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JC Educação: MEC Enem reúne mais de 1,1 milhão de estudantes

O JC Educação, um espaço dedicado a acompanhar e divulgar iniciativas que transformam o ensino, além de novidades e tendências no universo educacional.

Aqui, leitores, educadores e estudantes poderão se atualizar sobre inovações pedagógicas, boas práticas, debates e os principais desafios da Educação no Brasil e no mundo.

MEC Enem reúne mais de 1,1 milhão de estudantes e registra 31,5 milhões de questões respondidas

Mais de 1,1 milhão de estudantes estão cadastrados no MEC Enem, plataforma gratuita do Ministério da Educação (MEC) para preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Dados acumulados até outubro de 2026 apontam 1.112.187 usuários, 31,5 milhões de questões respondidas, 1,6 milhão de redações enviadas para correção e 1,3 milhão de simulados realizados.

A ferramenta oferece questões de provas oficiais, trilhas de aprendizagem, materiais de apoio e aulas de reforço personalizadas de acordo com o desempenho dos participantes.

Entre os 717.742 estudantes que informaram a unidade da Federação no cadastro, o Nordeste concentra a maior parcela de usuários, com 257.400 (35,9%), seguido pelo Sudeste, com 255.080 (35,5%). São Paulo lidera o número de inscritos, com 116.889 estudantes, seguido por Minas Gerais (68.369), Bahia (66.840), Rio de Janeiro (55.783) e Pará (42.903).

Pernambuco aparece na sexta posição, com 40.109 usuários. Ao todo, a plataforma já contabilizou 8,4 milhões de atividades de estudo e gerou 1,5 milhão de aulas de reforço individualizadas.

Os dados também apontam associação entre o uso dos recursos da plataforma e a evolução no desempenho. Entre 56.876 estudantes que tiveram pelo menos duas redações corrigidas, a nota média aumentou de 586 para 630,5 pontos entre a primeira e a última produção, um ganho de 44,4 pontos. Entre aqueles que concluíram 20 ou mais aulas de reforço, o avanço médio foi de 67,9 pontos.

Nos simulados, estudantes que resolveram de 50 a 199 exercícios adicionais alcançaram média de 394,2 pontos, ante 328,9 entre os que não fizeram exercícios fora das provas simuladas. Os resultados indicam uma associação entre a prática e o desempenho, mas não comprovam, isoladamente, uma relação de causa e efeito.

Equipes de Pernambuco avançam para a competição nacional de robótica

Estudantes pernambucanos se destacaram no Festival Regional SESI de Robótica e garantiram vagas na etapa nacional das competições FIRST LEGO League (FLL) e FIRST Tech Challenge (FTC), realizadas nos dias 23 e 24 de outubro, no Piso L3, do Shopping RioMar.

As equipes classificadas vão disputar a próxima fase, prevista para março de 2027, em Salvador, na Bahia. Além dos pernambucanos, duas equipes de Sergipe também garantiram classificação para a competição nacional.

Na FIRST Tech Challenge (FTC), avançaram as equipes Unity Sunset, do SESI Escada; Rev Atom, do SESI Ibura; e V-Legacy, do Colégio Vita, escola particular de Sergipe. Já na FIRST LEGO League (FLL), seguem na disputa as equipes Kyrios Lego, do SESI Araripina; Unity Sunrise, do SESI Escada; Cyber Lego, do SESI Petrolina; Shield, de Sergipe; e Star Space, equipe de garagem de Paulista.

O Festival Regional SESI de Robótica reuniu estudantes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, com competidores a partir dos 9 anos de idade, em desafios que estimulam a criatividade, o pensamento crítico, a programação, a resolução de problemas e o trabalho em equipe.

De acordo com a diretora de Educação do SESI, Mirella Barreto, o festival tem um papel importante na demonstração dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes de todas as escolas ao longo do ano. “É uma grande satisfação perceber como as equipes se dedicam, resolvem problemas e vibram com cada resultado. É muito bom premiar esses talentos como mais uma iniciativa para incentivar os jovens a ampliar seus conhecimentos, acreditar no próprio potencial e conquistar novos espaços”, destacou.

