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Indústria brasileira busca conciliar clima e competitividade

Reduzir as emissões de gases de efeito estufa sem comprometer a competitividade é um dos principais desafios da indústria brasileira. A modernização industrial exige investimentos em equipamentos, novas tecnologias e processos produtivos, mas o custo do financiamento ainda é um obstáculo para muitas empresas. O tema estará entre as prioridades do setor na 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), marcada para novembro, em Antália, na Turquia.

Além de defender melhores condições de acesso ao crédito, a indústria levará às negociações propostas relacionadas à adaptação aos eventos climáticos extremos e às barreiras comerciais associadas às exigências ambientais.

No Brasil, essas questões mobilizam o Sistema Indústria, formado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pelo Serviço Social da Indústria (SESI), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL). As instituições atuam em áreas que incluem representação empresarial, pesquisa tecnológica, formação profissional, gestão e saúde dos trabalhadores.

As prioridades para a conferência foram discutidas em 7 de outubro, durante a Pré-COP31, promovida pela CNI em Brasília. O encontro reuniu empresários, especialistas e representantes da diplomacia para debater financiamento, segurança energética, mineração, agricultura, infraestrutura e adaptação às mudanças climáticas.

“O mundo avançou significativamente na construção de compromissos climáticos. Agora, precisamos avançar na sua execução. Isso significa criar as condições para que compromissos se convertam em projetos, investimentos, inovação e resultados”, afirmou Marcelo Thomé, vice-presidente da CNI, durante o evento.

 

Financiamento e barreiras comerciais entram na pauta da COP31

A substituição de combustíveis fósseis, a transição energética e a instalação de equipamentos mais eficientes estão entre as medidas necessárias para reduzir as emissões industriais. Em atividades que dependem de grandes instalações, como siderurgia e mineração, os investimentos são elevados e os projetos levam anos para serem concluídos.

Uma das prioridades da CNI para a COP31 é ampliar o acesso a recursos destinados à descarbonização. A entidade defende a redução da burocracia dos fundos internacionais, juros menores e maior participação de investimentos privados, em articulação com mecanismos brasileiros como o Fundo Clima e o EcoInvest Brasil.

A discussão envolve a meta internacional de mobilizar US$ 300 bilhões anuais até 2035 para apoiar países em desenvolvimento, estabelecida na COP29. Ainda há divergências sobre a origem dos recursos. Países em desenvolvimento cobram maior participação do financiamento público das economias ricas, enquanto estas defendem a mobilização de capital privado.

O comércio internacional também preocupa o setor produtivo. A União Europeia adotou medidas ambientais que afetam produtos importados, entre elas o mecanismo de ajuste de carbono na fronteira, conhecido pela sigla CBAM, e a legislação antidesmatamento.

A CNI questiona exigências que considera discriminatórias e defende que as regras reconheçam as características da produção brasileira, incluindo a participação de fontes renováveis na matriz energética. A entidade reivindica ainda espaço para diferentes tecnologias de descarbonização, como os biocombustíveis, já utilizados em larga escala no país.

 

Indústria investe na qualificação para novas tecnologias

A adoção de equipamentos automatizados e processos industriais de menor emissão exige trabalhadores preparados para operar novas tecnologias, acompanhar indicadores de eficiência e identificar oportunidades de redução do consumo de energia.

A formação profissional e o desenvolvimento tecnológico estão entre as áreas de atuação do SENAI, que oferece educação técnica e desenvolve pesquisas aplicadas às necessidades da indústria. A instituição trabalha na qualificação de profissionais para acompanhar as mudanças nos processos produtivos.

Para os gestores, o desafio envolve calcular o custo dos investimentos, avaliar novas tecnologias e cumprir as exigências ambientais. O IEL oferece programas de formação de lideranças e aproxima empresas de profissionais e instituições de ensino para desenvolver projetos de inovação.

 

Eventos extremos exigem proteção aos trabalhadores

Enchentes, secas e queimadas afetam o funcionamento das empresas e trazem riscos à saúde de funcionários e comunidades próximas às instalações industriais. A interrupção de estradas dificulta o deslocamento das equipes, enquanto a fumaça e o calor intenso comprometem as condições de trabalho.

Durante a Pré-COP31, o SESI apresentou iniciativas desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde e outras instituições para orientar empresas diante de emergências climáticas. Foram elaborados protocolos de resposta a inundações, secas e queimadas. Um terceiro documento, dedicado a chuvas e tempestades, tem apresentação prevista para a conferência na Turquia.

