❌

Reading view

Israel: sondagem à boca das urnas dá vitória a Netanyahu

Uma sondagem à boca das urnas realizada para a estação televisiva Canal 12 confere ao Likud, de Benjamin Netanyahu, a obtenção de 24 lugares do parlamento, o Knesset – muiro aquém dos 61 lugares que determinam a maioria absoluta, mas dois lugares à frente do Yashar, de Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel. A confirmar-se, este resultado vai contra a maioria das sondagens pré-eleições, que sistematicamente davam a vitória a a Eisenkot.

Mas, paralelamente, o grupo de partidos assumidamente na oposição a Netanyahu, tem uma maioria de 52 lugares – aos 22 do Yashar, somam-se os 12 do B’Yashar, dez dos Democratas e oito do Beytenu. Do outro lado, com Netanyahu, estão o Shas (oito lugares), Religious Zionism, United Torah Judaism e OtzmaYehudit (com seis cada um), num total de 50.

Além destes, pontificam ainda a Lista Conjunta, de esquerda (e favorável à solução dos dois Estados), com 11 lugares. Ou seja, se a Lista aceitar somar os seus lugares à oposição liderada por Gadi (o que não é uma evidência), o bloco teria mais que os 61 lugares necessários para formar governo. Oficialmente, a posição da Lista Conjunta em relação a uma aliança com Gadi Eisenkot prevê a possibilidade de um apoio condicional e externo (meramente parlamentar, portanto), recusando liminarmente integrar formalmente um governo liderado pelo militar. Há ainda a contar com os sete lugares do Ra’am, o partido da minoria árabe, que, ao contrário da Lista Conjunta, quer integrar formalmente um governo e fazer parte de uma coligação liderada por Gadi Eisenkot. O problema é que os seus sete lugares não são suficientes para atingir os necessários 61 deputados para a construir uma maioria.

De qualquer modo, se Netanyahu vencer, e mesmo que o seu bloco não seja à partida suficiente para atingir os 61 lugares, o presidente do país, Isaac Herzog, que assumiu o cargo em julho de 2021 e é originariamente do Likud, irá por certo convidar o ainda primeiro-ministro para tentar formar o próximo governo. Só se este não conseguir é que, em segunda escolha, irá ‘bater à porta’ de Gadi Eisenkot.

Após a contagem dos votos, Herzog consultará os líderes dos partidos eleitos antes de incumbir o parlamentar que, em sua opinião, tiver a melhor hipótese de formar um governo, o qual não precisa necessariamente ser o líder do maior partido ou bloco. Esse candidato terá 28 dias para articular uma coligação, com uma possível prorrogação de 14 dias. Caso essas tentativas falhem, um segundo líder partidário poderá ter 28 dias (sem prorrogação) para tentar formar um governo, e se essa tentativa também não for bem-sucedida, uma maioria de 61 deputados poderá solicitar ao presidente que atribua a tarefa a um parlamentar específico dentro de um prazo adicional de 21 dias. Se todas as tentativas falharem, Israel enfrentará outra eleição, com Netanyahu a permanecer como primeiro-ministro interino até que seja formado um novo governo.

Mas Herzog já disse que está empenhado em evitar uma repetição de 2019-2020, quando impasses persistentes levaram o país às urnas três vezes em 11 meses, incentivando os líderes a considerarem um governo de unidade ou de rotação envolvendo Netanyahu e Eisenkot, caso nenhum dos dois consiga formar um bloco sozinho.

  •  

Primeiras projeções das eleições em Israel confirmam empate técnico

De acordo com as primeiras projeções e sondagens divulgadas logo após o fecho das urnas, antecipa-se um cenário de empate técnico e nenhum dos blocos principais — liderados pelo atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud) e pelo opositor Gadi Eisenkot (Yashar!) — conseguirá alcançar a maioria absoluta de 61 lugares no Parlamento (Knesset) de 120 cadeiras.

