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Ruy Castro vence prêmio principal do Jabuti pela 2ª vez consecutiva

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O livro Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio, de Ruy Castro, publicado pela Companhia das Letras, venceu a categoria Livro do Ano no Prêmio Jabuti 2026, a principal do evento, pela segunda vez consecutiva. 

A cerimônia da 68ª edição do prêmio ocorreu na noite desta terça-feira (27), na Sala São Paulo. Ruy Castro não estava presente por questões de saúde, conforme anunciado no evento.

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Na obra, o escritor e jornalista reconstitui o Rio de Janeiro entre 1935 e 1945, mostrando como os acontecimentos na Europa repercutiram na vida da cidade. O livro, que combina pesquisa histórica e narrativa do cotidiano carioca, também venceu o Jabuti na categoria Biografia e Reportagem.

No ano passado, o autor também recebeu o prêmio na mesma categoria com o livro O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim, uma coletânea de textos sobre o compositor. 

Nascido em 1948, em Caratinga, Minas Gerais, o escritor começou sua carreira como repórter em 1967 e, a partir de 1990, dedicou-se à escrita de livros. 

Reconhecido pelas biografias de personagens como Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda, Ruy Castro também fez reconstituições históricas sobre a Bossa Nova e o Rio de Janeiro dos anos 1920.

Promovido pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), o evento premiou vencedores em 23 categorias, além do Livro do Ano. As obras são distribuídas em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.

Romance Literário

Outra categoria com bastante visibilidade é Romance Literário. A escritora Eliana Alves Cruz foi a vencedora da categoria, com a obra Meridiana. 

“É um momento de muita alegria e realização”, definiu a escritora.

“Muito emocionante [receber] o prêmio de Romance Literário, é o prêmio mais tradicional. Muito simbólico, muito significativo de uma trajetória que eu acho que é de muita gente. São muitas pessoas, todos os meus ancestrais, minha família, meus amigos, nosso país. As escritoras todas que eu admiro e que estão aí produzindo”, disse Eliana à Agência Brasil.

São Paulo(SP) - 28/10/2026 - Entrega do 68ª edição do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo. Eliana Alves Cruz, vencedora da categoria Romance Literário .  Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil São Paulo(SP) - 28/10/2026 - Entrega do 68ª edição do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo. Eliana Alves Cruz, vencedora da categoria Romance Literário .  Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Eliana Alves Cruz (segunda da esquerda para direita) foi a vencedora da categoria Romance Literário - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O romance literário vencedor aborda temas como ascensão social e sentimento de pertencimento a partir da perspectiva de uma família negra. 

“É toda uma forma de pensar sobre esse momento do Brasil, em que a gente tem uma classe média nova, uma classe média que está tentando se entender, se achar e principalmente buscando o seu lugar de pertencimento. Qual é a minha casa? O questionamento é: o que podemos chamar de casa?”, analisa a escritora

“Muitas famílias, a minha família, a família de pessoas que eu conheço fazem esse movimento. Saem de uma situação mais precária e vão para uma classe média, melhoram de vida, entre aspas, economicamente. Mas estão ainda atravessadas por muitas questões e vão para esse novo lugar e ficam num limbo, numa linha divisória. Nem são de onde vieram, nem são necessariamente do lugar para onde vão”, explicou a escritora.

Novidades

Esta edição do Jabuti teve a estreia da categoria Incentivo à Leitura - Cultura Digital, voltada a criadores de conteúdo em plataformas digitais que contribuem para valorizar o livro e estimular a leitura. 

A CBL explica que a categoria valoriza a qualidade dos conteúdos, o engajamento e o impacto cultural. A categoria recebeu 402 indicações válidas.

Pedro Pacífico, responsável pelo canal Bookster, venceu a nova categoria e recebeu a estatueta das mãos do jogador de futebol Gustavo Scarpa, que também tem mobilizado leitores ao compartilhar suas leituras nas redes sociais.

Nas outras 22 categorias, o Jabuti recebeu 4.675 inscrições de obras e projetos. A premiação está distribuída em quatro eixos: Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação. Além das estatuetas, os vencedores recebem R$ 5 mil por categoria.

