❌

Reading view

Projeto algarvio ‘Poesias do Mundo’ participa em Festival de Cinema & Literatura de Tétouan

O projeto algarvio ‘Poesias do Mundo’, sedeado em Loulé, participará pela segunda vez no Festival Internacional de Cinema & Literatura de Tétouan, em Marrocos, que decorrerá de 3 a 8 de novembro de 2026, cujo evento é organizado pela SARAYA – Associação para a Criatividade, de Tétouan, com quem o ‘Poesias do Mundo’ mantêm uma importante parceria, realçando-se que a delegação do projeto contará com a presença do seu criador, Tápê, acompanhado por um grupo diverso de poetas e artistas internacionais.

Entre os representantes estarão Raquel Zarazaga, poeta espanhola e coordenadora da ‘Poesias do Mundo’ para a língua espanhola; Anas Fathouni, poeta e tradutor marroquino, coordenador do projeto em Marrocos; John E. Contreiras, poeta luso-venezuelano; Nero, poeta algarvio; Francisca Cortés Espinosa, poeta espanhola e diretora do “Poetry Slam Jerez de la Frontera”; além dos artistas italianos Salila Rade e Bianco Scaravaggi, o poeta espanhol Miguel Parra-Uribe e o poeta haitiano Olgens Cenejuste.

A participação inclui ainda cerca de uma dezena de poetas e artistas marroquinos de renome, entre os quais Abdel Karim Bentato, Iliass Ben Abdennour, Najat el Malki e Abdu Maimoni, fortalecendo o intercâmbio cultural e artístico entre a Península Ibérica, o Levante e o mundo.

O Festival de Cinema & Literatura de Tétouan é um espaço dinâmico e multicultural que promove o diálogo entre diferentes formas artísticas e linguagens, contribuindo para a valorização e a difusão da poesia e da literatura em contextos internacionais.

  •  

Base de Dados dos Bombeiros Portugueses foi alvo de ciberataque – ANEPC

O Comando Regional do Algarve da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) informa em nota enviada às redações que a base de dados do Recenseamento Nacional dos Bombeiros Portugueses (RNBP) foi alvo de um ciberataque, no âmbito do qual terá sido possível copiar dados pessoais dos bombeiros nela registados.

Na sequência da deteção do incidente, a ANEPC, em articulação com o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e a Rede Nacional de Segurança Interna (RNSI), do Ministério da Administração Interna, procedeu de imediato à suspensão da aplicação RNBP, estando em em curso trabalhos destinados a reforçar os mecanismos de segurança da aplicação e a assegurar a proteção dos dados pessoais nela constantes.

A ANEPC enviou uma comunicação interna às Entidades Detentoras dos Corpos de Bombeiros e aos Corpos de Bombeiros a informar a situação e a alertar para possíveis tentativas de fraude. Na comunicação seguiram um conjunto de procedimentos a adotar.

Neste contexto, a ANEPC apelou a todos os bombeiros para que mantenham uma atenção redobrada perante chamadas, mensagens ou outras comunicações inesperadas que solicitem o acesso a ligações ou páginas eletrónicas, a divulgação de dados pessoais ou o preenchimento de formulários.

A ANEPC esclarece que as comunicações dirigidas aos bombeiros, designadamente para atualização de dados ou transmissão de informações, privilegiam sempre os canais institucionais, através da estrutura de comando dos respetivos corpos de bombeiros.

Assim, recomenda-se que não sejam abertas ligações suspeitas, não sejam fornecidos dados pessoais nem sejam preenchidos inquéritos ou formulários na sequência de contactos não confirmados. Em caso de dúvida, os bombeiros deverão confirmar a autenticidade da comunicação junto da estrutura de comando do respetivo corpo de bombeiros, através dos canais habituais.

Os titulares dos dados que pretendam obter esclarecimentos adicionais sobre o incidente e sobre os seus dados pessoais poderão contactar o Encarregado da Proteção de Dados da ANEPC através do endereço de correio eletrónico: incidentes.dados@prociv.pt.