Quase três anos depois do ataque mais mortal da história de Israel, o Estado hebraico chamou os seus cidadãos às urnas naquela que foi comummente considerada uma das mais importantes da história, com consequências que vão muito para além do futuro político do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ou dos seus oponentes. O massacre do Hamas, em 7 de outubro de 2023, lançou o país numa profunda divisão sobre questões como a responsabilização pelas falhas que permitiram o ataque, o ónus do serviço militar, a independência das instituições democráticas e do poder judiciário, a capacidade de o país manter a prosperidade económica, as alianças internacionais e o espectro do isolamento global.

Após a contagem dos votos, o presidente Isaac Herzog consultará os líderes dos partidos eleitos antes de incumbir o parlamentar que, em sua opinião, tiver a melhor hipótese de formar um governo, o qual não precisa necessariamente ser o líder do maior partido ou bloco. Esse candidato terá 28 dias para articular uma coligação, com uma possível prorrogação de 14 dias. Caso essas tentativas falhem, um segundo líder partidário poderá ter 28 dias (sem prorrogação) para tentar formar um governo, e se essa tentativa também não for bem-sucedida, uma maioria de 61 deputados poderá solicitar ao presidente que atribua a tarefa a um parlamentar específico dentro de um prazo adicional de 21 dias.

Para assumir o poder, um governo precisa de obter a maioria dos votos do Knesset (que tem um total de 120 lugares), embora um governo minoritário possa assumir com menos de 61 apoiantes se as abstenções resultarem em mais votos a favor do que contra. Se todas as tentativas falharem, Israel enfrentará outra eleição, com Netanyahu a permanecer como primeiro-ministro interino até que seja formado um novo governo.

Herzog indicou que está empenhado em evitar uma repetição de 2019-2020, quando impasses persistentes levaram o país às urnas três vezes em 11 meses, incentivando os líderes a considerarem um governo de unidade ou de rotação envolvendo Netanyahu e Eisenkot, caso nenhum dos dois consiga formar um bloco sozinho.

Coube aos mais de 7,3 milhões de eleitores decidir entre os 34 partidos que concorreram às eleições. Os quatro principais partidos da oposição são o Yashar (de Gadi Eisenkot), o B’Yachad (de Naftali Bennett), o Yisrael Beytenu (de Avigdor Liberman) e os Democratas (de Yair Golan).

A Comissão Central de Eleições confirmou que a afluência às urnas registou valores excecionalmente altos ao longo do dia, batendo recordes de votação em comparação com atos eleitorais anteriores. Segundo a imprensa israelita, outro dado interessante é o facto de a população árabe de Israel – cerca de 20% do total – ter comparecido em massa à votação, em grande medida por causa das iniciativas profundamente racistas de Itamar Ben-Gvir, o ainda ministro da Segurança Nacional. Que, entre outras coisas, aconselhou os militares a procederem a uma limpeza étnica em Gaza por via de bombardeamentos aéreos e os colonos da Cisjordânia a matarem o maior número possível de árabes.

  •  

“Stavolta sarà diverso, prevedo l’affluenza più alta di sempre tra gli arabi”: intervista al candidato escluso dalle elezioni israeliane Abu Shehadeh

“Stavolta sarà diverso, vedrete”. Sami Abu Shehadeh non si è perso un evento e ha passato le giornate a battere le città della comunità araba israeliana, soprattutto nel centro nord del Paese, insieme alla coalizione della sinistra che va sotto il nome di Joint List. Anche se non è più il numero due della lista. L’ex deputato e leader del partito nazionalista palestinese, e anti sionista, Balad, si è ritirato dalla corsa elettorale quando è stato chiaro che la Corte suprema di Gerusalemme non avrebbe ribaltato la decisione della Commissione elettorale israeliana di escluderlo a causa di un articolo scritto a caldo sul 7 ottobre. “Incontro persone ogni giorno, la gente vuole andare a votare stavolta e pare che avremo l’affluenza più alta di sempre, e forse la Joint List avrà 10 seggi”. Ma quando gli si chiede se il partito è pronto a sostenere Gadi Eisenkot per formare una maggioranza anti Netanyahu, Shehadeh risponde con un sospiro e uno sguardo di disapprovazione bonaria. “Perché vi ostinate a trattare Israele come uno Stato normale?”