São Paulo (SP ) - 28/10/2026  Entrega do 68ª edição do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo. Gustavo Scarpa entregou o troféu da nova categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital (do eixo Inovação) para o influenciador literário Pedro Pacífico, conhecido pelo perfil Bookster.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil São Paulo (SP ) - 28/10/2026  Entrega do 68ª edição do Prêmio Jabuti, na Sala São Paulo. Gustavo Scarpa entregou o troféu da nova categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital (do eixo Inovação) para o influenciador literário Pedro Pacífico, conhecido pelo perfil Bookster.  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Influenciador literário Pedro Pacífico (d), conhecido pelo perfil Bookster, recebe o prêmio do jogador Gustavo Scarpa - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A lista completa dos vencedores está disponível no site do prêmio. 

Lygia Bojunga

O Jabuti homenageou Lygia Bojunga, escritora reconhecida no Brasil e no exterior, que foi escolhida como Personalidade Literária desta 68ª edição. O reconhecimento ocorre no mesmo ano em que uma de suas obras mais conhecidas, A Bolsa Amarela, completa 50 anos.

Nascida em Pelotas, no Rio Grande do Sul, em 1932, Lygia estreou na literatura em 1972 com Os Colegas. Em livros como Angélica, Corda Bamba e A Bolsa Amarela, construiu uma obra marcada pela liberdade de imaginação e pela escuta dos conflitos e desejos da infância.

A escritora enviou uma mensagem de agradecimento e uma carta escrita à mão. “Que belo incentivo este!”, escreveu Lygia, referindo-se à homenagem. A escritora e psicanalista Ninfa Parreiras representou a escritora na cerimônia.

Confira a lista de finalistas abaixo:

Eixo: Literatura

1.1 Conto

Título: Massaranduba | Autor(a): Abáz | Editora(s): Senac Rio

1.2 Crônica

Título: Viagem no país da crônica | Autor(a): Humberto Werneck | Editora(s): Tinta-da-China Brasil

1.3 Escritor Estreante - Poesia

Título: História a que ninguém deu nome | Autor(a): Juliana Cajives | Editora(s): Mormaço Editorial

1.4 Escritor Estreante - Romance

Título: Pitangas verdes | Autor(a): Mariana Lobato Botter | Editora(s): Labrador

1.5 Histórias em Quadrinhos

Título: Ouroboros | Autor(a): Luckas Iohanathan | Editora(s): Comix Zone

1.6 Infantil

Título: A letra | Autor(a): Leo Cunha, Raquel Matsushita | Editora(s): Maralto

1.7 Juvenil

Título: A única da sala | Autor(a): Tathyana Viana | Editora(s): FTD

1.8 Poesia

Título: Boris e Marina | Autor(a): Alberto Martins | Editora(s): Companhia das Letras

1.9 Romance de Entretenimento

Título: Cartografia para caminhos incertos | Autor(a): Ian Fraser | Editora(s): Intrínseca

1.10 Romance Literário

Título: Meridiana | Autor(a): Eliana Alves Cruz | Editora(s): Companhia das Letras

Não Ficção

2.1 Artes

Título: Abdias, intérprete do Brasil: textos sobre raça e cultura brasileira de 1940 a 1990 | Autor(a): Tulio Custódio (Organizador) | Editora(s): Todavia

2.2 Biografia e Reportagem

Título: Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio | Autor(a): Ruy Castro | Editora(s): Companhia das Letras

2.3 Economia Criativa

Título: A (r)evolução das habilidades para o futuro do trabalho na era da inteligência artificial | Autor(a): Martha Gabriel | Editora(s): Senac São Paulo

2.4 Educação

Título: Como conversar com crianças sobre racismo e diversidade | Autor(a): Manuel Alves de Sousa Junior | Editora(s): Schreiben

2.5 Negócios

Título: Não se esqueça!: 50 memorandos sobre gestão e liderança com propósito, comprometimento e proatividade | Autor(a): Mario Sergio Cortella | Editora(s): Record

