O famoso toque da Nokia ouve-se há mais de 120 anos
Abrir a torneira e encontrar uma água aparentemente branca ou leitosa pode levantar dúvidas sobre se existe algum problema com aquilo que vai beber. No entanto, esta alteração visual pode ter uma explicação bastante simples e não significa necessariamente que a água esteja imprópria para consumo.
O aspeto esbranquiçado resulta normalmente da presença de ar dissolvido na água, que origina numerosas microbolhas, segundo esclarece a EPAL. Trata-se de uma situação passageira que, nas condições descritas pela entidade, não altera a qualidade da água.
Quando a pressão existente nas tubagens ou nos reservatórios sofre oscilações, o ar dissolvido pode formar pequenas bolhas. Como são muito numerosas e de reduzida dimensão, fazem com que a água pareça branca logo depois de sair da torneira.
Não se trata, portanto, de uma substância branca misturada na água. O efeito visual é provocado pelo ar e tende a desaparecer pouco depois, à medida que as microbolhas se libertam.
A própria EPAL sugere uma forma simples de observar o fenómeno. Basta encher um copo ou um jarro transparente e deixar a água repousar durante alguns instantes.
À medida que as bolhas desaparecem, a água volta progressivamente a apresentar um aspeto límpido. Esta mudança ajuda a perceber que a tonalidade inicial estava relacionada com o ar presente na água e não com uma alteração permanente da sua cor.
O ar também pode explicar outro comportamento ocasional das torneiras. Depois de uma interrupção no abastecimento ou de um período prolongado sem utilização, como durante umas férias, podem ouvir-se ruídos nas canalizações.
Nessas circunstâncias, a água também pode sair de forma irregular, aos chamados “jorros”. Segundo a mesma entidade, a presença de ar nas tubagens está novamente na origem do fenómeno, sendo aconselhado deixar correr a água durante alguns minutos.
Já um eventual cheiro ou sabor a cloro não está relacionado com as microbolhas. O cloro é utilizado durante o tratamento da água para preservar a sua qualidade microbiológica ao longo do percurso entre as estações de tratamento, a rede de distribuição e as torneiras.
Quando esse cheiro ou sabor se torna percetível, a EPAL recomenda deixar a água repousar durante alguns minutos. A entidade explica que o cloro é utilizado em doses reduzidas, destinadas a manter a proteção microbiológica durante a distribuição.
Nem todas as alterações observadas na água têm origem na rede pública. A idade e o estado de conservação das canalizações existentes dentro dos edifícios, bem como de eventuais equipamentos hidropressores, podem influenciar características como a cor, o cheiro ou o sabor.
A temperatura também pode mudar a perceção do sabor, sendo a água fresca geralmente mais agradável ao paladar. Assim, quando a água sai branca da torneira e recupera rapidamente a transparência depois de repousar, a explicação indicada pela EPAL é a presença temporária de microbolhas de ar, fenómeno que não afeta, de forma individual, a qualidade da água.
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José Carlos Almeida Rosa, ‘repórter’ de texto e fotografia de Faro, recebeu de António Barros a “Anilha de Ouro da Geral” durante a entrega de prémios da União Columbófila Ouriquense, realizada a 24 de outubro, no restaurante “Pátio de Ourique”.
A distinção desportiva tinha sido conquistada pelo pombo de António Barros com a anilha n.º 3442372/23. O columbófilo ofereceu-a ao ‘repórter’ como reconhecimento pelo seu trabalho na promoção e divulgação da modalidade, de acordo com o relato enviado ao POSTAL pelo próprio José Carlos.
Época de 2026 termina com prémios e convívio
O almoço assinalou o encerramento oficial da época desportiva de 2026 e reuniu participantes e representantes de entidades locais para distinguir os columbófilos e os seus pombos que mais se destacaram ao longo da campanha.
Além da entrega de prémios, o encontro proporcionou um momento de convívio entre os praticantes de uma modalidade ligada às tradições e à vida associativa de Ourique.