A instituição desenvolve ainda um sistema de alerta para arboviroses, que cruza informações epidemiológicas e climáticas com dados sobre a concentração de atividades industriais. Com os dados, as empresas conseguem identificar áreas de maior risco e planejar ações preventivas.

Na Amazônia, a embarcação Saúde Conectada – Copaíba oferece consultas, exames e atendimento por telemedicina a trabalhadores da indústria e comunidades ribeirinhas. Desenvolvido pelo SESI em parceria com o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional do SESI, o projeto utiliza conexão via satélite e um sistema híbrido de geração de energia, com painéis solares.

“O papel mais fundamental do SESI é saber qual o impacto das políticas de mudanças climáticas na vida dos trabalhadores. Nós vamos falar muito sobre de que maneira a saúde dos trabalhadores é impactada pelas alterações no clima”, afirmou Paulo Mol Júnior, diretor-superintendente do Departamento Nacional do SESI, durante a Pré-COP31.

 

Indústria apresenta metas para reduzir emissões e desperdícios

O setor empresarial estabeleceu compromissos para ampliar o aproveitamento de matérias-primas e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. Entre os objetivos estão elevar para 15% a taxa de uso circular de materiais, com maior recuperação e reutilização de resíduos na produção, e aumentar para 35% a participação da eletricidade no consumo industrial, ambos até 2035.

As metas integram a agenda da Sustainable Business COP (SB COP), iniciativa internacional que reúne representantes empresariais de mais de 120 países e trabalha para ampliar a oferta de projetos sustentáveis estruturados para receber investimentos.

Outro assunto previsto para a COP31 é a adaptação aos efeitos das mudanças climáticas. Na conferência anterior, foram aprovados 59 indicadores globais para acompanhar a preparação dos países diante desses impactos, mas a definição de como financiar sua implementação ficou pendente.

A CNI defende que as métricas considerem as características da atividade industrial e sejam testadas no Brasil, em articulação com políticas nacionais. A entidade reivindica recursos e capacitação para executar as medidas necessárias.

As prioridades do setor foram apresentadas em outubro e integrarão o documento Visão da Indústria para a COP31. Durante a conferência, a CNI também participará do Implementation Hub Pavilion, espaço da Zona Azul dedicado à apresentação de projetos e à discussão de iniciativas climáticas.

Segundo dados apresentados pela CNI, as necessidades internacionais de financiamento para adaptação chegam a US$ 387 bilhões por ano. A origem desses recursos e as condições de acesso pelos países em desenvolvimento estarão entre os pontos de negociação da COP31.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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Confiança dos consumidores e das empresas volta a recuar em outubro


A confiança dos consumidores voltou a baixar em outubro, tal como já tinha acontecido em setembro, mês em que interrompeu uma trajetória de três subidas mensais, com as famílias a mostrarem-se mais pessimistas em relação à sua situação financeira e à economia. Já do lado das empresas, o indicador de clima económico também diminuiu este mês, com a confiança dos serviços a baixar “de forma acentuada, prolongando a trajetória descendente iniciada em julho”, adianta o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o INE, a evolução negativa resulta de contributos negativos de todas as componentes: opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado familiar e perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país, da realização de compras importantes por parte das famílias, e da situação financeira do agregado familiar.

O instituto acrescenta ainda que os consumidores estão mais pessimistas em relação à evolução passada dos preços, após ter diminuído nos cinco meses anteriores, enquanto o saldo das expectativas sobre a evolução futura dos preços diminuiu em outubro, após os aumentos observados nos dois meses precedentes.

Quanto ao indicador de clima económico, este diminuiu em setembro e outubro, após ter aumentado no mês anterior. Em outubro, o indicador de confiança dos Serviços diminuiu, tendo aumentado os indicadores da Indústria Transformadora, do Comércio e da Construção e Obras Públicas.

“O indicador de confiança dos Serviços diminuiu de forma acentuada, prolongando a trajetória descendente iniciada em julho”, explica o INE, acrescentando que “as três componentes contribuíram negativamente para esta evolução: as perspetivas relativas à evolução da procura, e de forma significativa, as apreciações sobre a atividade da empresa e as opiniões sobre a carteira de encomendas”.

Já a confiança na construção e obras públicas aumentou em outubro, após ter diminuído no mês anterior, devido a melhores perspetivas de emprego e apreciações sobre a carteira de encomendas.