2.6 Saúde e Bem-Estar

Título: A paixão pela mentira: a família e as tiranias | Autor(a): Paulo Schiller | Editora(s): Todavia

Produção Editorial

3.1 Capa

Título: Frans Krajcberg | Capista: Alles Blau | Editora(s): MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand)

3.2 Ilustração

Título: Guernica: a arte em busca da paz | Ilustrador(a): Vinicius Sabbato | Editora(s): Via Lúdica

3.3 Projeto Gráfico

Título: Dobra | Responsáveis: Raul Loureiro | Editora(s): Cosac

3.4 Tradução

Título: O cavaleiro de bronze e outros contos e versos | Tradutor(a): Rubens Figueiredo | Editora(s): Penguin-Companhia das Letras

Inovação

4.1 Incentivo à Leitura - Projeto

Título: Cartovivências nas periferias da cidade | Responsável(eis): Ricardo Barbosa da Silva

4.2 Livro Brasileiro Publicado no Exterior

Título: Os substitutos | Editora(s): Companhia das Letras, Métailié

4.3 Incentivo à Leitura - Cultura Digital

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Sandra Ramos apresenta em Portimão livro «Maria» sobre maternidade, autismo e amor

A sessão realiza-se a 6 de novembro, às 21h00, na Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes. Um euro por exemplar vendido reverte para a APEXA.

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Enrique Vila-Matas, tras recibir el Premio Nacional: "Escribir es divertirse. La literatura está ahí para no aburrirme"

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Enrique Vila-Matas gana el Premio Nacional de Letras por "su influencia decisiva en la narrativa contemporánea"

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Lizzy Stewart, la escritora que reinventó la novela gráfica: "Me gusta tratar de crear una nueva experiencia lectora"

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People have the power

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‘El libro de la desaparición’: una obra hermosa y valiente entre Jaffa y Tel Aviv

Como después de un truco mágico de David Copperfield en el que desaparece un edificio de la línea del cielo de Manhattan, un día —no sabemos si “un buen día”—, las recolectoras palestinas de flores en los invernaderos israelíes, los prisioneros palestinos, los conductores palestinos de autobuses en Tel Aviv, los propietarios palestinos de pequeños locales de hummus, desaparecen de Israel. ¿Será una huelga, una maniobra política por parte de la resistencia, una estrategia del ejército israelí, una conspiración? Existe una oposición dentro de Israel contra los desmanes de su gobierno a la que esta novela da voz; sin embargo, aquí la voz fundamental es la de los israelíes para quienes la desaparición constituye una ofensa y un alivio. Ibtisam Azem reflexiona sobre la usurpación de bienes, memoria y discurso; sobre la imposibilidad de asumir la franja gris en determinadas circunstancias históricas y políticas; sobre cómo se pervierte la racionalidad y se devalúa el significado de palabras como democracia. Lo más inquietante es que este libro fue publicado en 2014. Entonces, el pueblo palestino ya contaba con argumentos para denunciar una situación que, como poco, se remonta a 1948 con la creación del estado de Israel y la Nakba, la Catástrofe, que supuso la expulsión de más 700.000 palestinos. Hoy, en pleno genocidio, la lectura de El libro de la desaparición nos alcanza con pertinente vibración ideológica para recordarnos la dimensión ética y la oportunidad política de los textos literarios.

Seguir leyendo

El libro de la desaparición

Ibtisam Azem Traducción de María Luisa Prieto Las afueras, 2026 280 páginas. 19,95 euros

© EDITORIAL LAS AFUERAS (EL PAÍS)

Retrato promocional de la autora Ibtisam Azem.
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La Biblia del terror de Mariana Enriquez: "Los multimillonarios tecnológicos que sueñan la fantasía de vivir para siempre son los vampiros contemporáneos"

En el ensayo 'Conversación con la oscuridad' la popular escritora argentina reivindica el gótico y el horror como el género perfecto para abordar los miedos colectivos y privados. "Los monstruos cambian de significado en cada época, cada generación los deforma según sus miedos" Leer

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Festival Literário Utopia está de regresso a Braga para a 4.ª edição

O Festival Literário Utopia realiza-se a partir de 13 de novembro, em Braga, com uma programação dedicada à literatura, ao pensamento e ao encontro entre diferentes linguagens artísticas, foi hoje anunciado.

