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Líder supremo do Irã ordena resposta militar a qualquer ameaça inimiga

O Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ordenou que as Forças Armadas respondam imediatamente e sem “limites geográficos” a qualquer ameaça inimiga, segundo um comunicado publicado em sua conta oficial no Telegram neste sábado (31).

Khamenei afirmou que o Irã determinará o momento e as condições para encerrar quaisquer novos ataques militares ou “ataques terroristas” por parte de seus inimigos, e ordenou a atualização da lista de alvos militares, de modo a colocar ativos — tanto “físicos quanto não físicos” — dos Estados Unidos e de Israel ao alcance das forças iranianas.

Irã planeja atingir alvos de IA no caso de ataque dos EUA, diz autoridade

O Irã incluiu a infraestrutura de inteligência artificial na região em sua lista de possíveis alvos para ataques de retaliação, caso os Estados Unidos ou Israel realizem uma ofensiva, informou uma autoridade de segurança de alto escalão em Teerã à CNN na sexta-feira (30).

A fonte, que falou à CNN sob condição de anonimato, afirmou que ataques à infraestrutura de IA seriam um exemplo de “uma ação com consequências que vão além da crise energética e do Estreito de Ormuz, e com impactos globais muito amplos”.

A autoridade acrescentou que, caso o conflito seja retomado, será uma longa “guerra de surpresas”, que evitará comportamentos previsíveis.

Fontes afirmaram à CNN que o Exército dos EUA no Oriente Médio está preparado para lançar novas operações militares, potencialmente de grande porte, contra o Irã “dentro de 96 horas após receberem” uma ordem de Donald Trump.

Forças suficientes já estão implantadas na região para realizar possíveis investidas, disseram as fontes.

Quem é Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã

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Operações do ICE na Califórnia geram acusações de intimidação de eleitores

Agentes federais de imigração espalharam-se pelo Vale Central da Califórnia nas últimas semanas, gerando medo nas comunidades latinas e dando origem a alegações de intimidação de eleitores em uma disputa acirrada que pode ajudar a definir o controle da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

O reforço planejado na Califórnia foi comunicado aos agentes no início de outubro, segundo um e-mail interno ao qual a agência de notícias Reuters teve acesso.

A operação foi orientada pela Casa Branca, de acordo com uma autoridade norte-americana que falou sob condição de anonimato, por não estar autorizada a conversar com a imprensa.

Diferentemente de operações anteriores em grandes cidades, como Minneapolis e Chicago — que levaram centenas de agentes armados e mascarados às ruas —, a ação atual tem se caracterizado pela presença de pequenos grupos de agentes que se deslocam de uma cidade a outra nessa região predominantemente agrícola.

O sindicato United Farm Workers informou ter conhecimento de centenas de trabalhadores rurais detidos na Califórnia nas últimas semanas.

Em Bakersfield, o número de prisões relacionadas à imigração saltou de uma por dia — média observada durante grande parte do ano — para quase 10 por dia em meados de outubro, segundo dados preliminares do DHS (Departamento de Segurança Interna).

Na vizinha Wasco, que conta com apenas 26 mil habitantes, o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA) prendeu pelo menos sete pessoas no intervalo de poucos dias, conforme indicam os dados.

As prisões causaram grande apreensão em áreas de maioria latina e podem ter repercussões nas eleições de meio de mandato desta terça-feira (3), nas quais os republicanos buscam manter o controle da Câmara e do Senado.

No 22º distrito congressional da Califórnia — que abrange Bakersfield e possui uma população 73% latina —, as pesquisas mostram o democrata progressista Randy Villegas com uma leve vantagem sobre o republicano David Valadao, que ocupa o cargo há seis mandatos.

Villegas disse a repórteres na semana passada que as prisões foram uma “tentativa muito clara de intimidar nossas comunidades antes desta eleição”.

Valadao afirmou, em um comunicado, que compreende “o medo e a incerteza que as ações de fiscalização imigratória geraram para as famílias em nossas comunidades”, e instou o governo Trump a “priorizar a remoção de indivíduos que representam uma ameaça à segurança pública”.

O DHS — órgão ao qual o ICE é subordinado — recusou-se a comentar as operações na Califórnia, alegando preocupações com a segurança dos agentes, e não respondeu às alegações de intimidação de eleitores.

“Sob qualquer critério, este deve ser um distrito eleitoral muito disputado”, disse Thad Kousser, codiretor do Centro para Eleições Transparentes e Confiáveis ​​da UC San Diego. “Qualquer fator que leve eleitores às urnas — ou os afaste delas — pode ser decisivo.”

O presidente Donald Trump obteve avanços significativos junto ao eleitorado hispânico na eleição de 2024; contudo, pesquisas indicam que a opinião pública se voltou fortemente contra suas operações de fiscalização imigratória e suas políticas econômicas.

Apenas 24% dos norte-americanos de origem hispânica aprovam o desempenho de Trump — o índice mais baixo registrado ao longo de seus mandatos presidenciais, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos realizada no mês passado.

