Elétricos para carenciados com apoio até 80% no OE2027

© Getty Images

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O Centro de Engenharia Biológica da UMinho (CEB) desenvolveu revestimentos naturais que melhoram a resistência do papel, permitindo criar embalagens capazes de substituir plásticos de origem fóssil.
Estas soluções melhoram o desempenho dos materiais celulósicos, tornando-os mais aptos para aplicações que exigem proteção contra humidade, gorduras ou gases.
O trabalho integrou o Projeto From Fossil to Forest, que reuniu entidades do sistema científico e tecnológico e empresas do setor para criar embalagens e produtos à base de celulose — o biopolímero natural mais abundante do planeta —, promovendo alternativas renováveis e de menor impacto ambiental.
O CEB explica que para alcançar este objetivo, foram concebidos e caracterizados diferentes revestimentos biopoliméricos, cuja aplicação foi inicialmente testada à escala laboratorial nas suas instalações. Posteriormente, as soluções mais promissoras foram validadas em escala piloto e industrial, permitindo demonstrar a sua viabilidade em contexto produtivo.
“Esta transição da investigação laboratorial para a aplicação industrial constituiu uma das etapas mais relevantes do Pacto de Inovação”, afirma a instituição, revelando também que o processo envolveu a adaptação e otimização das formulações desenvolvidas para assegurar o seu desempenho ao longo das diferentes fases de produção, incluindo em condições reais de fabrico.
As novas soluções vão contribuir para a redução da dependência de matérias-primas fósseis e ajudar a diminuir a pegada carbónica associada às embalagens, promover modelos de economia circular e reduzir a acumulação de resíduos plásticos no ambiente.
De referir ainda o alinhamento do From Fossil to Forest com os objetivos do European Green Deal, apoiando uma bioeconomia assente em recursos renováveis.
O trabalho permitiu a obtenção de protótipos funcionais e deu origem a resultados com potencial de valorização tecnológica.
Entre os avanços alcançados, destaca-se a preparação de um pedido de patente associado a uma formulação de revestimento desenvolvida pela UMinho, bem como a produção de novos conhecimentos científicos que darão origem a publicações especializadas.
A longo prazo, os resultados obtidos no âmbito do projeto poderão acelerar a adoção de soluções de embalagem mais sustentáveis em diversos setores industriais, contribuindo para reduzir a utilização de plásticos convencionais sem comprometer o desempenho dos materiais.


A aposta da Sonae em produtos e serviços baseados na economia circular foi responsável por um volume de negócios de 135 milhões de euros no primeiro semestre de 2026. “Este valor reflete o compromisso do Grupo com a sustentabilidade, nomeadamente através do desenvolvimento e implementação de modelos de negócio e projetos inovadores que promovem a economia circular, refere o grupo em comunicado.
Martim Santos, diretor de Sustentabilidade da Sonae, afirma, citado pelo documento: “A circularidade é uma oportunidade para repensar a forma como utilizamos os recursos, desenvolvemos produtos e criamos valor. Na Sonae, procuramos integrar estes princípios nos diferentes negócios, promovendo soluções que reduzam o desperdício, prolonguem a vida útil dos produtos e materiais e incentivem a sua reutilização e valorização. É um caminho que exige inovação, colaboração ao longo da cadeia de valor e mudanças nos modelos de produção e consumo, mas que pode trazer benefícios ambientais e, simultaneamente, reforçar a eficiência e a competitividade dos nossos negócios.”
Em 2025, o volume de negócios da Sonae associado a produtos e serviços circulares atingiu 259 milhões de euros, aumentando 178% face aos 93 milhões de euros registados em 2023 e 36% em relação aos cerca de 190 milhões de euros de 2024. Já no primeiro semestre de 2026, este volume de negócios foi de cerca de 135 milhões de euros, o equivalente a mais de metade do total registado em 2025.
“A minimização de desperdícios alimentares, as opções de refill, a recuperação de ingredientes e matérias-primas e a reparação, recondicionamento e reutilização de equipamentos eletrónicos são alguns dos modelos de negócio que estão a contribuir para o reforço da circularidade das atividades do Grupo Sonae, gerando impacto positivo a nível ambiental, económico e social”, refere ainda o comunicado.
MC, Worten, iServices e BCF Life Sciences (parte da Sparkfood) são algumas das empresas do grupo que estão a desenvolver ativamente iniciativas de economia circular, abrangendo operações, cadeia de valor e clientes. Ao longo do primeiro semestre, as empresas do Grupo investiram mais de 1,4 milhões de euros na promoção de escolhas mais sustentáveis junto dos consumidores.