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Milei and Allegations Regarding Aiding the Escape of Flávio Bolsonaro

Three legal complaints filed with the Argentine justice system call for an investigation into President Javier Milei, Foreign Minister Pablo Quirno, Security Minister Alejandra Monteoliva, and advisor Santiago Caputo, alleging their involvement in the escape of Brazilian Senator Flávio Bolsonaro. The filings cite potential offenses including concealment, human trafficking, the misuse of public resources, and facilitating the illegal stay of a fugitive from Brazilian justice.

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The complaints—brought by Left Front leader Gabriel Solano and Socialist lawmaker Esteban Paulón—are being processed in the Comodoro Py courts; the first has been assigned to Judge María Eugenia Capuchetti. Meanwhile, lawmaker Marcela Pagano filed her complaint in the federal courts of Misiones, where Judge Marcelo Cardoso is presiding.

Pagano argued that the case should examine a potential crime of “illegal human trafficking across national borders,” an offense aggravated by the involvement of government officials. The legislator warned that these actions could compromise the Argentine state’s sovereignty regarding “border control, the fulfillment of its criminal cooperation obligations with a Mercosur member state, and the integrity of federal agencies.”

Cases Against Flávio Bolsonaro

In Brazil, Flávio Bolsonaro has been under investigation for alleged money laundering, corruption, and violations of foreign exchange regulations—all linked to the financing of Dark Horse, a film about his father, former President Jair Bolsonaro. The investigation connects him to banker Daniel Vorcaro, who is accused of fraud; the senator allegedly solicited millions in funding from him for the film. He is also implicated in a separate case involving money laundering through online gambling platforms.

A few days ago, Brazilian Supreme Court Justice Flávio Dino ordered an investigation into whether there was foreign support—specifically involving funds from the United States—for the presidential campaign of Bolsonaro, who was defeated by Luiz Inácio Lula da Silva.

Brazilian senator Flavio Bolsonaro has fled to the United States and declared himself Brazil’s “true elected president” after losing the presidential election to Luiz Inacio Lula da Silva by 4.4 million votes. He is challenging the official result from abroad.

In a manifesto… pic.twitter.com/ilZxhozka4

— teleSUR English (@telesurenglish) October 29, 2026

Change in the official account

Solano’s complaint highlights a shift in the Argentine government’s account. After initially denying that Bolsonaro had entered the country, the National Migration Directorate acknowledged at 2:00 a.m. that the senator had crossed the border on October 27 via the Tancredo Neves International Bridge, using an Italian passport.

Although the ruling administration claimed the documentation was “valid,” Bolsonaro’s passport was actually suspended, and he faced ongoing criminal proceedings, including charges related to money laundering. Former Migration Director Florencia Carignano noted that the government made a political decision to allow his entry, despite these legal proceedings.

The filings also detail the alleged use of state resources. According to the complaints, agents from the Airport Security Police (PSA) escorted Bolsonaro, who arrived at the airport in a vehicle bearing Argentine diplomatic license plates.

Additionally, an investigation is underway regarding the logistics surrounding a private Gulfstream G400 aircraft operated by the company Baires Fly. The firm is linked to Sergio Mastropietro—who is currently facing prosecution in a corruption case involving the National Disability Agency (ANDIS)—and has ties to drug trafficker Federico Machado. The aircraft reportedly remained in Puerto Iguazú for over 24 hours without authorization from the National Civil Aviation Administration (ANAC), with an estimated cost of $140,000, arranged through a broker in the United States.

Constitutional law expert Andrés Gil Domínguez pointed out that Emergency Decree (DNU) 366/25 establishes that “failure to disclose the existence of a criminal record” serves as grounds for denying entry. The expert highlighted the irregularity of a foreign national—who was the subject of multiple judicial warrants—being able to travel through the country while circumventing the controls established by Law 25.871.

The complaints call for charges of abuse of authority and breach of public official duties. Furthermore, they request the preservation of surveillance camera footage as well as immigration and airport records, in order to determine the criminal liability of those involved.

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Em meio a silêncio de Milei, Lula agradece Macri após eleição

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta quinta-feira (29) ao ex-presidente argentino Mauricio Macri após ser parabenizado pela vitória nas eleições do último domingo (25).

Macri felicitou Lula na segunda-feira (26) e desejou que o novo mandato traga “prosperidade e crescimento” para o país e a região. O atual presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não reconheceu o resultado das eleições brasileiras.

Em resposta nesta quinta, Lula afirmou compartilhar com Macri o desejo de que “a região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos” e disse ter saudades dos tempos em que diferenças entre os países eram discutidas de “maneira civilizada e republicana“.

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Veja a mensagem do presidente Lula, nas redes sociais:

Agradeço ao ex-presidente @mauriciomacri pelos cumprimentos e pelos bons votos. Compartilho plenamente o desejo de uma região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos. E lembro com saudades dos tempos em que diferenças circunstanciais entre nossos países se discutiam e se solucionavam de maneira civilizada e republicana.

— Lula (@LulaOficial) October 29, 2026

Como mostrou a CNN, o governo da Argentina não irá emitir um comunicado reconhecendo a vitória de Lula. De acordo com o porta-voz da presidência argentina, Adrián Ravier, o governo tomou “nota do resultado eleitoral do presidente brasileiro”. No entanto, o governo Milei não irá emitir um comunicado reconhecendo a reeleição do mandatário brasileiro.

