Michigan's El-Sayed targeted by Republicans in Midterms race: Will the religion card work?


Habituámo-nos a associar a força política à dureza, quando não ao autoritarismo. Jacinda Ardern mostrou que uma coisa não implica necessariamente a outra. Chegou ao cargo de primeira-ministra da Nova Zelândia aos 37 anos e exerceu o poder de uma forma pouco convencional. Foi mãe enquanto liderava o Governo, levou a filha, ainda bebé, à Assembleia Geral das Nações Unidas e nunca pareceu sentir necessidade de esconder dimensões da sua vida pessoal para corresponder à imagem tradicional de uma chefe de Governo. Empatia e capacidade de decisão não tiveram de estar em campos opostos.
Em 2023, Ardern fez outra coisa pouco habitual na política: decidiu sair. Explicou que já não dispunha da energia necessária para continuar a exercer o cargo com a dedicação que este exigia e que queria voltar a dar espaço a outras dimensões da sua vida. No seu último discurso no Parlamento, recordou que não precisara de deixar de ser sensível, ansiosa, mãe, alguém que chora ou abraça, para poder liderar. O título das suas memórias resume bem essa passagem pelo poder: Um Poder Diferente.
Não foi uma liderança isenta de críticas. E é precisamente isso que torna a questão relevante, e não apenas inspiradora, numa altura em que, um pouco por todo o mundo, ganham terreno formas de exercer o poder nos antípodas daquelas que Ardern representa. Afinal, se queremos reacender a democracia, que ideia de força devemos exigir a quem exerce o poder?
É a partir desta experiência que Jacinda Ardern estará na Nova SBE, no próximo dia 29 de outubro, como uma das principais oradoras da 10.ª edição das Conferências do Estoril. Arden refletirá sobre o valor da confiança, da empatia, da coragem e da convicção quando se lidera uma sociedade moderna, em rápida transformação e cada vez mais polarizada.
Outra questão essencial é o que acontece quando exercer o poder significa governar uma sociedade profundamente dividida. Theresa May conhece esse desafio como poucos. Primeira-ministra do Reino Unido entre 2016 e 2019, assumiu o Governo poucas semanas depois do referendo do Brexit e passou três anos a tentar transformar uma escolha aparentemente binária, permanecer ou sair da União Europeia, numa solução política para uma realidade nacional e europeia que de binária tinha muito pouco.
Não conseguiu. Como sabemos, o acordo que negociou com Bruxelas foi rejeitado várias vezes pelo Parlamento britânico, May acabou por se demitir e, meses depois, o eleitorado deu uma maioria a quem prometia simplesmente concretizar o Brexit.
É sobre este desafio que Theresa May falará na Nova SBE: o que significa governar uma sociedade profundamente dividida, conciliar convicções divergentes com a necessidade de compromisso, preservar a confiança nas instituições e encontrar um mínimo de terreno comum, sem o qual uma sociedade deixa simplesmente de conseguir avançar.
E o que acontece quando a ameaça às instituições democráticas não vem de dentro, mas de fora? Falo, naturalmente, da Ucrânia. Vsevolod Chentsov é, desde julho, vice-primeiro-ministro da Ucrânia para a Integração Europeia e Euro-Atlântica. Diplomata de carreira há três décadas, passou os últimos cinco anos a chefiar a missão do seu país junto da União Europeia.
A pergunta que traz à Nova SBE é desconfortável, mas necessária: o que descobre a Europa sobre si própria quando as suas instituições, a sua segurança e os seus valores são verdadeiramente postos à prova?
Mas as lições da experiência de Chentsov vão muito além das fronteiras ucranianas. Dizem também respeito ao futuro da Europa que queremos construir, num tempo em que já não basta produzir diagnósticos e adiar decisões difíceis.
Ardern, May e Chentsov trazem-nos experiências distintas e inquietações muito diferentes.
Como exercemos o poder? Como governamos quando não estamos de acordo? E o que fazemos quando os valores que afirmamos defender são verdadeiramente postos à prova?
Estas são algumas das perguntas que atravessam a 10.ª edição das Conferências do Estoril, organizada pela Nova SBE e pela NOVA Medical School, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais, Capital Europeia da Democracia em 2026, e do Turismo de Portugal.
Mais de 50 líderes, académicos, empresários, ativistas e jovens passarão pela Nova SBE nos dias 29 e 30 de outubro. Paul Krugman, Shirin Ebadi, Audrey Tang, Yulia Navalnaya e Enrico Letta, entre muitos outros, trarão experiências, perspetivas e convicções muito diferentes. Não esperamos que concordem entre si. Se concordassem todos, dois dias seriam provavelmente excessivos.