No comércio, o indicador beneficiou de um contributo positivo das apreciações sobre o volume de stocks, enquanto na indústria transformadora o indicador aumentou nos últimos dois meses, após ter diminuído em agosto.

“A evolução do indicador refletiu os contributos positivos de todas as componentes: opiniões sobre a evolução da procura global, apreciações relativas aos stocks de produtos acabados e perspetivas de produção”, refere o instituto.

Quanto às expectativas dos empresários sobre a evolução futura dos preços de venda, estas diminuíram nos setores dos Serviços, do Comércio, e de forma expressiva, da Indústria Transformadora, tendo aumentado na Construção, entre agosto e outubro.

Em termos de perspetivas de investimento para 2027, a maioria das empresas na indústria transformadora (61,9%) e nos serviços (73,3%) prevê uma estabilização face a 2026. Por outro lado, 25,7% das empresas na indústria transformadora e 18,7% das empresas nos serviços antecipam um aumento do investimento em 2027, enquanto 12,4% e 8% preveem uma diminuição do investimento nos respetivos setores.

(Notícia com título corrigido)

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Recasens (Indra): “El anterior comité de dirección de la compañía era como un karaoke”

El consejero delegado de Indra, Josep Maria Recasens, ha defendido este jueves la decisión de la cotizada de reducir de 16 a 10 el número de miembros de la cúpula directiva. “Aquello era una especie de karaoke meeting”, ha afirmado Recasens en la conferencia con analistas celebrada tras la publicación de los resultados trimestrales. El CEO, que fue fichado en mayo proveniente del mundo del automóvil, ha señalado que este cambio ha permitido a Indra ganar eficiencia en la toma de decisiones.

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© kiko delgado (EFE)

El consejero delegado de Indra, Josep Maria Recasens, interviene en la presentación de la nueva fábrica de vehículos militares el miércoles en As Pontes (A Coruña).
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Volkswagen reporta maior prejuízo em mais de uma década: 5,9 mil milhões no terceiro trimestre


A gigante alemã Volkswagen fechou o terceiro trimestre do ano com o pior prejuízo em mais de uma década, num momento em que a segunda maior construtora automóvel do mundo enfrenta a crescente concorrência chinesa e aumentos de custos, o que deverá pressionar a administração a intensificar o programa de reestruturação da empresa.

A empresa reportou um prejuízo de 5,8 mil milhões de euros no terceiro trimestre, um valor mais de cinco vezes superior ao de um ano antes. Já as venda baixaram 6% para 75,3 mil milhões de euros

A pressionar a companhia estiveram fatores excecionais, de 7,8 mil milhões de euros, relacionados com a desvalorização dos ativos ligados à Porsche. A subsidiária de automóveis de luxo, que enfrenta sérias dificuldades, sofreu uma desvalorização que ascende a 6,4 mil milhões de euros.

A dona da Autoeuropa tem sentido o impacto da forte concorrência na China, assim como o efeito das tarifas norte-americanas e os elevados custos associados à expansão da produção de veículos elétricos na Europa, onde os concorrentes chineses também estão a ganhar terreno.

Perante as dificuldades que a empresa tem enfrentado, o presidente executivo, Oliver Blume, tem em curso um plano para eliminar 100 mil postos de trabalho em todo o grupo, que inclui as marcas Audi e Porsche. Ao abrigo deste plano, até quatro fábricas na Alemanha poderão encerrar, uma medida que tem enfrentado forte oposição dos sindicatos e poderá levar à convocação de greves a partir do início do próximo ano.

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Konica Minolta vai trazer negócio de sensores do Japão para faturar 50 milhões em Portugal


Sensores que servem para drones, minas, campos agrícolas, cosméticos ou carros são o próximo negócio da empresa japonesa Konica Minolta em Portugal. A fabricante de impressoras e fotocopiadoras tem um plano de crescimento nacional, no médio prazo, que prevê que a faturação chegue aos 50 milhões de euros até 2030, através da consolidação das áreas tradicionais e a aposta na sensorização, que trará da casa-mãe em Tóquio nos próximos dois anos.

A estratégia prevê que a subsidiária portuguesa receba tecnologia vendida na Ásia, através da holding, e forme e recrute trabalhadores com vista ao desenvolvimento deste plano a quatro anos, como avançou ao ECO o diretor-geral da Konica Minolta em Portugal, Pedro Monteiro. “A nossa porta de entrada para os clientes industriais é a sensorização, a inspeção visual. Esta área de negócio ainda não está representada em Portugal, mas fazemos parte da segunda vaga de implementação, depois de Áustria e República Checa”, revelou.