Esta 4.ª edição do festival prevê uma sessão extra em Guimarães, no dia 23 de novembro, com o escritor e ator brasileiro Lázaro Ramos e o músico Dino d’Santiago, numa conversa sobre língua, identidade e memória.

A programação inclui ações de formação, “iniciativas que promovem o pensamento crítico”, numa parceria com a Associação Portuguesa de Ética e Filosofia, “conversas, apresentações de livros, jantares literários, [e] sessões de literacia financeira”, segundo comunicado da organização enviado à agência Lusa.

O festival é organizado pela consultora editorial The Book Company em parceria com a Câmara de Braga, e, este ano, realça “um crescimento de atividades para os mais novos”, sendo todos os eventos gratuitos exceto os jantares literários, no dia 18, com Fernando Ribeiro e, no dia 20, com João Tordo.

Este ano, o festival prevê organizar 45 eventos na programação infantil, incluindo sessões de histórias, leituras musicadas, apresentações de livros e oficinas criativas. O Utopia conta com o espetáculo conjunto de Sofia Vieira, do projeto Aqui Há Gato, e Rute Cancela, “que procura despertar a curiosidade, estimular a criatividade e cultivar, desde cedo, o gosto pelos livros”.

A abertura oficial está prevista para 13 de novembro, às 21:00, no Auditório do Espaço Vita, o palco central do certame, sendo antecedida por uma conversa na Livraria Centésima Página sobre três títulos de teatro: “Macbeth”, de Shakespeare, “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, e “Casa de Bonecas”.

No dia seguinte, o Muzeu recebe o escritor Onésimo Teotónio Almeida para uma “reflexão livre sobre o ano que passou”, no âmbito do projeto “O que fica do que passa”.

A literacia financeira é uma das novidades da edição deste ano, que a organização apresenta como “a maior de sempre”, reunindo nomes da literatura, do humor e de outras áreas artísticas, entre eles, Teolinda Gersão, Valter Hugo Mãe, Ricardo Araújo Pereira, Maria do Rosário Pedreira ou Salvador Martinha.

Entre outras iniciativas, no dia 21 de novembro realiza-se uma conversa entre os escritores Francisco José Viegas e José Eduardo Agualusa, que parte de uma seleção de entrevistas do arquivo da revista Ler “para revisitar vozes da literatura”, a que se segue outra conversa segundo o mote “A importância de ler mulheres”, com as escritoras Déa Paulino, Maria do Rosário Pedreira e Teolinda Gersão, moderada pela apresentadora televisiva Ana Daniela Soares.

Ainda no dia 21 é apresentado o novo livro de Frederico Lourenço, “A Bíblia para Jovens”, que conta com a participação de Ricardo Araújo Pereira e dos sacerdotes Paulo Terroso e Rui Santiago.

À tarde, a escritora Patrícia Reis entrevista Valter Hugo Mãe, tendo como fio condutor “fotografias pessoais e de arquivo”, revisitando o percurso do autor de “O Século dos Imbecis”, saído este ano. A jornada encerra com um concerto de Manuel Cruz, no Theatro Circo, às 21:00.

No dia 22, às 14:30, no Auditório do Espaço Vita, a jornalista Maria João Costa entrevista o ator, escritor e apresentador brasileiro Lázaro Ramos.

Neste dia está ainda agendada a conversa “Língua geral do esquecimento”, entre os escritores José Eduardo Agualusa, João Tordo e o músico Dino d’Santiago, “para refletir sobre a língua portuguesa enquanto território comum entre diferentes geografias, identidades e memórias”.

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Louçã apresentou livro em Viana do Castelo

O economista Francisco Louçã apresentou, na sexta-feira, o seu último livro “Imaginação Livro II – Utopias, Ciências e Vida Quotidiana”, numa sessão que juntou dezenas de pessoas no Centro Cultural do Alto Minho, em Viana do Castelo.

