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Ministro reconhece “enorme atraso” nos salários dos portugueses

O ministro da Economia reconheceu hoje, em Lisboa, que existe um “enorme atraso” no rendimento dos portugueses, defendendo que não existe razão para que o país se contente com menos do que a média europeia.

“O PIB [Produto Interno Bruto] ‘per capita’ é um dos piores indicadores no confronto com a Europa. Estamos aproximadamente em 80% do PIB ‘per capita’. Tanto quanto Portugal tinha há 30 anos. Estivemos a marcar passo”, admitiu o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, numa audição parlamentar no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

O governante vincou que existe “um enorme atraso” no rendimento dos portugueses, apesar de ressalvar que este já foi pior, e acrescentou não ver razão para que o país se contente com menos do que a média da União Europeia.

A forma de Portugal recuperar este atraso, segundo o ministro, é o país crescer, a cada ano, mais do que a média europeia.

Neste sentido, apontou que se o país crescer tanto como no primeiro semestre deste ano, é possível atingir 100% da média europeia em 2043.

“Em 10 anos conseguimos recuperar 12 pontos percentuais. Está ao alcance dos portugueses, assim haja ambição e organização do trabalho”, referiu.

Para Castro Almeida, tal acontecerá se a “maior fatia do rendimento” ficar nas mãos das famílias e no bolso das empresas.

“O Estado deve ficar com o indispensável para garantir o Estado social e a autoridade”, notou.

O ministro destacou ainda que o Governo fez “seis baixas do IRS”, que representam menos 4.000 milhões de euros arrecadados em impostos.

Em resposta aos deputados, o ministro da Economia disse ainda que os salários dos portugueses estão, sistematicamente, a crescer acima da inflação, referindo-se ao que classificou como “números inequívocos do INE” (Instituto Nacional de Estatística).

Contudo, admitiu que gostava que esta diferença fosse maior, o que explicou não ser possível devido à guerra do Golfo e ao aumento dos custos com os combustíveis.

“Apesar disso, [os salários] estão a crescer em Portugal. Não estou a dizer que estão bem ou a crescer demais”, insistiu.

A votação final global do OE2027 está marcada para 24 de novembro, após o processo de debate na especialidade.

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Gil Vicente goleado na Luz e falha ‘final four’ da Taça da Liga

O Benfica conquistou hoje a derradeira vaga na final four da Taça da Liga de futebol, com um triunfo indiscutível por 4-1 na receção ao Gil Vicente, em noite de ‘golaços’ no Estádio da Luz.

Em duelo dos quartos de final no recinto lisboeta, o belga Lukebakio ‘bisou’, aos 36 e 54 minutos, com Sudakov, aos 40, e Durán, aos 81, a completarem o triunfo benfiquista, de nada valendo ao Gil Vicente o fantástico tento de Lausen, aos 56.

O clube da Luz marcou encontro com o FC Porto nas meias-finais da competição, que se disputam em Leiria, no início de janeiro, enquanto Sporting e Famalicão discutem a outra ida à final de uma prova cujo detentor é o Vitória de Guimarães.

Dahl, Lenglet, João Palhinha e Sudakov foram os únicos resistentes no ‘onze’ do Benfica, ao passo que o treinador Luís Pinto também mudou muito no Gil Vicente, com seis mexidas comparativamente ao desaire na receção ao FC Porto, na I Liga.

O primeiro remate perigoso pertenceu ao Gil Vicente, com David Moreira a ganhar em velocidade a Dahl, hoje adaptado à lateral direita, e, aos cinco minutos, a atirar para uma grande defesa de Trubin, que voltaria a estar em excelente plano aos 34.

Foram as duas únicas aproximações dos barcelenses na primeira parte, ‘barrando’ sempre no guarda-redes ucraniano, que, numa dupla intervenção, parou o disparo potente de Murilo e, a seguir, afastou a recarga com os pés, já na pequena área.

Contudo, eram as ‘águias’ quem tomavam conta do jogo, e já após as tentativas de Echeverri, aos 18, e de Circati, aos 19, ganhou vantagem aos 36, com Lukebakio a ‘encher’ o pé e a atirar rasteiro para o fundo das redes, após o mau alívio contrário.

