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Em meio a silêncio de Milei, Lula agradece Macri após eleição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta quinta-feira (29) ao ex-presidente argentino Mauricio Macri após ser parabenizado pela vitória nas eleições do último domingo (25).
Macri felicitou Lula na segunda-feira (26) e desejou que o novo mandato traga “prosperidade e crescimento” para o país e a região. O atual presidente da Argentina, Javier Milei, ainda não reconheceu o resultado das eleições brasileiras.
Em resposta nesta quinta, Lula afirmou compartilhar com Macri o desejo de que “a região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos” e disse ter saudades dos tempos em que diferenças entre os países eram discutidas de “maneira civilizada e republicana“.
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Veja a mensagem do presidente Lula, nas redes sociais:
Agradeço ao ex-presidente @mauriciomacri pelos cumprimentos e pelos bons votos. Compartilho plenamente o desejo de uma região que trabalhe unida pelo desenvolvimento e pela prosperidade de nossos povos. E lembro com saudades dos tempos em que diferenças circunstanciais entre nossos países se discutiam e se solucionavam de maneira civilizada e republicana.
— Lula (@LulaOficial) October 29, 2026
Como mostrou a CNN, o governo da Argentina não irá emitir um comunicado reconhecendo a vitória de Lula. De acordo com o porta-voz da presidência argentina, Adrián Ravier, o governo tomou “nota do resultado eleitoral do presidente brasileiro”. No entanto, o governo Milei não irá emitir um comunicado reconhecendo a reeleição do mandatário brasileiro.
“Em 2023, quando Milei foi eleito presidente, não houve nenhum gesto do presidente Lula para cumprimentá-lo pessoalmente, nem nada. Pelo menos por enquanto, não vamos publicar nenhum comunicado”, afirmou o porta voz.
Diante da insistência da imprensa argentina acerca da necessidade de um comunicado institucional reconhecendo o resultado do pleito brasileiro, o porta-voz insistiu que “não haverá”.
Ravier se refere à postagem de Lula na rede social X após a vitória de Milei nas eleições presidenciais argentinas, há três anos. Na ocasião, o líder brasileiro não parabenizou diretamente Milei, que o havia insultado durante a campanha eleitoral.
“Meus parabéns às instituições argentinas pela condição do processo eleitoral e ao povo argentino que participou da jornada eleitoral de forma ordeira e pacífica. Desejo boa sorte e êxito ao novo governo. A Argentina é um grande país e merece todo o nosso respeito. O Brasil sempre estará à disposição para trabalhar junto com nossos irmãos argentinos”, escreveu o petista.
Na recente campanha eleitoral brasileira, Milei apoiou abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), fazendo ataques a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). As falas levaram o Itamaraty a rebaixar o nível da relação diplomática entre os países e não enviar o embaixador brasileiro, Júlio Bitelli, novamente a Buenos Aires.
Fuga de Flávio
Nesta quinta-feira, ainda, uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, assessor do presidente Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil pela fronteira.
Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade argentina com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.
Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.
Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly”.
Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados”, segundo o jornal argentino.
El 57% de trabajadores en Argentina agota el sueldo antes de fin de mes
Tres denuncias apuntan a Milei y su entorno por facilitar la fuga de Flávio Bolsonaro
How Trump’s Latin American allies helped Flávio Bolsonaro flee Brazil
The flight of far-right Brazilian politician Flávio Bolsonaro has exposed covert support from the Donald Trump administration and a network of alliances among conservative governments on the continent, encouraged by Washington, that collaborated to enable his escape. Bolsonaro’s departure for Miami — just one day after insisting he would lead the opposition to the newly re-elected Luiz Inácio Lula da Silva — demonstrates the existence of a Latin American bloc not only ideologically aligned with Trump but willing to act according to his logic, disregarding international treaties, several analysts said.

© Eva Marie Uzcategui (REUTERS)
Sondeo coloca hoy al peronismo sobre la fuerza oficialista
Buenos Aires, 29 oct (Prensa Latina) A un año de las elecciones generales en Argentina, la consultora Delfos detectó que hoy el peronismo adelanta en cualquier variante a la oficialista La Libertad Avanza (LLA) del presidente Javier Milei.
