresas com forte exposição ao Brasil, casos da Telefónica e Santander, que cederam 6,6% e 3,2%, respetivamente, após a vitória de Lula da Silva nas eleições para Presidente do Brasil. Parte relevante do negócio de upstream da Galp está precisamente no Brasil, no pré-sal.
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O ECO já tinha noticiado no domingo e a confirmação veio nas primeiras horas da manhã: a Galp e os acionistas da Moeve encerraram as negociações com vista a fundirem as atividades de refinação e distribuição sem chegarem a um acordo.
No âmbito desta operação, anunciadas a 8 de janeiro, seria criada uma joint-venture juntando a refinaria de Sines e as duas refinarias da Moeve em Espanha, com a Galp a ficar com 20% da nova empresa. Além disso, também seriam fundidas as redes de postos de abastecimento na Península Ibérica, numa parceria detida em cerca de 50% pelas duas partes.
Como avançou o ECO, a proposta financeira apresentada este mês de outubro pela Mubadala Investment Company e especialmente o The Carlyle Group, os dois acionistas da Moeve, acabou criar uma divergência inultrapassável entre as duas partes e o negócio ruiu.
Uma fonte citada pela Reuters revelou ainda que a volatilidade nos mercados de energia provocada pela guerra no Irão dificultou o processo de avaliação dos ativos, nomeadamente as refinarias, acrescentando que não há intenção de retomar as conversações no médio prazo.
“Apesar de todos os esforços desenvolvidos, não foi possível alcançar um acordo que permitisse concretizar uma oportunidade de elevado potencial para a criação de um grande operador europeu de downstream”, salientou a presidente da Galp, Paula Amorim, no comunicado em que oficializava o fim da operação.
“Embora o racional estratégico subjacente à operação proposta continue a fazer sentido, as partes não conseguiram alcançar o alinhamento comercial necessário para estabelecer uma parceria duradoura e geradora de valor a longo prazo”, acrescentou a empresária.
O analista Frédéric Lorec, da Alphavalue, considerou que “a pressão vendedora sobre as ações da Galp após o colapso das negociações com a Moeve parece difícil de justificar apenas com base nesta notícia”.
“A nossa análise de fevereiro questionou a proposta de mudança para um modelo de quase-holding, com menos controlo sobre o cash flow e as decisões de investimento do setor da refinação. Manter o negócio integrado não é necessariamente um revés”, destacou Lorec numa nota publicada esta segunda-feira.
O co-CEO da Galp, João Diogo Marques da Silva, adiantou aos analistas que a companhia petrolífera continua aberta a oportunidades. “Mas só as concretizamos em condições que criem claramente valor a longo prazo para os nossos acionistas”, frisou.
O ECO sabe que, apesar do falhanço das negociações com a Moeve, a Galp continua empenhada em diluir a sua participação nos ativos downstream para se focar no negócio de exploração e produção de petróleo no Brasil e África Ocidental.
A transação previa que cada empresa procedesse a uma separação dos respetivos negócios (carveout) para logo a seguir fundi-los em duas empresas, a IndustrialCo (refinação) e a RetailCo (distribuição). Embora sem um negócio com a Moeve, a Galp deverá avançar com a separação dos negócios para tentar encontrar soluções alternativas posteriormente.
O analista do RBC Capital Markets, Biraj Borkhataria escreveu que os investidores esperavam um acordo entre no início do quarto trimestre e que a fusão poderia tornar a Galp mais atrativa para uma possível aquisição de outro grupo.
Mas, agora, a falta de acordo “pode colocar em causa a elevada avaliação da Galp em relação aos seus pares”.
A Galp mantém o controlo da refinaria de Sines e do seu cash flow operacional, em vez de depender das decisões de distribuição da IndustrialCo para financiar a empresa-mãe. A forte geração de cash-flow reduz a urgência de realizar transações e melhora a sua capacidade de aguardar por melhores condições. Perdem-se potenciais sinergias em compras, logística e manutenção, e a Galp mantém o ónus do investimento. No entanto, o desaparecimento de um negócio incerto não equivale à destruição do valor dos negócios retidos.
A B3 acionou, nesta segunda-feira (26), por volta das 10h, o mecanismo de circuit breaker após o Ibovespa registrar queda de 10% em relação ao fechamento anterior. A medida suspendeu as negociações no mercado à vista por 30 minutos. Os negócios foram retomados às 10h38, com a maioria dos papéis ainda em leilão, apesar do desempenho positivo das bolsas dos Estados Unidos e da Europa.