Se non è normale cos’è allora?

Uno Stato razzista, una società che ha commesso un genocidio nel sostanziale consenso generale. Tutti i leader ebrei sionisti dicono chiaramente che non vogliono arabi nel loro governo: rivendicano apertamente il loro razzismo. È un fenomeno che fa male sempre, non solo quando è antisemitismo. La maggior parte dei leader politici ebrei incitano all’odio contro i nostri medici, i nostri insegnanti, i nostri studenti nelle università. Ci impediscono di parlare arabo. È una società folle e violenta. Tutti vengono attaccati. E la gente è terrorizzata e vuole fermare questo spargimento di sangue.

Quindi quale ruolo si immagina per la Joint List nella prossima Knesset? Non c’è neanche un partito dei 37 candidati con cui un dialogo è possibile?

Il nostro ruolo è fermare l’emorragia nella nostra comunità. Lasci stare i 37 partiti, le liste che supereranno la soglia di sbarramento sono 10, e 8 di queste sono di destra o estrema destra. Entrambi gli schieramenti dicono che non ci vedono come attori legittimi nel sistema politico. Sia Eisenkot sia Netanyahu fanno a gara a chi odia di più gli arabi, a chi vuole più guerre, più violenza. La situazione è molto complicata, e pure i Democratici di Yair Golan non sono meno razzisti. Infatti hanno partecipato la mia squalifica dalle elezioni.

Esclusione che di fatto lei ha accettato, e ha ritrattato in parte quello che ha scritto sul 7 ottobre. Oggi lo rifarebbe?

Il punto è questo: sono il leader di un partito politico e sono stato bandito dalle elezioni perché ho idee politiche diverse dalla maggioranza. Sono un attivista per i diritti umani in una società che ritiene legittima l’occupazione, il genocidio, il terrore contro una parte della sua popolazione. Questo è legittimo, invece chi parla di pace, libertà, giustizia e uguaglianza non lo è. A chiedere la mia esclusione sono stati due terroristi suprematisti ebrei: uno è Itamar Ben-Gvir, che conoscete bene, l’altro è Be’ev Wolf, che oggi è avvocato ma nel 1992 piazzava le bombe nelle auto dei palestinesi ed è stato condannato per l’uccisione di un palestinese. Questi due fascisti sono considerati legittimi candidati, io no.

Cosa la rende sicuro che la comunità palestinese-israeliana, che storicamente è poco propensa a votare, stavolta andrà alle urne?

Per effetto del razzismo che ho descritto prima. Stavolta prevediamo che quasi il 70% degli arabi andrà a votare, rispetto al solito 50%.

Una parte voterà per il vostro concorrente Ra’am, il partito islamista di Mansour Abbas. Neanche lui è un possibile alleato?

Non condivido il metodo e l’agenda politica di Mansour. È un leader religioso, un imam, il suo è un movimento religioso islamico. Ma i suoi elettori e il popolo che lo sostiene sono la nostra gente: abbiamo idee diverse, ma cerchiamo entrambi di fare del bene alla nostra comunità.

Di cosa ha bisogno questa comunità, i giovani in particolare, anche per sfuggire alla radicalizzazione?

