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Feira do Livro de Porto Alegre começa nesta sexta com atividades gratuitas

A 72ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre começa nesta sexta-feira (30), na Praça da Alfândega, no Centro Histórico da capital gaúcha (RS). A programação é gratuita e dura 17 dias, com participação de autores nacionais e internacionais.

A cerimônia de abertura será realizada no Teatro Petrobras Carlos Urbim, com o tradicional toque do sino e apresentação da cantora Luiza Barbosa. A solenidade terá a participação da patrona deste ano, a escritora, antropóloga e educadora Heloisa Pires Lima, além de autoridades, representantes da Câmara Rio-Grandense do Livro e da Prefeitura.

Heloísa é a primeira mulher negra a ocupar essa posição na história do evento.

Com o tema “Essência que faz histórias”, a expectativa é receber mais de 1,5 milhão de pessoas até o encerramento, em 15 de novembro.

A visitação ocorre diariamente, das 10h às 20h. Além de 80 bancas de editoras e livrarias instaladas na Praça da Alfândega, o evento prevê 750 sessões de autógrafos e 250 oficinas e painéis. A programação, que tem atividades para os públicos adulto e infanto-juvenil, também inclui debates, contação de histórias e apresentações artísticas.

Autores nacionais e internacionais

A programação principal começa no sábado (31), com o encontro entre as escritoras Aline Bei e Julia Dantas, responsável pela mediação. Aline é autora de “O peso do pássaro morto”, vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura, e “Pequena coreografia do adeus”, finalista do Prêmio Jabuti.

“O encontro propõe uma conversa sobre a literatura como forma de elaborar experiências, tensionar silêncios e criar novas possibilidades de expressão”, explica a organização.

Outros nomes da literatura brasileira confirmados são Elisa Lucinda, Nei Lopes, Eliane Potiguara, Bianca Santana, Jefferson Tenório, Milly Lacombe, Marcelino Freire e Cidinha da Silva.

A presença de autores indígenas é destaque, com nomes como Olívio Jekupé, Cristino Wapichana e Jovina Renhga.

Já a programação internacional terá a participação da escritora francesa Neige Sinno, da artista afegã Moshtari Hilal e do escritor português Afonso Cruz.

A programação internacional também terá o painel “Palestina Revelada”, com Hanan Kattan, autora da obra de mesmo nome. O debate está marcado para segunda-feira (2), seguido de sessão de autógrafos.

Encontro de influenciadores literários

O 9º Encontro de Influenciadores Literários e Leitores Petrobras, no Teatro Carlos Urbim também é destaque nesse sábado (30), a partir das 14h.

Estão confirmadas as participações de Paola Aleksandra, Lucas Barros, Léo Oliveira e Giu Domingues. Serão distribuídas 300 senhas por ordem de chegada, a partir do meio-dia, no local do evento.

Novidades para o público jovem

Entre domingo (1º) e segunda-feira (2), uma programação dedicada a animes, mangás e games está prevista. O espaço vai promover bate-papos, desfile de cosplay e a presença de escritores, ilustradores e artistas ligados aos mangás, à literatura fantástica e à cultura pop japonesa.

Além disso, escritores conhecidos do público jovem passarão pela feira, como Thalita Rebouças. A agenda ainda inclui participações dos autores Júlio Emílio Braz, Rosana Rios e Rogério Andrade Barbosa.

A programação completa pode ser conferida no site do evento.

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Conheça livro best-seller de professor baiano premiado com o Jabuti

“Cartografia para caminhos incertos”, do autor baiano Ian Fraser, foi anunciado como vencedor da categoria Romance de Entretenimento da 68ª edição do Prêmio Jabuti, na última terça-feira (27). Aclamada por leitores e pela crítica desde o lançamento em maio de 2025, a obra ganha agora o reconhecimento do mais importante prêmio literário nacional.

Recentemente, o livro, publicado pela Intrínseca, ainda é um dos mais vendidos e está no 6.º lugar entre os best-sellers da Amazon. Esta foi a primeira estatueta do escritor baiano, que já havia sido finalista com seu épico de ficção científica “A vida e as mortes de Severino Olhos de Dendê”.

