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Misteriosos orbes azuis teriam atravessado o corpo de uma mulher em Utah e causado graves sequelas, mostram documentos divulgados pelo Pentágono

Um novo documento divulgado pelo Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos, na tarde da última sexta-feira (23), expõe o avanço das operações no Rancho Skinwalker, uma fazenda isolada em Utah conhecida por décadas de eventos inexplicáveis. Um desses casos ocorreu durante uma viagem para a Califórnia, quando um orbe azul (objeto circular voador) atravessou o corpo de uma motorista, deixando sequelas graves e imediatas à saúde, segundo relatos da mesma.

Os documentos fazem parte da sétima leva de registros históricos divulgados pelo Pentágono sobre investigações militares envolvendo Fenômenos Anômalos Não Identificados (UAP), ou os chamados “OVNIs” (Objetos Voadores Não-Identificados).

Este documento é o relatório mensal da BAASS (Bigelow Aerospace Advanced Space Studies) referente à investigação sobre UAP em novembro de 2009.

O Orbe Azul

O caso aconteceu em agosto de 2007, próximo a Davis e Woodland, e envolveu uma mulher, que atuava como psicóloga clínica, e sua filha. Enquanto trafegavam em um veículo à noite, observaram três esferas de luz azul brilhante voando.

Segundo relatos, duas dessas esferas (descritas como do tamanho de bolas de softbol) invadiram o veículo em movimento. A primeira esfera cruzou o painel e saiu pelo lado oposto, já a segunda atravessou o corpo da mulher, que estava no banco do motorista.

A luz entrou pelo ombro esquerdo, navegou pelos tecidos do tórax — com a vítima relatando a sensação de uma “bolha” mudando de direção — e saiu pela parte superior do braço direito.

O documento que relata que o incidente resultou em uma “distorção temporal severa”, com um trajeto de 45 minutos levando três horas, além de forte náusea imediata.

Nos meses seguintes, a saúde da motorista acabou se degradando aos poucos:

  • Peso: Ela ganhou de 23 a 25 kg (50 a 55 libras) em apenas dois meses, mesmo mantendo dieta saudável.
  • Sintomas: Percebeu erupções cutâneas, perda de cabelo, perda progressiva de visão e audição, além de osteoartrite aguda no ombro atingido e sinais de envelhecimento precoce.
  • Confirmação: Exames de sangue conduzidos pela equipe médica da BAASS confirmaram quadros inflamatórios anômalos e alterações laboratoriais no trajeto exato por onde a esfera atravessou os tecidos do corpo.

Investigações na fazenda em Utah

A BAASS manteve patrulhas de vigilância 24 horas por dia na fazenda em Utah, Skinwalker Ranch a partir de agosto de 2009. Foi documentada uma série de pequenas anomalias que não possuem explicações comuns.

Guardas registraram rádios ligando sozinhos em estações locais no trailer da propriedade (Homestead 1). Já na área conhecida como Homestead 2, moedas alinhadas sobre blocos de cimento mudaram de posição, viraram ou desapareceram sem deixar vestígios de pegadas ou invasores.

Além disso, fotografias capturaram esferas luminosas em pontos estratégicos. Um dos oficiais relatou a sensação de uma presença ameaçadora e ar quente na linha de árvores, enquanto outro sentiu um “aperto congelante” no tornozelo, comparável a dedos muito longos, enquanto dormia.

Divulgação dos lotes

Aos poucos, o Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos está divulgando sobre suas investigações relacionadas aos OVNIs. A medida ocorre após o presidente norte-americano Donald Trump instruir agências governamentais a divulgarem fotos, vídeos, relatórios e materiais sigilosos acumulados há décadas que sejam relacionados a objetos aéreos não identificados e a vida extraterrestre.

Os documentos estão se tornando públicos de forma gradual, com a publicação em meses de novos lotes de arquivos. Até o momento, sete lotes já foram divulgados.

 

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Brasil só dará visto livre a indicado embaixador se EUA liberar para Viotti

A área internacional do Palácio do Planalto sugere que o governo brasileiro deve condicionar a autorização de visto com livre trânsito a Daniel Perez, indicado pelos Estados Unidos a embaixador no Brasil, ao mesmo tratamento dado pela Casa Branca à embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti.

Em agosto, Viotti teve o visto de entradas múltiplas em território norte-americano, prerrogativa de um embaixador, revogado. A medida foi tomada pelo Departamento de Estado norte-americano, que equivale ao Ministério de Relações Exteriores no Brasil.