A sessão foi apresentada por Maria José Guerreiro.

Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
Foto: Joca Fotógrafos / O MINHO
Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
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Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
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Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
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Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
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Louçã apresentou livro em Viana do Castelo
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“Através de uma profunda revisão da literatura, Louçã traz-nos autores, textos, artistas, cientistas que, ao longo dos séculos, contribuíram para esta visão de consistência, na utopia, e de exatidão, na ciência. E Louçã reivindica, ainda, um lugar para “o povo”, para todos aqueles que, nos seus diferentes quotidianos, também são agentes. A palavra “esperança”, com que termina a obra, não será por acaso”, refere a organização em nota enviada a O MINHO.

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Projeto algarvio «Poesias do Mundo» participa em festival de cinema e literatura em Marrocos

Sediado em Loulé, o projeto participa pela segunda vez no festival de Tétouan, de 3 a 8 de novembro. Tápê integra a delegação de poetas e artistas internacionais.

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No adeus a Zuenir, mestre também no humor

Nome maior do jornalismo brasileiro, Zuenir Ventura morreu esta semana, aos 95 anos, no Rio de Janeiro. Nas redes sociais, no rádio, nos jornais e na tv, colegas de profissão se despediram do autor de 1968: o Ano que Não Terminou com palavras de carinho e admiração. Quem teve a sorte de trabalhar ao seu lado ressaltou também a sua doçura, paciência e disposição para ajudar e ensinar. Muitos jornalistas o chamavam de Mestre Zu. 

Em mais de meio século de ofício, Zuenir se debruçou sobre assuntos que definem o Brasil como nação (a violência urbana, o desrespeito à democracia, a obscena desigualdade social). É autor de algumas reportagens e livros que fazem parte da história do jornalismo no país, como Chico Mendes: Crime e Castigo e Cidade Partida. Recebeu importantes prêmios e reconhecimentos como jornalista, escritor e defensor dos direitos humanos. Ocupava, desde 2015, a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras.

Além do instinto de repórter, do olhar jornalístico apurado e da elegância na escrita, Zuenir tinha um sentido de humor delicioso. E era um maravilhoso contador de histórias. Quando não estava fazendo jornalismo, permitia-se acrescentar uma pitadinha (ou várias) de ficção às suas narrações – sempre sem maldade, para prender a atenção e divertir quem ouvia.

Sessão de homenagem a Zuenir Ventura no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (28/06/2018)
Sessão de homenagem a Zuenir Ventura no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo (28/06/2018)
Sessão de homenagem a Zuenir Ventura no 13º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Provavelmente o seu melhor parceiro na arte de fazer graça tenha sido o amigo Luís Fernando Veríssimo. Durante décadas dividiram palco, compartilharam mesas em eventos culturais e fizeram a alegria de quem, em festas e jantares, os teve por perto. Formavam uma dupla perfeita, que se conhecia de olhos fechados. O mineiro era mais falastrão; o gaúcho soltava a palavra certa na hora certa. Um ajudava o outro a brilhar. Os vi contar a mesma anedota, em lugares diferentes, mudando só o protagonista: uma vez tinha passado com um, na outra o protagonista era o outro. 

Um dos cenários recorrentes desses “causos” de Zuenir era Paraty e a sua festa literária (a Flip). Certa feita, dizia, uma jovem se aproximou pedindo um autógrafo. Enquanto procurava uma caneta, ele quis saber qual era, entre os livros que tinha escrito, o que ela mais gostava. “O Menino Maluquinho”, respondeu a moça, sem titubear. Para não estragar a ilusão da admiradora de Ziraldo, Zuenir escreveu: “Para Fulana, minha fã, um beijo”. E assinou assim: Z. Às vezes, contava essa mesma história, substituindo a leitora pelo funcionário de um hotel em Paraty. Quando publicou um livro intitulado Inveja – mal secreto, contou que, certa vez, viu o amigo Ziraldo ser aplaudido por 20 mil pessoas no Maracanãzinho ao ser apresentado como jurado do Festival Internacional da Canção. Quando encontrou o cartunista, disse-lhe: “Você saiba que tinha um sujeito lá em cima que estava te vaiando, eu vi”. 

