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Segundo turno na Bahia tem 120 mil passagens gratuitas emitidas

VLT de Salvador transporta mais de 7 mil passageiros nas eleições

Moraes determina entrega de passaportes de Flávio Bolsonaro e proíbe senador de deixar o país
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (26) que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes comum e diplomático e que está impedido de deixar o Brasil. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais, um dia depois de ele perder o segundo turno da eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo Flávio, a intimação ocorreu pela manhã, quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. O senador atribuiu a medida a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e disse que recebeu prazo de 24 horas para entregar os documentos.
O parlamentar relacionou a determinação a declarações feitas por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, que teria sugerido que ele deixasse o país em caso de derrota eleitoral. Flávio negou ter manifestado intenção de sair do Brasil e questionou a atuação das autoridades.
“Eu nunca falei isso, isso é motivo para tirar meu passaporte?”, afirmou no vídeo. O senador também perguntou se a medida teria sido adotada caso tivesse vencido a disputa presidencial.
Apesar das críticas, Flávio declarou que entregará os documentos e que pretende se defender da decisão. Até a divulgação das primeiras informações, a Polícia Federal e o Supremo não haviam se manifestado publicamente sobre o caso, segundo relatos da imprensa.
Senador contesta resultado eleitoral
Além de questionar a medida envolvendo os passaportes, Flávio anunciou que pretende pedir a cassação da chapa de Lula. Ele acusa o presidente reeleito de abuso de poder político e econômico e voltou a criticar a decisão que permitiu a extensão do horário de votação em parte das seções eleitorais no domingo (25).
A ampliação do horário foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin após relatos de dificuldades de deslocamento de eleitores, especialmente em Salvador e São Paulo, devido à oferta insuficiente de transporte público. A campanha de Flávio também havia solicitado a prorrogação da votação em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, alegando condições climáticas adversas.
Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), citados pela imprensa, indicam que 34.330 votos foram registrados depois das 17h, o equivalente a aproximadamente 0,03% do total contabilizado.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a extensão do horário não prejudicou a totalização dos votos. O tribunal confirmou a vitória de Lula, que recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos. Flávio terminou a disputa com 59.826.041 votos, ou 48,21%.
Investigações no Supremo
Flávio também é alvo de investigações no STF. Entre os casos mencionados em reportagens estão apurações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro, e suspeitas envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador.
O material relacionado ao longa-metragem envolve recursos atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Já o caso que envolve Tomaz inclui suspeitas de irregularidades financeiras e investigações sobre fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As apurações tratam de suspeitas que ainda precisam ser examinadas pelas autoridades competentes. A existência de investigação não representa, por si só, comprovação de crime.
Enquanto contesta as decisões judiciais e anuncia medidas contra o resultado eleitoral, Flávio afirma que cumprirá a determinação de entregar os passaportes. O desdobramento do caso depende de informações oficiais sobre a decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes.
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Montenegro reaparece ao fim de 10 dias de silêncio: onde andou o primeiro-ministro e o que fez o Presidente?
Primeiro-ministro e Presidente voltam a ter agenda pública esta terça-feira: Montenegro no debate do Orçamento do Estado, Seguro em visitas a instituições europeias em Lisboa. O silêncio do Presidente sobre manifestações tem causado incómodo entre socialistas e outros apoiantes
Podcast “Isto é Juventude” dá voz aos jovens algarvios e ultrapassa 43 mil visualizações
Através de entrevistas dedicadas aos percursos, projetos e ambições dos jovens algarvios, o programa “Isto é Juventude”, apresentado por Alexandre Graça, tem vindo a destacar temas como o associativismo, o desporto e a participação na sociedade. Estreado a 15 de setembro de 2026, o podcast, que conta também com transmissão televisiva, já ultrapassou as 43 mil visualizações no Instagram.
A iniciativa pretende dar a conhecer uma geração de algarvios que estuda, trabalha, empreende e participa ativamente na vida da região, proporcionando um espaço de partilha de experiências e reflexão sobre os desafios que enfrenta.