Queremos precisamente o contrário: experiências suficientemente diversas para nos obrigarem a questionar certezas. Argumentos suficientemente sólidos para resistirem ao contraditório. E espaço suficiente para formularmos perguntas para as quais ainda não existem respostas confortáveis.
Porque é também esse o papel de uma universidade. Como tenho escrito a propósito da IA, num mundo em que conseguimos gerar respostas em segundos, torna-se cada vez mais importante saber fazer as perguntas certas, avaliar criticamente a evidência, exercer o nosso próprio julgamento e tomar decisões.
Talvez essa seja uma das competências de que a democracia mais precisa: a coragem de questionar, a disponibilidade para ouvir e a responsabilidade de decidir.
Os comentaristas da CNN José Eduardo Cardozo e Vinicius Poit debateram, na segunda-feira (26), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), se “a mobilização popular ou o antibolsonarismo que definiu a virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de domingo (25)”.
Lula foi reeleito no segundo turno das eleições, superando Flávio Bolsonaro por mais de 4,5 milhões de votos. Foi a primeira vez na história da República que um candidato que saiu atrás no primeiro turno conseguiu reverter o resultado no segundo.
O comentarista José Eduardo Cardozo defendeu que os dois fatores são inseparáveis. “Não existe essa alternativa”, afirmou. Para ele, a mobilização observada nas ruas de diversas cidades do país, especialmente em São Paulo, na Avenida Paulista, foi de uma intensidade raramente vista.
“Lembrava grandes mobilizações da época do fim da ditadura, e talvez com maior expressão”, destacou Cardozo.
Cardozo apontou que a vitória resultou de uma combinação de elementos. De um lado, havia eleitores que viam na campanha de Lula a continuidade de boas políticas e a defesa da democracia. De outro, setores sem grande identidade com a esquerda, mas que enxergavam no bolsonarismo um risco para a democracia brasileira.
“Uma parte da direita se deslocou porque sabia que não podia ser hegemonizada pelo bolsonarismo”, analisou. O comentarista também citou erros da campanha adversária, como a postura considerada arrogante de Flávio Bolsonaro após o primeiro turno e declarações polêmicas nos debates televisivos.
O comentarista Vinícius Poit concordou que a virada foi resultado de uma combinação de fatores. Ele reconheceu que a campanha de Lula teve uma mobilização expressiva, com a entrada de nomes como Camilo Santana (PT-CE) e Rafael Fonteles (PT), que conferiram um tom diferente ao segundo turno.
“Os caras da esquerda trabalharam e foram atrás do voto”, disse Poit. Ele também admitiu, com ressalvas, que houve “salto alto” por parte de setores da direita após o primeiro turno, embora tenha discordado da avaliação de Cardozo sobre o desempenho de Flávio Bolsonaro nos debates, considerando que o candidato se saiu bem nas duas ocasiões.
Poit mencionou que aliados de Flávio Bolsonaro cogitam questionar a eleição com base em suspeitas de abuso de poder econômico relacionado à mobilização digital da campanha vencedora. No entanto, o próprio comentarista se posicionou contra tentativas de reverter o resultado.
“Quem vai julgar qualquer possível irregularidade é o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o STF (Supremo Tribunal Federal). Vamos em frente”, declarou. Poit também destacou que o próprio partido de Flávio Bolsonaro já reconheceu a vitória de Lula. Para o comentarista, independentemente do resultado, o caminho agora é seguir adiante, de olho nas próximas eleições.
Written by Clare Ferguson with Áine Feeney.
As Members gather for the last plenary session before the summer recess, their agenda covers enlargement, foreign affairs, competitiveness, the EU budget, agriculture, social security and the environment. On Tuesday morning, a debate will follow a presentation of the programme of activities of the Irish Presidency of the Council of the European Union, which began on 1 July. On Wednesday morning, Members will hear Council and European Commission statements on the conclusions of the European Council meeting of 18‑19 June 2026.
Bilateral relations between the EU and Mexico have been bolstered by the current framework since 2000. On Tuesday, Parliament is due to decide whether to give its consent to the conclusion of two instruments to update this framework, the EU-Mexico Political, Economic and Cooperation Strategic Partnership Agreement (Modernised Global Agreement, MGA) and an interim Trade Agreement (iTA), both of which were signed by the EU and Mexico in May 2026. Parliament remains in favour of modernising the MGA, with a joint report by the International Trade (INTA) and AFET committees welcoming it as a step towards further economic expansion that could benefit EU companies and farmers. The INTA committee is due to vote on a draft recommendation on the conclusion of the iTA before the plenary vote.
