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Matadouro do Cachão recupera autonomia após anulação de insolvência

VTM

Michel Monteiro, presidente do conselho de administração, reconhece que os custos operacionais continuam a superar as receitas e que a redução dos abates dificulta a recuperação económica, obrigando os municípios de Mirandela e Vila Flor a continuar a financiar a atividade.

O Tribunal da Relação de Guimarães anulou a sentença do Tribunal de Bragança, que declarou a insolvência do matadouro industrial do Cachão. O tribunal considerou que, pela sua natureza intermunicipal, o matadouro não está sujeito ao regime comum de insolvência, devendo ser enquadrado na legislação específica do setor empresarial local.

O responsável considera que o acórdão de 15 de outubro era o desfecho expectável, tendo em conta a natureza intermunicipal da empresa. “O facto de termos esta independência, esta autonomia na gestão do matadouro, naturalmente, tranquiliza-nos”, afirma à VTM.

Apesar do alívio, Michel Monteiro sublinha que “os problemas mantêm-se na atualidade”. Os gastos operacionais, os fornecimentos externos e os custos comerciais continuam acima dos proveitos. “O núcleo central do negócio não é autossustentável”, admite, acrescentando que a atividade “continua a gerar valor negativo no seu dia a dia”.

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Guimarães: Paço dos Duques reabre todos os espaços após obras

O Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães, reabre na sexta-feira, com a totalidade dos seus espaços visitáveis acessíveis ao público, após a conclusão das intervenções realizadas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Em comunicado, a instituição refere que esta nova etapa assinala a “conclusão de um importante ciclo de trabalhos de reabilitação e valorização do monumento, permitindo aos visitantes percorrer integralmente o circuito museológico e descobrir as novas soluções de decoração e museografia”.

As intervenções realizadas permitiram “renovar os espaços e melhorar a apresentação das coleções, proporcionando uma experiência de visita mais completa e enriquecedora”.

E acrescenta: “A nova museografia convida à redescoberta do Paço dos Duques de Bragança, da sua história e do património que conserva”.

O Paço dos Duques de Bragança, edifício do século XV associado à história da Casa de Bragança, integra a rede de equipamentos patrimoniais da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E.

O espaço funciona todos os dias entre as 10:00 e as 18:00.

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    Banda sonora de Lee Ranaldo e Leah Singer apresentada hoje ao vivo em Guimarães

    A banda sonora do filme de realidade virtual “Against the Light”, de Fred Riedel, da autoria de Lee Ranaldo e Leah Singer, é editada hoje, dia em que os artistas a apresentam ao vivo em Guimarães.

    De acordo com a editora discográfica independente Revolve, em comunicado, a banda sonora, que tem o mesmo título do filme em 3D para realidade virtual, “Against the Light”, estará disponível hoje em vinil no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, onde a fotógrafa e artista multimédia Leah Singer e o guitarrista Lee Ranaldo, cofundador dos Sonic Youth, a apresentam ao vivo, no âmbito do festival Mucho Flow.

    A banda sonora fica também disponível nas plataformas digitais, a partir das 00:00.

    Lee Ranaldo e Leah Singer “gravaram o lado A num único ‘take’, sem cortes, no Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, em dezembro de 2024”, recorda a Revolve, que edita o álbum em parceria com a produtora de cinema Bando À Parte.

    O filme do realizador e produtor norte-americano Fred Riedel parte de uma performance, “Contre Jour”, que Lee Ranaldo e Leah Singer, que colaboram em som e imagem desde 1991, apresentaram em vários festivais desde, pelo menos, 2011.

    A Revolve descreve que, na performance, Leah Singer manipula em tempo real imagens sobre as quais cai a sombra de uma guitarra suspensa e de Lee Ranaldo.

    Em novembro de 2024, “Contre Jour” foi apresentada em Braga, no gnration, numa homenagem à artista plástica Lourdes Castro (1930-2022). Na performance, cruzaram-se guitarras acústicas, elétricas e instrumentos digitais, com as sombras do universo iluminado da artista portuguesa.

    A editora recorda que Fred Riedel propôs a Leah Singer e Lee Ranaldo “levar a performance para o 3D”.

    “‘Against the Light’ é a variante criada para esse filme: 24 minutos, um só ‘take’, sete iPhones em vários pontos do palco, um deles no corpo da guitarra e outro no peito do músico, e mais de uma dúzia de pistas de áudio. A produção fala de uma visão cubista da performance”, lê-se no comunicado hoje divulgado.

