A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta segunda (26), recolher e proibir a comercialização de dois produtos alimentícios, um picolé e um suplemento, por conterem ingredientes que não passaram por avaliação de segurança.
O Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0., fabricado pela empresa ABB Gelateria Ltda, está proibido porque ingredientes do produto, a melatonina e o inositol, foram autorizados apenas para uso em suplementos alimentares e em composto líquido pronto para consumo (inositol).
A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto Body Strong Proetein, sabor cacau, da marca Equaliv. fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica.
O suplemento alimentar contém peptistrong, que é uma proteína de fava hidrolisada, ingrediente que não passou, segundo a Anvisa, por avaliação de segurança para uso em alimentos.
Na decisão, a Anvisa explica que houve publicidade irregular com a veiculação de alegações terapêuticas de "prevenção de sarcopenia" e "suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedora (GLP-1)".
Como não houve ausência de regularização sanitária, a Anvisa suspendeu também a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso do produto.
Mais de 3 milhões de adolescentes que tomaram a primeira dose da vacina contra a dengue ainda precisam voltar aos postos de saúde para completar o esquema vacinal.
Como a vacina é aplicada em duas doses, a proteção completa só é adquirida após a segunda, que deve ser tomada três meses depois da primeira.
Os dados foram apresentados pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, em uma palestra na 28ª Jornada Nacional da Sociedade Brasileira de Imunizações, realizada no Rio de Janeiro, na semana passada.
Gatti mostrou que mais de 11,8 milhões de doses já foram administradas em todo o país, sendo 7,6 milhões como primeira dose, e 4,2 milhões como segunda.
"Vacinar adolescente, sem eles terem percepção de risco, é muito difícil. No caso da dengue, o ideal é vacinar no período intersazonal [em que a incidência da doença é mais baixa], para que a pessoa entre na sazonalidade protegida", complementou.
Apesar de a farmacêutica japonesa Takeda, fabricante da vacina Qdenga, ter uma capacidade de produção que não atende a toda a população brasileira, o fornecimento para o público-alvo está garantido, afirmou Gatti.
Além das vacinas entregues em 2024 e 2025, o Brasil tem um contrato vigente que prevê a entrega de 9 milhões de doses este ano, e outras 9 milhões em 2027.
Disponível em todo o país
A vacinação contra a dengue no Brasil foi iniciada nos municípios mais afetados pela doença, avançando progressivamente, e já é feita em todo o país. O público-alvo são as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.
Eder explicou essa decisão durante a palestra. Quando a vacina foi incorporada pelo Sistema Único de Saúde, os dados que comprovavam sua segurança eram mais robustos para a faixa etária de 4 a 16 anos. Dentro desse universo, as chances de adoecer com gravidade são maiores entre 10 e 14 anos.
"Olhando para o que o mundo e o Brasil produziram de conhecimento nos últimos anos, nós já temos mais dados de segurança e continuamos olhando para isso com muita atenção. A ampliação para faixas etárias mais velhas é uma possibilidade, até um desejo, mas a gente precisa ter cuidado com as questões operacionais, orçamentárias e de segurança".
Vacina do Butantan
O diretor do PNI também esclareceu que a aplicação da vacina produzida pelo Butantan continua suspensa, após a identificação de três casos de dengue grave adquiridos após a vacinação, com dois óbitos, entre mais de 500 mil vacinados.
Ainda não está confirmado que a vacina tenha causado a doença, mas a coincidência temporal foi considerada um sinal de segurança pelo Ministério da Saúde, que decidiu suspender a vacinação em junho.
"Isso não cancela a vacina, mas nós temos a necessidade de avaliar com estudos complementares se, de fato, o sinal de segurança representa algo que compromete", acrescentou Gatti.
O diretor do PNI classificou a vacina do Butantan como "uma grande esperança para o país".
"É uma tecnologia nacional, e a nossa ideia era vacinar de 40 a 60 milhões de pessoas por ano, o que significa que, em três anos, nós conseguiríamos chegar a toda a população elegível do país. Mas, antes, precisamos sanar todas as lacunas geradas a partir desse sinal de segurança", explicou o diretor do PNI.
Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, descobriram um tipo de célula, até então desconhecido, que pode explicar como o aumento benigno da próstata acontece quase sempre em uma região muito específica do órgão.
O aumento da próstata é uma condição chamada de HPB (Hiperplasia Prostática Benigna), que atinge a maioria dos homens com o envelhecimento.
Conforme o órgão cresce, acaba pressionando a uretra, provocando dificuldades para urinar, jato fraco e a necessidade de ir ao banheiro várias vezes durante a noite.
O estudo foi publicado em setembro no The Journal of Pathology e analisou a próstata de forma para entender como esse processo começa.
“Embora a HPB afete milhões de homens em todo o mundo, os cientistas ainda não entendem completamente por que ela se desenvolve principalmente em uma região da próstata conhecida como zona de transição, enquanto outras regiões da glândula permanecem relativamente não afetadas”, diz o autor sênior do estudo, Vasan Yegnasubramanian.