Depois de atingir máxima de 205.088,74 pontos, próximo à abertura, quando marcou 205.070,19 pontos, o Ibovespa ampliou as perdas e chegou à mínima de 169.516,43 pontos, com recuo de 17,34%. A reação ocorreu após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), confirmada no domingo (25).
Parte expressiva dos investidores apostava na vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL), que sinalizava a adoção de uma política fiscal menos expansionista que a do adversário. Com o resultado das urnas, prevaleceu a aversão ao risco no mercado financeiro.
"O segundo turno não foi uma surpresa, e sim o primeiro. A volatilidade grande que o mercado estava imprimindo veio por conta da mudança da não vitória de Flávio. Então, investidores desovam papéis mais relacionados ao governo, como Petrobras -12%/PN e -10%: ON e Banco do Brasil -31%", afirma Luis Ferreira, diretor de investimentos para as Américas do EFG.
Na avaliação de Ferreira, a queda reflete principalmente um ajuste de posições dos investidores, e não uma mudança estrutural no cenário econômico. Segundo ele, desde meados de agosto o mercado vinha incorporando aos preços a possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro, movimento que impulsionou ativos brasileiros e contribuiu para a queda do dólar.
Com a confirmação da reeleição de Lula, essa aposta tende a ser revertida, pressionando o câmbio e provocando uma abertura expressiva das taxas de juros futuros. Para Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, a reação dos ativos era esperada. O que surpreendeu, segundo ele, foi o resultado da eleição no segundo turno.
"Era sabido que se o Lula ganhasse, os mercados iam corrigir. O mercado estava com precificação forte, as chances de ele vencer eram pequenas", diz.
Magno afirma que a principal preocupação dos investidores está relacionada às contas públicas brasileiras a partir de 2027, diante da perspectiva de ampliação de benefícios pelo governo. "Tudo isso gera um curto. O mercado olha para essa eleição e pensa: como vou confiar?."
Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, avalia que os agentes financeiros esperam a continuidade de despesas elevadas por parte do governo, com manutenção do crédito subsidiado, adoção de políticas consideradas mais populistas e aumento da dívida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). "Então, a trajetória é de alta para os juros futuros."
O último circuit breaker da B3 havia sido registrado em março de 2020, durante a turbulência causada pela pandemia de covid-19. Naquele mês, o mecanismo foi acionado seis vezes. Desde que começou a ser utilizado, em 1997, foram 24 acionamentos, incluindo o desta segunda-feira. Até então, nenhuma eleição presidencial havia provocado a interrupção das negociações na Bolsa brasileira.
Pelas regras da B3, quando o Ibovespa registra queda de 10% em relação ao fechamento do pregão anterior, as negociações são interrompidas por 30 minutos. Se, após a retomada, a desvalorização chegar a 15%, ocorre uma nova suspensão, dessa vez por uma hora. Caso o índice atinja recuo de 20%, a Bolsa pode interromper os negócios por prazo indeterminado.
Lula venceu o segundo turno de virada, em um resultado inédito na história do país. O presidente obteve 51,79% dos votos válidos, com 64,26 milhões de votos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 48,21%, ou 59,83 milhões. A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,43 milhões de votos, superior à registrada em 2014 e em 2022.
O Ibovespa futuro abriu em queda de quase 15%, próximo ao limite de oscilação permitido pela B3 antes do início do pregão. As negociações foram interrompidas quando o contrato recuava 14,84%, aos 177.215 pontos. Diante da movimentação, a Bolsa ampliou duas vezes os limites de oscilação para todos os ativos.
Na retomada dos negócios, o Ibovespa futuro aprofundou as perdas e chegou a cair 19,84%, aos 166.800 pontos. No cenário internacional, a atenção dos investidores nesta semana está voltada à decisão sobre juros do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, além da divulgação de balanços de empresas brasileiras e estrangeiras.
Às 11h48, o Ibovespa recuava 16,15%, aos 171.931,23 pontos. "Como há muitas ações em leilão, a queda pode ser menor", afirma Magno. Entre as 76 ações que compõem o índice, seis registravam alta, com a Suzano na liderança, avançando 8,57%. Na ponta negativa, a Vamos acumulava queda de 56,94%, em meio à forte elevação dos juros futuros.