“Em 2023, quando Milei foi eleito presidente, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente, nem nada. Pelo menos por enquanto, não vamos publicar nenhum comunicado”, afirmou o porta voz.

Diante da insistência da imprensa argentina acerca da necessidade de um comunicado institucional reconhecendo o resultado do pleito brasileiro, o porta-voz insistiu que “não haverá”.

Ravier se refere à postagem de Lula na rede social X após a vitória de Milei nas eleições presidenciais argentinas, há três anos. Na ocasião, o líder brasileiro não parabenizou diretamente Milei, que o havia insultado durante a campanha eleitoral.

“Meus parabéns às instituições argentinas pela condição do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica. Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu o petista.

Na recente campanha eleitoral brasileira, Milei apoiou abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), fazendo ataques a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). As falas levaram o Itamaraty a rebaixar o nível da relação diplomática entre os países e não enviar o embaixador brasileiro, Júlio Bitelli, novamente a Buenos Aires.

Fuga de Flávio

Nesta quinta-feira, ainda, uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, assessor do presidente Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil pela fronteira.

Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade argentina com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.

Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.

Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly”.

Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados”, segundo o jornal argentino.

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How Trump’s Latin American allies helped Flávio Bolsonaro flee Brazil

The flight of far-right Brazilian politician Flávio Bolsonaro has exposed covert support from the Donald Trump administration and a network of alliances among conservative governments on the continent, encouraged by Washington, that collaborated to enable his escape. Bolsonaro’s departure for Miami — just one day after insisting he would lead the opposition to the newly re-elected Luiz Inácio Lula da Silva — demonstrates the existence of a Latin American bloc not only ideologically aligned with Trump but willing to act according to his logic, disregarding international treaties, several analysts said.

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© Eva Marie Uzcategui (REUTERS)

Flávio Bolsonaro arriving in Miami on Wednesday.
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Wall Street Journal: “Via libera di Trump all’arrivo di Bolsonaro negli Usa. È entrato con un permesso umanitario”

È scappato dal Brasile dopo avere perso le elezioni ed è arrivato in Florida, prima entrando a piedi in Argentina, poi imbarcandosi su un volo per gli Usa dall’Ecuador. Nei giorni scorsi il presidente Usa Donald Trump aveva dichiarato, prima di partire per un comizio in Ohio in vista delle elezioni di midterm, che non si sarebbe intromesso nella vicenda che riguardava la fuga di Flavio Bolsonaro e, pur sottolineando di non volere essere coinvolto, aveva aggiunto che “è stata un’elezione molto strana, questo è certo”. Ma secondo quanto ricostruito dal Wall Street Journal, il capo della Casa Bianca sarebbe tutt’altro che estraneo alla fuga del candidato sconfitto da Lula, scappato dopo che il giudice Alexandre de Moraes aveva disposto la consegna dei suoi passaporti nell’ambito di un’indagine per sospetto riciclaggio di denaro, nella quale il senatore nega ogni irregolarità. Il giornale finanziario Usa scrive che il tycoon ha approvato personalmente l’ingresso suo e della sua famiglia negli Stati Uniti e il segretario di Stato Marco Rubio si è attivato per il rilascio dei visti. La famiglia Bolsonaro è comunque entrata negli Stati Uniti con un “permesso umanitario” che consente la permanenza di un anno. Il Wsj, che cita alcune fonti, aggiunge inoltre che dall’esilio Bolsonaro intende continuare la sua attività politica. “Sono io il presidente eletto – ha dichiarato Bolsonaro dopo la fuga negli Usa – e i criminali che hanno rubato le elezioni in Brasile fanno parte di un’organizzazione criminale che ha instaurato una tirannia”, ha scritto il senatore in una dichiarazione pubblicata sul suo profilo X, denunciando una “frode elettorale”. “Da qui guiderò l’opposizione”, ha aggiunto.

Il senatore brasiliano ha ringraziato il presidente argentino Javier Milei, oltre a Trump, per l’accoglienza negli Usa, dove è arrivato con la famiglia il 28 ottobre. In una lettera diffusa dopo l’arrivo a Miami, il figlio dell’ex presidente del Brasile ha denunciato presunti brogli elettorali senza presentare prove e ha chiesto l’annullamento della candidatura di Lula e del suo vice Geraldo Alckmin, accusando le istituzioni brasiliane di persecuzione politica. Bolsonaro Jr ha criticato in particolare il giudice della Corte suprema Cristiano Zanin, contestando la proroga dell’orario di voto fino alle 19, decisa domenica. Secondo il senatore, la misura avrebbe consentito a Lula di ottenere oltre 10 milioni di voti in più rispetto al primo turno.