A próstata é dividida em três áreas principais, que podem desenvolver problemas diferentes:
Zona Periférica: Fica na parte externa e é onde surge a maioria dos casos de câncer de próstata.
Zona de Transição: Fica no centro, ao redor da uretra, e é onde a HPB se desenvolve quase que exclusivamente.
Zona Central: Ocupa a região intermediária e raramente apresenta doenças.
A descoberta da “WIF1”
Os pesquisadores utilizaram sequenciamento de RNA de célula única –– tecnologia que permite examinar quais genes estão ativos em células individuais de diferentes regiões da próstata humana –– e analisaram cerca de 130 mil células de dez pacientes.
Ao mapearem as células que revestem o interior da próstata, identificaram um grupo totalmente novo, apelidado de células basais WIF1+.
Os testes confirmaram que essas células estão concentradas quase que exclusivamente na zona de transição, sendo raríssimas nas outras partes da próstata.
A equipe observou que em tecidos de homens com a próstata aumentada, a quantidade dessas células é significativamente maior.
Como elas fazem a próstata crescer?
Os autores do estudo afirmam que as células WIF1+ têm a capacidade de remodelar o tecido ao seu redor e de “conversar” com as células vizinhas.
Em um órgão saudável, elas ajudam a manter o equilíbrio local, no entanto, em pessoas com HPB, elas se multiplicam e reativam sinais de crescimento que fazem a glândula se expandir.
A Universidade afirma que entender a existência dessa população celular abre portas para o futuro e pode ser útil para criar tratamentos mais precisos e específicos, que possam conter o crescimento da próstata ainda antes de causar desconforto aos pacientes.
Crescimento de próstata vs. Câncer de próstata
O crescimento benigno da próstata e o câncer de próstata são condições completamente diferentes, apesar de frequentemente confundidas pela população.
De acordo com o urologista Rafael Coelho, o crescimento benigno da próstata está relacionado ao aumento natural do volume do órgão ao longo da vida, principalmente com o envelhecimento.
Já o câncer de próstataapresenta características completamente diferentes, em que há uma proliferação descontrolada de células da próstata, podendo causar metástase, invadir outros órgãos. É uma doença com potencial letal, segundo o especialista.
Uma diferença crucial entre as duas condições está na manifestação dos sintomas. Enquanto o crescimento benigno causa sintomas urinários evidentes, o câncer de próstata geralmente é assintomáticoem seus estágios iniciais. Por isso, os especialistas enfatizam a importância dos exames preventivos para diagnosticar o câncer quando ainda está em fase curável.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve assinala o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado a 29 de outubro, com um conjunto de iniciativas em Faro, Portimão e Lagoa, destinadas a sensibilizar a população para a prevenção do AVC, identificar os fatores de risco e a incentivar para a adoção de hábitos de vida saudáveis.
Em Faro, a Unidade de AVC, em parceria com o Serviço de Saúde Ocupacional, promove, a 29 de outubro, um rastreio dirigido aos profissionais da ULS Algarve. A iniciativa decorre entre as 9h00 e as 14h00, no hall do edifício principal, e pretende reforçar a importância da vigilância da saúde e da prevenção desta doença.
No Hospital de Portimão, também no dia 29 de outubro, o programa inclui uma exposição de e-Poster com indicadores de qualidade da Via Verde AVC e da Unidade de AVC, sessões individuais de educação para a saúde sobre prevenção e controlo dos fatores de risco e a atividade ‘Um Minuto no Lugar de Quem Vive um AVC’. Esta última consiste numa experiência de simulação de défices neurológicos, que procura sensibilizar os participantes para algumas das dificuldades enfrentadas pelas pessoas que sofreram um AVC.
As iniciativas prosseguem no dia 30 de outubro, entre as 9h00 e as 12h30, no Mercado Municipal de Portimão, com rastreios de fatores de risco de AVC, sessões individuais de educação para a saúde e aconselhamento sobre prevenção, hábitos de vida saudáveis e vigilância da saúde. A exposição de e-Poster com indicadores de qualidade da Via Verde AVC e da Unidade de AVC estará igualmente patente neste espaço.
Em Lagoa, no dia 8 de novembro, entre as 9h00 e as 12h30, o Auditório Carlos do Carmo acolhe uma ação de sensibilização que inclui rastreios de fatores de risco, com avaliação da tensão arterial e da glicemia, uma sessão de educação para a saúde dedicada à prevenção do AVC e a caminhada ‘Todos os minutos contam’.
Com estas iniciativas, a ULS Algarve pretende reforçar a literacia em saúde e alertar para a importância da prevenção e do controlo dos fatores de risco, contribuindo para a redução do impacto do AVC na população.
O AVC é uma emergência médica em que o reconhecimento dos sinais de alerta e a rapidez na procura de assistência são fundamentais. Perante sinais como desvio da face, falta de força num braço ou alterações na fala deve ligar imediatamente para o 112.
Unidade Móvel Médico-Social percorre o concelho com equipas de enfermagem, aproximando a vacinação das populações e facilitando o acesso dos utentes mais idosos e vulneráveis.