Di due cose molto chiare. Primo, la sicurezza: un piano di contrasto al crimine organizzato. Perché a causa delle politiche razziste Israele è diventata la società molto pericolosa per le minoranza araba e siamo diventati la quarta comunità al mondo per tasso di mortalità rispetto al numero della popolazione. La seconda richiesta sono le case. Rappresentiamo il 20% della popolazione, 2 milioni di persone e 1,2 milioni di elettori, ma viviamo solo sul 3% del territorio. Senza terra non si può sviluppare una comunità umana, servono terre dove costruire una casa, una scuola, un asilo o una fabbrica. Serve un piano di riforma dell’abitare

L'articolo “Stavolta sarà diverso, prevedo l’affluenza più alta di sempre tra gli arabi”: intervista al candidato escluso dalle elezioni israeliane Abu Shehadeh proviene da Il Fatto Quotidiano.

  •  

Marco Rubio says US told Venezuelan officials ‘weeks and weeks ago’ that María Corina Machado should be allowed to return

U.S. Secretary of State Marco Rubio confirmed on Monday that the United States told Delcy Rodríguez’s regime “weeks and weeks ago” that opposition leader María Corina Machado should be allowed to return to Venezuela.

Seguir leyendo

© Freddie Everett (EFE)

María Corina Machado and Marco Rubio in Washington, in March.
  •  

Orçamento da UE: bloco não sabe como acomodar défice da Ucrânia

O debate sobre o Orçamento da União Europeia para o período 2027-34 está a entrar numa fase crítica – já se tendo percebido que o consenso entre os países frugais do norte do centro da Europa, que querem cortes na despesa, e aqueles que não querem cortes nenhuns (a maioria) será difícil de ultrapassar. Mas Bruxelas tem um condicionalismo adicional: o financiamento do défice de 70 mil milhões de euros que a Ucrânia apresenta no seu próprio orçamento para 2027, e que espera que seja assumido pela bondade externa. Prevê-se que o bloco cubra dois terços do montante pedido, cerca de 46 mil milhões de euros, e que outros aliados (Reino Unido, Canadá, Noruega e Japão, entre outros), assumam o restante.

Os chefes de Estado e de governo da União solicitaram à Comissão Europeia que apresentasse opções para garantir o financiamento, tendo a emissão conjunta de dívida surgido de imediato como a via mais exequível.

Vale a pena lembrar que a Comissão Europeia propôs um plano, no final de 2025, para utilizar os mais de 200 mil milhões de euros em ativos russos (a maior parte retida na infraestrutura financeira Euroclear, na Bélgica) para financiar Kiev. Mas, ao cabo de intensas negociações, países como a Bélgica, Itália, Hungria, República Checa e Eslováquia opuseram-se firmemente, invocando riscos jurídicos e financeiros globais. Como alternativa, a UE acabou por aprovar um empréstimo bilionário à Ucrânia garantido pelo próprio orçamento europeu. Agora que é preciso avançar no processo, o bloco arrisca voltar a perder-se em discussões intermináveis.

A dimensão do défice levou a alterar a ordem de trabalhos da cimeira extraordinária do próximo mês, inicialmente concebida para se concentrar exclusivamente na proposta de orçamento, refere a agência Euronews. A reunião foi prolongada para dois dias, 26 e 27 de novembro, para incluir debates sobre a Ucrânia, onde são esperadas novas propostas para o financiamento do défice.

Défice de Kiev resvala para o Orçamento

Segundo várias fontes, o debate vai ser mais difícil que o esperado, porque o défice ucraniano arrisca ser inscrito na coluna das despesas do Orçamento 2027-34, o que vai dinamitar ainda mais o debate. A presidência rotativa do Conselho propôs um corte de 8% face à intenção original da Comissão, fixando o valor do Orçamento em 1,62 biliões de euros. Os eurodeputados defendem um teto mais alto, na ordem dos 1,78 biliões de euros (a preços de 2025, o que equivale a 2,01 biliões a preços correntes).

