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Polícia prende técnicos com equipamentos de telefonia furtados no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante dois técnicos de uma empresa prestadora de serviços de telecomunicações suspeitos de receptação de equipamentos furtados e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A ação ocorreu nesta sexta-feira (30), na região de Campo Grande, na zona oeste da capital fluminense.

Segundo a Polícia Civil, os agentes da 35ª DP (Campo Grande) abordaram um Volkswagen Polo prata utilizado pelos técnicos Janderson Berriel de Souza e Bruno Nogueira Gontijo. Durante a fiscalização, os policiais constataram que o veículo circulava sem a placa de identificação traseira.

No interior do automóvel, foram encontradas placas eletrônicas dos modelos WBPP e UBPP, fabricadas pela Huawei e utilizadas em estações de telefonia.

Após contato com a área de segurança da operadora responsável pelos equipamentos, a polícia foi informada de que os técnicos não tinham autorização para transportar ou manter os materiais em sua posse.

Ainda de acordo com a corporação, foi identificado que as placas eram provenientes de furtos em estações de telecomunicações da região.

Itens apreendidos com os suspeitos
Itens apreendidos com os suspeitos • PCERJ/Reprodução

A investigação foi conduzida pela 35ª DP, com apoio da 18ª DP (Praça da Bandeira) e de equipes de segurança de operadoras de telecomunicações.

Os dois homens foram levados à delegacia e autuados em flagrante por receptação qualificada de equipamentos de telecomunicações e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.

Veja o momento da prisão:

Ainda de acordo com a corporação, os suspeitos permaneceram à disposição da Justiça.

A CNN Brasil não localizou a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

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Suspeitos montam barricada com seis ônibus e carro da Light no RJ

Suspeitos formaram uma barricada com seis ônibus e um veículo da Light, na tarde desta sexta-feira (30), na Avenida Monsenhor Félix, próximo à Avenida Pastor Martin Luther King Jr, no bairro Irajá, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

A Light informou que uma equipe da empresa foi abordada por suspeitos que levaram o veículo da companhia, durante uma operação policial. Os profissionais não foram feridos.

Segundo a Polícia Civil, a ocorrência está em andamento na 27ª DP (Vicente de Carvalho).

 

A COR-Rio (Centro de Operações Rio) indica que os cariocas evitem a região. Como caminho alternativo sugerem:

  • Entre Madureira e Irajá, prefira a partir do Largo de Vaz Lobo, a Avenida Vicente de Carvalho
  • Entre Irajá e Madureira, prefira a Estrada do Barro Vermelho, Rua dos Topázios, Avenida dos Italianos e Rua Conselheiro Galvão

Em nota, a Rio Ônibus informou que todos os ônibus já foram liberados do local, mas 19 linhas estão com impactos nas regiões.

Ônibus em barricadas

  • B27108 – 774 Madureira x Jardim América
  • B27184 – 774 Madureira x Jardim América
  • B11578 – 908 Term. Deodoro x Bonsucesso
  • B27162 – 774 Madureira x Jardim América
  • C27004 – 639 Jardim America x Saens Pena
  • B44585 – 721 Vila Cruzeiro x Cascadura

Linhas impactadas

  • 712 Irajá x Cascadura
  • 774 Madureira x Jardim América
  • SV774 Madureira x Jardim América
  • 775 Madureira x Jardim América
  • 918 Bangu x Bonsucesso
  • 926 Senador Camará x Penha
  • 908 Term. Deodoro x Bonsucesso
  • 355 Madureira x Praça Tiradentes
  • 685 Term. Margaridas x Méier
  • 721 Vila Cruzeiro x Cascadura
  • 928 Marechal Hermes x Bonsucesso
  • 940 Madureira x Ramos
  • 975 Madureira x Fundão
  • 296 Irajá x Castelo
  • 778 Pavuna x Cascadura
  • 298 Acari x Castelo
  • 737 Santissimo x Cascadura
  • 790 Campo Grande x Cascadura
  • SV790 Campo Grande x Cascadura

*Sob supervisão de Thiago Félix

Comando Vermelho: como surgiu e se espalhou a maior facção do Rio

 

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Vídeo: Torcedores de Vasco e Flamengo entram em confronto no Rio

Imagens que circulam nas redes sociais mostram confusões envolvendo grupos de torcidas organizadas do Vasco e do Flamengo em diversos pontos do Rio de Janeiro, entre a tarde e a noite desta quinta-feira (29), poucas horas antes do clássico entre os clubes.

Em nota, a Polícia Militar do Rio afirmou que, segundo o comando do BEPE (Batalhão Especial de Policiamento em Estádios), agentes atuaram em vários pontos de conflito entre torcedores.

Policiais militares do 18º BPM (Jacarepaguá) conduziram seis torcedores à delegacia após um tumulto envolvendo integrantes de torcidas organizadas, mas não houve prisões.

Em uma das imagens registradas, torcedores do Vasco aparecem na entrada do Parque União, no Complexo da Maré, na zona Norte do Rio, e é possível ouvir disparos de arma de fogo.

Procurada, a Polícia Militar informou que não foi acionada para atender essa ocorrência específica. A corporação afirmou, no entanto, que o policiamento está reforçado na região.

Veja imagens:

A confusão acontece meses depois de outro episódio de violência envolvendo torcedores do Vasco, em 3 de maio, durante o primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Na ocasião, um torcedor morreu após ser espancado no entorno do Maracanã, e outros três ficaram feridos. Um dos feridos, um jovem, perdeu a visão após ser atingido no olho por uma bala de borracha.

Homem baleado em Duque de Caxias

Também nesta quinta-feira, Leonardo Ribeiro da Silva foi baleado no pescoço em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Segundo uma testemunha, pelo menos seis homens, supostamente torcedores organizados do Vasco, se aproximaram do táxi em que ele estava com amigos e atiraram contra o grupo.

A testemunha suspeita que o ataque tenha sido motivado pelas roupas das vítimas, já que o motorista vestia uma calça do Flamengo.

Leonardo foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Moacyr do Carmo. O caso está sob investigação da 59ª DP (Duque de Caxias).

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Ato de estudantes da UFF deu pontapé em mobilização por virada de Lula

Logo Agência Brasil

"O abalo e o espanto precisam se transformar em movimento", dizia o cartaz de estudantes da Universidade Federal Fluminense (UFF) que convocava para um protesto em 5 de outubro, dia seguinte ao primeiro turno das eleições.

Publicado nas redes sociais pelo Centro Acadêmico Evaristo da Veiga e pela Associação Atlética Acadêmica Camillo Guerreiro, ambos do curso de direito, o ato buscou canalizar a angústia desses jovens com o resultado das urnas e deu origem a uma passeata que reuniu centenas de pessoas em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em uma chuvosa noite de segunda-feira.