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Auxílio de Milei para fuga de Flávio Bolsonaro agrava deterioração da relação do Brasil com a Argentina

As revelações de que o governo de Javier Milei prestou auxílio ao plano de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) devem agravar ainda mais a deterioração da relação entre Brasil e Argentina —que já se encontra em um dos piores momentos nas últimas décadas.
Segundo reportagens da imprensa argentina, a Casa Rosada atuou para facilitar a operação que resultou no embarque de Flávio e familiares em Porto Iguaçu, na Argentina, com destino a Miami, nos Estados Unidos. O senador fugiu do Brasil após perder a eleição para o presidente Lula (PT) e ser alvo de uma ordem judicial que determinou a entrega de seus passaportes.
Meios de comunicação do país vizinho relataram que Santiago Caputo, assessor especial de Milei, estava em Iguaçu no momento da decolagem e, além disso, que teria sido colocado à disposição do senador o veículo que o levou à aeronave.
No discurso divulgado nesta quarta-feira (28), Flávio agradeceu a Milei “pela coragem, senso de justiça e legalidade”.
Para integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, a sucessão de acontecimentos corrói ainda mais a pouca confiança que existia entre autoridades dos dois países.
Havia a expectativa de que a eleição no Brasil pudesse representar uma oportunidade para restabelecer condições mínimas para um relacionamento político, mas, segundo auxiliares de Lula, as recentes ações do governo Milei apontam para o congelamento do status quo, que deve se prolongar até, pelo menos, o pleito argentino de outubro de 2027.
De acordo com esses auxiliares, o regresso dos embaixadores às respectivas capitais torna-se, no atual contexto, hipótese extremamente improvável.
Em agosto, o governo Lula orientou o embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, a voltar a Buenos Aires. Ao mesmo tempo, o Palácio do Planalto decidiu que o embaixador na Argentina, Julio Bitelli, permaneceria no Brasil.
As medidas, inéditas na relação moderna entre os países vizinhos, ocorreram em resposta a ataques de Milei contra o petista. Presente no lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro, Milei se referiu a Lula como ladrão e presidiário e chamou de “lixo careca” o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Do lado brasileiro, o ministro da Economia, Dario Durigan, chamou o portenho de “palhaço”, e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), classificou o argentino como “caricatura patética” e puxa-saco de Donald Trump.
Nas semanas seguintes, Milei proferiu diversas ofensas a Lula nas redes sociais.
Na madrugada desta quarta-feira (28), a Direção Nacional de Migrações da Argentina informou, no X (ex-Twitter), que Flávio, a esposa dele e as duas filhas cruzaram a fronteira terrestre pela Ponte Internacional Tancredo Neves às 22h50 de terça-feira (27).
“Às 23h30, a comitiva que chegava embarcou em um voo privado operado pela companhia Baires Fly S.A., com destino à cidade de Guayaquil, no Equador, conforme informado no plano de voo”, disse o comunicado.
Ao longo de terça, segundo integrantes do governo Lula ouvidos pela Folha, houve intensa comunicação com autoridades argentinas, que reiteravam que, até aquele momento, não havia qualquer registro da entrada de Flávio Bolsonaro no país vizinho.
Para o lado brasileiro, a dificuldade de comunicação com autoridades argentinas no caso Flávio é vista como um reflexo do péssimo momento que a relação bilateral atravessa.
O auxílio ao senador não foi o único episódio que contribuiu para azedar o relacionamento entre Brasil e Argentina.
Também na terça, o porta-voz de Milei, Adrian Ravier, afirmou a jornalistas que o governo argentino não faria nenhum tipo de comunicado sobre a vitória eleitoral de Lula. Ele disse que, em 2023, Lula também teria ignorado a eleição de Milei. A justificativa de Ravier, porém, é falsa, uma vez que o petista parabenizou as instituições e o povo argentino pela condução do processo eleitoral.
Assessor de Milei ajudou a organizar fuga de Flávio Bolsonaro, diz jornal
Uma reportagem do jornal argentino Clarín revela que Santiago Caputo, importante assessor do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú na mesma noite em que o candidato derrotado à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fugiu do Brasil pela fronteira.
Na terça-feira (27), Flávio e a família embarcaram em um voo particular no aeroporto da cidade com destino a Miami, nos Estados Unidos. Eles chegaram no destino final na manhã seguinte, depois de uma escala no Equador.