Com presença em diferentes plataformas digitais, o projeto procura chegar a públicos diversificados e mostrar o contributo da juventude para o desenvolvimento social e cultural do Algarve.
Podcast reúne jovens ligados ao associativismo, desporto e participação cívica
Desde a estreia, o “Isto é Juventude” tem recebido convidados com percursos distintos, permitindo abordar diferentes áreas de atividade e formas de participação na comunidade.
Entre os participantes encontram-se Tomás Silva, presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve, Guilherme Mestre, ciclista da equipa Team Tavira, e Margarida Tavares, ligada à MOJU – Movimento Juvenil de Olhão.
Através destas conversas, o programa tem abordado questões relacionadas com o associativismo académico, a prática desportiva e o envolvimento dos jovens em iniciativas que contribuem para a dinamização da região.
Para Alexandre Graça, o objetivo passa por criar um espaço onde diferentes experiências possam ser partilhadas e reconhecidas.
“Há jovens com histórias que merecem ser ouvidas. Há talento, iniciativa e capacidade em todas as áreas, e acredito que é importante criar espaços para dar a conhecer essas pessoas e aquilo que estão a construir”, afirma o apresentador.
Programa ultrapassa 43 mil visualizações no Instagram
A presença digital do “Isto é Juventude” tem contribuído para a divulgação das entrevistas e dos projetos apresentados ao longo dos primeiros episódios.
Desde o lançamento, os conteúdos publicados no Instagram ultrapassaram as 43.384 visualizações, enquanto no Facebook registaram até 10.185 visualizações.

No TikTok, o vídeo mais visto do programa alcançou 18.500 visualizações, demonstrando a circulação dos conteúdos em diferentes redes sociais.
Estes resultados, divulgados pelo projeto, refletem o alcance inicial do podcast e a aposta na utilização das plataformas digitais para dar a conhecer histórias de jovens algarvios.
A combinação entre transmissão televisiva e presença online permite que as entrevistas cheguem a diferentes públicos, alargando a divulgação dos temas abordados no programa.
Iniciativa pretende continuar a divulgar talento e projetos do Algarve
O “Isto é Juventude” pretende dar continuidade às entrevistas com jovens de diferentes áreas, valorizando experiências pessoais, percursos académicos, iniciativas empreendedoras e formas de participação na sociedade.
Através deste formato, Alexandre Graça procura mostrar diferentes perspetivas sobre o presente e o futuro do Algarve, dando espaço às ideias, aos projetos e às ambições de uma nova geração.
O programa pretende ainda contribuir para uma representação mais diversificada da juventude algarvia, destacando o papel dos jovens na construção e transformação da região.
Os episódios podem ser acompanhados nas plataformas digitais do “Isto é Juventude”, nomeadamente no YouTube e na página de Instagram.
O programa é produzido pela Conectv Algarve e transmitido quinzenalmente, às terças-feiras, às 18:00, ficando os episódios disponíveis no YouTube e nas redes sociais da Conectv Algarve.
Leia também: Ciclista de Tavira conclui volta ao mundo em bicicleta e tem receção emocionante no regresso a casa

Fernando Alexandre, João Costa, Brandão Rodrigues e Nuno Crato chamados à CPI sobre exames nacionais pelos partidos à esquerda do PS
Além do atual ministro da Educação, o PCP quer ouvir o antigo ministro do PS e o BE puxa a fita do tempo ainda mais atrás. A IL e o Livre querem chamar ao Parlamento os responsáveis pela Deloitte e pela Blat. As audições da Comissão Parlamentar de Inquérito só deverão ocorrer após a discussão do Orçamento do Estado