Em termos formais, os dois temas continuam a ser processos distintos, mas politicamente, dizem diplomatas e responsáveis citados pela Euronews, estão a tornar-se interdependentes. “São claramente os dossiers mais urgentes até ao fim do ano, definitivamente”, afirmou um diplomata, observando que ainda é demasiado cedo para se falar de um grande pacote único.

O problema é que as primeiras vozes que discordam do pagamento do défice ucraniano ‘no matter what’ estão a começar a ser cada vez mais audíveis.

França prepara-se para recusar

O caso francês parece ser o mais audível de todos. Num contexto em que o governo liderado por Sébastien Lecornu não consegue fazer aprovar o orçamento para 2027 e as ruas das principais cidades gaulesas estão a arder há quase um mês com a população a queixar-se de que não é possível viver com mais cortes orçamentais, pagar o défice da Ucrânia é apresentado como inaceitável.

Marine Le Pen, candidata da extrema-direita do Rassemblement National que lidera confortavelmente as sondagens para as presidenciais de abril, prometeu limitar a contribuição francesa para o orçamento da União a cinco mil milhões de euros por ano e advertiu que se Macron, ainda presidente, concluir um acordo diferente antes das eleições seria um “escândalo democrático”. Ciente disso, o presidente em funções disse aos restantes líderes que um acordo orçamental entre janeiro e abril seria “complicado”. Ou seja, não vai haver. Mas Le Pen disse mais: para a candidata, a mesma lógica aplica-se à Ucrânia, o que a leva a prometer pôr fim a todo o apoio francês ao país em guerra. “Este financiamento vai acabar, e é uma questão de honestidade dizer a Zelensky a verdade”, declarou há dias.

Tudo isto colide frontalmente com os objetivos da Ucrânia, mas também com os da União, que quer ver todas estas questões resolvidas antes do final do ano. António Costa, presidente do Conselho Europeu, disse isso mesmo, mas já ninguém acredita que seja possível.

“A nossa coesão interna é frágil. Se isso começar a desfazer-se, as consequências para a Ucrânia podem ser ainda maiores do que tudo o que Trump diga ou faça”, afirmou um analista citado pela Euronews. “Precisamos de uma solução estrutural para o financiamento da Ucrânia. Não podemos continuar todos os anos a improvisar sob pressão. O apoio a Kiev tem de ficar devidamente integrado no próximo orçamento”.

Convém ter em conta que entre os Frugais encontram-se alguns dos maiores doadores bilaterais da Ucrânia – Dinamarca, Finlândia, Países Baixos, Suécia e Alemanha – que têm interesse direto em garantir o novo financiamento. Isto é, por via deste poderoso grupo, o défice da Ucrânia deverá, em princípio, ser inscrito no Orçamento no lado da despesa, sendo depois necessário ‘inventar’ uma forma de o financiar através de nova receita que não mexa no equilíbrio estrutural do documento. Uma decisão coletiva sólida sobre a Ucrânia poderia tornar politicamente mais tolerável para estes países aceitarem um orçamento mais elevado do que desejariam.

Mas há também quem considere que a insistência dos Frugais em cortar verbas para a agricultura e as políticas de coesão pode impossibilitar que alguns ‘Amigos da Coesão’ – o grupo ‘rival’ onde está Portugal – apoiem um acordo sobre a Ucrânia sem provocar uma reação negativa interna. Chéquia, Hungria e Eslováquia já sinalizam que se vão excluir de qualquer emissão conjunta de dívida para apoiar Kiev. A Bulgária, crítica assumida das entregas de armas, deverá seguir o mesmo caminho. E todos pertencem ao grupo da coesão onde está Portugal. “Seria muito perigoso, e quero deixar isto absolutamente claro, se alguém tentasse ligar o financiamento da Ucrânia ao orçamento”, afirmou o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico. “Seria um milagre se chegássemos a um acordo em dezembro” – que é o mesmo que dizer que não vai acontecer.