De Tóquio veio também um OK para a empresa investir em mais um escritório em Lisboa, mantendo o edifício do Prior Velho como armazém para a operação logística e mudando a equipa de malas e bagagens para um novo espaço no Parque das Nações. O objetivo é captar e reter talento de forma a aumentar os atuais 320 colaboradores espalhados pela capital, Porto, Coimbra e Algarve para mais de 350. “Temos cerca de 95 lugares sentados sem as zonas de coworking. Admito que, até 2030, possamos crescer cerca de 30 a 40 pessoas”, estima Pedro Monteiro.

"Apesar de termos 153 anos, somos uma marca projetada para o futuro. Não podemos ter um plano de expansão de negócio, querer atrair talento, ter melhor engagement com os clientes e depois as instalações não fazerem parte desse plano. Não é coerente.”

Pedro Monteiro

Diretor-geral da Konica Minolta em Portugal

A Konica Minolta Portugal encerrou o ano fiscal de 2025/2026, terminado em março deste ano, com receitas de 41 milhões de euros, o que representou um crescimento de 5% em termos homólogos, motivado pelas áreas de impressão profissional e industrial. O plano aumentaria os valores em 22%. Hoje, o negócio incumbente representa entre 65% a 70% do volume de negócios total, mas a previsão é que as novas áreas (de serviços de tecnologias da informação e de impressão industrial) disparem e “invertam o bolo”.

Simultaneamente, a Konica Minolta pretende manter os serviços de impressão em escritório, porque “podem não acreditar, mas o negócio tradicional está a crescer” à conta da procura de produção personalizada, tiragens mais curtas e diferenciação visual. É um movimento que se vê particularmente no setor da etiqueta e da embalagem, que está a ser estimulado pelo e-commerce (não fossem as encomendas da Amazon ou da Vinted precisarem sempre de etiqueta) e das novas tendências de consumo e de gestão de prateleira, nas quais o pacote e o rótulo do produto são cada vez mais decisivos na hora da decisão de compra.

Pedro Monteiro, diretor-geral adjunto da Konica Minolta na Península Ibérica

Ademais, as empresas contratam serviços de segurança de documentos e destruição certificada quando precisam de garantir que ficheiros secretos são mesmo destruídos quando um computador vai para abate. “O mercado português de impressão industrial está a sair daquilo que é a impressão analógica, aquilo que seria mais parecido com o que o Gutenberg inventou há centenas de anos (placas com tinta) e a migrar para sistemas digitais (máquinas que, com base em algo digital, fazem acontecer papel)”, diz Pedro Monteiro, que é também deputy managing director da Konica Minolta em Portugal e Espanha.

Sensores controlam qualidade das maçãs e dos Tesla

A sensorização na qual a Konica Minolta vai apostar em Portugal tem uma aplicação transversal. Entre os utilizadores deste sistema de monitorização e controlo de qualidade está a Airbus, que o usa para medir a intensidade e a cor das iluminações nas saídas de emergência e de indicação das filas dos aviões.

No ramo automóvel, cada Ford que sai de fábrica – assim como qualquer veículo Tesla ou da General Motors – passa por um túnel com 40 mil sensores da Konica Minolta que analisam a cor da tinta, os detalhes da pintura, os intervalos entre os painéis, o alinhamento entre os pneus e a carroçaria e se as jantes são as que os clientes pediram.

Na área do minério e da geologia, que Pedro Monteiro recorda que se tem desenvolvido devido à procura pelos metais e terras raras, esta tecnologia de inspeção visual ajuda a determinar se aquela mina ou rocha tem lítio ou ouro, por exemplo. “Aplica-se a projetos assim complexos, mas também na agricultura para saber a data certa da apanha da maçã, na indústria cosmética para perceber se aquele batom tem exatamente o tom que deveria, nos drones para visualização e marcação de terrenos…”, esclarece o gestor.

Entre 2029 e 2030, a antiga fabricante de máquinas fotográficas, que remonta a 1873 quando Rokusaburo Sugiura abriu a loja Konishiya Rokube (Konica Co) no Japão, lança-se assim noutro género de imagem, onde a lente também aponta para Portugal.