A ANEPC continuará a desenvolver as diligências necessárias ao reforço da segurança dos seus sistemas e à proteção dos dados pessoais, mantendo como prioridade a segurança da informação e a confiança dos bombeiros nos canais institucionais de comunicação.

  •  

Crónicas de Lisboa –  Eu, Quem Sou?

Eu, pronome pessoal, da primeira pessoa do singular, mas que representa, contudo, tantos “eus” que é, por isso, imensamente plural: O “eu” que é (só) nosso e que não partilhamos com outros, mesmo com os mais íntimos, porque muito da vida que eu ainda quero viver existe, essencialmente, nos meus sonhos e a minha meta é ser feliz e não perfeito; contudo, muito crítico para com o meu “eu” imperfeito.

O “eu” que julgamos ser, de acordo com os nossos valores e referências. Mas sou o que eu vejo, porque somos o que sabemos e o que estamos dispostos a aprender; sei que eu não sou a melhor pessoa do mundo, mas pelo menos não finjo ser quem não sou; O “eu” que aparentamos ser, tentando esconder o nosso “eu” intimista; O “eu” que queremos ser, visando objetivos individualistas; sigo procurando quem eu sou e sei que sou o que quero ser, porque sou ser humano e que o meu “eu” me permite ser; O “eu” que deveríamos ser, para que o nosso contributo pessoal beneficiasse outros “eus”.

O “eu” que os outros querem que sejamos, como que limitando a liberdade do nosso “eu” mais egoísta; o que os outros pensam sobre mim não vai mudar quem eu sou, porque ninguém tem o direito de me julgar a não ser eu mesmo; O “eu” pelo qual nos tomam, a partir de certos preconceitos ou de ideias-feitas e que podem mudar o meu conceito sobre o “eu” dos outros que me julgam.

O “eu” que nós não conhecemos, porque não sabemos ou não queremos olharmos-nos ao espelho, preferindo cultivar um certo narcisismo; afinal, seria tanto o que poderíamos aprender com os outros, se tivéssemos a mente aberta a outros “eus”; O “eu” que os outros conhecem e nós não, porque, egocêntricos, tentamos escondermo-nos numa carapaça que, nem sempre, é visível pelos outros.

Contudo, sou o que eu vejo e sinto e não tento ser o que os outros querem que eu seja; simplesmente sou o que eu sou; mas sou também o meu “eu” da criança que existe dentro de mim, apesar das muitas voltas da vida dum tempo que já passou e se aproxima do fim; dum tempo, já numa certa longevidade, que deixou rosas, mas também espinhos, alguns que laceraram o corpo e a alma.

Sou o “eu” do presente, o “eu” do depois e de tudo o que já fui antes, mas, o que de facto importa é o “eu” que, verdadeiramente, sou, porque eu sou para cada pessoa aquilo que ela acha que eu sou.

Mas este meu “eu”, que para mim é mais importante, é o “eu” que eu procuro, continuamente, ser e isso eu ainda não sei, nem sei se algum dia saberei quem sou. Sei que o que somos hoje e o que seremos amanhã depende das nossas atitudes; se procedo mal, sofro as consequências, mesmo que apenas no meu “eu intimo” e se procedo bem, o meu “eu” se purifica, enriquecendo-se e verte lágrimas de alegria.

Tenho também, um “eu” que nos confunde e, por vezes, nos deixa perdidos neste mundo de tantos “eus”; Este “eu” que também é dos outros, principalmente daqueles com os quais nos relacionamos e interagimos; Este “eu” que incomoda os outros, gerando, por vezes, ciúme, inveja, ódios, raiva e violência; Este “eu” inquieto e lutador, neste mundo tão desigual e tão violento, com um “eu” confuso do inconfundível e do medo do (im)possível; mas sou o “eu” de mim mesmo, o dono das minhas ideias.