Lower ticket prices and a wider choice of routes are not the only results of air transport liberalisation. On Monday, Members are expected to discuss an agreement to revise the air passenger rights framework to better protect passengers during increasingly common travel disruption. Delayed in the Council for over a decade, Parliament has shown consistent support for measures to protect air passengers and their rights. Parliament negotiators reached a political agreement in conciliation with the Council in June 2026. The agreement maintains the three-hour threshold for compensation for flight delays and strengthens passenger rights including on rerouting options, protection for missed connections and reimbursement for unused vouchers.
A reform of EU social security rules aims to help citizens living or working in another EU country and better distribute responsibilities between EU countries. Members are set to vote on a provisional agreement on the move to modernise the rules on Monday. Parliament’s negotiators maintained mandatory prior notifications for the construction sector in the agreed text, meaning that authorities of the home Member State would be notified if someone works in another Member State. Parliament’s Committee on Employment and Social Affairs (EMPL) confirmed the agreement in April 2026 and Parliament and the Council now need to formally adopt the new social security rules.
The geopolitical situation in East Asia has grown more volatile as the region experiences increased security challenges triggered by authoritarian regimes. On Monday evening, Members are expected to vote on an AFET committee recommendation, which affirms the need to deepen cooperation with partners in the region, including Japan, Korea, ASEAN and Taiwan. Parliament also recommends establishing a comprehensive EU-Taiwan cooperation framework, in addition to strengthening EU engagement with regional security initiatives and diplomatic efforts to prevent further escalation in East Asia.
The crisis in the Middle East and the closure of the Strait of Hormuz has caused an increase in fertiliser prices, placing a significant financial burden on farmers. On Tuesday, Members are set to vote on a proposal for a regulation to provide temporary common agricultural policy (CAP) support, which would offer exceptional support to farmers most affected by the soaring prices, including the possibility of increased advances on direct payments through existing CAP envelopes. Given the urgency, Parliament decided to consider the proposal without preparing a report, to enable farmers to make prompt decisions on buying fertilisers for the year ahead.
The EU’s plans to allow companies to register as an ‘EU Inc.’, recognised across all Member States, under a ’28th regime’, are central to its competitiveness agenda, aimed at simplifying rules for companies to scale up in the single market. Complementing the legislative proposal already on the table, Members are expected to vote on an own-initiative report from the Committee on Economic and Monetary Affairs (ECON), on Thursday, on the feasibility of a 28th tax regime and its potential to support competitiveness by simplifying and harmonising corporate taxation.
Environmental crimes can have a devastating impact, yet they are difficult to detect and prosecute. Parliament has repeatedly called for measures to combat such crimes. On Wednesday, Parliament is scheduled to vote on endorsement of the EU’s ratification of the Council of Europe’s new Convention on the Protection of the Environment through Criminal Law. A report from the Legal Affairs (JURI) Committee recommends ratification, concluding that the convention is consistent with the EU directive. The new convention establishes minimum requirements for the criminalisation of environmental offences related to activities such as pollution, destruction of biodiversity and improper handling of hazardous waste.
To enter a 2025 budget surplus of €2.1 billion as revenue in the 2026 budget, on Tuesday Parliament is set to consider the Council’s position on draft amending budget No 1/2026 (DAB 1/2026). While endorsing the proposal, a report adopted by the Committee on Budgets (BUDG) welcomes that higher own resources are driving the surplus rather than underspending, but reiterates its long-standing view that revenue from fines and fees should strengthen the EU budget instead of lowering national contributions, and calls for more sustainable EU own resources in the next multiannual financial framework.
Enlargement remains a prominent topic at this plenary session. On Tuesday, Members are expected to debate separately three reports prepared by the Committee on Foreign Affairs (AFET), on Ukraine, Moldova and Serbia. The report on Ukraine stresses the need for a ‘sustainable’ ceasefire and a peace agreement reached with the participation of the EU, while also recognising Ukraine’s European integration as a strategic priority for the Union.
AFET’s report on Moldova commends the country’s commitment to EU accession, condemning attempts by Russian efforts to destabilise Moldova’s path to accession through interference campaigns.
As a result of political instability in the country, Serbia’s EU accession process remains at an impasse. The AFET report recalls that accession is conditional on respect for EU values and democracy, reiterating the need for Serbia to affirm its geopolitical orientation towards the EU, particularly in the context of Russia’s war of aggression against Ukraine.