Echeverri voltou a ameaçar o golo, mas foi Sudakov, novamente graças a um corte incompleto da defesa barcelense, a ser mais veloz a chegar à bola ‘perdida’ junto à área e a colocar de primeira no ângulo mais distante, num fantástico golo, aos 40.

Durán ainda alvejou as malhas laterais antes do intervalo, mas o segundo período chegou com uma dupla substituição no Gil Vicente, face às entradas de Lausen e Tidjany Touré, mas o Benfica continuou a mandar e Schjelderup acertou no poste.

A vantagem dos ‘encarnados’ tornou-se ainda mais confortável aos 54, através do ‘bis’ de Lukebakio, com um pontapé acrobático que só terminou dentro da baliza, na sequência de um pontapé de canto e de um desvio de cabeça de um oponente.

No entanto, o Gil Vicente respondeu de imediato, graças a um fenomenal golo de Lausen, ao desferir um remate potente ‘do meio da rua’ que surpreendeu toda a gente e onde Trubin bem se esticou – tocando ainda na bola -, mas sem hipóteses.

Um corte ‘in extremis’ de Lenglet evitou o ‘disparate’ de El Karouani, mas o Benfica dominou até final e Durán fez finalmente o gosto ao pé, aos 81, após lance veloz do recém-entrado Rafa, que ainda ‘expulsou’ Espigares, aos 82, quando ia isolado.

Ficha de jogo

Jogo realizado no Estádio da Luz, em Lisboa.

Benfica – Gil Vicente, 4-1.

Ao intervalo: 2-0.

Marcadores

1-0, Lukebakio, 36 minutos.

2-0, Sudakov, 40.

3-0, Lukebakio, 54.

3-1, Andreas Lausen, 56.

4-1, Jhon Durán, 81.

Equipas

Benfica: Trubin, Samuel Dahl, Circati, Lenglet, El Karouani, João Palhinha (Manu Silva, 72), Echeverri (Rafa Silva, 78), Lukebakio, Sudakov (Aursnes, 72), Schjelderup (Prestianni, 72) e Jhon Durán (Anísio Cabral, 84).

(Suplentes: Samuel Soares, Alexander Bah, Aursnes, Kaminski, Pavlidis, Manu Silva, Prestianni, Rafa Silva, Tomás Araújo, João Fonseca, Anísio Cabral e Tiago Freitas).

Treinador: Marco Silva. 

– Gil Vicente: Samuel Portugal, Espigares, Buatu, David Moreira (Martin Benitez, 80), Ricardo Esgaio, Santi Garcia, Zé Carlos, Guilherme (Andreas Lausen, 46), Murilo (Augustín Morales, 63), Sansi (Walace França, 63) e Gil Martins (Tidjany Touré, 46).

(Suplentes: André Piconell, Lucão, José Silva, Tidjany Touré, Walace França, Joelson Fernandes, Andreas Lausen, Malick Gning, Sergio Lillo, Augustín Morales, Martin Fernández e Gonçalo Maia).

Treinador: Luís Pinto.

Árbitro: José Bessa (AF Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para João Palhinha (67) e Aursnes (77). Cartão vermelho direto para Espigares (82)

Assistência: 53.654 espetadores.

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“Custa-nos porque era um objetivo marcar presença na ‘final four’, queremos conquistar títulos e estar nas decisões”

Declarações após o jogo dos quartos de final da Taça da Liga de futebol entre SC Braga e Famalicão (1-3 no desempate por grandes penalidades, após empate 2-2 no tempo regulamentar), disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Franclim Carvalho (treinador do SC Braga): “Foi um jogo em que fomos melhores, criámos muitas oportunidades e não concretizámos. O prémio de homem do jogo foi para o guarda-redes adversário. Mostrámos crença até ao fim empatámos aos 90 minutos e depois fomos menos competentes que o adversário nos penáltis, porque também é uma questão de competência. Parabéns ao adversário, a nós custa-nos porque era um objetivo marcar presença na final four, porque queremos conquistar títulos e estar nas decisões.