Notícias relacionadas:

Moradores desceram dos prédios e transeuntes se juntaram aos estudantes na caminhada, que passou pela reitoria da UFF, no bairro de Icaraí, e retornou à Faculdade de Direito, no Ingá. 

O protesto foi gestado na noite de domingo (4), diante do resultado eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tinha recebido 47% dos votos válidos, e o presidente Luiz Inácio Lula, agora reeleito, 45%. O placar inspirava preocupação dos estudantes, que viam Flávio como uma ameaça à educação.

"Ele tinha como proposta tirar as universidades do Ministério da Educação e passar para o de Ciência e Tecnologia, que tem menos verbas", explicou a universitária Valentina Cruz, que é diretora do Centro Acadêmico de Direito.

A proposta, de fato, constava no plano de governo do candidato do PL. Para Valentina, estava clara a necessidade de reagir ao resultado e iniciar uma mobilização por diálogo dentro da universidade. 

"A vitória de Flávio claramente significaria corte em todas as áreas das universidades, da infraestrutura ao auxílio permanência, um roteiro conhecido", avaliou Valentina, em relação ao governo de Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação
Mobilização de estudantes da UFF em Niterói após o 1º turno. Foto:  CAEV UFF Niterói/Divulgação

Olhando para trás, Simão Gabriel Adorno, membro da atlética do direito, também observou que a reação levou em conta a experiência recente nas universidades públicas, durante o primeiro mandato de Jair Bolsonaro.

Ele lembra que a UFF esteve entre as primeiras federais a sofrer cortes, por promoverem "balbúrdia", nas palavras do então ministro da Educação, Abraham Weintraub. O ex-presidente endossou as críticas do MEC, chamando universitários de "idiotas úteis" e "massa de manobra".

Os jovens, na época, protestaram, mas não conseguiram deter o contingenciamento de até 30% das verbas, com impacto no funcionamento e nas bolsas de pesquisas, fundamentais para estudantes mais pobres, em geral negros e periféricos.

"Nós vimos como o bolsonarismo atacou as universidades na gestão do Jair, como a universidade foi vilipendiada, como eles desprezam as instituições de ensino publico. A gente sentia que estava arriscando a perder nossa faculdade, a nossa casa. A educação pública estava em risco", avaliou.

Os universitários do direito também não concordavam com a anistia defendida por apoiadores de Jair Bolsonaro, que está preso por liderar uma tentativa de golpe de Estado que culminou nos ataques à Praça dos Três Poderes do 8 de janeiro de 2023. Flávio Bolsonaro prometia que o pai seria libertado e subiria a rampa com ele em sua posse, caso fosse eleito. 

 

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz posam para fotografia na faculdade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz posam para fotografia na faculdade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Os estudantes de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), Simão Gabriel, João Paulo Pimenta e Valentina Cruz. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Da noite para o dia

Na noite da apuração, os universitários se articularam e decidiram convocar o ato na segunda.

"A gente precisava fazer algo. Era para ser uma coisa interna, de alunos e professores, representantes de algumas entidades, como a OAB [Ordem dos Advogados do Brasil], mas passaram-se as horas e éramos centenas", contou João Paulo Armando, outro diretor do centro acadêmico de Direitos. 

Ali, eles também abriram a bandeira do Direito Antifascista, estandarte confeccionado em 2018, antes da primeira eleição de Jair. 

"Para nós, do Direito, a situação (da vantagem) era absurda, sobretudo, diante da postura dele [Flávio] contra direitos civis, contra a Constituição [Federal] e em defesa da Ditadura [político-empresarial-militar]. Nós sabemos o que foi isso", afirmou, o jovem, ao lembrar Fernando Santa Cruz, aluno da instituição e militante político, desaparecido pelos militares em 1974.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação
Mobilização de estudantes nas ruas de Niterói após o primeiro turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Com a convocação, que trazia uma imagem do presidente Lula com jovens, outros cursos aderiram e pediram para se juntar. 

"Vimos nosso país ameaçado, nossa democracia em risco, observamos as movimentações do governo Trump [presidente dos Estados Unidos], e decidimos ser um ponto de resistência no Sul Global", relembra Cauê Moraes Marins da Silva, de 22 anos, diretor do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Sérgio Vieira de Melo, também da UFF.

No fim da tarde, a articulação ganhou um tamanho inesperado, e os participantes já não cabiam mais no pátio. Eles decidiram, então, sair em caminhada. Valentina conta que viu uma senhora idosa, de bengala, aposentada, se aproximar e ficar emocionada.

"Ela estava lá, na chuva, conosco, e disse que o nosso futuro não podia ser entregue para a extrema-direita".

Mas teve também quem tenha criticado. Cauê lembra que ovos foram arremessados de sacadas contra os estudantes.

"Várias pessoas identificadas com o campo progressista e o PT foram agredidas e até mortas nesta eleição. A violência foi real, o que é um absurdo na democracia", disse. "Na manifestação do dia [5[, jogaram ovos contra nós em um ato pacífico, e, mesmo assim, nós continuamos".

Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves posam para fotografia em frente a universidade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2026 – Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves posam para fotografia em frente a universidade, no bairro do Ingá, em Niterói (RJ). Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Os estudantes de relações internacionais da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cauê Moraes Marins da Silva e Maria Eduarda Pasche Alves. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Atos pelo país

A mobilização daquela segunda-feira ganhou tração ao longo de semana. Na quarta-feira (7), estudantes do Rio decidiram ocuparam as ruas do centro da cidade, em mais uma passeata alertando para o resultado eleitoral. A defesa da democracia e da educação pública de qualidade eram as principais bandeiras.

Assim, protestos se multiplicaram em cidades do país, como Brasília, onde uma multidão se reuniu na Esplanada dos Ministérios naquela semana. A sequência fez parte da campanha popular pela reversão do resultado eleitoral, que passou a focar na oportunidade de ganhar votos nulos e atrair eleitores que não tinham ido votar.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

"A eleição de vários representantes do fascismo, da extrema-direita, me assutou", contou Isabela Casalini, de 21 anos, aluna de desenho industrial da UFF.

Ela revelou que tirou o título de eleitor aos 16 anos, para votar contra Jair Bolsonaro, nas eleições de 2022. "No dia 5, a gente tinha um sentimento de revolta", lembrou.

A jovem acredita que aquela manifestação tenha sido o pontapé para a mobilização crescente dos estudantes. E a intenção dela é permanecer nas ruas.

"Hoje, estou aqui de novo para comemorar nossa vitória e informar que não deixaremos de nos posicionar nos próximos anos", disse, em entrevista à Agência Brasil.

 

Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação Rio de Janeiro (RJ), 26/10/2026 - Mobilização de estudantes nas ruas. Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV) da UFF Niterói. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação
Mobilização de estudantes da UFF em Niterói após o 1º turno. Foto: CAEV UFF Niterói/Divulgação

Protagonismo estudantil 

Não foi somente em 2026 que estudantes "levantaram o moral" e mudaram os rumos da história, analisa a historiadora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), mestre em Comunicação pela UFF e jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) Carolina Barreto. Em outros momentos, eles também foram motores de transformação.