As equipes vencedoras da etapa nacional avançam para a competição mundial, prevista para ocorrer nos Estados Unidos, em 2027.

 

Augusto Cataldi
Estudantes pernambucanos se destacaram no Festival Regional SESI de Robótica - Augusto Cataldi

Escola e família têm papel fundamental na formação de novos leitores

Em meio à concorrência com videogames, vídeos e redes sociais, incentivar o hábito da leitura entre crianças e adolescentes é um desafio para famílias e escolas. Segundo a 6ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2024 pelo Instituto Pró-Livro, apenas 25% das crianças de 5 a 10 anos apontam os livros como uma das atividades preferidas no tempo livre, enquanto 43% preferem videogames. Entre os jovens de 11 a 13 anos, a leitura também é citada por 25%, contra 39% que escolhem os jogos eletrônicos.

Uma das estratégias para despertar o interesse é permitir que a criança tenha participação na escolha do que deseja ler. A faixa etária deve ser considerada, especialmente em relação à linguagem e à complexidade da obra, mas os interesses individuais também podem orientar esse processo.

“Uma criança curiosa sobre animais pode se aproximar dos livros por meio de histórias ou obras informativas sobre o tema. Quem gosta de aventura, por sua vez, pode encontrar na fantasia ou nas narrativas de ação uma porta de entrada para a literatura”, explica a bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, Maria Tamyres.

Segundo a profissional, variar gêneros e formatos também pode ajudar. “Histórias em quadrinhos, contos, poesias, livros ilustrados, biografias e obras de ficção oferecem experiências diferentes e permitem que cada leitor encontre aquilo que mais desperta sua curiosidade”, detalha. A proposta, nesse primeiro momento, não deve ser, necessariamente, fazer a criança ler determinada quantidade de páginas, mas construir uma relação positiva com o livro.

A formação do hábito também pode começar em casa, sem exigir grandes períodos do dia, reservado alguns minutos para a leitura antes de dormir, durante uma pausa no fim da tarde ou em outro momento tranquilo da rotina familiar.

Para as crianças menores, a bibliotecária recomenda a leitura compartilhada. “Ler em voz alta, conversar sobre os personagens, perguntar o que a criança achou da história ou imaginar juntos o que pode acontecer nas próximas páginas são formas de estimular a compreensão e transformar a atividade em uma experiência de convivência”, ressalta.

Outra estratégia simples é deixar os livros acessíveis em casa, permitindo que a criança possa escolher espontaneamente uma obra para folhear ou ler. A participação dos pais e responsáveis nesse processo também é importante, ao demonstrarem interesse pela leitura, comentarem sobre os livros e reservar um tempo para ler.

 

Divulgação
A bibliotecária do Colégio Salesiano Recife, Maria Tamyres, chama atenção para estratégias que podem ajudar a aproximar crianças e adolescentes da literatura - Divulgação

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© Bruna Araújo/MEC

Desde o início da operação, 7.356 redações receberam nota 1.000 na correção realizada pela plataforma
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Inep divulga local de provas do Enem 2026; saiba como conferir

Logo Agência Brasil

Os participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem conferir os locais onde farão as prova nos domingos 8 e 15 de novembro.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disponibilizou, nesta terça-feira (27), o Cartão de Confirmação de Inscrição do Enem com a informação.

Consulta

Notícias relacionadas:

Para acessar o documento, basta o inscrito acessar a Página do Participante. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.

Além da informação sobre os locais de prova, o Cartão de Confirmação traz o número de inscrição, a data e o horário. Caso o inscrito tenha direito a atendimento especializado ou ao tratamento pelo nome social autorizado pelo Inep, os dados também estarão registrados.