Conselho de Ilha do Faial sem parecer qualitativo sobre Plano e Orçamento

Arquiteto Siza Vieira tem 93 anos e marcou presença na apresentação da sua biografia 8 dias depois de ter colocado um pacemaker
O arquiteto português Álvaro Siza Vieira, de 93 anos, participou na apresentação da sua biografia poucos dias depois de ter sido submetido a uma intervenção cardíaca para colocação de um pacemaker. Apesar de não ter conseguido deslocar-se a Lisboa, acompanhou a cerimónia através de uma ligação por vídeo a partir da sua residência, no Porto.
A apresentação do livro Álvaro Siza Vieira – Arquiteto de Sonhos, da autoria da jornalista Fátima Campos Ferreira, realizou-se a 19 de outubro, em Lisboa. De acordo com o portal de notícias cor-de-rosa Flash!, o arquiteto tinha sido operado oito dias antes e encontrava-se em recuperação, situação que levou a autora a explicar aos convidados os motivos da sua ausência física.
Fátima Campos Ferreira revelou outros problemas de saúde
A jornalista explicou que a intervenção cardíaca não era o único motivo que impedia Siza Vieira de viajar até Lisboa. O arquiteto tinha também contraído uma constipação e enfrentava dificuldades de mobilidade relacionadas com dores na coluna, o que tornava as deslocações particularmente exigentes nesta fase de recuperação.
Segundo a mesma fonte, Fátima Campos Ferreira esclareceu que Siza Vieira conseguia andar, embora com bastante dificuldade, e pediu compreensão para o tempo necessário à recuperação. A autora acrescentou que tinha previsto encontrar-se com o arquiteto no Porto no dia seguinte à apresentação, mantendo assim o contacto com o protagonista da obra biográfica.
Apresentação contou com dois Presidentes da República
Apesar da ausência física de Siza Vieira, a cerimónia reuniu várias personalidades da política e da cultura portuguesas. Entre os presentes estiveram o Presidente da República, António José Seguro, e o seu antecessor, Marcelo Rebelo de Sousa, que acompanharam a apresentação realizada no Campus XXI, em Lisboa, antiga sede da Caixa Geral de Depósitos.
O evento contou também com a participação de Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos, e de Ana Pinho, presidente da Fundação de Serralves. Na plateia encontravam-se ainda o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, Leonor Beleza, Luís Marques Mendes, Helena Roseta e outras figuras ligadas à vida pública e cultural portuguesa.
Livro nasceu de três entrevistas com o arquiteto
A obra apresentada resulta de três entrevistas realizadas por Fátima Campos Ferreira a Álvaro Siza Vieira, nas quais foram abordados o percurso pessoal, a arquitetura e as referências culturais que influenciaram o seu trabalho. O livro procura dar a conhecer não apenas os projetos pelos quais o arquiteto se tornou conhecido, mas também a forma como observa o mundo e desenvolve as suas ideias.
Conforme escreve a Flash!, a jornalista descreveu Siza Vieira como um homem de pensamento inquieto e destacou o fascínio que continua a despertar entre profissionais da arquitetura. Numa entrevista anterior ao canal NOW, recordou ainda a ligação do arquiteto ao filme Aniki Bobó, realizado por Manoel de Oliveira em 1942, cuja representação da cidade do Porto constitui uma das suas referências.
Siza Vieira recebeu o Prémio Pritzker em 1992
Nascido em Matosinhos, em 1933, Álvaro Siza Vieira é uma das principais referências da arquitetura portuguesa contemporânea. Em 1992, recebeu o Prémio Pritzker, considerado uma das mais importantes distinções internacionais da área, pelo reconhecimento do seu percurso e contributo para a arquitetura.
A sua obra inclui projetos como o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, a Casa de Chá da Boa Nova, em Leça da Palmeira, e o Pavilhão de Portugal, construído para a Expo 98. Aos 93 anos, o arquiteto continua a ser homenageado pelo seu trabalho, tendo a apresentação da biografia reunido figuras de diferentes gerações numa cerimónia que conseguiu acompanhar à distância, apesar das limitações físicas descritas pela autora.
Leia também: Fernando Pessanha contesta ideia de uma Arenilha desabitada antes da vila pombalina

