Filme promove reflexão sobre alfabetização inclusiva em Cachoeira




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A Câmara Municipal de Albufeira embargou as obras da central de dessalinização do Algarve, anunciou o presidente do Município, Rui Cristina.
O conteúdo Câmara de Albufeira embarga obras da central de dessalinização aparece primeiro em Algarve Marafado.

“Não haverá prorrogação”, alertou o Ministério da Cultura (MinC) ao recomendar aos interessados que não deixem para o último dia a apresentação de propostas, quando costuma haver maior volume de acessos na plataforma.
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“A orientação é concluir o cadastro e o envio com antecedência, após a conferência das informações e dos documentos exigidos. O aumento do número de acessos próximo ao encerramento do prazo pode provocar lentidão no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic).”
O MinC acrescentou que houve mudança no procedimento de abertura das contas bancárias dos projetos: “Agora, as contas são abertas no mesmo dia da publicação da portaria de aprovação inicial no Diário Oficial da União (DOU)”, informou. Até então, a abertura poderia ocorrer até o dia seguinte.
Por meio do sistema, o MinC orientará o proponente que, havendo necessidade de validação cadastral, compareça a uma agência do Banco do Brasil para apresentar a documentação necessária para o cadastro.
Nos casos em que o banco não consiga abrir as contas por inconsistências nos dados, o Salic encaminhará a notificação de inconsistência na abertura da conta bancária.
O proponente terá, então, prazo de 30 dias (contados da notificação) para corrigir as informações e dados inseridos.
“Em caso de dúvidas, o proponente pode abrir uma solicitação no próprio Salic. O sistema permanece disponível para o acompanhamento e os demais procedimentos dos projetos, mesmo após o encerramento do prazo para novas propostas”, detalha o MinC.
Saiba como cadastrar um projeto na Lei Rouanet:
Antes de iniciar o cadastro, tenha em mãos a descrição do projeto, o cronograma, a planilha de custos e os documentos do proponente. Isso agiliza o preenchimento e reduz a chance de pendências.
Para mais informações sobre as regras da Lei Rouanet, clique aqui: https://www.gov.br/cultura/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao-e-normativas/instrucao-normativa-minc-no-29-de-29-de-janeiro-de-2026
Uma mulher de 35 anos que era procurada há cerca de um ano após ser condenada pela morte do filho de dois anos foi presa nesta quarta-feira (28), em Brazlândia, na Região Administrativa IV do Distrito Federal. O crime ocorreu em 2017 e, à época, a ré confessou que matou a criança por ela ter semelhanças com o pai, seu ex-marido.
De acordo com a Polícia Civil, a mulher cometeu o crime em Iporá, no oeste do Goiás, mas fugiu para o Distrito Federal após obter a progressão de regime oito anos após o crime.
Mãe que espancou filho até a morte tinha tatuagem com nome da criança
À época da condenação, a mulher recebeu a pena de 26 anos de reclusão pela Justiça de Goiás. Durante o interrogatório do caso, ela confessou o crime e afirmou que jogou álcool e, logo depois, ateou fogo no filho.
Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes constataram que a mulher está grávida de oito meses. Ela foi encaminhada à 35ª DP (Sobradinho II) e, em seguida, levada à DCCP (Divisão de Controle e Custódia de Presos), onde aguardará os próximos passos para o cumprimento de sua pena.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo
A ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) identificou 878 municípios com risco de inundações ou enxurradas na região Sul do Brasil. O número corresponde a 73,7% das 1.191 cidades dos três estados, segundo o Atlas de Risco a Inundações da região Sul, lançado nesta quarta-feira (28).
Do total de municípios classificados, 115 apresentam risco muito alto, 204 têm risco alto, 290 foram enquadrados na categoria média e 269, na baixa. Ao todo, 319 cidades estão nas duas faixas mais críticas, que representam mais de um quarto dos municípios da região.
O levantamento atualiza o Atlas de Vulnerabilidade a Inundações, publicado pela ANA em 2014, e reúne informações sobre a frequência dos eventos e os impactos em áreas urbanizadas próximas a rios. O objetivo é orientar políticas públicas, investimentos em prevenção e medidas para reduzir os danos provocados por desastres hidrológicos.
Santa Catarina apresenta a maior proporção de municípios com risco identificado. Das 295 cidades do estado, 266 (90,2%) foram classificadas em alguma das quatro categorias. Desse total, 55 têm risco muito alto, 79 alto, 77 médio e 55 baixo.
No Rio Grande do Sul, 346 dos 497 municípios (69,6%) apresentam risco de inundações ou enxurradas. São 43 cidades na categoria muito alta, 82 na alta, 108 na média e 113 na baixa. O estado concentra o maior número absoluto de municípios classificados com risco na região.
Já no Paraná, 266 dos 399 municípios (66,7%) foram incluídos no levantamento. Entre eles, 17 apresentam risco muito alto, 43 alto, 105 médio e 101 baixo.