O Inep avisa que não é obrigatório levar o Cartão de Confirmação de Inscrição nos dias de aplicação do Enem, mas recomenda levá-lo para evitar erros.

Dois dias de provas

As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde, nas 27 unidades da federação.

De acordo com o edital desta edição, o primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.

No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas. São 45 questões em cada área do conhecimento.

Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Enem 2026

Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.

O Enem é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições de ensino de Portugal que tenham convênio com o Inep.

Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão do ensino médio para os candidatos a partir dos 18 anos.

Pela primeira vez, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

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Formação em Itaberaba aborda o uso do jornal na alfabetização

Professores do 2º ano do Ensino Fundamental da rede municipal de Itaberaba, na região do Piemonte do Paraguaçu, participaram, nesta terça-feira, 27, de uma formação do Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE.Voltada ao uso do jornal como ferramenta pedagógica nos processos de alfabetização e letramento, a atividade foi realizada no Centro de Atendimento à Educação Básica e Formação Continuada Padre Giovanni Caneva (Cenacon), com encontros nos turnos da manhã e da tarde. Leia Também: EDUCAÇÃO Fãs de K-pop e doramas podem aprender coreano de graça; saiba como EDUCAÇÃO Cachoeira recebe ônibus escolar para atender estudantes da zona rural EDUCAÇÃO MPBA alerta para riscos digitais à infância e orienta famílias O encontro foi conduzido pelas pedagogas do Programa Isadora Cruz, mestre em Educação e Contemporaneidade, Fernanda Souza, mestre em Educação, e Quécia Damascena, doutora em Educação.A professora do 2º ano, Letícia Santana, que atua há dois anos na rede municipal, destacou a oportunidade de conhecer novas formas de trabalhar com o jornal. Segundo ela, a formação pode contribuir tanto para a prática docente quanto para o aprendizado das crianças, especialmente por apresentar um recurso ainda pouco familiar aos estudantes.“É uma formação muito interessante, porque oferece ao estudante obter o recurso que não estão tão acostumados com o jornal e fortalece também a prática pedagógica do professor”, avaliou.Técnica pedagógica dos anos iniciais e professora de alfabetização desde 1997, Hianne Pinheiro Ramos, também ressaltou o potencial do jornal como recurso complementar às atividades desenvolvidas nas escolas. Para ela, a proposta amplia as possibilidades de trabalho com gêneros textuais no processo de alfabetização.“O uso do jornal na sala de aula, com os professores do segundo ano, é uma ferramenta que vem a somar”, disse. Secretari de educação de Itaberaba, Jacielma Vieira - Foto: Divulgação Presente no encontro, a secretária municipal da Educação, Jacielma Vieira, destacou que a formação continuada contribui para aproximar as práticas pedagógicas das necessidades dos estudantes. “Nós precisamos estar sempre em busca do conhecimento, a troca do conhecimento faz valer a nossa prática na sala de aula, buscando sempre aproximar o tempo que o nosso aluno precisa para aprender, respeitando cada um”, concluiu.

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Enem 2026: estudantes já podem consultar locais de prova

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta terça-feira (27) os locais de prova do Enem 2026. No site da organização, os inscritos já podem acessar o Cartão de Confirmação de Inscrição e ter mais detalhes sobre o exame.

Também foram disponibilizadas informações como número de inscrição, data, horário e local de prova, além da aprovação do direito a atendimento especializado ou ao tratamento pelo nome social. As provas serão aplicadas nos dias 8 e 15 de novembro.

Como consultar a Cartão de Confirmação de Inscrição

  1. Acesse o site oficial na Página do Participante
  2. Clique no botão de entrar e faça o login com a sua conta gov.br (digite seu CPF e a senha cadastrada).
  3. No menu principal da sua área, procure e selecione a opção “Cartão de Confirmação” ou “Local de Prova”
  4. O documento vai abrir na tela com todos os seus dados. É recomendado baixar e salvar o PDF ou imprimir uma via para levar no dia do exame.