Caputo não possui cargo formal no governo, mas mantém comunicação direta com representantes da Casa Branca ligados ao presidente americano Donald Trump. Ele também representa o grupo digital Las Fuerzas del Cielo.
Segundo fontes da Casa Rosada ouvidas pelo Clarín, o assessor monitorou a operação desde o início, “quando empresas ligadas à Embaixada dos Estados Unidos contrataram um voo com a companhia argentina Baires Fly.”
Caputo saiu de Buenos Aires em direção a Puerto Iguazú em um voo comercial, acompanhado da equipe. “Do terminal, acompanhou cada etapa da operação para garantir o transporte da família Bolsonaro, com uma preocupação central: impedir que fotos ou vídeos do que acontecia no local fossem divulgados.”

Como tudo começou
Na manhã da terça-feira (27), o portal Infobae divulgou a foto do jatinho de luxo Gulfstream G400 parado na pista do aeroporto da cidade, que posteriormente se confirmou como o mesmo em que decolou o senador.
Na noite do mesmo dia, por volta das 23h, jornalistas de emissoras locais, como a TN, afiliada da CNN, registraram a chegada de uma van com placa brasileira e vidros escuros, acompanhada de escolta e em alta velocidade.

O Clarín ainda mostra que a presença de Caputo ficou registrada em documentos policiais durante uma fiscalização de rotina às 2h50 da quarta-feira (29).
“Na ocasião, duas caminhonetes pertencentes à Entidade Binacional Yacyretá foram identificadas enquanto circulavam pela rodovia 12, na província argentina de Misiones. O assessor presidencial estava em um dos veículos.”
Ao longo de dois dias, Caputo fez diversas publicações nas redes sociais debochando da cobertura da imprensa.
“Todos escrevem rumores baseados em rumores. Que papelão os meios argentinos” disse ele na terça-feira (27), quando o paradeiro de Flávio era desconhecido.
Enquanto veículos internacionais e brasileiros afirmavam que ele já estava nos Estados Unidos, com base em relatos de aliados e figuras do governo americano, televisões argentinas apostavam que o Gulfstream esperava pelo embarque do senador.
Caputo reforçou a crítica no dia seguinte, após a confirmação de que o ex-candidato, na verdade, havia fugido pela Argentina naquela madrugada.
“A cobertura do dia de hoje deve ter sido provavelmente um dos maiores papelões da história. Disseram tudo com o mesmo nível de certeza e animosidade. Em todas as partes do mundo. Não sei quem passou a perna neles, mas toda minha admiração.”
La cobertura periodística del día de hoy debe haber sido probablemente uno de los papelones más grandes del periodismo mundial de la historia. Dijeron cualquier cosa. Se desdijeron. Lo volvieron a decir. Todo con el mismo nivel de certeza y animosidad. En todas partes del mundo. No sé quien es el que los sacó a pasear en chota pero toda mi admiración.
— Santi C. (@slcaputo) October 28, 2026
A matéria do Clarín também reforça o envolvimento de autoridades dos governos da Argentina e dos Estados Unidos para tirar Flávio Bolsonaro do Brasil apenas dois dias depois do segundo turno das eleições em que perdeu para o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Fontes da Casa Rosada afirmaram aos jornalistas que autoridades brasileiras também estavam a par da movimentação.
Ainda não está claro como Flávio Bolsonaro chegou a Foz de Iguaçu para cruzar a fronteira com a Argentina.
Ele entrou no país usando seu passaporte italiano – um dos três que possuía, além do brasileiro e do diplomático.
Na noite de domingo (25), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a apreensão dos documentos de Flávio, atendendo a um pedido da PF (Polícia Federal)
Ele chegou a ser intimado ainda em Brasília depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
Após divulgar nas redes sociais a ordem de Moraes, afirmando que cumpriria a decisão, o senador ficou em silêncio nas redes sociais, cortou o contato com políticos de seu partido e só apareceu em público novamente ao desembarcar em Miami na manhã de quarta-feira.