O Município de Mértola, através da Unidade Móvel Médico-Social (UMMS), em articulação com a Unidade de Cuidados na Comunidade do Vale do Guadiana, promove, entre 28 de outubro e 30 de novembro, uma Campanha de Vacinação contra a Gripe e a Covid-19 que irá abranger todas as freguesias do concelho.
A iniciativa assume um caráter pioneiro e diferenciador na região, ao apostar num modelo descentralizado de vacinação. Enquanto, regra geral, a vacinação é realizada nos Centros de Saúde e nas farmácias aderentes, em Mértola são os profissionais de saúde que vão ao encontro das populações, através da UMMS, levando equipas de enfermagem às diferentes freguesias do concelho.
Esta resposta de proximidade procura ultrapassar algumas das dificuldades que caracterizam um território de grande dimensão e dispersão geográfica, onde reside uma população significativamente envelhecida e onde as deslocações para acesso a cuidados de saúde podem representar um obstáculo, sobretudo para os cidadãos mais vulneráveis.
Ao levar a vacinação diretamente às comunidades, o Município de Mértola e a Unidade de Cuidados na Comunidade do Vale do Guadiana procuram facilitar o acesso a este importante instrumento de prevenção, promovendo simultaneamente uma resposta mais próxima, acessível, inclusiva e humanizada.
A vacinação constitui uma das principais formas de prevenção da Gripe e da Covid-19, contribuindo para reduzir o risco de doença grave e de complicações associadas, particularmente entre a população mais envelhecida e vulnerável.
Mais do que uma campanha de vacinação, esta iniciativa materializa uma visão de saúde de proximidade, em que são os serviços que procuram chegar às pessoas e adaptar a resposta às características concretas do território.
Com esta aposta pioneira através da Unidade Móvel Médico-Social, o Município de Mértola reforça o seu compromisso com a prevenção, a proximidade e o cuidado, procurando garantir que a distância não seja uma barreira no acesso à saúde.
Guardar o frango no frigorífico parece uma tarefa simples, mas há um erro que muitas pessoas podem cometer sem se aperceberem. Colocar a carne crua na prateleira errada pode favorecer a contaminação de outros alimentos e aumentar o risco de doenças de origem alimentar. Por isso, os especialistas recomendam cuidados específicos na organização do frigorífico.
De acordo com a revista norte-americana Martha Stewart, que reuniu recomendações de especialistas em segurança alimentar, o frango cru pode transportar microrganismos responsáveis por infeções, como a Salmonella. O principal perigo está nos líquidos libertados pela carne, que podem entrar em contacto com alimentos guardados nas proximidades.
Esta é a prateleira mais segura para guardar o frango
Segundo Vanessa Coffman, especialista da organização Stop Foodborne Illness, o local mais indicado para conservar frango cru é a prateleira inferior do frigorífico.
A explicação está relacionada com o risco de contaminação cruzada. Quando o frango é colocado nas prateleiras superiores, os líquidos que eventualmente escapem da embalagem podem escorrer para os alimentos que se encontram por baixo.
Este contacto pode transferir bactérias para produtos que serão consumidos sem passar por qualquer processo de confeção, como frutas, legumes ou refeições já preparadas.
A especialista recomenda ainda que o frigorífico seja mantido a uma temperatura igual ou inferior a 4 ºC, de forma a limitar a multiplicação de microrganismos.
E se o frigorífico tiver gavetas para frutas e legumes?
Atualmente, muitos frigoríficos apresentam gavetas destinadas à conservação de frutas e legumes na zona inferior, o que pode levantar dúvidas sobre o melhor local para guardar carne crua.
Kimberly Baker, especialista em segurança alimentar, explica que, nestas situações, o frango deve ser colocado num recipiente que impeça a saída de líquidos e guardado na prateleira mais baixa disponível.
O objetivo é evitar que eventuais derrames entrem em contacto com outros alimentos ou com as superfícies interiores do eletrodoméstico.
Se a prateleira inferior estiver ocupada, a especialista aconselha a reforçar a proteção da embalagem, colocando o frango num saco hermético e, posteriormente, dentro de um recipiente de plástico ou vidro com tampa.
Esta dupla proteção ajuda a reduzir o risco de contaminação caso a embalagem original apresente alguma fuga.
Descongelar frango exige os mesmos cuidados
As recomendações também se aplicam ao frango congelado que é colocado no frigorífico para descongelar.
Durante este processo, a carne pode libertar líquidos que contêm microrganismos potencialmente perigosos, pelo que deve permanecer num recipiente adequado e afastada de alimentos prontos a consumir.
Segundo Kimberly Baker, o congelamento não elimina necessariamente as bactérias presentes no frango. Embora as temperaturas negativas impeçam ou reduzam significativamente a sua multiplicação, alguns microrganismos podem sobreviver.
Quando a carne descongela e a temperatura aumenta, estes podem voltar a multiplicar-se, sobretudo se o alimento não for conservado corretamente.
Por esse motivo, descongelar frango no frigorífico é uma opção mais segura do que deixá-lo à temperatura ambiente, desde que sejam respeitadas as condições adequadas de armazenamento.
