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Estatutos da AFVR a votos: fim do limite de mandatos divide clubes

30 October 2026 at 16:49

VTM

A Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) leva esta noite a votação uma alteração aos estatutos e regulamento eleitoral. O ponto que mais divide os clubes é o desaparecimento do limite de três mandatos consecutivos, mas a proposta (de 76 para 82 artigos) altera também outras normas pouco debatidas.

O que muda

Os estatutos em vigor (art. 23.º/3) proíbem mais de três mandatos seguidos no mesmo órgão. Na proposta, o art. 37.º fixa o mandato em quatro anos e não reproduz esse limite. Não há regra transitória sobre mandatos já cumpridos: o art. 82.º limita-se a garantir que os mandatos em curso não são prejudicados. Na prática, quem já cumpriu três mandatos seguidos pode voltar a candidatar-se.

A proposta impede ainda quem renunciar de concorrer, a qualquer órgão, nas eleições imediatamente seguintes (art. 37.º/2). Os estatutos atuais já excluem quem tenha cessado funções antes do termo do mandato (art. 16.º/1-g), regra que em termos gerais abrange a renúncia. A proposta torna-a mais específica.

O que existe nos estatutos atuais

  • Remunerações
    O art. 20.º/2 atual já permite remunerar os titulares dos órgãos, apenas através de programas financiados por entidades externas, mediante proposta e aprovação da Direção por maioria simples. A proposta (art. 23.º/5) mantém a possibilidade, refere agora também a FIFA e fala apenas em aprovação da Direção. Prevê ainda despesas de deslocação, estadia e senhas de presença (art. 23.º/4).
  • Regimentos
    O art. 15.º/5 atual já sujeita o regimento de cada órgão à aprovação da Direção, solução semelhante à dos Estatutos da FPF. Mantém-se a pergunta sobre como conciliar a independência dos órgãos jurisdicionais (Conselho de Justiça e Conselho de Disciplina), prevista nos estatutos, com regimentos aprovados pela Direção.

Outras alterações

  • A destituição de titulares passa a exigir 3/4 dos delegados presentes, e não 3/4 do total.
  • A proposta de destituição passa a poder partir de 25% dos delegados (eram 20%).
  • Basta o pedido de 10% dos delegados para rever regulamentos da Direção (eram 50%).
  • O parecer prévio para alterar estatutos deixa de estar previsto.
  • No regulamento eleitoral, os delegados eleitos passam de 6 para 8.
  • O voto passa a ser só pessoal, sem credencial.
  • A Comissão Eleitoral deixa de ter quórum e regra de impedimentos.

A posição da AFVR

O presidente, António Marques, remeteu esclarecimentos para um comunicado publicado nas redes sociais. A direção fala numa “campanha difamatória, falsa e que põe em causa o bom nome desta instituição” e diz que a proposta, quanto ao limite de mandatos, “visa única e exclusivamente garantir a conformidade legal da instituição” com o acórdão de uniformização de jurisprudência n.º 2/2022 do Supremo Tribunal Administrativo (STA). Diz ter o parecer positivo do Conselho de Justiça.

Segundo a AFVR, a medida “corrige uma imposição legal errónea”, porque a limitação anterior “baseava-se numa interpretação extensiva da lei que o STA declarou ser juridicamente incorreta e violadora da Constituição”. Acrescenta que devolve aos clubes “total liberdade e soberania” e que “não visa beneficiar nenhuma estrutura atual”.

O que dizem os documentos

  • O acórdão (Pleno do STA, 26 de maio de 2022, publicado no Diário da República a 30 de junho) fixou que o limite do art. 50.º/2 do Regime Jurídico das Federações Desportivas não se aplica às associações territoriais de clubes. O fundamento é sobretudo a letra da lei: o n.º 1 do artigo refere expressamente essas associações e o n.º 2 refere apenas as federações. O tribunal considera “inviável” a leitura contrária. A Constituição surge como argumento adicional, não como declaração de inconstitucionalidade.
  • O alcance do acórdão. Afasta a obrigação legal, mas não impede que os estatutos de uma associação prevejam um limite. Retirá-lo é uma opção da assembleia-geral. A FPF mantém o limite de três mandatos para os seus próprios órgãos (Estatutos da FPF, art. 36.º/2).
  • O parecer do Conselho de Justiça é de 19 de outubro, favorável por unanimidade às duas propostas, com três assinaturas. Não tem fundamentação e não refere o acórdão nem o limite de mandatos. Os estatutos atuais (art. 41.º/2) exigem parecer prévio dos órgãos competentes para discutir alterações estatutárias.