Il segretario di Stato Usa Marco Rubio e il presidente argentino Javier Milei pare siano state le principali menti dietro alla sofisticata e polemica operazione di intelligence che ha consentito a Flavio Bolsonaro di fuggire dal Brasile. Tra i vari dettagli emersi sulla fuga anche quello riguardante il jet privato utilizzato da Bolsonaro. Il Gulfstream G400 matricola LV-JQW, appartiene infatti alla compagnia privata Baires Fly, legata a sua volta ad uno dei principali scandali di corruzione che coinvolgono attualmente il governo argentino di Javier Milei. La società figura infatti nell’inchiesta sul riciclaggio di denaro proveniente da presunte tangenti negli acquisti di medicinali e forniture dell’Agenzia Nazionale Argentina per i Disabili (Andis). Si tratta dell’indagine condotta dal pm argentino Franco Picardi, che ha individuato nel titolare reale di Baires Fly l’imprenditore Sergio Mastropietro, la mente dietro il “lavaggio di fondi derivanti dai sovrapprezzi applicati agli acquisti effettuati dall’Agenzia”, guidata dall’allora avvocato di Milei, Diego Spagnuolo. Lo stesso Milei utilizzò uno dei velivoli della compagnia per il suo primo viaggio internazionale del 2023 negli Stati Uniti, suscitando polemiche anche perché il volo privato venne finanziato dall’imprenditore Gerardo Werthein, poi nominato ambasciatore dell’Argentina a Washington.

L'articolo Wall Street Journal: “Via libera di Trump all’arrivo di Bolsonaro negli Usa. È entrato con un permesso umanitario” proviene da Il Fatto Quotidiano.

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Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina

As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas.

Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes.

Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave.

No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”.

Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países.

Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027.

De acordo com esses auxiliares, o regresso dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável.

Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil.

As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.

Do lado brasileiro, o ministro da Economia, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump.

Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais.

Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27).

“Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado.

Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho.

Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa.

O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina.

Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral.

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Assessor de Milei ajudou a organizar fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal

Uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, importante assessor do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil pela fronteira.

Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.

Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.

Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly.”

Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados.”

Reportagem do Clarín revela envolvimento de assessor de Milei com fuga de Flávio Bolsonaro
Reportagem do Clarín revela envolvimento de assessor de Milei com fuga de Flávio Bolsonaro • Reprodução/Clarín/Foto de Maxi Failla

Como tudo começou

Na manhã da terça-feira (27), o portal Infobae divulgou a foto do jatinho de luxo Gulfstream G400 parado na pista do aeroporto da cidade, que posteriormente se confirmou como o mesmo em que decolou o senador.

Na noite do mesmo dia, por volta das 23h, jornalistas de emissoras locais, como a TN, afiliada da CNN, registraram a chegada de uma van com placa brasileira e vidros escuros, acompanhada de escolta e em alta velocidade.

Fuga de Flávio Bolsonaro - Van do Brasil com escolta foi vista em aeroporto argentino
Fuga de Flávio Bolsonaro – Van do Brasil com escolta foi vista em aeroporto argentino • Reproduçao/TN

O Clarín ainda mostra que a presença de Caputo ficou registrada em documentos policiais durante uma fiscalização de rotina às 2h50 da quarta-feira (29).

“Na ocasião, duas caminhonetes pertencentes à Entidade Binacional Yacyretá foram identificadas enquanto circulavam pela rodovia 12, na província argentina de Misiones. O assessor presidencial estava em um dos veículos.”

Ao longo de dois dias, Caputo fez diversas publicações nas redes sociais debochando da cobertura da imprensa.

“Todos escrevem rumores baseados em rumores. Que papelão os meios argentinos” disse ele na terça-feira (27), quando o paradeiro de Flávio era desconhecido.

Enquanto veículos internacionais e brasileiros afirmavam que ele já estava nos Estados Unidos, com base em relatos de aliados e figuras do governo americano, televisões argentinas apostavam que o Gulfstream esperava pelo embarque do senador.

Caputo reforçou a crítica no dia seguinte, após a confirmação de que o ex-candidato, na verdade, havia fugido pela Argentina naquela madrugada.

“A cobertura do dia de hoje deve ter sido provavelmente um dos maiores papelões da história. Disseram tudo com o mesmo nível de certeza e animosidade. Em todas as partes do mundo. Não sei quem passou a perna neles, mas toda minha admiração.”

La cobertura periodística del día de hoy debe haber sido probablemente uno de los papelones más grandes del periodismo mundial de la historia. Dijeron cualquier cosa. Se desdijeron. Lo volvieron a decir. Todo con el mismo nivel de certeza y animosidad. En todas partes del mundo. No sé quien es el que los sacó a pasear en chota pero toda mi admiración.

— Santi C. (@slcaputo) October 28, 2026

A matéria do Clarín também reforça o envolvimento de autoridades dos governos da Argentina e dos Estados Unidos para tirar Flávio Bolsonaro do Brasil apenas dois dias depois do segundo turno das eleições em que perdeu para o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Fontes da Casa Rosada afirmaram aos jornalistas que autoridades brasileiras também estavam a par da movimentação.

Ainda não está claro como Flávio Bolsonaro chegou a Foz de Iguaçu para cruzar a fronteira com a Argentina.

Ele entrou no país usando seu passaporte italiano – um dos três que possuía, além do brasileiro e do diplomático.

Na noite de domingo (25), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos documentos de Flávio, atendendo a um pedido da PF (Polícia Federal)

Ele chegou a ser intimado ainda em Brasília depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.

Após divulgar nas redes sociais a ordem de Moraes, afirmando que cumpriria a decisão, o senador ficou em silêncio nas redes sociais, cortou o contato com políticos de seu partido e só apareceu em público novamente ao desembarcar em Miami na manhã de quarta-feira.