Na época, o secretário de Estado, Marco Rubio, alegou reciprocidade em razão de o governo brasileiro ainda não ter autorizado o novo embaixador americano no país. Lula havia suspenso até as eleições a concessão de agrément, que dá o aval diplomático, a indicados embaixadores. Encerrado o pleito, o Planalto irá retomar os processos ainda neste ano.

Segundo a equipe diplomática do Palácio do Planalto, o Itamaraty não identificou até o momento nenhum indicativo que impeça o nome escolhido por Donald Trump para exercer a função de embaixador no Brasil.

No entanto, caso Perez receba as cartas credenciais, assessores de Lula defendem que a análise sobre qual tipo de visto diplomático concedido, se de livre trânsito ou não, seja condicionado ao mesmo tratamento dado à embaixadora brasileira.

Presidente da Câmara de Representantes do estado da Flórida, e alinhado a Donald Trump, Daniel Perez foi anunciado como indicado embaixador pelos EUA em junho deste ano. A divulgação pública gerou críticas internas na diplomacia brasileira, já que o processo de análise e aceitação de agrément é sigiloso, com o nome do indicado informado inicialmente ao país que irá receber o embaixador, antes de ser anunciado.

Em agosto, a nomeação foi aprovada pelo Senado norte-americano em um placar apertado, com 51 votos a favor e 47 contrários.

O Brasil não tem embaixador dos Estados Unidos desde janeiro de 2025. Quem representa o governo norte-americano em território brasileiro é Gabriel Escobar, encarregado de Negócios da Embaixada dos EUA.

Em entrevista a uma emissora local de Miami, concedida em agosto, Daniel Perez foi questionado sobre qual prioridade deverá ter se assumir o cargo de embaixador e disse: “O primeiro objetivo será sempre a segurança e a proteção dos americanos que estão no Brasil”.

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Imprensa internacional repercute fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Logo Agência Brasil

Páginas na internet de jornais de diversos países repercutiram nesta terça-feira (27) a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. O embarque escondido para os Estados Unidos, menos de 48 horas após perder as eleições presidenciais, foi noticiado pela agência Reuters.

>> Flávio responde a dois processos criminais no Supremo Tribunal Federal (STF); saiba mais

Notícias relacionadas:

Um dos primeiros veículos a noticiar a fuga foi o Infobae, da Argentina, que disse haver uma suspeita de que o senador teria embarcado com a família em um jato particular, em Puerto Iguazú, com destino aos Estados Unidos. A versão, porém, não foi confirmada pelo governo da Argentina.  

O La Nación, também da Argentina, destaca que fontes próximas ao senador afirmaram que os Estados Unidos estariam diretamente envolvidos na fuga.

O periódico diz ainda que, sob o governo de Donald Trump, o país norte-americano tem se tornado o refúgio do clã Bolsonaro e lembra que Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, também está nos EUA.

O jornal New York Times destacou que Flávio Bolsonaro deixou o Brasil depois de perder as eleições e após a Justiça determinar a apreensão de seu passaporte.

O espanhol El País lembrou que o senador se recusou a aceitar a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva logo após a apuração. O jornal relembra que, em 2022, Jair Bolsonaro também não reconheceu a derrota e que viajou aos Estados Unidos antes da posse de Lula, mas acabou voltando ao Brasil.

O inglês The Guardian afirma que Flávio Bolsonaro estaria a caminho dos Estados Unidos e que sua fuga pode selar o destino da extrema-direita brasileira.

O jornal cita que, além de Flávio, seu irmão Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos, foragido da Justiça brasileira, por tentar interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro. E que o ex-presidente está preso, condenado por tentativa de golpe de Estado.

Paradeiro segue incerto

A fuga de Flávio Bolsonaro começou a ser noticiada pela manhã, por jornais argentinos. O coordenador de campanha do senador, Rogério Marinho, chegou a negar a informação.

Depois, Marinho disse que não tinha notícias de Flávio Bolsonaro desde às 8h e que o senador teria dito que “queria dar um tempo”.

Nas redes sociais, o investidor e ex-secretário de Turismo do México, Simón Levy, compartilhou que Flávio Bolsonaro teria chegado aos Estados Unidos (EUA), em uma articulação liderada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
 

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Flávio Bolsonaro terá deixado o Brasil rumo aos Estados Unidos

AF! O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato derrotado nas presidenciais brasileiras, terá deixado o Brasil nesta terça-feira e seguido viagem para os Estados Unidos, segundo fontes próximas ao político e uma autoridade norte-americana ouvidas pela imprensa. A informação foi avançada pela Reuters e pela CNN, que indicaram a Flórida como destino inicialmente apontado, embora o […]
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“Não surpreende”, diz democrata da Flórida à CNN sobre fuga de Flávio

A fuga aos Estados Unidos do senador e candidato derrotado a presidente Flávio Bolsonaro (PL) aos poucos começa a repercutir no meio político americano.