Os clubes

A VTM contactou vários presidentes de clubes associados da AFVR, que se mostraram muito reticentes sobre o momento da reunião e sobre a revisão dos atuais estatutos. A maioria está contra, outros ainda não decidiram o sentido de voto e outros querem ser esclarecidos sobre o que está em causa.

Bruno Gonçalves, presidente do Abambres SC, foi claro sobre este assunto, ao afirmar que “não é o timing indicado para se fazer uma alteração de estatutos, poderia ter sido feito como no ano passado, em que a própria associação alterou alguns regulamentos disciplinares”.

Para este presidente, o ideal “seria formar uma equipa de trabalho, agora marcar uma assembleia-geral de um dia para o outro sem uma discussão prévia não é benéfico para ninguém”.

O presidente do Abambres SC vai marcar presença, mas referiu que “não irei votar a favor, pois queremos ouvir as pessoas, pelo que estamos com algumas dúvidas entre o voto contra e a abstenção”.

Márcio Rodrigues, presidente do Vilar de Perdizes, não pode marcar presença na assembleia-geral pelos compromissos que tem com o clube, mas mostrou-se contra a alteração. “À sexta-feira não tenho hipótese, porque tenho de preparar as equipas para jogar no fim de semana”, referiu, adiantando que “está contra” esta alteração dos estatutos.

Nuno Matos, presidente do FC Santa Marta, disse que os clubes passam por “imensas dificuldades e o importante é repensar o nosso futebol distrital”. Sobre a proposta, refere que “está contra”.

O presidente do SC Vila Pouca de Aguiar, Hugo Pinto, revela que ainda “vai ouvir a direção do clube antes de tomar uma decisão, mas considera que alterar a limitação dos mandatos é o que mais nos preocupa”.

Hugo Letra, presidente do SC Vila Real, revelou que ainda não analisou aquilo que está em causa, pelo que não pode emitir nenhuma opinião.

Como se vota

Segundo os estatutos em vigor (art. 41.º/5), a aprovação exige o voto favorável de três quartos dos delegados presentes. Lido à letra, as abstenções contam como votos não favoráveis, pelo que pouco mais de 25% dos presentes bastam para bloquear a proposta. A discussão só pode ter lugar em assembleia especialmente convocada para o efeito (art. 41.º/2), com 8 dias de antecedência mínima (art. 42.º/3).

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Así será la programación de La Séptima, el nuevo canal de TDT capitaneado por Javier Ruiz con Sarah Santaolalla o Alba Carrillo

30 October 2026 at 12:29

Un nuevo canal de TDT en abierto está a punto de aterrizar a nivel nacional. El 5 de noviembre a las 12.00, los españoles podrán sintonizar La Séptima, la cadena impulsada por José Miguel Contreras como un espacio de programas de debates y tertulias muy centrado en la política.

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© Ricardo Rubio / Europa Press (Europa Press)

El consejero delegado de La Séptima, José Miguel Contreras, interviene durante la presentación de la cadena de La séptima el pasado octubre.

Quando pessoas comuns fazem coisas extraordinárias

29 October 2026 at 11:06

VTM

Há mais de trezentos anos, John Locke escrevia que “as coisas deste mundo estão num fluxo tão constante que nada permanece por muito tempo no mesmo estado”. Talvez seja esta uma das verdades mais simples e, simultaneamente, mais difíceis de aceitar por quem governa. As sociedades mudam, as pessoas mudam e as suas expectativas também. E, quando os problemas persistem sem resposta, acabam inevitavelmente por encontrar uma forma de se tornarem visíveis.

Penso muitas vezes no dia 18 de dezembro de 2013. Não pela dimensão mediática que alcançou, nem sequer pelo desfecho que viria a ter. Recordo esse dia porque me permitiu compreender algo que os livros explicam, mas que apenas a experiência verdadeiramente ensina: as pessoas não se mobilizam porque partilham uma ideologia – mobilizam-se porque partilham uma realidade! Estive envolvido, desde cedo, na organização nacional daquela contestação. O que nos unia não era uma doutrina, uma corrente partidária ou qualquer projeto ideológico, mas sim a convicção de que existia um problema que afetava a nossa profissão, a sua dignidade e a própria ideia de escola pública.