“Acho que um dos maiores presentes que um prêmio como o Jabuti pode oferecer a um escritor é a possibilidade de fazer suas histórias chegarem a lugares que, até então, pareciam bem distantes. Gosto sempre de dizer que escrever um livro pode até ser um processo solitário, mas a literatura é sempre um ato coletivo. E saber que Cartografia para caminhos incertos está encontrando novos leitores é uma alegria imensa”, citou o vencedor à CNN Brasil.

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Em sua nova obra, ele apresenta uma narrativa fantástica sobre um rapaz que, na busca por sua cidade itinerante, acaba explorando o mais misterioso de todos os territórios: o próprio coração.

Na trama, Mané, um jovem poeta que vive na misteriosa cidade baiana de Redenção, parte em uma jornada para cumprir um desejo do namorado e acaba se perdendo de casa. Em uma odisseia por lugares fantásticos e encontros inusitados, ele descobre novas perspectivas sobre o amor, a liberdade e os caminhos da vida.

“Cartografia para caminhos incertos” é um relato singular sobre as descobertas que nos acompanham durante toda a vida. Ian Fraser mescla prosa e poesia, subverte forma e conteúdo e mergulha fundo na alma brasileira para apresentar uma narrativa poderosa que demonstra a importância de se perder para finalmente se encontrar.

“É um livro sobre se perder e se encontrar, porque acredito que só podemos começar a descobrir quem somos quando reconhecemos que estamos, de alguma forma, perdidos”, acrescenta Ian Fraser.

Prêmio Jabuti

No total, 23 categorias foram premiadas, passando pelos eixos Literatura, Não Ficção, Produção Editorial e Inovação.

Além disso, a premiação inaugurou a categoria Incentivo à Leitura – Cultura Digital, dedicada a produtores de conteúdo que estimulem a leitura em suas redes sociais. Destaca-se o finalista e parceiro de conteúdo da CNN Brasil, Pedro Pacífico, o Bookster, que concorreu ao lado de Biblion, Camilla e Seus Livros, Impressões de Maria e Resenhando Sonhos.

Este ano, a autora Lygia Bojunga foi homenageada como a Personalidade do Ano do Jabuti, por seu livro infantil “A Bolsa Amarela”, lançado há 50 anos, em 1976.

A premiação também elegeu o “Trincheira tropical: a Segunda Guerra Mundial no Rio”, de Ruy Castro, como Livro do Ano. O momento é sempre o mais aguardado da cerimônia do Jabuti e garantiu ao autor R$ 70 mil e participação em uma das principais feiras internacionais do livro, com despesas pagas pela CBL. Confira a lista completa de vencedores.

Spotify adicionará mais de seis mil audiolivros à plataforma; entenda

 

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Hugo Gonçalves vence Prémio Literário San Clemente

"Revolução" acompanha a história da família Storm entre o fim da ditadura e os primeiros anos da democracia portuguesa, cruzando os conflitos familiares com os problemas da sociedade na altura.

© RUI CARTAXO RODRIGUES

O Prémio Literário San Clemente, que vai na 30.ª edição, já distinguiu escritores como José Saramago, Javier Marías, Mario Vargas Llosa, Paul Auster, Julian Barnes, Milan Kundera
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Recuerdan 60 años de la primera visita de Raúl Castro a Vietnam

Hanoi, 30 oct (Prensa Latina) La presentación de dos libros y una exposición fotográfica sirvieron hoy para rememorar la primera visita a Vietnam del líder al frente de la Revolución cubana, Raúl Castro, hace 60 años.

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Premio Formentor: Todo canon es una elegía

Desde que Harold Bloom puso el Juicio Final de Miguel Ángel en la cubierta de su famoso catálogo occidental de 1994 sabemos que todo canon es fruto del miedo. O por decirlo de un modo menos apocalíptico y con una palabra empleada por el propio Bloom: que todo canon es una elegía. También lo es este, centrado en el premio Formentor.