  •  

Pérez-Llorca e Uría Menéndez assessoram na aquisição indireta de 22,5% da Floene pela Italgas

A operação insere-se na estratégia de crescimento através de fusões e aquisições prevista no Plano Estratégico 2026-2032 da Italgas, anunciado em junho, e permitirá ao grupo italiano assumir um papel industrial relevante em Portugal.

A Pérez-Llorca atuou como assessora jurídica portuguesa da Italgas nesta transação, em estreita colaboração com a sociedade de advogados italiana Legance, prestando aconselhamento jurídico em todos os aspetos de direito português relevantes no contexto da operação.

A assessoria foi liderada pela equipa de Corporate/M&A da Pérez-Llorca, composta pelo sócio Rodrigo Falcão Nogueira e pela associada Mariana Pintor, contando com o apoio de equipas de diversas áreas de prática do escritório, incluindo, em particular, a equipa de Regulatório, composta pelo sócio Carlos Vaz de Almeida, a counsel Joana Alves de Abreu e a associada Mariana Santos, bem como pela equipa de Concorrência e Direito da União Europeia, composta pela sócia Rita Leandro Vasconcelos e pela associada Sofia Vilas-Boas.

Por seu lado, a Uría Menéndez assessorou a Marubeni Corporation e a Toho Gas Co. Ltd., na qualidade de vendedoras.

A equipa da Uría Menéndez foi liderada por Catarina Tavares Loureiro, sócia de Corporate/M&A, e João Louro e Costa, counsel de Energia e Recursos Naturais, e contou com o apoio de Marta Sampaio Pinto, associada principal de Corporate/M&A, e Jill de Soet Palmeiro, associada sénior de Energia e Recursos Naturais.

  •  

Netanyahu’s future hangs in the balance in a decisive election for the entire Middle East

“The most important in the country.” “Crucial for the future of the Middle East.” “A historic crossroads.” Israel is holding elections this Tuesday — the first since the Hamas-led attacks of October 2023 — which have been described in many ways because they are decisive. Prime Minister Benjamin Netanyahu is staking his future — both political and personal — on the vote, after, against all odds, completing a four-year term leading the most right-wing coalition in the country’s history.

Seguir leyendo

© Ariel Schalit (AP Photo)

A campaign billboard featuring Democratic leader Yair Golan, left, and Benjamin Netanyahu, in Tel Aviv, October 19.
  •  

La concentración de gases que calientan el clima batió récords otra vez en 2025

<![CDATA[

Las concentraciones atmosféricas de dióxido de carbono (CO2) y otros gases responsables del calentamiento alcanzaron niveles sin precedentes en 2025, lo que hace prever nuevos aumentos de temperaturas en el planeta a largo plazo. Así lo indica la última edición del boletín sobre los gases de efecto invernadero de la Organización Meteorológica Mundial (OMM). Más del 75 % de los gases de efecto invernadero y cerca del 90 % del CO2  generado por el ser humano proviene de la quema de combustibles fósiles.

Seguir leyendo...

  •  

Microsoft propõe saídas voluntárias a 60 mil trabalhadores

A Microsoft prepara-se para mais um processo de reorganização com o objetivo de reduzir custos e adaptar-se à era da Inteligência Artificial. O programa inclui 60 mil funcionários, mais de 25% do total de trabalhadores, e será disponibilizado a algumas equipas nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido, “no nível 70 e inferiores”, o que significa que poderá abranger alguns quadros superiores.

“A oferta de saída voluntária reflete uma parte importante da forma como estamos a evoluir na nossa abordagem à mudança: criando maior flexibilidade e, sempre que possível, mais formas de os trabalhadores definirem a próxima etapa do seu percurso”, explicou a diretora de recursos humanos, Amy Coleman, numa mensagem. O novo plano destina-se a funcionários que estão na hierarquia até ao nível de vice-presidente, com exceção de alguns trabalhadores dos centros de dados e das áreas de venda e marketing.