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La huida de Flávio Bolsonaro desnuda una alineación ideológica con Trump que prevalece sobre el derecho internacional en Latinoamérica

La huida del político ultraderechista brasileño, Flávio Bolsonaro, de Brasil, ha dejado en evidencia el apoyo subrepticio de la Administración estadounidense de Donald Trump y la red de alianzas del bloque de países conservadores en el continente, alentados por Washington, que han colaborado para su fuga. La salida de Bolsonaro hacia Miami —solo un día después de asegurar que lideraría la oposición a un nuevo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva—, demuestra, según analistas consultados, la existencia de un bloque latinoamericano no solo alineado ideológicamente con Trump, sino dispuesto a actuar bajo su misma lógica, sin respetar los tratados internacionales.

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Llegada de Flávio Bolsonaro a Miami, este miércoles.
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Flávio Bolsonaro se declara «verdadero presidente electo» y «líder» de Brasil desde Estados Unidos

Bolsonaro agradeció a Milei por facilitar su salida de Brasil y a Donald Trump por acogerlo. Volvió a hablar de fraude, sin evidencias, y llamó a desconocer el resultado electoral en su país.
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Argentina’s Milei Administration Denounced Over Flávio Bolsonaro Escape

Opposition in Congress demands the interception of the Chief of Staff for the operation that included police escort, private flights and suspicions of official cover-up. Photo: EFE.

Argentine lawmaker Marcela Pagano filed a criminal complaint against officials of the Milei administration to investigate how Brazilian senator Flavio Bolsonaro crossed into Argentina and departed for United States despite a judicial ban on leaving Brazil.


The complaint was presented before the Federal Court in Puerto Iguazu, in Misiones province. It seeks to establish the circumstances of Bolsonaro’s entry into Argentina and his later departure toward United States.

The far-right senator, son of former President Jair Bolsonaro, lost the presidential run-off to Luiz Inacio Lula da Silva on Sunday. He faces criminal cases in Brazil for corruption and money laundering, and Supreme Federal Court justice Alexandre de Moraes had prohibited him from leaving the country.

RELATED: What Role Did Milei Play in Flavio Bolsonaro’s Escape?

Pagano framed the matter in stark terms. “The justice system has to establish who organized Bolsonaro’s passage through our territory toward U.S. and whether Argentine officials facilitated it. A government cannot become the escape route for someone who is barred from leaving his country by court order”, she said.

The reconstruction presented to the court traces the route in detail. The Brazilian Senator crossed the international border between Foz do Iguazu and Puerto Iguazu through the Tancredo Neves crossing at 10.50 P.M. local time on Tuesday.

Forty minutes after entering Argentine soil, Flávvio Bolsonaro and his family boarded a private Gulfstream G400 jet at Iguazu International Airport. The aircraft belongs to the firm Baires Fly and had been positioned there since Monday.

🇧🇷 "I address the Brazilian people and the international community as the true elected president of Brazil."

Senator Flávio Bolsonaro, who lost Sunday's presidential runoff to incumbent Lula da Silva by about 4.4 million votes, is claiming the presidency in a statement released… pic.twitter.com/oTTodsaOcU

— Drop Site (@DropSiteNews) October 28, 2026

A Flight Around Brazil

The jet traced a path through the airspace of Paraguay, Bolivia, and Peru. It made a technical stop in Guayaquil, Ecuador, before landing Wednesday in Miami, avoiding Brazilian airspace at every stage.

Pagano detailed that Flávio Bolsonaro reached the air terminal under escort from an Airport Security Police patrol car. That force answers to the Security Ministry, which falls under the federal Executive.

The National Directorate of Migration initially denied on Tuesday that the conservative leader was present or had any flight plans. Yet the government of Javier Milei officially acknowledged his passage at 2.00 A.M. Wednesday, when the aircraft was already airborne.

The complaint demands clarification of another element, the presence in Misiones of Santiago Caputo, political strategist and chief advisor to the Argentine presidency. Caputo reportedly arrived in the province earlier in the week aboard the same private plane.

La Dirección Nacional de Migraciones informa que a las 22:50 hs del dia 27/10, ingresaron por el paso fronterizo de Puente internacional Tancredo Neves en la provincia de Misiones, los ciudadanos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira…

— Migraciones (@Migraciones_AR) October 28, 2026

Text reads: “The National Directorate of Migration reports that at 10:50 P.M. on October 27, entered through the border crossing of Tancredo Neves International Bridge in the province of Misiones, citizens Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro and Luiza Figueira Bolsonaro, who did so with skilled travel documentation without any legal impediment to entry into the country, also the transits were registered by the enforcement authority without incidents. For its part, at 11:30 P.M., the incoming party boarded a private flight dispatched by the company Baires Fly S.A to the city of Guayaquil, Ecuador, as reported in the flight plan.”

The written filing asks the court to investigate alleged crimes of illegal trafficking of persons, facilitation of illegal stay, abuse of authority, violation of public official’s duties, and cover-up. It requests urgent evidence measures including camera footage from the border bridge, aeronautical records, and the Airport Security Police duty logs.

The political fallout reached the legislature quickly. Argentine Congressman and former Defense Minister Agustin Rossi formalized a request to summon the Chief of Cabinet, Diego Santilli, to answer before Parliament.