Foi então que compreendi melhor Hannah Arendt quando escreveu que a desobediência civil significativa nasce de uma comunidade de interesses. Não é o indivíduo isolado que produz mudança, é o momento em que pessoas diferentes reconhecem numa dificuldade aparentemente individual uma preocupação coletiva. Aquilo que parecia privado revela-se, afinal, uma questão pública. Mas foi precisamente nesse momento que muitos deixaram de discutir o problema para discutirem os seus protagonistas. Em vez de se ouvirem razões, distribuíam-se rótulos. O movimento foi apresentado como uma iniciativa da extrema-esquerda, como se uma etiqueta ideológica explicasse a mobilização de milhares de professores ou anulasse as causas que os levaram a agir.

Passados mais de dez anos, continuo a observar o mesmo fenómeno. Vejo-o nas manifestações estudantis em França, percebo-o nos protestos sociais que atravessam a Europa e observo-o cravado em tantas outras expressões de descontentamento coletivo. Antes de se compreender o que move as pessoas, procura-se classificá-las. Talvez porque seja mais fácil atribuir um rótulo a um protesto do que enfrentar as razões da sua existência. Mas ninguém reúne milhares de cidadãos em torno de uma mera etiqueta política. O que une as pessoas é algo mais profundo, é uma preocupação partilhada, uma dificuldade comum, uma injustiça sentida. É essa experiência que transforma vidas dispersas numa causa coletiva. Quando olho para a Europa de hoje, não vejo apenas manifestações. Eu vejo cidadãos que procuram ser escutados antes de serem interpretados. Porque a verdadeira questão nunca é quem está por detrás dos protestos. A verdadeira questão é aquilo que está diante das pessoas. E é precisamente nesse momento que a política deveria começar a ouvir. Não para concordar com tudo, não para ceder a tudo, mas porque a primeira responsabilidade de uma democracia não é classificar os seus cidadãos, mas compreendê-los.

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Trump joins Hannity-Earhardt wedding rehearsal dinner at Mar-a-Lago

24 October 2026 at 16:12
Fox News hosts Sean Hannity and Ainsley Earhardt held their wedding rehearsal dinner on Friday evening at President Trump’s Mar-a-Lago club in Palm Beach, Fla. Both Trump and first lady Melania Trump were in attendance, as well as other top Trump administration officials, according to Fox News. The president is not expected to attend the…

Inteligência Artificial na Saúde em debate nas I Jornadas dos TSDT da ULSBA em Beja

19 October 2026 at 17:22

A Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA), através da Comissão Organizadora dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT), promove as I Jornadas dos TSDT da ULSBA, nos dias 23 e 24 de outubro de 2026, na Universidade Politécnica de Beja, em Beja.

Subordinadas ao tema ‘A Influência da Inteligência Artificial nas Áreas Profissionais dos TSDT’, as Jornadas têm como objetivo promover a partilha de conhecimentos e a reflexão sobre o impacto da Inteligência Artificial na transformação dos cuidados de saúde, nas práticas profissionais e no desenvolvimento das diferentes áreas das tecnologias da saúde.

O evento reunirá profissionais de saúde, especialistas, investigadores e docentes de diversas instituições, num programa que integra conferências, mesas-redondas e apresentações científicas. Serão abordadas as oportunidades e os desafios da aplicação da Inteligência Artificial em áreas como a imagem médica, as análises clínicas, a cardiologia, a reabilitação, a nutrição, a saúde ambiental e a saúde oral.

A iniciativa pretende valorizar o papel dos TSDT na inovação em saúde, promovendo a reflexão sobre a utilização segura, ética e responsável destas tecnologias e o seu contributo para a qualidade, a segurança e a eficiência dos cuidados prestados à população.

Com a realização destas primeiras Jornadas, a ULSBA reforça o seu compromisso com a valorização dos profissionais, a atualização científica e a partilha de conhecimento, acompanhando os desafios da transformação digital na área da saúde.

Que disait Hannah Arendt, citée par Villiers, sur l'éducation ?