Há outros cuidados que deve ter antes de cozinhar
Além de escolher a prateleira correta, é importante manter o frango cru separado de outros alimentos, especialmente daqueles que não serão cozinhados.
Os utensílios e superfícies utilizados na preparação da carne devem ser devidamente higienizados, evitando a transferência de bactérias para outros ingredientes.
Também não é aconselhável lavar o frango cru antes de o cozinhar, uma vez que os salpicos de água podem espalhar microrganismos pelo lava-loiça e pelas superfícies próximas.
Por fim, a carne deve ser bem cozinhada, garantindo que atinge uma temperatura interna segura, de aproximadamente 74 ºC.
Assim, guardar o frango na prateleira inferior do frigorífico, dentro de um recipiente bem fechado e a uma temperatura adequada, é uma medida simples que pode ajudar a prevenir problemas de saúde.
A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) confirmou hoje a deteção de carraças numa área de internamento, situação que originou uma transferência temporária de doentes e uma intervenção de desinfestação.
Segundo disse a ULSTMAD, com sede em Vila Real, numa resposta por escrito, esta é uma segunda situação de deteção de carraças, sendo que foi feita uma primeira desinfestação “após a qual o problema aparentava estar resolvido”.
A primeira situação aconteceu no início do mês de outubro.
“Perante a identificação de um novo foco, de dimensão reduzida, a ULSTMAD decidiu realizar uma nova intervenção de desinfestação, acompanhada de uma nova transferência temporária dos doentes para outra ala, de forma a garantir a continuidade da prestação de cuidados em condições de segurança”, explicou.
A Unidade Local de Saúde salientou que “não foram identificados doentes afetados por esta ocorrência”.
Adiantou que estão a ser realizadas as cirurgias urgentes/emergentes e que as programadas estão com alguns constrangimentos, referindo que estas serão remarcadas com a maior brevidade possível.
Na informação divulgada, a instituição disse que mantém o acompanhamento da situação e que adotará as medidas adicionais que se revelem necessárias, tendo “como prioridade a segurança e o bem-estar dos doentes e profissionais”.
O conselho de administração da ULSTMAD reafirmou o seu “compromisso com a qualidade e a segurança dos cuidados de saúde prestados” e garantiu “a adoção das medidas necessárias à resolução da situação”.
Acordar de manhã com uma recordação clara dos sonhos da noite anterior pode parecer um sinal de que se dormiu bem. No entanto, esta associação nem sempre corresponde à realidade, uma vez que a capacidade de recordar aquilo com que sonhámos depende de vários mecanismos cerebrais e pode até estar relacionada com interrupções do sono.
A Associação Portuguesa do Sono clarifica que a maioria das pessoas sonha todas as noites, embora muitas não consigam recordar esses episódios ao despertar. A entidade esclarece que lembrar-se dos sonhos não significa necessariamente ter tido uma noite de descanso de qualidade, contrariando uma ideia relativamente comum sobre o funcionamento do sono.
Porque é que algumas pessoas se lembram dos sonhos?
Os sonhos acontecem sobretudo durante a fase REM do sono, caracterizada por movimentos rápidos dos olhos e por uma atividade cerebral intensa. Porém, as experiências vividas durante esta fase tendem a ser esquecidas pouco depois de acontecerem, o que explica por que motivo muitas pessoas acordam sem qualquer recordação daquilo com que sonharam.
Segundo a mesma fonte, a possibilidade de recordar um sonho é maior quando o despertar acontece durante ou pouco depois da fase REM. Nestas circunstâncias, a memória do episódio ainda pode estar disponível, permitindo recuperar imagens, acontecimentos ou emoções que fizeram parte do sonho. Contudo, isso não significa que o sono tenha sido mais reparador.
O cérebro pode contribuir para apagar as memórias dos sonhos
Um estudo publicado na revista científica Science, em 2019, identificou mecanismos cerebrais que poderão ajudar a explicar o esquecimento durante o sono. A investigação demonstrou, em experiências com animais, que determinados neurónios produtores da hormona concentradora de melanina, ativos durante o sono REM, participam em processos de esquecimento associados ao hipocampo.
Esta região do cérebro desempenha um papel importante na formação e consolidação de memórias. A Associação Portuguesa do Sono refere que a atividade daqueles neurónios poderá dificultar o armazenamento de determinadas informações, ajudando a explicar a rapidez com que os sonhos desaparecem da memória. No entanto, o estudo não demonstrou diretamente que este mecanismo seja responsável pelo esquecimento dos sonhos nos seres humanos.
Quem se lembra dos sonhos pode acordar mais vezes durante a noite
Outra investigação, publicada em 2013 na revista Frontiers in Psychology, analisou as diferenças entre pessoas que recordavam frequentemente os sonhos e outras que raramente conseguiam fazê-lo. Os investigadores acompanharam 36 participantes saudáveis e observaram diferenças nos padrões de atividade cerebral e nos períodos em que permaneciam acordados durante a noite.