A equipa deu sinais que me agradaram, jogámos com muita mais velocidade, mais chegada à frente e criámos muitas oportunidades, as suficientes para fazer mais golos. Não fomos eficazes nos 90 minutos e cometemos alguns erros defensivos, os nossos homens do equilíbrio estavam a chegar tarde. Vamos trabalhar e temos que aparecer amanhã [sexta-feira] na academia chateados, porque isto tem que nos doer e tenho um balneário abatido. Eu fiquei satisfeito por muita coisa que fizemos hoje, mas triste pela eliminação.

[Falta de concentração ou mau posicionamento?] Não é falta de concentração. Sofremos o primeiro golo num lance que estava controlado pelo Arrey-Mbi e acabámos por perder essa bola. Depois, o segundo golo, o penálti, o adversário queria sair em tabela e estamos expostos. Os centrais estavam amarelados desde os dez minutos, não percebi o critério dos amarelos, e tive de tirar os dois. O equilíbrio é uma questão de timing, temos de pensar todos o mesmo, se não podemos pressionar vamos organizar.

Flinto Costa é um miúdo, tem qualidade, tem jogado na equipa B e optámos por chamá-lo porque o Gabriel [Silva] estava de fora [lesão], mas fez a sua estreia com a camisola principal do Sporting de Braga e isso tem algum peso. Foi destemido e contamos com ele e com todos os jogadores das equipas B, sub-23 e sub-19″.

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Famalicão na ‘final four’ da Taça da Liga: “É um prémio justo para o Famalicão e para os seus jogadores, para as suas gentes”

Declarações após o jogo dos quartos de final da Taça da Liga de futebol entre SC Braga e Famalicão (1-3 no desempate por grandes penalidades, após empate 2-2 no tempo regulamentar), disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Ricardo Silva (treinador do Famalicão): “Primeira parte competente da nossa equipa, fomos esclarecidos e a fazer o que nos tínhamos proposto. Na segunda parte, o Braga empurrou-nos e tivemos que sofrer para suster esse jogo e acabámos o jogo a sofrer para segura a vantagem. Depois, o Braga consegue a igualdade num penálti, mas penso que o desempate por grandes penalidades trouxe justiça ao resultado.

O objetivo era estar na ‘final four’, vínhamos aqui para ganhar, agora quando lá chegarmos passa por abordar o jogo da melhor forma e não conheço outra forma de preparar um jogo sem ser para ganhar. Esse jogo, no caso com o Sporting, será preparado para tentar vencer, naturalmente.

É um prémio justo para o Famalicão e para os seus jogadores, para as suas gentes, a sua massa adepta. Os jogadores mostraram que têm qualidade nestes jogos e os nossos adeptos também merecem estas alegrias. Os jogadores devolveram a confiança e alegria de ver a nossa equipa a jogar.

Não tenho nenhuma ambição ou vontade de assumir esse papel [de treinador principal]. Tenho dito de forma muito genuína que o tempo vai trazer respostas a mim e à minha direção e o que tiver que ser, será. Se me perguntarem se alguma vez imaginei estar nesta posição hoje, nunca imaginei, nem nos meus melhores sonhos. Foi a vida que me colocou isto. Estou extremamente feliz, acima de tudo pelos jogadores, porque eles merecem. O destino vai trazer as respostas e será o que tiver que ser”.

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Famalicão elimina Braga nos penáltis e está na ‘final four’ da Taça da Liga

O Famalicão qualificou-se hoje pela primeira vez para a final four da Taça da Liga de futebol após vencer o SC Braga por 3-1 no desempate por penáltis, num jogo que teve outros três no tempo regulamentar.

O guarda-redes Gabriel Correia, em estreia absoluta, foi o herói do Famalicão, ao defender três grandes penalidades, ele que tinha cometido um em cima dos 90 minutos, que permitiu ao Braga esse desempate.

Koutsias abriu o marcador aos 16 minutos, mas Ricardo Horta empatou para os bracarenses de grande penalidade (37). Seria também de penálti que o ponta-de-lança grego do Famalicão e o ‘capitão’ do SC Braga ‘bisaram’, em cima do intervalo (45+4) e do minuto 90 respetivamente.