Mais de 30 mil eleitores votaram durante prorrogação das Eleições 2026

Livro de Susel Pereira Gaspar dá a conhecer a história do canoísta João Ribeiro

A Biblioteca Municipal de Castro Marim acolheu, a 23 de outubro, a apresentação do livro “Kapa Quê, João?”, da autoria de Susel Pereira Gaspar, natural do concelho. Inspirada na história real do canoísta João Ribeiro, a obra aborda a perseverança, a resiliência e a superação de obstáculos, numa iniciativa que antecede o lançamento de atividades de canoagem no Agrupamento de Escolas de Castro Marim e nas Férias Ativas, promovidas pelo município.
Ilustrado por Paulo Salvador Lopes, o livro conta a história de João Ribeiro, que começou a praticar canoagem por brincadeira e acabou por descobrir no remo a sua paixão. O rio tornou-se o seu lugar de eleição e o percurso desportivo levou-o a integrar, atualmente, a equipa de canoagem do Benfica.
A obra pretende transmitir uma mensagem de esperança e motivação, destacando a importância de acreditar nos sonhos e persistir perante as dificuldades.
A ligação de Susel Pereira Gaspar à modalidade nasceu da experiência do filho na canoagem e da inspiração encontrada no percurso de João Ribeiro. Natural de Castro Marim, a autora é escritora e exerce funções como professora bibliotecária e de Educação Especial. Embora tenha nascido e crescido no Algarve, reside há mais de 20 anos em Mértola.
A apresentação do livro está associada à aposta do Município de Castro Marim na promoção da canoagem junto dos mais jovens, estando previsto o desenvolvimento de atividades no agrupamento de escolas e no programa Férias Ativas.
Das algas aos neurónios: uma descoberta que valeu o Nobel da Medicina em 2026 | Por Isabel Duarte
Há uma alga verde microscópica que nada em direção à luz. Chama-se Chlamydomonas reinhardtii e, durante milhões de anos, fez aquilo que muitas formas de vida fazem: Desenvolveu mecanismos para encontrar condições favoráveis à sua sobrevivência. Nada de particularmente extraordinário. Até que alguns cientistas decidiram perceber como o fazia.
Em outubro de 2026, três investigadores receberam o Prémio Nobel em Fisiologia ou Medicina por terem transformado um desses mecanismos numa ferramenta capaz de controlar a atividade dos neurónios. Peter Hegemann, Georg Nagel e Karl Deisseroth foram distinguidos pelo desenvolvimento da optogenética, uma tecnologia que permite ligar e desligar células nervosas utilizando luz.
Para perceber a importância desta descoberta, convém recordar um problema antigo das neurociências. O cérebro humano contém cerca de 86 mil milhões de neurónios que comunicam através de sinais elétricos. Quando sentimos medo, reconhecemos um rosto ou decidimos levantar um braço, diferentes conjuntos desses neurónios entram em atividade. Mas observar quais estão ativos não nos diz necessariamente quais são responsáveis pelo que fazemos.

É a velha diferença entre correlação e causalidade. Se determinados neurónios estão ativos quando sentimos medo, será que produzem esse medo? Ou estarão apenas a responder a alguma coisa que aconteceu? Durante décadas, os investigadores conseguiram observar cada vez melhor o cérebro, mas tinham grandes dificuldades em responder a esta pergunta.
A solução veio de uma alga.
No início dos anos 2000, Hegemann e Nagel estudaram uma proteína chamada canalrodopsina, que funciona como uma pequena porta na membrana das células. Quando recebe luz azul, a porta abre-se e deixa passar partículas eletricamente carregadas. Na alga, este mecanismo contribui para a sua resposta à luz.
Deisseroth e os seus colaboradores tiveram depois uma ideia radicalmente transformadora: E se colocássemos essa proteína nos neurónios?
Utilizando técnicas de engenharia genética, introduziram o gene responsável pela produção da canalrodopsina em células nervosas. E funcionou! Quando iluminados, os neurónios modificados produziam impulsos elétricos, como se tivessem recebido uma ordem do próprio cérebro.
Nascia assim uma espécie de interruptor biológico. Com a vantagem de poder atuar apenas sobre determinados tipos de neurónios, no momento escolhido pelos investigadores, com uma precisão de milissegundos.
Repare-se no que mudou: Antes, podíamos observar que uma região do cérebro estava ativa durante determinado comportamento. Agora, podemos ativar experimentalmente certos neurónios e verificar se esse comportamento acontece. Podemos também inibi-los e observar o que deixa de acontecer. Passámos de observar o funcionamento do cérebro para poder intervir nele e testar diretamente as nossas hipóteses.
A optogenética já revolucionou o estudo da memória, das emoções, do movimento e de doenças como Parkinson, Alzheimer ou depressão, sobretudo através da investigação em animais. A sua aplicação em humanos começa agora a dar os primeiros passos, com ensaios clínicos promissores no tratamento da retinite pigmentosa, uma doença que provoca perda progressiva da visão. Ainda não é uma cura, mas representa uma possibilidade que, há poucos anos, pareceria ficção científica.
A tecnologia é surpreendente, mas um outro aspeto igualmente relevante deste Nobel é, na minha opinião, a história da sua origem. Nenhum daqueles investigadores começou por procurar uma forma de estudar o cérebro, nem uma cura para doenças neurológicas através de algas. Procuravam compreender um curioso fenómeno biológico. Foram guiados pela sua curiosidade científica. E foi precisamente esse curiosidade que abriu a porta a um conhecimento, aparentemente distante das necessidades médicas, que despoletou uma possibilidade inteiramente nova.
Numa Era em que pedimos à ciência que resolva problemas concretos, que produza medicamentos, tratamentos e resultados mensuráveis (ciência aplicada); aqui está mais um dos múltiplos exemplos que demonstram que nós, frequentemente, não conseguimos antecipar quais as descobertas que permitirão resolver os problemas de amanhã.
Uma alga que nada em direção à luz não parecia ter muito para ensinar à medicina. Afinal, ensinou-nos a acender neurónios para melhor os compreender.
E talvez seja esta a lição mais importante deste Nobel: Para descobrir aquilo que ainda não sabemos fazer, precisamos de continuar a investigar aquilo que ainda não sabemos para que serve.
Citações:
Miryam Naddaf and Ewen Callaway. Medicine Nobel awarded for brain ‘switch’ that controls neurons with light. Nature (News) (2026). https://doi.org/10.1038/d41586-026-03091-2
Leia também: A inteligência artificial pode tornar-se perigosa? O que diz a ciência e o que estamos a fazer | Por Isabel Duarte