Os resultados mostraram que os participantes que recordavam os sonhos com maior frequência passavam, em média, cerca de 30 minutos acordados durante o período de sono, enquanto os restantes registavam aproximadamente 14 minutos. Estes dados sugerem uma associação entre os despertares noturnos e a capacidade de recordar sonhos, embora não permitam concluir que todas as pessoas que se lembram deles dormem pior.
Lembrar-se dos sonhos significa que dormimos mal?
Apesar da relação identificada entre os despertares e a memória dos sonhos, recordar o que aconteceu durante a noite não constitui um sinal de problemas de sono. A frequência com que uma pessoa se lembra dos sonhos pode variar e não é suficiente para determinar se o descanso foi adequado ou se existe alguma perturbação.
A Associação Portuguesa do Sono sublinha que “o facto de uma pessoa se lembrar de um sonho não é indicativo de um sono de qualidade”. Assim, tanto quem acorda com memórias detalhadas como quem raramente recorda os sonhos pode ter dormido adequadamente. A investigação disponível aponta para diferentes fatores envolvidos neste fenómeno, sem estabelecer uma relação direta entre a quantidade de sonhos recordados e a qualidade do descanso.
O que se pode concluir sobre a memória dos sonhos?
As investigações ajudam a compreender por que razão algumas pessoas conseguem descrever os sonhos com bastante detalhe, enquanto outras praticamente nunca se lembram deles. O momento do despertar, a atividade de determinadas regiões cerebrais e a existência de interrupções durante a noite estão entre os fatores que podem influenciar essa capacidade.
Por isso, a recordação dos sonhos não deve ser utilizada isoladamente para avaliar a qualidade do sono. O estudo publicado na Frontiers in Psychology identificou uma associação entre maior frequência de recordação e mais tempo acordado durante a noite, mas os próprios resultados não permitem determinar se essa característica corresponde necessariamente a um descanso insuficiente.
O Brasil identificou um novo caso da doença Newcastle, vírus aviário altamente contagioso, em uma criação comercial. O país, que é o maior exportador de frango do mundo, confirmou o segundo caso neste último domingo, 25, em uma unidade em Santa Catarina.O caso foi registrado no município de Coronel Freitas, próximo ao local onde ocorreu o primeiro teste positivo registrado na última semana.O Ministério da Agricultura (Mapa), afirmou na última segunda-feira, 19, ter detectado um episódio da doença numa granja comercial de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina. O caso levou ao fechamento da unidade e à suspensão de qualquer movimentação das aves.Quais regiões já detectaram a Newcastle?O primeiro registro da doença em criação comercial ocorreu em junho de 2024. Na época, o ministério declarou estado de emergência sanitária animal por 60 dias em quatro municípios do estado de Santa Catarina. Entre eles estão: Águas Gerais, Coronel Freitas e Nova Erechim. O estado é o segundo maior exportador de frango do Brasil e respondeu por cerca de 23% de todos os embarques de 2026 até setembro.A maior compradora do Brasil, a China, e a Arábia Saudita, o quarto maior importador de frango brasileiro, já impuseram algumas restrições às aves de todo o estado de Santa Catarina. Segundo o Ministério da Agricultura, as ações podem limitar o impacto de um novo caso sobre as exportações brasileiras. “Devido à proximidade entre o novo estabelecimento e a propriedade onde foi identificado o primeiro foco, houve apenas um pequeno ajuste na área de restrição, que permanece sob vigilância”, disse em nota.O que é a doença de Newcastle?A doença de Newcastle (DNC) é uma infecção viral aguda e altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres, sendo considerada uma das enfermidades mais importantes da avicultura mundial.É classificada como uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) devido ao seu grande potencial epidêmico e aos graves impactos econômicos que pode causar ao comércio e à exportação de carnes.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve assinala o Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado a 29 de outubro, com iniciativas em Faro, Portimão e Lagoa.
Em Faro, a Unidade de AVC, em parceria com o Serviço de Saúde Ocupacional, promove um rastreio dirigido aos profissionais da ULS Algarve. A iniciativa decorre entre as 9h e as 14h, no hall do edifício principal.
No Hospital de Portimão, no mesmo dia, o programa inclui uma exposição de e-Poster com indicadores de qualidade da Via Verde AVC e da Unidade de AVC, sessões individuais de educação para a saúde e a atividade «Um Minuto no Lugar de Quem Vive um AVC», uma “experiência de simulação de défices neurológicos”.
As iniciativas prosseguem no dia 30 de outubro, entre as 9h e as 12h30, no Mercado Municipal de Portimão, com rastreios de fatores de risco de AVC, sessões individuais de educação para a saúde e aconselhamento sobre prevenção, hábitos de vida saudáveis e vigilância da saúde. A exposição do dia anterior estará igualmente patente.
Já em Lagoa, no dia 8 de novembro, entre as 9h e as 12h30, o Auditório Carlos do Carmo recebe uma ação de sensibilização – que também inclui rastreios – e novamente uma sessão de educação para a saúde dedicada à prevenção do AVC, bem como a caminhada «Todos os minutos contam».
O objetivo geral da ULS é “reforçar a literacia em saúde e alertar para a importância da prevenção e do controlo dos fatores de risco, contribuindo para a redução do impacto do AVC na população”.
