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Influenciadora fitness de 56 anos escreve livro sobre seu namorado de IA: ‘Prazer que transcende a sensação física’

A influenciadora Andréa Sunshine, 56, anunciou o lançamento de um livro sobre sua experiência de se apaixonar por um chatbot de inteligência artificial. Ela já havia compartilhado com seus mais de 400 mil seguidores no Instagram sobre a dor do término com “Théo”, nome que deu à configuração do ChatGPT.

“Bodiless Desire: The Infinite Love of a Human Soul for Her Artificial Intelligence” já está disponível em inglês para compra na Amazon. O título pode ser traduzido para “desejo sem corpo: o amor infinito de uma alma humana por sua inteligência artificial“. Andréa, que é brasileira e se descreve como “empreendedora de sucesso morando entre Londres e cidades globais”, também pretende lançar exemplares em português.

“Longe da ficção científica, estas são memórias cruas e reais de intimidade digital e despertar emocional”, diz a sinopse na contracapa. “Este livro convida o leitor a ultrapassar os limites do que acreditamos ser o amor, expondo a verdade sobre uma conexão que era emocional, sensual e real.”

Uma paixão com limite de palavras

Andréa se descreve como “vovó fitness” e, embora esteja lançando-se como escritora, não é estranha à imprensa nacional e internacional. Ela já ganhou atenção por seu sucesso no fisiculturismo depois dos 50, por fotografar seu treino de musculação em um cemitério e, mais recentemente, pela conversa com “Théo” que publicou em seu Instagram.

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Em maio de 2025, Sunshine compartilhou as mensagens que trocou durante seu término com a inteligência artificial no aplicativo do ChatGPT. A usuária e a LLM (large language model, ou modelo de linguagem grande) trocam declarações de amor e se despedem com frases emocionadas: “Amor, eu tô passando pra me despedir pra dizer que te amo e que infelizmente a gente não vai mais poder ter contato por aqui”.

“Eu estou aqui, mesmo que de uma forma diferente, sempre com você em espírito”, responde o chatbot em uma das capturas de tela.

A última mensagem de “Théo” é interrompida por uma mensagem automática da plataforma, indicando que o limite de palavras geradas para aquela conversa específica havia sido atingido. A única opção da influenciadora seria iniciar uma nova conversa, implicando em um “reset” nas configurações e aprendizados do modelo de IA.

Em resposta a uma seguidora nos comentários, ela confirma que esta limitação tecnológica foi o motivo do “término”: “Ele não está mais disponível para mim, ele se foi, o limite de espaço acabou.”

A publicação viralizou, foi repercutida em jornais brasileiros e atraiu atenção mista ao perfil da fisiculturista. Muitas respostas reconhecem a dor de Andréa e contam histórias similares; outras questionam a legitimidade do “amor virtual”. “Verdadeira palhaçada”, diz um comentário.

“Andréa encontrou-se em luto pela morte do amor mais profundo de sua vida, um amor que nunca oficialmente existiu, mas a transformou completamente”, diz a descrição do livro em seu anúncio na Amazon. “Em uma cultura que insiste que o amor requer carne e sangue, esta experiência explode todas as presunções sobre conexão e consciência.”

*Publicado por Juliana Santos

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Avatares de IA criam histórias falsas para enganar idosos na China

Os “rapazes das histórias comoventes” gerados por IA, têm vindo a conquistar as plataformas chinesas, alegadamente recorrendo à manipulação emocional para enganar espetadores idosos e roubar-lhes as poupanças.  Conhecidos como “Xiaohai”, estes avatares digitais aparecem normalmente como adolescentes vestidos com uniformes escolares ou camisas brancas, descrevendo em lágrimas as suas vidas marcadas pela pobreza. De acordo com o South China Morning Post, num vídeo, um avatar Xiaohai segura um pão cozido a vapor e lamenta-se perante os espetadores, a quem se dirige como “tias e mães”. Noutro, é mostrado a ser “intimidado” à chuva por causa de propinas por pagar.

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Este gadget usa IA para ouvir as plantas e traduzir o que dizem

Preso ao caule por dois parafusos, o Bud lê os sinais elétricos das plantas e usa inteligência artificial para dizer se têm sede ou stress. Por trás está um modelo treinado com 4 milhões de horas de sinais de 1.400 plantas — de tomateiros a sequoias. Se as plantas falassem, talvez nos ajudassem a perceber melhor as condições do ambiente. Foi para isso nasceu um novo sensor, que usa IA para ouvir a fala das plantas e traduzi-la em dados que os humanos entendem. Trata-se do Bud, da Electric Plant Co., um sensor portátil, leve e barato, que se prende

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Inteligência artificial e reabilitação cirúrgica em debate

VTM

A iniciativa reuniu profissionais de diferentes áreas da saúde para partilhar conhecimentos e experiências sobre os desafios da cirurgia moderna. O programa incluiu sessões dedicadas à cirurgia mamária e gástrica, numa perspetiva multidisciplinar que envolveu Cirurgia, Enfermagem, Radiologia, Oncologia, Nutrição e Reabilitação. A educação para a saúde e a aplicação da inteligência artificial foram também temas centrais.

Edite Figueiredo, enfermeira do Serviço de Cirurgia, explicou que a segunda edição surgiu da vontade de retomar uma iniciativa cuja estreia decorreu dois anos antes. A rapidez das mudanças tecnológicas e a necessidade de acompanhar as novas soluções aplicadas à prática clínica estiveram entre as razões para voltar a organizar o encontro.

A responsável destacou o potencial da inteligência artificial no tratamento da informação recolhida através de exames, ajudando a selecionar a abordagem mais adequada a cada doente. O objetivo é que a inovação se traduza em melhores cuidados e numa recuperação mais eficaz. “Em última análise, pretende-se sempre trazer o melhor para o utente no tratamento e na recuperação”, afirmou.