The sequence raises the question at the heart of the complaint. A senator barred from leaving his country crossed a border, boarded a private jet, and flew to Miami without touching Brazilian airspace, all with a police escort on Argentine soil.

The government first denied any knowledge. It then confirmed the passage hours later, after the plane was gone. That gap between denial and confirmation sits at the center of the criminal filing.

The denunciation now forces the federal justice system to determine whether officials in the Milei administration facilitated a fugitive’s exit. The demand in Congress puts the same question to the Cabinet’s Chief.

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Mapuches denuncian asedio a sus comunidades y creciente presencia israelí en la Patagonia

Dirigentes mapuches se reunieron en Buenos Aires para denunciar la presencia creciente de agentes israelíes, a quienes se vincula con los incendios intencionales de los últimos veranos.
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What Role Did Milei Play in Flavio Bolsonaro’s Escape?

The Argentine president was directly involved in the operation, said a lawyer close to the Bolsonaro clan.

Over the last 12 hours, Argentine and Brazilian media outlets have continued to stir up controversy regarding the role President Javier Milei played in the flight of far-right Brazilian senator Flavio Bolsonaro to the United States—a journey that included a stop in Argentina.

RELATED:

Flavio Bolsonaro Enters U.S. After Fleeing Brazilian Justice

On Tuesday, outlets reported that Bolsonaro might flee through Argentina. Immigration authorities, however, responded by saying there were no records of Bolsonaro entering the country.

Presidential spokesman Adrian Ravier said only at a news conference that Argentina had received no asylum request from the Brazilian senator. Milei chose to remain silent.

In an interview with channel A24 on Tuesday night, Mexican lawyer Simon Levy, who is close to the Bolsonaro family, claimed that Milei was aware of the efforts to coordinate Bolsonaro’s escape to Miami.

“Thanks to President Milei, Flavio Bolsonaro is alive today. The only person who knew about this was President Milei. He has been and was involved in part of the coordination of this entire operation,” Levy said.

Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos em um jato de uma empresa que aparece numa investigação sobre lavagem de dinheiro ligado a contratos públicos para atender pessoas com deficiência na Argentina.

A aeronave pertence à Baires Fly, de Luis Grande. A companhia também… pic.twitter.com/qx3n14dJX5

— Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) October 28, 2026

The text reads, “Flavio Bolsonaro fled to the U.S. on a jet belonging to a company that appears in an investigation into money laundering linked to public contracts for the care of people with disabilities in Argentina.

The aircraft belongs to Baires Fly, which is owned by Luis Grande. The company also transported Javier Milei to the U.S. following his 2023 electoral victory. On that trip, Grande himself piloted the plane. Argentine judicial authorities are investigating transfers made by suppliers of the National Disability Agency (ANDIS) to Baires Fly accounts.

Following these payments, invoices were issued for the advance purchase of flight miles. It is suspected that these transactions were used to provide a veneer of legality to funds derived from irregular contracting. Flavio left Brazil despite a court order prohibiting him from exiting the country and requiring him to surrender his passports. Sources: Reuters, elDiarioAR, and Ambito.“

The newspaper La Nacion reported that presidential adviser Santiago Caputo was in Misiones province, which borders Brazil, on Tuesday night, when the aircraft carrying Bolsonaro took off. This would confirm that the Milei administration actively assisted in the operation.

According to Argentina’s National Directorate of Migration, Flavio Bolsonaro, his wife, Fernanda Antunes Figueira, and their two daughters entered the country on Tuesday at 10:50 p.m. local time via the Tancredo Neves International Bridge in Misiones province.

Bolsonaro used his Italian passport, while his family members traveled with their usual identification documents, according to the flight plan. Argentine immigration authorities said no laws had been violated: “We cannot prevent him from entering the country with his European passport.”

Where is ICE? https://t.co/dPmX9ihGbJ pic.twitter.com/l7MyeLU5Zq

— Pamphlets (@PamphletsY) October 27, 2026

Forty minutes later, at 11:30 p.m. local time, the Bolsonaros boarded a private aircraft operated by Baires Fly S.A. at Puerto Iguazu Airport, bound for Guayaquil, Ecuador, from where they traveled to Miami, United States.

So far, neither Milei nor his ministers and aides have made any public statements about the operation that enabled the escape of Bolsonaro, a far-right politician who faces several criminal investigations.

His departure came after Brazilian Supreme Court Justice Alexandre de Moraes ordered him to surrender his passports and barred him from leaving the country as part of money laundering investigations.

All opposition parties to Milei in Argentina’s Congress have demanded explanations about what role the government may have played in the operation.

teleSUR/ JF Source: EFE

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Baires Fly: Aérea que teria transportado Flávio aos EUA já levou Milei

O avião que supostamente estaria transportando o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos pertence à empresa Baires Fly, comandada pelo empresário argentino Luis Grande.

Segundo dados do rastreador de voos FlightAware, a aeronave de matrícula LV-JQW partiu de Guayaquil, no Equador, e está prevista para pousar às 10h18, no horário de Brasília, no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka, nos Estados Unidos.

Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na província de Misiones, por volta de 22h50. O senador estava acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e das filhas.

A Migrações afirma que os quatro apresentaram documentação de viagem válida, sem nenhum impedimento legal para a entrada no país, e que não houve incidentes.