É um hábito comum entre muitas pessoas, mas tomar banho com lentes de contacto pode representar um perigo para a saúde dos olhos. Apesar de a água da torneira ser própria para consumo, os oftalmologistas alertam que o contacto com as lentes pode favorecer o desenvolvimento de infeções graves, algumas das quais capazes de provocar danos permanentes na visão.
Segundo o jornal espanhol AS, que divulgou os alertas dos especialistas, o principal risco está associado a um microrganismo chamado Acanthamoeba, que pode estar presente em diferentes fontes de água, incluindo a água corrente utilizada diariamente em casa.
Esta infeção pode provocar danos graves na visão
A Acanthamoeba é um organismo microscópico que pode entrar em contacto com os olhos durante o banho. Quando uma pessoa utiliza lentes de contacto, existe o risco de o microrganismo ficar retido entre a lente e a córnea, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de uma infeção.
Esta doença, conhecida como queratite por Acanthamoeba, é relativamente rara, mas pode ser particularmente difícil de tratar. Nos casos mais graves, pode provocar lesões permanentes na córnea e comprometer significativamente a capacidade de visão.
O facto de a água ser potável não elimina o perigo. Embora seja tratada para consumo humano, isso não significa que esteja completamente livre de microrganismos capazes de provocar infeções oculares.
Por esse motivo, os especialistas defendem que as lentes de contacto nunca devem entrar em contacto direto com a água, independentemente da sua origem.
Não é apenas no banho que deve ter cuidado
O risco não se limita ao duche. Nadar numa piscina, entrar no mar ou mergulhar num rio com lentes de contacto também pode aumentar a probabilidade de desenvolver problemas oculares.
Além das infeções, a água pode alterar a forma das lentes de contacto moles, fazendo com que adiram à superfície do olho e provoquem irritação ou desconforto.
Durante os meses mais quentes, fatores como o cloro das piscinas, o sal do mar, a areia e o ar condicionado podem contribuir para o aparecimento de problemas como secura ocular, conjuntivites irritativas e queratites infecciosas.
Joan Pérez, responsável pela área de contactologia da VERTE Oftalmología e especialista em Ótica e Optometria, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de que algo não está bem.
Vermelhidão, desconforto persistente, dor ou visão turva são sintomas que não devem ser ignorados. Nestes casos, é aconselhável retirar as lentes e procurar avaliação especializada, sobretudo quando os sintomas persistem ou se agravam.
Especialistas explicam como evitar problemas com as lentes de contacto
A principal recomendação dos especialistas é simples: retirar sempre as lentes de contacto antes de tomar banho, nadar ou realizar qualquer atividade que implique contacto direto dos olhos com a água.
A limpeza das lentes também exige cuidados específicos. Nunca devem ser lavadas com água da torneira, sendo necessário utilizar exclusivamente soluções próprias para a sua desinfeção e conservação.
Outro aspeto importante é respeitar os prazos de substituição indicados pelo fabricante. Utilizar lentes para além do período recomendado pode aumentar o risco de complicações.
Os especialistas aconselham ainda a substituir regularmente o estojo das lentes, renovar completamente a solução de conservação e evitar dormir com as lentes colocadas, salvo indicação expressa de um profissional de saúde.
A mensagem dos oftalmologistas é clara: mesmo um hábito aparentemente inofensivo, como tomar banho com lentes de contacto, pode ter consequências graves. Retirá-las antes de entrar em contacto com a água continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a saúde ocular.
Se passa longos períodos sentado em frente ao computador, seja por motivos profissionais ou de lazer, é provável que já tenha sentido dores nas costas, tensão nos ombros, fadiga ocular ou sensação de rigidez. Existem, no entanto, várias formas de aliviar parte desse desconforto e de reduzir alguns dos riscos para a saúde associados a períodos prolongados de sedentarismo. Entre as estratégias mais simples estão fazer pausas para caminhar, ajustar o espaço de trabalho, variar de posição e realizar exercícios de mobilidade. Caminhe cinco minutos a cada meia hora Passar muitas horas sentado está associado a vários problemas de saúde,
O semaglutido, a substância ativa de medicamentos antidiabéticos também utilizados para a perda de peso, foi o que registou o maior aumento de despesa (+54,5%) nos primeiros oito meses deste ano considerando os gastos feitos pelo Serviço Nacional de Saúde.
Com 36 anos, Júlio Mamute chegou a pesar 310 quilos e teve uma fase da vida em que até tomar banho representava um desafio. O brasileiro já perdeu cerca de 120 quilos, sem recorrer a cirurgia ou medicamentos, e viajou até à China para participar numa maratona de 42,195 quilómetros na Grande Muralha, um local que o pai sempre sonhou conhecer.
Natural de Recife, no estado brasileiro de Pernambuco, Júlio pesa atualmente cerca de 190 quilos e tem participado em provas desportivas em diferentes países, incluindo Portugal. De acordo com a agência Lusa, o brasileiro tinha previsto participar na maratona chinesa no passado domingo, 25 de outubro, depois de uma transformação que começou num período em que enfrentava dificuldades para realizar tarefas quotidianas.
