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O Jornal Económico
30 October 2026 at 19:30
- O Jornal Económico
- Não investimos no adepto e estamos a perder muitos milhões. Veja o “Jogo Económico”
Não investimos no adepto e estamos a perder muitos milhões. Veja o “Jogo Económico”
30 October 2026 at 19:00
Ouça e acompanhe o “Jogo Económico” também em formato podcast:
As competições profissionais portuguesas receberam mais de quatro milhões de visitas aos estádios na última época. Se cada uma dessas visitas gerasse mais 2 euros de valor incremental, estaríamos a falar de uma receita de 8 milhões de euros. Com 5 euros esse valor chegaria a 20 milhões.
Nuno Mena, consultor e analista, traz-nos todas as contas e métricas para explicar como é possível que os clubes criem receitas ordinárias, previsíveis e recorrentes. Leia aqui o artigo completo deste especialista.
Vamos perceber quanto rende organizar o prémio Bola de Ouro, da France Football; como a Liga portuguesa continua a ceifar treinadores a um ritmo alucinante e a encruzilhada em que se encontra o presidente da FIFA num momento em que quer encaixar 2 mil milhões até ao final do ano.
Seguro afirma que não se consegue “avançar como país” sem coesão social
30 October 2026 at 13:05
O Presidente da República defendeu hoje que sem coesão social o país não avança, destacando o acesso à saúde e habitação, e sublinhando a necessidade de existirem “condições essenciais” para que os sonhos das pessoas se possam concretizar.
“Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós. Se uma parte da nossa população, pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos, não tiverem acesso à saúde a tempo e horas, não tiverem acesso à habitação, não tiverem, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar”, disse António José Seguro, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), em Leiria, cuja requalificação inaugurou hoje.
Para o chefe de Estado, o “deslaçar social começa precisamente, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza e do progresso que é gerado”.
Sublinhando que este é “um país de progresso, de criação de riqueza, de ambição e de gente excelente”, o Presidente da República reforçou que Portugal precisa “tratar desta coesão social como de pão para a boca, para garantir que, de facto, todos” se sentem “membros de uma mesma comunidade”.
António José Seguro constatou que existem “demasiados instrumentos que nos destroem e, sobretudo contribuem para nos pôr uns contra os outros”.
“E fazem isso com uma rapidez enorme, sem nos dar sequer tempo para refletirmos, como se estivéssemos obrigados a ter de agir no segundo seguinte. Muitas das vezes desrespeitando os outros e, na maior parte das vezes acusamos, julgamos e sentenciamos, sem que o outro tenha a possibilidade sequer de se expressar”, adiantou.
O chefe de Estado acrescentou que parece que se vive em “condomínios fechados”, onde não se ouve, nem se percebe “que há uma diferença no outro”, o qual se deve “ouvir” e “respeitar”.
Perante uma sala com professores e alunos, entre outras entidades, o Presidente da República observou que a “escola não é apenas um conjunto de salas onde um professor tem atrás de si um quadro ou um projetor e tem na sua frente alunos que devem estar com atenção”.
“A escola é um lugar de encontro, onde vão pessoas que querem aprender. É evidente que uns têm a missão de ensinar, mas verdadeiramente também aprendem. A escola tem de ser um espaço de diálogo e de encontro. Uns têm a missão de ensinar, outros têm o dever de aprender”, acrescentou.
Apontando que na ESALV coabitam quase 30 nacionalidades, António José Seguro elogiou a forma como esta escola foi “capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença” e “ter condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências”, o que é o “papel de um Estado Social” e “da escola”, disse, abordando ainda o espaço dedicado a jovens com necessidades específicas.
“As pessoas que lá trabalham todos os dias com os vossos colegas têm uma coisa que não há salário nenhum que pague, que é um coração e uma disponibilidade enormes. Numa altura em que coração, amor, felicidade, empatia e fraternidade parecem uma banalidade, pois o vosso Presidente da República considera que devemos não ter vergonha de utilizar essas palavras em público”, disse, dirigindo-se aos alunos.
Por outro lado, o Presidente da República deve concretizá-las “com exemplos concretos” como os que existem naquela escola, notou.
Por isso, António José Seguro frisou que aquela “escola é mais do que paredes, é mais do que cimento, é mais do que vidro, é mais do que madeira”, “é coração, inteligência e, sobretudo, sensibilidade”.