Ainda de acordo com o órgão, às 23h30 a comitiva embarcou em um voo privado da Baires Fly. O destino informado no plano de voo era Guayaquil.

A Baires Fly também já foi usada pelo presidente argentino Javier Milei. Em sua primeira viagem internacional após ser eleito, em novembro de 2023, Milei viajou em um jato Gulfstream V (matrícula LV-KAX), da Baires Fly, para Nova York e Washington, segundo a imprensa argentina relatou na época. Aliados do presidente, como sua irmã e secretária-geral, Karina Milei, e o ministro da economia, Luis Caputo, também estavam a bordo da aeronave.

De acordo com o jornal argentino La Nacion, o nome da Baires Fly também apareceria em operações financeiras investigadas no âmbito de uma acusação criminal contra Sergio Mastropietro, empresário de aviação investigado como peça-chave em um esquema de superfaturamento na Agência Nacional de Deficiência (ANDIS) e apontado como administrador oculto da empresa.

O escândalo envolvendo o suposto superfaturamento e lavagem de dinheiro da ANDIS abalou a política argentina e levantou suspeitas sobre nomes próximos ligados a Milei, como o ex-diretor da agência, Diego Spagnuolo, e a própria irmã e secretária-geral do presidente, Karina Milei. O caso ainda não foi concluído e segue em andamento na Justiça argentina.

A CNN Brasil entrou em contato com a Baires Fly para confirmar se Flávio Bolsonaro de fato embarcou na aeronave LV-JQW, além de verificar quem contratou e pagou pelo frete da aeronave, mas ainda não obteve resposta.

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Anistia Internacional denunciará Milei à ONU por ataque a jornalistas

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A Anistia Internacional informou que vai denunciar o presidente argentino, Javier Milei, à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por hostilidade a jornalistas.  

Na última semana, Milei xingou os profissionais que fizeram reportagens investigativas contra ele e afirmou que deveriam “queimar na fogueira”.

Notícias relacionadas:

A Anistia Internacional é uma organização não governamental (ONG) que atua na defesa dos direitos humanos, com representação em mais de 150 países, incluindo o Brasil.

As hostilidades de Milei foram cometidas após a Justiça argentina arquivar, na última sexta-feira (23), o caso conhecido como “criptogate”, de fevereiro de 2025, que levantava suspeita da participação dele e de outras pessoas, como a irmã, Karina Milei, em um esquema de irregularidades na criação da criptomoeda $Libra.

Milei teria utilizado as redes sociais dele para promover o ativo virtual. No entanto, para o juiz federal Marcelo Martínez De Giorgi, não houve delitos.

“Queimar na fogueira”

Milei citou nominalmente os jornalistas Hugo Alconada Mon, Carlos Pagni, Paulino Rodrígues, Natalia Volosin e Luis Novaresio e os desqualificou, além de xingá-los.

“Empacotados, corruptos, mercenários da mentira e fabricantes seriais de operações”, disse em discurso. Em seguida, declarou que “os que têm que queimar na fogueira são os filhos da p*”.

Na rede social X, o mandatário escreveu que foi alvo de “tremenda operação política e midiática cujo único objetivo era prejudicar a presidência para fins políticos de conspiração golpista”. A publicação classifica ainda os jornalistas como “subornados e mercenários da mentira”.

Para a Anistia Internacional, as declarações violentas do presidente aprofundam o assédio à imprensa, colocam em risco aqueles que informam e deterioram as garantias do debate democrático.

“A organização manifesta profunda preocupação com a escalada de hostilidade contra a imprensa e levará esses fatos às instâncias internacionais, no âmbito de seu trabalho de monitoramento e denúncia da deterioração da liberdade de expressão na Argentina”, acrescenta.

Sobre a referência a queimar na fogueira, a Anistia Internacional considera que a expressão evoca violência extrema e constituem uma “escalada grave e inadmissível na hostilidade presidencial contra a imprensa”.

“Não se limita a questionar uma cobertura jornalística, mas individualizam e estigmatizam jornalistas”, pontuou.

A diretora-executiva da ONG na Argentina, Mariela Belski, assinalou que, quando o presidente aponta publicamente jornalistas e utiliza imagens de violência para se referir àqueles que questionam a gestão dele, contribui para gerar um clima de intimidação que pode abrir caminho para novas agressões.

“O cargo que ocupa exige uma responsabilidade reforçada: deve garantir que a imprensa possa investigar e informar com liberdade e segurança. O assédio por parte do poder deteriora as condições do debate democrático e afeta o direito de toda a sociedade de estar informada”, disse.

Histórico de hostilidade

Para fundamentar a acusação de deterioração contínua das condições para o exercício do jornalismo no país, a ONG cita o Monitoramento da Liberdade de Expressão do Fórum de Jornalismo Argentino, que mostra 278 casos de ataques contra jornalistas em 2025, 55% a mais que em 2024 e o maior número desde o início dos registros, em 2008.

O presidente Javier Milei foi identificado como autor de 119 desses episódios, o que o colocou como o principal agressor individual. O levantamento contabilizou ainda 139 casos de discursos estigmatizantes, 20 ações judiciais contra jornalistas e 28 restrições de acesso à informação.

A Anistia Internacional reforça que a repetição dessas práticas pode gerar um efeito silenciador que vai além das pessoas diretamente atacadas: desestimula investigações, favorece a autocensura e empobrece a circulação de informações de interesse público.