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El canon Formentor

Fundación Formentor Preámbulos de Jorge Herralde, Antoine Gallimard y Basilio Baltasar. Fundación Feltrinelli / Anagrama, 2026. 726 páginas. 37 euros

© ARCHIVO FUNDACIÓN FORMENTOR (EL PAÍS)

Juan Goytisolo, Víctor Seix, Camilo José Cela, Josep María Castellet y Juan García Hortelano durante una de las sesiones del Coloquio Internacional de Novela, en Formentor, en 1959.
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‘Todos siguen aquí’: un disparo anónimo al delirante ‘statu quo’ contemporáneo

Todo en el enigmático debut de Liadan Ní Chuinn —ese nombre no existe, es solo un seudónimo, hablamos de nadie o, mejor, de un alguien aparentemente femenino, nacido en 1998, que ha decidido que su yo es lo de menos— es afilado. Es afilada y dolorosa cada acción descrita en sus trepidantes relatos, trepidantes en un sentido íntimo y casi físico —el narrador, en todos los casos, mantiene al lector pegado por completo a la historia, tan cerca que está recibiendo los golpes, y asistiendo a las revelaciones como si, de alguna forma, estuviese montado en el hombro de su protagonista, fuese un ente diminuto que viaja por cada uno de los apasionantes túneles que la autora construye—, y en los que lo extraordinario irrumpe en lo cotidiano, por una vez, no en tanto algo puramente extraordinario, sino en tanto algo percibido como extraordinario. Les hablaré de ‘Mary’, para que se hagan una idea más clara. ‘Mary’ es uno de los seis relatos incluidos en el volumen. Y les diré que transcurre en algún lugar del norte de Irlanda.

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Todos siguen aquí

Liadan Ní Chuinn Traducción de Magdalena Palmer Feltrinelli, 2026 160 páginas. 19,90 euros

Todos aínda aquí

Liadan Ní Chuinn Traducción al gallego de Isaac Xubín Rodolfo e Priscila, 2026 176 páginas. 19,50 euros

© ONLY FRANCE / Alamy / CORDON PRESS (EL PAÍS)

Un mural en Belfast, Irlanda del Norte.
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El mundo editorial busca cómo marcar las líneas rojas en el uso de la IA

Casetas de libros en Sant Jordi en Barcelona.

La discusión en torno al uso de la inteligencia artificial en la producción editorial se centraba hasta hace unos meses en el ámbito de habla hispana en la regulación de su uso para la confección de portadas, de textos de contraportada, o en su empleo en traducciones y en audiolibros. Los contratos entre editoriales y autores, a menudo supervisados por agentes literarios, han tratado de asegurar que, tras la automatización, implícita en el uso de la nueva y cambiante herramienta, siempre había un humano que revisaba y firmaba el trabajo, que asumía la autoría en los aspectos formales de ese artefacto llamado libro. “Nuestra postura ha sido contraria al uso de IA en portadas o contraportadas o audiolibros y hemos incluido cláusulas en este sentido en los contratos”, explica Mónica Martín de la agencia MB. “Con nuestros autores tenemos una relación de confianza, con frecuencia revisamos varios borradores de una misma obra. No tenemos nada estipulado contractualmente con ellos sobre la IA”.

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Un usuario prueba la aplicación Pangram de detección de texto generado con IA.
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‘Marco Tulio Cicerón’: talento, ambición y poder

“¿Qué dirá la historia de mí dentro de 600 años? Yo la considero a ella mucho más que los rumores de los actuales". La pregunta de Cicerón (Arpino, 106-Formias, 43 a.C.), dirigida a su estimado amigo Ático, revela una obsesión que lo torturó toda su vida: la posteridad. Dos mil años después sabemos que la vanidad quedó compensada con creces por su genialidad; y aunque sea verdad que la figura de Cicerón nos resulta poco simpática, y buena prueba de ello es que pocos personajes de la Antigüedad han sido tan denostados, no es menos cierto tampoco que la admiración que su prosa ha generado a lo largo de los siglos prueba que su talento estuvo muy por encima de su discutible integridad como político, como persona y como intelectual. El hallarnos frente a un animal político como Cicerón y ante una de las épocas más fascinantes de la historia universal, la de la crisis y final de la República romana, convierte en tentador y temerario a la par el poder contar una vida sobre la que poseemos tantos datos y tan profundamente parciales porque buena parte de lo que sabemos de Cicerón procede del egocéntrico cálamo del propio Cicerón. Francisco Pina Polo, insigne ciceroniano por vocación, que no por convicción, acepta el reto de enfrentarse a la escritura de otra biografía de Cicerón demostrando que la Fortuna siempre premia a los audaces.