Reforçando que é a “coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais”, o chefe de Estado apontou que os “jovens são os melhores aliados para compreenderem o valor da solidariedade e da generosidade”, porque são aqueles que verdadeiramente ainda “têm o coração mais puro, para darem esses contributos para criar um país coeso”.
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- Lucros do CaixaBank sobem 13% até setembro para 4.962 milhões e BPI contribui com 339 milhões
Lucros do CaixaBank sobem 13% até setembro para 4.962 milhões e BPI contribui com 339 milhões
30 October 2026 at 12:28
O banco espanhol CaixaBank registou lucros de 4.962 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, mais 12,9% face ao período homólogo de 2025, disse hoje o grupo financeiro, que em Portugal detém o BPI.
Em comunicado, o CaixaBank atribui a subida do resultado líquido ao forte crescimento do negócio, detalhando que o BPI contribuiu com 339 milhões de euros para os resultados nos primeiros nove meses.
A margem financeira, a diferença entre os juros cobrados nos créditos e a remuneração dos depósitos dos clientes, avançou 2,9% para 8.196 milhões de euros.
No total, as receitas do grupo entre janeiro e setembro avançaram 4,4% para 12.656 milhões de euros.
Os recursos dos clientes (21,1 milhões em Espanha e Portugal) subiram 3,9% no mesmo período, para 760.353 milhões de euros.
A carteira de “crédito saudável” concedido pelo banco aumentou 8,0% comparando com os primeiros nove meses de 2025, para 397.469 milhões de euros, com “uma tendência positiva nos créditos tanto a particulares como a empresas”.
“Fui eu”: Luis Neves assume responsabilidade política nas intervenções policiais
30 October 2026 at 12:10
O ministro da Administração Interna assumiu hoje a responsabilidade política nas intervenções policiais nas acampadas de Lisboa e Porto, esclarecendo que a PSP tem “total autonomia técnica, tática e operacional” para tomar as decisões.
“A tomada da decisão, relativamente à forma, ao modo e ao como, pertence à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública, com quem estive em permanente contacto. Foi isto que se passou. A responsabilidade política do Governo é absolutamente minha nesta temática e fui eu, com a minha equipa, que acompanhámos o trabalho da Polícia”, disse Luís Neves no parlamento.
Numa audição no âmbito da discussão na especialidade da proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), os deputados do PS e do Livre, Isabel Moreira e Paulo Muacho, respetivamente, questionaram o ministro sobre as cargas policiais da PSP nas acampadas pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.
“A Polícia de Segurança Pública, como a GNR, tem total autonomia técnica, tática e operacional. Não é o Ministro que diz como e de que forma é que o faz. A partir do momento em que digo que as acampadas e este tipo de acampamentos têm que terminar, naturalmente é essa a posição política que foi expressa, não só para as forças de segurança, como para todo o cidadão que deveria ter entendido de uma forma muito fácil tudo isto”, sublinhou Luís Neves.
Portagens devem aumentar 3,8% em 2027
30 October 2026 at 11:52
As portagens das autoestradas poderão aumentar 3,82% em 2027, a confirmar-se a estimativa da taxa de inflação homóloga para outubro, sem habitação, divulgada hoje pelo INE, acrescida dos 0,1% de compensação às concessionárias.
A fórmula que estabelece a forma como é calculado o aumento do preço das portagens em cada ano está prevista no decreto-lei n.º 294/97 e estabelece que a variação a praticar em cada ano tem como referência a taxa de inflação homóloga sem habitação no continente verificada no último mês para o qual haja dados disponíveis antes de 15 de novembro.
De acordo com os dados provisórios divulgados hoje pelo INE, aquele referencial de inflação situou-se em 3,72%. O valor definitivo será divulgado pelo INE em 11 de novembro.
A este valor acresce 0,1%, na sequência do acordo celebrado em 2022 pelo Governo com as concessionárias das autoestradas para as compensar pelo travão que foi então imposto a uma subida de cerca de 10% em 2023.
Isto porque, em 2022, a evolução homóloga dos preços no continente, sem habitação, superou os 10%, valor que levou o executivo a negociar com as concessionárias uma solução que limitou a subida do valor das portagens em 2023 a 4,9%.
Na ocasião, o então ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, precisou que, além dos 4,9% de aumento suportado pelos utilizadores das autoestradas, uma parte (2,8%) foram da responsabilidade do Estado, sendo o remanescente “até 9,5% ou 10,5%” suportado “pelas concessionárias”.