Dados 2026

O Enem de 2026 tem 5.051.345 inscrições confirmadas, segundo dados do painel do Inep. As mulheres representam 63,98% dos inscritos, o equivalente a 3.232.013 participantes.

O levantamento também mostra que 13.821 candidatos têm mais de 60 anos, evidenciando a diversidade de perfis entre os participantes do exame.

Do total de inscritos, 3,4 milhões tiveram a taxa de inscrição gratuita, o que corresponde a 68% dos candidatos. De acordo com os dados do Ministério, o estado de São Paulo lidera o ranking do número de inscrições, com 851,8 mil estudantes inscritos, enquanto Roraima ficou em último lugar, com 15,3 mil.

Enem 2026: veja o cronograma completo

*Com informações de Adriana De Luca, da CNN Brasil

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ISMAT acolhe seminário sobre saúde mental e novos desafios da Psicologia em Portimão

A iniciativa da PACTOR Editora decorre a 30 de outubro, das 14h00 às 17h00, e reúne profissionais, investigadores e comunidade académica.

O conteúdo ISMAT acolhe seminário sobre saúde mental e novos desafios da Psicologia em Portimão aparece primeiro em Barlavento.

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Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio

O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou hoje aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à Lusa Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE).

A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando que a medida pretende responder à falta de professores de 1.º ciclo que tem deixado muitos alunos sem aulas, em especial na zona de Lisboa.

“Nenhuma estrutura sindical se opôs ao documento, porque estamos entre a espada e a parede: entre alunos sem aulas de todo ou alunos a terem aulas com profissionais que querem ser professores, mas ainda não concluíram a formação pedagógica, optamos pelo mal menor”, explicou.

“Entre a espada e a parede” foi a expressão usada também pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

Ensinar crianças a ler, escrever e contar “exige metodologias muito específicas”, mas “neste momento, não há alternativa”, sublinhou Rosa Maria Sá, do SIPE, no final da reunião que decorreu hoje no ministério.

A responsável do SIPE lembrou que ainda existem professores de 1.º ciclo na lista de recrutamento, mas vivem muito longe das escolas onde são procurados: “Os incentivos para virem trabalhar para regiões onde o nível de vida é muito caro limitam imenso a aceitação dessas escolas”.

O MECI garantiu que esta alteração legislativa, que permitirá aos licenciados dar aulas antes de terem o mestrado e de fazerem o estágio, é uma “medida transitória”, até as escolas formarem os professores necessários.

Manuel Teodósio acrescentou que a tutela se comprometeu a deixar escrito no diploma que será exigido a estes professores fazer a formação pedagógica: “O ministério comprometeu-se a ministrar o mais rapidamente possível as pedagógicas a estes profissionais para obterem a profissionalização”.

A falta de professores nos restantes níveis de ensino levou a tutela a rever os requisitos de formação para permitir que pessoas com formação académica numa área distinta possam dar aulas, como por exemplo um engenheiro dar aulas de Matemática.

Sobre as mudanças agora anunciadas para o 1.º ciclo, a FNE diz ter recebido apenas na segunda-feira a proposta de alteração legislativa e por isso tem agora até sexta-feira para fazer chegar à tutela a sua posição final sobre as mudanças.

O plano do ministério é fazer com que o diploma entre “em vigor o mais rapidamente possível para resolver o problema de alunos sem professores”, disse Manuel Teodósio.

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Ventura acusa Seguro de “discurso vago e redondo” e pede defesa da polícia

O líder do Chega criticou esta terça-feira, 27 de outubro, o Presidente da República por não ter “deixado uma mensagem clara de apoio” à atuação da polícia nas manifestações pela habitação e considerou que “um discurso vago e redondo” não traz soluções.

“Queria lamentar profundamente que o Presidente da República não tenha deixado uma mensagem clara de apoio, quer à lei, quer aos que estavam a garantir o cumprimento da lei e a garantir o cumprimento da legalidade”, afirmou.