La huida de Flávio Bolsonaro desnuda una alineación ideológica con Trump que prevalece sobre el derecho internacional en Latinoamérica
La huida del político ultraderechista brasileño, Flávio Bolsonaro, de Brasil, ha dejado en evidencia el apoyo subrepticio de la Administración estadounidense de Donald Trump y la red de alianzas del bloque de países conservadores en el continente, alentados por Washington, que han colaborado para su fuga. La salida de Bolsonaro hacia Miami —solo un día después de asegurar que lideraría la oposición a un nuevo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva—, demuestra, según analistas consultados, la existencia de un bloque latinoamericano no solo alineado ideológicamente con Trump, sino dispuesto a actuar bajo su misma lógica, sin respetar los tratados internacionales.
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Argentinos solidarios celebran triunfo de Cuba en la ONU
Buenos Aires, 29 oct (Prensa Latina) El Movimiento Argentino de Solidaridad con Cuba (MASCuba) celebra hoy que 130 países repudiaran en la Asamblea General de la ONU, por 34 ocasión consecutiva, el bloqueo que Estados Unidos impone a la isla desde 1962.
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Relanzan libro en campaña de solidaridad con Cuba
Buenos Aires, 29 oct (Prensa Latina) El académico Andrés Ruggeri relanzó hoy su libro “América Latina en bicicleta del Plata a La Habana” sobre el recorrido que realizó a través de 15 países desde Argentina hasta México y de ahí viajó a la capital cubana.
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Universidad de Buenos Aires distingue al papa León XIV con el título Honoris Causa
Crece tensión en Argentina por apoyo oficial en huida de Flávio Bolsonaro
Argentina’s Milei Administration Denounced Over Flávio Bolsonaro Escape
Argentine lawmaker Marcela Pagano filed a criminal complaint against officials of the Milei administration to investigate how Brazilian senator Flavio Bolsonaro crossed into Argentina and departed for United States despite a judicial ban on leaving Brazil.
The complaint was presented before the Federal Court in Puerto Iguazu, in Misiones province. It seeks to establish the circumstances of Bolsonaro’s entry into Argentina and his later departure toward United States.
The far-right senator, son of former President Jair Bolsonaro, lost the presidential run-off to Luiz Inacio Lula da Silva on Sunday. He faces criminal cases in Brazil for corruption and money laundering, and Supreme Federal Court justice Alexandre de Moraes had prohibited him from leaving the country.
RELATED: What Role Did Milei Play in Flavio Bolsonaro’s Escape?
Pagano framed the matter in stark terms. “The justice system has to establish who organized Bolsonaro’s passage through our territory toward U.S. and whether Argentine officials facilitated it. A government cannot become the escape route for someone who is barred from leaving his country by court order”, she said.
The reconstruction presented to the court traces the route in detail. The Brazilian Senator crossed the international border between Foz do Iguazu and Puerto Iguazu through the Tancredo Neves crossing at 10.50 P.M. local time on Tuesday.
Forty minutes after entering Argentine soil, Flávvio Bolsonaro and his family boarded a private Gulfstream G400 jet at Iguazu International Airport. The aircraft belongs to the firm Baires Fly and had been positioned there since Monday.
🇧🇷 "I address the Brazilian people and the international community as the true elected president of Brazil."
— Drop Site (@DropSiteNews) October 28, 2026
Senator Flávio Bolsonaro, who lost Sunday's presidential runoff to incumbent Lula da Silva by about 4.4 million votes, is claiming the presidency in a statement released… pic.twitter.com/oTTodsaOcU
A Flight Around Brazil
The jet traced a path through the airspace of Paraguay, Bolivia, and Peru. It made a technical stop in Guayaquil, Ecuador, before landing Wednesday in Miami, avoiding Brazilian airspace at every stage.
Pagano detailed that Flávio Bolsonaro reached the air terminal under escort from an Airport Security Police patrol car. That force answers to the Security Ministry, which falls under the federal Executive.
The National Directorate of Migration initially denied on Tuesday that the conservative leader was present or had any flight plans. Yet the government of Javier Milei officially acknowledged his passage at 2.00 A.M. Wednesday, when the aircraft was already airborne.
The complaint demands clarification of another element, the presence in Misiones of Santiago Caputo, political strategist and chief advisor to the Argentine presidency. Caputo reportedly arrived in the province earlier in the week aboard the same private plane.