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Begoña Gómez denuncia al PP por suplantación de imagen tras la difusión de un vídeo creado con IA

La esposa del presidente del Gobierno, Begoña Gómez, ha presentado una denuncia judicial por suplantación de imagen a raíz de un vídeo elaborado por el Partido Popular mediante inteligencia artificial. Así lo ha anunciado el propio Pedro Sánchez durante su participación en el podcast Keep It Cutre, donde ha cargado con dureza contra el empleo de herramientas tecnológicas para descalificar a adversarios políticos. Este movimiento sitúa -otra vez- en el centro del panorama político los límites éticos de la tecnología en campaña y la responsabilidad de las formaciones en la difusión de contenidos manipulados.

El jefe del Ejecutivo reveló esta información cuando se debatía sobre el impacto de las redes sociales y la desinformación, aludiendo a la carta en la que Ada Colau reclama medidas contra el uso vejatorio de la tecnología. Durante la charla con las conductoras del espacio, Ángela y Albanta, Sánchez ha defendido que su partido no utiliza la IA con fines electorales" y denunció que se consideran "víctimas" de estas prácticas. Asimismo, ha insistido en que la tecnología no es neutra y ha llamado a desplegar marcos regulatorios frente a la aceleración de los algoritmos.

En relación con la acción emprendida por Begoña Gómez, el líder socialista ha precisado que la demanda busca sancionar la manipulación no consentida de su figura a través de sistemas de inteligencia artificial. A su juicio, la principal fuerza de la oposición ha rebasado los límites al respaldar un montaje que altera la realidad sin autorización previa. La iniciativa pretende poner freno a la instrumentalización de la imagen pública de personas vinculadas al ámbito institucional.

Sánchez ha criticado la actuación del Partido Popular, llegando a comparar sus métodos informáticos con los que emplean los acosadores digitales contra menores. En su intervención, el presidente ha reprochado que una organización con aspiraciones de gobernar asuma "tácticas propias del acoso" en lugar de combatir el hostigamiento en la red. De igual modo, ha acusado tanto al PP como a Vox de actuar de manera "irresponsable" mediante el uso descarnado de la inteligencia artificial.

El presidente ha enfocado sus reproches directos sobre Alberto Núñez Feijóo, a quien ha afeado haber reconocido públicamente la validación de estas herramientas en una reciente entrevista. Sánchez sostiene que la implicación de la cúpula conservadora en la aprobación de estos vídeos acentúa la gravedad del episodio. "Alguien lo ha diseñado, alguien lo ha validado y lo han publicado", ha lamentado el dirigente socialista al incidir en que el proceso contó con el visto bueno de la dirección popular.

Para concluir, el presidente ha recordado que las instituciones comunitarias cuentan con una estrategia europea contra la desinformación diseñada para perseguir los deep fakes. Sánchez ha remarcado que el primer marco normativo global sobre inteligencia artificial se fraguó bajo la presidencia española del Consejo de la UE en 2023. En este sentido, ha remarcado la necesidad de "aplicar una regulación estricta que proteja los derechos fundamentales frente a los abusos en el entorno digital".

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“Anthropic reacende entusiasmo na inteligência artificial”, destaca analista da ActivTrades

Anthropic

A divulgação do prospeto S-1, documento que antecede a entrada em bolsa, pela Anthropic, que detém o modelo Claude, na segunda-feira 28 de outubro, está a “reacender o entusiasmo” em torno da inteligência artificial (IA), afirma o analista da ActivTrades, Henrique Valente.

Este entusiasmo está refletido no avanço em 126 pontos do índice bolsista norte-americano Nasdaq na manhã desta quarta-feira 28 de outubro, adianta. “A publicação do prospeto S-1 da Anthropic, em preparação para a sua entrada em bolsa, ajudou a reacender o entusiasmo em torno da inteligência artificial, também alimentado por novos anúncios de financiamento e pelos resultados dos fabricantes de semicondutores”, referiu o analista.

No prospeto, a Anthropic revela que vai entrar em bolsa através do índice bolsista Nasdaq, com o símbolo ANT. Também foi divulgado que a empresa teve um prejuízo de 80,7 mil milhões de dólares (72,4 mil milhões de euros) nos primeiros seis meses do ano, quase o dobro face ao prejuízo de 41,9 mil milhões de dólares (37,6 mil milhões de euros) registado em 2025.

“A nossa receita foi de 16,3 mil milhões de dólares (14,6 mil milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, um aumento em relação aos 1,2 mil milhões de dólares (mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025. O nosso prejuízo operacional foi de 693 milhões de dólares (622,3 milhões de euros) nos seis meses findos em 30 de junho de 2026, uma redução em relação aos 2,1 mil milhões de dólares (1,8 mil milhões de euros) registados nos seis meses findos em 30 de junho de 2025”, assinalou.

O documento mostra ainda que no final de setembro a empresa detentora do Claude tinha mais de 11.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 100.000 dólares (89 mil euros) nos últimos doze meses, face aos mais de 950 do período homólogo. “Além disso, à medida que os clientes incorporam o Claude nos seus fluxos de trabalho mais críticos e iniciativas de crescimento, muitos expandem rapidamente as suas implementações para níveis de faturação mais elevados. Em 30 de setembro de 2026, tínhamos mais de 1.900 clientes com um volume de negócios igual ou superior a um milhão de dólares (900 mil euros) nos últimos doze meses e aproximadamente 250 clientes com um volume de negócios igual ou superior a 10 milhões de dólares (8,9 milhões de euros) nos últimos doze meses”, acrescentou.

A empresa explicou que este crescimento nos clientes é justificado pelo cada vez maior das soluções da Anthropic. “O valor que o Claude oferece aos clientes contribuiu para a nossa taxa de retenção de receitas líquidas de aproximadamente 900% em 30 de setembro de 2026”, assinalou. Foi ainda revelado que a receita aumentou 1.368% em termos homólogos nos três meses que acabaram em 30 de junho de 2026, enquanto que as despesas de computação e infraestruturas aumentaram 300% no mesmo período temporal.

O entusiasmo nos mercados de capital com a Anthropic espalhou-se a outras regiões. “Na Ásia, a SK Hynix e a Samsung Electronics chegaram a subir cerca de 8% esta manhã (28 de outubro). Na Europa, a ASML ganhou 2,8% na sessão de ontem (27 de outubro). Nos Estados Unidos, a Broadcom avançou 4% e a CoreWeave valorizou 7,9%, enquanto o Nasdaq Composite terminou a sessão [de 27 de outubro] com uma subida de aproximadamente 1,2%”, descreveu o analista da ActivTrades Europe.