Sou este “eu” sofrido, mas corajoso e resistente à dor, buscando no exemplo do sofrimento dos outros a coragem e a resistência, quando as forças parecem já faltar; este “eu” que ama os outros e, sem narcisismo, se ama também a si próprio; um “eu” que se revê na ternura das crianças e na paz dos idosos e da natureza, nas suas diversas formas, mas um “eu” que se revolta pela onda destruidora em que vivemos. Meu Deus!

Por muito tempo fui tudo o que pude e agora procuro ser tudo o que quero, porque “o valor do ser humano não é medido segundo aquilo que se tem, mas sim segundo aquilo que se é”; sei que não quero morrer há muito em contagem decrescente, mas sim viver, porque sou ainda destino incerto, sou estrada que partilho com os outros, no meu sangue continuado em crianças que ajudei e ajudo a crescerem, sou andarilho, mas eu não quero esperar até o final para ser feliz no outro mundo, porque eu quero é ser feliz aqui e agora.

Contudo, queria ter um “eu” que me levasse para bem longe desta incerteza,  destas guerras e desigualdades, dos egoísmo exacerbados, deste mundo tão agressivo e violento. Mas isso, seria no país da utopia, que só existe no nosso imaginário e quando a inquietude nos assalta.

Assim, “EU”, palavra de duas letrinhas apenas, mas de tão profunda complexidade do nosso ser, quer como indivíduo quer como membro da comunidade em que vivemos; por isso, são tantos os “eus” que temos dentro de nós que ficamos sem saber, verdadeiramente, quem somos e sem sabermos lidar com os nossos “Eus”.

[the_ad id="555438"]

O pensamento é o diálogo da alma consigo mesma e, por isso, dei comigo a pensar em “Eu, quem sou e o que fiz e faço neste mundo?”. Aos outros deixarei o meu “eu” para que o julguem na eternidade.

Para ler o artigo anterior do autor, clique aqui.

* Economista (Reformado)

  •  

DJs algarvios Bruno Zarra e Sylva Drums tocam hoje no 30.º Amsterdam Dance Event

O Amsterdam Dance Event (ADE), que se realiza este fim de semana em Amesterdão, nos Países Baixos, celebra o 30.º aniversário nesta edição de 2026 e conta com a presença de dois DJs algarvios, Bruno Zarra e Sylva Drums.

Integrando o Xpressive Showcase, marcado para este sábado, 24 de outubro, os dois DJs algarvios vão ‘tocar’ no 50:HERTZ House & Techno Cafe, entre as 22h00 e as 04h00, num alinhamento que cruzará diferentes estilos da música eletrónica.

Bruno Zarra, natural de Quarteira, DJ e produtor, tem uma identidade centrada no house e no tech house, dois géneros que fazem parte do seu trabalho enquanto artista.

Sylva Drums, nasceu em Seine – Saint-Denis, Paris, França, mas reside há alguns anos no Algarve, está associado às sonoridades afro house, explorando uma abordagem musical marcada por influências rítmicas características deste estilo.

Saliente-se que o ADE está a celebrar 30 anos de existência, sendo considerado um dos principais encontros internacionais da música eletrónica, reunindo artistas, editoras, promotores e profissionais da indústria de todo o mundo.

  •  

Esta madrugada atrase o relógio uma hora e entre no Horário de Inverno

É na madrugada deste domingo, 25 de outubro, que quando forem 02h00 em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, os relógios atrasam 60 minutos, passando para a 01h00, entrando assim no dito Horário de Inverno.

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 01h00 da madrugada de domingo, passando para o relógio para as 00h00, ou seja, para a meia-noite.

Sobre esta mudança de horário, no último domingo de outubro e no último domingo de março, entrando neste último no Horário de Verão, vários estudos têm associado a mudança da hora a efeitos nos padrões de sono, na produtividade e na saúde mental e cardiovascular.

Fim da mudança da hora continua sem acordo

As teorias não são consensuais, mas a prática revela por vezes dificuldades na adaptação aos novos horários. Por outro lado, a dita poupança de energia, também não é consensual, e por isso os países da União Europeia não se entendem sobre o abandono desta prática que já foi abandonada por vários países, incluindo o Brasil.