Como compensação pelo limite de 4,9% imposto em 2023, ficou, então, estabelecido que as concessionárias podiam, nos quatro anos seguintes, aumentar em mais 0,1% o valor de atualização das portagens que decorre dos respetivos contratos de concessão.
Em 2024, 2025 e 2026 as portagens sofreram também uma atualização superior a 2%.
Rali Dakar de 2027 vai arrancar no Algarve
30 October 2026 at 09:47
O rali Dakar de 2027 vai decorrer em Portugal e Marrocos, em janeiro, anunciou hoje a organização, depois de ter sido forçada a desistir da realização da prova na Arábia Saudita por causa do contexto geopolítico no Médio Oriente.
“Diante dos recentes acontecimentos no Reino da Arábia Saudita” — especificamente a intensificação dos ataques de combatentes huthis do Iémen, apoiados pelo Irão, contra Riade —, “a prova será transferida, excecionalmente em 2027, para a Europa e a África, antes de regressar a solo saudita, em 2028, para a 50.ª edição”, informou a Amaury Sport Organisation.
A organização desta prova de todo-o-terreno explicou que a “primeira etapa será composta por um prólogo seguido de 12 etapas, ocorrendo de 09 a 23 de janeiro, entre Loulé-Faro, em Portugal, e Marraquexe, em Marrocos”, explicou.
Lucro da BP mais do que triplica entre janeiro e setembro para 11.230 milhões
30 October 2026 at 09:43
A petrolífera BP alcançou um lucro líquido atribuído de 12.449 milhões de dólares (cerca de 11.230 milhões de euros) nos primeiros nove meses do ano, um aumento homólogo de 258%, devido ao aumento do preço do petróleo.
Num comunicado enviado hoje à Bolsa de Valores de Londres, a empresa indicou que o lucro antes de impostos atingiu 23.799 milhões de dólares (cerca de 21.382 milhões de euros), mais 157% do que nos nove meses de 2025, enquanto as receitas totais registaram um aumento de 33,5%, atingindo 193.369 milhões de dólares (cerca de 173.736 milhões de euros).
Os custos de produção subiram 33%, para 25.132 milhões de dólares (cerca de 22.580 milhões de euros), enquanto os custos de exploração aumentaram 45,4%, para 678 milhões de dólares (cerca de 609 milhões de euros), e os custos de distribuição e administração atingiram 14.130 milhões de dólares (cerca de 12.695 milhões de euros), um aumento de 9,2%.
A 30 de setembro, a dívida líquida da petrolífera situava-se em 13.870 milhões de dólares (cerca de 12.461 milhões de euros), contra os 26.054 milhões de dólares (cerca de 23.408 milhões de euros) registados na mesma data de 2025.
Citada em comunicado, a presidente executiva (CEO) da BP, Meg O’Neill, admitiu que “a volatilidade e as perturbações nos fluxos comerciais continuam a definir os mercados energéticos”.
O setor, referiu a CEO, tem demonstrado uma notável capacidade de adaptação, uma vez que as refinarias têm operado perto da capacidade máxima para compensar o défice de abastecimento.
Devido à escalada do conflito no Médio Oriente, o preço do petróleo subiu consideravelmente nos últimos meses, chegando a ultrapassar a barreira dos 114 dólares por barril.
Lula tenta evitar que caso Bolsonaro vire crise diplomática com Trump
30 October 2026 at 08:52
O presidente Lula (PT) decidiu não se envolver no enredo político da fuga de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado ao Planalto, para os Estados Unidos.
A avaliação no Planalto é de que uma intervenção do petista seria despropositada, porque Flávio está a desgastar-se com a história e, por isso, não haveria sentido em arriscar uma crise diplomática com o presidente americano, Donald Trump, por causa do adversário político.
A determinação foi mantida mesmo depois de os jornais americanos The Wall Street Journal e The New York Times afirmarem que Trump ajudou Flávio a fugir para os EUA.
O jato particular em que Flávio viajou foi providenciado, segundo as duas publicações, por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca —informação também sustentada por um aliado de Flávio à Folha.
Miller estreitou laços com a família Bolsonaro quando esteve no comando da Gettr, rede social conservadora. Em setembro de 2021, chegou a ser interrogado pela Polícia Federal no aeroporto de Brasília, em investigação sobre atos golpistas conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após participar de conferência organizada por Eduardo Bolsonaro, na qual também se encontrou com Jair Bolsonaro, então presidente da República.