TRE mantém multa e investigação da PF na redução de frota em Salvador

Conselho de Ilha das Flores dá parecer negativo a Plano e Orçamento dos Açores

Si usa lociones contra la calvicie puede estar poniendo en riesgo mortal a su mascota

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Unidades de saúde gastaram mais de 1.828 ME com medicamentos até agosto

Usa lentes de contacto no banho? Oftalmologistas alertam para infeção grave que pode provocar perda de visão
É um hábito comum entre muitas pessoas, mas tomar banho com lentes de contacto pode representar um perigo para a saúde dos olhos. Apesar de a água da torneira ser própria para consumo, os oftalmologistas alertam que o contacto com as lentes pode favorecer o desenvolvimento de infeções graves, algumas das quais capazes de provocar danos permanentes na visão.
Segundo o jornal espanhol AS, que divulgou os alertas dos especialistas, o principal risco está associado a um microrganismo chamado Acanthamoeba, que pode estar presente em diferentes fontes de água, incluindo a água corrente utilizada diariamente em casa.
Esta infeção pode provocar danos graves na visão
A Acanthamoeba é um organismo microscópico que pode entrar em contacto com os olhos durante o banho. Quando uma pessoa utiliza lentes de contacto, existe o risco de o microrganismo ficar retido entre a lente e a córnea, criando condições favoráveis ao desenvolvimento de uma infeção.
Esta doença, conhecida como queratite por Acanthamoeba, é relativamente rara, mas pode ser particularmente difícil de tratar. Nos casos mais graves, pode provocar lesões permanentes na córnea e comprometer significativamente a capacidade de visão.
O facto de a água ser potável não elimina o perigo. Embora seja tratada para consumo humano, isso não significa que esteja completamente livre de microrganismos capazes de provocar infeções oculares.
Por esse motivo, os especialistas defendem que as lentes de contacto nunca devem entrar em contacto direto com a água, independentemente da sua origem.
Não é apenas no banho que deve ter cuidado
O risco não se limita ao duche. Nadar numa piscina, entrar no mar ou mergulhar num rio com lentes de contacto também pode aumentar a probabilidade de desenvolver problemas oculares.
Além das infeções, a água pode alterar a forma das lentes de contacto moles, fazendo com que adiram à superfície do olho e provoquem irritação ou desconforto.
Durante os meses mais quentes, fatores como o cloro das piscinas, o sal do mar, a areia e o ar condicionado podem contribuir para o aparecimento de problemas como secura ocular, conjuntivites irritativas e queratites infecciosas.
Joan Pérez, responsável pela área de contactologia da VERTE Oftalmología e especialista em Ótica e Optometria, alerta para a importância de reconhecer os primeiros sinais de que algo não está bem.
Vermelhidão, desconforto persistente, dor ou visão turva são sintomas que não devem ser ignorados. Nestes casos, é aconselhável retirar as lentes e procurar avaliação especializada, sobretudo quando os sintomas persistem ou se agravam.
Especialistas explicam como evitar problemas com as lentes de contacto
A principal recomendação dos especialistas é simples: retirar sempre as lentes de contacto antes de tomar banho, nadar ou realizar qualquer atividade que implique contacto direto dos olhos com a água.
A limpeza das lentes também exige cuidados específicos. Nunca devem ser lavadas com água da torneira, sendo necessário utilizar exclusivamente soluções próprias para a sua desinfeção e conservação.
Outro aspeto importante é respeitar os prazos de substituição indicados pelo fabricante. Utilizar lentes para além do período recomendado pode aumentar o risco de complicações.
Os especialistas aconselham ainda a substituir regularmente o estojo das lentes, renovar completamente a solução de conservação e evitar dormir com as lentes colocadas, salvo indicação expressa de um profissional de saúde.
A mensagem dos oftalmologistas é clara: mesmo um hábito aparentemente inofensivo, como tomar banho com lentes de contacto, pode ter consequências graves. Retirá-las antes de entrar em contacto com a água continua a ser uma das formas mais eficazes de proteger a saúde ocular.

