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Temu reforça controlo de qualidade com laboratórios próprios avaliados pela Bureau Veritas

28 October 2026 at 22:19
Temu

A plataforma de comércio eletrónico Temu está a reforçar os mecanismos de controlo de qualidade dos produtos vendidos no seu marketplace através da integração de laboratórios próprios nas operações logísticas, após uma avaliação independente realizada pela Bureau Veritas.

Segundo a empresa, a auditoria incidiu sobre laboratórios instalados em armazéns operados por parceiros logísticos da Temu e confirmou a capacidade técnica destas instalações para executar testes específicos de produtos de acordo com determinadas normas europeias. O objetivo é detetar potenciais problemas de conformidade antes da expedição dos artigos para os consumidores.

A avaliação da Bureau Veritas analisou equipamentos de teste, instalações e condições ambientais, procedimentos operacionais, sistemas de controlo de qualidade e competências técnicas das equipas. De acordo com a Temu, os laboratórios cumprem os requisitos técnicos necessários para a realização dos ensaios previstos.

Os laboratórios encontram-se já operacionais e efetuam controlos por amostragem em produtos selecionados. Entre os testes realizados estão verificações de segurança elétrica em eletrodomésticos, avaliações de desempenho de produtos têxteis e ensaios destinados a aferir o cumprimento das normas de segurança aplicáveis a brinquedos.

A Temu explica que esta nova camada de verificação complementa os controlos já efetuados antes da colocação dos produtos à venda e a monitorização contínua realizada posteriormente.

“O nosso objetivo é contribuir para elevar os padrões de controlo dos produtos nas plataformas de comércio eletrónico, integrando os testes laboratoriais de forma mais abrangente nas operações logísticas”, afirmou um porta-voz da empresa. O mesmo responsável sublinhou que esta capacidade permite “identificar e resolver potenciais problemas de conformidade antes da expedição”.

A empresa esclarece que os laboratórios internos não substituem os testes realizados por entidades terceiras independentes nem alteram a responsabilidade dos vendedores de garantir o cumprimento da regulamentação aplicável. Além disso, a avaliação da Bureau Veritas refere-se apenas à capacidade técnica dos laboratórios para realizar os ensaios previstos, não constituindo uma certificação dos produtos.

Também a Bureau Veritas destacou o investimento realizado pela plataforma no reforço dos controlos internos. “A Temu está a trabalhar para desenvolver uma plataforma de comércio eletrónico com um forte foco na qualidade e na conformidade”, afirmou um porta-voz da entidade de certificação, acrescentando que acompanhou “o tempo e o esforço significativos” dedicados ao desenvolvimento das capacidades internas de testes.

A colaboração entre as duas organizações decorre desde 2023 e abrange áreas como testes de produtos, controlos aleatórios, serviços de ensaio prestados a vendedores e ações de formação. O trabalho conjunto envolve categorias que incluem têxteis, equipamentos elétricos e eletrónicos, produtos de beleza e cuidados pessoais, materiais em contacto com alimentos, equipamentos de proteção individual e joalharia.

A Temu revelou ainda que está a explorar novas parcerias com organizações especializadas para expandir as capacidades dos seus laboratórios internos.

A iniciativa integra uma estratégia mais ampla de reforço da segurança dos produtos e da conformidade regulamentar. A empresa prevê investir cerca de 200 milhões de dólares em 2026 em programas de conformidade e garantia da qualidade a nível global, valor que representa o dobro do montante aplicado no ano anterior.

Além dos laboratórios instalados nos armazéns, a plataforma trabalha atualmente com mais de 60 instituições independentes de testes em todo o mundo e tem vindo a alargar os programas de formação dirigidos aos vendedores, com o objetivo de reforçar o cumprimento dos requisitos regulamentares e dos processos de certificação.

Nova “taxa Temu”: UE soma mais dois euros às encomendas vindas de fora

By: AFP
27 October 2026 at 08:30
Taxa europeia sobre encomendas de fora da UE entra em vigor no domingo para travar “enxurrada chinesa”. A taxa de 2€ aplica-se a cada tipo de artigo numa encomenda enviada diretamente aos consumidores de fora da UE, independentemente do seu valor. A União Europeia vai aplicar, a partir de domingo, uma taxa de processamento de 2€  às encomendas provenientes de fora do bloco de 27 países, para travar a avalanche de produtos vindos da China. A nova taxa, que chega poucas semanas antes da corrida às compras da Black Friday, da Cyber Monday e do Natal, soma-se à taxa de

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