© Leandro Martins



A bolsa de São Paulo suspendeu as transações depois de ter aberto a cair 17% e de a moeda nacional brasileira, o real, ter caído 12% face ao dólar, no dia seguinte às eleições presidenciais.
A bolsa brasileira suspendeu as operações durante meia hora usando o mecanismo conhecido como ‘circuit breaker’, que permite aos gestores da bolsa interromperem as transações se as quedas da média dos títulos superarem os 10%.
No mercado de divisas, também foi afetado pela vitória de Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva face a Flávio Bolsonaro, que os analistas davam com o favorito dos investidores, o real também começou o dia a perder 12% face ao dólar, para 5,444 reais por dólar para a venda e 5,945 para a compra de dólares no Brasil.
Os movimentos financeiros refletem a surpresa perante a vitória de Lula da Silva e o desvio em relação às expectativas em torno da eleição de Bolsonaro, depois de este ter ultrapassado o Presidente na primeira volta das eleições, há três semanas.
O mercado demonstrava uma clara preferência pelo candidato de extrema-direita, que tinha prometido implementar um ajustamento fiscal face ao aumento da dívida nos últimos anos, bem como privatizar algumas empresas públicas.
Lula, por outro lado, comprometeu-se durante a campanha a manter um forte investimento social, especialmente na educação e na saúde, uma marca distintiva dos seus três mandatos presidenciais.
Como reflexo dessa preferência pelo senador de extrema-direita, de acordo com a Efe, a Bolsa disparou 7,7% quando Bolsonaro venceu a primeira volta das eleições presidenciais, há três semanas.
Nesse dia, o mercado fechou no seu máximo histórico, impulsionado pela confiança do mercado numa eventual vitória de Bolsonaro, que não se concretizou este domingo.
Lula da Silva venceu com cerca de 51,7% a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil, contra Flávio Bolsonaro, e irá exercer o seu quarto mandato presidencial a partir do início do próximo ano.
Na segunda volta, disputada no domingo, o antigo operário e sindicalista, do Partido dos Trabalhadores (PT), conseguiu reverter, de forma inédita, a desvantagem da primeira volta, em que ficou em segundo lugar, atrás do filho de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que não reconhecia a derrota e que iria pedir a anulação das eleições, criticando a prorrogação do prazo de fecho das urnas por duas horas, decidida na sequência da denúncia de problemas nos transportes públicos que prejudicaram a mobilidade de eleitores.
Lula da Silva, que fará 81 anos na terça-feira, está a terminar o seu terceiro mandato presidencial, para o qual foi eleito em 2022, quando derrotou o então Presidente em exercício Jair Bolsonaro – que atualmente cumpre prisão domiciliária por tentativa de golpe de Estado.
Os dois mandatos primeiros mandatos de Lula como Presidente da República do Brasil foram entre 2003 e 2011.

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La victoria de Lula da Silva en Brasil, inesperada tras la primera votación en la que Bolsonaro se posicionó como favorito, ha tumbado a las empresas españolas cotizadas que mayor exposición tienen en Suramérica. Así, mientras el Ibex 35 se mantiene plano, Telefónica, que tiene la relación más directa del selecto grupo de los 35 con Brasil, ha sufrido una caída que llegó a tocar el 7% en rojo hasta los 3,15 euros. En el caso del Banco Santander, la entidad financiera, con una extensa presencia en el país brasileño, llegó a perder un 4% hasta los 10,87 euros la acción. Con unos ingresos en el país hispanos de 13.200 millones de euros en 2025, la presencia de Brasil en el banco supera el 21%.
Brasil es uno de los mercados más importantes de Telefónica, único país donde la operadora se quedará tras la salida de Hispanoamérica mediante la venta de sus filiales con su plan Transform & Grow. Concentrando su negocio en España, Reino Unido, Alemania y Brasil, Telefónica reúne un 28% de los ingresos del grupo provenientes desde Brasil (9.451 millones) mediante su filial Vivo, en la que posee más de 116 millones de accesos.
Pero además, el antiguo monopolio de telecomunicaciones ha recibido hoy una rebaja de la calificación desde "neutral" a "infraponderada" por parte de JP Morgan, advirtiendo que Virgin Media O2, compañía del grupo en Reino Unido, presenta importantes desafíos de deuda. De esta manera, el banco estadounidense recortó su precio objetivo para diciembre de 2028 50 céntimos, pasando de los 3,70 a los 3,20 euros la acción.



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