A análise por bacias hidrográficas aponta concentração de municípios nas categorias de risco alto e muito alto em diferentes áreas da região Sul.
As bacias litorâneas de Santa Catarina reúnem 95 municípios nessas duas faixas, enquanto as do Rio Grande do Sul somam 84. Também se destacam as bacias dos rios Uruguai, com 57 municípios classificados com risco alto ou muito alto, e Iguaçu, com 40. Em Santa Catarina, a bacia do Rio Itajaí concentra o maior número de municípios com risco muito alto, com 25 cidades nessa categoria, além de outras 18 com risco alto.
Segundo o Atlas, a exposição catarinense está relacionada à ocorrência recorrente de chuvas intensas, ao relevo acidentado e à ocupação urbana de fundos de vale e planícies fluviais. No estado, o risco se concentra principalmente no litoral e na bacia do Itajaí.

O documento também apresenta um panorama das ocorrências registradas entre 1991 e 2024. Nesse período, a região Sul contabilizou 2.259 eventos de inundações e enxurradas com danos humanos, atrás apenas do Sudeste.
Ventos de até 100 km/h e possibilidade de queda de granizo • Jonathan passari
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Fortes chuvas seguem causando alagamentos • Jonathan passari
Rua Francisco Oscar Karnal, no Centro de Lajeado, inundada.
Santa Catarina concentrou 1.089 registros, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 774, e pelo Paraná, com 396.
De acordo com os dados compilados no Atlas, os desastres afetaram 700 municípios da região e provocaram mais de 1,58 milhão de registros de pessoas desabrigadas ou desalojadas, além de 372 mortes.
Os impactos econômicos também foram expressivos. No período analisado, os danos materiais somaram R$ 17,36 bilhões. Os prejuízos públicos chegaram a R$ 4,68 bilhões, enquanto os privados totalizaram R$ 24,02 bilhões.
O levantamento destaca ainda as cheias extraordinárias que atingiram o Rio Grande do Sul em 2023 e 2024. Segundo o documento, o evento de maio de 2024 afetou 478 municípios gaúchos, deixou cerca de 226 mil pessoas desabrigadas ou desalojadas e provocou 186 mortes confirmadas, além de 27 desaparecimentos.
A classificação dos municípios considerou três métodos complementares: o cruzamento de áreas urbanizadas com manchas de inundação, a análise hidrológica de cheias e a avaliação qualitativa de registros históricos de desastres.
O estudo utilizou informações de estações fluviométricas, dados sobre pessoas desabrigadas e desalojadas e registros do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), referentes ao período de 1991 a 2024.
A classificação final corresponde à categoria mais elevada identificada entre os métodos aplicáveis a cada município. Os resultados também passaram por revisão e validação de órgãos estaduais.
A ANA ressalta que o Atlas tem caráter estratégico e regional e deve servir como referência para o planejamento e a priorização de investimentos. O documento não substitui estudos locais nem mapeamentos detalhados de áreas de risco necessários à gestão municipal.
O Atlas apresenta medidas para subsidiar a redução dos riscos identificados, como a ampliação das redes de monitoramento hidrológico e dos sistemas de alerta, o aprimoramento dos registros de desastres e a elaboração de planos de contingência.
O documento também recomenda o mapeamento e o zoneamento de áreas suscetíveis a inundações, além de intervenções para proteger comunidades expostas.
A publicação considera que as mudanças climáticas tendem a alterar os padrões de precipitação e a aumentar a frequência e a intensidade de eventos extremos. Estudos citados pela agência reforçam a tendência de aumento da magnitude e da frequência de cheias e inundações na região Sul.
CNM: Super El Niño já afetou 6,9 milhões de pessoas no Brasil desde julho
A "Petição pela Proteção do Direito à Habitação Contra a Especulação Imobiliária" foi criada em 2022, mas chega agora, na sequência dos protestos que se estão a espalhar pelo país, às assinaturas necessárias para ser levada à Assembleia da República.