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El DHub reivindica a André Ricard, el hombre detrás de Norit, los frascos Puig o la antorcha olímpica

Pasear por la exposición André Ricard. Diseño en uso es viajar en el tiempo para recuperar escenas propias de la vida cotidiana, que cada uno recordará a su manera. Es fácil llenarse de ternura con los botes de jabón para la ropa de Norit, los envases con tapón redondo del champú Denenes o los frascos de colonias de Puig, casi imposible no haber tenido alguno en casa. La lista continúa y pasa por varias estancias, ya que la muestra se ha planteado así, como la incursión en un hogar a partir de todos los objetos que salieron de la mente de este diseñador industrial que, a sus 97 años, no deja de cavilar soluciones a pequeños problemas rutinarios. En el DHub, se han reunido hasta el 14 de marzo más de 140 artículos tan variopintos como los antipolillas Orion, la batidora y la exprimidora Moulinex, los enchufes Ibiza, los ceniceros Copenhagen, la lámpara Tatú, la butaca Orma o la antorcha olímpica del 92, resumiendo mucho.

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© Quique García (EFE)

Los botes de Norit con diseño de André Ricard expuestos en el DHub.
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CNI reduz previsão de crescimento do PIB para 1,6% em 2026

Logo Agência Brasil

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026.

Segundo o Informe Conjuntural do terceiro trimestre, divulgado nesta quarta-feira (28), a revisão reflete o desempenho mais fraco esperado para a indústria de transformação e o setor de serviços.

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A agropecuária, por outro lado, teve sua estimativa de crescimento revisada para cima. Segundo a entidade, os juros elevados e a desaceleração da demanda interna continuam pressionando a produção. 

Principais projeções

  • PIB: crescimento de 1,6% em 2026, ante previsão anterior de 2%;
  • Indústria: alta de 1,3%, contra 2% estimados anteriormente;
  • Indústria de transformação: retração de 0,7%;
  • Serviços: crescimento de 1,6%, ante 1,9%;
  • Agropecuária: expansão de 2,5%, acima dos 1,8% previstos anteriormente;
  • Inflação: projeção de 5,15% para o ano;
  • Selic: previsão de encerramento de 2026 em 13,25% ao ano;
  • Dívida pública bruta: estimativa de 83,7% do PIB.

Indústria perde força

A indústria deve sentir os efeitos da desaceleração econômica de forma mais intensa. A projeção de crescimento do setor caiu de 2% para 1,3%, principalmente devido ao desempenho negativo esperado para a indústria de transformação.

Para esse segmento, a CNI revisou a estimativa de crescimento de 0,6% para uma queda de 0,7%. Entre os fatores que pressionam a atividade estão a redução da demanda interna, o custo elevado do crédito, o aumento dos custos de produção e a concorrência dos produtos importados.

A indústria extrativa, por sua vez, deve crescer 9,1%, enquanto a construção tem previsão de alta de 1,5%, sustentada por investimentos em infraestrutura e pela expansão do programa Minha Casa, Minha Vida.

Serviços e agropecuária

O setor de serviços também teve a projeção reduzida, de 1,9% para 1,6%. A revisão considera a estabilidade do volume de serviços desde o fim de 2025 e a desaceleração do comércio, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito.

Na direção oposta, a agropecuária teve a estimativa elevada de 1,8% para 2,5%, impulsionada pela perspectiva mais favorável para a segunda safra de milho.

Trabalho e inflação

A CNI estima que a população ocupada cresça 1,2% em 2026, enquanto a taxa de desemprego deve recuar de 5,3% para 5% até o fim do ano. A massa de rendimentos reais, que considera os efeitos da inflação, deve aumentar 4,6%.

A inflação, porém, tende a acelerar nos últimos meses do ano. A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é de alta de 5,15%, acima dos 4,26% registrados em 2025.

A entidade prevê que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual em cada uma das duas reuniões restantes de 2026, encerrando o ano em 13,25%.

Contas públicas

A CNI projeta déficit primário de R$ 54,6 bilhões nas contas do governo federal em 2026, equivalente a 0,4% do PIB. Considerando as regras de exclusão de determinadas despesas da meta fiscal, o resultado seria um superávit de R$ 12,6 bilhões.

A entidade estima que a dívida pública bruta avance de 78,6% para 83,7% do PIB até o fim do ano.

Comércio exterior

A balança comercial brasileira deve registrar superávit de US$ 77,3 bilhões em 2026, quase 30% acima do resultado de 2025.

As exportações devem somar US$ 386,7 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. Já as importações estão estimadas em US$ 309,4 bilhões, alta de 6,4%.