No desempate por grandes penalidades, os bracarenses só marcaram por uma vez (João Moutinho) e falharam três, os tais que o guardião brasileiro parou.

Após o desaire algo inesperado na Madeira, diante do Nacional (1-0), na nona jornada o campeonato, o Braga perde um dos objetivos assumidos da temporada, numa competição da qual foi finalista na época passada.

Ricardo Silva, ex-adjunto de Carlos Carvalhal, assumiu recentemente o comando técnico do Famalicão, e após a goleada por 4-0 imposta no terreno do Rio Ave, no domingo, na nona jornada do campeonato, coloca o Famalicão pela primeira vez na sua história nesta fase da prova.

O primeiro sinal de perigo pertenceu ao SC Braga num remate de fora da área de Ricardo Horta que Gabriel Cabral defendeu com alguma dificuldade (06), mas seria o Famalicão a marcar primeiro, após um desentendimento entre Arrey-Mbi e Gabri Martínez.

O lateral esquerdo alemão adaptado atrasou a bola sem sequer olhar para o posicionamento do extremo espanhol e permitiu um rápido contra-ataque dos famalicenses que foram letais a aproveitar o ‘buraco’: Marcos Peña assistiu de forma primorosa Koutsias que rematou de primeira, já na grande área.

O Braga partiu para uma boa reação e esteve perto do empate aos 33 minutos, mas Gabriel Cabral fez uma grande defesa a remate de Ricardo Horta.

Um minuto depois, Ricardo Horta tocou de calcanhar na área para Tiknaz rematar e o guardião brasileiro do Famalicão defendeu para canto, na sequência do qual surgiu a grande penalidade, por mão de Koutsias parando um remate de Tiknaz – Ricardo Horta fez a igualdade.

O Famalicão, que nas ‘meias’ da final four vai defrontar o Sporting, voltou a colocar-se em vantagem já na compensação da primeira parte, com Koutsias a ‘bisar’, de grande penalidade, assinalada a punir falta de Bernardo Fontes sobre Pedro Santos, na sequência de um contra-ataque e nova ‘cratera’ na defesa ‘arsenalista’ (45+4).

O SC Braga tinha que procurar a baliza adversária para dar a volta ao marcador, mas foi o Famalicão a entrar bem melhor no segundo tempo e a estar perto do terceiro golo por duas vezes: aos 48 minutos, Paulo Moreira ‘disparou’ de fora da área para defesa difícil de Bernardo Fontes que voltou a parar a recarga de Koutsias perante a passividade da defesa da equipa da casa.

Seis minutos depois, os visitantes voltaram a ameaçar a baliza bracarense e Victor Rofino cabeceou à barra, após livre lateral da direita.

OS ‘arsenalistas’ dispuseram uma grande oportunidade para empatar na sequência de um canto, mas Pau Victor, ao segundo poste e após primeiro desvio de Sergio Barcia, com tudo para marcar, atirou por cima (61).

Os treinadores começaram a mexer nas suas equipas, com destaque para a entrada no SC Braga de Flinto Costa, jovem extremo que cruzou para um cabeceamento perigoso de Fran Navarro (65).

Dorgeles foi lançado aos 77 minutos e pouco depois rematou com violência de fora da área, mas à figura de Gabriel Cabral (81), que acabaria por manchar uma boa exibição ao ‘atropelar’ Jonas Wind após uma má saída – Ricardo Horta ‘bisou’ de penálti, o terceiro da partida (90).

Confortado pelos colegas no final dos 90 minutos, Cabral foi depois decisivo.

Ficha de jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Famalicão, 2-2 (1-3 gp).

Ao intervalo: 1-2.

Marcadores

0-1, Koutsias, 16 minutos.

1-1, Ricardo Horta, 37 (grande penalidade).

1-2, Koutsias, 45+4 (grande penalidade).

2-2, Ricardo Horta, 90 (grande penalidade).

Desempate por grandes penalidades:

0-0, Gil Dias (defesa guarda-redes).

0-0, Ricardo Horta (defesa guarda-redes).