    Com produção do realizador português Rodrigo Areias e de Fred Riedel, e editado pela Bando à Parte e pela Red-F Knho, “Against the Light” teve estreia mundial no 79.º Festival de Locarno, em agosto.

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    Jovem de Guimarães sobreviveu a tragédia ferroviária em Espanha: “Só vi pessoas a voar e tudo a partir-se”

    Thomas Freitas, jovem de 25 anos, natural de Guimarães e a trabalhar em Madrid, sobreviveu ao desastre ferroviário que, ontem, fez pelo menos 69 mortos, em Toledo, Espanha. Em entrevista à CNN Portugal, conta que não sabe como conseguiu escapar.

    O jovem vimaranense tinha partido de Madrid pelas 08:00, a bordo de um comboio da Renfe, rumo a Sevilha. Cerca de 54 minutos depois, a viagem transformou-se num pesadelo, quando a composição em que seguia colidiu com outro comboio de alta velocidade, operado pela Iryo.

    O português viajava na carruagem 5 e recorda a violência do impacto, que destruiu parte das carruagens seguintes. “Não sei como me consegui segurar. Sei que fiz muita força agarrado ao banco da frente. À minha volta só vi pessoas a voar e tudo a partir-se”, recorda na entrevista à CNN Portugal.

    Thomas Freitas considera difícil explicar como conseguiu sair ileso, pois as carruagens imediatamente à frente daquela onde seguia ficaram severamente destruídas, tendo uma delas caído por uma ravina e ardido.

    “Dificilmente saiu alguém dessas carruagens com vida”, afirma.

    Passageiros tiveram de partir uma janela para conseguir sair

    Depois do embate, com as saídas bloqueadas e o próprio martelo de emergência partido, os passageiros tiveram de encontrar uma alternativa para escapar da composição. Segundo Thomas Freitas, foi um dos passageiros que conseguiu partir o vidro de uma janela com recurso a uma mesa, permitindo que os restantes saíssem.

    A experiência foi de tal ordem traumática que o jovem vimaranense admite que poderá mudar de comportamento nas próximas viagens de comboio: “Foi um desastre tão grande que eu da próxima vez que tiver de comprar um bilhete de comboio seguramente escolho uma carruagem do meio”.

    Número de mortos ascende a 69

    Segundo o balanço mais recente, o número de mortos no acidente ferroviário subiu para 69 e permanecem internadas pelo menos 50 pessoas em diversos hospitais, disse hoje o presidente do governo regional de Castela-La Mancha.

    Durante a noite e madrugada foi encontrado mais um corpo nos escombros dos dois comboios que colidiram na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, pelo que o número de mortos confirmados até agora subiu para 69, revelou Emiliano Garcia-Page, em declarações aos jornalistas.

    Por outro lado, das 110 pessoas que foram atendidas em hospitais da região, 60 já tiveram alta e 50 permanecem internadas com “diferentes níveis de preocupação”, acrescentou.

    Entre os feridos internados há pelo menos 15 em estado considerado grave, segundo o presidente de Castela-La Mancha, que falava no posto de comando de resposta ao acidente, instalado em Toledo.

    Com Lusa

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    “Aqui morreu Portugal”: Monumento emblemático de Guimarães vandalizado

    A Torre da Alfândega, um dos monumentos mais emblemáticos de Guimarães, foi vandalizado.

    A ‘cidade-berço’ acordou, esta quinta-feira, com a inscrição grafitada “Aqui Morreu Portugal” na fachada do edifício onde está a inscrição “Aqui Nasceu Portugal”.

    A Associação Veteranos Lanceiros de Portugal (AVLP) já manifestou “o seu mais veemente repúdio pelos grafittis “, defendendo que “a liberdade de expressão não justifica atos de vandalismo nem o desrespeito pelo património histórico e cultural”.

    “A sua preservação constitui um dever colectivo para com a nossa História e as gerações futuras”, defende a associação vimaranense, apelando “às entidades competentes para que promovam, com carácter de urgência, a limpeza e recuperação da Torre da Alfândega, através de uma intervenção tecnicamente adequada, que respeite a integridade histórica do monumento, e para que sejam apuradas eventuais responsabilidades”.

    Segundo o Grupo Santiago, a empresa municipal Vitrus já se encontra no local a fazer a limpeza o grafitti.

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