Aliados de Flávio relataram ao analista de Política da CNN Brasil Caio Junqueira que Flávio deve desembarcar no estado da Flórida nesta terça-feira (27), depois de ter recebido endosso do governo Trump para a viagem e uma sinalização para um potencial asilo político.

À CNN Brasil, a deputada estadual da Flórida Anna Eskamani disse que a fuga de Flávio não a surpreende.

“Não tenho nenhuma informação direta, mas, sabendo que o pai dele buscou refúgio aqui, isso não me surpreende”, disse a política democrata.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) viajou para a Flórida no penúltimo dia de seu mandato presidencial, em 2022, depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

 

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Planalto vê em fuga de Flávio impacto na relação com os EUA

A área internacional do Palácio do Planalto admite que a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para os Estados Unidos nesta terça-feira (27) pode desgastar ainda mais a relação com o governo norte-americano.

Por outro lado, assessores diplomáticos afirmam que o episódio não é razão para que o governo brasileiro chegue ao ponto de romper vínculos com a Casa Branca. Pelo contrário, um dos principais desafios da política externa brasileira no novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reestabelecer uma relação pragmática com o governo dos Estados Unidos, independentemente da preseça da família Bolsonaro no país.

Estão incluídos no plano do Brasil nas negociações futuras com o governo norte-americano, as relações comerciais entre os dois países, que ainda dependem de um acordo sobre o tarifaço imposto pelos EUA aos produtos nacionais; e a segurança pública, envolvendo as recentes medidas da Casa Branca sobre o crime organizado internacional.

Embora admita que a fuga de Flávio poderá impactar na relação com os EUA, o Palácio do Planalto vê que o problema maior foi criado entre o senador e os mais de 60 milhôes de eleitores que votaram nele. Esse será o discurso usado pelos integrantes e aliados do governo, que o opositor de Lula derrotado nas urnas desrespeitou seus eleitores ao deixar o país.

Além disso, na avaliação desses assessores, romper com os Estados Unidos seria atender a uma expectativa da ala mais ideológica em Washington e da extrema direita no Brasil.

Para o Planalto, a vitória de Lula representou uma derrota para o Departamento de Estado americano, que esperava eliminar o governo progressista na América Latina, e que isso irá criar uma disputa interna em Washington entre a ala mais ideológica e os mais pragmáticos.

O governo brasileiro também entende que a relação com os EUA tende a melhorar ainda mais após as eleições de meio de mandato no país, com expectativa de que se forme maioria democrática nas duas Casas do parlamento.

Segundo interlocutores da Casa Branca, Flávio já teria aterrisado em território norte-americano.

Nesta terça-feira (26), Trump voltou a sugerir, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil teria sido fraudada. Na véspera, ele fez a mesma acusação, mas destacou que gosta de Lula e que se dá bem com o petista.

O governo Lula decidiu não se manifestar oficialmente sobre a declaração do republicano.

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Marinho fala em “surpresa” e nega ter sido comunicado sobre saída de Flávio

O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da oposição no Senado, disse nesta terça-feira (27) que o núcleo duro da campanha presidencial não foi comunicada sobre a fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Marinho, que coordenou a campanha de Flávio ao Palácio do Planalto, afirmou estar “surpreso” com a notícia.

Marinho disse que pessoalmente não tem informações sobre o paradeiro do senador e que só soube de movimentações por notícias da imprensa. Ele afirma que se encontrou com Flávio na tarde da última segunda-feira (27) para “agradecer” a votação recebida no segundo turno da disputa presidencial. O candidato do PL foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por cerca de 4,4 milhões de votos.

“Nós não tivemos notícia ainda por parte do Flávio e advogados do que de fato aconteceu. Tentamos contactar o Flávio após as informações. Recebi uma mensagem de texto dizendo que iria dar um tempo hoje e depois conversaria conosco, por volta das 8h da manhã. Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição”, disse Marinho.

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A fala do senador ocorreu após reunião de emergência do PL convocada pelo presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. O encontro reuniu lideranças estaduais da legenda para afinar o discurso e definir os rumos da sigla diante da fuga de Flávio.

Marinho também menciona uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de cancelar os passaportes do senador derrotado nas urnas minutos após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral): “Uma coincidência que precisa ser analisada pela sociedade. Numa democracia é muito estranho que um candidato à Presidência da República, após a proclamação do resultado, seja objeto de medida cautelar, no inquérito em que o principal motivo caiu por terra, para a retenção dos seus passaportes. Me parece a preparação para uma coisa mais persecutória.”