Em um comunicado, a porta-voz da Casa Branca, Lauren Bis, afirmou que a agenda de Trump tornou os norte-americanos de origem hispânica “mais prósperos e mais seguros”, e encaminhou ao DHS as perguntas sobre as operações do ICE na Califórnia.

Clima de medo

ICE tem realizado prisões em frente a residências, em cruzamentos movimentados, estacionamentos de centros comerciais, postos de gasolina e nas proximidades de escolas, segundo advogados, defensores dos direitos dos imigrantes, vídeos e registros judiciais.

“Os agentes receberam sinal verde para atuar nas ruas e realizar o maior número possível de prisões”, afirmou a autoridade americana.

Os agentes também estão auditando registros de empresas locais e utilizando informações sobre funcionários para efetuar prisões em suas casas ou durante o trajeto diário para o trabalho, acrescentou a autoridade.

Maribel Ramirez, uma trabalhadora rural da região, relatou que as prisões criaram um clima de medo que inibe a atividade política na área.

Ela contou que alguns jovens hispânicos, cidadãos americanos, disseram estar com receio de votar, temendo que isso possa revelar os endereços de familiares que não possuem status legal.

Embora as informações sobre os eleitores devam ser privadas, alguns daqueles “que podem votar não o farão, porque seus pais são imigrantes”, disse ela.

Ramirez tem incentivado todos os cidadãos americanos que conhece a votar, “mas não em ninguém ‘do lado vermelho'” — uma referência aos republicanos.

Ativistas da causa imigratória na região, que têm compartilhado alertas sobre a presença do ICE nas redes sociais, também estão, em alguns casos, divulgando informações sobre as eleições de meio de mandato.

Há menos pessoas nas ruas de Bakersfield, segundo Ana Valencia, proprietária de uma barbearia na cidade.

Alguns estabelecimentos locais estão oferecendo serviço de entrega gratuito para aqueles que têm medo de sair de casa.

Valencia conta que votou antecipadamente “porque não quero o ICE aqui — nem em lugar nenhum, na verdade”.

Villegas transformou a questão das prisões em um tema de campanha, criticando seu oponente por ter votado a favor de triplicar o orçamento do ICE e por não “defender as comunidades imigrantes”.

Valadao afirmou que o ICE tem como alvo criminosos dentro da comunidade.

Em uma entrevista ao jornal “Sacramento Bee”, publicada esta semana, ele reconheceu que, em alguns casos, a agência foi longe demais, mas não quis apresentar exemplos.

Jason Giannelli, de 41 anos — agricultor de quarta geração no Condado de Kern e apoiador de Valadao —, disse que o republicano adota uma postura “equilibrada” em relação à imigração e “entende que, provavelmente, o ICE está atrás dos piores entre os piores”.

Trabalhadores rurais na mira

A vice-presidente nacional do UFW, Elizabeth Strater, disse à agência de notícias Reuters que a grande maioria dos trabalhadores rurais detidos nas últimas semanas não tinha antecedentes criminais, e alguns possuíam autorização legal para trabalhar.

Um irmão e uma irmã, naturais do México, estavam descarregando suas compras em uma pequena cidade no Condado de Kern, no final de outubro, quando foram detidos por agentes de imigração, relatou um parente à Reuters, sob condição de anonimato.

Era o dia de folga deles do trabalho nos campos da região.

Os agentes estavam à procura de outra pessoa e não sabiam quem haviam abordado até que as algemas já estivessem colocadas, segundo uma petição apresentada pelos advogados dos trabalhadores rurais a um tribunal federal, contestando a detenção por considerá-la ilegal.

A irmã chegou aos EUA como menor desacompanhada há mais de uma década, de acordo com a petição.

O irmão chegou ainda bem pequeno. Nenhum dos dois possui antecedentes criminais, afirma o documento.

O DHS informou que não dispõe de informações suficientes para comentar o caso.

No dia da detenção, a filha de 3 anos da mulher estava na creche, e seu filho de 11 anos participava de uma excursão escolar com acampamento.

O pai das crianças faleceu repentinamente este ano, deixando a mãe como única responsável por elas.

O menino de 11 anos voltou para casa animado para ver a mãe, contou o parente.

Ao saber que ela havia sido detida, ele caiu em prantos e começou a chamá-la desesperadamente.

A criança de 3 anos se anima sempre que o telefone toca, relatou o parente, perguntando se é a mãe que está na linha.

ICE: Conheça a estrutura do serviço de imigração dos EUA

 

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Egito teme que escalada na guerra do Irã seja mais destrutiva, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, afirmou neste sábado (31) que está “extremamente preocupado” com a possibilidade de uma nova escalada no conflito entre os Estados Unidos e o Irã, a qual seria mais destrutiva e teria um impacto de grande proporção.

Ele fez a declaração durante a cúpula de segurança “Diálogo de Manama” (Manama Dialogue), organizada pelo IISS, no Bahrein.

“Uma segunda rodada seria mais perigosa, mais destrutiva e não levaria a lugar nenhum. Precisamos aprender com o passado”, disse ele.

Um acordo provisório, alcançado em junho, não conseguiu garantir um cessar-fogo duradouro no conflito envolvendo o Irã, nem restabelecer a normalidade da navegação pelo Estreito de Ormuz.