Pesquisadora de movimentos sociais, Barreto lembra que, mesmo antes da ditadura militar, em 1964, quando a luta dos estudantes se tornou mais conhecida e bastante reprimida, a União Nacional dos Estudantes (UNE) já tinha atuado contra o nazifascismo e pela criação da Petrobras, em defesa das riquezas nacionais.

"Na década de 1990, teve o Fora, Collor, [pedindo a deposição do presidente Fernando Collor de Mello], e, em junho de 2013, os estudantes atuaram de novo, apesar de o movimento ter sido mais difuso, mesmo trazendo pautas importantes, como a gentrificação, o encarecimento da vida nas cidades os gastos exorbitantes em eventos internacionais", examinou Barreto.

 

João Pessoa (PB), 08/10/2026 - Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ascom/ADUFPB João Pessoa (PB), 08/10/2026 - Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva. Foto: Ascom/ADUFPB
Estudantes fazem protesto em apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva em João Pessoa. Foto: Ascom/ADUFPB

A historiadora é autora do livro "Quando 2013 encontra 1968", comparando a cobertura da imprensa de anos recentes com a da Marcha dos 100 mil, três meses depois do assassinato do estudante Edson Luis pela ditadura.

"A única vez que os estudantes ficaram de fora foi nos anos 1980, com o ascenso do movimento sindical, em São Paulo", destacou a pesquisadora.

O advogado Felipe Santa Cruz, filho do estudante e militante Fernando Santa Cruz, que cursou direito na UFF, avalia que a mobilização mostra que os estudantes estão na vanguarda da luta contra o autoritarismo.

"Nós estamos orgulhosos dos estudantes da UFF e dos estudantes de todo o país", declarou Felipe, que faz doutorado na Universidade Federal Fluminense, além de já ter presidido a OAB Nacional e a seccional do Rio de Janeiro.

"Os meninos e meninas da UFF se juntaram, foram às ruas espontaneamente, da forma mais bela, se indignaram com o risco que o país corria e tomaram a história nas próprias mãos", declarou. "Foi um ato muito bonito", finalizou.

Felipe tinha apenas 2 anos quando o pai se tornou um desaparecido político. Várias versões cercam o caso, ainda sem desfecho.

 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio de Janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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RJ: Motorista de ônibus infarta e causa acidente com 20 veículos na Dutra

O motorista de um ônibus que trafegava pela Rodovia Presidente Dutra sofreu um infarto e causou um engavetamento envolvendo 20 veículos na manhã desta sexta-feira (30). O acidente ocorreu por volta das 6h, no km 174 da BR-116, na altura de Agostinho Porto, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

A batida ocorreu na pista lateral, no sentido Rio de Janeiro. De acordo com o CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro), o motorista morreu no local e outras dez pessoas ficaram feridas. Os feridos foram socorridos e encaminhados para o Hospital Municipal de São João de Meriti e o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.

Militares dos quartéis de São João de Meriti, Duque de Caxias, Nilópolis, Irajá e Ricardo de Albuquerque atuaram na ocorrência. Equipes da concessionária EcoRio e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) também participaram do atendimento.

De acordo com informações preliminares da PRF (Polícia Rodoviária Federal), a perícia foi acionada, mas circunstâncias do acidente e da morte são investigadas pela perícia da PCERJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro).

 

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Polícia intima David, do Vasco, e jogador deve entregrar passaporte no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro intimou o jogador David Corrêa, do Vasco da Gama, a entregar passaporte por conta de investigação sobre um possível envolvimento com o CV (Comando Vermelho). Conhecido como “DVD”, o atacante deve comparecer à 14ª Delegacia de Polícia (Leblon) na manhã desta sexta-feira (30).

A intimação ocorre por conta das investigações da Operação “A Tropa”, em agosto deste ano, que apura crimes de organização criminosa, tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro, incluindo suspeitas de conexões com a facção carioca.

Em cumprimento à determinação judicial, o jogador foi intimado a comparecer na delegacia às 8h, para apresentar o passaporte, caso possua, e formalizar a ciência das demais medidas cautelares impostas.

Entre as restrições estão a proibição de deixar o território nacional, a proibição de manter contato com outros investigados e testemunhas e a obrigação de comparecimento periódico à Justiça.

Segundo a corporação, David deve ser advertido de que o descumprimento injustificado das medidas poderá resultar na decretação de prisão preventiva, mediante decisão judicial.

As providências adotadas serão comunicadas à Justiça e à Polícia Civil do Espírito Santo, responsáveis pelo acompanhamento das medidas judiciais.

A defesa de David confirmou que o jogador comparecerá ao 14º DP para apresentar o documento e tomar ciência formal das demais medidas cautelares determinadas pela Justiça.

A CNN Brasil entrou em contato com o Vasco. O espaço segue aberto.

Quem é DVD

Natural de Serra, no Espírito Santos, David começou a iniciou a formação nas categorias de base do Rio Branco. Foi no Vitória, porém, que o atacante ganhou projeção nacional e alcançou o futebol profissional em 2015.

Pela equipe baiana, David disputou 110 partidas, com 16 gols e oito assistências. O desempenho chamou a atenção do Cruzeiro, que contratou o jogador em 2018.

Em Belo Horizonte, David conquistou a primeira Copa do Brasil de sua carreira, em 2018, além dos Campeonatos Mineiros de 2018 e 2019. A passagem pelo clube, no entanto, também foi marcada por dificuldades, incluindo uma disputa judicial relacionada a salários atrasados e à rescisão do contrato.

Após deixar o Cruzeiro, David acertou com o Fortaleza em 2020. Foi no clube cearense que o atacante apresentou alguns dos melhores números de sua trajetória.

Em duas temporadas, entrou em campo 112 vezes, marcou 25 gols e deu 12 assistências. No período, conquistou dois Campeonatos Cearenses, em 2020 e 2021.

O desempenho fez com que o jogador despertasse o interesse do Internacional. David chegou ao clube gaúcho em 2022 e integrou o elenco que terminou o Campeonato Brasileiro daquele ano na segunda colocação.

Sem espaço entre os titulares do Internacional, David foi emprestado ao São Paulo em 2023. A passagem pelo clube paulista durou apenas uma temporada, mas terminou com um título importante.

O atacante fez parte do elenco campeão da Copa do Brasil e teve participação decisiva nas quartas de final contra o Palmeiras. Foi dele o gol que garantiu a classificação do São Paulo para a semifinal da competição.

Em 2024, o atleta chegou emprestado pelo Internacional ao Vasco. O desempenho fez com que David fosse contratado definitivamente pelo clube carioca posteriormente.