Fuga de Flávio

O senador e candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos com sua mulher e filhas nesta terça-feira (27). A informação foi confirmada por fontes ligadas ao governo americano.

Flávio repetiu a decisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que viajou aos EUA dois meses depois de perder a eleição para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2022.

O senador deixou o país após o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinar que ele entregasse seus passaportes comum e diplomático à PF (Polícia Federal).

Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o parlamentar demonstrou irritação com a determinação e Moraes. Alvo de inquéritos no STF, o senador temia ser preso.

Apesar de ter afirmado que corria risco de prisão, aliados de Flávio o aconselharam a não deixar o país, durante uma reunião na segunda-feira (26) com os principais nomes de sua campanha no escritório de um de seus advogados, no Lago Sul, em Brasília. Foi a última vez que Flávio falou com a maioria deles.

O senador ficará sem mandato a partir de fevereiro de 2027, pela primeira vez em 24 anos.

 

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Departamento de Estado dos EUA diz à CNN que emitirá vistos para Flávio

O Departamento de Estado dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares, além de permitir a entrada deles no país, segundo confirmou um alto funcionário do órgão à CNN Brasil.

“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, afirmou o funcionário.

Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmaram, nesta terça-feira (27), que o político fugiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26).

Ainda na manhã desta terça, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações de que o senador esteja no Brasil.

Mais cedo, aliados e a própria defesa de Flávio Bolsonaro, ouvidos pela CNN, não sabiam do paradeiro do senador. Os advogados afirmaram que o último contato teria ocorrido às 16h30 desta segunda e que deveriam encontrar o senador nesta terça para recolher os passaportes.

O site argentino Infobae publicou nesta terça que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.

O sumiço do senador tem gerado incômodo entre os próprios aliados. A avaliação de membros do PL (Partido Liberal) é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.

Políticos próximos ao senador o cobram para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.

Além disso, o governo de Javier Milei negou que Flávio tenha entrado na Argentina. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou para a reportagem que o ex-candidato do PL não entrou, nem pediu para entrar no país.

“Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar [quanto a isso]”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, à CNN Brasil.

No fim da manhã desta terça, a Casa Rosada também informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações “não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.

“Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação”, acrescentou o texto.

 

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Trump volta a dizer que eleições no Brasil pareceram fraudadas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer nesta terça-feira (27), durante um comício no Texas, que as eleições no Brasil foram fraudadas.

“Eles fraudam muito bem (os democratas). São os maiores fraudadores de eleições da história. Embora o Brasil também esteja fazendo um bom trabalho nisso, não é? Eu não tomei partido, não gostei, não me pareceu muito bom”, disse Trump.

O presidente americano está em meio a uma intensa agenda de campanha pelo país antes das Eleições de Meio de Mandato, as Midterms, marcadas para 3 de novembro. Trump tem realizado comícios quase diariamente para incentivar a participação de eleitores em apoio aos republicanos, que tentam manter o controle do Congresso.

Em discursos que chegam a durar 90 minutos, Trump defende suas políticas econômicas, vangloria-se do tamanho das multidões, zomba de manifestantes e chegou a fazer comentários sobre as nádegas de um colega republicano.

Aqui estão cinco pontos principais sobre as aparições do presidente, realizadas, em sua maioria, em áreas de forte apoio republicano pelo país:

O discurso econômico de Trump

No início do mês, Trump afirmou ter feito um “mau trabalho” ao explicar seu desempenho econômico. Ele tem tentado corrigir isso em seus comícios, destacando uma taxa de pobreza em nível historicamente baixo, baixo desemprego, recordes no mercado de ações e preços mais acessíveis para alguns itens alimentícios.

No entanto, seu discurso entra em conflito com as preocupações dos eleitores quanto aos gastos com combustível, compras de supermercado e outras despesas do dia a dia.

Os preços ao consumidor aceleraram em setembro, impulsionados pela disparada no custo da gasolina. O preço médio do combustível nos EUA é de US$ 4,27 por galão (US$ 1,13 por litro) — cerca de 40% mais caro do que há um ano, segundo a AAA. Trump tem prometido, repetidamente, que os preços da gasolina cairão assim que a “guerra com o Irã” terminar.

Esse descompasso ficou evidente do lado de fora de um comício de Trump na zona rural do Kansas, onde Chester Daniel, um veterano militar de 90 anos e apoiador de Trump, afirmou que a economia ainda tem “um longo caminho a percorrer” para ajudar os trabalhadores.