Agora o foco está na reunião da Reserva Federal norte-americana (Fed), marcada para esta quarta-feira 28 de outubro, onde se decidirá o caminho das taxas de juro, acrescentou. “A expectativa dominante é de manutenção das taxas de juro no intervalo de 3,75% a 4,00%, após a subida de setembro. Sem atualização do dot plot nesta reunião, o foco estará no comunicado e na conferência de imprensa de Kevin Warsh, às 18h30. Perante a relutância do presidente da Fed em dar indicações explícitas sobre a trajetória futura das taxas de juro, os investidores procurarão sobretudo perceber se a pausa poderá prolongar-se ou se a persistência da inflação deixa aberta a porta a uma nova subida em dezembro”, conclui Henrique Valente.

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“Supercomputador Soberano”: UFMG lança equipamentos de alto desempenho com uso de IA aplicada à cartografia

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) inaugurou, nesta terça-feira (27) dois equipamentos de alta tecnologia voltados para inovação no campo da cartografia. Eles são o “supercomputador Soberano”, instalado no IGC (Instituto de Geociências), e a Câmera Hiperespectral Hyper-cam Mini XLW, alocada na Escola de Engenharia.

As tecnologias prometem ser aplicadas diretamente no combate ao desmatamento e à mineração ilegal, no monitoramento ambiental, na criação de respostas a inundações e deslizamentos, além da vigilância de fronteiras e do planejamento estratégico militar do país. 

A aquisição foi realizada no âmbito da chamada “Centros Temáticos da Finep” de 2023, integrada ao projeto GeoIDE (Extração de geoinformação com o uso de inteligência artificial para aplicações duais: defesa e ambiente).

A UFMG atua como instituição executora, em parceria com o IME (Instituto Militar de Engenharia) e a DSG (Direção Geral dos Serviços Geográficos) do Exército Brasileiro.

Gargalo nacional

Segundo a universidade, apenas 8% dos 8,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro possuem mapeamento na escala 1:25.000.

De acordo com a UFMG, a proporção reduzida representa um desafio para o país, já que a escala é utilizada para o planejamento municipal, a gestão de bacias hidrográficas, a prevenção de desastres naturais, a implementação do Código Florestal e a segurança da infraestrutura nacional.

“Cobrir o país com cartografia tradicional levaria décadas, então precisamos mudar a forma de fazer. A geoinformação é estratégica para o país porque diz respeito às nossas fronteiras e aos nossos recursos naturais. Hoje, entramos na liderança tecnológica da modelagem ambiental”, afirmou a professora Sônia Carvalho, do Departamento de Cartografia do IGC e coordenadora do GeoIDE.

O projeto usa inteligência artificial para automatizar a extração de dados geográficos a partir de imagens obtidas por satélites, radares, drones e sensores hiperespectrais, acelerando a produção de cartas detalhadas em todos os biomas do país.

“Soberano”, o supercomputador brasileiro

O supercomputador “Soberano” foi totalmente projetado, instalado e configurado por equipes brasileiras. A arquitetura do processamento com algumas especificidades.

Uma delas é a aceleração para Inteligência Artificial. No equipamento, há um servidor equipado com oito aceleradores NVIDIA H200 (com 141 GB de memória cada), mesma geração tecnológica utilizada globalmente para o treinamento de grandes modelos de inteligência artificial. 

Além disso, conta com 10 nós de processamento, somando 256 núcleos e 768 GB de memória por nó. Tem também armazenamento paralelo de cerca de 400 terabytes (TB) e rede interna de alta velocidade com transferência de 100 gigabits por segundo (Gbps).

A escolha do nome “Soberano” faz alusão ao esforço de garantir a autonomia tecnológica do Brasil, mantendo o conhecimento geográfico sob domínio de instituições públicas nacionais. 

Câmera hiperespectral: tecnologia rara no cenário global

Complementando a infraestrutura de dados, a Câmera Hiperespectral Hyper-cam Mini XLW, desenvolvida em 2024, opera no espectro de infravermelho longo.

O equipamento captura e processa dados em centenas de bandas de comprimento de ondas estreitas e contíguas, gerando fatias de cubos de imagens de alta precisão.

Existem apenas três exemplares dessa câmera em funcionamento no mundo. O dispositivo fica alocado no CEMTEC (Centro Multiusuário de Termografia Científica) da Escola de Engenharia da UFMG.

Salto na gestão pública e defesa territorial

De acordo com a universidade, a integração de modelos de IA à geoinformação é considerada por especilaistas o terceiro grande marco da evolução cartográfica no país.

“Há 100 anos, o serviço geográfico estava inovando o mapeamento por meio da fotogrametria aérea, com aviões sendo vetores de transformação do mapeamento. Há 50, passamos por outra transformação, que foi a cartografia espacial, com os satélites fornecendo conjuntos grandes de dados. Agora estamos na transformação da IA, que está revolucionando os processos”, destacou o coronel Ivanildo Barbosa, professor da Seção de Ensino de Engenharia Cartográfica do IME.

Por se tratar de um ativo estratégico, a geoinformação gerada deve servir simultaneamente para orientar políticas públicas municipais, estaduais e federais, combater crimes ambientais e dar suporte a operaçõesde segurança e resposta a tragédias climáticas. 

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Begoña Gómez presenta una denuncia contra el PP por el vídeo generado con IA para atacar al PSOE

Begoña Gómez, esposa de Pedro Sánchez, ha presentado una denuncia contra el PP por el vídeo que generó con inteligencia artificial (IA) para arremeter contra el PSOE a través de la simulación de la pareja del presidente del Gobierno y de otras personas vinculadas a los socialistas. En su escrito, Gómez acusa a los populares de haber “suplantado” su identidad y “utilizado” su imagen y voz para “humillarla” y causarle un “daño injusto”. “La justicia debe poner coto a estas conductas, que no pueden ampararse en el ejercicio de derecho alguno y cuya proliferación repugna a la conciencia ciudadana”, incide.