Estão marcadas para este sábado iniciativas de protesto pela habitação nas cidades de Braga e Viana do Castelo.
Em Braga, o Movimento Popular pela Habitação de Braga convocou nova concentração e assembleia popular no coreto da Avenida Central, entre as 15:00 e as 22:00.
A organização adianta que haverá “conversa sobre habitação, atividades culturais, assembleia popular às 18:00 e jantar comunitário com concerto”.
Em Viana do Castelo, o ManifestAM – Movimento Cívico Apartidário do Alto Minho / Movimento Pela Habitação convocou, também para este sábado, uma concentração para a Praça da República, entre as 10:30 e as 18:00.
Segundo os organizações, no arranque da concentração será apresentado o movimento, com leitura do manifesto e roda de conversa. Depois haverá concertos solidários, assembleia popular e microfone aberto.
“Esta iniciativa marca o primeiro evento público do Movimento Pela Habitação e pretende reunir a população do Alto Minho num espaço de encontro, debate e participação coletiva sobre a crise da habitação, preparando também a manifestação prevista para 14 de novembro”, salienta o comunicado enviado a O MINHO.
O conteúdo Manifestações pela habitação em Braga e Viana do Castelo este sábado aparece primeiro em O MINHO.


© Getty Images

O ministro da Educação opôs-se a leituras simplistas do ranking das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.
Fernando Alexandre falava de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.
“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.
“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem [os resultados das duas] para desvalorizar o que é feito na escola pública — trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.
O ranking indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias. A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandra argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.
“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua — temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.
Reconhecendo que Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.
Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.
“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram — porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.
Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.
Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.
“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.
Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.
Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.
Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.
"Eu sempre defendi os rankings, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço.”
O Banco do Japão manteve as taxas de juros inalteradas nesta sexta-feira (30), mas declarou vitória em uma batalha de quase 14 anos para atingir sua meta de inflação e sinalizou vigilância contra os riscos de alta nos preços, sugerindo que o próximo aumento dos juros poderia ocorrer já em dezembro.
Com a inflação subjacente tendo atingido aproximadamente a meta de 2% do Banco do Japão, o banco central deve se concentrar em mantê-la em torno desse nível, afirmou, sugerindo que sua política monetária entrou em uma nova fase, mais restritiva, aberta a aumentos nos juros a cada poucos meses.
Embora tenha evitado se comprometer antecipadamente com um ritmo fixo de aumentos dos juros, o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, disse que a autoridade monetária japonesa debaterá os juros em cada reunião — incluindo a próxima, em dezembro —, ciente de que sua política monetária entrou na nova fase focada nos riscos de inflação.
“É importante ancorar a inflação subjacente em torno de nossa meta. Isso não significa que vamos simplesmente ficar parados esperando. Ajustaremos a política monetária conforme apropriado para que a inflação subjacente fique ancorada em torno de 2%”, afirmou ele em uma coletiva de imprensa.
Essa mudança generalizada nas perspectivas alinha o Banco do Japão com seus homólogos dos Estados Unidos e da Europa, que estão de olho em aumentos dos juros no curto prazo para combater os riscos inflacionários decorrentes da expansão da inteligência artificial e do choque energético causado pela guerra no Irã.
Na reunião de dois dias encerrada nesta sexta-feira, o Banco do Japão manteve sua taxa básica de juros em 1,25%, em uma decisão amplamente esperada, evitando aumentos consecutivos para dedicar mais tempo à análise dos efeitos dos aumentos anteriores nas condições de crédito.
O membro da diretoria de linha dura, Hajime Takata, discordou da decisão de manter os juros, propondo, sem sucesso, um aumento para 1,5%.
Em uma medida surpreendente que marca um afastamento ainda maior da política monetária ultra-flexível, o Banco do Japão anunciou que acelerará suas vendas de fundos negociados em bolsa a partir de janeiro, passando dos atuais 330 bilhões de ienes para 860 bilhões de ienes (US$ 5,5 bilhões) por ano.
“Vimos a necessidade de examinar um pouco mais os riscos econômicos e de preços, bem como as condições financeiras”, disse Ueda, quando questionado sobre por que o Banco do Japão decidiu manter os juros estáveis.
“Mas a inflação subjacente atingiu níveis consistentes com nossa meta de preços. As condições financeiras permanecem acomodativas. Existem vários riscos de alta. Portanto, devemos estar atentos ao risco de a inflação ultrapassar nossa meta”, disse ele, mantendo vivas as expectativas de um aumento em dezembro.