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Agroindústria recua 2,7% em agosto e acumula queda de 1% em 2026

A produção agroindustrial brasileira caiu 2,7% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025, e registrou a quarta retração interanual consecutiva, segundo o Índice de Produção Agroindustrial, da FGV (Fundação Getulio Vargas). Com o resultado, o setor acumulou queda de 1% nos oito primeiros meses de 2026.

O desempenho foi influenciado principalmente pelo segmento de produtos não alimentícios, com uma produção que recuou 5,4% em agosto, na comparação anual. Já o segmento de produtos alimentícios e bebidas teve queda de 0,3% no período.

Entre os produtos não alimentícios, a produção de insumos agropecuários caiu 18,3% em agosto, a maior retração para o mês desde o início da série histórica do indicador, em 2023. Segundo o FGV Agro, o resultado foi determinado pela menor produção de intermediários para fertilizantes, adubos e fertilizantes, defensivos agrícolas, tratores e máquinas agrícolas, ainda como consequência do conflito no Oriente Médio.

A produção de produtos têxteis também recuou, 7,6% na comparação anual. O setor de fumo teve queda de 19,6%, enquanto o segmento de produtos florestais avançou 1,1%. 

Os biocombustíveis registraram alta de 6,4%, impulsionados pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar, pela maior destinação da matéria-prima à produção de etanol e pelo avanço do etanol de milho.

No acumulado de janeiro a agosto, o segmento de produtos não alimentícios apresentou retração de 2,9%. Apenas biocombustíveis, com expansão de 14,1%, e fumo, com alta de 2%, registraram crescimento no período entre os setores que compõem esse grupo.

Alimentos e bebidas

No segmento de produtos alimentícios e bebidas, a produção de alimentos caiu 1% em agosto em relação ao mesmo  mês de 2025. Os alimentos de origem vegetal tiveram retração de 1,4%, enquanto os de origem animal recuaram 0,8%.

Entre os produtos de origem vegetal, houve queda na produção de conservas e sucos, produtos da moagem de trigo e açúcar refinado. A expansão da produção de café, óleos e gorduras e arroz ajudou a limitar a retração. 

Nos alimentos de origem animal, a queda foi influenciada pela menor produção de carne bovina e pescados, parcialmente compensada pelo crescimento de carne suína, aves e laticínios.

Segundo o relatório, a retração da produção de carne bovina está relacionada, sobretudo, ao esgotamento da cota chinesa para a carne brasileira. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária citados pelo estudo mostram que o volume embarcado para a China caiu 89,9% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, a produção de bebidas cresceu 4,4% em agosto. O avanço foi de 2,3% nas bebidas alcoólicas e de 6,4% nas não alcoólicas.

No acumulado do ano, o segmento de produtos alimentícios e bebidas registrou expansão de 0,5%, insuficiente para compensar a retração dos produtos não alimentícios. A produção de alimentos avançou 0,2% entre janeiro e agosto, enquanto a de bebidas cresceu 2,3%.

Desaceleração 

O relatório do FGV Agro aponta perda gradual de dinamismo da agroindústria ao longo de 2026. Até abril, a produção acumulava expansão de 0,8%. Nos meses seguintes, o indicador passou a registrar variações negativas, encerrando agosto com retração de 1% no acumulado do ano.

Os pesquisadores citam fatores econômicos, como os juros elevados, o desaquecimento do mercado interno e a limitação da renda disponível das famílias, além do cenário eleitoral, como elementos relevantes para a trajetória da atividade.

Segundo o estudo, a reversão ou o aprofundamento da desaceleração depende da reação dos agentes econômicos ao resultado das urnas. O relatório afirma que os efeitos desse cenário talvez sejam mais claros na próxima divulgação do indicador, prevista para meados de novembro.

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Marcas chinesas ultrapassam japonesas pela primeira vez nas vendas de automóveis na Europa

As marcas chinesas valem agora 12,7% das vendas de automóveis na Europa. Pela primeira vez ao longo de um trimestre inteiro, os fabricantes chineses venderam mais do que os japoneses na Europa. Este é um sinal da rapidez com que marcas como a BYD e a Chery estão a ganhar terreno no velho continente, diz o The Japan Times. Segundo a empresa de estudos de mercado Dataforce, as matrículas de automóveis de marcas chinesas praticamente duplicaram em setembro face ao mesmo mês do ano anterior, e chegaram a 12,7% do total de vendas na região, puxadas pelos híbridos. Ficam assim

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“Tô certo ou tô errado?” O gás brasileiro e a lógica de Sinhozinho Malta

“Tô certo ou tô errado?”, perguntava Sinhozinho Malta quando contrariado, chacoalhando as pulseiras à espera de obediência. Quem assistiu a Roque Santeiro sabe que o coronel não precisava ocupar a cadeira do prefeito nem ser dono de todos os negócios de Asa Branca para mandar na cidade. Seu poder dependia de uma narrativa conveniente: a de que ele garantia a ordem e a prosperidade da região. Não se preocupava em ser justo. Bastava que todos o considerassem indispensável.