Desde então, o Irã propôs que Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos, em troca da reabertura, por parte de Teerã, da via navegável — atualmente interrompida — no prazo de sete dias.

Mediadores do Catar retornaram a Teerã na sexta-feira (30), em um novo esforço para intermediar um acordo; no entanto, as partes permanecem em desacordo sobre o que deve ser priorizado: as negociações nucleares ou o fim do bloqueio e das sanções ao setor petrolífero.

Irã mantém contato com mediadores sobre plano de 7 dias, diz ministro

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou na quarta-feira (28) que Teerã mantém contato próximo com intermediários para discutir propostas que garantam a implementação de um plano iraniano destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio.

Araqchi disse que o Irã continua dando uma chance ao caminho diplomático e levantou a possibilidade de que o plano de sete dias apresentado por Teerã seja concluído em menos de uma semana, caso seja implementado.

Anteriormente, o chanceler afirmou que, segundo a proposta, o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de energia, poderia ser reaberto caso determinadas condições fossem atendidas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a proposta, o que levou a novos esforços de mediação do Catar.

Como é a “mãe de todas as bombas”, arma que EUA querem usar no Irã

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El Papa vota

Cuando el cardenal estadounidense Robert Prevost fue elegido Papa en mayo de 2025 no pocos católicos —y no católicos— auguraron un pontificado de carácter menos rompedor, al menos en los gestos, que el protagonizado por su predecesor argentino, Jorge Mario Bergoglio. No parece que vaya a ser así. El anuncio oficial emitido ayer por el Vaticano de que el Papa ha votado por correo en las elecciones legislativas parciales estadounidenses que se celebran el martes no solo constituye un inédito hecho histórico, sino que reviste un hondo significado político en tiempos de deslegitimación de los procesos electorales y de desafección ciudadana de la política.

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© Cecilia Fabiano/LaPresse (LAPRESSE)

El Papa León XIV saluda a los fieles, en Ciudad del Vaticano en junio de 2025.
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Petróleo Brent dispara 14% em outubro e atinge maior cotação

O petróleo Brent, referência global, encerrou esta sexta-feira (30) no maior preço desde o início de maio. A alta é uma resposta do mercado a uma possível nova escalada do conflito no Irã após o fim das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

No dia, o contrato de petróleo de janeiro, o mais negociado do Brent, fechou em alta de 2,07%, cotado a US$ 113,10 patamar mais alto desde o dia 1º de maio. A sessão que encerrou as negociações do mês de outubro também marcou uma valorização mensal de 14,32%, a maior desde julho.

O contrato de dezembro do WTI (West Texas Intermediate), referência nos EUA, fechou o dia com alta de 0,93%, a US$ 102,95. A alta mensal foi de 13,86%.

“Os operadores continuarão focados nos fluxos de petróleo do Oriente Médio e na provável escalada por parte dos Estados Unidos e das forças aliadas”, disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de operações da BOK Financial.

O ataque a um petroleiro no estreito de Hormuz nesta sexta amparou as preocupações do mercado. O ataque foi realizado por meio de dispositivos explosivos acoplados por uma pequena embarcação, informou o UKMTO, o serviço britânico de segurança marítima.

Não ficou claro imediatamente quem ordenou o ataque, que foi o primeiro bem-sucedido conhecido na via navegável usando minas-ventosa explosivos fixados ao casco de um navio a partir de uma pequena embarcação desde o início da guerra EUA-Israel com o Irã, em fevereiro, segundo fontes do setor.

Maior probabilidade de uma escalada

Os EUA ordenaram que funcionários públicos não essenciais e seus familiares deixassem a Arábia Saudita a partir de 23 de outubro devido a riscos de segurança, informou a embaixada dos EUA em Riad nesta sexta, citando ataques houthis a aeroportos civis e outras infraestruturas críticas.

Os militantes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram na véspera que haviam atacado vários locais na Arábia Saudita, incluindo a grande refinaria de petróleo de Ras Tanura, a refinaria de Rabigh e uma unidade de produção em Abqaiq, de propriedade da petrolífera estatal Saudi Aramco.

Uma coalizão liderada pela Arábia Saudita também informou ter interceptado um míssil de cruzeiro lançado pelos houthis em direção à região oeste do reino.

Enquanto isso, mediadores do Qatar retornaram a Teerã nesta sexta como parte de esforços coordenados para chegar a um acordo entre os EUA e o Irã, disse à Reuters uma autoridade a par das negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (29) que o vice-presidente J.D. Vance havia entrado em contato com o Irã para ajudar o país a obter suprimentos médicos, depois que a mídia norte-americana noticiou que Vance havia escrito ao principal responsável pela segurança de Teerã para retomar as negociações de paz.

O Irã recebeu uma carta de Vance, mas ainda não respondeu a ela, informou a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim, acrescentando que Teerã quer que os EUA atendam às suas condições e que “qualquer posição que contradiga esse quadro é inaceitável”.

Os preços do petróleo podem se tornar ainda mais voláteis nas próximas semanas devido às recentes eleições em Israel e às eleições de meio de mandato nos EUA em 3 de novembro, de acordo com um relatório do Saxo Bank.