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Marco Tulio Cicerón

Francisco Pina Polo Ariel, 2026 560 páginas. 22,90 euros

© Andrea Izzotti (Alamy / CORDON PRESS) (EL PAÍS)

Una estatua de Cicerón en Roma.
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Pasarlo de miedo con el miedo: por qué disfrutamos del cine y la literatura de terror

Hasta el mismísimo Stephen King se ha preguntado cómo nos puede gustar el terror: “Me preguntan por qué escribo lo que escribo, por qué la gente quiere leerlo y va al cine para verlo. ¿Por qué hay personas dispuestas a pagar por sentirse extremadamente incómodas?”, plantea en su ensayo Danza Macabra (Valdemar). Cuando leemos un libro o vemos una película de terror, como quizás hayamos hecho esta semana de Halloween y Todos los Santos, muchas veces experimentamos emociones negativas: miedo, inquietud, en ocasiones incluso asco o angustia. Sin embargo, llenamos salas de cine, devoramos libros y acudimos a clubs de lectura y festivales de cine especializados en terror. ¿Por qué lo pasamos de miedo con el miedo?

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¿Qué piensa ‘el rey del terror’ de todo esto?

A principios de los 80, tras el éxito de Carrie y El resplandor, Stephen King ya estaba cansado de que le preguntaran por qué escribía historias terroríficas. “¿Por qué tiene la gente semejante interés en mi interés… Y en el suyo propio?”, se pregunta en Danza Macabra, publicado en 1981 (y reeditado en 2024 en España por Valdemar). “Creo que, más que otra cosa, es porque todos tenemos un postulado enterrado en nuestras mentes: que sentir interés por el horror es malsano y aberrante”. En este gigantesco ensayo, en el que King hace un repaso histórico y personal por la literatura y el cine de terror entre 1950 y 1980, el escritor apenas se detiene a responder a estas preguntas. Como respuesta, remite a un ensayo anterior, publicado en El umbral de la noche, su primer libro de relatos: “No tengo el más mínimo interés en recalentar ese viejo guiso en estas páginas, si están interesados, les recomendaría que lo leyeran”.

Aquí va un tupper de ese guiso: la idea de King en los 70 es la que han seguido defendiendo muchos escritores desde entonces, que el miedo en la ficción nos ayuda a lidiar con nuestros miedos reales. “Cuando usted lee una obra de horror, no cree realmente lo que lee”, escribe. “No cree en vampiros, hombres lobos, camiones que arrancan repentinamente y que se conducen solos. Los horrores en los que todos creemos son aquellos sobre los que escriben Dostoievski, [Edward] Albee y [Ross] Macdonald: el odio, la alienación, el envejecimiento a espaldas del amor, el ingreso tambaleante en un mundo hostil sobre las piernas inseguras de la adolescencia. En nuestro auténtico mundo cotidiano somos a menudo como las máscaras de la Comedia y la Tragedia, sonriendo por fuera, haciendo muecas por dentro. En algún recoveco interior hay un interruptor central, tal vez un transformador, donde se conectan los cables que conducen a esas dos máscaras. Y es en ese lugar donde el relato de horror da tan a menudo en el blanco”.

© Stuart C. Wilson/Getty Images for Paramount)

Estreno de Scream VI en Londres, en marzo de 2023.
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As “Viagens de Gulliver” fazem 300 anos — e continuam a irritar o mundo

“As Viagens de Gulliver” fazem 300 anos esta semana. A “profunda sátira da natureza humana” de Jonathan Swift continua tão mordaz e atual como sempre. Na primavera de 1726, uma misteriosa figura encapotada visitou um livreiro londrino chamado Benjamin Motte, de manuscrito na mão. Copiado numa caligrafia desconhecida e aparentemente escrito por um tal “Lemuel Gulliver”, o texto chamava-se “Viagens a Várias Nações Remotas do Mundo” e contava a história de um errante capitão de navio que visita paragens distantes, entre elas uma ilha chamada Liliput, habitada por gente com cerca de 15 centímetros de altura. As suas desventuras pareciam

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"As Viagens de Gulliver" fazem 300 anos esta semana. A "profunda sátira da natureza humana" de Jonathan Swift continua tão mordaz e atual como sempre. Na primavera de 1726, uma misteriosa figura encapotada visitou um livreiro londrino chamado Benjamin Motte, de manuscrito na mão. Copiado numa caligr
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