Entre os presentes estiveram Jorge Canhestro, presidente da Junta de Freguesia de Ourique, e Nádia Lima, presidente da União de Freguesias de Panóias e Conceição.
Direção destaca apoio das autarquias
Pedro Pinto, presidente da direção da União Columbófila Ouriquense, agradeceu a presença dos participantes e o contributo de quem acompanha a atividade da coletividade.
O dirigente salientou o apoio e o patrocínio do Município de Ourique e das juntas de freguesia do concelho, considerando estas parcerias fundamentais para desenvolver a atividade desportiva, promover a columbofilia e dar continuidade a uma tradição que reúne diferentes gerações.
Os órgãos sociais entregaram também lembranças de agradecimento aos parceiros institucionais: Município de Ourique, Junta de Freguesia de Ourique, União de Freguesias de Panóias e Conceição, Junta de Freguesia de Santa Luzia e Junta de Freguesia de Santana da Serra. O gesto assinalou a colaboração destas entidades com a coletividade.







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Enterrar árvores de Natal na areia pode parecer uma ideia invulgar, mas é precisamente esta a solução encontrada numa localidade de Inglaterra para proteger a costa das tempestades e combater a erosão. Em St. Annes, no condado de Lancashire, milhares de pinheiros utilizados durante as festividades natalícias estão a ganhar uma segunda vida nas praias.
A iniciativa faz parte de um projeto ambiental que pretende recuperar as dunas e reforçar a proteção natural das zonas habitacionais próximas do mar. Segundo a Meteored, o método tem sido utilizado há mais de uma década e já apresenta resultados significativos.
Em vez de serem simplesmente descartadas depois do Natal, as árvores naturais são recolhidas e transportadas para zonas específicas da praia, onde são parcialmente enterradas na areia.
O objetivo é aproveitar os ramos dos pinheiros para travar o movimento dos grãos de areia transportados pelo vento, permitindo que estes se acumulem e contribuam para a formação de novas dunas.
O processo começa com a abertura de pequenas valas na areia, onde são colocadas as árvores de Natal. Os troncos ficam parcialmente enterrados, enquanto os ramos permanecem expostos.
Quando o vento sopra, os grãos de areia encontram os ramos e ficam retidos à sua volta. Com o passar do tempo, esta acumulação permite formar pequenos montes que podem evoluir para novas dunas.
De acordo com a Meteored, as árvores são colocadas em locais cuidadosamente selecionados, uma vez que as marés poderiam arrastá-las caso fossem instaladas demasiado perto da água.
O projeto também recorre a barreiras de madeira e à plantação de vegetação adaptada às dunas, como a erva-das-dunas, cujas raízes ajudam a fixar a areia e a estabilizar o terreno.
A iniciativa integra o projeto Fylde Sand Dunes, desenvolvido com a participação do Lancashire Wildlife Trust, do Fylde Council e do Blackpool Council, contando ainda com financiamento da Environment Agency.
O programa pretende recuperar um sistema dunar que perdeu aproximadamente 80% da sua extensão ao longo dos últimos 150 anos, devido a fatores como a urbanização e a erosão costeira.
Numa das campanhas realizadas em St. Annes, mais de 250 voluntários conseguiram instalar mais de 2.000 árvores de Natal em apenas três dias.
Já em 2026, cerca de 650 voluntários participaram na colocação de aproximadamente 2.000 árvores ao longo de três quilómetros de costa, demonstrando a dimensão que esta iniciativa alcançou.
Os resultados apresentados pelo projeto mostram que determinadas zonas costeiras recuperaram entre 60 e 90 metros de extensão desde 2013.
Em alguns pontos de North Beach, o crescimento das dunas chegou aos 80 metros, embora os responsáveis esclareçam que estes valores dizem respeito a áreas específicas e não a toda a praia.
Esta recuperação tem consequências importantes para a segurança das populações. Segundo os dados divulgados, as dunas ajudam atualmente a proteger 493 propriedades contra a erosão costeira e outras oito contra inundações.
Além disso, cerca de 400 habitações poderão beneficiar de proteção adicional através das futuras intervenções previstas.