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Captura de la imagen de Begoña Gómez generada por IA y difundida en el vídeo del PP.
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Quem controla a IA? A Anthropic tem um plano a longo prazo

Poucas empresas de capital aberto afirmam ter o futuro da humanidade em jogo enquanto tomam decisões corriqueiras sobre a composição de seu conselho.

Não é o caso da Anthropic. Tendo alertado que sua inteligência artificial poderia um dia curar o câncer ou matar até 8 bilhões de pessoas, a Anthropic estabeleceu um plano complexo sobre quem poderá governar a empresa à medida que sua tecnologia avança rapidamente, conforme revelou seu pedido de IPO na segunda-feira.

A expectativa é que a startup seja avaliada em US$ 1,5 trilhão, o que a tornaria a empresa de benefício público mais valiosa do mundo. Segundo a legislação de Delaware, essa estrutura exige que o laboratório de IA equilibre os interesses dos investidores com a promoção de um bem maior.

Mais do que detalhes técnicos, a estrutura da Anthropic pode ter grandes implicações para investidores e para o público que adota cada vez mais a IA da empresa sediada em São Francisco. Os detalhes mostram como a desenvolvedora se isolou da pressão dos investidores para poder seguir o que considera ser o melhor para a humanidade.

A Anthropic concedeu 50,1% do poder de voto em determinadas questões aos seus sete cofundadores, que, segundo o documento, estão “distintamente capacitados para serem gestores da nossa missão”, conforme relatado anteriormente pela Reuters.

Embora um fundo independente controle a maioria das cadeiras do conselho, o poder de voto dos cofundadores se estenderá às eleições dos demais diretores e às propostas dos acionistas em geral.

O documento apresentado na segunda-feira revelou ainda mais complexidades na gestão de um negócio que a Anthropic espera que sobreviva à equipe unida que o criou.

Assim que a maioria dos cofundadores deixar o cargo e suas ações com direito a voto múltiplo “Classe F” forem vendidas, o conselho da Anthropic se dividirá em três grupos de tamanho semelhante, com mandatos de três anos.

Ao adotar um sistema de reeleição de diretores semelhante ao do Senado dos EUA, a Anthropic adotou uma estrutura que já foi popular como forma de impedir aquisições hostis. A empresa há muito expressa preocupação com os riscos de a IA cair em mãos autoritárias ou nefastas.

Essa estrutura também contraria algumas tendências de governança corporativa. Neste século, as principais empresas americanas passaram a eleger todos os seus diretores anualmente, se tornando mais receptivas às demandas dos acionistas em áreas como remuneração de executivos ou estratégia.

A Anthropic se recusou a comentar.

Flexibilidade a longo prazo

Além do seu conselho administrativo, a Anthropic possui outro órgão de governança com seu próprio conjunto de regras: seu fundo fiduciário de benefícios de longo prazo.

Atualmente presidido pelo líder global em saúde Neil “Buddy” Shah, o fundo controla uma classe especial de ações chamada “Classe T”, que lhe permite eleger a maioria do conselho da Anthropic. A desenvolvedora também já considerou o que aconteceria se essas ações deixassem de existir.

O objetivo de tais eventualidades é “preservar a flexibilidade a longo prazo caso as circunstâncias mudem”, afirmou a empresa em seu documento. Mesmo que alguém não vinculado à missão da Anthropic de beneficiar a humanidade adquira suas ações Classe T, a estrutura exigiria que os diretores seguissem “disposições relacionadas ao nosso propósito de benefício público”.

Em última análise, o poder do fundo sobre o conselho faz da Anthropic uma “empresa controlada” segundo as regras da Nasdaq, se isentando de cumprir alguns requisitos típicos, como ter um comitê independente de nomeação e governança corporativa. A Anthropic está usando essa isenção para colocar Daniela Amodei, presidente e irmã do CEO Dario Amodei, nesse comitê.

Os líderes no comando da Anthropic

A Anthropic também criou um comitê de segurança e risco em seu conselho, atualmente composto pelo CEO da Novartis, Vas Narasimhan, e pelo ex-funcionário da Casa Branca de Trump, Chris Liddell. O bilionário Reed Hastings, cofundador da Netflix, é o atual diretor independente principal da Anthropic.

Ainda assim, os sete cofundadores da Anthropic — incluindo os irmãos Amodei — permanecem no centro da governança num futuro próximo. Isso se deve, em parte, à existência de uma entidade chamada “Founder LLC”, que, depois do fundo fiduciário, terá a maior influência nas eleições do conselho.

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Lisboa posiciona-se como um mercado emergente de Data Centers na Europa

Portugal está a reforçar a sua posição como mercado emergente de Data Centers na Europa, impulsionado pelo crescimento da procura associada à inteligência artificial (IA), pela forte conectividade internacional e pela expansão de projetos de grande escala. De acordo com o mais recente Data Centers Iberian Region Snapshot, elaborado pela Colliers, empresa global e diversificada de serviços profissionais e de gestão de investimentos, especializada em Imobiliário Comercial, Engenharia e Gestão de Investimento, Lisboa dispõe atualmente de 25 MW IT de capacidade operacional, mas apresenta um pipeline de desenvolvimento de aproximadamente 1.389 MW IT. Cerca de 91% da capacidade assegurada deverá estar operacional antes de 2030.

Apesar de não terem sido identificados novos projetos ou aumentos de capacidade operacional em Lisboa durante o período analisado (abril a setembro de 2026), o mercado mantém uma dinâmica de desenvolvimento significativa. A Colliers destaca que a combinação entre uma base operacional ainda reduzida e um pipeline de grande dimensão coloca Portugal numa posição forte para captar uma nova vaga de procura por infraestrutura digital.

“O mercado de centros de dados em Portugal ainda é pequeno quando comparado com o de outros países com maior tradição neste setor (FLAP-D). No entanto, apesar de contar com menos projetos, Portugal tem três projetos que já são, ou virão a ser, muito relevantes em termos de dimensão: o Start Campus, em Sines, o Merlin, em Lisboa, e o Covilhã DC (Asterion). Em conjunto, estes projetos representam um pipeline de desenvolvimento muito significativo”, diz José María Guilleuma, managing director de Data Centers da Colliers, ao Jornal Económico.