Flávio partiu rumo aos Estados Unidos após ser intimado pela Polícia Federal na segunda-feira (26) a entregar seus passaportes —ele é alvo de inquérito que apura seu envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro com bets. O senador passou pela Argentina e Equador antes de chegar ao território norte-americano.
Auxiliares de Lula têm repetido que eventuais providências relacionadas à fuga de Flávio cabem ao poder judicial, não à Presidência da República. O chefe do governo tem demonstrado, em conversas internas, que prefere dedicar o seu tempo a outros assuntos –ele acaba de ser reeleito e precisa apurar a sua nova gestão. Também tenta evitar que as negociações sobre o tarifaço fiquem ainda mais difíceis.
Um integrante do alto escalão diz que a fuga foi tão absurda que não deveria ser elemento com potencial de desencadear qualquer crise para Lula.
O governo brasileiro pretende preservar a relação comercial com os Estados Unidos e manter as negociações em curso, mesmo com as notícias que ligam o governo americano à fuga de Flávio. A avaliação interna é de que não convém colocar o episódio no centro da relação entre os dois governos.
Como mostrou a Folha, aliados do petista avaliam que Flávio Bolsonaro tenta atrair Lula para uma armadilha para sabotar a relação entre o petista e Trump, descrita como boa por ambos. Por esse raciocínio, o candidato derrotado busca provocar o presidente brasileiro para que ele tome uma atitude ou dê uma declaração que estresse sua relação com o presidente americano.
Na quarta-feira (28), o senador do PL divulgou uma carta em que se proclamava “verdadeiro presidente do Brasil”. Depois, atualizou o documento e referiu-se a si mesmo como “líder do Brasil”. Ele afirma, sem apresentar prova nenhuma, que a eleição brasileira foi fraudada. Na segunda (26), Flávio havia dito que desistiria de anular a eleição na Justiça e declarou que não fugiria do país.
Trump até o momento não reconheceu explicitamente a vitória de Lula e disse que a eleição brasileira foi uma vergonha. Apesar disso, ele afirma que conversará com o brasileiro. De acordo com Trump, o próprio Lula pediu que ele não tomasse lado na disputa.
A orientação dada aos auxiliares de Lula é não alimentar uma polêmica em torno da fuga de Flávio e manter uma postura pragmática. Integrantes do governo avaliam que Lula saiu fortalecido da reeleição e não precisa cobrar de Trump o reconhecimento da vitória, ainda não expressado pelo presidente americano.
Na avaliação de um auxiliar do Planalto, cobrar publicamente o reconhecimento poderia transmitir uma imagem de fragilidade que o Brasil não precisa assumir. Um diplomata do Itamaraty afirma que, neste momento, as providências relacionadas à saída de Flávio do país cabem ao Judiciário, e não ao presidente da República.
O governo também considera relevante o fato de partidos de diferentes espectros políticos, inclusive o PL, terem reconhecido a vitória de Lula. Outro reconhecimento considerado importante pelo governo foi o do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, indicado ao STF por Jair Bolsonaro.
O grupo político do chefe do governo brasileiro diz acreditar que a ida do adversário para o exterior tende a dispersar seu eleitorado. No domingo (25), Flávio Bolsonaro teve 59,8 milhões de votos para presidente da República e perdeu para Lula por 3,6 pontos percentuais.
Diversos aliados de Lula relataram à Folha a avaliação de que a fuga de Flávio Bolsonaro é benéfica para o presidente reeleito. Em seu aniversário de 81 anos, o petista citou o episódio como um dos mais vergonhosos da história do Brasil.
A análise é de que o senador abandonou um património eleitoral imenso e desorganizou a oposição, que agora precisará construir uma nova opção de poder –ou seja, um nome forte e incontestável no seu campo político para disputar a próxima eleição presidencial contra o grupo de Lula.
Banco do Japão decide manter taxa de juro em 1,25%
30 October 2026 at 08:00
O Banco do Japão (BoJ) decidiu hoje manter a taxa de juro de referência de curto prazo em 1,25%, o nível mais elevado em quase 31 anos no país asiático.
Na reunião de dois dias dedicada à política monetária, o BoJ optou por não alterar a taxa, depois de a ter aumentado de 1% para 1,25% em setembro, num contexto de insistência dos Estados Unidos para que o Japão demonstre aos mercados o seu compromisso com a sustentabilidade orçamental e com a subida das taxas de juro.