5 October 2026 at 09:58

par Élise Rochefort

« La crise de l'éducation » est un essai d'Hannah Arendt daté de 1958. Il figure dans le recueil Between Past and Future, publié en 1961 chez Viking Press et Faber and Faber, qui rassemblait alors six essais ; une édition révisée de 1968 en compte huit, et y ajoute une préface. L'essai occupe la cinquième position dans cette édition élargie, entre « What Is Freedom? » et « The Crisis in Culture ». La traduction française paraît chez Gallimard en 1972 sous le titre La Crise de la culture, à partir de la seconde édition ; l'essai se lit aujourd'hui dans l'édition Folio Essais n° 113, aux pages 232-246 selon la pagination retenue par les documents pédagogiques de l'académie de Versailles.

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Le texte porte sur la crise de l'école américaine des années 1950. Arendt y traite un problème national, non une théorie générale de la pédagogie, et c'est l'une des raisons pour lesquelles ses conclusions sont régulièrement déplacées hors de leur objet.

La thèse : l'éducation a pour objet le nouveau venu

La définition posée par Arendt est la natalité : « L'essence de l'éducation est la natalité, le fait que des êtres humains naissent dans le monde ». L'enfant est un arrivant dans un monde qui lui préexiste et qui lui est étranger. Il est à la fois un être nouveau et un être en devenir.

De cette position découle une tâche à deux faces. L'éducation doit entourer et protéger : « l'enfant contre le monde, le monde contre l'enfant ». Les deux protections sont de même rang. L'enfant doit être préservé de l'exposition publique qui détruirait sa croissance ; le monde doit être préservé de l'assaut du neuf qui le ruinerait. Arendt ajoute une troisième dimension, moins citée : il faut aussi protéger le neuf contre l'ancien.

La formule qui conclut ce développement est la plus reprise de l'essai : « Le conservatisme, pris au sens de conservation, est l'essence même de l'éducation ».

Éduquer, est-ce apprendre à obéir ou à innover ?
Philippe de Villiers ne voit que deux jeunesses. PISA 2025 : 458 en maths, −37 points depuis 2018. Éduquer, est-ce apprendre à obéir ou à innover ?
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La raison du conservatisme, qui en limite la portée

Arendt donne immédiatement le motif de cette formule, et ce motif en restreint l'usage : « c'est justement, pour préserver ce qui est neuf et révolutionnaire dans chaque enfant que l'éducation doit être conservatrice ». Le conservatisme y est un moyen, non une fin. Il conserve le monde pour que l'arrivant puisse le recevoir, et il conserve l'arrivant pour que le monde puisse être changé par lui. Arendt écrit que « notre espoir réside toujours dans l'élément de nouveauté que chaque génération apporte avec elle ».

Le même raisonnement fonde la phrase sur la responsabilité : « L'éducation est le point où se décide si nous aimons assez le monde pour en assumer la responsabilité et, de plus, le sauver de cette ruine qui serait inévitable sans ce renouvellement et sans cette arrivée de jeunes et de nouveaux venus ». Le monde n'est pas sauvé par sa conservation, mais par son renouvellement ; la conservation est ce qui rend ce renouvellement possible.

Ce qu'Arendt critique dans l'éducation progressiste

La lecture dominante dans la littérature universitaire française, notamment chez Philippe Foray, dégage trois présupposés que l'essai met en cause dans l'éducation progressiste américaine : l'existence d'un monde de l'enfance autonome et autogouverné ; la constitution de la pédagogie en science indépendante de la matière enseignée ; la substitution du faire à l'apprendre. Cette décomposition en trois points est une reconstruction des commentateurs ; elle n'apparaît pas sous cette forme numérotée dans le texte.

Arendt lie ces présupposés à l'effacement de l'autorité de l'enseignant, autorité qu'elle fait reposer sur la compétence dans une matière et non sur la contrainte. Elle écrit que « l'éducation ne peut faire fi de l'autorité, ni de la tradition », tout en constatant qu'elle s'exerce désormais dans un monde qui n'est plus structuré par l'une ni retenu par l'autre. Le constat est posé comme une difficulté, non comme un programme de restauration.

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La critique du conservatisme politique

C'est la partie de l'essai la moins citée, et la seule qui en règle l'application. Arendt y sépare les deux domaines : « Il faudrait bien séparer le domaine de l'éducation des autres domaines, et surtout celui de la vie politique et publique ».

La raison est de structure. L'éducation est une relation asymétrique entre un adulte et un enfant ; la politique est une relation entre égaux. Arendt précise que son argument « ne vaut que dans le domaine de l'éducation, ou plus exactement dans celui des relations entre enfant et adulte, et non dans celui de la politique où tout se passe entre adultes et égaux ».