André Ventura considerou que, “enquanto chefe de Estado e representante maior das instituições”, António José Seguro devia ter-se “colocado ao lado daqueles que estavam apenas a cumprir a lei e a ordem e são também vítimas dos custos de habitação e do custo de vida”, e voltou a defender que a ação da polícia foi justificada porque a lei das manifestações não estava a ser cumprida pelos manifestantes.

O líder do Chega falava aos jornalistas na Assembleia da República, numa reação às palavras do Presidente da República na sequência dos protestos pelo direito à habitação e à intervenção da polícia na madrugada de domingo.

António José Seguro apelou ao diálogo sobre a habitação “e nunca a violência”, afirmando que não gostou das imagens que viu, mas que aguarda o resultado dos inquéritos sobre a atuação policial sobre manifestantes.

O presidente do Chega considerou que o chefe de Estado “deve compreender que manter permanentemente um discurso vago e redondo sobre as coisas não ajuda a solução nenhuma”.

“António José Seguro diz que apelou ao diálogo e quer diálogo. Mas que diálogo? Quer que o Chega deixe passar um aumento das rendas sem qualquer controlo? Quer que o Chega deixe passar o aumento de cauções ilimitadamente? Isso é que é o diálogo que o Presidente da República pede ao Chega em relação ao PSD e em relação à lei das rendas? Quer dizer, é preciso concretizar o que é que se está a falar”, defendeu.

O líder do Chega defendeu que as rendas devem estar sujeitas a uma “atualização limitada, como já existe na lei, e não a um descontrolo total”, que “na prática vai gerar aumentos brutais”. Também no que toca às cauções, o Chega quer limites, um dos pontos abrangidos pelo acordo com o PSD.

André Ventura disse que não se percebe “o que é que o Presidente da República está a pedir aos interlocutores políticos” e pediu a António José Seguro que concretize quando diz que não gostou do que viu no fim de semana e também quais as medidas com as quais concorda para solucionar a crise da habitação.

“Um Presidente da República não pode ser sempre em cima da ponte. Tem que tomar decisões, tem que assumir riscos e tem que assumir posições. Penso que esse foi o maior erro que foi hoje cometido”, criticou.

O deputado assinalou também que, além do acordo com o PSD para alterar a lei do arrendamento, o Chega fez outras propostas recentemente, como o aumento das deduções em IRS das despesas com a habitação.

Quanto à lei das rendas, Ventura voltou a dizer que as negociações ainda não arrancaram “porque o PSD ainda não propôs nada na especialidade”.

“Quando acontecer, há de acontecer. O meu diálogo com o PSD é… mais ou menos”, acrescentou, depois de dizer que o Chega tem um “sempre [um diálogo] muito positivo com toda a gente”. E afirmou que “é o Governo que tem que tomar agora a iniciativa, e o PSD, de colocar a lei na especialidade à discussão”.

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Governo quer pôr licenciados a dar aulas no 1.º ciclo sem mestrado nem estágio

O Governo quer permitir que licenciados em Educação Básica possam dar aulas ao 1.º ciclo antes de concluírem o mestrado ou a profissionalização em serviço, para resolver o problema dos alunos sem professores, revelaram os sindicatos.

O ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, apresentou esta terça-feira, 27 de outubro, aos sindicatos de professores “uma proposta de alteração da legislação para permitir que os detentores de licenciatura em Educação Básica possam lecionar no 1.º ciclo”, contou à “Lusa”, Manuel Teodósio, da Federação Nacional da Educação (FNE).

A proposta “não agradou muito” aos sindicatos, mas “ninguém se opôs”, acrescentou Manuel Teodósio, explicando que a medida pretende responder à falta de professores de 1.º ciclo que tem deixado muitos alunos sem aulas, em especial na zona de Lisboa.

“Nenhuma estrutura sindical se opôs ao documento, porque estamos entre a espada e a parede: entre alunos sem aulas de todo ou alunos a terem aulas com profissionais que querem ser professores, mas ainda não concluíram a formação pedagógica, optamos pelo mal menor”, explicou.