“Investigar a atuação daqueles que governam é uma função essencial do jornalismo e garantia para o controle democrático do poder”, sustentou.

CIDH

A ONG relembra que em novembro de 2025, participou, juntamente com organizações de direitos humanos, entidades jornalísticas e sindicatos de imprensa, de uma audiência sobre a situação da liberdade de expressão na CIDH.

Na ocasião, foram denunciados o aumento das agressões, a violência on-line, o assédio judicial e os ataques durante a cobertura de protestos, em um contexto de expansão de práticas autoritárias.

A CIDH solicitou informações ao Estado argentino e manifestou interesse em realizar uma visita ao país.

A CIDH é uma instituição judicial autônoma da Organização dos Estados Americanos (OEA), que tem o objetivo de aplicar e interpretar a Convenção Americana - também chamada de Pacto de San José da Costa Rica - que consiste em um tratado internacional sobre direitos e liberdades.

A jornalista Carla Gaudensi, secretária da Federação Argentina de Trabalhadores de Imprensa, informou à Agência Brasil que a entidade se juntará à Anistia Internacional na representação.

Outro repúdio às declarações de Milei surgiu da Federação Internacional dos Jornalistas (FIP).

À Agência Brasil, a peruana Zuliana Lainez, presidente de FIP, disse que a imprensa não está diante de um simples confronto discursivo.

“Constrói-se um clima de intimidação que põe em risco a integridade dos trabalhadores da imprensa, favorece a autocensura e busca desestimular o exercício de uma função essencial para qualquer sociedade democrática.”

Lainez acrescentou que os ataques não podem ser analisados de maneira isolada.

“Se inserem em um cenário de crescente deterioração das condições para o exercício do jornalismo na Argentina, marcado por agressões físicas durante coberturas, assédio judicial, restrições ao acesso à informação e ataques sistemáticos por parte de diversos funcionários do próprio governo”, analisou.

Sindicato repudia Milei

O Sindicato de Imprensa de Buenos Aires emitiu nota de repúdio ao presidente argentino, na qual afirma que o mandatário “voltou a ultrapassar um limite gravíssimo”. 

“A incitação a ‘queimar na fogueira’ um grupo de jornalistas deve provocar uma reação imediata de todo o espectro político e midiático para frear os ataques contra nossa profissão. Não haverá espaço para lamentações se a violência promovida pelo presidente acabar se transformando em fatos concretos”, publicou.

Brasileiro 

No último dia 12, o jornalista brasileiro Rogério Tomaz Jr., conhecido por críticas ao governo Milei, foi impedido de entrar na Argentina, ao desembarcar no aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires. 

As autoridades migratórias determinaram o cancelamento de residência permanente dele e estabeleceram uma proibição de reingresso por cinco anos.

Rogério Tomaz Jr. mora em Brasília, acompanha a política argentina e produz conteúdos sobre os impactos econômicos e sociais das medidas adotadas pelo governo Milei, incluindo cortes nos gastos públicos, privatizações e inflação. Ele também trabalha em um livro sobre a gestão do presidente argentino.

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People have the power

Por qué, teniendo solo una vida y pudiendo tener la posibilidad de ser una de estas dos personas, alguien elegiría ser Milei y no Patti Smith Leer

Por qué, teniendo solo una vida y pudiendo tener la posibilidad de ser una de estas dos personas, alguien elegiría ser Milei y no Patti Smith
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ONG denunciará a Milei ante la CIDH y la ONU por ataques a periodistas

La organización presentará cargos internacionales contra el mandatario tras sus dichos contra cinco periodistas que cubrieron el caso de la criptomoneda $LIBRA.
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Latin America’s left celebrates Lula’s victory: ‘The Pelé of progressivism’

The weakened Latin American left is celebrating Luiz Inácio Lula da Silva’s epic comeback in grand style — the “Pelé of progressivism” who is preparing to become president of Brazil for a fourth time. From Mexico’s Claudia Sheinbaum to Colombia’s Gustavo Petro, and including Argentina’s Cristina Fernández de Kirchner and Chile’s Gabriel Boric, the bloc was quick to hail Lula’s victory as soon as it became irreversible, despite the defeated Flávio Bolsonaro’s promise to seek to annul the election. The right, split between acknowledging the result and remaining silent, has left Bolsonaro alone in his challenge.

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© Presidencia de Brasil (REUTERS)

Lula da Silva greets Claudia Sheinbaum in Rio de Janeiro, Brazil, in 2024.
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Cristina Kirchner parabeniza Lula pela reeleição e Milei silencia

A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner foi às suas redes sociais na noite deste domingo (25) parabenizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição.

“Parabéns, primeiro ao povo brasileiro, que hoje protagonizou um autêntico 17 de Outubro eleitoral”, afirmou a líder, atualmente em prisão domiciliar após ser condenada por corrupção. A data é uma referência ao dia em que, em 1945, uma multidão foi às ruas pedir a liberação do general Juan Domingo Perón.

E continuou: “Depois, a você, companheiro presidente Lula, que, em sua sétima eleição presidencial, soube despertar em seus compatriotas o sentimento e o sentido necessários para vencer esta batalha”.