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O ministro da Educação opôs-se hoje a leituras simplistas do ‘ranking’ das escolas, ao defender que entre escolas públicas e privadas há “uma competição desigual” porque as primeiras trabalham em condições “muito mais difíceis”.
Fernando Alexandre falava hoje de manhã durante uma visita à Escola Secundária José Macedo Fragateiro, no concelho de Ovar, distrito de Aveiro, onde deu uma aula sobre literacia financeira e poupança a cerca de 200 alunos do 7.º ao 12.º ano.
“É uma competição desigual, a das escolas públicas com as privadas”, declarou o governante.
“As escolas privadas fazem um trabalho muito importante na formação, que nós apoiamos e não desvalorizamos, mas por favor nunca comparem (os resultados das duas) para desvalorizar o que é feito na escola pública – trabalho que é realizado em condições muito mais difíceis, porque essas escolas integram muitos alunos com necessidades específicas, têm muitos alunos estrangeiros e fazem um esforço que é pela nossa sociedade e pela nossa democracia”, realçou.
O ‘ranking’ hoje divulgado pela Lusa indica que, entre os quase 600 estabelecimentos de ensino com mais de 100 exames realizados no ano passado, são os colégios privados que têm as melhores médias.
A escola pública mais bem classificada só surge em 38.º lugar da lista, mas Fernando Alexandre argumenta que a ordem dos resultados tem que ser devidamente interpretada.
“Não podemos olhar para os resultados em bruto. A avaliação externa é muito importante, (…) mas a leitura não pode ser feita de forma simplista e crua – temos de ter em conta os contextos, porque as escolas trabalham em situações muito diferentes entre si e, de facto, temos muitas desigualdades em termos territoriais”, afirmou.
Reconhecendo que o Norte e o Centro são as regiões com melhores resultados, o ministro justifica os piores desempenhos das escolas de Lisboa, da margem Sul e do Algarve com situações como a sua “dificuldade em atrair professores”.
Fernando Alexandre diz que já tomou medidas para atenuar esse problema, “direcionadas para regiões e escolas”, e propõe-se insistir nelas.
“Disseram-me que ia ser muito difícil os sindicatos aceitarem diferenciação no tratamento de escolas, mas, de maneira geral, com algumas diferenças, todos eles apoiaram – porque, se não houver medidas diferenciadas para situações diferentes, não vamos conseguir resolver o problema”, justificou.
Como principal exemplo disso, o governante apontou o apoio à deslocação de docentes, que diz ser “uma das medidas que está a ter mais efeito” para corrigir assimetrias, já que “beneficia mais de 3.500 professores nas zonas carenciadas e 7.000 no país todo”.
Em causa está uma verba de 500 euros para quem fica colocado a mais de 300 quilómetros da sua morada de residência.
“Não chega”, reconheceu o ministro. “Claramente, teremos de tomar mais medidas, mas essa já permitiu fixar milhares de professores nas zonas carenciadas”, salientou.
Ainda assim, continua a existir “uma dúzia de agrupamentos” onde se regista uma falta de professores “estrutural” e onde essa carência não consegue ser suprimida apenas com recurso a horas extraordinárias.
Ainda assim, Fernando Alexandre salienta que “hoje, ao contrário do que acontecia há dois ou três anos, e apesar de haver carência de professores em algumas escolas, os alunos têm aulas, graças às várias soluções que foram sendo adotadas do ponto de vista legislativo e também pelos estabelecimentos de ensino”.
Para o ministro, todos esses fatores devem assim ser considerados na interpretação do desempenho de cada escola nos exames nacionais de 2025.
“Eu sempre defendi os ‘rankings’, mas também disse que eles têm de ser postos em perspetiva. Qualquer pessoa que faça uma comparação simples entre escolas privadas e públicas sem olhar para o contexto em que elas trabalham está a prestar um mau serviço”, concluiu.
O conteúdo Ministro contra leitura simplista dos ‘rankings’ porque escolas públicas trabalham em condições “muito mais difíceis” aparece primeiro em O MINHO.