Em julho, a Microsoft anunciou a eliminação de cerca de 4.800 postos de trabalho, aproximadamente 2,1% da sua força laboral global na altura, numa estratégia para recentrar a atividade e reduzir custos, numa altura em que a era da inteligência artificial continua a afirmar-se. Esses cortes afetaram sobretudo as divisões comercial e de jogos Xbox da empresa. A Microsoft ofereceu também este ano a alguns trabalhadores a possibilidade de se reformarem antecipadamente.

  •  

El 0,1 % más rico del mundo causa más emisiones que los 3.500 millones de personas más pobres

<![CDATA[

El 0,1 % de la población más rica del mundo (8 millones de personas) es responsable de más emisiones causantes del calentamiento que los 3.500 millones de personas más pobres del planeta juntas. Ese 0,1% emite 2.361 millones de toneladas de CO2 y el 44% de la población mundial más pobre 2.312 t de CO2, según un análisis de Oxfam Intermón (con datos de 2023).  Ese 0,1% de ultrarricos causa el 7% de las emisiones totales (y el 44% más pobre aporta otro 7%).

Seguir leyendo...

  •  

Catalunya registra una oleada de secuestros exprés entre narcotraficantes

<![CDATA[

La madrugada del miércoles, un vecino avisó a la policía de que un grupo de encapuchados merodeaba por la calle Tetuan de Sabadell. Varias patrullas, junto con agentes de la brigada móvil que realizaban tareas de refuerzo nocturno, se dirigieron a la zona para comprobar qué ocurría y se toparon con un hombre en actitud sospechosa junto a una furgoneta. Al percatarse de la presencia policial, el individuo arrancó el vehículo y huyó hasta refugiarse en un aparcamiento subterráneo.

Seguir leyendo...

  •  

Hace 2000 años sus propios compañeros apuñalaron y arrojaron a un pozo a un soldado romano del sur de Europa que medía 1,90 en la antigua Flevum

En 1977, unos arqueólogos aficionados excavaban el solar de un antiguo fuerte romano en Velsen, en la costa de Holanda Septentrional, y dieron con un pozo. En el fondo reposaba el esqueleto casi completo de un hombre que aún llevaba el cinturón militar. A su lado había una daga, un anillo, una fíbula (el broche […]

  •  

Was This Roman Soldier Murdered by His Own Comrades? Archaeologists Reopen a 2,000-Year-Old Cold Case

In 1977, amateur archaeologists digging at the site of an old Roman fort in Velsen, on the coast of North Holland, uncovered a well. At the bottom lay the almost complete skeleton of a man who was still wearing his military belt. Beside him were a dagger, a ring, a fibula (the brooch Romans used […]

  •  

Eleições vão atirar Israel para o impasse político

A sondagem mais recente para as eleições em Israel, que acontecem esta terça-feira, 27 de outubro, continuam a apontar inequivocamente para um equívoco político: indica que o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, líder do partido Yashar, deverá eleger 56 deputados, enquanto a coligação governamental do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do Likud, se ficaria pelos 50 lugares. Em termos de partidos individuais, o Yashar obterá qualquer coisa em redor dos 23 deputados, o Likud 21, o B’Yachad 15 e o Shas 10.

O B’Yachad é uma coligação surgida em abril passado a partir da união de dois antigos primeiros-ministros e figuras de peso da oposição israelita: Naftali Bennett, primeiro-ministro em 2021–2022 e oriundo da direita nacionalista (e é o atua líder do partido), e Yair Lapid, um dos líderes da oposição a Netanyahu, ex-primeiro-ministro e líder do partido de centro Yesh Atid. O Shas é um dos partidos que representam os judeus ultraortodoxos.