“Preços? Altos demais! Nunca voltaremos aos patamares de quando tudo isso começou, mas eles precisam cair bastante”, disse Daniel. “Não sei como esses jovens conseguem sustentar suas famílias.”

Republicanos na defensiva e o mapa dos comícios

O roteiro de viagens de Trump revela o quão difícil será para os republicanos manterem o controle do Congresso, com o presidente sendo forçado a adotar uma postura defensiva, mesmo em redutos conservadores. Trump viajou duas vezes ao Texas em apoio a Ken Paxton, candidato republicano ao Senado; fez campanha para o senador republicano em exercício Roger Marshall, no Kansas; e esteve duas vezes em Ohio em apoio ao senador Jon Husted.

Trump também participou de comícios para candidatos republicanos em disputas acirradas no Alasca, Iowa, Montana e Carolina do Sul. Ele tem uma visita ao Mississippi programada para segunda-feira (26).

Trata-se de locais onde os republicanos costumam vencer com facilidade — e não de campos de batalha eleitorais onde Trump normalmente dedicaria tempo durante as semanas cruciais que antecedem uma eleição.

Nas pesquisas, Paxton aparece ligeiramente atrás do democrata James Talarico, enquanto Marshall enfrenta um desafio considerável do democrata Adam Hamilton em um estado que não elege um senador democrata há quase um século. Em Ohio, Husted está atrás do ex-senador democrata Sherrod Brown, e, em Iowa, a candidata republicana ao Senado, Ashley Hinson, trava uma disputa acirrada contra o democrata Josh Turek.

Chama a atenção a ausência, até o momento — a menos de duas semanas do dia das Midterms —, de estados como Michigan, Maine, Minnesota e New Hampshire, que também registram disputas acirradas para o Senado. É provável que ele visite alguns desses locais em breve; há uma viagem programada para Michigan no domingo, e ele também mencionou planos de ir ao Maine.

O foco de Trump sobre o tamanho do público nos comícios

Trump transformou o tamanho do público em um tema recorrente de seus comícios durante o ciclo eleitoral de Meio de Mandato, descrevendo arenas lotadas e milhares de pessoas que, segundo ele, teriam ficado do lado de fora — o que ele apresenta como prova de sua popularidade contínua.

No entanto, a adesão real aos eventos de campanha nas últimas semanas tem sido irregular. Alguns comícios atingiram a capacidade máxima, mas sem qualquer sinal da multidão excedente descrita por Trump. Em outros, grandes setores de assentos permaneceram vazios, mesmo em locais de porte modesto.

“Faço isso todas as noites e, não importa aonde eu vá, é sempre a mesma coisa. São multidões enormes”, disse Trump em um comício na Carolina do Norte, na terça-feira. “Temos telões do lado de fora. Milhares e milhares de pessoas. Há algo muito especial acontecendo.”

O local estava lotado, mas não havia sinais de multidões do lado de fora esperando para entrar ou acompanhando o evento pelos telões. Em um comício realizado no dia 7 de outubro em San Antonio, no Texas, Trump afirmou que as filas do lado de fora da arena estendiam-se por duas milhas (aproximadamente 3,2 km), mesmo com grandes áreas vazias no interior do local.

O tamanho do público nem sempre é um indicador preciso de apoio político; contudo, Trump tem utilizado esse dado como um sinal de força, ainda que seu índice de aprovação tenha caído para 31% — o patamar mais baixo de todo o seu mandato presidencial —, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na semana passada.

Trump não é candidato nas eleições de 3 de novembro. Para os candidatos republicanos, a questão é saber se o entusiasmo que ele desperta entre seus apoiadores pode se converter em votos para eles.

A França como um exemplo nas Eleições de Meio de Mandato

Trump tem usado frequentemente o presidente francês, Emmanuel Macron, como um contraponto em seus discursos de campanha, alegando ter forçado Macron — por meio da ameaça de impor tarifas sobre o champanhe (um produto de exportação francês muito popular) e outros bens — a aumentar os preços de medicamentos prescritos na França.

No entanto, na última semana, aproximadamente, Trump adotou uma nova narrativa sobre a França, apresentando os violentos distúrbios ocorridos no país nas últimas semanas como um alerta do que, segundo ele, poderia acontecer nos EUA caso os democratas vençam as eleições de meio de mandato. Trump atribuiu a responsabilidade pelos distúrbios a imigrantes e muçulmanos, seguindo uma estratégia já conhecida que tem marcado sua atuação política há mais de uma década.

“Que diabos aconteceu com a França?”, perguntou Trump a uma multidão em uma arena de competições agropecuárias em Clemson, na Carolina do Sul, na quarta-feira.