0-0, Marcos Peña (remate à barra).

1-0, João Moutinho.

1-1, Sorriso.

1-1, Jonas Wind (defesa guarda-redes).

1-2, Szucs.

1-2, Dorgeles (defesa guarda-redes).

1-3, Paulo Moreira.

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Victor Gómez, Lagerbielke (Barisic, 46), Sergio Barcia (Travassos, 63), Arrey-Mbi, João Moutinho, Tiknaz (Jonas Wind, 73), Pau Victor, Ricardo Horta, Gabri Martínez (Flinto Costa, 63) e Fran Navarro (Dorgeles, 77).

(Suplentes: Tiago Sá, Barisic, Bajrami, Vitor Carvalho, Gorby, Diego Rodrigues, Tommy Marqués, Travassos, Dorgeles, Flinto Costa, Milosevic e Jonas Wind).

Treinador: Franclim Carvalho.

– Famalicão: Gabriel Cabral, Rodrigo Pinheiro, Victor Rofino, Léo Realpe, Pedro Bondo (Gustavo Garcia, 63), Marcos Peña, Pedro Santos (Tamás Szucs, 73), Aranda (Sorriso, 73), Mathias de Amorim (Paulo Moreira, 27), Gil Dias e Koutsias (Abubakar, 63).

(Suplentes: Zlobin, Gustavo Garcia, Juvenal, Serafimovic, Van Breemen, Van De Looi, Paulo Moreira, Tamás Szucs, Roméo Beney, Pato, Sorriso e Abubakar).

Treinador: Ricardo Silva.

Árbitro: João Gonçalves (Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Lagerbielke (09), Sergio Barcia (11), Koutsias (35), Pau Victor (45+5), Flinto Costa (85), Gabriel Cabral (87). Cartão amarelo para o treinador do SC Braga, Franclim Carvalho (47).

Assistência: 7.521 espetadores.

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Mari Corina descarta contactos com Delcy Rodríguez e prioriza libertação de presos políticos

A líder opositora Maria Corina Machado descartou hoje quaisquer contactos com o executivo de Delcy Rodríguez, reafirmando como prioridade absoluta o desmantelamento do sistema repressivo e a libertação de todos os presos políticos.

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Centenas de polícias e guardas protestam em Lisboa por melhores salários

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By: Lusa

Centenas de polícias da PSP e guardas da GNR estão hoje concentrados no Largo de Camões, em Lisboa, num protesto nacional para exigir melhores salários, revisão das carreiras e melhores condições de trabalho.

Numa organização da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e da Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), os elementos da PSP e da GNR seguem depois para a residência do primeiro-ministro, onde vão entregar um documento com as principais reivindicações.

O desfile com destino a São Bento começou a partir das 19:30 para, segundo os organizadores, ser cumprida a lei da manifestação, que durante os dias úteis apenas permite desfiles a partir daquela hora.

Com bandeiras da ASPP e da APG e ao som de apitos, alguns manifestantes vestem camisolas pretas com mensagem a exigir “respeito” e para que se “cumpra” o acordo assinado com o Governo em 2024.

O presidente da APG, César Nogueira, disse à Lusa que os guardas da GNR exigem aumentos dos salários “já em 2027” e a revisão do estatuto remuneratório, lembrando que desde 2009 não é alterado o que deixa os militares desmotivados e a “perder dezenas de euros”.

Atualmente está a decorreu um processo de negociação com o Governo, que César Nogueira classificou “de pseudonegociação”, uma vez que não foi apresentado nada em concreto.

Também o presidente da ASPP, Paulo Santos, disse à Lusa que a manifestação de hoje “faz todo o sentido”, uma vez que “o Governo ainda não teve capacidade de apresentar propostas concretas”.

Paulo Santos frisou que o protesto tem como objetivo pressionar o Governo a responder às principais reivindicações dos elementos da PSP e da GNR, como aumentos salariais, revisão das carreiras e dos suplementos, valorização da profissão e por uma “melhor segurança pública”.

O presidente da ASPP explicou que o destino da manifestação é a residência do primeiro-ministro porque Luís Montenegro “é o responsável pelo acordo”.

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