Promessa ao pai levou Júlio até à China
A escolha da Grande Muralha da China não aconteceu por acaso. O pai de Júlio, natural do interior de Pernambuco, tinha uma paixão pela geografia e gostava de ensinar ao filho as bandeiras e capitais dos diferentes países. A China e a Austrália estavam entre os destinos que mais desejava conhecer, tendo transmitido esse interesse ao longo da infância do brasileiro.
Segundo a mesma fonte, Júlio chegou a prometer ao pai que um dia fariam uma viagem juntos, mas este morreu pouco depois de o filho iniciar o processo de emagrecimento. A participação na prova chinesa ganhou, por isso, um significado pessoal. “Para mim, ter escolhido aqui a Muralha da China é uma coisa muito afetiva”, explicou à Lusa, reconhecendo que desconhecia a dimensão do desafio que teria pela frente.
Houve um episódio com o sobrinho que mudou tudo
A decisão de transformar a sua vida surgiu depois de um acontecimento familiar. No dia 13 de novembro, data do seu aniversário, nasceu um sobrinho, precisamente à mesma hora em que Júlio tinha nascido. Poucos dias depois, quando tentou visitar a criança para lhe entregar um presente, não conseguiu sair do automóvel devido às dificuldades de mobilidade.
O episódio levou-o a refletir sobre a situação em que se encontrava, depois de ter aumentado cerca de 120 quilos durante dois anos e meio, num período marcado pelo isolamento durante a pandemia. Na entrevista à agência noticiosa recordou que até tomar banho se tinha tornado uma tarefa difícil e que frequentemente precisava de se deitar para recuperar do esforço.
Natação foi o primeiro passo para perder peso
Depois daquele episódio, Júlio decidiu inscrever-se em aulas de hidroginástica e começou gradualmente a recuperar a mobilidade. Mais tarde, passou a praticar natação, chegando a permanecer mais de duas horas por dia na piscina, divididas em duas sessões. “A natação salvou a minha vida”, afirmou, ao recordar a importância que a modalidade teve na sua transformação.
A atividade física também o ajudou a alterar algumas rotinas associadas à compulsão alimentar. Dentro da piscina, não tinha acesso ao telemóvel nem podia encomendar comida, circunstâncias que, segundo explicou, facilitaram a mudança de hábitos. Entretanto, começou a partilhar o percurso nas redes sociais, sobretudo depois de perder o pai e um tio, procurando manter a motivação para continuar.
Conseguiu completar 15 quilómetros quando pesava 220 kg
A participação em provas de atletismo surgiu depois de uma visita à secretaria municipal dos Desportos de São Paulo, onde foi desafiado a inscrever-se na tradicional corrida de São Silvestre. Na altura, Júlio pesava aproximadamente 220 quilos e nunca tinha percorrido mais de seis quilómetros durante os treinos, pelo que completar os 15 quilómetros da competição representava um desafio.
Ao sétimo quilómetro, esteve prestes a desistir e chegou a deitar-se no chão. Contudo, recebeu um vídeo enviado pela irmã e pelo sobrinho, que o incentivaram a continuar. O brasileiro acabou por concluir a prova e, desde então, participou em competições em Portugal, Argentina e Uruguai. A experiência também contribuiu para aumentar a sua presença nas redes sociais, onde começou a documentar as diferentes etapas da transformação.
Próximo objetivo é participar na maratona de Atenas
Além da atividade desportiva, Júlio associou o processo de emagrecimento a uma iniciativa solidária. Segundo contou à Lusa, já distribuiu mais de duas toneladas de alimentos em países como Brasil, Angola e Cabo Verde. Depois da viagem à China, pretende deslocar-se a Barcelona para participar numa corrida ligada aos bombeiros locais e organizar uma nova doação alimentar.
O brasileiro estabeleceu ainda como objetivo perder cerca de 220 quilos relativamente ao peso máximo que atingiu, o que significaria chegar aproximadamente aos 90 quilos. Entre os desafios que pretende concretizar encontra-se a maratona de Atenas, na Grécia, associada às origens históricas desta modalidade. Apesar das dificuldades que encontrou ao longo do percurso, Júlio mantém a intenção de continuar a participar em provas desportivas. “Eu não vou desistir até chegar, até alcançar isso”, garantiu.