Vale notar que os protestos na França ganharam mais destaque nos discursos recentes de Trump do que dois outros grandes problemas de política externa que ele não conseguiu solucionar: a invasão da Ucrânia pela Rússia e sua “guerra” contra o Irã.

“Eles vão acabar, de um jeito ou de outro”, disse Trump sobre os dois conflitos durante o comício em Clemson. Ele não explicou como esses conflitos poderiam terminar, mas queixou-se de não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços na resolução de conflitos ao redor do mundo.

Trump e o foco no físico

Há muito tempo, Trump demonstra uma fixação pelo físico humano que vai além da metáfora do “corpo político”.

Nesta temporada eleitoral, Trump tem dado atenção especial a Husted, um ex-jogador de futebol americano universitário da Universidade de Dayton, de 59 anos.

Em comícios realizados em Ohio, Kentucky e Carolina do Norte, Trump expressou admiração pelo físico de Husted, chegando a comentar que os glúteos dele parecem “um amontoado de músculos”.

“Depois, olhei para as pernas dele e pensei: ‘Caramba, que pés grandes!’. Em seguida, observei seus ombros e dei um tapinha — cheguei a machucar a mão! Parecia um pedaço de aço. Eu disse: ‘Esse cara é um monstro!'”, relatou Trump.

Na sexta-feira, Trump teceu elogios semelhantes a Robert F. Kennedy Jr., seu secretário de Saúde e Serviços Humanos, declarando em um comício na Flórida que o político de 72 anos “tem o corpo de alguém de 30 anos”.

Comentários desse tipo são recorrentes no repertório de Trump. Na reta final de sua campanha de 2024, ele aproveitou um discurso em um comício na Pensilvânia para contar uma história grosseira sobre as proezas — para além do golfe — da lenda do esporte Arnold Palmer. Ao longo dos anos, Trump tem focado frequentemente nos atributos físicos das pessoas, chegando, inclusive, a zombar do peso e da aparência de seus oponentes.

Trump considera que até alguns de seus amigos carecem de senso de moda — é o caso de Paxton, conhecido por seu visual desleixado.

“Pode ser que alguns não gostem do jeito que ele se veste”, disse Trump sobre ele durante uma convenção republicana em Dallas, em meados de setembro, acrescentando: “Eu não gosto”.

Isso, contudo, não impediu Trump de fazer campanha para Paxton. Ele retorna ao Texas na terça-feira (27) para participar de mais dois comícios.

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“Perseguição implacável”, diz vice de Flávio após fuga de senador aos EUA

O vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), disse nesta terça-feira (27) que o filho do ex-presidente sofre uma “perseguição implacável”.

“Diante da perseguição implacável sofrida pelo presidente Flávio Bolsonaro, presto minha solidariedade a ele, a Fernanda e às suas duas filhas, rogando a Deus pela segurança e pelo bem-estar dessa família amada”, publicou em rede social após a confirmação de que Flávio deixou o país rumo aos Estados Unidos.

 

“Foi uma honra estar ao seu lado nessa batalha. Conte com minha lealdade e amizade“, completou.

 

Diante da perseguição implacável sofrida pelo presidente Flávio Bolsonaro, presto minha solidariedade a ele, a Fernanda e às suas duas filhas, rogando a Deus pela segurança e pelo bem-estar dessa família amada.

— Alfredo Gaspar (@Alfredogaspar_) October 27, 2026

 

Fuga para os Estados Unidos

Derrotado nas urnas no último domingo (25), Flávio Bolsonaro não entregou os passaportes ao STF (Supremo Tribunal Federal), conforme solicitado pelo ministro Alexandre de Moraes na última segunda-feira (26), de forma que a PF (Polícia Federal) cancelou os documentos.

Aliados confirmaram à CNN que o parlamentar está indo para os Estados Unidos, onde vive também seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Mais cedo, o governo brasileiro tinha acionado autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do senador. O site Infobae – da Argentina – tinha publicado que o ex-presidenciável havia cruzado a fronteira em um voo privado. A CNN Brasil não confirmou qual foi a rota do avião de Flávio.

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Filha de Flávio Bolsonaro falta à escola há 2 dias em meio à suspeita de fuga do senador

A filha mais nova do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não foi à escola nesta segunda-feira (26) nem nesta terça (27), segundo relato de uma fonte familiarizada com a rotina de um colégio em Brasília, onde ela estuda, na capital federal. Até a semana passada, a frequência da adolescente de 12 anos era regular. Procurada pela Agência Pública, a unidade de ensino apenas respondeu: “Infelizmente não conseguimos confirmar a informação e, infelizmente, nenhum setor da instituição poderá confirmar”.