“Entre a espada e a parede” foi a expressão usada também pelo Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE).

Ensinar crianças a ler, escrever e contar “exige metodologias muito específicas”, mas “neste momento, não há alternativa”, sublinhou Rosa Maria Sá, do SIPE, no final da reunião que decorreu hoje no ministério.

A responsável do SIPE lembrou que ainda existem professores de 1.º ciclo na lista de recrutamento, mas vivem muito longe das escolas onde são procurados: “Os incentivos para virem trabalhar para regiões onde o nível de vida é muito caro limitam imenso a aceitação dessas escolas”.

O MECI garantiu que esta alteração legislativa, que permitirá aos licenciados dar aulas antes de terem o mestrado e de fazerem o estágio, é uma “medida transitória”, até as escolas formarem os professores necessários.

Manuel Teodósio acrescentou que a tutela se comprometeu a deixar escrito no diploma que será exigido a estes professores fazer a formação pedagógica: “O ministério comprometeu-se a ministrar o mais rapidamente possível as pedagógicas a estes profissionais para obterem a profissionalização”.

A falta de professores nos restantes níveis de ensino levou a tutela a rever os requisitos de formação para permitir que pessoas com formação académica numa área distinta possam dar aulas, como por exemplo um engenheiro dar aulas de Matemática.

Sobre as mudanças agora anunciadas para o 1.º ciclo, a FNE diz ter recebido apenas na segunda-feira a proposta de alteração legislativa e por isso tem agora até sexta-feira para fazer chegar à tutela a sua posição final sobre as mudanças.

O plano do ministério é fazer com que o diploma entre “em vigor o mais rapidamente possível para resolver o problema de alunos sem professores”, disse Manuel Teodósio.

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Viana do Castelo investe mais de 890 mil euros em transportes e apoios escolares

 O executivo municipal de Viana do Castelo aprovou hoje, por unanimidade, um investimento superior a 890 mil euros para garantir transportes e auxílios económicos aos alunos do concelho no ano letivo 2026/2027.

Estima-se que o plano de transportes escolares abranja 370 alunos “cuja residência se localize em zonas dispersas ou isoladas e em que a utilização de transportes públicos implique tempos de espera superiores a 45 minutos ou tempos de deslocação superiores a 60 minutos em cada viagem simples”.

Também estão incluídos os “alunos abrangidos por medidas de educação inclusiva, com dificuldades de locomoção, nos termos da legislação em vigor, cuja necessidade de transporte tenha sido devidamente identificada e validada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares”.

O plano, num investimento global estimado de 679.085,46 euros, abrange também “os alunos deslocados em resultado do encerramento de estabelecimentos de ensino”.

O plano “resultou de um trabalho colaborativo com os agrupamentos de escolas, as operadoras de transporte e as juntas de freguesia”, podendo “ser objeto de ajustamentos sempre que se verifiquem alterações de natureza conjuntural, legal ou regulamentar”.

A sua implementação será acompanhada em diferentes momentos de avaliação, em estreita articulação com os agrupamentos de escolas e as operadoras de transporte.

Relativamente aos encargos previstos em auxílios económicos, o município vai investir “14 mil euros em material didático e 197 mil euros na comparticipação das refeições, abrangendo cerca de mil alunos posicionados nos escalões A e B (1 e 2 da Segurança Social)”.

A comparticipação das refeições compreende uma “redução de 25% para agregados com dois educandos e 50% para famílias com três ou mais educandos”.

Estima-se que esta medida abranja cerca de 521 alunos, representando um acréscimo de encargos com refeições, relativamente ao ano transato, na ordem dos 20 mil euros.

Os apoios incluem “a implementação da gratuitidade da disponibilização da Componente de Atividades de Animação e Apoio às Famílias (AAAF) nos jardins de infância que abrangerá um universo estimado de 799 crianças”.