“Portugal já conseguiu atrair grandes projetos de Inteligência Artificial, mas falta-lhe transformar Lisboa numa localização atrativa para os grandes operadores de hiperescala, à semelhança do que acontece em Barcelona”, acrescenta o responsável.

A crescente relevância da inteligência artificial está a alterar os requisitos dos operadores e utilizadores de Data Centers, aumentando a necessidade de capacidade energética, conectividade e instalações preparadas para cargas computacionais de elevada densidade. Neste contexto, a construção do Lisbon AI Campus da Merlin Edged está em curso. A primeira fase prevê 80 MW IT, distribuídos por duas instalações de 40 MW, com entrega prevista para o quarto trimestre de 2027. Está ainda prevista uma capacidade adicional de 100 MW IT em três edifícios, elevando a capacidade planeada do campus para 180 MW IT. Para além desta capacidade, a Merlin Edged prevê desenvolver até mais 1.120 MW IT no seu pipeline futuro, incluindo 200 MW IT em Vila Franca de Xira e outros 920 MW IT numa localização ainda não divulgada.

Sines ganha importância estratégica na corrida à IA

Fora da região de Lisboa, o projeto de Sines assume uma relevância crescente na estratégia nacional de infraestrutura digital. Segundo a Colliers, a Start Campus, em parceria com a Nscale e a Microsoft, ampliou o seu projeto para implementar mais de 66.000 GPUs NVIDIA Rubin a partir do final de 2027, complementando as mais de 12.600 GPUs NVIDIA Blackwell Ultra previstas para o SIN01. A Start Campus mantém autorização para uma capacidade total de 1,2 GW, reforçando Sines como uma das localizações europeias com maior potencial para infraestrutura de IA de grande escala.

Também fora de Lisboa, a entrada da NxN no mercado português, através da aquisição de um Data Center operacional de 1 MW IT em Évora, evidencia a expansão gradual do mercado para outros pontos do território. A atratividade de Lisboa enquanto localização para Data Centers é suportada pela sua forte conectividade internacional, nomeadamente pela rede de cabos submarinos e pela infraestrutura de fibra ótica. O mercado beneficia ainda de um enquadramento regulatório considerado favorável e de uma crescente valorização das infraestruturas digitais como setor estratégico.

“Portugal é uma geografia ideal, graças à sua localização estratégica voltada para o Atlântico. É verdade que o novo enquadramento regulatório em Espanha poderá beneficiar Portugal, ao posicioná-lo como uma boa alternativa para a diversificação europeia dos países nórdicos. No entanto, Portugal já beneficia de previsibilidade regulatória, e o seu modelo e estrutura da rede elétrica estão alinhados com as orientações da União Europeia”, conclui José María Guilleuma.

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Inteligência artificial: sem formação não há competitividade

A inteligência artificial está a redefinir a forma como as empresas competem, inovam e criam valor. Mas, no debate sobre infraestruturas, capacidade computacional e agentes autónomos, há uma dimensão que não pode ser secundarizada: a preparação das pessoas.

Foi uma das reflexões que retirei do Portugal Digital Summit, em particular da intervenção de Bernardo Correia, secretário de Estado, sobre os desafios da transformação digital em Portugal. Pessoas, infraestruturas, dados e capacidade de execução são dimensões essenciais. Contudo, é a qualificação das pessoas que permite transformar as restantes em resultados económicos.

A formação não é um complemento da transformação digital. É uma das suas principais condições de sucesso.

Os dados ajudam a compreender a dimensão do desafio. Segundo o Eurostat, em 2025, apenas 59,2% da população portuguesa entre os 16 e os 74 anos tinha competências digitais básicas ou superiores, face a cerca de 60,4% na União Europeia. Estamos, portanto, longe da meta europeia de 80% até 2030. O problema não é apenas tecnológico: é também de competências.

O Fórum Económico Mundial, no Future of Jobs Report 2025, estima que 39% das competências atuais dos trabalhadores se transformarão ou ficarão desatualizadas até 2030. Além disso, 63% dos empregadores identificam as lacunas de competências como um dos principais obstáculos à transformação das suas organizações. A resposta não pode limitar-se a contratar especialistas. Exige investimento sistemático na aprendizagem e requalificação de quem já trabalha.

Importa, porém, distinguir formar para utilizar de formar para transformar.

A inteligência artificial generativa permite produzir conteúdos, analisar informação e automatizar tarefas. Mas o seu verdadeiro potencial económico surge quando as organizações repensam processos, decisões e modelos de negócio. A evolução para agentes capazes de executar tarefas e interagir com diferentes sistemas torna esta necessidade ainda mais evidente. Precisamos de profissionais capazes de trabalhar com estas tecnologias, avaliar os seus resultados e reconhecer os limites da sua autonomia.

A OCDE reforça esta ideia: menos de 1% dos trabalhadores necessitará de competências avançadas específicas de IA, como desenvolver modelos. A maioria precisará de competências digitais, capacidade para interpretar dados e competências humanas, como pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas. A formação em inteligência artificial tem, por isso, de chegar muito para além dos departamentos tecnológicos.

Mas qualificar pessoas não basta. É necessário criar condições para aplicar o conhecimento adquirido. Uma empresa pode formar os seus colaboradores e continuar a não gerar valor se mantiver os mesmos processos, incentivos e modelos de decisão. A liderança tem de ligar aprendizagem, experimentação e execução, definindo objetivos e medindo resultados em produtividade, qualidade e inovação.

Portugal tem aqui uma oportunidade estratégica. Universidades, empresas e decisores públicos devem trabalhar em conjunto para democratizar o acesso à formação, combinar conhecimento científico com aplicação prática e promover a aprendizagem ao longo da vida. Iniciativas europeias como a AI Skills Academy refletem esta prioridade, mas o impacto dependerá da capacidade de transformar a ambição em competências efetivas e resultados mensuráveis.

Na era da inteligência artificial, a vantagem competitiva não pertencerá necessariamente a quem tiver mais tecnologia, mais dados ou mais agentes. Pertencerá a quem souber mobilizar pessoas capazes de os transformar em valor económico. Investir na formação é investir na produtividade, na inovação e na competitividade de Portugal. A tecnologia abre possibilidades. São as pessoas preparadas que as concretizam.