Por uma maioria de oito votos contra um, o banco central nipónico manteve as taxas inalteradas, considerando que a inflação subjacente se encontra, de forma geral, num nível compatível com o objetivo de estabilidade de preços de 2%.
Perante este cenário, o banco central reiterou que manterá a orientação de aumento gradual das taxas de juro e ajustará a política monetária em função da evolução da atividade económica, dos preços e das condições financeiras.
No entanto, no relatório de perspetivas económicas divulgado hoje, o BoJ alertou para o risco da inflação subjacente ultrapassar a meta de 2%, devido à crescente disponibilidade das empresas para aumentarem salários e preços, bem como a outros fatores suscetíveis de impulsionar a inflação.
Segundo dados divulgados na semana passada pelo Governo japonês, a inflação homóloga, excluindo os produtos alimentares frescos, aumentou para 2,1% em setembro, face aos 1,7% registados em agosto, situando-se ligeiramente acima do objetivo de 2% definido pelo banco central.
O BoJ considerou que a economia japonesa continuará a crescer moderadamente, embora a um ritmo mais lento, apoiada pelas medidas governamentais para responder ao aumento dos custos da energia provocado pelo conflito no Médio Oriente e pelo crescimento da procura mundial associada à inteligência artificial (IA).
Além disso, o banco central do país anunciou que irá acelerar a partir de janeiro de 2027 o ritmo de venda dos fundos negociados em bolsa, acumulados durante os programas de estímulo monetário como parte dos esforços para reduzir gradualmente a carteira destes ativos. A medida foi aprovada por unanimidade pelos membros da comissão de política monetária.
A decisão do BoJ surge depois de na quarta-feira a Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos ter optado igualmente por manter as taxas de juro inalteradas, no intervalo entre 3,75% e 4%. O Banco Central Europeu (BCE) também manteve esta quinta-feira as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez em, respetivamente, 2,5%, 2,65% e 2,9%.
- O Jornal Económico
- Binance revela que ataque de cibersegurança tem impacto estimado em 5,6 mil milhões de euros
Binance revela que ataque de cibersegurança tem impacto estimado em 5,6 mil milhões de euros
30 October 2026 at 07:46
A Binance, maior plataforma mundial de negociação de criptomoedas, revelou hoje que o ataque de cibersegurança de que foi alvo tem um impacto estimado em 6,3 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros).
Em comunicado divulgado no seu portal oficial, a empresa explicou que as investigações preliminares apontam para a possibilidade de os atacantes terem comprometido o computador portátil de um engenheiro de operações, conseguindo aceder a um dos sistemas da plataforma e executar levantamentos não autorizados.
A Binance afirmou não ter encontrado, até ao momento, provas de que as chaves privadas das suas carteiras digitais tenham sido comprometidas e prometeu divulgar um relatório técnico detalhado após a conclusão da investigação.
A empresa indicou que trabalhou com parceiros do setor para congelar cerca de 3.000 milhões de dólares (2.700 milhões de euros) em ativos afetados, embora ainda não tenha determinado o valor definitivo das perdas nem quanto poderá recuperar.
A plataforma garantiu que cobrirá todos os eventuais prejuízos através do fundo de proteção dos utilizadores, conhecido pela sigla SAFU, e de recursos próprios, assegurando que os fundos dos clientes estão protegidos.
Como medida de precaução, a Binance suspendeu temporariamente os depósitos e levantamentos, revogou as autorizações de acesso comprometidas e solicitou a colaboração das autoridades e de empresas especializadas no rastreio de transações com criptomoedas.
A plataforma anunciou que atualizará a prova de reservas após a conclusão das medidas corretivas.
O incidente provocou quedas nas principais criptomoedas, com a bitcoin a recuar mais de 3%, para cerca de 77.400 dólares (69.190 euros), enquanto o éter e a BNB também registaram perdas, segundo o portal especializado CoinDesk.
Nos mercados de futuros, as liquidações de posições alavancadas atingiram 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros), segundo a mesma fonte.
Fundada em 2017, em Xangai, leste da China, pelo empresário Changpeng Zhao, a Binance transferiu as operações para fora da China após as restrições impostas por Pequim à negociação de criptomoedas, passando a operar internacionalmente sem uma sede central única.