La Dirección Nacional de Migraciones informa que a las 22:50 hs del dia 27/10, ingresaron por el paso fronterizo de Puente internacional Tancredo Neves en la provincia de Misiones, los ciudadanos Flavio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira…
— Migraciones (@Migraciones_AR) October 28, 2026
Text reads: “The National Directorate of Migration reports that at 10:50 P.M. on October 27, entered through the border crossing of Tancredo Neves International Bridge in the province of Misiones, citizens Flávio Nantes Bolsonaro, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, Carolina Figueira Bolsonaro and Luiza Figueira Bolsonaro, who did so with skilled travel documentation without any legal impediment to entry into the country, also the transits were registered by the enforcement authority without incidents. For its part, at 11:30 P.M., the incoming party boarded a private flight dispatched by the company Baires Fly S.A to the city of Guayaquil, Ecuador, as reported in the flight plan.”
The written filing asks the court to investigate alleged crimes of illegal trafficking of persons, facilitation of illegal stay, abuse of authority, violation of public official’s duties, and cover-up. It requests urgent evidence measures including camera footage from the border bridge, aeronautical records, and the Airport Security Police duty logs.
The political fallout reached the legislature quickly. Argentine Congressman and former Defense Minister Agustin Rossi formalized a request to summon the Chief of Cabinet, Diego Santilli, to answer before Parliament.
The sequence raises the question at the heart of the complaint. A senator barred from leaving his country crossed a border, boarded a private jet, and flew to Miami without touching Brazilian airspace, all with a police escort on Argentine soil.
The government first denied any knowledge. It then confirmed the passage hours later, after the plane was gone. That gap between denial and confirmation sits at the center of the criminal filing.
The denunciation now forces the federal justice system to determine whether officials in the Milei administration facilitated a fugitive’s exit. The demand in Congress puts the same question to the Cabinet’s Chief.
Mapuches denuncian asedio a sus comunidades y creciente presencia israelí en la Patagonia
Tercera lista de principales temas del día de Prensa Latina
Miércoles 28 de octubre de 2026.
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Flávio Bolsonaro chega aos Estados Unidos após sair do Brasil pela Argentina
Reeleição de Lula mobiliza esquerda internacional; entenda
A reeleição de Lula (PT) mobilizou a esquerda mundial, que enxergou na vitória do petista uma possível virada ideológica diante do avanço global da ultradireita. Segundo apuração do analista de Política da CNN Pedro Venceslau, no CNN 360°, líderes e partidos de diferentes países incorporaram símbolos, discursos e estratégias da campanha brasileira.
De acordo com Venceslau, a ultradireita internacional está muito articulada e vem disputando espaço com a esquerda em diversos países. “A vitória do presidente Lula acabou sendo compreendida como uma espécie de sentimento de que pode haver uma mudança de ares”, afirmou o analista.
Símbolos e estratégias exportados
Entre os casos levantados por Venceslau, destaca-se Ada Colau, ex-prefeita de Barcelona, que fez o “L” de Lula em um comício da Frente Ampla, na Espanha, e declarou que a vitória brasileira pode ser o início de uma virada ideológica em todo o mundo.
Pedro Sánchez, do Partido Socialista espanhol, também se manifestou, afirmando que “se o Brasil conseguiu, a Espanha também consegue”. Já Claudia Sheinbaum, do México, fez o gesto do “L” durante uma entrevista coletiva após a eleição e sinalizou a intenção de convidar André Janones (Rede-MG) para montar uma estrutura similar no país.
A “Tropa de Janones” ganha o mundo
A famosa estratégia digital de André Janones também atravessou fronteiras. Jean-Luc Mélenchon, da França, se inspirou na iniciativa e abriu um grupo de WhatsApp nos moldes do “exército” criado pelo deputado mineiro.
Na Argentina, o peronismo seguiu o mesmo caminho, criando um canal de WhatsApp com estratégia idêntica, claramente inspirada na tática de Janones. Segundo Venceslau, Janones está muito requisitado para colaborar com campanhas ao redor do mundo.
O analista também apurou que Janones é cotado para assumir algum espaço na estrutura do governo, como uma secretaria digital — não a Secom propriamente dita. “Seria uma estrutura que o presidente Lula já deixou claro que ele quer ter no governo, que é para facilitar, fluir melhor a comunicação digital do governo“, explicou Venceslau.
O analista ressaltou, no entanto, que há diferenças importantes entre atuar em uma campanha e em um governo federal, onde existem limites institucionais a serem observados.