Segundo apurou a Pública, a filha mais velha do senador, de 14 anos, teria deixado a escola no primeiro semestre deste ano. O colégio não informou os motivos quando procurado pela reportagem.

A ausência das estudantes em escolas se dá em meio à rumores de que Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula no segundo turno das eleições presidenciais no último domingo (25), poderia ter deixado o país, apesar de o ministro Alexandre de Moraes, do STF, ter determinado que o candidato derrotado nas urnas entregasse seus passaportes à Polícia Federal (PF) e incluí-lo no sistema de monitoramento migratório, o Sonar.

O senador não cumpriu o prazo de entrega, que terminava nesta terça, e teve os passaportes emitidos em seu nome cancelados pela Polícia Federal (PF). Flávio é alvo de investigação no STF que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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Durante a maior parte da terça, circulou na imprensa brasileira, argentina e dos Estados Unidos a versão de que o senador já estaria no ar, a caminho dos Estados Unidos, ou até mesmo em solo norte-americano. Mas eram apenas especulações e desinformações. 

Registro oficial divulgado pelo governo argentino na madrugada desta quarta-feira (28) desmente declarações feitas inclusive por aliados de Flávio. Segundo a Dirección Nacional de Migraciones, o senador só cruzou a fronteira às 22h50 de terça e decolou às 23h30 em um jato privado com destino a Miami, nos Estados Unidos, mas com escala em Gayaquil, no Equador. 

A Direção Nacional de Migrações informa que, às 22h50 do dia 27/10, ingressaram pelo posto de fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, Flavio Nantes Bolsonaro e família
A Direção Nacional de Migrações informa que, às 22h50 do dia 27/10, ingressaram pelo posto de fronteira da Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, Flavio Nantes Bolsonaro e família

Segundo o órgão, que fez uma publicação do X às 2h01, o senador entrou na Argentina pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Brasil, a Puerto Iguazú, na província de Misiones. Ele estava com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas do casal. 

De acordo com a publicação, todos apresentaram documentação de viagem válida, sem impedimentos legais, e a entrada na Argentina foi registrada sem incidentes. 

O episódio repete um roteiro de tentativas de evitar consequências judiciais já conhecido na família. O irmão Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos, e o pai, Jair Bolsonaro, foi preso pela PF em novembro de 2025 depois de tentar remover a tornozeleira eletrônica.

A reportagem procurou a assessoria do senador, mas não obteve retorno até a publicação. Em caso de manifestação, este espaço será atualizado.

*Informações que poderiam identificar as menores foram omitidas, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Atualização às 12h05 de 28/10/2026: Inserimos informações recentes sobre a fuga de Flávio Bolsonaro.

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Melania Trump anuncia que el alto el fuego en Oleshky entró en vigor dos días antes y se amplió

La tregua comenzó a las 4:00 de la madrugada del 27 de octubre, hora de Moscú, según una declaración de la primera dama, cuya oficina había anunciado el viernes un acuerdo para suspender temporalmente las acciones militares a partir del 29 de octubre.

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O que se sabe sobre a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

Aliados do senador e candidato derrotado à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmaram, nesta terça-feira (27), que o político fugiu do país com a família em direção aos Estados Unidos. A informação também foi confirmada por autoridades americanas à agência de notícias Reuters.

A decisão acontece após a PF (Polícia Federal) solicitar a entrega dos passaportes do senador na segunda-feira (26).

Ainda na manhã desta terça, a PF acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga de Flávio. O senador teria até as 11h para entregar os documentos à PF, segundo determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o que não ocorreu.

Com isso, a corporação cancelou tanto o passaporte comum como o diplomático, destinado a autoridades, levando a uma restrição aos documentos nos portos e aeroportos ao redor do mundo nos sistemas de migração.

O STF determinou a entrega dos passaportes e seus cancelamentos após receio de fuga por parte de investigadores da PF que tocam o inquérito contra Flávio por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

A medida também se baseou na fala do irmão Eduardo Bolsonaro, que disse em uma entrevista na internet que apoiava a saída do Brasil de Flávio caso ele perdesse as eleições presidenciais, como ocorreu no domingo (25).

Segundo apurou a CNN, até agora, porém, o governo brasileiro não tem informações de que o senador esteja no Brasil.

Mais cedo, aliados e a própria defesa de Flávio Bolsonaro, ouvidos pela CNN, não sabiam do paradeiro do senador. Os advogados afirmaram que o último contato teria ocorrido às 16h30 desta segunda e que deveriam encontrar o senador nesta terça para recolher os passaportes.

O site argentino Infobae publicou nesta terça que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. Informação não confirmada até o momento.