Desde então, o atacante se tornou uma das opções do elenco vascaíno para o setor ofensivo. 

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PF apreende joias de R$ 900 mil em operação que mira Márcio Poncio no Rio

A Polícia Federal (PF) apreendeu joias avaliadas em cerca de R$ 900 mil durante a nona fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na manhã desta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital fluminense.

Além das joias, os agentes apreenderam cheques de alto valor, aparelhos celulares, computadores e documentos.

Entre os alvos da operação estão o pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do contraventor Adilsinho. As buscas também foram realizadas em salas comerciais de Poncio, apontadas pelas investigações como estruturas operacionais e administrativas da organização.

A ação investiga um grupo suspeito de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo a PF, a organização utilizaria pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.

Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados. Conforme apurado pela CNN Brasil, Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

Operação Unha e Carne

A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo apurou a CNN Brasil, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

Outro lado

Pastor Márcio Poncio

“Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar.”

*Com informações de Bruna Lopes, Camille Barbosa e Teo Cury

Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas

 

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PM do Rio prende dois chefes do tráfico no Complexo da Serrinha em operação

A PMERJ (Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro) prendeu dois líderes do tráfico do Complexo da Serrinha, localizado na zona norte do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (29).

Identificados “Da Nike”, com seis anotações criminais,  e “Atentado”, com 24 anotações, os dois foram presos durante uma operação da PMERJ com foco no combate ao crime organizado local e na recuperação de veículos roubados.

Durante a ação na Serrinha, os agentes policiais apreenderam dois fuzis, duas granadas, seis carregadores e recuperaram dois veículos.

A ação policial integrou outras regiões, como a comunidade Malvina,em Irajá, onde suspeitos da mesma facção atearam fogo em um ônibus. Segundo os policiais, a ação dos criminosos foi para tirar o foco dos agentes que atuavam no complexo da Serrinha.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o coletivo completamente tomado pelo fogo. Veja:

Na comunidade Primavera, no bairro de Cavalcanti, na Zona Norte do Rio, policiais prenderam um suspeito e apreenderam um fuzil e entorpecentes. Para a garantia da segurança, os agentes interditaram temporariamente a Av. Edgar Romero, que já está com o tráfego restabelecido.

Após isso, suspeitos lançaram um artefato explosivo por meio de um drone contra as equipes. Nenhum policial ficou ferido.

Em resposta à operação, outros suspeitos ainda atravessaram um ônibus e uma carreta na Av. Edgar Romero. Três indivíduos foram detidos tentando interceptar coletivos para obstruir a via.

Ainda na operação, equipes do BOPE foram atacadas por disparos de arma de fogo e reagiram. Cessados os disparos, os militares detiveram três suspeitos e apreenderam um fuzil, um rádio comunicador e entorpecentes.

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Telefones de emergência ficam fora do ar no RJ por quase 40 minutos

Se algum morador do Rio de Janeiro ligasse para a PM (Polícia Militar) ou para o Corpo de Bombeiros, na madrugada desta quinta-feira (29), não conseguiria pedir socorro. Os números de emergência em todo o estado ficaram inoperantes devido a falha técnica da Oi, operadora responsável por administrar os contatos.

Segundo apuração da CNN Brasil, os chamados foram interrompidos às 00h41 e só retornaram à 01h20. A população não pôde entrar em contato nem com o 190 (PM), 192 (Samu) e 193 (Bombeiros).

O CBMERJ (Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro) chegou a notificar a imprensa sobre o ocorrido por volta de 01h15, logo antes do retorno das ligações.

“O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) solicita o apoio de todos na ampla divulgação de uma informação de utilidade pública. A operadora apresentou problemas e estamos com as linhas 193 inoperantes em todo o Estado, afetando o atendimento das chamadas de emergência”, diz trecho do alerta dos bombeiros.

Além do aviso, a corporação chegou a repassar contatos de celulares para funcionarem no lugar do tradicional 193.

A Oi teve a falência decretada no último mês de agosto pela Justiça do Rio de Janeiro. O grupo publicou o fato relevante confirmando a falência, conforme julgamento realizado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

No então comunicado oficial da época, a empresa informou que a decisão colegiada da 1ª Câmara de Direito Privado do TJ-RJ negou os recursos movidos por Bradesco e Itaú, que haviam pedido a continuidade do processo de recuperação judicial da empresa. Em novembro de 2025, a falência do grupo já havia sido decretada, porém, a decisão acabou sendo suspensa depois de bancos terem recorrido.

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Outro lado

A Oi, operadora responsável, enviou uma nota à CNN Brasil e alegou que houve um problema técnico nos equipamentos. “Em razão de uma falha física em um disco rígido de um dos servidores, houve instabilidade temporária na complementação de chamadas de alguns terminais de serviços de emergência. A companhia atuou prontamente para solucionar a ocorrência, e os serviços foram restabelecidos em menos de 40 minutos”, diz trecho da nota.

Procurado pela reportagem, o Governo de Rio do Janeiro ainda não se manifestou sobre o caso.

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Operação Contenção: DPRJ pede R$ 50 milhões em reparação a moradores

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A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPRJ) entrou com uma ação civil pública na Justiça pedindo que os moradores dos Complexos da Penha e do Alemão atingidos pela Operação Contenção sejam indenizados em R$ 50 milhões. O valor, segundo a DPRJ, deve ser revertido em obras nas áreas de educação, saúde, esportes e lazer, além de prestação de atendimento psicossocial.

Deflagrada em 28 de outubro de 2025 nos dois complexos, na zona norte da capital fluminense, a ação resultou na morte de 122 pessoas, sendo cinco policiais e 117 não policiais.

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“A Operação Contenção expôs a vida dos moradores e gerou traumas pessoais, com agressões físicas, invasão de domicílios e furto de bens, tudo feito em nome de uma positiva tentativa de reocupação territorial, mas que, na verdade, só gerou derramamento de sangue”, afirma o defensor público Marcos Paulo Dutra Santos, coordenador do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (NUDEDH).

“Nesta ação, estamos buscando a condenação do Estado para que disponibilize tratamento diferenciado em prol da saúde mental de todos esses moradores, cujo território ficou marcado pelo episódio de maior letalidade policial do Brasil, sem prejuízo a proteções individuais, relacionadas aos danos causados a cada um”, destaca.

Um dos casos de reparação individual envolve a família de Ronaldo Julião da Silva, assassinado aos 46 anos no dia da operação. Silva era natural de Campina Grande (PB), tinha seis filhos, trabalhava como pedreiro e não tinha anotações criminais. A ação da DPRJ defende que “a omissão do Estado não comprometeu apenas a preservação do local, a realização da perícia e a investigação da morte, mas também o respeito à dignidade da pessoa humana, já que o corpo foi abandonado e exposto em via pública”.