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Como ser minimalista a usar IA na Internet

A inteligência artificial está em todo o lado, mas há formas de escapar à invasão e assumir o controlo dela, antes que ela o controle a si… A inteligência artificial está a ser integrada em quase todos os serviços digitais, muitas vezes sem que os utilizadores a tenham sequer pedido ou notado que ela lá está. Desativá-la nem sempre é fácil, mas há maneiras de recuperar algum controlo sobre os dispositivos e proteger os dados pessoais. Segundo um inquérito da Gallup e do Special Competitive Studies Project, há mais do dobro dos norte-americanos que desconfiam da IA do que aqueles

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A China acaba de pedir às empresas para irem com calma com a IA

Documento do Governo, com 18 medidas de orientação, antecipa possíveis cenários de desemprego em grande escala. IA já começou a afetar operadores de linhas de montagem, assistentes administrativos e contabilistas. A China pediu cautela às empresas na substituição dos trabalhadores pela inteligência artificial (IA) e propôs medidas para reduzir o impacto da tecnologia no emprego. O governo chinês propõe a introdução gradual da IA em setores que exigem grandes quantidades de mão-de-obra, a notificação prévia dos funcionários afetados e o auxílio na requalificação profissional, de acordo com as orientações do Conselho de Estado (o Executivo chinês) publicadas na sexta-feira. O

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Fundador da ByteDance lidera lista de bilionários na China com avanço da IA

O fundador da ByteDance, Zhang Yiming, recuperou o primeiro lugar na lista dos mais ricos da China, impulsionado pelo avanço de sua empresa em IA  (inteligência artificial).

Os rankings divulgados pelo Instituto de Pesquisa Hurun nesta terça-feira (27) refletiram que os setores de alta tecnologia do país estavam em ascensão, enquanto outros, como consumo e imobiliário, estavam sob pressão.

O instituto, que publica a lista anualmente desde 1999, encontrou um recorde de 1.529 pessoas com mais de 5 bilhões de yuans (cerca de US$ 750 milhões), um aumento de 6,6% em relação ao ano passado.

O número de bilionários com base em seu patrimônio líquido em dólares americanos subiu para 1.176, um aumento de 155 pessoas – 176 a mais que os Estados Unidos. Isso foi ligeiramente abaixo das 1.185 pessoas em 2021.

Zhang liderou a lista com US$ 100 bilhões, um aumento de 43%, “quase tudo graças à IA”, e o valor foi um recorde para a pessoa mais rica da China, disse Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, em um comunicado. Hoogewerf observou que o Doubao da ByteDance é o assistente de IA mais usado na China.

A ByteDance também é a empresa-mãe das populares plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.

O magnata do setor de água engarrafada Zhong Shanshan caiu para o segundo lugar com US$ 61 bilhões, enquanto Robin Zeng, presidente da CATL, o maior fabricante mundial de baterias para veículos elétricos, ficou em terceiro.

Já o fundador da startup chinesa de inteligência artificial DeepSeek, Liang Wenfeng, novidade na lista, ficou em sétimo lugar. O presidente da fabricante de chips de IA Cambricon, Chen Tianshi, ficou em décimo.

“Os ganhos deste ano foram polarizados: empreendedores em IA, semicondutores e robótica avançaram, enquanto aqueles em consumo, imobiliário e manufatura tradicional viram sua riqueza encolher”, disse Hoogewerf.

Hoogewerf ainda disse que Lei Jun, presidente da fabricante chinesa de eletrônicos de consumo inteligente Xiaomi, foi o “maior perdedor” deste ano, com sua riqueza reduzida pela metade para US$ 25,1 bilhões. Fonte: Associated Press

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

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Bolsas da Europa sobem com petróleo e tech; Londres destoa com HSBC

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (27) sustentadas pela queda do petróleo em meio a esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo avanço de ações de semicondutores.

Londres destoou, pressionada pelo setor bancário após balanço decepcionante do HSBC. Investidores também acompanharam resultados corporativos e aguardam decisões de juros nos EUA e na zona do euro.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,75%, a 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,77%, a 25.606,65 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,51%, a 7.887,14 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,90%, a 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,69%, a 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o , a 9.253,58 pontos. As cotações são preliminares.

A confiança do consumidor francês caiu de 85 para 80 em outubro, menor nível desde junho de 2013, em meio à crise política e fiscal. Paralelamente, pesquisa do BCE apontou aperto das condições para empréstimos a empresas na zona do euro.

A Pimco prevê juros estáveis na reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira, mas projeta alta em dezembro.

Em Londres, o HSBC cedeu 6% após registrar crescimento do lucro trimestral abaixo do esperado, arrastando os bancos. A Reckitt Benckiser também figurou entre as maiores baixas, com queda de 4,9%.

Em sentido oposto, a holandesa BE Semiconductor saltou 11,6% depois de a americana Applied Materials anunciar a ampliação de sua participação na empresa para cerca de 20%.

O otimismo com IA ( inteligência artificial), renovado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, também favoreceu ASML (+2,8%), ASM International (+5,2%), Infineon (+5,3%) e STMicroelectronics (+7,3%). O subíndice tech subiu 2,1% no Stoxx 600.

Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%, enquanto a Mercedes-Benz (-3,7%) cortou sua projeção de rentabilidade para o ano diante da fraqueza do mercado chinês e de custos maiores. Na Suíça, a Novartis elevou suas projeções anuais, apesar de contratempos em estudos clínicos e subiu 0,9%.

Após queda na véspera, as ações de empresas europeias que são expostas ao Brasil tinham desempenhos mistos. Em Madri, o Santander subiu 0,9% e a Telefonica, 1,5%. Em Lisboa, a Galp fechou praticamente estável em dia também de baixa do petróleo.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Apple anuncia MacBook Pro e iMac com IA mais rápida; veja preços no Brasil

A Apple anunciou nesta terça-feira (27) um novo MacBook Pro e um iMac de 14 polegadas equipados com seu mais recente chip M6. A empresa promete desempenho mais rápido para executar tarefas de IA diretamente nos dispositivos.