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O que você precisa saber sobre as Midterms de 2026 nos EUA

Os eleitores dos Estados Unidos irão às urnas no dia 3 de novembro para votar nas Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, nas quais elegerão integrantes da Câmara dos Representantes e do Senado, além de governadores em diversos estados do país.

Essa votação é chamada “Eleição de Meio de Mandato” porque acontece na metade de cada mandato presidencial. Por definição, não envolvem a figura do presidente.

No entanto, para quem acredita que, este ano, elas carecem de dramaticidade ou importância, vale considerar estes dois dados:

  • É provável que mais de 100 milhões de pessoas votem nestas Midterms — caso a taxa de participação seja semelhante à registrada no pleito anterior, em 2022
  • Além disso, até 12 de outubro, um montante recorde de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões) já havia sido gasto em propaganda política.

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Segundo a AdImpact, empresa que monitora essas atividades, os maiores gastos concentram-se em disputas acirradas para o Senado nos estados do Texas, Ohio e Michigan.

Somente Elon Musk, bilionário dono da Tesla e aliado de Trump, destinou cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2,1 bilhões) para apoiar os republicanos, de acordo com registros de financiamento de campanha.

Ainda assim, as Eleições de Meio de Mandato costumam atrair menos eleitores do que as votações presidenciais, que possuem maior visibilidade. Lembrando que o voto não é obrigatório nos Estados Unidos

Para se ter uma ideia, mais de 155 milhões de votos foram registrados na eleição presidencial de 2024.

Controle do congresso em jogo nos EUA

Muita coisa está em jogo nestas eleições, com os democratas buscando conquistar a maioria no Congresso dos Estados Unidos.

Atualmente, os republicanos detêm uma maioria de 218 cadeiras a 214 na Câmara — que conta com duas vagas em aberto e um parlamentar independente que alinha seu voto ao dos republicanos.

Para assumir o controle, os democratas precisam conquistar um “saldo líquido” de quatro cadeiras.

A oposição também luta pelo controle do Senado, onde os republicanos possuem maioria de 53 a 47 cadeiras. Os democratas precisam conquistar quatro assentos para obterem a maioria.

Dez disputas — incluindo as nos estados do Maine, Ohio, Carolina do Norte, Iowa e Geórgia — podem definir o resultado final.

As eleições deste ano também incluem disputas para governador em 36 dos 50 estados dos EUA, além de votações em praticamente todos os estados para o preenchimento de vagas em seus órgãos legislativos locais.

Atualmente, os republicanos controlam 55% das cadeiras nos legislativos estaduais em todo o país, enquanto os democratas detêm 43,8%, segundo o Ballotpedia.

Midterms podem afetar a Presidência dos EUA?

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fala à imprensa durante encontro com Xi Jinping, presidente da China
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fala à imprensa durante encontro com Xi Jinping, presidente da China • Reuters

As Eleições de Meio de Mandato representam, via de regra, um terreno perigoso para o partido do presidente dos EUA ou aquele que controla o Congresso.

No contexto de 2026, isso significa que Donald Trump e os republicanos — que controlam tanto o Senado quanto a Câmara dos Representantes — encontram-se em uma situação política delicada.

A votação pode ser uma oportunidade para os eleitores, na prática, avaliarem o desempenho do presidente. Caso a “nota” seja baixa, pode levar a Casa Branca a ajustar sua rota.

Os resultados dessas eleições também podem oferecer pistas a potenciais candidatos à Presidência sobre como adaptar suas mensagens ao eleitorado para a próxima disputa presidencial, que ocorrerá em 2028.

O que as pesquisas mostram?

A aprovação do governo Trump está em seu nível mais baixo de todos os tempos: 32%, segundo uma pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada em 26 de outubro.

Questões internas, como a alta nos preços de produtos, provavelmente influenciarão o resultado de muitas disputas e podem desgastar o apoio aos Republicanos.

Ao mesmo tempo, há indícios de que os democratas estão mais entusiasmados para votar este ano do que os republicanos. Se as tendências observadas na votação antecipada se mantiverem, isso pode sinalizar uma vitória da oposição.

Há também sinais de que eleitores latinos que apoiaram Trump em 2024 podem estar se voltando contra ele, motivados pela frustração com a economia e com algumas das táticas do presidente para o controle da imigração.

No entanto, uma vitória expressiva dos Democratas está longe de ser garantida.

Os republicanos podem se beneficiar do ceticismo persistente em relação aos democratas, de uma maior capacidade de investimento em campanhas e do receio de eleitores moderados diante de algumas vitórias de candidatos de esquerda nas eleições primárias.

Histórico recente das Midterms

O histórico recente ilustra o impacto significativo que as Eleições de Meio de Mandato dos EUA podem provocar.

Nas Midterms de 2010, durante a Presidência do democrata Barack Obama, os republicanos conquistaram vitórias expressivas, ganhando 63 cadeiras adicionais na Câmara dos Representantes — em um cenário de economia fragilizada e pouco apoio à reforma do sistema de saúde, principal bandeira de Obama.