Relatório

A ação civil pública ajuizada pela DPRJ tomou como base um relatório produzido pela organização internacional Human Rights Watch. O documento demonstrou o descumprimento, durante a operação, das determinações estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da  Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635, conhecida como ADPF das Favelas, especialmente quanto à utilização de câmeras corporais por agentes de segurança do Estado.

Os dispositivos são considerados um instrumento essencial à transparência das operações, à produção de provas e à proteção jurídica tanto da população quanto dos próprios agentes de segurança.

“O não uso de câmaras corporais acaba dificultando a elucidação de crimes. Esses equipamentos são uma garantia do morador contra arbitrariedades policiais, mas também uma garantia do bom policial, para que ele fique resguardado de eventuais acusações injustas de abuso de autoridade, por exemplo”, explica o defensor público Lucas Aparecido Alves Nunes, subcoordenador do NUDEDH.

Para Nunes, a retomada de territórios submetidos ao domínio de organizações criminosas é relevante, mas o relatório revela “excessos inadmissíveis” cometidos durante a Operação Contenção, que representam “um contrassenso”.

“Como uma operação que objetivava uma reocupação territorial e que, portanto, foi idealizada em benefício dos próprios moradores, poderia se voltar contra eles próprios, gerando danos a patrimônios, invasões indiscriminadas a domicílio e ofensas à integridade física dos moradores?”

A ação ajuizada também se apoia em outras fontes, como o relatório produzido pelo NUDEDH em conjunto com o Projeto Mirante, encaminhado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) para auxiliar na apuração dos fatos.

Investigações

A investigação do MPRJ reúne mais de 4 mil horas de gravações de câmeras corporais, 122 laudos periciais médico-legais e 262 depoimentos de agentes públicos, prestados por 255 pessoas. O material é analisado pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp) e confrontado com registros de ocorrência, documentos operacionais de planejamento, mapas, croquis e dados sobre o uso de munições, para identificar possíveis divergências entre os relatos e as provas, de modo a reconstruir as circunstâncias de cada episódio.

Foram utilizadas técnicas de preservação tridimensional de imagens dos corpos, que permitem reexaminar aspectos das perícias e compará-los com outras evidências. O MPRJ realizou perícias próprias e complementares no Instituto Médico Legal (IML) e produziu laudos médico-legais relacionados às vítimas da ação. O trabalho também inclui a preservação e a análise de arquivos digitais, para garantir a integridade das provas e o cumprimento dos procedimentos de cadeia de custódia.

O Gaesp vem realizando buscas ativas por testemunhas e atividades de escuta de parentes das vítimas. Foram ouvidos 45 familiares de pessoas que morreram durante a operação. O Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MPRJ) também atua no acolhimento dos familiares, com atendimento psicossocial, orientações e encaminhamentos para serviços públicos de saúde e proteção.

*Com informações da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro e do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

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Vídeo: ônibus é incendiado e atravessado na zona Norte do Rio

Um ônibus foi incendiado e atravessado na tarde desta quinta-feira (29), na Avenida Monsenhor Félix, em Irajá, na zona Norte do Rio de Janeiro.

Imagens obtidas pela CNN Brasil mostram o coletivo completamente tomado pelo fogo. Veja:

Segundo o COR-Rio (Centro de Operações e Resiliência), a Avenida Monsenhor Félix está interditada nos dois sentidos próximo a Avenida Pastor Martin Luther King Júnior. O trânsito está sendo desviado no trecho.

A Polícia Militar apura se a ocorrência seria uma retaliação à uma operação realizada mais cedo nas comunidades da Primavera e da Serrinha, nos bairros de Madureira e Cavalcanti.

Em nota, a Polícia Civil informou que a ação segue em andamento na 27ª DP (Vicente de Carvalho).

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Operação da PM no Rio tem tiroteio, suspeito morto e fuzil apreendido

Um suspeito morreu e outro foi detido durante uma operação policial na manhã desta quinta-feira (29) na comunidade da Primavera, em Cavalcanti, na zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Militar, um fuzil e drogas foram apreendidos.

A ação também ocorre na comunidade da Serrinha, onde equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) atuam.

De acordo com a PM, policiais do 9º BPM (Rocha Miranda) realizavam patrulhamento na Primavera quando equipes do serviço de inteligência detiveram um homem e apreenderam o armamento e os entorpecentes. A quantidade de drogas ainda será contabilizada.

Ainda durante o patrulhamento, outro suspeito foi baleado e não resistiu.

A operação tem como objetivo combater um grupo ligado ao TCP (Terceiro Comando Puro) que atua na região, cumprir mandados de prisão e recuperar veículos roubados.

Na Serrinha, a comunidade ficará ocupada por tempo indeterminado, segundo a corporação.

Imagens registradas por moradores mostram um intenso tiroteio no local. Veja abaixo:  

A Secretaria Municipal de Educação informou que, no Complexo da Serrinha, quatro unidades escolares foram impactadas. Na comunidade Primavera, em Cavalcanti, as escolas atendem presencialmente.

Bloqueio afetou trânsito e ônibus

Durante a ação, agentes interditaram temporariamente a avenida Edgar Romero, que já teve o fluxo de veículos restabelecido.

O bloqueio policial também afetou o transporte público. Segundo a MOBI-Rio, as linhas de ônibus 42 e 46 circulam com intervalos irregulares no trecho entre Vila Queiroz e Otaviano.

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Megaoperação no RJ: nenhuma morte foi registrada por bodycams, aponta ONG

Um relatório da Human Rights Watch aponta falhas no uso de câmeras corporais e na investigação das mortes durante a Megaoperação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na zona Norte do Rio, em 28 de outubro de 2025. Segundo a organização, nenhum dos 117 mortos que não eram policiais teve a morte registrada pelas câmeras analisadas.

A pesquisa examinou 4,4 mil horas de gravações de 527 policiais, além de laudos de necropsia, documentos oficiais e quase 600 vídeos e fotografias. Os pesquisadores também entrevistaram 41 testemunhas, familiares de vítimas e autoridades.

O relatório identificou 278 ocorrências de obstrução de câmeras envolvendo 132 policiais. Entre os casos, há registros de equipamentos retirados do corpo, lentes cobertas e câmeras deixadas em viaturas. Em 146 ocorrências, a organização encontrou indícios de possível manipulação intencional.

Segundo dados do governo estadual enviados ao STF (Supremo Tribunal Federal), apenas 23% dos cerca de 2,5 mil policiais mobilizados na operação usavam câmeras corporais.

A entidade também apontou falhas na investigação das mortes. De acordo com o levantamento, equipes de perícia não foram enviadas aos locais dos assassinatos, e a Polícia Civil reuniu informações básicas sobre as circunstâncias das mortes de apenas duas das 117 vítimas que não eram policiais.