O setor de gás natural brasileiro vive uma novela parecida. A Petrobras não é dona formal do mercado nem autoridade reguladora, mas sua posição dominante lhe permite chacoalhar as pulseiras sempre que algum movimento contraria seus planos. Como na novela, sobrevive há décadas, atravessando os mais diferentes governos, a narrativa de que essa força é condição para a transição energética e para a competitividade do país.

A estatal responde por mais de 65% da produção nacional e mais de 90% do processamento, além de ter peso relevante em importação, transporte e comercialização. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o gás que custa US$ 2,86 por milhão de BTU na boca do poço chega a US$ 12,08 na entrada dos gasodutos. Além disso, o controle sobre as atividades de escoamento e processamento permite reinjetar volumes que poderiam abastecer o mercado. O resultado é um quadro concorrencial grave, que pesa nos preços e sobre toda a economia. A Petrobras arrecada aproximadamente R$ 11 bilhões por ano acima dos valores considerados adequados em estudos realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), devido aos preços cobrados pelo acesso às infraestruturas.

Para as fábricas de vidro, o problema é ainda maior: os fornos operam sem parar  em temperaturas muito elevadas, que devem ser mantidas com absoluta estabilidade para viabilizar a fusão e a transformação das matérias-primas. Por isso, o gás natural é essencial ao processo produtivo e tem impacto direto sobre a estrutura de custos da indústria vidreira.

Para os segmentos químico, de fertilizantes, siderurgia, cerâmica, papel e celulose, e alumínio, a energia pode representar até 40% do custo de produção. O setor produtivo perde arrecadação e competitividade enquanto transferimos toda a riqueza do país para a Petrobras.

Por esta razão, é tão relevante a proposta de desconcentração do mercado de gás natural, ou Gas Release, em discussão na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ela prevê que parte do gás hoje concentrado na estatal seja liberada para que outros agentes possam comercializá-lo. Ao colocar essa pauta em debate, com rigor técnico e coragem, a ANP mostrou que outro desenho de mercado é possível. Daí a resistência da Petrobras e as tentativas de questionar a legitimidade da agência.

A Petrobras tem todo o direito de contestar e apresentar argumentos. A recente consulta pública foi feita para isso. Infelizmente, a audiência pública agendada para 21 de outubro foi adiada sob a alegação de coincidir com o período eleitoral. Vale lembrar que o cronograma das Eleições já era conhecido quando a audiência foi marcada, e que a própria ANP já havia rejeitado, neste mês, um outro pedido de adiamento da Petrobras.

A oportunidade para o debate foi postergada, mas o essencial é que a indústria e os agentes do mercado precisam de mais concorrência, mais oferta e preços competitivos para que o país se desenvolva. Na consulta pública, 43 dos 49 participantes  inscritos (88%) apoiaram o Gas Release.

Também é importante deixar clara a enorme diferença entre disputar o conteúdo de uma regra e desqualificar o regulador. A autoridade da ANP não depende de acertar sempre; depende de a agência poder exercer suas competências com independência e critério técnico, sem interferências.

Quem reivindica segurança jurídica precisa reconhecer o processo regulatório como parte dela. A própria Petrobras depende de regras estáveis e instituições respeitadas para executar seus projetos e manter a confiança dos investidores. Nenhuma empresa se fortalece de forma duradoura quando o ambiente em que opera perde credibilidade.

O caso já chegou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), com pedido de investigação por abuso de posição dominante. Mas a resposta principal cabe à ANP. A agência conduziu um processo técnico, ouviu as partes e tem competência para decidir. Adiar indefinidamente também é uma escolha: mantém incertas as condições de entrada e investimento e prolonga o problema que a política pública se propôs a enfrentar. A quem pode interessar essa opção? Aos consumidores e à toda a sociedade brasileira certamente não.