Recorde-se que em março, fonte da Comissão Europeia disse à agência Lusa que seria apresentado este ano um estudo com vista ao fim da mudança da hora, caso para questionar: Mudança da hora vai mesmo acabar?

A Comissão Europeia considera que é possível e vai apresentar estudo. O debate sobre o acerto sazonal tem acontecido na União Europeia desde pelo menos 2018. Em 2019, o Parlamento Europeu votou a favor do fim da mudança horária até 2021, na sequência de uma consulta pública da Comissão Europeia, em que 84% dos 4,6 milhões de inquiridos manifestaram essa posição.

(https://www.europarl.europa.eu/)

A medida nunca avançou por falta de consenso no Conselho da União Europeia, onde os ministros dos estados-membros não concordaram numa posição comum própria para responder à proposta legislativa. Resta esperar, sabe-se lá até quando, que os ministros se entendam.

  •  

Projeto algarvio «Poesias do Mundo» participa em festival de cinema e literatura em Marrocos

Sediado em Loulé, o projeto participa pela segunda vez no festival de Tétouan, de 3 a 8 de novembro. Tápê integra a delegação de poetas e artistas internacionais.

O conteúdo Projeto algarvio «Poesias do Mundo» participa em festival de cinema e literatura em Marrocos aparece primeiro em Barlavento.

  •  

Professores dos Palop visitam Loulé no âmbito de Encontro Internacional de Matemática

Um grupo de professores de Matemática provenientes dos cinco Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) visitou recentemente a cidade de Loulé, no âmbito do encontro internacional que decorre na Universidade do Algarve.

A visita, apoiada pela Câmara Municipal de Loulé, proporcionou aos participantes a oportunidade de conhecer alguns dos mais emblemáticos espaços patrimoniais, culturais e identitários do concelho, contactando de perto com a história, as tradições e a dinâmica cultural local.

Esta iniciativa constituiu igualmente um momento de convívio, partilha e intercâmbio entre docentes universitários de diferentes países, reforçando os laços de cooperação académica e científica no espaço lusófono.

Ao acolher estes professores, Loulé associou-se a um importante momento de encontro e diálogo entre comunidades académicas, dando a conhecer a riqueza do seu património, a vitalidade da sua oferta cultural e a hospitalidade que caracteriza o concelho. A iniciativa contribuiu, assim, para a valorização de Loulé enquanto território aberto ao conhecimento, à cooperação internacional e à diversidade cultural.

O conteúdo Professores dos Palop visitam Loulé no âmbito de Encontro Internacional de Matemática aparece primeiro em Sempre à Mão.

  •  

Programação Cineteatro Louletano – Outubro Parte 3

Em outubro, o Cineteatro Louletano reinventa-se e aposta de novo em programação de referência, cruzando música, dança, teatro, cinema e espetáculos multidisciplinares.

A 25 de outubro, domingo, às 11h30, há “Jazz para Famílias”, no Auditório do Solar da Música Nova, pelo Trio da Orquestra de Jazz do Algarve. É um concerto comentado,  para uma primeira descoberta do universo do jazz, de forma descontraída e interativa. Entre interpretações ao vivo e curiosidades sobre os instrumentos, os estilos e a improvisação, as famílias são convidadas a trazer os mais novos (maiores de 10 anos).

Também a 25, mas pelas 17h00, o Cineteatro Louletano recebe, uma vez mais, o “Concerto pela Paz”, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação. É às 17h00, e a entrada é gratuita. 

E por fim, a 30 e a 31, a bailarina e coreógrafa Maria Fonseca traz a Loulé ATA, um espetáculo que trabalha o tema da morte, investigando novas formas de presença, cuidado e ritual, abrindo espaço para outras maneiras de habitar a morte como parte da vida. A sessão de dia 30, às 14h30, é reservada a lares e instituições particulares de solidariedade social (IPSS). A de dia 31, sábado, é às 17h00, dedicada ao público em geral.

O conteúdo Programação Cineteatro Louletano – Outubro Parte 3 aparece primeiro em Sempre à Mão.

  •  
❌