Para alguns analistas, a chave do impasse que irá estabelecer-se a partir das eleições é uma possível aliança entre o Yashar e o B’Yashar – que em princípio conseguirão obter em conjunto cerca de 70 deputados, uma margem confortável em relação aos 61 lugares que qualquer governo terá interesse em assegurar num parlamento de 120 elementos. A outra hipótese, que será sempre a segunda se o Likud não for o partido mais votado, será a repetição do atual governo – com o Likud, o Shas e um terceiro pequeno partido a cumprirem a quota dos 61 deputados.

No final de 2022, Netanyahu demorou muito tempo a conseguir agregar em seu torno os partidos necessários e suficientes para formar governo. Para isso foi indigitado pelo presidente Isaac Herzog a 13 de novembro, num quadro em que a lei israelita concede um prazo inicial de 28 dias para fechar as negociações; a 9 de dezembro, e devido à complexidade das negociações com os partidos ultraortodoxos e da extrema-direita, Netanyahu solicitou e obteve uma extensão do prazo por mais dez dias – mas só já no final do novo prazo o líder do Likud anunciou formalmente ao presidente que tinha conseguido reunir a coligação maioritária de 64 deputados.

O resto é história: a partir daí Netanyahu ficou refém das agendas dos ortodoxos e dos extremistas, que conseguiram impor as suas vontades de forma geral, emaranhando o primeiro-ministro numa série de decisões que estão muito para lá das suas próprias escolhas. O ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023 veio agravar ainda mais as vicissitudes vividas no interior do gabinete.

Refira-se que, segundo as sondagens, o partido Otzma Yehudit (Poder Judaico), liderado por Itamar Ben-Gvir, o inenarrável atual ministro da Segurança Nacional, não só ultrapassará facilmente a barreira eleitoral de 3,25% (o mínimo para poder entrar no parlamento), como caminha para um resultado histórico ao concorrer de forma independente.

 

Uma campanha ‘viciada’ pelo 7 de outubro

A campanha eleitoral para as legislativas tem sido descrita por vários analistas como a mais polarizada e tensa da história recente de Israel. Sendo o primeiro ato eleitoral desde o ataque do Hamas, o debate político foi profundamente moldado pelo trauma nacional, pela segurança e pelo futuro democrático do país.

General e ex-chefe do Estado-Maior, Gadi Eisenkot centrou a sua mensagem nas falhas de segurança que permitiram o massacre de 2023. E, se ganhar, prometeu a criação de uma comissão estatal de inquérito independente e o afastamento definitivo de Benjamin Netanyahu. Acusa o ainda primeiro-ministro de mentir sobre todo o assunto e de ter caído numa “disfunção profunda no processo de tomada de decisão”. “Os cidadãos de Israel vão decidir esta terça-feira qual será o futuro, que direção a história de Israel tomará a partir de agora”, disse, em jeito de apelo ao voto – que, segundo as sondagens, deverá atingir um recorde de participação.

Do seu lado, Benjamin Netanyahu adotou uma postura combativa, tentando mostrar que “não nos renderemos”, não houve qualquer hesitação na liderança militar, não houve nenhuma concessão às pressões internacionais e que o que começou tem de ser acabado – no que tem a ver com o Irão como a principal ameaça existencial (como o Egipto já foi no passado) a Israel. “Donald, temos um trabalho para terminar. Tu disseste-o e nós vamos terminá-lo juntos”, disse recentemente.

Netanyahu concentrou a sua campanha nas guerras que leva a cabo em Gaza e no Irão – que, como diz, estão intimamente ligadas. E apelidou outros temas – como a inexistência de serviço militar obrigatório para os ultraortodoxos ou o financiamento a grupos religiosos extremistas – de “tempestades encenadas e fabricadas” para desviar as atenções do verdadeiro perigo. “Se caírem duas bombas atómicas no centro do país, quem é que vai querer saber de todas estas falsas tempestades?”, disse, ficando por esclarecer qual dos oito países que as possuem (Israel é um deles, mas o Irão não) as poderiam lançar contra o Estado hebraico.

  •  
❌