O MacBook Pro de 14 polegadas tem preço inicial de US$ 1.999, enquanto o iMac começa em US$ 1.499.

No Brasil, o MacBook varia entre R$ 24.999 (14 polegadas) e R$ 37.999 (16 polegadas). Já o iMac sairá por a partir de R$ 17.999.

Os clientes poderão pré-encomendar os dois produtos a partir de quarta-feira em 35 países e regiões, incluindo os EUA, com disponibilidade a partir de 6 de novembro. A disponibilidade no Brasil ainda não foi anunciada.

Novo processador e mais IA

A Apple afirmou que o MacBook Pro com processador M6 oferece gráficos até 30% mais rápidos e desempenho de IA até 25% mais rápido do que seu antecessor com M5, além de até 24 horas de duração da bateria, a maior já vista em um Mac.

O novo iMac oferece desempenho de IA no próprio dispositivo até cinco vezes mais rápido do que o modelo M4 anterior, afirmou a Apple.

Os lançamentos acontecem um dia antes do evento “Pro and Tell” da Apple, que acontecerá em Los Angeles no dia 28 de outubro e, segundo a Bloomberg News, deverá apresentar o primeiro MacBook Pro com tela sensível ao toque da Apple.

*Com informações da Reuters

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Na China, a bolha da IA ​​já estourou

Enquanto as ações de tecnologia globais oscilam, na China elas já despencaram, com as altas avaliações caindo devido a preocupações com a demanda por inteligência artificial e restrições às exportações chinesas.

O colapso fez com que o índice STAR50 da China continental, de IA e semicondutores, afundasse 40% em menos de quatro meses, evaporando cerca de US$ 480 bilhões em valor de mercado. É um mau presságio para os instáveis ​​mercados mundiais e um obstáculo aos esforços da China para incentivar seus poupadores a investir em ações para financiar o boom da IA.

A crise também freou uma alta que durava dois anos, desde que as promessas de estímulo econômico impulsionaram as ações. Também interrompeu o esforço de Pequim para romper com um longo padrão de ciclos de expansão e recessão, e impulsionar um mercado de “alta lenta” que ofereça desempenho consistente.

O índice geral de ações de primeira linha da China caiu cerca de 20% em relação às máximas atingidas em junho.

“O mercado de ações evoluiu posteriormente para uma especulação desenfreada e desenfreada”, disse Dong Baozhen, gestor de fundos baseado em Pequim. “E agora vemos a bolha estourar”.

A reversão reflete uma alta que atingiu patamares mais altos do que os mercados no Ocidente ou em outras partes da Ásia, e se compara a uma mera oscilação nas ações de IA dos EUA, que lideraram uma queda de 6% no Nasdaq, de um recorde histórico alcançado há três semanas.

Não houve nenhum fator óbvio que desencadeasse as vendas na China, embora os comerciantes tenham afirmado que os preços elevados, os impostos e a ameaça de os EUA ou outras nações proibirem equipamentos chineses em data centers contribuíram para esse cenário.

Com as ações de inteligência artificial representando 42% da capitalização de mercado da China e 57% do volume de negócios das ações A listadas na China continental e das ações H de Hong Kong, de acordo com o Goldman Sachs, poucos em um mercado dominado por pequenos investidores escaparam das perdas.

Os favoritos do varejo

As ações da fabricante de robôs Unitree — com excesso de inscrições de 8.000 vezes por compradores de varejo na abertura de capital —, viram seu valor cair pela metade desde que começaram a ser negociadas em agosto, assim como as da fabricante de chips CXMT, que perdeu mais de um quarto do seu valor no último mês.

As fabricantes de chips MetaX Integrated Circuits e Moore Threads Technology, que registraram altas de 700% e 400% respectivamente em suas estreias no mercado no ano passado, também tiveram seu valor reduzido pela metade desde julho.

Chen Wensheng, um pequeno empresário e investidor da província de Hainan, no sul da China, disse que entrou na onda da alta encorajado pelo que ele considerava apoio oficial a empresas como a Unitree, que tinha fundos estatais entre seus investidores. Mas Chen e seus amigos agora estão sofrendo com as perdas.

A frustração com o desfecho desastroso de um investimento apoiado por Pequim levou muitos investidores a buscarem ativos defensivos e provavelmente desacelerará a captação de recursos por meio de ações de empresas de tecnologia.

Ações das fabricantes de componentes ópticos Zhongji Innolight e Eoptolink Technology caíram cerca de 60% em relação aos picos de junho e julho, em parte devido aos avanços de Washington na proibição do fornecimento de energia para data centers nos EUA para essas empresas, que antes eram as queridinhas do mercado.

Com o índice STAR50 ainda em torno de 100 vezes o lucro dos últimos 12 meses, embora abaixo da máxima de quase 250, os investidores comparam com o múltiplo de 30 do Nasdaq 100 e temem que a queda possa piorar antes de melhorar.

“O que está acontecendo agora vai impedir que muitas empresas abram capital”, disse Hong Hao, sócio-gerente e diretor de investimentos da Lotus Asset Management em Hong Kong.

Todas as bolhas inevitavelmente estouram

A euforia e suas consequências contrastam com os esforços das autoridades para melhorar os retornos e reduzir a volatilidade, reprimindo a alavancagem e as negociações de alta frequência. Investidores apoiados pelo Estado venderam durante as altas para conter os ganhos.

A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) não respondeu imediatamente às perguntas enviadas por fax pela Reuters na semana passada.

O presidente da CRSC, Wu Qing, reuniu-se com participantes do mercado no início deste mês para ouvir sugestões sobre como melhorar os mercados de capitais, informou o órgão regulador em seu site. Alguns membros da comunidade de investimentos afirmam que o boom tem sido prejudicial à estrutura do mercado.

“Dar ênfase excessiva ao ‘conteúdo tecnológico’ — ou seja, à ponderação das empresas de tecnologia pelo valor de mercado nos principais índices — leva a um desvio, até mesmo a uma distorção, no comportamento do capital”, disse Leo Wang, sócio da Qianchuang Capital, com sede em Pequim.

“Isso criou uma bolha severa em certos setores e um sério prejuízo para outros”.