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Agricultores juntam-se a protestos em Madrid na quarta-feira

Inflação Espanha

Os agricultores juntam-se na quarta-feira às manifestações que estão a sair à rua em Espanha com uma ‘tratorada’ em Madrid contra o aumento dos preços, a um mês das eleições de 29 de novembro.

O protesto foi convocado por três das maiores associações de agricultores de Espanha e promete levar 500 tratores até às ruas da capital, com uma marcha pelo centro da cidade a partir das 11:00 locais (menos uma hora em Lisboa) que culminará com uma concentração em frente do Ministério da Agricultura.

Mais manifestações de agricultores estão convocadas para sábado em Espanha, por outras associações de menor dimensão.

As organizações que convocaram o protesto de quarta-feira queixam-se dos aumentos dos custos de produção, sobretudo desde o início da guerra do Irão, no final de fevereiro, assim como de decisões políticas que dizem “ameaçar ou agravar ainda mais a situação”.

Perante o aumento de custos que “muitas vezes” não são compensados pelos preços de venda da produção, as associações pedem medidas e ajudas públicas, incluindo “fiscalidade reduzida e estável” para o gasóleo agrícola ou tarifas de eletricidade adaptadas ao regadio e à criação de gado.

Os agricultores pedem por outro lado uma Política Agrícola Comum (PAC) com menos burocracia e com uma “dotação suficiente” no próximo orçamento europeu, para o período 2028-2034.

As associações voltam também a queixar-se da “concorrência desleal” em que se traduzem os acordos comerciais que a União Europeia (UE) está a assinar com países terceiros, como o alcançado com o Mercosul (Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai).

Fontes do Ministério da Agricultura de Espanha consideraram que o protesto desta quarta-feira tem um caráter político, a um mês das eleições legislativas antecipadas.

O Governo lembrou que desde o início do atual conflito no Médio Oriente já foram disponibilizados mais de 1.000 milhões de euros em ajudas ao setor, mais do que no resto dos países da UE.

O executivo lembrou ainda o acordo com 43 medidas para flexibilizar regras da PAC, entre outras, assinado em 2024 com as associações.

A manifestação de quarta-feira dos agricultores junta-se a outros protestos, de pensionistas, pela habitação ou de professores que têm estado nas ruas de Madrid e outras cidades de Espanha nas últimas semanas e que também têm marcado a pré-campanha das legislativas. Para dia 11 de novembro, véspera do arranque oficial da campanha eleitoral, está convocada uma greve geral, a primeira em Espanha em 14 anos.

O protesto mais longo é o da habitação, que mantém uma acampada com centenas de tendas no centro de Madrid, de forma ininterrupta, desde 26 de setembro.

A par destes protestos, que têm decorrido de forma pacífica, houve distúrbios no sábado em Barcelona e na segunda-feira em Bilbau, envolvendo grupos de jovens.

Em Barcelona, onde foram detidas 130 pessoas, 74 das quais menores de idade, as autoridades dizem estar a investigar quem está por trás de grupos nas redes sociais que mobilizaram cerca de 500 jovens para fazer pilhagens e destruir mobiliário humano no centro da cidade.

As autoridades espanholas sublinharam que os distúrbios e pilhagens em Barcelona foram “vandalismo puro” sem relação com qualquer protesto, e apelaram às plataformas WhatsApp e Telegram para fecharem ‘chats’ em que estão a ser feitas novas convocatórias para o próximo sábado.

Já em Bilbau, foram detidas na segunda-feira 19 pessoas por causa de distúrbios, como queima de carros e contentores de lixo, além de ataques a estabelecimentos comerciais.

Os distúrbios foram protagonizados por pessoas que protestavam contra um evento de Vito Quiles, conhecido em Espanha como “agitador político” ligado à extrema-direita.

O responsável pela Segurança no governo regional do País Basco, Bingen Zupiria, considerou que “dá a impressão de que alguém está a tentar emular movimentos violentos vistos noutras partes da Europa”.