Zuenir gostava de brincar com a sua semelhança com outros escritores altos, esguios e carecas. Contava ter sido confundido na Flip várias vezes com Millôr Fernandes e com Drauzio Varella. E uma vez com José Saramago. O chiste envolvendo o português era o mais hilariante e funcionava mais ou menos assim: Zuenir sai da pousada onde está hospedado e é cercado por um enxame de fãs. As leitoras – todas mulheres – começam a elogiá-lo e a dizer que adoram os seus livros. Perguntam se podem tirar uma foto, ele assente, e é abraçado pelo grupo. Sente que finalmente tem o reconhecimento que merece, seu ego está nas alturas. Até que uma das moças grita para outra que vem dobrando a esquina: “Fulana, vem aqui conhecer o Saramago”. 

Até quando foi dado como morto, vítima de uma notícia falsa, Zuenir não perdeu o humor. Num dia de 1999, um jovem repórter procurou na agenda do jornal o número de telefone do escritor e ligou. Queria que ele comentasse sobre a morte de uma figura conhecida. Acontece que fazia anos que aquele número já não era mais o de Zuenir. A senhora que atendeu, sabe-se lá por que cargas d’água, achou que era uma boa ideia inventar que o jornalista tinha acabado de morrer em um acidente na Lagoa Rodrigo de Freitas. Sem confirmar a veracidade, o rapaz publicou a informação, que rapidamente se espalhou. Vivinho da Silva, Zuenir estava numa cerimônia cheia de gente importante (incluindo Fernando Henrique Cardoso, então Presidente da República) no Instituto Moreira Salles (IMS). O evento era vedado à imprensa – Zuenir ia na qualidade de convidado – e contava com um forte esquema de segurança. Do lado de fora, a notícia da morte começou a circular entre os jornalistas. 

“Lá pelas 9 horas da noite — eu tinha morrido às 16h — a imprensa descobriu que eu estava no IMS e não no IML. Do lado de fora, dezenas de repórteres e fotógrafos aguardavam o presidente atrás de um cordão de isolamento. Veio então uma ordem das redações para que falassem comigo; não valia mais a versão; eu tinha que ser ouvido ao vivo, se é que a expressão ainda se aplicava a mim. Naquele momento, eu era mais importante do que o presidente, o governador, o prefeito e quem mais estivesse lá dentro. Afinal, não é todo dia que se vê alguém morrer e ressuscitar em cinco horas. O recorde era três dias, mas fora batido há muito tempo”, contou Zuenir numa deliciosa coluna n’O Globo dias depois. “Já de madrugada, abri o computador e vi a descrição da minha morte; era tão precisa que não tive dúvida: devia ser verdade. Uma agência séria não colocaria no ar um boato desses.”

Desta vez, infelizmente, foi verdade. Zuenir se foi, o Brasil fica sem um dos seus melhores jornalistas. E perde também um exímio contador de histórias, dono de um sentido de humor de dar inveja. 

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Festa do Livro no Calçadão de Quarteira

A leitura e a literatura estão de volta ao Calçadão de Quarteira com mais uma edição da Festa do Livro, um encontro dedicado aos livros, à cultura e a todos os que gostam de descobrir novas histórias.

Até 6 de setembro, pode visitar a Festa do Livro todos os dias, entre as 10h e as 24h, junto ao jardim em frente ao posto da GNR de Quarteira.

E há ainda momentos especiais de leitura, sempre pelas 21h, no dia 27 de agosto — leitura com Sílvia Viegas e
31 de agosto — leitura com Rute Rodrigues

Para tornar a festa ainda mais divertida, a mascote Octávio estará de volta na noite de 28 de agosto, pronta para animar miúdos e graúdos.

Passe pelo Calçadão, descubra novos livros e aproveite esta celebração da leitura junto ao coração de Quarteira.

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