Assim, os democratas perderam a maioria na Câmara; no Senado, mantiveram o controle, apesar de terem perdido seis cadeiras.

O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, discursa durante um comício de campanha no formato drive-in para, na época, o candidato presidencial democrata Joe Biden na Northwestern High School em 31 de outubro de 2020 em Flint, Michigan
O ex-presidente dos EUA, Barack Obama, discursa durante um comício de campanha no formato drive-in para, na época, o candidato presidencial democrata Joe Biden na Northwestern High School em 31 de outubro de 2020 em Flint, Michigan • Photo by Drew Angerer/Getty Images

Obama descreveu o avanço republicano como uma “derrota acachapante”. Na sequência, ele teve de enfrentar exigências da oposição por cortes substanciais nos gastos não relacionados à Defesa.

Os democratas deram o troco em 2018, com Trump na Casa Branca. Eles conquistaram um saldo positivo de 40 cadeiras na Câmara, embora tenham perdido duas cadeiras no Senado.

Quem será o presidente da Câmara dos EUA?

Se os democratas conseguirem conquistar a Câmara, o próximo presidente da Casa provavelmente será o deputado Hakeem Jeffries, de Nova York. Atualmente, ele é o líder da minoria na Casa Legislativa.

Líder da minoria na Câmara dos Deputados dos EUA, Hakeem Jeffries • 23/10/2025 REUTERS/Kylie Cooper

Jeffries, que se tornaria o primeiro norte-americano negro a ocupar esse cargo de grande poder, estaria em posição de orientar as comissões da Câmara a iniciar investigações sobre uma série de atividades do presidente americano e seus aliados.

O deputado afirmou repetidamente que os democratas investigariam o que ele chamou de “níveis sem precedentes de corrupção” durante a administração Trump.

Jeffries também conduziria as prioridades legislativas dos democratas na Câmara. Ele declarou que o partido focaria em tornar mais acessíveis os custos com saúde, alimentação, moradia, energia e outros itens essenciais.

Caso os republicanos mantenham o controle da Câmara, o atual presidente, Mike Johnson, poderia continuar no cargo, ou então ser desafiado por outro integrante do partido.

As prioridades republicanas provavelmente incluirão novos cortes de impostos, um aumento expressivo nos gastos com Defesa e reduções mais profundas na rede de proteção social, dando continuidade ao plano “One Big Beautiful Bill” proposto por Trump para 2025.

Outras disputas importantes

Entre as disputas mais acompanhadas para a Câmara estão a tentativa de reeleição do deputado republicano Mike Lawler, em um distrito de Nova York que foi vencido pela candidata democrata Kamala Harris em sua campanha presidencial de 2024, e a disputa por uma vaga em um distrito decisivo em Nebraska, onde agricultores e caminhoneiros enfrentam uma alta acentuada nos preços dos combustíveis, decorrente da guerra dos EUA contra o Irã.

Além disso, os democratas buscam conquistar outras cadeiras atualmente ocupadas por republicanos, incluindo duas na Pensilvânia e uma em Nova Jersey.

Pairando sobre todo esse cenário, surgem dúvidas sobre se Trump tentará interferir nas eleições, que são organizadas e administradas pelos 50 estados norte-americanos.

Desde 2020, ele tem insistido, repetidamente e sem apresentar provas, que existe uma fraude generalizada nas eleições dos EUA.

Autoridades eleitorais estaduais e democratas no Congresso vêm se preparando para possíveis contestações jurídicas, caso a administração Trump tente intervir no processo.

Como funcionam a Câmara dos Representantes e o Senado dos Estados Unidos?

 

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Ataque a tiros em loja de Halloween nos EUA deixa um morto e seis feridos

Uma pessoa morreu e pelo menos seis ficaram feridas em um ataque a tiros dentro de um shopping center em Fairfield, Califórnia, na noite de sexta-feira (30), informou a polícia na manhã deste sábado (31).

A polícia de Fairfield respondeu a relatos de disparos em uma loja da Spirit Halloween dentro do shopping por volta das 20h30, horário local, na sexta-feira (00h30 de sábado no horário de Brasília), disse um porta-voz da polícia em um comunicado.

Sete pessoas sofreram ferimentos a bala, uma das quais morreu, e as demais foram levadas para hospitais locais.

Pelo menos três estavam em estado crítico, informou a polícia.

A polícia não identificou as vítimas e afirmou desconhecer o responsável.

“Ainda há uma cena do crime bastante ativa e a investigação está em andamento”, disse o chefe de polícia Dan Marshall.

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Análise: Maria Corina Machado retorna à Venezuela e desafia plano dos EUA

O retorno da líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, à Venezuela desafia o plano de transição elaborado pelo Departamento de Estado dos EUA, coloca pressão sobre os ombros da presidente interina do país, Delcy Rodríguez, e aumenta as tensões na ala do chavismo que a apoia — ala que, até o domingo (25), parecia sobreviver, sem maiores sobressaltos, aos desdobramentos da derrubada de Nicolás Maduro.

A presença da líder opositora em solo venezuelano altera a relativa tranquilidade com que vinha transcorrendo o que muitos passaram a chamar de “novo momento político” do país sul-americano, após a operação militar de 3 de janeiro que capturou o ditador Nicolás Maduro.