“Il primo sintomo? Lo scambiavo per stanchezza da mamma. Mi sfiniva anche andare a prendere un caffè”: Vanessa Trump racconta il suo il tumore al seno
Una stanchezza fuori dal comune è stato il primo campanello d’allarme. Vanessa Trump, come riportato dal Daily Mail, ha raccontato in una nuova intervista di aver capito di avere un tumore al seno “molto aggressivo” a partire da un affaticamento estremo, un sintomo che per una madre è facile liquidare come normale. Nei sei mesi prima della diagnosi, ha spiegato, anche una semplice sosta al bar la lasciava esausta.
L’ex moglie di Donald Trump Jr. ha parlato in un video diffuso sabato 24 ottobre, registrato con la figlia Kai e con la dottoressa Nicole Saphier in occasione del mese dedicato alla prevenzione del tumore al seno. Oggi, ha detto, è fuori pericolo: i risultati dell’ultima risonanza magnetica sono risultati puliti.
Trump ha anche fornito dettagli rari sul percorso di cura per il carcinoma duttale invasivo: è stata sottoposta a una lumpectomia, l’intervento che asporta il tumore insieme a un sottile margine di tessuto sano, seguita da un ciclo di radioterapia in tre sedute. Il tumore, ha precisato, non è di origine genetica ma legato a fattori ambientali. Per i prossimi cinque-dieci anni dovrà controllarsi con esami diagnostici tre o quattro volte l’anno.
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Anthropic, Claude vuole sbancare Wall Street: IPO da 100 miliardi nel mirino
Ricavi a 16,8 miliardi nel trimestre e valutazione da 1.500 miliardi: i conti sotto esame
Anthropic ha fatto ufficialmente richiesta di quotazione in borsa negli Stati Uniti, dove punta a raccogliere 100 miliardi di dollari. Una cifra astronomica, dato che Space X, a giugno, ne ha raccolti “solo” 75, più del doppio di quelli raccolti dall’ipotesi record di Saudi Aramco nel 2019. Il creatore dell’agente Ai Claude, concorrente di ChatGpt, punta dunque a un debutto storico destinato a mettere alla prova l’interesse degli investitori per il settore dell’intelligenza artificiale. Il calendario prevede l’inizio del road show per la presentazione agli investitori il 16 novembre e il debutto in Borsa del titolo il 24.
Anthropic, a giugno, aveva rivelato di aver presentato in via riservata la domanda per il collocamento negli Stati Uniti e, a fine maggio, aveva raccolto 65 miliardi di dollari con un round di finanziamento che aveva valutato la società circa mille miliardi di dollari.
Alcuni investitori potenziali valutano Anthropic a circa 1.500 miliardi di dollari, in calo rispetto ai circa 2mila miliardi ipotizzati precedentemente, dopo che la società aveva divulgato alcuni dettagli finanziari: fatturato in crescita del 45% nel terzo trimestre a 16 miliardi di dollari, in occasione di un evento dedicato agli investitori.
L’Ipo è comunque stata posticipata rispetto ai piani iniziali. Reuters aveva infatti riferito che l’inizio del road show era previsto per metà ottobre.
Anche OpenAI, che gestisce il chatbot ChatGpt, ha rivelato a giugno di aver presentato, in via riservata, una richiesta di collocamento negli Stati Uniti, ma non si quoterà prima nel 2026. L’ad e fondatore Sam Altman si è detto preoccupato circa la sicurezza dell’intelligenza artificiale, che rende “inaccettabile” l’ipotesi che l’Ai possa causare l’estinzione dell’umanità entro la fine del decennio, anche se il rischio è solo del 10%.
La società sta anche cercando di effettuare una raccolta fondi presso investitori istituzionali prima del previsto debutto in Borsa della rivale Anthropic, che potrebbe valutare, secondo Reuters, il produttore di ChatGpt oltre 1.400 miliardi di dollari.
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