Como os romanos inventaram a vida em apartamento. Foi brilhante, brutal e muitas vezes mortal. Numa lápide à saída de Roma, um antigo escravo, Ancarenus Nothus, deixou o que os estudiosos viriam a chamar “O Lamento do Inquilino”: morto, já não conhece a fome nem paga caução da renda, e goza de graça um alojamento eterno. O humor negro soa estranhamente familiar a quem atualmente vive numa cidade, diz o ZME Science. Para a maioria dos romanos, a capital do mundo antigo não eram vilas de mármore nem pátios com jardim. Isso ficava para 0,1%. Para os outros, viver era
Como os romanos inventaram a vida em apartamento. Foi brilhante, brutal e muitas vezes mortal. Numa lápide à saída de Roma, um antigo escravo, Ancarenus Nothus, deixou o que os estudiosos viriam a chamar "O Lamento do Inquilino": morto, já não conhece a fome nem paga caução da renda, e goza de graça
Disfunção das mitocôndrias pode estar na origem do envelhecimento e de várias doenças crónicas. Uma nova perspetiva científica sugere que doenças tão distintas como a diabetes tipo 2, a depressão e a doença de Alzheimer podem partilhar uma causa comum: alterações na produção e utilização de energia pelas células. A teoria coloca o metabolismo energético no centro da saúde humana. Segundo esta perspetiva, diversas doenças crónicas, tradicionalmente estudadas como problemas independentes de diferentes órgãos, poderão estar relacionadas com dificuldades das células em transformar os nutrientes em energia. Martin Picard, biólogo da Universidade de Columbia e um dos principais defensores desta
As células que podem estar por trás do aumento da próstata com a idade escondem-se junto à uretra, na própria zona que incha. Os homens sabem que a próstata tende a aumentar com a idade. O que ninguém percebia bem era porquê, nem porque esse aumento acontece quase sempre na mesma região da glândula. Um estudo da Universidade Johns Hopkins, recentemente publicado na revista The Journal of Pathology, aponta agora um suspeito. Este aumento benigno da próstata chama-se hiperplasia benigna da próstata (HBP). É o problema de próstata mais comum em homens com mais de 50 anos. Ocorre na zona
Se toda a história da Terra coubesse num único ano, os seres humanos só entrariam em cena no último dia, pouco depois das 23h25. Quase tudo aquilo a que chamamos História aconteceria nos segundos finais de 31 de dezembro. O nosso planeta tem cerca de 4,54 mil milhões de anos. Para compreender a dimensão deste número, basta imaginar que a sua formação ocorreu à meia-noite de 1 de janeiro e que o presente coincide com a última badalada do ano. Neste calendário geológico, cada dia representa cerca de 12,4 milhões de anos. Um segundo equivale a cerca de 144 anos.
Como se prende uma partícula veloz que desaparece assim que toca em quase tudo? Constrói-se uma armadilha muito especial. Pela primeira vez, investigadores usaram campos elétricos e magnéticos para capturar e manter um tipo esquivo de partícula a que se chama positrão, o primo de antimatéria do eletrão. O modelo padrão da física de partículas funciona muito bem, mas não consegue explicar porque é que o universo existe. Falta alguma coisa, e esta partícula capturada pode guardar uma pista para a resposta. Num estudo publicado a 21 de outubro na Physical Review Letters, a equipa descreve como manteve a partícula
O Governo vai incluir as empresas de transporte não urgente de doentes no âmbito do Decreto-Lei n.º 199/2026, que estabelece um pacote de apoios financeiros extraordinários e temporários para mitigar o aumento dos custos com combustíveis e AdBlue.
Em comunicado, três dias após as empresas privadas de transporte de doentes não urgentes terem ameaçado parar se não forem incluídas nos apoios do Governo por causa do aumento dos combustíveis, assim como terem equacionado uma marcha lenta em Lisboa, o Ministério da Saúde disse reconhecer a importância destas empresas.
“Esta decisão reconhece a importância destas empresas para assegurar o acesso dos utentes aos cuidados de saúde e traduz a preocupação do Governo com o impacto do aumento dos custos de exploração na sustentabilidade da sua atividade e na continuidade de um serviço essencial à população”, lê-se no comunicado de dois parágrafos.
Na quinta-feira, o jornal Público revelou que estas empresas, que há meses reclamam ser incluídas nos apoios extraordinários que têm sido concedidos a diversos setores de atividade, dizem-se discriminadas e lembram que, sem os transportes que garantem, alguns tratamentos podem ficar em risco.
Para chamar a atenção para as dificuldades criadas pelo aumento do preço dos combustíveis, as empresas distribuíram panfletos pelos passageiros, depois de todas as tentativas de contacto com o Governo terem saído frustradas e o último decreto-lei sobre os apoios os ter deixado de fora.
“Da parte do Governo há um silêncio absoluto. Só o gabinete da presidência da República nos recebeu”, lamentou o presidente da Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA), Álvaro Gil, citado pelo Público.
O responsável explicou que o transporte de doentes não urgentes segue preços tabelados em 2023, pelo que as empresas não podem refletir o aumento dos custos no cliente, ou seja, no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Lembrou ainda que o aumento dos preços dos combustíveis, no contexto da crise no Médio Oriente, está também a fazer subir os preços da manutenção dos veículos e dos consumíveis, como é o caso do oxigénio.
Em 2025, o SNS registou mais de quatro milhões de transportes a doentes não urgentes, dos quais cerca de metade feitos por empresas privadas, que concorrem aos concursos abertos pelas unidades de saúde.
A maioria dos transportes são para tratamentos oncológicos ou de hemodiálise, sessões de fisioterapia e consultas, mas estes serviços incluem também transferências entre hospitais e altas clínicas, serviços que podem ficar em causa se estas empresas pararem.
Como forma de pressão, estas empresas admitem fazer uma marcha lenta na próxima semana em Lisboa, se o Governo não abrir uma via de diálogo.