Em troca da manutenção no poder, o chavismo — apoiado por Washington — reformou algumas leis, libertou dezenas de presos políticos, permitiu o retorno de alguns exilados e concedeu a uma empresa, associada ao Pentágono, acesso privilegiado às enormes reservas de petróleo da Venezuela.

A aparição inesperada de Machado na igreja Santa Rosa de Barquisimeto, no centro-oeste da Venezuela, também colocará à prova esse vínculo, que parece ser muito mais sólido do que a ligação que a líder opositora mantém atualmente com a administração de Donald Trump.

“A relação com Washington está abalada, mas não interrompida. Estamos cientes de que os Estados Unidos são nosso principal aliado estratégico”, disse à CNN uma fonte próxima ao seu círculo.

Choque de interesses

No entanto, o interesse de Washington em desenhar um marco institucional para a Venezuela — livre dos sobressaltos que a presença de Machado e sua demanda por mudança provocam no chavismo — já colidia com a necessidade dela de se estabelecer no país para recuperar a iniciativa política, que começava a se esvair após um período de pouco mais de dois anos que combinou a clandestinidade com o exílio.

Essa contraposição entre os interesses de Washington e de Machado ficou ainda mais evidente após os terremotos de 24 de junho.

Depois dessa data, Machado decidiu intensificar a pressão para retornar à Venezuela — algo que os Estados Unidos haviam desaconselhado por motivos de segurança.

Ela tentou voltar várias vezes, sem sucesso, a partir do Panamá, onde passou as últimas semanas.

Nunca conseguiu concretizar o retorno “devido ao bloqueio do regime”, segundo denunciou Pedro Urruchurtu, diretor de relações internacionais do partido Vente Venezuela, em um comunicado divulgado no domingo (25).

Ela finalmente conseguiu, quatro meses após a tragédia, sem contar com o aval expresso de Washington.

“Consideramos que não era o momento de consultar, mas sim de agir. Preferimos atuar com autonomia para não incomodar ninguém”, disse à CNN uma fonte próxima à dirigente.

“E, pelo visto, os Estados Unidos não se opuseram. Supomos que eles já deviam saber, pois ficam sabendo de tudo”, acrescentou ele.

A notícia de seu retorno parece ter surpreendido as altas autoridades norte-americanas.

Enquanto o presidente Trump afirmou à CNN que não estava a par do retorno de Machado — embora tenha expressado o desejo de que ela estivesse bem —, o Departamento de Estado (também consultado pela CNN sobre se Washington teria apoiado a volta de Machado) remeteu às declarações feitas pelo secretário de Estado, Marco Rubio, por ocasião dos contratempos para o retorno que foram denunciados pela equipe da líder opositora.

“María Corina Machado tem todo o direito de entrar em seu país quando quiser. Demos a ela alguns conselhos. Ela é uma cidadã venezuelana; não é panamenha nem norte-americana”, assinalou Rubio naquela ocasião.

Simultaneamente, o secretário de Estado publicou no domingo, no X: “As condições que permitem o retorno seguro da Sra. Machado à Venezuela são o resultado direto das conversas de reconciliação apoiadas pelos Estados Unidos, que já alcançaram a libertação de centenas de presos políticos e o retorno de centenas de figuras da oposição venezuelana. Os Estados Unidos esperam que as liberdades de todos os setores da política venezuelana continuem sendo respeitadas, e esperamos que todos os atores políticos apoiem essas conversas”.

Com isso, Washington parece definir os contornos da transição venezuelana.

Não se opõe ao retorno de Machado, mas espera que a pressão que a líder venezuelana exercerá sobre o chavismo, ao retomar sua atividade política, não coloque em risco a negociação entre as delegações do governo e um setor da oposição — negociação que, por fim, levará à realização de eleições presidenciais, como a própria presidente interina chegou a reconhecer.

Os desafios que o aguardam

A equipe de Machado está ciente de que ela retorna a um país diferente.

Não houve grandes mudanças na economia local, ainda sobrecarregada pela perda de três quartos do PIB e que agora busca se recuperar dos efeitos do duplo terremoto.

São mais de dois anos sem contato direto com seus apoiadores.

“Ela precisa voltar a sentir o pulso das ruas e ver quais são os próximos passos, pensá-los muito bem para não cometer erros. Ela entende isso”, disse a fonte próxima ao seu círculo.

A equipe do Vente Venezuela vem preparando o terreno para a chegada de sua líder.

Vários de seus principais quadros — incluindo dois dos dirigentes que permaneceram confinados na sede da embaixada da Argentina em Caracas por mais de um ano — retornaram à Venezuela para participar de concentrações e eventos com a militância, que começa, aos poucos, a retomar suas atividades após a dura repressão ocorrida na sequência dos polêmicos resultados das eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

Nesse sentido, a equipe de relações internacionais da líder opositora afirmou, em um comunicado, que Machado retorna “para ajudar a construir e promover um acordo nacional amplo e plural, que permita desenvolver uma visão compartilhada para o país”.