Para além de funcionar como barreira contra o avanço do mar, a recuperação das dunas contribui para a preservação dos ecossistemas costeiros.
A região alberga mais de 300 espécies de plantas, bem como diversas espécies de aves e invertebrados importantes para a biodiversidade local.
O projeto inclui também a remoção de espécies invasoras e a recuperação da vegetação natural, permitindo melhorar as condições dos habitats existentes.
Assim, aquilo que começa por ser uma simples árvore de Natal descartada transforma-se numa ferramenta de proteção ambiental, demonstrando como a reutilização de materiais naturais pode contribuir para enfrentar os desafios da erosão costeira.
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Portugal não é propriamente conhecido como produtor de café, mas há um recanto do arquipélago dos Açores onde os cafezeiros encontraram condições para crescer. Trata-se da Fajã dos Vimes, na ilha de São Jorge, onde o grão é cultivado, colhido e transformado localmente, num caso pouco habitual no contexto europeu.
Segundo o portal do Turismo dos Açores, a explicação encontra-se no microclima existente em algumas fajãs de São Jorge. Estas condições permitiram desenvolver culturas agrícolas pouco comuns nesta latitude, entre as quais os cafezeiros da Fajã dos Vimes, cujo café é descrito pela entidade como tendo sabor e aroma intensos.
As fajãs são pequenas superfícies relativamente planas existentes junto ao mar, formadas por escoadas de lava ou pela acumulação de materiais provenientes de desabamentos. Em São Jorge existem mais de 40 e representam uma das características mais marcantes da paisagem da ilha.
No caso das fajãs formadas junto a grandes arribas, a própria configuração do terreno pode criar condições diferentes das que se encontram nas zonas altas. Um guia oficial do Visit Azores explica que estes locais ficam protegidos pelas falésias e apresentam frequentemente um clima mais ameno, favorável até ao cultivo de espécies de caráter mais tropical.
É precisamente isso que acontece na Fajã dos Vimes. As condições microclimáticas permitem manter plantações de café destinadas ao consumo local, uma particularidade que se tornou uma das imagens de marca deste ponto da costa sul de São Jorge.
Os grãos utilizados são colhidos na própria fajã. O portal do Turismo dos Açores considera mesmo estas plantações uma das “raridades agrícolas” proporcionadas pelo microclima e classifica a existência de cafezeiros neste território como um caso raro na Europa.
O clima não é a única característica favorável. A Fajã dos Vimes situa-se na costa sul de São Jorge, na freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, e apresenta terrenos descritos pelas entidades regionais como férteis e adequados a diferentes culturas agrícolas.
O portal ambiental SIARAM, dos Açores, refere especificamente a combinação de clima ameno e solo fértil, indicando o café entre as culturas existentes no local. Três linhas de água chegam ainda a esta fajã, onde existe também uma nascente de água mineral gaseificada.
O cenário é muito diferente das grandes regiões produtoras de café associadas ao Brasil ou à Colômbia. São Jorge mede cerca de 54 quilómetros de comprimento e apenas 6,9 quilómetros na sua largura máxima, sendo atravessada por uma cordilheira central que contrasta com uma costa alta e recortada.
As fajãs aparecem junto à base dessas arribas e algumas têm acessos exclusivamente pedestres. Entre as mais conhecidas encontram-se a Caldeira de Santo Cristo, associada às amêijoas, a Fajã dos Cubres, com a sua lagoa, e a Fajã do Ouvidor, procurada pelas piscinas naturais.
O café não é, contudo, a única particularidade deste pequeno território. Na Fajã dos Vimes mantém-se também a produção de colchas em antigos teares de madeira, tradição que continua associada ao artesanato de São Jorge.
É assim entre as arribas da costa sul açoriana, longe das regiões tropicais normalmente relacionadas com esta cultura, que os cafezeiros encontraram um pequeno espaço para prosperar. O abrigo proporcionado pelo relevo, um microclima mais ameno e os solos férteis ajudam a explicar por que razão na Fajã dos Vimes é possível colher e beber café produzido em território português.
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