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Arcos de Valdevez está a contratar 30 assistentes operacionais para as escolas

A Câmara de Arcos de Valdevez abriu um concurso público para o recrutamento de 30 assistentes operacionais para as escolas do concelho.

Segundo o anúncio hoje publicado e consultado por O MINHO, os auxiliares de ação educativa terão como funções participar com os docentes no acompanhamento das crianças e dos jovens durante o período de funcionamento da escola, com vista a assegurar um bom ambiente educativo; exercer tarefas de atendimento e encaminhamento de utilizadores da escola e controlar entradas e saídas da escola; providenciar a limpeza, arrumação, conservação e boa utilização das instalações, bem como do material e equipamento didático e informático necessário ao desenvolvimento do processo educativo, entre várias outras.

O salário é de 934,99 euros.

É exigido pelo menos o 9.º ano de escolaridade.

As candidaturas podem ser feitas até 10 de novembro no ‘site‘ da Câmara de Arcos de Valdevez.

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Município de São Brás de Alportel junta-se à APCOI e torna-se parceiro oficial do projeto «Heróis da Fruta»

A Câmara Municipal de São Brás de Alportel formalizou um protocolo de cooperação com a APCOI – Associação Portuguesa Contra

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Município de Faro assinalou Dia da Alimentação com iniciativas dirigidas à comunidade escolar

O Município de Faro assinalou o Dia Mundial da Alimentação com um conjunto de iniciativas dirigidas a crianças e jovens do concelho, promovendo a literacia alimentar e nutricional, a adoção de hábitos alimentares saudáveis e uma maior proximidade dos jovens aos serviços municipais na área da nutrição.

No âmbito das atividades desenvolvidas junto do 1.º ciclo do ensino básico, foram dinamizadas as sessões “O que vai para a barriga? – Vamos alimentar o João!”, dirigidas a alunos dos 1.º e 2.º anos. Através de uma abordagem lúdica e participativa, recorrendo a uma “caixa-mistério” com diferentes alimentos e a um boneco com a barriga visível, foram trabalhados temas como a importância de uma alimentação variada, o consumo de fruta e de produtos hortícolas, a água como bebida principal e a distinção entre alimentos de consumo mais frequente ou de consumo ocasional.

No total, esta iniciativa envolveu 12 turmas e cerca de 295 alunos. As comemorações incluíram ainda atividades no Faro Youth Lab – Espaço Jovem Municipal de Faro, dirigidas a alunos do 3.º ciclo do ensino básico e do ensino secundário, com a participação de quatro turmas. Foram realizados rastreios nutricionais e promovidos momentos de sensibilização e esclarecimento sobre alimentação e nutrição, marketing alimentar, leitura de rótulos, mitos alimentares e influência das redes sociais nas escolhas alimentares.

O programa ficou ainda marcado pela abertura do Gabinete de Nutrição, uma nova resposta municipal em funcionamento no Faro Youth Lab e destinada a jovens com idades entre os 14 e os 30 anos, que disponibiliza acompanhamento nutricional gratuito, orientação e esclarecimento de dúvidas relacionadas com a alimentação e os hábitos de vida.

Através desta nova valência, o Município de Faro pretende reforçar a promoção da saúde e da literacia alimentar junto da população jovem, disponibilizando um espaço próximo, acessível e orientado para a adoção de hábitos alimentares mais conscientes e equilibrados. No conjunto, as iniciativas desenvolvidas no âmbito do Dia Mundial da Alimentação abrangeram 15 turmas e cerca de 375 crianças e jovens, reforçando o compromisso do Município de Faro com a promoção da alimentação saudável e do bem-estar desde as idades mais jovens.

Quem desejar mais informações sobre este novo serviço deverá contactar o Gabinete de Nutrição e o Faro Youth Lab – Espaço Jovem Municipal de Faro, através do email espacojovemfaro@cm-faro.pt ou do telefone 289 870 884.

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