Mais de 60% dos mortos foram atingidos por quatro ou mais disparos, segundo o relatório. A análise dos laudos de necropsia levantou indícios de uso excessivo da força e de possíveis mortes intencionais. A organização ressalta que eventuais vínculos das vítimas com o tráfico não justificam execuções ou uso ilegal da força.

O documento também relata episódios de agressão a um adolescente de 16 anos, registrados por câmeras corporais, e aponta que a retirada dos corpos sem perícia nos locais prejudicou a coleta de provas.

A imagem a seguir registra um dos episódios que mostram a câmera sendo coberta por um policial durante a operação. Veja abaixo: 

Na ocasião, a operação mobilizou policiais civis e militares para cumprir mandados contra integrantes do Comando Vermelho. Ao fim da ação, 117 civis e cinco agentes morreram.

Até a elaboração do documento, 19 policiais aguardavam julgamento por acusações como invasão de domicílios, roubo e manipulação de câmeras corporais.

Segundo a Human Rights Watch, nenhum havia sido acusado de uso ilegal da força, e os comandantes responsáveis pelas decisões operacionais não tinham sido responsabilizados.

A CNN Brasil entrou em contato com as polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro. O espaço segue aberto.

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Márcio Poncio: entenda investigação contra pastor alvo de nova operação

O pastor Márcio Poncio, preso em julho durante uma operação contra crime organizado, voltou a ser alvo da PF (Polícia Federal) nesta quinta-feira (29). Ele é alvo de mandado de busca na nona fase da Operação Unha e Carne, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio no Rio de Janeiro.

Além de Poncio, a PF também cumpre mandados de busca contra Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho. Conforme apurado pela CNN Brasil, Loyola é apontado como gerente e sucessor do contraventor.

As buscas incluem salas comerciais ligadas ao pastor, apontadas pela investigação como estruturas operacionais e administrativas do grupo, e um imóvel residencial vinculado a Loyola. 

Segundo as apurações, a organização criminosa teria construído uma rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Preso em operação contra o crime organizado

Poncio foi preso em julho, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, que investiga várias frentes da ligação entre autoridades e o crime organizado no Rio de Janeiro. 

Na mesma operação, também já foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

De acordo com a PF, os elementos reunidos ao longo das diligências indicaram possíveis conexões entre agentes públicos e integrantes de facções criminosas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de lavagem de dinheiro e possíveis ramificações do esquema nos Poderes Executivo e Legislativo do estado.

Durante as diligências, os policiais apreenderam documentos e registros que associariam autoridades a criminosos, incluindo informações sobre supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e movimentações financeiras relacionadas à lavagem de dinheiro.

A análise do material apreendido, especialmente dos dados extraídos de um celular, contribuiu para identificar novos endereços, empresas e bens investigados na atual fase da operação.

Prisão convertida em domiciliar humanitária

Poucos dias após a prisão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária a Márcio José Matos Poncio de Souza. A decisão converteu a prisão preventiva em domiciliar, mediante o cumprimento de medidas cautelares.

A defesa pediu a conversão da prisão com base em laudos médicos que apontam que o pastor enfrenta, desde 2013, um quadro grave de retocolite ulcerativa, doença inflamatória crônica e sem cura.

Ao acolher o pedido, Moraes fundamentou a decisão na situação de saúde considerada excepcional, ressaltando que a medida não afasta a necessidade de preservação da investigação criminal.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) também se manifestou favoravelmente ao pedido. Entre os argumentos apresentados, o órgão destacou que as diligências de busca e apreensão já haviam sido realizadas e que as medidas patrimoniais adotadas preservavam a integridade da investigação.

Veja: Entenda a prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

O que está sendo investigado agora

A nona fase da Operação Unha e Carne apura a organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores.

Segundo a PF, dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

As apurações apontaram a existência de uma complexa rede patrimonial, com imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, a investigação ainda constatou a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

Outro lado

Pastor Márcio Poncio

“Não tivemos acesso à decisão, razão pela qual desconhecemos os fundamentos que ensejaram a medida, a qual, ressalte-se, não atingiu diretamente Marcio Poncio, porquanto ele não figurou como alvo da referida cautelar.”

A CNN Brasil tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para manifestações.

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Marisa Monte fará show beneficente para Instituto da Providência

A turnê Phonica, da cantora e compositora Marisa Monte, vai ter apresentação beneficente no dia 6 de novembro, no Brava Arena Jockey, na Gávea, com arrecadação destinada ao Instituto da Providência. Há 66 anos, o instituto realiza ações de combate à pobreza, promovendo oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade.

A renda da noite será destinada à manutenção dos projetos sociais da organização sem fins lucrativos, que capacita mulheres e jovens para a geração de renda e independência financeira. As ações ocorriam, em parte, com recursos arrecadados nas edições anuais da Feira da Providência, que movimentava a cena carioca e recebia grande público em busca de produtos postos à venda, produzidos em diversos países e estados brasileiros. O dinheiro era destinado ao Banco da Providência, que fazia a gestão dos recursos.

O Instituto da Providência, fundado em 1961, por Dom Hélder Câmara, grande defensor dos direitos humanos durante a ditadura militar no Brasil, desenvolveu metodologia própria para a realização de projetos de inclusão social produtiva, incentivando o empreendedorismo feminino e a empregabilidade jovem, além da formação de uma rede contínua de negócios e do compartilhamento da sua tecnologia social pelo Brasil.

Para a diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, a instituição fez esse caminho ao longo de toda a sua história, mantendo a solidariedade na sua essência, mas soube ainda agregar uma tecnologia social estruturada, premiada e reconhecida.

“Nós medimos resultados dos projetos. Trabalhamos sempre para gerar impacto no longo prazo. Para isso acontecer, é necessário investimento e continuidade. Além disso, para a gente conseguir aprofundar metodologias, profissionalizar a gestão e ampliar o impacto, é preciso ter recursos de forma perene, por isso, faz-se extremamente necessário realizar grandes mobilizações e ativações de grandes redes”, afirmou.

É nesse aspecto, segundo analisou, que se insere o show beneficente de Marisa Monte. “É uma ação que faz parte dessa estratégia de a gente criar possibilidades novas de captação de recursos, mobilizar diferentes setores da sociedade em torno da nossa causa e da continuidade do trabalho”, disse.

Impacto

Desde a sua criação, o Instituto da Providência beneficiou mais de 4,7 milhões de pessoas com suas ações. Por falta de viabilidade, a última edição oficial da Feira da Providência, a 60ª, ocorreu de 9 a 12 de dezembro de 2021 no Riocentro, na zona sudoeste do Rio.

O show de Marisa Monte, que está dentro da programação da quarta edição da Brava Arena Jockey, marca a iniciativa beneficente inédita desse espaço cultural de temporadas de espetáculos com diversos artistas, na Gávea, zona sul do Rio.