O “tô certo ou tô errado?” não cabe em um mercado regulado maduro e sustentável. Os consumidores industriais esperam da ANP uma decisão técnica, tomada com a independência que a lei lhe assegura. Nesse debate, o chacoalhar das pulseiras não pode se sobrepor aos argumentos técnicos, às necessidades dos consumidores e ao interesse público de um projeto sólido de país.

Os artigos publicados pelo CNN Infra buscam estimular o debate, a reflexão e dar luz a visões sobre os principais desafios, problemas e soluções enfrentados pelo Brasil e por outros países do mundo. Os textos publicados neste espaço não refletem, necessariamente, a opinião da CNN Brasil.
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La industria argentina sin mejora en últimos tres años

Buenos Aires, 27 oct (Prensa Latina) La industria argentina atraviesa hoy una crisis recesiva a juzgar por el nuevo reporte del Centro de Estudios de la Unión Industrial (UIA), el cual advierte sobre una nueva caída interanual en septiembre del 3,4 por ciento.

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O carro pode durar mais do que as atualizações: o risco oculto do software automóvel

Um carro moderno pode andar na estrada muito depois de o fabricante lhe cortar as atualizações de software. Fora as recolhas de segurança, nenhuma lei obriga a mantê-las. Quando se parte para uma viagem de carro, há sempre a hipótese de alguma coisa correr mal pelo caminho. Se calhar o óleo fica abaixo do nível, ou a bateria morre. Se tiver um carro dos últimos anos, pode aparecer-lhe mais um problema: uma atualização de software. Tal como o telemóvel precisa de vez em quando de uma atualização para melhorar a segurança ou corrigir erros, os carros de hoje dependem muito

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A Lindt está em sarilhos. E já percebeu que subiu demasiado os preços do chocolate

O presidente da Lindt & Sprüngli reconheceu que a empresa sobrestimou quanto podia aumentar preços sem reduzir a procura, sobretudo na Alemanha. As ações caíram mais de 25% este ano, e o CEO foi despedido. A fabricante já baixou alguns preços. A Lindt & Sprüngli está a passar por dificuldades. A fabricante suíça de chocolate “avaliou mal a reação dos consumidores” aos aumentos de preços, disse o presidente, poucos dias depois de a empresa ter afastado o CEO, Adalbert Lechner. Numa entrevista ao jornal NZZ am Sonntag citada pela Reuters, o presidente executivo, Ernst Tanner, admitiu que a empresa sofria

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A TSMC está a tentar escapar ao aperto chinês nas terras raras

Os controlos de exportação impostos por Pequim ameaçam a produção dos semicondutores mais avançados do mundo. Uma eventual escassez de componentes pode afetar setores estratégicos, da inteligência artificial à defesa. A solução: motores sem terras raras. A taiwanesa TSMC está a estudar alternativas aos componentes de terras raras no equipamento das suas fábricas, disseram à Reuters três pessoas a par do assunto. O objetivo é reduzir o risco de que os controlos de exportação de Pequim perturbem as operações nas unidades que fabricam os chips mais avançados do mundo. Esta decisão, noticiada agora pela primeira vez, mostra como o domínio

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Volkswagen troca ID.4 e ID.5 por um Tiguan totalmente elétrico

O novo ID da Volkswagen vai ter o nome do seu SUV mais vendido de sempre. O ID. Tiguan elétrico recupera os botões e puxadores físicos que o ID.4 tinha abandonado, promete até 599 km de autonomia e parte dos 42.695 euros. A Volkswagen desligou a ficha aos modelos ID.4/ID.5 e substituiu-os por um SUV elétrico compacto chamado ID. Tiguan. Esse nome diz alguma coisa? Devia. O Tiguan original vendeu perto de 9 milhões de unidades em todo o mundo, o que deixa o novo modelo elétrico sob pressão. Quanto ao ID.4 e ao ID.5 que vem substituir, venderam mais

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O novo ID da Volkswagen vai ter o nome do seu SUV mais vendido de sempre. O ID. Tiguan elétrico recupera os botões e puxadores físicos que o ID.4 tinha abandonado, promete até 599 km de autonomia e parte dos 42.695 euros. A Volkswagen desligou a ficha aos modelos ID.4/ID.5 e substituiu-os por um SUV

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Meno raffinerie, più dipendenza energetica

La capacità di raffinazione del petrolio e dei suoi derivati si è ridotta progressivamente in Europa. Si tratta però di prodotti indispensabili per l’economia. In un contesto geopolitico sempre più instabile, diventa un problema di sicurezza energetica.

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