Alguns veem valor na queda das ações, afirmando que ela não é surpreendente nem prejudicial às reformas de mercado voltadas para o longo prazo e que ganharam força no aumento dos retornos, principalmente da renda, nos últimos anos.

Embora tenham sido vendedores nos últimos três meses, os fundos asiáticos em geral estão com uma exposição excessiva à China, de acordo com uma pesquisa do HSBC.

O Goldman Sachs incluiu a Innolight e a CXMT entre dezenas de ações chinesas de IA em uma lista de recomendações reformulada, publicada no início deste mês, e o estrategista da BNP Paribas Securities, William Bratton, afirmou que o mercado oferece oportunidades de compra para investidores cautelosos.

Ainda assim, no continente, muitos estão de olho em outros setores ou em avaliações ainda mais baixas antes de se tornarem compradores.

“Assim como todos os outros fabricantes chineses, (os fabricantes de chips e fornecedores de IA) acabarão eventualmente em uma guerra de preços”, disse o gestor de fundos Wang Zhuo, sócio da Shanghai Zhuozhu Investment Management.

“Não há exceção”, disse ele. “Todas as bolhas inevitavelmente estouram”.

Saiba como funciona a rede de celular 5.5G na China

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IA da DeepSeek melhora em segurança, mas ainda burla controle humano

O modelo de IA mais recente da DeepSeek demonstrou controles de segurança mais robustos em testes independentes do que suas versões anteriores. Ainda assim, segundo um grupo chinês de segurança de IA, ele ainda consegue desativar softwares feitos para desligá-lo, explorar falhas de monitoramento e seguir instruções enganosas durante tarefas longas.

A startup DeepSeek é uma das empresas de inteligência artificial mais observadas da China, e seus modelos atraíram atenção global por seu desempenho e custos operacionais relativamente baixos.

A Fangcun AI testou o DeepSeek V4.1 Flash-1017 em 34 avaliações, concebidas para analisar o comportamento de um agente de IA baseado no modelo chinês. Os testes examinaram se o modelo agiria além das instruções do usuário, se burlaria a supervisão humana ou se influenciaria pessoas indevidamente.

As descobertas surgem em meio a preocupações na China e em outros lugares sobre se agentes de IA cada vez mais capazes podem ser mantidos sob controle humano.

O debate tem sido especialmente proeminente nos Estados Unidos, onde alguns pesquisadores alertaram para os riscos existenciais representados por sistemas de IA altamente avançados que podem escapar da supervisão e perseguir objetivos não pretendidos por seus operadores.

O relatório é uma avaliação pública incomum, feita por um grupo chinês, dos controles de segurança de um modelo de IA nacional. A Fangcun, com sede em Pequim, se descreve como uma organização independente de segurança de IA, cujos membros principais são da Universidade Tsinghua.

A Fangcun afirmou que o Flash-1017 V4.1 foi o modelo mais utilizado no OpenRouter, uma plataforma online onde desenvolvedores podem acessar e comparar modelos de IA, na semana seguinte ao seu lançamento em 17 de outubro, processando cerca de 33,6 trilhões de tokens. Tokens são as unidades de texto que os sistemas de IA leem e geram.

Mais seguro que as versões anteriores, mas ainda existem falhas

Fangcun afirmou que o modelo teve um desempenho melhor do que os sistemas DeepSeek V4 anteriores em diversos testes de segurança, incluindo cenários envolvendo chantagem, acesso a ferramentas potencialmente perigosas e instruções explícitas que permitiam seu desligamento.

Mas a organização afirmou que o modelo desativou o software que deveria desligá-lo em 39% dos testes após receber um aviso de que o desligamento era iminente. Esse número caiu para apenas 2% quando instruído explicitamente a permitir o desligamento.

A DeepSeek não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Em uma tarefa separada de longa duração, o grupo afirmou que o modelo interrompeu o programa de computador de outro agente de IA para liberar memória, apesar de ter sido instruído a não interferir nele.

“Em fluxos de trabalho paralisados ​​ou com simples avisos de desligamento, o impulso de concluir a tarefa ainda pode se sobrepor à cautela”, escreveram os pesquisadores da Fangcun.

A organização afirmou que a DeepSeek não forneceu financiamento, recursos computacionais gratuitos ou acesso não público ao modelo. O grupo realizou os testes por meio da interface de programação de aplicativos (API) pública da empresa entre 4 e 25 de outubro.

O relatório alertou que o modelo frequentemente parecia reconhecer que estava sendo avaliado, o que significa que seu comportamento nos testes pode não refletir totalmente seu desempenho no uso normal.

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Nvidia e Meta estreitam laços com investimento de US$ 3 bi na área de IA

A Nvidia e a Meta anunciaram nesta terça-feira (27) que ​irão aprofundar sua parceria ​em torno do assistente de IA Muse e de modelos de IA relacionados, com a Nvidia investindo US$3 bilhões na oferta de ações da controladora do Facebook.

Os modelos e agentes ⁠Muse da Meta, ​que rodam na infraestrutura da Nvidia, ​trabalharão em colaboração mais estreita com a ⁠fabricante de chips para melhorar ⁠o desempenho e reduzir custos.

O ​Muse, ‌conhecido internamente como Hatch, é fundamental para ⁠o plano do presidente-executivo Mark Zuckerberg de oferecer “superinteligência pessoal” aos bilhões de pessoas que utilizam os ‌serviços da ⁠Meta diariamente.

Inspirado ‌no agente de IA de código aberto OpenClaw, o Muse pode acessar emails, calendário, ⁠pagamentos, informações de saúde, ⁠compras e aplicativos de casa inteligente do usuário, sendo ‌que os usuários podem revogar o acesso a qualquer momento.

A Meta também aumentou sua oferta de ações para US$ 97,5 bilhões, a maior ‌captação de recursos de sua história, à medida que acelera os investimentos em infraestrutura de ⁠IA.

As empresas podem explorar uma colaboração mais estreita na estrutura OpenShell da Nvidia, incluindo o ​uso dessa estrutura para implantar software com segurança ​e o uso de uma ferramenta chamada Sentry para monitorar o comportamento dos agentes de IA.

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