“Esse acordo”, acrescenta o texto, “deve transcender as diferenças políticas, fomentar a compreensão e a reconciliação, e lançar as bases para um futuro comum fundamentado na democracia, no respeito aos direitos humanos, na convivência pacífica e na prosperidade”.

Por ora, não está claro se a equipe de Machado pretende impulsionar algum acordo com a delegação opositora que participa do diálogo promovido por Washington. “Seria preciso construir essa aliança com ela, pois, hoje, ela não existe”, disse uma pessoa a par das conversas com o governo. “Mas, se conseguirmos estabelecer uma coordenação nas diferentes frentes, isso pode servir como um grande apoio ao que está sendo discutido na mesa de negociações”, reconheceu.

Machado não integra a negociação promovida pelos Estados Unidos, mas declarou que não criará obstáculos a esses esforços e que avaliará o processo com base nos resultados.

Sua chegada à Venezuela dará novo ânimo a um país que parecia resignado a aguardar o desfecho das conversas patrocinadas por Washington; contudo, ela precisará ter cautela para não melindrar aquele que, apesar das divergências, continua sendo o aliado-chave de seu projeto político.

Saiba quem é Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela

 

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Dos dinastías enfrentadas y un gay reacio a hablar de sexualidad: los protagonistas de la lucha por New Hampshire

La entrada, para ser sinceros, no está a la altura. Para visitar el Ateneo de Portsmouth hay que pasar por un pub irlandés rodeado de andamios en medio de sacos de desechos de obra. Y luego hay que subir unas escaleras empinadas. Pero, pese a la primera impresión, la experiencia merece la pena. Esta institución, fundada en 1817, con sus libros del siglo XV y sus más de 40.000 imágenes y manuscritos, es la historia viva de esta pequeña ciudad de la costa este de Estados Unidos, justo donde comienza New Hampshire.

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© Reba Saldanha (AP Photo/Reba Saldanha)

Chris Pappas durante un acto de campaña en New Hampshire, el 17 de octubre.
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Las 300 mujeres de la tercera edad que rompen el molde de los cubanoamericanos en Miami: “Ni todos somos republicanos, ni todos trumpistas”

Sylvia Caíña Figueroa está a punto de hacer un cuento y el resto la escucha, atentas. La primera llamada que recibió cuando se mudó a Miami fue de parte de una prima. “Me han dicho que eres demócrata”, le dijo. “Ese fue el recibimiento. Como si hubiera traicionado nuestra tradición”. El resto de las mujeres que la oyen mueven de lado a lado la cabeza, o asienten, como si el relato no les resultara ajeno. Luego Sylvia rememora otras escenas: “Mucha gente acá me decía: ‘¿Tú eres cubana? Ah, entonces tú eres republicana’. Y eso mismo nos hizo a todas rechazar ese título, que todos los cubanos del sur de Florida pensábamos igual”.

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Sylvia Caíña Figueroa en Florida, en una imagen de archivo.Carolina Camp en Florida, en una imagen sin datar.Elena, Carolina y María Asunción frente al centro de Miramar.

© CEDIDA

Mujeres miembro del grupo Cuban American Women Supporting Democracy, en Miami.
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Freedom Fuel, la red de gasolineras MAGA promocionadas por Trump, acumula denuncias y sospechas de fraude

Gasolinera Freedom Fuel en un suburbio al este de Filadelfia.

“Oh, no, hermano. No fastidies”, se lamenta decepcionado Rileik Quick cuando se entera de que la gasolinera en la que está repostando, perteneciente a la cadena Freedom Fuel, es de tendencia MAGA (Make America Great Again), el movimiento ultraconservador que llevó en volandas a Donald Trump a la Casa Blanca.

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Imagen recreada de las gasolineras Freedom Fuel, publicada por Trump en su cuenta de Truth.Karol, una jubilada de Filadelfia, reposta en una gasolinera Freedom Fuel.James Bond, un vecino de un suburbio al este de Philadelphia, reposta gasolina en una estación de Freedom Fuel.
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Bolsonaro llama a hacer del Congreso de Brasil una “trinchera” para “impedir o retardar el gran caos” de la presidencia de Lula

El derrotado candidato presidencial brasileño, Flávio Bolsonaro, volvió a cuestionar este viernes la legitimidad de los recientes comicios en su país, al calificar los resultados de “matemáticamente imposibles”, y aseguró que la victoria del presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, se consumó mediante “un gol con la mano”. “Hay muchas cosas inexplicables en estas elecciones, que matemáticamente es imposible que hayan ocurrido en el mundo real, a menos que, como dije, haya habido algún gol con la mano”, expresó el ultraderechista en una transmisión en vivo en sus redes sociales.

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El excandidato brasileño Flávio Bolsonaro llegaba el miércoles a Miami junto a su familia. Associate Press/ LaPresse Only Italy and Spain
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«Yo voté»: pegatinas electorales colman altar de migrante asesinado por ICE en Texas, EE.UU.