Denuncian a la administración de Milei tras la fuga a EE. UU. de Flávio Bolsonaro
Argentina poderia ter barrado entrada de Flávio, avalia especialista
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou, na madrugada de quarta-feira (28), que Flávio Bolsonaro (PL) estava na Argentina e que autorizaria a entrada do parlamentar em território americano. A declaração gerou uma série de dúvidas jurídicas sobre a situação internacional do senador, que teria descumprido uma decisão judicial ao deixar o Brasil.
Em entrevista ao CNN Novo Dia, a especialista em Direito Internacional Priscila Caneparo analisou os aspectos legais do caso, abordando desde a possibilidade de concessão de asilo político nos Estados Unidos até a viabilidade de a Argentina ter impedido a entrada de Flávio Bolsonaro em seu território.
Asilo político: uma decisão discricionária
Segundo Priscila Caneparo, o asilo político é uma concessão feita de forma discricionária pelo Estado, independentemente do cumprimento de requisitos formais, quando uma pessoa supostamente sofre perseguição política ou ideológica em seu país de origem.
“Existe a possibilidade, sim, dos Estados Unidos conceder esse asilo político para o Flávio Bolsonaro”, afirmou a especialista. No entanto, ela ressaltou que não há fundamentação jurídica robusta que ampare essa concessão no caso específico.
“A gente começa a falar que justamente o instituto talvez esteja sendo desvirtuado pela interpretação do Donald Trump, mas a gente não pode intervir na soberania dele fazer essa concessão ou não”, ponderou.
Caneparo também esclareceu que a eventual autorização de permanência de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos não dependeria do Congresso americano, mas sim de uma decisão do Executivo.
Ainda assim, a especialista sinalizou que uma possível mudança na composição do Congresso poderia gerar pressão política sobre Trump. “Se esse Congresso começar a pressionar o Donald Trump em outras frentes e falar que deveria ser retirada essa concessão de asilo político, a gente pode observar uma porta aberta para essa reversão”, explicou.
Argentina poderia ter impedido a entrada
Ao ser questionada sobre a situação jurídica de Flávio Bolsonaro na Argentina, Priscila Caneparo foi categórica ao afirmar que o país vizinho teria argumentos legais para ter barrado sua entrada.
A especialista destacou que, embora não houvesse um mandado de prisão contra o senador, ele teria descumprido duas determinações judiciais: a entrega do passaporte brasileiro e a proibição de sair do Brasil. “É inegável que ele descumpriu uma decisão judicial. Essa proibição justamente caracteriza a fuga dele”, declarou.
Caneparo apontou dois possíveis fundamentos para que a Argentina impedisse o ingresso de Flávio em seu território. O primeiro seria a situação migratória irregular, em razão da suspensão do passaporte brasileiro.
O segundo seria o descumprimento de uma medida cautelar e de um provável pedido de cooperação encaminhado à Argentina. “De uma forma ou de outra, a Argentina teria argumentação para não possibilitar que o Flávio ingressasse no território”, concluiu a especialista, acrescentando que o mesmo raciocínio se aplicaria ao Equador.
Cooperação jurídica internacional em xeque
Outro ponto debatido foi a dificuldade de cooperação jurídica entre Brasil e Estados Unidos no âmbito das investigações que envolvem Flávio Bolsonaro.
Foram mencionadas duas investigações em curso: uma relacionada a suspeitas de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de empresas de apostas, e outra ligada ao caso “Dark Horse”, que envolve suspeitas de remessa de recursos para um fundo nos Estados Unidos para o financiamento de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro.
Foi destacado que a Polícia Federal brasileira solicitou às autoridades norte-americanas informações sobre o fundo Havengate, que teria recebido recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para o financiamento do filme “Dark Horse”, sem obter retorno até o momento.
A especialista em Direito Internacional avaliou que, caso o Congresso americano passe a ter maioria democrata, poderá haver pressão para o cumprimento de tratados de cooperação internacional, especialmente o mecanismo de comunicação espontânea, que facilita a troca de informações entre os dois países com foco em crime organizado transnacional e corrupção.
“Vamos ver como vai se dar a semana que vem as midterms nos Estados Unidos, e aí a gente crava se a cooperação vai ser efetiva ou não”, afirmou a especialista.