Le jugement sur le conservatisme politique est explicite : « En politique, cette attitude conservatrice — qui accepte le monde tel qu'il est et ne lutte que pour préserver le statu quo — ne peut mener qu'à la destruction ». La symétrie est complète : ce qui est l'essence de l'éducation est, transporté en politique, un principe de ruine. Le motif est le même dans les deux cas — le monde ne subsiste que renouvelé.

Arendt tire de cette séparation une conséquence sur le gouvernement des adultes. Elle écrit qu'« on ne peut ni éduquer les adultes ni traiter les enfants comme de grandes personnes » ; que « l'éducation ne peut jouer aucun rôle en politique, car en politique c'est toujours à ceux qui sont déjà éduqués que l'on a affaire » ; et que « quiconque se propose d'éduquer des adultes se propose en fait de jouer les tuteurs et de les détourner de toute activité politique ». Le projet pédagogique appliqué à des citoyens est donc qualifié, dans le texte, de mise sous tutelle.

Sur la formule de l'« invasion barbare »

Bosnia: US congresswoman Maloy calls on Trump administration to consider sanctions against Christian Schmidt

12 September 2026 at 18:28

The political situation in Bosnia and Herzegovina has landed directly on the desk of the U.S. Department of the Treasury. Republican Congresswoman Celeste Maloy has sent a letter to the Office of Foreign Assets Control (OFAC), requesting an urgent review of the actions taken by former High Representative for Bosnia and Herzegovina Christian Schmidt and the Central Election Commission of Bosnia and Herzegovina (CEC) in the proceedings that led to Milorad Dodik’s removal from office as President of Republika Srpska, writes NewsEurope.

At the time, that removal was also supported by the United States under the Biden administration, although it remains unclear what external influences may have been at play and who actually made the decision. Dodik has long faced strong opposition from Bosnian movements close to the Muslim Brotherhood, in part because of his close ties with Israel.

The letter, dated 31 August 2026, and addressed to OFAC Director Bradley Smith, carries particular political significance because Maloy goes beyond simply asking for clarification. The congresswoman explicitly brings to the Treasury agency’s attention the possibility that the actions attributed to Schmidt and the CEC could fall within the scope of conduct subject to U.S. sanctions authorities.

In the letter, Maloy states that she understands that OFAC has received materials alleging that the actions of Schmidt and the Election Commission may constitute “interference with a democratic process” within the scope of existing U.S. sanctions authorities applicable to the Western Balkans. The congresswoman also makes a particularly significant reference to the Global Magnitsky sanctions program, noting that the alleged conduct could alternatively constitute sanctionable activity under that framework.

In formal terms, therefore, Maloy is directly calling on President Donald Trump’s administration to sanction Schmidt. The letter is addressed to OFAC and requests an expedited review of the materials already submitted to the agency. Politically, however, the significance of the initiative is clear: a Republican member of Congress is asking the U.S. administration to determine whether there are legal grounds for imposing U.S. sanctions on Schmidt and, potentially, on other officials involved. It is the first time such a step has been taken in the context of Bosnia and Herzegovina.

Maloy concludes by stating that she appreciates OFAC’s “expeditious review” of the matter and looks forward to learning the results of its investigation. This is therefore more than a simple political statement on Bosnia: it is a request to activate the administrative mechanism that can precede a decision on sanctions.

The initiative stems from the proceedings that ultimately led to Milorad Dodik losing his position. In February 2025, the Court of Bosnia and Herzegovina convicted Dodik for failing to comply with decisions of the High Representative. The ruling was subsequently upheld on appeal, resulting in a one-year prison sentence and a six-year ban on serving as President of Republika Srpska.

It is precisely the nature of this political and institutional process that Maloy is now indirectly calling into question. In her letter, she refers to Dodik as the “democratically elected President of Republika Srpska” and presents Schmidt’s actions as the subject of allegations of interference with the democratic process.

The development is politically significant because it reverses the perspective that for years characterized relations between Washington and the Bosnian Serb leadership: this time, it is not the actions of the Republika Srpska authorities that are being scrutinized. Instead, a U.S. government agency is being asked to examine the conduct of the former international High Representative and the institutions involved in the process that led to Dodik’s removal from office.

The decision on how to proceed now rests with the Trump administration.

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