La acera donde murió el migrante mexicano de 52 años se convierte en un centro de protesta y convergencia ciudadana durante las elecciones anticipadas, uniendo la memoria del trabajador con la denuncia ante las acciones del ICE.
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Agentes armados, coacciones de Trump y cárcel: los funcionarios electorales se preparan para la jornada más difícil

Una trabajadora electoral muestra los puestos que garantizan la privacidad en la Oficina de Elecciones de Dauphin County, en Pensilvania.

Todas las elecciones de Estados Unidos pasan por Pensilvania. También las legislativas de mitad de mandato del próximo martes. En el centro del Estado disputado por antonomasia, el comisionado Justin Douglas contenía el aliento el jueves pasado en su oficina de Harrisburg, en el condado de Dauphin, ante lo que pueda pasar ese día y en los que le sigan hasta la composición en enero del nuevo Congreso.

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El comisionado del condado de Dauphin Justin Douglas, en Harrisburg (Pensilvania), el pasado jueves, en su despacho.Michael Mirer, a la puerta del colegio electoral de Greenville (Wisconsin) en el que servirá como voluntario el próximo martes. Nelva Wright deposita su papeleta de voto por correo, el jueves pasado en un buzón electoral de Harrisburg (Pensilvania).
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Fuga grotesca

La máscara de moderación con la que Flávio Bolsonaro intentó confundir a los brasileños durante la campaña electoral se le ha caído en cuanto los resultados de las urnas, conocidos el domingo, frustraron su pretensión de alcanzar la presidencia del mayor país de América Latina. A la hora de la verdad, Bolsonaro hijo ha revelado la misma naturaleza que su padre, impedido de optar a la presidencia tras ser condenado por tramar un golpe de Estado cuando perdió las elecciones hace cuatro años.

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© Associated Press/LaPresse (APN)

Flávio Bolsonara baja del avión en el aeropuerto de Miami-Opa Locka, el pasado día 28.



Associate Press/ LaPresse
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Puerto Rico se persigna cada mes con la factura de la electricidad

¿Se podrá dejar de hablar alguna vez en Puerto Rico de la electricidad? Difícilmente. Los boricuas reciben con frecuencia avisos sobre posibles apagones porque el sistema no da para abastecer la demanda, mientras pagan 37% más por alumbrarse cinco años después de que la distribución eléctrica fue dejada en manos de un consorcio privado.

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© Thais Llorca (EFE)

Un hombre reacciona durante una manifestación este sábado, frente a las oficinas de la empresa LUMA Energy, en San Juan (Puerto Rico).
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Rusia advierte que ataques ucranianos a refinerías afectan mercado global de diésel

"Lo que hacen los drones ucranianos con nuestras refinerías va claramente en detrimento de los mercados mundiales", advirtió el vice primer ministro ruso, Alexánder Novak, al alertar sobre una posible disminución en el suministro global de diésel.
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Jorginho Mello se distancia de Flávio e diz respeitar resultado das urnas

O governador reeleito de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), se distanciou do discurso adotado por Flávio Bolsonaro (PL), após a derrota do senador na disputa presidencial.

Aliado da família Bolsonaro e apoiador da candidatura de Flávio, Jorginho defendeu o respeito ao resultado das urnas e a pacificação do País em manifestação publicada nas redes sociais na quarta-feira (28), horas após o ex-candidato divulgar uma carta em que questiona, sem apresentar provas, a legitimidade da eleição e se autoproclama líder do Brasil.

“Às instituições brasileiras, cabe promover a pacificação que o momento exige. Não é hora de aprofundar feridas, mas sim curá-las. Da minha parte, continuarei cumprindo a missão da qual jamais abri mão, defendendo os interesses de Santa Catarina acima de tudo, com firmeza e responsabilidade, respeitando as instituições e o resultado final das urnas”, afirmou o governador.

A manifestação foi a primeira de Jorginho após o segundo turno, realizado no domingo, 25, e ocorreu três dias depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O posicionamento contrasta com o de Flávio, que deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, após a derrota, e divulgou uma carta na qual alegou fraude eleitoral, sem apresentar provas.

Na primeira versão do documento, divulgada por aliados, Flávio chegou a se apresentar como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil“. Posteriormente, o senador alterou o texto e passou a se declarar “líder do Brasil”, mantendo as acusações contra o processo eleitoral e as instituições brasileiras. Flávio afirmou ainda que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.

Apesar do distanciamento em relação às declarações do aliado, Jorginho destacou a votação expressiva de Flávio em Santa Catarina, Estado onde o senador obteve seu melhor desempenho no segundo turno. O candidato do PL recebeu 3.220.071 votos, o equivalente a 69,42% dos válidos, contra 1.418.314 votos (30,58%) de Lula.

Presidente estadual do PL, Jorginho foi um dos principais aliados de Flávio na campanha presidencial e foi reeleito governador de Santa Catarina no primeiro turno. Embora tenha defendido o reconhecimento do resultado eleitoral, o governador não fez críticas diretas à fuga do senador nem às acusações de fraude apresentadas pelo correligionário.

O posicionamento de Jorginho se soma ao de outras lideranças da direita que se afastaram das alegações de Flávio. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu o respeito ao resultado das urnas, enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio, afirmou que não há provas que sustentem acusações de fraude no pleito.

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