Esta é a primeira vez que a Brava Arena Jockey faz uma ação beneficente “unindo cultura, música, entretenimento e responsabilidade social em prol da mobilização de recursos para o combate à pobreza”.

O idealizador da Brava Arena Jockey, Simon Fuller, disse que o projeto considera que a cultura também pode ser um meio de transformação. Na sua avaliação, a parceria com o Instituto da Providência permite criar uma experiência especial para o público, aliada a uma causa importante.

“Para nós, é muito importante que a Brava Arena Jockey seja também um espaço capaz de gerar impacto positivo na sociedade. A música tem esse poder de reunir pessoas, criar conexões e mobilizar em torno de causas importantes”, afirmou à Agência Brasil

Fuller acrescentou que receber um show beneficente como o de Marisa Monte, por meio do Instituto da Providência, reforça justamente a vocação da Brava Arena Jockey. “A de unir entretenimento e responsabilidade social, fazendo com que a experiência de um grande espetáculo possa também contribuir para transformar vidas”, concluiu.

Orquestra

Na turnê Phonica, além de sua banda, Marisa Monte leva ao palco uma orquestra de 55 músicos, sob regência do maestro André Bachur. Para a cantora, participar de uma iniciativa beneficente para o Instituto da Providência significa reforçar o caráter social da arte, da música e da cultura. Marisa destacou o alcance dessa ação que beneficia milhares de jovens, crianças e mulheres, ao promover assistência, capacitação e dignidade humana para as pessoas que mais necessitam de apoio.

“Juntos, podemos fazer a diferença na vida de muitos, combatendo a pobreza, gerando inclusão e inspirando amor e esperança através da arte”, completou.

A conselheira do Instituto da Providência, Glória Severiano Ribeiro, avaliou que a noite representa novo capítulo na história de mobilização do Instituto. Ela contou que quando apresentaram à Marisa Monte o trabalho realizado pelo Instituto, a cantora logo aceitou dedicar uma apresentação para essa causa social.

Glória recordou que durante muitos anos as realizações da Feira da Providência e do Arraial da Providência foram grandes momentos de mobilização no calendário filantrópico do Rio. “Desde então, almejávamos a retomada de um grande evento, capaz de reunir grande mobilização em apoio aos nossos projetos sociais”, disse à Agência Brasil.

A apresentação representa a retomada de uma rede que junta tradição cultural e de filantropia, que durante anos mobilizou gerações no Rio. Depois de 60 edições da Feira da Providência e mais de dez anos de Arraial da Providência, segundo a organização, o Instituto realiza novamente um grande evento beneficente no calendário do Rio de Janeiro, “renovando uma longa história de mobilização que atravessa décadas e faz parte da memória da cidade”.

“Receber a Marisa e poder apresentar a um público cada vez maior o trabalho maravilhoso que o instituto realiza há 66 anos tem um significado enorme para mim. E é ainda mais bonito saber que esse encontro também vai gerar recursos para que o Instituto continue apoiando milhares de pessoas todos os anos”, afirmou Glória.

Ela lembrou que o Instituto da Providência tem uma linda história de mobilizar a cidade do Rio que vem desde que promovia a Feira da Providência. “Agora, estamos revivendo esse sonho coletivo, unindo cultura e solidariedade para dar continuidade a um trabalho tão necessário”.

Segundo a organização do show, empresas solidárias que queiram participar também podem patrocinar o evento. A conselheira disse que o Instituto ainda está em busca de patrocinadores para alcançar o impacto esperado para o desenvolvimento dos projetos sociais. “Com o dinheiro arrecadado, vamos conseguir ajudar muitas pessoas que fazem parte dos nossos programas de capacitação profissional e geração de renda”.

Para a diretora executiva do Instituto da Providência, Maria Garibaldi, a sustentabilidade financeira é um dos grandes desafios da gestão das organizações sociais. Para lidar com isso, ela identifica a necessidade de atuar na diversificação das possibilidades de receitas a fim de viabilizar qualquer execução de projeto e não depender de uma única fonte.

Além disso, conforme avaliou, o terceiro setor vem mudando bastante. “Atuar com projetos sociais hoje tem uma dimensão bastante diferente do que já teve, e o contexto atual faz com que a gente busque promover o entendimento de que é preciso sair de uma atuação assistencial e construir transformações muito mais profundas de longo prazo”, acrescentou.

Os ingressos estão disponíveis para compra na Ticketmaster Brasil.

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PF cumpre no Rio novos mandados da Operação Unha e Carne

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Policiais Federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão na nona fase da Operação Unha e Carne, nesta quinta-feira (29), na cidade do Rio de Janeiro. 

A ação investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial de organização criminosa, por meio de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e aeronaves executivas registradas em nome de “laranjas”.

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De acordo com a Polícia Federal (PF), o grupo é suspeito de registrar bens e valores em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, a fim de ocultar os verdadeiros proprietários.

A investigação apurou também o uso de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade e o emprego de empresas nacionais e estrangeiras, inclusive em paraísos fiscais. 

Também há indícios do envolvimento de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Fase anterior

Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A oitava fase da operação Unha e Carne resultou na prisão de um ex-prefeito de município da Baixada Fluminense e um ex-secretário da Polícia Civil fluminense.

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Pastor Márcio Poncio e sobrinho de Adilsinho são alvos de operação no Rio

A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a nona fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, além do uso de pessoas físicas e jurídicas para dissimular a propriedade de bens e valores. O pastor Márcio Poncio e Bernardo Loyola, sobrinho do bicheiro Adilsinho, são alvos dos mandados de busca.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio de Janeiro. As ordens judiciais foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

As buscas são realizadas em salas comerciais do pastor Márcio Poncio, indicadas como estruturas operacionais e administrativas do grupo.

Um imóvel residencial vinculado ao sobrinho do contraventor Adilsinho também é alvo dos mandados. Conforme apurado pela CNN Brasil, Bernardo é apontado como gerente e sucessor do bicheiro e um dos principais operadores identificados na investigação.

Segundo a PF, as medidas têm como objetivo apreender documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e outros elementos de prova relacionados à investigação.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados. O espaço segue aberto.

Esquema de lavagem e rede patrimonial

Deflagrada nesta manhã, a nova fase da operação é resultado da análise de fatos identificados após a deflagração da quinta fase da ação, que teve como alvo o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

As informações levantadas durante a investigação –– sobretudo dos dados extraídos de aparelho celular apreendido de um dos investigados –– indicaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais supostamente utilizados pela organização criminosa na administração, ocultação e movimentação de recursos financeiros.

De acordo com a Polícia Federal, as apurações apontaram indícios da existência de uma complexa rede patrimonial composta por imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, mas que permaneceriam sob administração de integrantes da organização criminosa.

Além disso, os investigadores ainda constataram a utilização recorrente de dinheiro em espécie, movimentações financeiras sem rastreabilidade compatível e o uso de empresas nacionais e estrangeiras que, segundo a PF, são sediadas em jurisdições de tributação favorecida.