O sumiço do senador tem gerado incômodo entre os próprios aliados. A avaliação de membros do PL (Partido Liberal) é de que especulações sobre uma possível fuga do Brasil são negativas para o bolsonarismo.

Políticos próximos ao senador o cobram para gravar um vídeo ou soltar uma nota para esclarecer a situação. Aliados relataram à CNN que procuraram pelo senador após o início das especulações, mas afirmam não ter notícia de Flávio.

Além disso, o governo de Javier Milei negou que Flávio tenha entrado na Argentina. O Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de Imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária, afirmou para a reportagem que o ex-candidato do PL não entrou, nem pediu para entrar no país.

“Não tem nenhum pedido de asilo e não há nada mais para acrescentar [quanto a isso]”, disse em coletiva de imprensa o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, à CNN Brasil.

No fim da manhã desta terça, a Casa Rosada também informou em comunicado que a Direção Nacional de Migrações “não registrou qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”.

“Em razão da repercussão midiática sobre a presença de um avião privado no Aeroporto Internacional de Iguazú, as autoridades procederam com os controles correspondentes à aeronave e à tripulação”, acrescentou o texto.

 

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Fachin arquiva inquérito sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, determinou o arquivamento do inquérito que investigou a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo o ministro, a apuração já cumpriu sua finalidade ao resultar em denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República), posteriormente recebida pela Corte e transformada em ação penal.

Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do STF em 16 de junho a quatro anos e dois meses de prisão, em regime inicial semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A condenação transitou em julgado em 3 de outubro e, cinco dias depois, o ministro Alexandre de Moraes determinou o início do cumprimento da pena.

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Na decisão pelo arquivamento neste terça-feira (28), Fachin afirmou que o inquérito atingiu a finalidade para a qual havia sido instaurado. “Com a instauração da AP 2.782, está exaurida a finalidade investigativa destes autos, não subsistindo razão para a manutenção da sua tramitação”, afirmou o ministro.

O inquérito foi aberto em maio de 2025 para investigar a atuação de Eduardo nos EUA. À época, a PGR apontou possíveis crimes relacionados às articulações do então deputado junto a autoridades americanas e à defesa de sanções contra ministros do STF e integrantes de outros órgãos brasileiros.

Segundo a acusação, Eduardo atuou para pressionar autoridades brasileiras e interferir em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, com o objetivo de beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seu pai.

Ao condená-lo, a Primeira Turma entendeu que as articulações com autoridades dos EUA e a defesa de sanções contra integrantes da Corte ultrapassaram os limites da atuação política e configuraram coação no curso do processo.

Eduardo nos EUA

O ex-parlamentar mora nos Estados Unidos desde o início do último ano, segundo ele, após sofrer perseguição política no Brasil. No país, Eduardo virou um interlocutor entre a família Bolsonaro e autoridades americanas. Segundo o STF, Eduardo usou sua influência no país para tentar interferir no processo que condenou Jair Bolsonaro.

Em julho deste ano, o governo dos Estados Unidos concedeu um green card a Eduardo. O documento garante a permanência do político por prazo indeterminado nos país norte-americano.

O documento de residência permanente de Eduardo foi pedido há mais de um ano para as autoridades americanas. Até então, ele vivia nos EUA, com autorização temporária para residir no Texas.

A extradição seria uma das alternativas da Justiça brasileira para fazer com que o ex-deputado cumprisse a pena. Com a emissão do green card isso fica mais difícil.

O documento permite que estrangeiros residam e trabalhem legalmente nos Estados Unidos por tempo indeterminado, desde que cumpram as regras da legislação migratória norte-americana.

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Aliados dizem que Flávio Bolsonaro está fora do Brasil

Aliados do senador e candidato derrotado a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), relataram à CNN Brasil que ele fugiu para os Estados Unidos com a esposa e as duas filhas.

A informação foi passada à CNN Brasil por fontes próximas à família. Segundo os relatos, a fuga teria começado nesta madrugada.

O principal motivo foi o medo de ser preso após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinar a retenção de seus passaportes.

Mais cedo, o governo brasileiro acionou autoridades argentinas sobre um eventual risco de fuga do senador.

O site argentino Infobae publicou nesta terça-feira (27) que o candidato derrotado nas eleições havia cruzado a fronteira entre Brasil e Argentina em um voo privado. A CNN Brasil não confirmou qual foi a rota do de Flávio.

Algumas horas mais tarde, a PF (Polícia Federal) cancelou os passaportes comum e diplomático do ex-presidenciável no sistema da corporação após decisão de Moraes.

O magistrado havia determinado que Flávio entregasse os documentos até às 11h de desta terça-feira.

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