O movimento “Voz aos Estudantes” recolheu cinco mil assinaturas para exigir o fim dos exames nacionais, alegando que penalizam os alunos mais pobres e favorecem quem pode pagar para se preparar melhor.
“A realização de exames não é justa, porque não garante uma igualdade de oportunidades no ensino e no acesso ao ensino superior, como se pode confirmar pelos rankings de escolas conhecidos hoje“, disse hoje à Lusa João Baldaia, dirigente do movimento Voz aos Estudantes.
Para o aluno do 12.º da Escola Secundária Marco de Canavezes, os exames acabam por deixar “muitos estudantes para trás”, em especial os de agregados familiares mais pobres e de zonas mais carenciadas.
Por outro lado, acrescenta o dirigente, os exames privilegiam quem “pode pagar a sua educação, ter explicações e preparar-se melhor” para provas feitas em “três horas que resumem três anos de trabalho”.
Nos primeiros 50 lugares dos rankings, que ordenam as notas nos exames nacionais de escolas públicas e privadas, aparecem apenas quatro escolas públicas e a primeira surge só no 38.º lugar, segundo uma análise feita pela Lusa aos dados divulgados pelo ministério da Educação.
Os resultados dos alunos do secundário que realizaram provas em 2025 mostram ainda que mais de oito em cada dez notas máximas foram atribuídas a um estudante sem Apoio Social Escolar (ASE) e a maioria das escolas públicas com melhores classificações nos exames são as que têm menos alunos carenciados.
Para João Baldaia, estes dados não surpreendem, até porque nas escolas estas desigualdades são uma realidade bem conhecida.
A Voz aos Estudantes lançou um abaixo-assinado “que conta já com cerca de 5.000 assinaturas”.
“Não consideramos normal que, perante as injustiças que se revelam concretamente nestes dados, bem como nos dados de acesso ao Ensino Superior, se continue a insistir nos exames nacionais enquanto forma de avaliação dos estudantes, ignorando a desigualdade que provocam”, escreve o movimento numa carta enviada às redações.

Para os jovens, a divulgação de rankings de escolas, ordenadas tendo em conta as notas dos exames nacionais vem comprovar o “caráter profundamente injusto e elitizante dos exames”.
Os alunos defendem em alternativa aos exames uma valorização da avaliação contínua, para permitir que todos os estudantes tenham uma “verdadeira igualdade de oportunidades no seu sucesso escolar e no acesso ao Ensino Superior”.