A investigação ainda levantou a possível utilização de entidades religiosas e holdings patrimoniais para desvinculação formal da titularidade de bens de elevado valor econômico.

Pastor Márcio Poncio já havia sido preso

O pastor Márcio Poncio foi um dos presos pela 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela PF em julho, no Rio de Janeiro. A ação deu sequência a investigação de um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

Segundo os investigadores, os elementos colhidos ao longo das diligências apontaram uma ligação entre políticos e a facção criminosa carioca.

Além de Poncio, também foram alvos o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Poucos dias após a operação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu prisão domiciliar humanitária ao pastor Márcio José Matos Poncio de Souza.

A decisão converteu a prisão preventiva decretada no fim de junho em prisão domiciliar, acompanhada de um conjunto de medidas cautelares.  A defesa do pastor pleitou a prisão domiciliar com base em laudos médicos que atestam que o pastor enfrenta, desde 2013, uma retocolite ulcerativa grave — doença inflamatória, crônica e sem cura.

Ao acatar o pedido,Alexandre de Moraes fundamentou a decisão na “situação de saúde considerada excepcional”, ressaltando que a concessão ocorre “sem afastar a necessidade de preservação da investigação criminal”.

Entenda prisão domiciliar humanitária concedida ao pastor Márcio Poncio

Operação Unha e Carne

A Polícia Federal deflagrou em 2 de julho a 5ª fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A operação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o CV (Comando Vermelho).

A autorização para operação partiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e foi determinado o sequestro de bens e valores até o montante de cerca de R$ 22 milhões.

Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e três de prisão expedidos pelo STF. Há alvos nas cidades do Rio de Janeiro e São João do Meriti, na Baixada Fluminense.

Segundo apurou a CNN Brasil, entre os alvos está o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, que foi presidente da Alerj e já está preso, o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio e Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

A quinta fase da operação começou depois que os policiais encontraram listas com os contraventores que continham supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade ligada a lavagem de dinheiro. O material chamou atenção por conter repasses diretos a agentes políticos do Rio de Janeiro.

As investigações incluem análise do material apreendido, identificação do fluxo financeiro e identificação de beneficiários, intermediários e operadores do esquema.

Combate ao crime organizado exige mais que operações, dizem especialistas

 

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Adolescente de 16 anos denuncia MC Poze por estupro após festa no Rio

A Delegacia da Criança e do Adolescente investiga a denúncia de uma adolescente de 16 anos que afirma ter sido estuprada pelo cantor MC Poze do Rodo. A jovem registrou a ocorrência nesta quarta-feira (28), mas caso teria acontecido em 26 de setembro, por volta das 22h.

Segundo o boletim de ocorrência, na ocasião, a adolescente teria sido convidada por uma amiga para ir a uma festa na casa do cantor.

A vítima disse que estava sob efeito de drogas, como o “Black Lança”, uma variação clandestina do lança-perfume, além de bebidas alcoólicas. Segundo o relato, no momento da relação sexual, ela não estava plenamente consciente.

De acordo com a advogada criminalista Daiana Andrade, que representa a adolescente, a jovem deixou claro que só aceitaria manter relações sexuais com o uso de preservativo. Ainda segundo a advogada, a condição teria sido desrespeitada pelo cantor, que teria se recusado a usar o método de proteção e dado continuidade ao ato.

Ainda segundo o boletim de ocorrência, cerca de dois dias depois, a adolescente teria sido coagida por Poze a retornar à residência. No local, ele teria tomado o celular da jovem e a forçado a ingerir medicamentos que teria comprado.

A vítima relatou ainda que, caso se recusasse a tomar os medicamentos, teria sido ameaçada pelo cantor, que afirmou que pediria a um dos amigos para fazê-la desaparecer.

Em nota, a Polícia Civil informou que os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos. As investigações seguem em andamento.

A CNN Brasil procurou a defesa do cantor MC Poze do Rodo e aguarda retorno.

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Homem é preso por fingir ser delegado para abastecer carro sem pagar no RJ

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (28), um homem suspeito de se passar por delegado para abastecer o carro sem pagar. A prisão ocorreu no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio.

Segundo as investigações, no dia 4 de setembro deste ano, Silvio Cesar Ferreira de Novaes Alves foi a um posto de combustível na Avenida das Américas. Na hora de efetuar o pagamento, ele desembarcou do veículo com um distintivo no peito e uma arma na cintura. Veja:

O suspeito se identificou como delegado e afirmou que havia esquecido a carteira na delegacia, mas que retornaria para quitar a dívida. Para dar mais credibilidade à versão, ele deixou um aparelho celular antigo como garantia de que voltaria ao estabelecimento.

Outras ocorrências

Após 18 dias sem o retorno do suspeito, o gerente do posto procurou as autoridades. Ao conversar com funcionários de outros estabelecimentos, ele descobriu que aquela teria sido a terceira vez que o homem utilizou a mesma estratégia para abastecer sem pagar.

Uma das outras ocorrências teria acontecido em 24 de agosto, em outro posto de combustível também localizado na Avenida das Américas. Já o terceiro caso teria ocorrido cerca de dois meses antes.

Porte de arma

A Polícia Civil também descobriu que o homem tinha autorização para manter a arma de fogo em casa ou no trabalho, mas o documento foi cassado em julho deste ano.

Diante dos fatos, os agentes realizaram uma ação para cumprir um mandado de busca e apreensão. Os agentes abordaram o suspeito no momento em que ele desembarcava do veículo.

Durante as buscas na residência, os policiais apreenderam três carregadores, 35 munições intactas, um distintivo de segurança privada e um coldre.

Veja vídeo da prisão

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Polícia investiga explosão após reação química na CSN em Volta Redonda (RJ)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a explosão na CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) registrada no início da tarde desta quarta-feira (28) em Volta Redonda, no Sul Fluminense (RJ). Ninguém ficou ferido.

Segundo a polícia, após o encerramento do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros, a perícia será realizada no local.

Os bombeiros foram acionados para a ocorrência após uma reação química que teria provocado um deslocamento de ar no local. A Brigada da CSN atuou no combate aos focos iniciais de incêndio.

Posteriormente, os bombeiros confirmaram que não haviam vítimas em razão da explosão.

Explosão

Imagens obtidas pela CNN Brasil registraram fumaça no local. Assista:

Em nota, a CSN apontou que a explosão aconteceu por volta das 13h30, durante uma operação de descarregamento de ferro-gusa no Poço de Tombamento de Escória (Kisch Pit), na Usina Presidente Vargas.

“O contato do material em alta temperatura com excesso de umidade no solo ocasionou uma forte reação, com liberação de calor e fumaça em proporções visíveis tanto no interior quanto no entorno da usina”, destacou a companhia.

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