Milei não se pronunciou

O atual presidente argentino e adversário de Cristina, Javier Milei, não se pronunciou sobre o resultado, assim como os demais líderes latino-americanos. O ultraliberal apenas republicou postagens que sugeriam uma fraude no processo eleitoral brasileiro, sem provas. (Daniela Arcanjo/FOLHAPRESS)

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Argentina Press Groups Condemn Milei’s Threats To Journalists

Argentine President Javier Milei faces criticism over threats against journalists investigating the $LIBRA cryptocurrency scandal.

Press freedom groups condemn Javier Milei’s threats against journalists who investigated the $LIBRA cryptocurrency case, warning of rising hostility toward the media.


Argentine press freedom and human rights organizations have condemned President Javier Milei for threatening journalists who investigated the $LIBRA cryptocurrency scandal, warning that his remarks could expose media workers to violence and undermine freedom of expression.

RELATED: Argentine Court Rules Milei University Funding Decree Unconstitutional

Speaking at a dinner hosted Friday by the Fundación Faro think tank, Milei attacked journalists who covered the $LIBRA case, accusing them of spreading false information and coordinating a political operation against his administration.

The remarks came hours after a court dismissed the judicial case involving the cryptocurrency, a digital asset promoted by Milei in February 2025 whose sharp price fluctuations harmed thousands of investors.

Text Reads: 🗣️ Argentine President Javier Milei stated on Friday that “the ones who should be burned at the stake are the sons of b*tches,” after publicly singling out media figures who covered the investigation into the cryptocurrency $LIBRA.
⚖️ These remarks were made during a dinner hosted by the Fundación Faro, just hours after the judiciary dismissed the case. Milei specifically mentioned journalists from La Nación, Perfil, and A24.
📢 FOPEA (Forum for Argentine Journalism) denounced an “unprecedented escalation,” warning that such language “legitimizes violence.” The CELS (Center for Legal and Social Studies) described his comments as an “authoritarian escalation,” while the union SiPreBA called for an immediate response from the political and media spheres.
🔴 “The State has an obligation to protect journalists, not to turn them into targets,” FOPEA stated.

During his speech, Milei threatened those he accused of wrongdoing with being “burned at the stake” and singled out five journalists by name: Hugo Alconada Mon, Carlos Pagni and Paulino Rodrigues of La Nación newspaper; Natalia Volosín of Perfil; and Luis Novaresio of A24 television.

“Let it be known that the sons of bitches in Argentina will receive no mercy,” the president declared. “Those who deserve to be burned at the stake are the sons of bitches.”

The remarks drew condemnation from press freedom and human rights organizations, which warned that publicly identifying journalists while using such threatening language could increase the risks they face in their work.

The Argentine Journalism Forum (FOPEA) said the reference to burning journalists at the stake, coupled with the president’s naming of specific media professionals, marked a significant escalation in government hostility toward the press.

“The state has an obligation to protect journalists, not turn them into targets,” the organization said. It urged Milei to stop stigmatizing journalists and called on political leaders, lawmakers and other institutions to publicly respond to the incident.

The Center for Legal and Social Studies (CELS) described the episode as an “authoritarian escalation” in a statement published on X. The organization warned that when a head of state publicly casts critics as enemies, it can encourage attacks and undermine democratic debate. It also argued that insults and defamatory attacks against journalistic work must have limits.

❌ESTO NO ES UN REPUDIO,
ES UN LLAMADO A LA ACCIÓN

🔊FRENEMOS LA INQUISICIÓN DE MILEI

El presidente Milei volvió a cruzar un límite gravísimo. La instigación a “quemar en la hoguera” a un grupo de periodistas debe generar una reacción inmediata de todo el arco político y… pic.twitter.com/XrXOohrVDe

— SiPreBA – Sindicato de Prensa de Buenos Aires (@sipreba) October 24, 2026

Text Reads: ❌THIS IS NOT A REJECTION,
IT’S A CALL TO ACTION
🔊LET’S STOP MILEI’S INQUISITION
President Milei has once again crossed a gravely serious line. The incitement to “burn at the stake” a group of journalists must provoke an immediate reaction from the entire political and media spectrum to halt the attacks on our profession. There will be no room for regrets if the violence promoted by the President ends up turning into facts.
This government, which nearly killed photographer Pablo Grillo in a savage crackdown, now calls, in the voice of its highest representative, to assault our colleagues, as has already happened. We send our solidarity to @halconada, @CarlosPagni2, @nataliavolosin, @paulinor76and @luisnovaresio and place ourselves at their disposal.
With threats on social media, repression in the streets, and attacks on rights in Congress, they seek to silence the press. From SiPreBA, we call to defend the Journalist’s Statute and to respond with more democracy in the face of the return to the Inquisition proposed by the Executive Branch.

CELS said the incident was part of a broader pattern of hostility toward media workers, including harassment, attacks on digital platforms and repression of journalists covering public demonstrations.

The Buenos Aires Press Union (SiPreBA) also condemned the president’s remarks, calling for an immediate response from political and media figures to stop the attacks. The union expressed solidarity with the journalists targeted by Milei and warned of the possible consequences of his rhetoric.

“There will be no room for regret if the violence promoted by the president ends up turning into actual incidents,” SiPreBA said.

The organizations called for political and institutional action to protect journalists and counter hostility toward the press following Milei’s public targeting of reporters who investigated the $LIBRA case.

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